Corpo de Zilda Arns é recebido por parentes e amigos no Palácio das Araucárias. O arcebispo emérito de Curitiba Dom Pedro Fedalto faz uma oração antes da abertura do velório ao público - Foto:Vitor Geron/Gazeta do Povo
Caixão foi transportado por caminhão do Corpo de Bombeiros. Previsão é que velório
O corpo da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, que morreu na última terça-feira (12) no forte terremoto que devastou o Haiti, chegou por volta das 11h30 desta sexta-feira (15) ao Palácio das Araucárias, sede do governo estadual, onde será velado. O caixão com o corpo da fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança foi levado até o local em um caminhão do Corpo de Bombeiros, em um cortejo que saiu do Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região de Curitiba, por volta das 10h50.
Logo que chegou ao local, a urna funerária foi diretamente levada à sala onde será realizado o velório, mas as portas do Palácio não foram imediatamente abertas ao público, que já forma fila desde as 8 horas. Até as 11h30, cerca de 300 pessoas ocupavam toda a rampa que dá acesso ao prédio, aguardando para dar a última despedida à Zilda.
O senador Flávio José Arns (PSDB-PR), sobrinho da médica, bastante emocionado, falou rapidamente com a imprensa logo que chegou à sede do governo. Ele disse que um passo que Zilda deu no momento do tremor foi o que determinou sua morte. “Ela já havia encerrado seu discurso na igreja em que estava, quando começou o terremoto. Quando deu um passo à direita, acabou atingida pelos escombros”, disse. O senador ainda relatou o cenário de destruição que encontrou no Haiti. “As pessoas não têm as mínimas condições de vida por lá”, definiu.
Por volta das 11h45, o arcebispo emérito de Curitiba, Dom Pedro Fedalto, iniciou uma oração à Zilda no local do velório. Ainda sem previsão para a sala ser aberta ao público, os visitantes que faziam fila do lado de fora do Palácio das Araucárias rezavam, emocionados, o Pai Nosso, enquanto aguardavam para entrar.
Chegada ao Brasil
O avião que trouxe o corpo da médica chegou por volta das 3h30 em Brasília, e partiu às 8h30 da base da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino ao Paraná. No Aeroporto Afonso Pena, o avião chegou por volta das 10h20. O caixão saiu por volta das 10h50 em um cortejo com destino ao Palácio das Araucárias, no Centro Cívico de Curitiba.
O senador Flávio Arns, sobrinho de Zilda, acompanha o transporte do corpo desde o Haiti. No Afonso Pena, o fluxo de pessoas era normal no momento do desembarque, e não havia grande movimentação por conta da chegada do corpo da médica. Cerca de 50 familiares foram autorizados a ir até a pista do aeroporto para acompanhar a retirada do caixão da aeronave. Do terminal, a urna funerária seguiu em um caminhão do Corpo de Bombeiros, escoltado pela Polícia Militar (PM) e seguido por carros de parentes de Zilda.
Fila
Por volta das 11h30, cerca de 300 pessoas, inclusive crianças, já formavam uma fila em frente ao prédio, que ainda não estava aberto para visitas. As duas primeiras pessoas, Maria Olina Aparecida e Justina Ângela Basso, são voluntárias da Pastoral e estão no local desde as 8 horas. “Como curitibanas, queremos ser as primeiras a acolher e recepcionar as pessoas que virão de outros lugares aqui hoje”, contou Justina.
“É um dia de muita tristeza, mas também de triunfo para a Zilda, que recebe essa manifestação tão grande de pessoas”, disse Maria.
Um espaço está reservado no estacionamento do Palácio Iguaçu para receber caravanas com centenas de ônibus, vindos de diversos estados. Eles trarão seguidores, fiéis e colaboradores da Pastoral da Criança pelo país. No Palácio das Araucárias, os visitantes devem subir a rampa que dá acesso aos corredores e caminhar cerca de cem metros até chegar ao recinto, no térreo, onde estará o caixão com o corpo de Zilda.
Missa
Em entrevista ao telejornal Bom Dia Paraná, da RPC TV, a sobrinha-neta da médica, Caroline Arns, explicou que a visitação será suspensa no início da tarde para a celebração de uma missa reservada aos familiares. O horário desse intervalo, entretanto ainda está indefinido, já que dependerá do momento da chegada do caixão ao Palácio e da vinda do cardeal e arcebispo primaz do Brasil, Dom Geraldo Majela Agnello, que comandará a cerimônia. Majela trabalhou em parceria com a missionária na fundação da Pastoral da Criança, na década de 1980.
