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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Arqueólogos encontram documento escrito mais velho da história

Arqueólogos israelenses disseram ter encontrado o documento escrito mais antigo de que se tem registro no mundo.

O pequeno fragmento de barro data do século 14 a.C.

O fragmento, encontrado em Jerusalém, tem cerca de 2,8cm de diâmetro e grossura de um centímetro. O texto está escrito em símbolos cuneiformes, no idioma acadiano.

Apesar do tamanho do fragmento, é possível ver nove linhas escritas. Mas os arqueólogos conseguiram apenas ler palavras isoladas como "eles", "você" e "depois", sem conseguir entender o contexto do que foi escrito.Fonte: BBC Brasil

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domingo, 4 de abril de 2010

O primeiro-ministro de Israel fala na Conferência da AIPAC


O futuro do Estado judeu nunca pode depender da boa vontade até mesmo do maior dos homens. Israel deve sempre reservar-se o direito de se defender

Video (em inglês): http://www.aipac.org/PC2010/webPlayer/mon_netanyahu10.asp

Transcrição:
Membros da Administração Obama, Senadores, Membros do Congresso, ministro da Defesa Ehud Barak, ministro Uzi Landau , embaixador Michael Oren, Howard Kohr, Victor David, Lee Rosenberg, Líderes da AIPAC, Senhoras e Senhores:

Quando o mundo enfrenta desafios monumentais, sei que Israel e Estados Unidos vão enfrentá-los juntos. Estamos juntos porque somos animados pelos mesmos ideais e inspirados pelo mesmo sonho - o sonho de alcançar a segurança, a prosperidade e a paz.

Este sonho parecia impossível para muitos judeus no século passado.

Neste mês, meu pai comemorou seu centésimo aniversário. Quando ele nasceu, os czares governavam a Rússia, o Império Britânico abarcava todo o mundo e os otomanos governavam o Oriente Médio. Durante sua vida, todos esses impérios desmoronaram, outros floresceram e sucumbiram, e o destino judaico passou do desespero para uma nova esperança - o renascimento do Estado judeu. Pela primeira vez em dois mil anos, o povo judeu soberano podia defender-se contra ataques.

Antes disso, fomos submetidos à incessante barbárie: A carnificina da Idade Média, a expulsão dos judeus da Inglaterra, Espanha e Portugal, os massacres sanguinários dos judeus da Ucrânia, os pogroms na Rússia, que culminaram com o maior dos males - o Holocausto.

A fundação de Israel não interrompeu os ataques contra os judeus. Limitou-se a dar aos judeus o poder deles próprios se defenderem contra aqueles ataques.
Meus amigos,

Quero dizer a vocês sobre o dia em que compreendi a profundidade dessa transformação. Foi o dia em que conheci Shlomit Vilmosh, há mais de 40 anos atrás. Eu servi com seu filho, Haim, na mesma unidade de elite do exército. Durante uma batalha em 1969, Haim foi morto por uma rajada de metralhadora.

Em seu funeral, descobri que Haim nascera pouco depois que sua mãe e seu pai foram libertados dos campos de morte da Europa. Se Haim tivesse nascido dois anos antes aquele corajoso jovem teria sido atirado aos fornos como um milhão de outras crianças judias. Shlomit, a mãe de Haim, me disse então que estava bastante angustiada, mas também muito orgulhosa. Pelo menos, ela disse, meu filho caiu vestindo o uniforme de um soldado judeu defendendo o Estado judeu.

Uma e outra vez, o exército israelense foi obrigado a repelir os ataques de poderosos inimigos determinados a nos destruir. Quando o Egito e a Jordânia reconheceram que não poderiam nos derrotar em batalha, adotaram o caminho da paz.

Ainda há aqueles que continuam a agressão contra o Estado judeu e abertamente pedem a nossa destruição. Eles procuram alcançar este objetivo através do terrorismo, dos ataques de mísseis e, mais recentemente, através do desenvolvimento de armas atômicas.

