John Polkinghorne
O universo que nós observamos hoje se originou há cerca de 13.7 bilhões de anos atrás, de um estado singular de densidade e temperatura extrema que denominamos coloquialmente como o “Big Bang”. O universo, em sua infância, era estruturalmente muito simples, consistindo de uma bola quase uniforme de matéria/energia em expansão. Uma das razões porque os cosmologistas podem falar com um considerável grau de confiança sobre esta época inicial é que as coisas então eram simples, tornando fácil a construção de modelos nos dias de hoje. Depois de quase quatorze bilhões de anos de processo evolucionário, o universo se tornou muito complexo, sendo o cérebro humano (com seus 1011 neurônios e suas mais de 1014 conexões) o mais complicado sistema que a ciência já encontrou em sua exploração do mundo.
Os processos evolucionários envolvem a interação entre dois aspectos do mundo natural que, em forma de “slogan”, podemos rotular como “acaso e necessidade”. Apenas uma pequena proporção do que é teoricamente possível efetivamente aconteceu, e o “acaso” é responsável pelos detalhes contingentes dos eventos acontecidos. Na infância do universo, por exemplo, havia apenas flutuações sutis na distribuição da matéria. Estas heterogeneidades forneceram as sementes casuais das quais a estrutura granulada das galáxias e estrelas viria a crescer. Os detalhes efetivos desta estrutura cósmica foram causados pelo acaso, mas o processo envolveu também uma “necessidade” normatizada na forma da ação da gravidade. Um pouquinho mais de matéria em um ponto implicava uma atração gravitacional mais forte para este ponto, iniciando um processo de bola-de-neve pelo qual as galáxias se condensaram.
A ideia central do Princípio Antrópico (PA) é a de que o caráter específico da necessidade normatizada teve de assumir uma forma muito particular -- frequentemente expressa com a metáfora do “ajuste-fino” das leis da natureza -- para que o aparecimento dos “anthropoi”1 viesse a se tornar possível dentro dos limites da história cósmica. Em outras palavras, a mera exploração evolucionária do que pode acontecer (acaso) não teria sido suficiente se a regularidade normatizada do universo (necessidade) não houvesse assumido a forma altamente específica que é necessária para gerar potencialidade biológica. O universo tinha bilhões de anos de idade quando a vida apareceu, mas ele já estava prenhe desta possibilidade desde o princípio.
Vários “insights” científicos se combinam para conduzir a esta conclusão inesperada. Eles se relacionam a processos que aconteceram em diferentes estágios da história cósmica, começando por uma fração diminuta do primeiro segundo após o Big Bang, passando pela primeira geração de estrelas e galáxias, e atingindo os processos que se desdobram no cosmo atualmente. Será suficiente indicar alguns exemplos que ilustram o tipo de raciocínio envolvido na questão. Para tratamentos mais abrangentes e detalhados, pode-se recorrer a estudos mais minuciosos2.
A Especificidade Antrópica
Para possibilitar a vida baseada em carbono, as leis que operam no universo se sujeitam a algumas restrições.
1. Caráter Aberto
A ciência reconhece cada vez mais que a emergência de novidade genuína depende da existência de condições que poderiam ser descritas como “no limite do caos”, significando que, sob tais condições, regularidade e abertura, ordem e desordem, aparecem sutilmente entrelaçadas. Condições dominadas por uma ordem rígida são muito inflexíveis para permitir o aparecimento de algo realmente novo. Rearranjos de elementos já existentes são possíveis, mas não pode haver genuína novidade. Por outro lado, condições muito desorganizadas apresentam uma instabilidade cuja implicação é que nada novo pode persistir. A história conhecida da evolução biológica ilustra a discussão acima. Se não houvesse mutações genéticas, a vida jamais desenvolveria formas novas; se houvesse mutações em demasia, as espécies sobre as quais a seleção natural atua jamais teriam se estabelecido para tanto.
O caráter básico da lei física é o mecanismo quântico, cujas consequências incluem tanto a confiabilidade (p.ex. a estabilidade dos átomos) quanto a abertura (a imprevisibilidade de diversos efeitos). É plausível que tais características tenham sido necessárias para o surgimento da vida, que teria sido impossível em um universo governado pelo determinismo newtoniano.
2. Arranjo Global
A estabilidade das órbitas planetárias, uma necessidade óbvia para o desenvolvimento da vida em qualquer planeta, deriva do fato de a gravidade obedecer a uma lei que, matematicamente, é um inverso ao quadrado. Uma lei que fosse o inverso ao cubo, por exemplo, teria feito o sistema solar incapaz de se manter coerente por qualquer período significativo de tempo. O caráter de “inverso ao quadrado” da gravidade está ligado às dimensões do espaço. Se o espaço fosse quadridimensional, ao invés de tridimensional, a gravidade poderia realmente ter sido um inverso ao cubo.
3. Especificidade Quantitativa
Quatro forças fundamentais da natureza operam em nosso universo. A intensidade de cada uma é determinada pelos valores de quatro constantes naturais correspondentes. A sutil constante estrutural (“structure Constant”) (a) especifica a força do eletromagnetismo; a constante gravitacional de Newton (G) especifica a força da gravidade; e duas constantes especificam a intensidade das forças nucleares, gs para as forças fortes que mantém o núcleo atômico reunido e gw para as forças fracas, que são responsáveis por alguns decaimentos nucleares e também controlam as interações dos neutrinos. As magnitudes de todas essas constantes devem ser firmemente delimitadas caso se queira um universo capaz de produzir vida.