Após a missa, a visitação pública ao velório será retomada ainda nesta tarde e seguirá até o sábado (16). Está programada para as 14 horas a missa de corpo presente no mesmo local do velório. O culto será exibido em telões na Praça Nossa Senhora de Salete - situada nas proximidades do Palácio das Araucárias - para que a população também possa acompanhá-lo, e pela internet, em um link que será disponibilizado no site da Pastoral da Criança. Após a celebração haverá o sepultamento no Cemitério da Água Verde, em cerimônia restrita aos familiares.
Trânsito e policiamento
Um esquema especial de trânsito foi montado na região do Centro Cívico para o velório. Agentes da Diretoria de Trânsito (Diretran) da Urbanização de Curitiba S.A (Urbs) e do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) foram deslocados para controlar o movimento. Para evitar tumulto, os cruzamentos das ruas Papa João XXIII e Prefeito Ernani Santiago de Oliveira e das ruas Conselheiro Raul Viana e Professor Benedito Nicolau dos Santos estão bloqueados.
O policiamento nas proximidades do palácio do governo também foi reforçado. O comando da Polícia Militar do estado informou que a rebelião de presos ocorrida na Penitenciária Central do Estado, na noite de quinta-feira, não altera os planos da segurança para a despedida de Zilda.
Flores
Em nota, a família de Zilda Arns agradeceu todas as manifestações e palavras de conforto e solidariedade. Segundo os familiares, seria o desejo dela que no lugar de coroas de flores, fossem feitas doações para o trabalho da Pastoral da Criança. Quem quiser fazer contribuições deve acessar o site www.pastoraldacrianca.org.br.
Presenças confirmadas
O gabinete da Presidência da República confirmou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no velório de Zilda Arns. Lula deve embarcar no início da tarde desta sexta-feira em São Luís (MA) com destino a Curitiba. De acordo com a Pastoral, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), também confirmaram presença.
Devem acompanhar o velório, ainda, Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, co-fundador da Pastoral da Criança, Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos Brasil (CNBB), Dom Aldo Di Cillo Pagotto, arcebispo da Paraíba e presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, Dom José Antonio Peruzzo, bispo de Palmas e Francisco Beltrão (PR) e presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Pessoa Idosa, Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo de São Félix do Araguaia (MT) e primo de Zilda Arns, e Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Franca (SP), representando Dom Paulo Evaristo Arns, impossibilitado de comparecer por motivos de saúde.
Tragédia
Zilda morreu na terça-feira (12), aos 75 anos, vítima do forte terremoto que abalou o Haiti. A informação foi divulgada na manhã de quarta (13) pelo gabinete do senador Flávio José Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda, e confirmada pela presidência da República.
A médica havia chegado em Porto Príncipe no último domingo (10) para um encontro com bispos e realizaria, às 10h desta quarta-feira, uma palestra sobre a Pastoral da Criança na Conferência Nacional dos Religiosos do Caribe. Na quinta-feira, teria um encontro com representantes de ONGs. A viagem de volta ao Brasil estava prevista para esta sexta-feira (15).
Vida dedicada à saúde pública
Nascida em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha (Santa Catarina), Zilda Arns Neumann morava em Curitiba desde os 10 anos de idade, quando se mudou com a família. Formada em Medicina, escolheu o caminho da saúde pública desde cedo. Trabalhou inicialmente como pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, na capital paranaense, e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná. Fonte: Gazeta do Povo
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Corpo de Zilda Arns chega ao Palácio das Araucárias para velório
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Reflexão
"O trabalho social precisa de mobilização das forças. Cada um colabora com aquilo que sabe fazer ou com o que tem para oferecer. Deste modo, fortalece-se o tecido que sustenta a ação e cada um sente que é uma célula de transformação do país". Drª Zilda Arns Neumann
- citado em "Cartilha Voto Ético 2004", publicado por Ação da Cidadania contra a Fome a Miséria e pela Vida"
"Nunca se deve complicar o que pode ser feito de maneira simples". Drª Zilda Arns Neumann
- dia 30/10/2002, citado por Agencia Estado
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Terremoto no Haiti matou pelo menos 12 brasileiros
Exército confimou mortes de 11 militares de tropas de paz da ONU.
Fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, também morreu.
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Morre Zilda Arns, uma grande perca para a humanidade
Os brasileiros acordaram no dia de hoje com a triste notícia do falecimento da heroína Zilda Arns, uma brasileira que amava o ser humano especialmente as crianças. Com o seu trabalho e sua agência promotora da vida, a pastoral da criança, salvou milhões de crianças.Os meus sentimentos aos familiares, aos voluntários e voluntárias da pastoral da criança, aos voluntários da pastoral da terceira idade, que o Espírito Santo as conforte, estamos profundamente tristes.
Zilda Arns, esta sim merecia o prêmio do Nobel da Paz.
Um pouco mais sobre esta maravilhosa pessoa, Zilda Arns
Irmã do cardeal Paulo Evaristo Arns, fundou em 1983 a Pastoral da Criança, órgão ligado à Igreja, para ajudar famílias carentes a criar os filhos em boas condições de higiene e saúde
A Pastoral se tornou um dos maiores programas sociais da sociedade civil em todo o mundo. Mais de 250 mil voluntários atendem quase 2 milhões de crianças. A seu trabalho, deve-se grande parte da queda nos índices de mortalidade infantil
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Fundadora da Pastoral da Criança estava no Haiti durante tremor
A médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, estava no Haiti no momento em que um terremoto de 7 graus de magnitude atingiu o país nesta terça-feira. A senadora Ideli Salvatti disse que Arns morreu durante o tremor, após participar da reunião, em Brasília, sobre a situação dos brasileiros no país. A morte da médica, contudo, não foi confirmada pelo Ministério de Relações Exteriores brasileiro.
A Pastoral da Criança informou à Folha Online que Arns estava no país em uma missão humanitária e que, desde o tremor, registrado às 16h53 desta terça-feira (19h53 no horário de Brasília), não consegue mais contatá-la pelo celular.
A senadora Salvatti, do PT de Santa Catarina, disse que assessores do planalto informaram durante a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que Arns estava na rua quando o tremor ocorreu e que morreu em consequência da tragédia.
Médica pediatra e sanitarista, Arns, 75, fundou e coordena a Pastoral da Criança no Brasil, órgão de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Lula discute a situação dos brasileiros no país com os ministros Nelson Jobim e Celso Amorim. Jobim deve seguir ainda nesta quarta-feira para a capital haitiana, Porto Príncipe, em avião da Força Aérea, para acompanhar no local o desenvolvimento da tragédia.
O general de brigada do Exército brasileiro Carlos Alberto Neiva Barcellos confirmou nesta quarta-feira, em coletiva de imprensa no quartel-general em Brasília, a morte de quatro militares brasileiros no tremor.
"É possível que tenhamos mais mortes", afirmou nesta quarta-feira o coronel Eduardo Cypriano, subchefe da comunicação do Exército.
De acordo com Barcellos, as quatro vítimas são: o sargento Davi Ramos de Lima, o tenente Bruno Ribeiro Mário e os soldados Antônio José Anacleto e Tiago Anaya Detimermani. Todos os militares seriam membros do 5º batalhão de infantaria-leve das forças brasileiras no Haiti.
Segundo o centro de comunicação do Exército, as mortes ocorreram fora da base do comando do batalhão do Exército brasileiro no Haiti, cujo prédio não sofreu grandes estragos.
Ao menos outros dez militares ficaram feridos devido o tremor, de acordo com Barcellos. Entre eles, estão: o tenente coronel Alexandre José dos Santos, o capitão Renan Rodrigues de Oliveira, o sargento Danilo do Nascimento de Oliveira, o cabo Eugênio Pesaresi Neto e o soldado Welington Soares Magalhães Neto.
Muitos civis estão à procura da sede militar para obter refúgio após o terremoto. Segundo o general, o comandante do Exército brasileiro Enzo Martins Peri será enviado ao país. Barcellos não confirmou se posteriormente o Exército enviará uma missão para o Haiti.
Há escombros por toda a parte na capital Porto Príncipe, o que impede que carros circulem pela cidade. O incidente comprometeu os sistemas de telefonia fixa e de celular, dificultando o repasse de informações.