A reunião do povo judeu em Israel não dissuadiu esses fanáticos. Na verdade, isso só tem aguçado seu apetite. Governantes do Irã dizem que "Israel é país de uma só bomba". O chefe do Hezbolá diz: "Se todos os judeus se reúnem em Israel, isso irá poupar-nos do trabalho de persegui-los em todo o mundo".

Meus amigos,

Estes são fatos desagradáveis, mas são os fatos.

A maior ameaça para qualquer organismo vivo ou nação não é a de reconhecer o perigo a tempo. Setenta e cinco anos atrás, muitos líderes ao redor do mundo puseram suas cabeças na areia. Incontáveis milhões de pessoas morreram na guerra que se seguiu. Finalmente, dois dos maiores líderes da história ajudaram a maré a mudar. Franklin Delano Roosevelt e Winston Churchill ajudaram a salvar o mundo. Mas era tarde demais para salvar seis milhões do meu próprio povo.

O futuro do Estado judeu nunca pode depender da boa vontade até mesmo do maior dos homens. Israel deve sempre reservar-se o direito de se defender.

Hoje, uma ameaça sem precedentes para a humanidade é iminente. Um regime radical iraniano com armas nucleares poderia trazer um fim à era da paz nuclear que o mundo tem desfrutado nos últimos 65 anos. Esse regime poderia fornecer armas nucleares a terroristas e poderia mesmo ser tentado a usá-las. Nosso mundo nunca mais seria o mesmo. A descarada corrida do Irã para desenvolver armas nucleares é, em primeiro lugar, uma ameaça para Israel, mas também é uma grave ameaça para a região e para o mundo.

Israel espera que a comunidade internacional aja rápida e decisivamente para impedir esse perigo. Mas sempre nos reservamos o direito da autodefesa.

Temos também de nos defender contra mentiras e difamações. Ao longo da história, as calúnias contra o povo judeu sempre precederam as agressões físicas contra nós e foram usadas para justificar esses ataques. Os judeus eram chamados de envenenadores da humanidade, fomentadores da instabilidade e fonte de todo o mal sob o sol.

Infelizmente, esses ataques caluniosos contra o povo judeu também não terminaram com a criação de Israel. Por um tempo, o antissemitismo ostensivo foi colocado em xeque pela vergonha e o choque do Holocausto. Mas só por um tempo. Nas últimas décadas, o ódio aos judeus ressurgiu com força crescente, mas com uma distorção insidiosa. Não é apenas dirigida ao povo judeu, mas cada vez mais ao Estado judeu. Na sua forma mais perniciosa, alega que, se Israel não existisse, muitos dos problemas do mundo acabariam.

Meus amigos,

Será que isso significa que Israel está acima de qualquer crítica? Claro que não. Israel, como qualquer democracia, tem suas imperfeições, mas nós nos esforçamos para corrigi-las através do debate aberto e escrutínio. Israel tem tribunais independentes, Estado de Direito, imprensa livre e um vigoroso debate parlamentar - acreditem, é vigoroso.

Eu sei que membros do Congresso se referem um ao outro, como “o meu ilustre colega de Wisconsin ou o senador da Califórnia”. Em Israel, os membros do Knesset não se referem assim aos seus ilustres colegas de Kiryat Shmona ou de Beer Sheva. Dizemos, bem, vocês não vão querer saber o que falamos. Em Israel, a autocrítica é um modo de vida, e aceitamos que a crítica faz parte da condução dos assuntos internacionais.

Mas Israel deve ser julgado pelos mesmos padrões aplicados a todas as nações, e as alegações contra Israel devem ser baseados em fatos. A alegação pela qual se tenta descrever os judeus como colonizadores estrangeiros na sua própria pátria é uma das grandes mentiras dos tempos modernos.

Em meu escritório tenho um anel com sinete, que me foi emprestado pelo Departamento de Antiguidades de Israel. O anel foi encontrado junto ao Muro Ocidental, mas remonta a cerca de 2.800 anos atrás, duzentos anos depois que o rei Davi transformou Jerusalém em nossa capital. O anel é um selo de um funcionário judeu, e inscrito em hebraico está o seu nome: Netanyahu. Netanyahu Ben-Yoash. Esse é meu sobrenome. Meu primeiro nome, Benjamin, remonta 1.000 anos antes de Benjamin, filho de Jacob. Um dos irmãos de Benjamin era chamado Shimon, que também acontece de ser o primeiro nome do meu bom amigo, Shimon Peres, o presidente de Israel. Cerca de 4.000 anos atrás, Benjamin, Shimon e seus dez irmãos vagavam pelas montanhas da Judéia.

