Leia abaixo a reportagem de capa de O Diário de hoje sobre a sucessão municipal em Maringá
O vice-prefeito de Maringá Roberto Pupin (PDT) só precisa dizer "eu aceito" para oficializar o enlace com o PP e subir ao palanque em 2012 como candidato a prefeito da situação.
A afirmação é do prefeito Sílvio Barros e do presidente estadual do Partido Progressista e secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros. Os irmãos Barros estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira para discutir a sucessão municipal.
O encontro terminou com a certeza de que o primeiro nome da lista é o de Pupin, vice de Sílvio desde 2006. Filiado há 17 anos ao PDT, o agropecuarista pretende enviar ainda esta semana a carta de desfiliação dele ao comando estadual do Partido Democrático Trabalhista.
A ideia é que quanto mais cedo se desvincular, menos respostas terá de dar aos atuais correligionários. O próximo passo será discutir se vai para o partido de Sílvio e Ricardo ou para outra sigla da base aliada, como o PSDB. "O Pupin estuda para nos dar uma resposta. Ele ainda tem que definir um novo partido", destaca Sílvio.
A lista do prefeito para o caso da desistência do vice inclui outros cinco nomes. Entre os correligionários, seguindo a ordem que ele anunciou ao O Diário, estão os secretários municipais Ulisses Maia (Assistência Social e Cidadania) e José Luiz Bovo (Gestão e Fazenda). O terceiro é o médico Marco Antônio Rocha Loures, presidente do diretório municipal do PP. Entre os partidos aliados, estão o secretário municipal de Transportes, Walter Guerlles (PR) e o secretário estadual de Relações com a Comunidade, Wilson Quinteiro (PSB).
Sílvio adianta que todos os nomes citados sabem da preferência dele pelo vice. "Todos estão cientes da nossa posição", reforça.
Ricardo Barros confirma a preferência pelo vice. "O Pupin é o primeiro nome da lista. Mas temos outros bons nomes", ressalta. Outros três nomes também foram citados pelo presidente estadual do PP: o do secretário municipal Antônio Carlos Nardi (Saúde), da presidente da Sociedade Rural de Maringá, Maria Iraclézia de Araújo (DEM), e do reitor do Centro Universitário (Cesumar), Wilson de Matos Silva, presidente do diretório municipal do PSDB.
"Essa definição é um processo longo e demorado. Muita coisa tem de ser discutida ainda", acrescenta. "Vou de que jeito?" Pupin avalia que é natural ter o nome dele na preferência.
"Afinal, sou o vice", destaca. Mas fica como quem se equilibra na ponta de um trampolim quando a pergunta é se vai pegar ou largar. "Claro que quero ser prefeito. Mas não adianta chegar e falar: vai! Vou de que jeito?", reflete. Estrutura "Claro que quero ser prefeito. Mas não adianta chegar e falar: vai! Vou de que jeito?" Roberto Pupin (PDT) Vice-prefeito de Maringá Ele também afirma que não teve uma conversa formal com o prefeito sobre a sucessão.
"O Sílvio não chegou para mim, sentou e falou: é você". Incertezas sobre o futuro político de Pupin não são inéditas. Ele cogitou sair candidato a deputado estadual na eleição passada. Era nome dado como certo antes das convenções, mas desistiu da ideia. A única confirmação, por enquanto, é a saída do PDT.
"Na próxima semana eu vou me desligar do partido", garantiu ao O Diário, na sexta-feira passada. A desfiliação do PDT já era esperada há pelo menos seis meses, por causa do desgaste nas eleições do ano passado. Após a derrota na disputa ao governo estadual, o então senador Osmar Dias (PDT) pediu publicamente que o vice de Sílvio deixasse a legenda. "Não vi o Pupin na minha campanha", justificou. Fonte: O Diário, reportagem de Fábio Linjardi
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domingo, 10 de abril de 2011
Sucessão municipal em Maringá
Oposição tem nome definido
Enquanto a sucessão de Sílvio segue igual a um quebra-cabeça, a oposição tem um candidato definido desde o fim das eleições de 2008.
O deputado estadual Ênio Verri, presidente do diretório estadual do PT, não esconde o interesse em 2012.
"No partido nós temos as prévias. Em princípio, meu nome tem sido citado. Se for o escolhido, claro que topo, eu aceito", resume.