Não há energia elétrica na capital, o que tornou as buscas ainda mais difíceis e comprometeu a avaliação dos danos do terremoto nesta madrugada. Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, muitos habitantes de Porto Príncipe estão buscando refúgio na base do Comando do Batalhão Brasileiro, menos atingida pelos abalos.
O Brasil tem 1.266 militares na Força de Paz da ONU, a Minustah, dos quais 250 são da engenharia do Exército. Os militares já tiveram participação no socorro às vítimas dos furacões de 2004 e de 2008, que atingiram o Haiti.
A força foi trazida ao país depois de uma sangrenta rebelião em 2004, que seguiu décadas de violência e pobreza. A missão é liderada pelas tropas brasileiras.
Mais vítimas
Uma fonte militar, citada pela agência de notícias France Presse, disse que três soldados jordanianos da missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) morreram no terremoto e outros 21 ficaram feridos.
Eles foram identificados como os majores Atta Issa Hussein e Ashraf Ali Jayus e o cabo Raed Faraj Kal-Khawaldeh. A mesma fonte afirmou que nenhum dos 21 feridos corre risco de morte.
A imprensa estatal chinesa informou que pelo menos oito soldados chineses foram soterrados, e que outros dez estão desaparecidos.
O chanceler francês, Bernard Kouchner, afirmou em pronunciamento nesta quarta-feira que um dos funcionários da embaixada do país no Haiti ficou gravemente ferido.
Jornalistas da agência Associated Press descrevem danos graves e generalizados pelas ruas, onde sangue e corpos podem ser vistos. Segundo a agência, dezenas de milhares de pessoas estão desabrigadas. A rede de TV CNN informou que possui imagens de mortos pelas ruas da capital haitiana, mas que são muito fortes para exibição.
Danos
Mesmo prédios importantes como o palácio presidencial e a sede da missão da ONU não resistiram e sofreram sérios danos. O subsecretário-geral para Operações de Paz da ONU, Alain Le Roy, disse em um comunicado divulgado em Nova York que a sede da missão sofreu graves danos, juntamente com outras instalações das Nações Unidas e que um grande número de pessoas que trabalham para a organização continuava desaparecido.
Há relatos de casas que caíram de barrancos e de um hotel de luxo que teria desabado, soterrando 200 pessoas. Repórteres e testemunhas relatam grande destruição e cenas sangrentas na capital, Porto Príncipe.
As comunicações foram em grande parte interrompidas, tornando impossível obter um quadro completo sobre os danos, enquanto vários tremores que se seguiram ao grande sismo continuaram a assustar a população do país, onde muitas construções são precárias. A eletricidade foi cortada em alguns lugares.
Os embaixadores do Haiti no México e nos Estados Unidos informaram que o presidente René Préval está vivo, apesar do colapso do palácio presidencial
"A situação é muito grave", especialmente nos bairros mais populares, disse Manuel durante uma entrevista coletiva de no Ministério das Relações Exteriores do México, após conversar com o vice-chanceler mexicano, Salvador Beltrán. Fonte: Folha Online
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A Pastoral da Criança informou à Folha Online que Arns estava no país em uma missão humanitária e que, desde o tremor, registrado às 16h53 desta terça-feira (19h53 no horário de Brasília), não consegue mais contatá-la pelo celular.
A senadora Salvatti, do PT de Santa Catarina, disse que assessores do planalto informaram durante a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que Arns estava na rua quando o tremor ocorreu e que morreu em consequência da tragédia.
Médica pediatra e sanitarista, Arns, 75, fundou e coordena a Pastoral da Criança no Brasil, órgão de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Lula discute a situação dos brasileiros no país com os ministros Nelson Jobim e Celso Amorim. Jobim deve seguir ainda nesta quarta-feira para a capital haitiana, Porto Príncipe, em avião da Força Aérea, para acompanhar no local o desenvolvimento da tragédia.
O general de brigada do Exército brasileiro Carlos Alberto Neiva Barcellos confirmou nesta quarta-feira, em coletiva de imprensa no quartel-general em Brasília, a morte de quatro militares brasileiros no tremor.
"É possível que tenhamos mais mortes", afirmou nesta quarta-feira o coronel Eduardo Cypriano, subchefe da comunicação do Exército.