Se gw fosse um pouco menor, o universo primitivo teria convertido todo o seu hidrogênio em hélio antes mesmo de esfriar a um grau abaixo da temperatura na qual os processos cósmicos nucleares cessam. Tal significaria não apenas a total ausência de água, tão essencial à vida, mas também a existência exclusiva de estrelas de hélio, cuja duração seria insuficiente para sustentar o desenvolvimento da vida em qualquer de seus planetas. Se gw fosse um pouco maior, as explosões de supernovas teriam sido inibidas.
Este último fato poderia ter sérias consequências para os processos elaborados e delicadamente equilibrados pelos quais a matéria prima química da vida é feita. Sendo o universo primitivo tão simples, produziria apenas os dois elementos mais simples: hidrogênio e hélio. Ambos têm uma química muito maçante para proporcionar a base de qualquer coisa tão interessante como a vida. Esta requer mais de vinte outros elementos, o carbono acima de tudo, cujas propriedades químicas possibilitam a formação de longas moléculas em cadeia que fornecem a base bioquímica da vida. O único lugar no universo onde o carbono é feito é o interior das fornalhas nucleares das estrelas. Todos os seres vivos são feitos de poeira estelar. Desembaraçar a cadeia de interações nucleares pelas quais o carbono e os elementos pesados são produzidos foi um dos triunfos da astrofísica do século 20. Fred Hoyle foi um pioneiro neste trabalho. Ele notou que a produção estelar do carbono só era possível porque havia uma ressonância (um efeito de grande amplificação) ocorrendo em um nível de energia particular no carbono, sendo ao mesmo tempo ausente qualquer ressonância similar no oxigênio, o que impediu a perda do carbono, que em caso contrário teria em sua totalidade se tornado oxigênio. Essas propriedades nucleares detalhadas dependem do valor de gs, e se este valor tivesse sido diferente, o carbono poderia não ter existido, e não teríamos vida baseada em carbono. Ao se aperceber disto, Hoyle, embora ateu, teria dito que o universo era uma “coisa feita”. Ele não conseguiu aceitar que um ajuste-fino tão significativo fora meramente um acidente feliz.
Dentro de uma estrela não é possível produzir elementos químicos mais pesados que o ferro, a mais estável das espécies nucleares. Consequentemente, dois problemas permanecem: como produzir os elementos pesados, alguns dos quais são necessários à vida, e como fazer com que os elementos mais leves saiam de dentro da estrela que os produziu. A explosão de supernova resolve ambos os problemas, uma vez que as interações de neutrino que a acompanham também produzem elementos mais pesados que o ferro; mas apenas se gw assumir um valor apropriado.
As estrelas têm um segundo papel a desempenhar na viabilização da vida, pelo simples fato de proporcionarem fontes duradouras (bilhões de anos) e relativamente estáveis de energia para alimentar o processo. Isto requer uma razão entre eletromagnetismo e gravidade (a para G) situada dentro de limites estreitos -- de outro modo as estrelas queimariam tão furiosamente que viveriam apenas uns poucos milhões de anos, ou tão fracamente que seriam inúteis à vida.
Muitas outras restrições antrópicas poderiam ser mencionadas. Uma das mais precisas se relaciona à constante cosmológica (l), um parâmetro associado a um tipo de antigravidade, que causa uma repulsão na matéria. A possibilidade de um l diferente de zero foi reconhecida por Einstein, mas logo se viu que se tal força existisse, seria necessariamente algo muito suave, caso contrário o universo teria se dispersado muito rapidamente. Atualmente sabemos que o valor de l não pode diferir em mais do que 10-120 da intensidade naturalmente esperada. Isto representa um grau extraordinário de ajuste-fino necessário.
4. Condições Iniciais e Outras Condições
A história cósmica é um cabo-de-guerra entre as tendências opostas da contração gravitacional (no sentido de ajuntar a matéria) e a soma dos efeitos expansivos (tais como as velocidades iniciais após o Big Bang, juntamente com outros efeitos, como o valor não-zero de l). Estas duas tendências devem ser proximamente equilibradas para que o universo não colapse rapidamente em um “big crunch”, ou rapidamente se torne tão diluído a ponto de impossibilitar um processo frutífero. De fato ao realizar extrapolações de volta à era de Planck, quando o cosmos tinha apenas 10-43 segundos de idade, os cosmologistas concluem que a diferença entre as duas tendências poderia ser apenas de uma parte em 1060. Vamos retomar este ponto particular mais adiante.
Roger Penrose enfatiza que o universo parece ter começado com um nível de organização extremamente alto (baixa entropia). Acredita-se que isso esteja intimamente relacionado às propriedades termodinâmicas do universo, e até mesmo, possivelmente, à natureza do tempo. Penrose estima a probabilidade de isso acontecer por acaso de uma em 10123.
Outra necessidade antrópica é o tamanho do universo observável, com suas 1011 galáxias, cada uma com uma média de 1011 estrelas. Conquanto tal imensidão possa às vezes parecer intimidante aos habitantes do que, efetivamente, não passa de um grão de poeira cósmica, não deveríamos nos sentir mal, porque apenas um universo ao menos tão grande como o nosso poderia ter durado os quatorze bilhões de anos necessários para que seres humanos entrassem em cena. Qualquer coisa significantemente menor teria uma história breve demais para tanto.