Candidato derrotado para Sílvio Barros, nas eleições passadas, Ênio chega na corrida eleitoral com um bom desempenho no pleito para deputado e com apoio do governo federal, que será um forte argumento de campanha para contrapor à popularidade do atual prefeito e do possível candidato do governador Beto Richa (PSDB), caso ele venha a apoiar outro nome que não o do indicado pela família Barros. Fonte: O Diário, reportagem Fábio Linjardi
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Culto de ação de graça pelo aniversário do Pastor Robson Brito
Durante o culto o pastor Robson Brito recebeu várias homenagens, as quais em sua fala fez questão de frisar que as mesmas deveriam ser tributadas ao Senhor Jesus Cristo, Ele que lhe chamou para a importante missão de pastorear e que vem capacitando-o. Pastor Robson Brito também agradeceu a direção da igreja, o Conselho de Pastores, Conselho de Dirigentes, presbitério, a igreja e as autoridades pelas homenagens e ressaltou que a presenças dos mesmos naquele momento de celebração era o maior presente.
Estiveram presentes o pastor Ival Teodoro da Silva, presidente da CIEADEP – Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus no Estado do Paraná e presidente da Asssembleia de Deus de São José dos Pinhais; pastor Moisés Lacour, vice-presidente da CIEADEP – Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus no Estado do Paraná e presidente da Asssembleia de Deus de Piraquara, pastor Navarro, representando a 10ª Região Eclesiásticas da CIEADEP e presidente da Assembleia de Deus de Nova Esperança; pastor Moisés Ramos, presidente da Assembleia de Deus de Londrina e diversos outras pastores do estado do Paraná.
Diversas autoridades também prestigiaram a celebração a Deus pela vida e ministério do Pastor Robson Brito, entre elas o Prefeito de Maringá Silvio Barros II (PP) que se fez acompanhar de sua mãe Dona Bárbara; o Deputado Estadual Wilson Quinteiro (PSB) sua esposa Neandra e sua filha Sofia; o Deputado Estadual Dr. Batista (PMN) e seu assessor Aparecido.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Licitação do transporte coletivo começa a sair do papel neste ano, diz Silvio Barros
"Estou pressionado pelo calendario da FPF, mas não o suficente pra fazer besteira", destaca o prefeito sobre as exigências para o Willie Davids Maringá - Foto: Jônatas LucizanoLicitação do transporte coletivo começa a sair do papel neste ano, diz Silvio Barros
Em entrevista ao Jornal de Maringá, o prefeito Silvio Barros (PP) comentou sobre trânsito, meio ambiente e investimentos para 2010
Maringá inicia o ano de 2010 em meio a muitas obras. Mas com o desenvolvimento também surgem certos problemas comuns dos grandes centros, como é a questão do transporte coletivo. Em entrevista concedida ao Jornal de Maringá, o prefeito Silvio Barros (PP), comentou sobre algumas questões polêmicas e desafios para o segundo ano de sua nova gestão.
Jornal de Maringá: Maringá está passando por uma série de mudanças no trânsito, como é o caso do Sistema Binário. Outro projeto previsto, mas que não é muito comentado, é a transposição da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Essa obra vai ocorrer?
Silvio Barros: Eu estou aguardando uma posição do conselho da universidade. Acredito que não há uma resistência por parte da UEM porque o projeto foi feito a “quatro mãos”, com equipes da prefeitura e do campus. O projeto chegou a um grau de sofisticação porque eles exigiram isso. Agora, nós só precisamos da autorização do conselho para começar a trabalhar na liberação dos recursos.
JM: O Contorno Norte é considerada uma obra estratégica, pois desafogará o tráfego da região central de Maringá. Existe a possibilidade de o projeto sofrer alterações?
Silvio Barros: Estamos negociando com o governo federal um novo convênio para complementar o projeto. Nossa ideia é duplicar todos os viadutos e as pistas.
JM: Existem reclamações com relação ao transporte coletivo. O que a prefeitura planeja realizar para esse setor?
Silvio Barros: Não teremos sucesso na mobilidade urbana se não houver um processo de valorização do transporte coletivo, que passa pela instalação das canaletas exclusivas, ou seja, sistemas viários dedicados ao transporte coletivo. Esse processo começa ainda esse ano. Nós temos uma decisão tomada com a comunidade para a implantação disso na Avenida Brasil, inclusive a obra já foi aprovada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), mas estamos fazendo alguns ajustes, pois está ficando claro que essa rede exclusiva precisa ser ampliada.