Senhoras e Senhores,

A ligação entre o povo judeu e a terra de Israel não pode ser negada. A ligação entre o povo judeu e Jerusalém não pode ser negada. O povo judeu esteve construindo Jerusalém 3.000 anos atrás e o povo judeu constrói Jerusalém hoje.

Jerusalém não é um assentamento. É a nossa capital.

Em Jerusalém, meu governo tem mantido as políticas de todos os governos israelenses desde 1967, incluindo aqueles liderados por Golda Meir, Menachem Begin e Yitzhak Rabin. Hoje, quase um quarto de um milhão de judeus, quase a metade da população judaica da cidade, vive em bairros que estão mais além das linhas de 1949. Todos estes bairros estão dentro de uma distância de cinco minutos de carro da Knesset. Eles são parte integrante e inseparável da Jerusalém moderna. Todo mundo sabe que esses bairros serão parte indivisível de Israel em qualquer acordo de paz. Portanto, construir neles, de forma alguma exclui a possibilidade de uma solução de dois Estados.

Nada é mais raro no Oriente Médio do que a tolerância às crenças dos outros. É apenas sob soberania israelense, em Jerusalém, que a liberdade religiosa para todas as crenças tem sido garantida. Enquanto prezamos nossa pátria, também reconhecemos que os palestinos vivem lá igualmente. Nós não queremos dominá-los. Nós não queremos governá-los. Nós os queremos como vizinhos, vivendo em segurança, dignidade e paz. No entanto, Israel é injustamente acusado de não querer fazer a paz com os palestinos. Nada poderia estar mais longe da verdade.

Meu governo deu provas do seu compromisso com a paz em palavras e atos. Desde o primeiro dia pedimos à Autoridade Palestina que inicie as negociações de paz sem demora. Eu faço esse mesmo pedido hoje. Presidente Abbas, venha negociar a paz. Líderes que realmente querem a paz devem sentar-se frente a frente.

Naturalmente que os Estados Unidos podem ajudar as partes a resolverem seus problemas, mas não podem resolver os problemas para as partes. A paz não pode ser imposta de fora. Ela só pode vir através de negociações diretas nas quais estamos desenvolvendo confiança mútua.

No ano passado, falei de uma visão de paz na qual um Estado palestino desmilitarizado reconhece o Estado judeu. Assim como os palestinos esperam que Israel reconheça um Estado palestino, nós esperamos que os palestinos reconhecessem o Estado judeu.

Meu governo retirou centenas de bloqueios, barreiras e postos para facilitar o movimento dos palestinos. Como resultado, ajudamos a impulsionar um boom fantástico na economia palestina (cafeterias, restaurantes, empresas, e até mesmo cinemas multiplex). E anunciamos uma moratória sem precedentes nas novas construções israelenses na Judéia e na Samária.

Isto é o que meu governo fez pela paz. O que tem feito a Autoridade Palestina pela paz? Bem, eles só têm colocado pré-condições para as negociações de paz, movem uma implacável campanha internacional para minar a legitimidade de Israel, e promoveram o notório Relatório Goldstone, que falsamente acusa Israel de crimes de guerra. Na verdade, eles estão fazendo bem agora no âmbito da ONU o que grotescamente fizeram no Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

Quero agradecer ao presidente Obama e ao Congresso dos Estados Unidos por seus esforços em frustrar essa calúnia, e peço pelo seu contínuo apoio.

De forma lamentável, a Autoridade Palestina também continua o incitamento contra Israel. Alguns dias atrás, uma praça pública nas imediações de Ramallah recebeu o nome de uma terrorista que matou 37 civis israelenses, incluindo 13 crianças. A Autoridade Palestina nada fez para impedir isso.