5. Considerações Biológicas
A complexidade da biologia, em comparação com a física, torna muito mais difícil derivar restrições antrópicas diretamente de detalhes dos processos biológicos. Está claro, no entanto, que a vida depende em muitos aspectos de detalhes das propriedades da matéria neste universo3. Um simples exemplo é a anômala propriedade da água de expandir-se quando congelada, desse modo impedindo que os lagos se congelem até o fundo, o que mataria quaisquer formas de vida em seu interior. Mudanças no valor de a poderiam alterar essas propriedades.
Esta seção esboçou algumas das considerações a partir das quais se torna claro que um universo antrópico é realmente um universo muito particular. É também digno de nota que, muito embora as constantes da natureza sejam restringidas por múltiplas condições, há um conjunto de valores que satisfaz a todas consistentemente, um fato em si mesmo extraordinário, no tocante à constituição do mundo.
Interpretação
Todos os cientistas concordam em que a fábrica física do universo precisou assumir uma forma muito particular para que a vida baseada em carbono fosse capaz de evoluir ao longo de sua história. O desacordo começa quando se discute qual seria a significância desse fato tão notável.
Para muitos cientistas, o ajuste-fino cósmico veio como um choque indesejado. Profissionalmente, os cientistas aspiram à generalidade, e por isso muitos se tornam excessivamente desconfiados quanto ao particular. A sua inclinação natural é acreditar que nosso universo seja simplesmente um espécime perfeitamente típico do que um cosmo deveria ser. O Princípio Antrópico mostrou que não é assim, que nosso universo é antes muito especial; um em um trilhão, por assim dizer. Reconhecer isso pareceu uma espécie de revolução anti-copernicana. Obviamente, os seres humanos não vivem no centro do cosmo, mas a estrutura física intrínseca deste mundo teve de ser restringida dentro de estreitos limites para que a evolução da vida baseada em carbono fosse viável. Alguns também temeram ter detectado uma indesejável ameaça de teísmo. Se o universo foi dotado com potencialidades finamente ajustadas, isto poderia indicar que há um divino “ajustador”.
Uma forma bastante nova de argumento do design voltava à agenda. A ideia darwiniana retirara a força do velho argumento do “design” para a existência de Deus, perseguido no passado por pessoas como John Ray e William Paley. Eles apelavam para a aptidão funcional dos seres vivos, mas o pensamento evolucionário mostrou como a paciente acumulação e peneiração de pequenas diferenças poderia levar ao aparecimento de “design” sem implicar a intervenção direta de um Designer divino. Teólogos vieram a reconhecer que o tipo antigo de teologia natural cometera o erro de pôr-se como uma rival da ciência dentro dos legítimos domínios dessa última, tentando lidar com questões tais como a da origem do sistema ótico do olho dos mamíferos, cuja resposta se encontra no âmbito da competência biológica. Esta crítica não poderia ser feita ao novo argumento, que apela para a potencialidade antrópica. A nova teologia natural buscou ser complementária em relação à ciência, ao invés de competir com ela. A sua preocupação foi com as próprias leis da natureza, algo que uma ciência honesta não pode explicar porque precisa assumir como a própria base carente de explicações de seu relato detalhado dos acontecimentos. David Hume insistiu em favor da aceitação das propriedades da matéria como um fato bruto, mas o ajuste-fino da natureza torna intelectualmente insatisfatório parar nesse ponto a busca pela compreensão. Hume criticou o velho argumento do “design” como sendo demasiadamente antropomórfico, como se a obra do Criador pudesse apropriadamente ser comparada à de carpinteiros construindo um navio. Essa crítica não se aplica aos argumentos antrópicos, desde que a dotação da matéria com potencialidades intrínsecas não tem análogo humano. Em termos das palavras hebraicas empregadas no Antigo Testamento, o ajuste-fino corresponde a “bara” (uma palavra reservada para a atividade divina), ao invés de “asah” (“criação”, usada tanto para Deus quanto para os humanos).
O primeiro passo no debate sobre a interpretação foi a distinção entre as várias formulações do Princípio Antrópico. A mais modesta delas foi o Princípio Antrópico Suave (PAS), o qual simplesmente afirmava a ideia de que o caráter do universo que observamos deve ser consistente com a nossa presença em seu interior como seus observadores. À primeira vista, pode não parecer uma afirmação muito interessante. É claro, por exemplo, que não há nada surpreendente em vermos um universo com cerca de quatorze bilhões de anos, desde que seres com o nosso grau de complexidade não tenham emergido à cena em uma época anterior. Entretanto, como vimos na seção prévia, as investigações científicas têm mostrado que condições plenamente antrópicas estão muito longe da trivialidade, pois incluem restrições tais como o estabelecimento de limites estreitos para os valores das constantes da natureza que definem próprio o tecido físico do mundo.