JM: Existe a possibilidade de terminar o monopólio do transporte público?
Silvio Barros: Talvez exista um equívoco nessa questão do monopólio e que precisa ser esclarecido. Nos não teremos duas empresas operando a mesma linha. Nós temos que estabelecer um sistema de divisão da cidade em lotes, se isso for economicamente interessante para o usuário. Esses lotes são geograficamente distribuídos, ou seja, se tivermos três empresas operando elas não estarão necessariamente concorrendo uma com a outra porque cada uma vai atender a um pedaço da cidade, que é como funciona em qualquer lugar do mundo. Ainda que nós tivermos a divisão, quem de nós poderá garantir que uma mesma empresa não ganhe dois ou três lotes? É importante a população perceber que nós estamos trabalhando e vamos fazer a melhor equação para um transporte de qualidade e tarifa baixa.
JM: O que precisa ser feito para definir esses lotes?
Silvio Barros: Nós estamos desenvolvendo a contratação de um estudo de modelagem que será feito esse ano. Esse trabalho vai analisar toda a demanda do transporte coletivo, as perspectivas do novo sistema e aí poderemos definir se vamos ter um, dois ou três lotes na licitação.
JM: Maringá é destaque por ser uma cidade verde, no entanto, o Parque do Ingá está fechado há quase um ano e outros locais recebem reclamações de abandono. O que está sendo feito pela administração municipal?
Silvio Barros: Nós estamos em obras no Parque do Ingá e no dia 18 de fevereiro vamos convidar a imprensa para conhecer o projeto para o local. Essa demora em reabrir o parque não é uma opção da prefeitura. Primeiro, tivemos um período que o local foi fechado pela saúde. Depois, nós tivemos uma discussão interna sobre o sistema de drenagem do parque e propomos uma mudança no projeto. Então tivemos que aguardar a análise da Caixa Econômica Federal que só nos deu autorização para o novo projeto na semana passada.
JM: Quando o Parque deve ser reaberto?
Silvio Barros: Nós estamos trabalhando com as perspectiva de abri-lo em junho para que nas férias de julho as crianças já possam usufruir. Nós estamos propondo que o Parque do Ingá seja totalmente interativo e não só contemplativo como estava até antes do seu fechamento. As pessoas iam lá só para olhar, não tinha nada pra fazer. Isto será uma experiência, que se funcionar pretendemos expandi-la para outras unidades, como o Alfredo Nyffeler e o Parque das Grevíleas, que são áreas onde a população já tem o hábito de frequentar. Nós poderemos criar atividades de interatividade pra aumentar essa frequência.
JM: Já com relação ao lixo, porque o município não fez um contrato definitivo com a nova empresa responsável pelos resíduos sólidos?
Silvio Barros: Por uma razão muito simples. O contrato que fizemos agora tem o objetivo de cumprir uma exigência de uma decisão judicial da qual eu discordo integralmente. É uma solução temporária para uma sentença que está totalmente incorreta do ponto de vista técnico e ambiental. Mas como respondo a uma queixa crime por descumprimento dessa sentença eu resolvi cumprir. Mas para o resto da vida? Definitivamente não. Fiz um contrato que me dá o tempo necessário para fazer infinitamente melhor do que a Justiça está exigindo. Nós podemos construir uma solução tecnologicamente adequada e ambientalmente correta, que vai nos permitir uma geração de energia limpa para empresas de base tecnológica de Maringá e resolver uma série de problemas que o aterro não resolve.
JM: Mas porque você não concorda com a decisão?
Silvio Barros: A decisão diz que nos temos que licenciar uma área para um novo aterro sanitário. Além disso, ela aponta que está totalmente proibida a utilização da área que temos lá para qualquer atividade, inclusive para a separação do lixo reciclável. Hoje em dia, aterro sanitário para cidades que produzem o que nós produzimos de lixo é matéria vencida, coisa do passado. É criar um passivo ambiental para gerações futuras. Como essa sentença se refere a uma realidade do ano 2000 e não de 2009, existe uma discrepância que a Justiça não quer aceitar. A realidade de 2000 era uma, tanto no que diz respeito ao aterro quanto nas tecnologias de solução. O problema é que a Justiça simplesmente fechou os olhos para isso. Ela desconsidera que houve uma mudança substancial e que temos tecnologia para não precisar enterrar nada de lixo. Eu sou engenheiro sanitarista eu não posso desconsiderar.