De acordo com Barcellos, as quatro vítimas são: o sargento Davi Ramos de Lima, o tenente Bruno Ribeiro Mário e os soldados Antônio José Anacleto e Tiago Anaya Detimermani. Todos os militares seriam membros do 5º batalhão de infantaria-leve das forças brasileiras no Haiti.
Segundo o centro de comunicação do Exército, as mortes ocorreram fora da base do comando do batalhão do Exército brasileiro no Haiti, cujo prédio não sofreu grandes estragos.
Ao menos outros dez militares ficaram feridos devido o tremor, de acordo com Barcellos. Entre eles, estão: o tenente coronel Alexandre José dos Santos, o capitão Renan Rodrigues de Oliveira, o sargento Danilo do Nascimento de Oliveira, o cabo Eugênio Pesaresi Neto e o soldado Welington Soares Magalhães Neto.
Muitos civis estão à procura da sede militar para obter refúgio após o terremoto. Segundo o general, o comandante do Exército brasileiro Enzo Martins Peri será enviado ao país. Barcellos não confirmou se posteriormente o Exército enviará uma missão para o Haiti.
Há escombros por toda a parte na capital Porto Príncipe, o que impede que carros circulem pela cidade. O incidente comprometeu os sistemas de telefonia fixa e de celular, dificultando o repasse de informações.
Não há energia elétrica na capital, o que tornou as buscas ainda mais difíceis e comprometeu a avaliação dos danos do terremoto nesta madrugada. Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, muitos habitantes de Porto Príncipe estão buscando refúgio na base do Comando do Batalhão Brasileiro, menos atingida pelos abalos.
O Brasil tem 1.266 militares na Força de Paz da ONU, a Minustah, dos quais 250 são da engenharia do Exército. Os militares já tiveram participação no socorro às vítimas dos furacões de 2004 e de 2008, que atingiram o Haiti.
A força foi trazida ao país depois de uma sangrenta rebelião em 2004, que seguiu décadas de violência e pobreza. A missão é liderada pelas tropas brasileiras.
Mais vítimas
Uma fonte militar, citada pela agência de notícias France Presse, disse que três soldados jordanianos da missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) morreram no terremoto e outros 21 ficaram feridos.
Eles foram identificados como os majores Atta Issa Hussein e Ashraf Ali Jayus e o cabo Raed Faraj Kal-Khawaldeh. A mesma fonte afirmou que nenhum dos 21 feridos corre risco de morte.
A imprensa estatal chinesa informou que pelo menos oito soldados chineses foram soterrados, e que outros dez estão desaparecidos.
O chanceler francês, Bernard Kouchner, afirmou em pronunciamento nesta quarta-feira que um dos funcionários da embaixada do país no Haiti ficou gravemente ferido.
Jornalistas da agência Associated Press descrevem danos graves e generalizados pelas ruas, onde sangue e corpos podem ser vistos. Segundo a agência, dezenas de milhares de pessoas estão desabrigadas. A rede de TV CNN informou que possui imagens de mortos pelas ruas da capital haitiana, mas que são muito fortes para exibição.
Danos
Mesmo prédios importantes como o palácio presidencial e a sede da missão da ONU não resistiram e sofreram sérios danos. O subsecretário-geral para Operações de Paz da ONU, Alain Le Roy, disse em um comunicado divulgado em Nova York que a sede da missão sofreu graves danos, juntamente com outras instalações das Nações Unidas e que um grande número de pessoas que trabalham para a organização continuava desaparecido.
Há relatos de casas que caíram de barrancos e de um hotel de luxo que teria desabado, soterrando 200 pessoas. Repórteres e testemunhas relatam grande destruição e cenas sangrentas na capital, Porto Príncipe.
As comunicações foram em grande parte interrompidas, tornando impossível obter um quadro completo sobre os danos, enquanto vários tremores que se seguiram ao grande sismo continuaram a assustar a população do país, onde muitas construções são precárias. A eletricidade foi cortada em alguns lugares.
Os embaixadores do Haiti no México e nos Estados Unidos informaram que o presidente René Préval está vivo, apesar do colapso do palácio presidencial
"A situação é muito grave", especialmente nos bairros mais populares, disse Manuel durante uma entrevista coletiva de no Ministério das Relações Exteriores do México, após conversar com o vice-chanceler mexicano, Salvador Beltrán. Fonte: Folha Online
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