Algumas pessoas foram então levadas a definir um Princípio Antrópico Forte (PAF), alegando que o universo teve necessariamente que ter tais propriedades para permitir que a vida se desenvolvesse nele em algum momento. O problema com a proposta é o que poderia ser a fonte da afirmada necessidade. O PAF é uma declaração fortemente teleológica. O crente religioso ficará feliz em fundar essa necessidade na vontade do Criador, mas o “status” do PAF como uma reivindicação puramente secular é misterioso. Certamente não parece se fundar na própria ciência.
Duas outras formas de Princípio Antrópico são algumas vezes discutidas. O Princípio Antrópico Participativo (PAP) afirma que observadores são necessários para trazer o universo à existência. Certo apelo é feito aqui a uma polêmica interpretação da teoria quântica que fala em termos de uma “realidade criada pelo observador”4, mas é difícil crer que o universo não “existiu” até que os observadores tenham aparecido. Há também o Princípio Antrópico Final (PAFi), segundo o qual uma vez que o processamento inteligente de informação tenha se iniciado no universo, ele deve continuar para sempre. De novo, é difícil encontrar uma fonte secular para a alegada necessidade. PAP e PAFi parecem ainda menos satisfatórios do que PAS.
Outra linha de ataque ao raciocínio antrópico tentou atenuar a reivindicação de particularidade cósmica apontando que, na verdade, nós temos apenas um universo para estudar; mas como tirar conclusões significativas de uma amostra única? Bem, com exercícios de imaginação científica poderíamos visitar outros universos possíveis que seriam razoavelmente similares ao nosso. A consideração, na seção anterior, de mundos cujas constantes da natureza assumiriam valores diferentes daqueles do presente universo seria um exemplo. Nessa coleção nocional de mundos vizinhos, descobrimos que apenas um conjunto muito estreito poderia compartilhar da potencialidade antrópica com o nosso mundo efetivo. Com certeza isso seria suficiente para estabelecer um grau de especificidade que clama por um tipo de compreensão meta-científica da particularidade antrópica.
Outra abordagem sugeriu que de fato só poderia haver um mundo possível; um universo no qual, por necessidade, a intensidade das forças assume os valores que efetivamente observamos. Os defensores dessa visão apelaram à dificuldade encontrada pelos físicos para combinar com sucesso a relatividade geral e a teoria quântica, e sugeriram que talvez houvesse uma singular Grande Teoria Unificada (GTU) que alcançaria esse objetivo e determinaria os valores de todas as constantes da natureza. Mesmo se tal fosse possível -- e a muitos parece improvável que uma GTU venha a ser totalmente livre de parâmetros de escala -- ainda seria necessário explicar por que a relatividade e a teoria quântica deveriam ser tratadas como fatos dados. Elas certamente parecem ser necessidades antrópicas, mas de modo algum são logicamente inevitáveis. Entretanto, se realmente houver uma GTU singular, a maior de todas as coincidências antrópicas seguramente seria que essa teoria, determinada na base da consistência lógica, também se provasse a base para um mundo capaz de fazer evoluir seres aptos para compreender essa consistência.
Uma proposta mais modesta e realista sugere que algumas coincidências antrópicas sejam vistas como consequências de uma teoria mais profunda, de tal modo que o ajuste-fino se torne desnecessário. Um possível exemplo disso é o caso do delicado equilíbrio entre efeitos expansivos e contrativos no próprio universo primitivo que discutimos anteriormente. Conforme se aceita hoje, quando o universo alcançou cerca de 10-35 segundos de idade, ocorreu uma transição de fase cósmica (uma espécie de fervura do espaço) que, por um curto período, expandiu o cosmo com incrível rapidez. Este processo, denominado “inflação”, poderia ter uniformizado o universo e criado o balanceado equilíbrio entre as tendências expansivas e contrativas que observamos agora. Mas a própria inflação requereria, para atuar satisfatoriamente, que o GTU operante no universo tivesse uma forma restrita, de modo que a particularidade antrópica não fosse perdida, mas empurrada mais profundamente no tecido do mundo.
Ao invés disso poderíamos buscar um tipo de Princípio Antrópico Moderado5, que dê atenção ao caráter especial do universo e reconheça que tal não poderia ser tratado como um feliz acidente, mas como algo que clama por explicação.
Duas abordagens metacientíficas contrastantes têm sido procuradas. John Leslie, que gosta de fazer filosofia de um jeito parabólico, contou uma história que ilustra graficamente o assunto.6 Você está a ponto de ser executado e os rifles de atiradores de elite estão apontados para o seu peito. Um oficial dá a ordem para abrir fogo... E você descobre que sobreviveu! Você simplesmente sai andando e dizendo “puxa, essa foi por pouco!”? Certamente que não, porque um evento tão impressionante como esse sem dúvida exigirá uma explicação. Leslie sugere que a explicação pode tomar uma dentre duas formas. Um vasto número de execuções foi feito naquele dia e, desde que atiradores ocasionalmente erram, por puro acaso você foi sortudo o bastante para estar na execução em que todos erraram. Ou, algo mais além de sua consciência estava acontecendo naquele evento único da sua execução -- os atiradores estavam do seu lado e erraram, todos de propósito. Essa encantadora historieta traduz-se nas duas abordagens que tratam com a apropriada seriedade as questões antrópicas.
1. Multiverso
Sugeriu-se que talvez existam muitos universos diferentes, cada um dos quais com leis naturais de tipos muito diferentes. Nesse vasto portfólio de mundos, haveria por puro acaso um capaz de desenvolver a vida baseada em carbono -- o nosso, é claro, desde que somos vida baseada em carbono. Um cosmo antrópico seria simplesmente um raro bilhete premiado em uma loteria multiversal.