JM: Maringá tem uma das maiores praças esportivas do Estado, mas que foi vetada para jogos pela Federação Paranaense de Futebol (FPF). A prefeitura fará algo pelo Willie Davids?
Silvio Barros: Maringá é uma cidade que tem boas condições e estrutura para hospedar uma seleção para a copa de 2014 e nós já criamos um comitê que está trabalhando para isso. A Fifa tem um caderno de exigências que a nossa estrutura pública precisa ter para entrarmos na disputa, entre elas estão mudanças no Willie Davids. A FPF está fazendo exigências q não são exatamente as mesmas da Fifa, mas se atendermos a Fifa, automaticamente atenderemos a FPF.
JM: Quanto precisaria ser investido para adequar o Willie Davids?
Silvio Barros: Para atendermos as exigências da Fifa, o investimento é perto dos R$ 2 milhões. Já para atender a FPF o custo é bem menor, mas se fosse atender eu teria que depois desmanchar a obra e depois "jogar fora". Isso é uma decisão que o gestor público precisa tomar. Não sei se quero gastar dinheiro agora para atender a federação e depois quebrar tudo e fazer novamente, ou então se partimos com um projeto definitivo que resolva as exigências da FPF e o caderno de encargos da Fifa de uma vez. Só que para fazer isso eu não consigo fazer na velocidade que a FPF está pedindo pra sediar jogos agora. Estou pressionando pelo calendário da FPF mas não o suficiente pra fazer besteira. É uma questão de aplicação de recurso público da maneira correta.
JM: Maringá foi um dos poucos municípios do Paraná que aumentou as exportações no ano passado. A que se deve esse resultado?
Silvio Barros: Eu diria que grande parte dessa situação se deve a decisão estratégica tomada pelo Codem (Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá)para transformar Maringá num polo aeroviário. O crédito não é da prefeitura, é da sociedade maringaense que não deixou fechar o porto seco e que nos orientou para o processo de internacionalização do aeroporto, no qual o investimento para operação foi integralmente feito pelo setor privado. O investimento público que nós estamos fazendo é a construção do pátio para estacionamento das aeronaves. Agora o crédito por essa posição é do empresariado maringaense e é importante que isso fique claro.
JM: O senhor acredita que é preciso ocorrer uma integração maior entre os municípios da Região Metropolitana de Maringá (RMM)?
Silvio Barros: Eu não tenho nenhuma dúvida que é preciso uma integração maior. Ela se torna cada vez mais necessária em diversos setores, como transporte, saúde e planejamento urbano. Um exemplo é a área do saneamento. Está ficando evidente que daqui uns vinte anos, a captação de água para Maringá não poderá ser feita pelo Pirapó, que não vai dar mais conta de atender nossa demanda. É possível que nossa próxima opção seja o Ivaí. Faz sentindo nós trazermos água do rio Ivaí pra Maringá e Sarandi continuar tirando água de poço? Não tem lógica. Por que vamos resolver nosso problema fazendo de conta que os outros não têm problema nenhum? Quanto mais cedo discutirmos isso melhor para todo mundo. A RMM está legalmente constituída, mas não operacionalmente. Nós temos o secretário de coordenação da região, mas o governo não deu estrutura para ele trabalhar. Então temos que forçar uma situação e estabelecer essa região de uma maneira mais clara e objetiva.
JM: Qual a sua avaliação sobre 2009?
Silvio Barros: Faço uma avaliação muito boa porque esperávamos um ano com muitas dificuldades. Apesar da queda de recursos federais e estaduais tivemos um compensação com recursos da municipalidade que nos ajudou na arrecadação e a fechar o ano no azul, coisa que pouquíssimos municípios conseguiram fazer.
JM: Qual a perspectiva para 2010?
Silvio Barros: O ano de 2010 sinaliza de maneira positiva. Temos muitas expectativas e a maior delas é a eleição. Hoje está claro para a população maringaense o quão importante é a representação parlamentar. Nós não fomos o município que mais recebeu verba federal de graça. O ano de 2010 pode ser um ano em que podemos fortalecer essa representatividade em todos os aspectos. Temos candidatos viáveis ao Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Se optarmos corretamente poderemos estar associados e coligados com quem vai governar o Paraná e o Brasil. Fonte: Jornal de Maringá/Gazeta do Povo