Senhoras e Senhores,

A paz exige reciprocidade. Não pode ser uma rua de mão única, na qual só Israel faz concessões. Israel está pronto a assumir compromissos necessários para a paz. Mas esperamos que os palestinos comprometam-se também. Mas uma coisa que nunca vai se comprometer é a nossa segurança.

É difícil explicar a situação da segurança de Israel para alguém que vive em um país com 500 vezes o tamanho de Israel. Mas imaginem os Estados Unidos inteiros comprimidos no tamanho de Nova Jersey. Em seguida, ponha na fronteira norte de Nova Jersey um representante terrorista do Irã chamado Hezbolá, que dispara 6.000 foguetes contra esse pequeno Estado. Imaginem então que este agente terrorista acumulou mais de 60.000 mísseis para lançar sobre você. Espere. Eu não terminei ainda. Agora, imaginem na fronteira sul de Nova Jersey outro agente terrorista iraniano chamado Hamas. Ele também lançou 6.000 foguetes contra o seu território, enquanto contrabandeia armas ainda mais letais ao seu território. Vocês não acham que se sentiriam um pouco mais vulneráv eis? Vocês acham que poderiam esperar alguma compreensão da comunidade internacional quando se defenderem?

Um acordo de paz com os palestinos devem incluir medidas de segurança eficazes na região. Israel precisa se certificar de que o que aconteceu no Líbano e em Gaza não volte a acontecer na Cisjordânia.

O principal problema da segurança de Israel com o Líbano não é sua fronteira com o Líbano. É a fronteira do Líbano com a Síria, através da qual o Irã e a Síria contrabandeiam dezenas de milhares de armas ao Hezbolá.

O principal problema da segurança de Israel com Gaza não é sua fronteira com Gaza. É a fronteira de Gaza com o Egito, na qual cerca de 1.000 túneis foram cavados para contrabandear armas. A experiência tem demonstrado que apenas a presença israelense no local pode impedir o contrabando de armas. É por isso que um acordo de paz com os palestinos deve incluir uma presença israelense na fronteira oriental de um futuro Estado palestino.

Se a paz com os palestinos comprovar sua durabilidade ao longo do tempo, poderemos rever os acordos de segurança. Estamos dispostos a assumir riscos para a paz, mas não seremos irresponsáveis com a vida da nossa população e a vida do primeiro e único Estado judeu.

Senhoras e Senhores,

O povo de Israel quer um futuro no qual nossos filhos já não experimentem os horrores da guerra. Queremos um futuro no qual Israel realize todo o seu potencial como um centro global de tecnologia, ancorado nos seus valores e viva em paz com todos os seus vizinhos.

Eu pressinto um Israel que pode dedicar ainda mais os seus talentos criativos e científicos para ajudar a resolver alguns dos grandes desafios da atualidade, antes de tudo, encontrar um substituto limpo e acessível (Nota do tradutor: mais barato) para a gasolina. E quando encontrarmos essa alternativa, vamos parar de transferir centenas de bilhões de dólares para regimes radicais que apóiam o terror.

Estou confiante que na perseguição destes objetivos, temos a amizade duradoura dos Estados Unidos da América, a maior nação da terra. O povo americano tem sempre demonstrado a sua coragem, sua generosidade e decência. De um presidente para o seguinte, de um Congresso para o subsequente, o compromisso dos EUA com a segurança de Israel foi inabalável. No ano passado, o presidente Obama e o Congresso norte-americano deram significado a essa promessa, fornecendo assistência militar a Israel, permitindo exercícios militares conjuntos e trabalhando juntos na defesa antimísseis.

Assim também Israel tem sido um aliado leal e firme dos Estados Unidos. Como disse o vice-presidente Biden, a América não tem melhor amigo na comunidade das nações que Israel. Durante décadas, Israel serviu como um baluarte contra o expansionismo soviético. Hoje, está ajudando a América a conter a onda militante do islã. Israel compartilha com os Estados Unidos tudo o que sabe sobre como combater um novo tipo de inimigo. Trocamos informações de inteligência. Cooperamos em inúmeros outros campos dos quais eu não estou liberado a divulgar. Esta cooperação é importante para Israel e está ajudando a salvar vidas americanas.