A versão mais econômica da ideia supõe que esses diferentes mundos seriam na verdade vastos domínios dentro de um único universo físico. A forma como a simetria da GUT primordial foi quebrada na medida em que a expansão esfriou o universo, produzindo com isso as forças que hoje operam efetivamente, não precisa ser literalmente universal. Ao invés disso o cosmo poderia ser um mosaico de diferentes domínios, sendo que em cada um a quebra de simetria teria assumido uma forma diferente. Nós não temos consciência disso porque a inflação removeu todos os outros domínios da nossa vista e, é claro, o nosso domínio é necessariamente aquele no qual os resultados da quebra de simetria se encontraram com a necessidade antrópica. A ideia é plausível, mas apenas modifica em certo grau o requerimento de especificidade, pois continua sendo necessário que a GTU primitiva tenha assumido uma forma tal que, quando a sua simetria fosse quebrada, as forças produzidas por ela teriam as intensidades apropriadas.
Qualquer sugestão mais radical do que esta nos levará a um mundo de especulação que está além do escopo do pensamento físico sóbrio. Apelos questionáveis precisarão ser feitos a definições correntemente mal definidas de cosmologia quântica, ao mesmo tempo recorrendo-se a suposições “ad hoc” sobre diferenças radicais entre o caráter das leis dos mundos supostamente gerados desse modo. O multiverso, nessa forma, não é mais do que um palpite metafísico de excessiva prodigalidade ontológica -- o recurso a ele parece ser motivado, em parte, no desejo e evitar o teísmo associado à segunda abordagem.
2. Criação
O teísta pode acreditar que há apenas um universo, cujo caráter antrópico simplesmente reflita a doação de potencialidade feita por seu Criador a fim de que ele tenha uma história frutífera. Tal é também um palpite metafísico mas, em contraste com o multiverso, ele acrescenta várias explicações de outras questões além de lidar com os temas antrópicos. A maravilhosa e inteligível ordem do mundo, por exemplo, tão intrigante para o cientista, pode ser compreendida como um reflexo da mente do seu Criador. O difundido testemunho humano da experiência do encontro com a realidade do sagrado pode ser compreendido com emergindo da percepção efetiva da presença velada de Deus. Não reivindicamos que a especificidade antrópica do nosso mundo, compreendida dessa forma, proveja um argumento logicamente coercivo para a crença em Deus, ao ponto de apenas um tolo querer negá-la; mas antes que ela traz uma contribuição iluminadora ao argumento cumulativo em favor do teísmo, considerado assim a melhor explicação para a natureza do mundo em que habitamos.
Notas
1. Termo grego para “seres humanos” -- sem significar literalmente, aqui, a humanidade com suas particularidades, mas com o sentido geral de complexidade própria da vida baseada em carbono.
2. Barrow, J.D. e Tipler, F.J. “The anthropic cosmological principle”. Oxford University Press, 1986; Leslie J. “Universes”. Londres: Routledge, 1989; Holder, R.D. “God, the multiverse, and everything”. Aldershot: Ashgate, 2004.
3. Ver Denton, M.J. “Nature’s Destiny”. New York: The Free Press, 1998.
4. Para uma crítica, ver Polkinghorne, J.C. “Quantum theory; a very short introduction”. Oxford University Press, 2002. p. 90-92.
5. Polkinghorne, J.C. “Reason and reality”. SPCK, 1991. p. 77-80.
6. Leslie, J. op. cit. [2], p. 13-14.
• Dr. John Polkinghorne trabalhou com física teórica de partículas elementares por 25 anos; foi professor de física matemática na Universidade de Cambridge e presidente do “Queens’ College”, em Cambridge. É membro da “Royal Society”, foi o presidente fundador da “International Society for Science and Religion” (2002-2004) e é autor de vários livros sobre ciência e religião.
* Esse artigo é parte da série “Faraday Papers”, publicada pelo Instituto Faraday para Ciência e Religião, uma organização sem fins lucrativos para educação e pesquisa localizada em Cambridge, Reino Unido. Uma lista desses artigos está disponível em www.faraday-institute.org. Traduzido por Guilherme de Carvalho.
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
O princípio antrópico e o debate entre ciência e religião
Conferência começa a discussão da segurança pública com a sociedade

Representantes de organizações e entidades sociais e autoridades ligadas à segurança pública, participaram nesta sexta-feira (17), da abertura da 1.º Conferência Estadual de Segurança Pública do Paraná. O evento começou às 9h30, no Centro de Convenções de Curitiba, e contou com a presença do secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, do diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, Airton Michels, e do Procurador Geral de Justiça, Olympio Sá Sotto Maior Neto.
“O mais importante desta conferência é a participação direta e democrática da sociedade civil que tem abertura para propor políticas públicas de segurança que serão implementadas pelo governo federal. É um presente da democracia para todos nós”, disse Delazari.
Segundo Michels, a expectativa do encontro é discutir segurança com a sociedade. “O governo federal entendeu que era hora de colher as expectativas e propostas da sociedade civil. Para isso, a mobilização de todos os estados, e, em especial, a do Paraná, tem sido muito importante. Trata-se de uma grande consulta geral sobre segurança pública”, afirmou.
