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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Perguntas sem respostas na Super Interessante

A reportagem de capa da revista Super Interessante sobre os 100 anos do nascimento de Chico Xavier causa indignação, em primeiro lugar pela posição editorial de uma revista que se diz "científica" porque a vários dezembros a revista veicula matérias de capa para tecer críticas aqueles que creem num Jesus Cristo 100% homem e 100% Deus.

Em segundo lugar porque já na introdução o texto que vai assinado por Gisela Blanco e Pedro Leopoldo é arrogante, pretencioso, e mentiroso vejam só: "Há 100 anos nascia o homem que faria brasileiros de todos os credos acreditar na vida após a morte" é brincadeira os basileiros em sua maioria são cristãos e uma doutrina básica do cristianismo é a vida eterna, o que dá grande destaque a vida após a morte em função dos inúmeros textos presentes no Primeiro e Segundo Testamentos da Bíblia Sagrada e dos ensinamentos de Jesus Cristo, ora é brincar com os leitores mais informados e críticos além de colocar como "verdade" uma "mentira" para o leitor que forma sua opinião, a partir da reportagem.

Como o próprio editorial da Super afirma que "nos damos o direito de fazer perguntas" ressalto alguns pontos que a reportagem não explica ou "deixa no ar" e não aprofunda e de forma respeitosa com quem acredita reproduzo aqui, sobre os meus questionamentos quanto a "reeencarnação" e a "invocação de mortos" reproduzirei alguns artigos e textos nesta semana:

1º Os funcionários que trabalhavam com Chico Xavier faziam entrevistas que duravam em média 10 minutos e nestas entrevistas pegavam uma série de detalhes dos mortos dos familiares; "Funcionários do centro espírita iam à fila pegar detalhes dos mortos..."

2º O plágio que Chico Xavier teria feito da obra do filósifo Ernest Renan

"Ao norte, os barrancos cobertos de neve do Hermon se recortam em linhas brancas no céu; a oeste, os planaltos ondulados da Gaulonítida e da Pereia." Vida de Jesus, do filósofo Ernest Renan

"Ao norte, as eminências nervosas do Hermon figuravam-se em linhas alegres e brancas, divisando-se ao ocidente as alevantadas planícies da Gaulanítida e da Pereia" Há Dois Mil Anos, de Chico Xavier

3º Em 1939 cientistas russos queriam fazer uma investigação científica sobre os "seus poderes, Chico Xavier se recusou dizendo que seu guia Emanuel não permitia

4º As sessões cheias de efeitos especiais em que Chico Xavier "recebia os espíritos" e que ele "materializava pessoas mortas"; lei o que a reportagem relata "Pra começar, um médium sentado em frente a uma cortina, a cerca de 10 metros dos espectadores. Luzes coloridas surgiriam detrás do pano. Um cheiro de éter encheria a sala. Lentamente, vultos brancos apareceriam - os médiuns explicavam que eram espíritos que haviam se materializado." mas a frente a reportagem admite para materializar um corpo de 70 KG cientistas calculam que seriam necessários a energia produzida por duas Usinas Hidroelétricas de Itaipu, também relata "A imprensa seguiu na cola. Em 1971, um repórter da revista Realidade, José Hamilton Ribeiro, visitou as sessões de psicografia. E denunciou: tinha truque ali. "Meu fotógrafo viu um dos assessores de Chico Xavier levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar. As pessoas pensavam que o perfume vinha dos espíritos"

5º As declarações do sobrinho de Chico Xavier, Amauri Pena Xavier dadas no final da década de 50 ao jornal Diário de Minas "Aquilo que tenho escrito foi criado pela minha própria imaginação" - "Assim como tio Chico, tenho enorme facilidade para fazer versos, imitando qualquer estilo de grandes autores. Com ou sem auxílio do outro mundo, ele vai continuar escrevendo seus versos e seus livros."

Só estes cinco pontos que podemos extair de uma reportagem de capa da Super Interessante já renderiam muitas páginas para um contraditório, contudo já que esta revista é tendenciosa coloco aqui no blog alguns pontos fundamentalmente contrários a "invocação de mortos", a "reencarnação" e o uso equivocado da Bíblia Sagrada por autores espíritas.

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O ESPIRITISMO E A PRÁTICA DA INVOCAÇÃO AOS MORTOS - Por João Flávio Martinez

Reencarnação e invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de todo o dolo espiritista. Se ambas forem removidas, o Espiritismo rui irremediavelmente. Mostramos nos textos anteriores como a teoria da reencarnação não suporta ser provada pela Bíblia. Neste texto, porém, trataremos da não menos fraudulenta invocação de mortos.

O que diz a Bíblia: “Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa”. (ACF) (Deuteronômio 18:9-14).

Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro “O Céu e o Inferno”, aduz A. Kardec: “... Moisés devia, pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contato com o inimigo”.

Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente por razões políticas, como afirma Kardec, é demonstração de obtusidade quanto às Escrituras. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação, mentira, farsa, comercialização de cartas do além e manifestação de demônios. É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores se manifestam, identificando-se com os nomes de pessoas amadas que já falecera (leia Lucas 16:19-31). Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. É o caso do engenheiro que se passava pelo Dr. Fritze (a fraude terminou no ano de 1999). Aquele cidadão enganou a milhares, deixou gente gravemente enferma e até há denuncias de casos de mortes – Isso é o Espiritismo. São espíritos que se prestam a serviço do pai da mentira (João 8:44), Satanás.

O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida: “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (ACF) (Isaías 8:19).


O Estado dos Mortos

O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na terra, debaixo do sol.

Veja, por exemplo, o que disseram grandes figuras da Bíblia:

1) – Salomão: -“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos... e já não tem parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” (Eclesiastes 9:5,6).

2) – Davi: -“Mostrarás, tu, maravilhas aos mortos ou os mortos se levantarão e te louvarão? (Selá.) Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição? Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento?” (ACF) (Salmos 88:10-12).

3) – Ezequias –“Porque não te louvará a sepultura, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem para a cova. O vivente, o vivente, esse te louvará, como eu hoje o faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade.” (ACF) (Isaías 38:18-19).

4) Jó -“Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá” (ACF) (Jó 7:9-10).

5) Jesus na história do rico e Lázaro –“E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Poré, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite algum dos mortos ressuscite” (ACF) (Lucas 16:30-31). A história do rico e do Lázaro mostra a impossibilidade de se sair do lugar dos mortos, pois o rico, que fora ímpio em vida, queria alertar os seus parentes vivos para que não praticassem as mesmas ações dele e, por conseqüência, acabassem no mesmo lugar que ele – o inferno, mas foi a ele negado.

Nenhum dos textos bíblicos, até aqui citados, contradiz-se com o estado intermediário do homem ou a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para a vida eterna, outros para vergonha e perdição eterna (Daniel 12:2). Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar a viver a vida de antes, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos.

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