Nossos soldados e seus soldados lutam contra inimigos fanáticos que detestam os nossos valores comuns. Aos olhos desses fanáticos, somos vocês e vocês estão conosco. Para eles, a única diferença é que vocês são grandes e nós somos pequenos. Vocês são o Grande Satã e nós somos o Pequeno Satã. Esse ódio fanático pela civilização ocidental antecede o estabelecimento de Israel por mais de mil anos.

Os militantes islâmicos não odeiam o Ocidente por causa de Israel. Eles odeiam Israel por causa do Ocidente - porque consideram Israel como um posto avançado da liberdade e da democracia, que os impede de ultrapassarem o Oriente Médio. É por isso que quando Israel está contra seus inimigos, está contra os inimigos da América.

O presidente Harry Truman, o primeiro líder a reconhecer Israel, disse: "Eu tenho fé em Israel e eu acredito que ele tenha um futuro glorioso - não apenas como uma outra nação soberana, mas como uma personificação dos grandes ideais da nossa civilização".

Meus Amigos,

Estamos reunidos aqui hoje porque acreditamos nos ideais comuns. E por causa desses ideais, estou certo de que Israel e os EUA estarão sempre juntos.

Íntegra do histórico discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Conferência da AIPAC em 22/3/2010.

Se quiser saber mais mais sobre a AIPAC, clique aqui.

(Traduzido por Szyja Lorber - www.visaojudaica.com.br - http://www.beth-shalom.com.br)

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quinta-feira, 25 de março de 2010

Ministro de Israel agradece a Deus pelo "privilégio" de expandir assentamentos

O ministro israelense do Interior, Eli Yishai, agradeceu a Deus pela possibilidade de participar da decisão de expandir assentamentos judaicos localizados em territórios palestinos ocupados. "Dou graças a Deus pelo privilégio de ser o ministro que aprovou a construção de mil casas em Jerusalém", disse hoje ao jornal "Iom leiom".

A afirmação de Yishai confirma a posição de Israel de manter os planos de expansão dos assentamentos em Jerusalém Oriental, ponto polêmico que dificulta os esforços de negociações indiretas, mediadas pelos EUA, que deveriam começar ainda este ano.

A cidade é disputada por palestinos e israelenses, e o anúncio das novas construções levou Israel a sofrer pressões da comunidade internacional e à crise com seu principal aliado, os EUA.

Na entrevista ao diário, o ministro ainda acrescentou que a cidade é a "capital do povo judeu", onde os israelenses têm construído há muitos anos e a expansão não deve parar.

Yishai assegura que a conduta da Casa Branca "reforça" o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e lhe dá "desculpas" para recusar a retomada das negociações com Israel, paralizadas há mais de um ano.

O ministro afirma que desde a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Israel, quando aumentou a tensão entre as duas nações, os israelenses têm notado um endurecimento da postura da Palestina e se mostra convencido de que Abbas não quer a paz.

Outros ministros se pronunciaram hoje sobre a reunião ocorrida em Washington na terça-feira, entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

Segundo a imprensa israelense, a delegação foi "humilhada" pelos anfitriões americanos na Casa Branca.

O vice-primeiro ministro Silvan Shalom disse à rádio estatal de Israel que a construção das colônias judaicas em Jerusalém Oriental -- praticada por todos os governos anteriores há quatro décadas -- é "incondicional" e não pode ser abandonada.Fonte: Efe via Folha Online

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sustentabilidade - Em Jerusalém, Beto Richa defende mais força para as cidades


Em sua apresentação no painel Cidades do Amanhã, nesta quinta-feira (22), em Israel, prefeito de Curitiba defendeu que uma substantiva parcela dos problemas do planeta será equacionada a partir das cidades

O prefeito de Curitiba, Beto Richa, defendeu nesta quinta-feira (22), em Jerusalém, que uma substantiva parcela dos problemas do planeta será equacionada a partir das cidades. “As cidades são parte do problema e a promessa de sua solução. É nas concentrações urbanas – onde já vive mais da metade da população mundial – que vamos travar a batalha decisiva contra o aquecimento global, a questão que mais nos aflige no longo prazo”, explicou Richa, em apresentação no painel Cidades do Amanhã, da Conferência Mundial Facing Tomorrow (Enfrentando o Amanhã). Richa foi convidado para o evento pelo presidente de Israel, Shimon Peres.