Nos dois dias de conferência, os participantes irão debater e propor soluções para melhorar a segurança pública. Cerca de 440 pessoas se inscreveram para participar do evento no Paraná, que tem como ponto de partida texto-base elaborado pelo Ministério da Justiça. São sete eixos temáticos envolvendo financiamentos, formação do profissional de segurança e prevenção da violência, diretrizes para o sistema penitenciário para serem debatidos em grupos.
Dentre os eixos mais procurados pelos participantes da Conferência Estadual do Paraná estão o de prevenção social do crime e das violências e construção da cultura da paz (eixo 5), valorização profissional e otimização das condições de trabalho (eixo 3) e gestão democrática: controle social e externo, integração e federalismo (eixo 1).
A etapa paranaense é eletiva para a 1.ª Conferência Nacional de Segurança que será realizada em Brasília, entre 27 e 30 de agosto. Além das diretrizes definidas nas discussões da etapa estadual, 40 representantes da sociedade civil e 29 trabalhadores eleitos serão eleitos para serem levados à discussão nacional.
A delegação do Paraná na etapa nacional também incluirá nove representantes já eleitos nas conferências municipais, realizadas anteriormente, e os servidores indicados pelo poder público. Na Conferência Nacional cada Estado, por meio de seus representantes, terão direto a voz e voto e poderão defender as especificidades de sua região na definição das políticas de segurança pública de todo o País.
Discussões anteriores - Em paralelo à organização do evento estadual, o estado também realizou diversas conferências livres que agregaram sugestões sobre segurança. O Paraná foi o estado que mais teve conferências livres. Para se ter idéia, apenas a Polícia Militar organizou 170.
O objetivo principal desses eventos foi o de reunir idéias para serem discutidas nas conferências estadual e nacional, além de eleger os representantes de cada setor da sociedade na conferência estadual.
Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Secretaria de Saúde confirma segundo caso de gripe A em Maringá
O paciente é uma criança que teve contato com parentes oriundos de um país com elevado risco de contaminação
A Secretaria de Saúde de Maringá confirmou na tarde desta quinta-feira (16) o segundo caso de gripe A H1N1 na cidade. O paciente é uma criança que teve contato com familiares que estiveram em um país com que apresenta risco elevado de contaminação. A criança não apresenta mais sintomas e já está em casa, bem como o primeiro paciente confirmado no último dia 3.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quinta-feira (16) que já há transmissão sustentada da nova gripe no Brasil. Isso significa que o vírus circula de forma constante e ininterrupta no país.
De acordo com o ministério, além das pessoas que se infectaram no exterior e as que tiveram contato com elas, há outras sem vínculos com esses grupos que pegaram a doença. Temporão confirmou também que o número de mortes pela doença no país chega a 11.
O primeiro caso confirmado de transmissão sustentada foi a de um homem que morreu no último dia 30 de junho em São Paulo. Somente nesta quinta-feira, a Secretaria de Saúde de SP confirmou que não havia nenhum vínculo desta pessoa com alguém que veio do exterior.
"Esse era um fenômeno esperado de transmissão, especialmente no vírus influenza," disse o ministro. O Brasil é o oitavo país que confirma a transmissão sustentada.
Na quarta (16), o ministério confirmou 1.175 casos da nova gripe e a transmissão ainda era considerada limitada. Apesar da mudança, o ministro da Saúde garantiu que "o momento é um momento de tranquilidade."
Fonte: Jornal de Maringá Online
Lei Obrigará políticos a refletirem sobre a Bíblia antes as sessões
Autor de proposta acredita que decisão vai melhorar ‘ânimo’ no plenário.
Para deputado, decisão deveria ser adotada também pelo Senado.
Um projeto aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa da Paraíba fará com que antes de cada sessão os parlamentares tenham cinco minutos para “refletir sobre a Bíblia”.
Autor da proposta, o deputado Nivaldo Manoel (PPS) acredita que “a palavra de Deus ajudará a melhorar os ânimos” dos colegas para enfrentar os problemas no plenário.
“Às vezes são sessões acirradas, muito violentas, com muitas discussões pesadas. Então, acredito que a palavra de Deus possa melhorar um pouco os problemas que existem aqui no plenário”, diz o deputado, que já havia aprovado antes um projeto para que todas as sessões fossem abertas em nome de Deus e iniciadas com a leitura de um versículo bíblico.
O deputado calcula que serão usados sete minutos de cada sessão para leitura e reflexão sobre a Bíblia – feitos por ele mesmo – assim que o projeto, aprovado por unanimidade, for publicado no “Diário Oficial” da Casa. Neste tempo, afirma, os deputados “permanecerão da forma que eles quiserem”, mas pedirá silêncio.
“Sou evangélico de uma igreja como a Assembleia de Deus, muito rígida, de mais titularidade à obediência da Bíblia. [...] Tenho essa vantagem e a coragem de fazer isso. E vou fazer em nome de Jesus essa reflexão pregando a palavra sem nenhum constrangimento, como se estivesse no púlpito de uma igreja”, afirma o deputado, que disse não ser pastor.
Manoel acredita que a reflexão poderia ser adotada também no Senado, como forma de melhorar “a atitude dos parlamentares”.
“Se tem um evangélico lá, deveria ter um seguimento bíblico para que haja maior tranquilidade e equilíbrio no plenário.”
Fonte: G1
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Sem saber com quem falava, Minc chamou prefeitos de vagabundos

Hoje, Lula recebeu prefeitos de todo o país em Brasília. Foi a Marcha dos Prefeitos. O ministro Celso Minc foi vaiado pelos prefeitos quando subiu ao palco. Sentou-se depois em mesa de ilustres desconhecidos. Pensou que eram burocratas de Brasília. Soltou o verbo:
– Esses prefeitos são todos vagabundos.
Mal sabia que se dirigia a prefeitos do Paraná que fecharam a cara e saíram espalhando a grosseria para todos os presentes. Na sexta, Minc vem a Curitiba para o lançamento de certificação ambiental para empresas. Os que ele chamou de vagabundos preparam a recepção.
Fonte: Blog Fabio Campana
Aline Barros participa de programa no SBT

A música gospel não para! E chegou a vez do Show do Netinho, exibido pelo SBT, dar espaço ao louvor e a adoração. A cantora e pastora Aline Barros gravou participação na última sexta-feira (10), que vai ao ar neste sábado (18). “Foi uma experiência muito legal. Conversamos bastante entre uma música e outra e pude ver como ele recebia cada mensagem. Esse tipo de espaço é muito importante, pois sabemos que estamos alcançando os não evangélicos e levando até eles a mensagem linda de Jesus”, compartilha a cantora.
Aline também adiantou as novidades, como o lançamento do tão esperado DVD Aline Barros & Cia 2 para outubro deste ano. E, claro, a cantora não perdeu a oportunidade de presentear Netinho com o CD e DVD Caminho de Milagres, lançados pela MK Music. “Fique feliz por ter estado com ele. E acredito que ele também ficou. Tanto que me convidou para participar do programa de final de ano”, adiantou.
Fonte: Mk Music
Ataques a bomba atingem seis igrejas cristãs no Iraque

Uma série de ataques a bomba, aparentemente coordenados, atingiu seis igrejas cristãs em Bagdá, no Iraque, neste domingo. Pelo menos quatro pessoas morreram e 30 ficaram feridas.
As mortes ocorreram na maior das explosões, em que um carro-bomba foi usado para atingir uma igreja na zona leste da capital iraquiana.
Segundo a polícia, outros cinco ataques realizados nas últimas 24 horas deixaram cerca de dez feridos.
A comunidade cristã do Iraque é composta por cerca de 750 mil pessoas.
Alvos cristãos já foram atingidos no passado, mas em geral são poupados da maior parte dos incidentes violentos no país.
Ainda neste domingo, um alto funcionário do Exército iraquiano afirmou que os ataques insurgentes ainda devem ocorrer por vários anos.
O nível de violência caiu nos últimos anos, mas as declarações do funcionário sugerem que os líderes iraquianos esperam que os ataques esporádicos continuem, depois que as forças americanas forem retiradas do Iraque, até o fim de 2011.
Fonte: BBC Brasil
Prorrogação para licença maternidade
Com a aprovação da Lei 16.176 de 14/07/09, o Poder Executivo esta autorizado a prorrogar por mais 60 dias a Licença Gestante das servidoras públicas estaduais e, de acordo com o parágrafo único do referido dispositivo legal, a prorrogação dos 60 dias estender-se-á também aos casos de licença adoção.
Para as servidoras que estejam de licença na data da publicação da referida lei, 14/07/09, a informação da Secretaria de Administração é a de que a prorrogação da licença gestante e consequentemente da licença adoção será automática.
A Dims já está tomando as providências necessárias para a prorrogação da licença gestante e adoção, não sendo necessária nenhuma solicitação por parte da servidora para prorrogação.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Ex-jogadores de futebol profissional, todos cristãos, estarão participando da Turnê da Esperança 2009 na África

Ex-jogadores de futebol profissional, todos cristãos, estarão participando da Turnê da Esperança 2009 (Tour of Hope) por cinco países da África. Eles fazem parte da equipe ALEM Brasil que, atendendo a um convite de autoridades cristãs e, também, a governantes do Burundi, do Quênia, de Uganda, de Madagascar e da África do Sul, realizará jogos amistosos e beneficentes. Além da inauguração de um dos estádios a ser utilizado na Copa do Mundo da África do Sul, no próximo ano. Esta viagem, de acordo com a descrição dos próprios organizadores africanos, será um marco na história de seus países. Nossa equipe missionária parte do Brasil no próximo dia 16 de julho e retorna em 10 de agosto.
O Projeto Tour of Hope – uma parceria com o Programa Esportivo Missionário de Missões Mundiais (PEM) – iniciou-se no ano passado com uma viagem com esta mesma equipe a quatro países da Ásia, atendendo ao apelo de líderes cristãos de Myanmar para ajudar na reconstrução de seu país afetado pelo terrível Ciclone Nargys, em maio de 2008.