Também participaram deste painel o ex-governador do Paraná Jaime Lerner e o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat. Iniciado por Peres em 2008, o evento visa investigar as tendências que moldam o futuro e explorar as ações que podem e devem ser realizadas para o aprimoramento do amanhã no mundo. Participam do evento lideranças mundiais e chefes de estado como Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel; Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico; e Jose Maria Aznar, ex-primeiro-ministro da Espanha; além de pensadores, artistas e cientistas.

Em sua apresentação, Richa destacou o planejamento urbano de Curitiba aliado com preservação ambiental. “O maior fator de êxito, estou convencido, foi o engajamento da população na parceria com as autoridades”, disse Richa. “Respeitadas as características locais, qualquer cidade pode promover esta sinergia entre poder público e comunidade, e na maioria das vezes a população é quem vai liderar o processo de mudanças”, completou o prefeito, observando que as políticas locais de sustentabilidade terão alcance limitado se não contemplarem melhores indicadores de desenvolvimento humano. “Especialmente quando estamos falando de cidades de países emergentes, como é o caso do Brasil, e mais ainda quando se trata de nações pobres. Em Curitiba, decidimos priorizar educação, saúde, habitação e a infraestrutura viária dos bairros mais carentes”, afirmou.

O transporte público de Curitiba também foi citado por Richa como um modelo que contribuiu para ordenar o crescimento da cidade. “Incentivando as vocações socioeconômicas dos bairros e preenchendo os vazios urbanos”, afirmou Richa, lembrando que recentemente foi criado um novo eixo de transporte, a Linha Verde. “Por onde circulam ônibus movidos 100% a biocombustível, iniciativa pioneira na América Latina que contribui para reduzir as emissões de gases poluentes”, observou;

Para o prefeito de Curitiba, o futuro do transporte público da cidade está na integração entre o ônibus e o metrô, cujos projetos de engenharia e estudos de impacto ecológico já foram iniciados.

Richa também destacou a política de preservação do meio ambiente adotada em Curitiba. “Essa filosofia de gestão resultou na formação de 77 milhões de metros quadrados de áreas verdes, equivalentes a 18% da superfície do município, de 430 quilômetros quadrados”, disse. Essas reservas, somadas às árvores das vias públicas, garantem a Curitiba 51 metros quadrados de área verde por habitante.

O prefeito de Curitiba citou ainda a execução de um inventário de sumidouros de gás carbônico (CO2), já concluído. Trata-se de um levantamento da quantidade de carbono fixado pela vegetação urbana, que apontou que as florestas de Curitiba retiraram da atmosfera 4,25 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

“O plano prevê também a contratação do inventário de emissões de gases de efeito estufa e um estudo de vulnerabilidades, com a elaboração de modelos climáticos específicos para Curitiba num horizonte até o ano 2100”, explicou Richa. A partir desses estudos, será concebido o Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, que vai ser previamente debatido com a população.

Na próxima segunda-feira (26), o prefeito de Curitiba irá a Beirute para um encontro com o general Michel Suleiman, presidente do Líbano. Em seguida, Richa visitará o Parlamento Libanês, onde terá uma audiência com o presidente do parlamento, Nabih Berri. Na terça-feira (27), o prefeitto encontrará o primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri. Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação de Curitiba

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SHIMON PERES CONVIDA BETO RICHA PARA CONFERÊNCIA EM ISRAEL


O prefeito Beto Richa foi convidado pelo presidente de Israel, Shimon Peres, para ser um dos palestrantes da Conferência Mundial Facing Tomorrow (Enfrentando o Amanhã), que será realizada em Jerusalém a partir da próxima terça-feira (20) e reunirá presidentes, líderes mundiais, pensadores, artistas e cientistas. “Será um grande prazer se Vossa Excelência puder se unir a mim como meu convidado pessoal e orador-convidado da segunda Conferência Presidencial Israelense anual Facing Tomorrow 2009”, escreveu Shimon Peres em carta enviada a Richa em junho último.

“Este convite é mais um importante reconhecimento internacional para a capital paranaense, que terá participação de destaque num evento de alto nível e com autoridades mundiais de diversas áreas”, diz Richa.

A Conferência Anual Mundial “Enfrentando o Amanhã” foi iniciada em 2008 pelo presidente Shimon Peres e terá lugar pela segunda vez em Jerusalém, capital de Israel. A conferência está centrada no futuro comum buscando investigar as tendências que estão moldando o futuro e explorar as ações que podem e devem ser realizadas para o aprimoramento do amanhã no mundo.

A abertura do evento será na terça-feira (20), com as participações de Shimon Peres, do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Na quarta, Richa participa das Sessões Plenárias da Conferência Presidencial. Na quinta pela manhã, Richa tem audiência com o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat. O prefeito de Jerusalém também enviou carta a Richa convidando-o para um encontro e para participação na Conferência. Na quinta à tarde, Richa faz sua apresentação no painel Cidades do Amanhã, falando sobre Curitiba e a experiência da gestão da capital paranaense.

Na segunda-feira (26), Richa estará em Beirute, onde terá audiência com o presidente do Líbano, general Michel Suleiman, seguida de uma visita ao Parlamento Libanês, onde terá uma audiência com o presidente do Parlamento, Nabih Berri. Na terça (27), Richa terá audiência com o primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri.

Shimon Peres
Em 1934, Shimon Peres emigrou da Polônia para a Palestina. Incentivado por seu mentor político, David Ben Gurion, foi funcionário do Partido Socialista e destacou-se como especialista em defesa contribuindo de forma decisiva para a construção da indústria de armamento israelita.

Desde 1959 ocupou, de forma praticamente contínua, diversas pastas nos governos de Golda Meir e Itzhak Rabin. Depois da demissão deste, em 1977, ocupou interinamente a direção do Governo e, após perder as eleições, foi presidente do Partido Trabalhista na oposição (1977-1984). Formou governo em coligação com o bloco Likud, presidido por Yitzhak Shamir, a quem substituiu como primeiro-ministro (1984-1989), e foi também ministro dos Negócios Estrangeiros (1986-1988) e das Finanças (1988-1990). Em 1990, passou à oposição, mas voltou a assumir o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros em 1992, durante o governo de Rabin, depois de este lhe arrebatar a presidência do Partido Trabalhista. Peres, que, até início dos anos de 1980, defendera uma política de confronto com os palestinos, foi o impulsionador da política de desanuviamento israelita.

Como ministro dos Negócios Estrangeiros, assinou o acordo de Gaza–Jericó (1993) e o tratado de paz com a Jordânia (1994). Em 1994, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em conjunto com Rabin e Yasser Arafat. Depois do assassinato de Rabin, em novembro de 1995, desempenhou o cargo de chefe interino do Governo e foi substituído pelo candidato conservador Binyamin Netanyahu, depois de perder as eleições para o Parlamento, na primavera de 1996.

Em 1997, foi reeleito presidente do partido, cargo que passara a desempenhar depois da morte de Rabin. Em 2005 Peres demitiu-se oficialmente do Partido "Avoda" apoiando e tornando-se membro do Partido Kadima. Em 2007, o Kadima anunciou que lançaria Shimon Peres como seu candidato à presidência de Israel. Em 13 de junho do mesmo ano foi feita a eleição.

Na primeira votação Peres conseguiu 58 votos, insuficientes para se eleger. Após esta votação, Reuven Rivlin do Likud (37 votos) e Colette Avital do Partido Trabalhista (21 votos) retiraram suas candidaturas. Na segunda votação Shimon conseguiu 86 votos a favor (23 contra e duas abstenções), superando o mínimo exigido de 61 votos. Shimon assumiu assim aos 84 anos de idade, a Presidência em 15 de junho para um mandato de sete anos. Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação de Curitiba

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