Agora chegou a vez do continente africano, sobretudo em razão da proximidade da Copa do Mundo de 2010, e o desejo dos líderes cristãos deste continente em usar nossa equipe no lançamento oficial de um gigantesco projeto de evangelização – Ubabalo ("graça de Deus" no dialeto xhosa) e África em função da Copa do Mundo de 2010. Recentemente recebemos nota oficial afirmando que a Embaixada Brasileira em Uganda estará presente aos eventos, bem como autoridades presidenciais, com ampla cobertura da mídia televisiva desses países. Tenho em meu coração que nossos atletas, alguns deles com passagem pela Seleção Brasileira de Futebol, campeões do mundo como Jorginho e Paulo Sérgio, terão a oportunidade de testemunhar sua fé para milhões de pessoas nos estádios através da televisão.
Confiante no apoio dos batistas brasileiros na retaguarda em oração, firmo o compromisso como Coordenador deste Projeto, de bem representar nossa denominação naqueles países, quatro deles sem nossa presença missionária.
Pr. Marcos Grava Vasconcelos (Supervisor da Equipe ALEM – Brasil e Coordenador do PEM da JMM)
domingo, 12 de julho de 2009
Conselho Nacional aprova fim da divisão por disciplinas
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta terça-feira a proposta do Ministério da Educação (MEC) de flexibilizar o currículo do ensino médio. Dessa forma, a divisão em disciplinas como português, matemática, geografia, história e outras poderá ser eliminada nos estados brasileiros que decidirem adotar as modificações.
O MEC pretende apoiar experiências curriculares inovadoras no ensino médio. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, a partir de 2010, cerca de cem escolas deverão receber financiamento para implantar mudanças curriculares, e tornar o ensino médio mais interdisciplinar e flexível. Um exemplo disso é que 20% da grade curricular poderá ser escolhida pelo próprio aluno.
Nos próximos 40 dias, o MEC deverá definir o volume de recursos disponível para o programa e a forma de financiamento, se diretamente à escola ou se por meio de convênio com as secretarias estaduais, que têm autonomia para decidir se adotam ou não as mudanças.
Modificações - O conteúdo disciplinar dividido em matemática, física, química, biologia, português, história, geografia e inglês será substituído por quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. O objetivo é que o conteúdo ganhe maior relação com o cotidiano e faça mais sentido para os estudantes.
Além disso, haverá um aumento na carga horária mínima do ensino médio - de 2,4 mil horas anuais para 3 mil horas por ano, e o currículo não será mais fixo para os alunos, que poderão escolher 20% de sua grade de aulas.
Fonte: Revista Veja
Conferência livre dos servidores penitenciários de Curitiba e Região Metropolitana
O SINDARSPEN – Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, convida todos os Agentes Penitenciários do Estado, para participarem da Conferência Livre dos Servidores Penitenciários de Curitiba e Região Metropolitana que será realizada dia 16 de julho das 19 horas às 23 horas na Reitoria da UFPR - Universidade Federal do Paraná - Endereço: Rua General Carneiro, 460, Ed. Pedro I, Anfiteatro 100 na cidade de Curitiba..
Contatos: 0800 645 1311 - 41 3224 1311
O evento organizado pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários em conjunto com os Representantes de Base das Unidades Penais do Paraná.
O objetivo desta conferência livre é discutir com os Agentes Penitenciários do Sistema Penitenciário do Paraná sobre o eixo temático proposto pela 1ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA organizada pelo Governo Federal, através do Ministério da Justiça e CONSEG Nacional que é o eixo:
06: Diretrizes para o Sistema Penitenciário.
As discussões redundaram em um princípio e três diretrizes para cada eixo e aprovadas no plenário e serão encaminhadas para Brasília onde será realizada a Conferência Nacional.
Outro objetivo do evento é preparar os participantes para as discussões da Conferência Estadual, que terá início no dia posterior, dia 17 de julho na cidade de Curitiba.
sábado, 11 de julho de 2009
Ossos de um santo ofício
O Vaticano acredita ter encontrado, na segunda maior basílica de Roma,
os restos mortais do apóstolo Paulo, martirizado no século I
Por Leandro Beguoci
Bento XVI anunciou no domingo 28 uma descoberta que lança luz sobre os primeiros anos da Igreja Católica. Amostras retiradas da ossada existente numa tumba no subsolo da segunda maior basílica de Roma foram submetidas a testes de datação, e as conclusões são de que se trata dos restos de uma pessoa que viveu entre os séculos I e II. Elas "parecem confirmar a unânime e incontestável tradição de que são os restos mortais do apóstolo Paulo", festejou o papa. A relevância da descoberta não está em fornecer evidências materiais sobre o homem que expandiu o cristianismo para além das fronteiras estreitas de uma seita judaica da periferia do Império Romano. Não há necessidade disso. A vida e a obra do Apóstolo dos Gentios são as mais bem documentadas entre os primeiros santos do cristianismo. O valor religioso do exame científico está em atestar a consistência da tradição católica e reforçar a Basílica de São Paulo Fora dos Muros como um local de veneração. No século IV, o imperador Constantino mandou erguer a igreja sobre um antigo cemitério romano, do lado externo das muralhas que protegiam a cidade dos bárbaros, exatamente porque o lugar era conhecido como o do túmulo de São Paulo.
Não foi a única novidade sobre o santo. No mesmo domingo, foi revelada a mais antiga imagem de São Paulo, um afresco do século IV encontrado durante as obras de restauração das catacumbas de Santa Tecla, a alguns quarteirões de distância da basílica. A pintura foi descoberta no teto de um pequeno aposento que esteve soterrado por séculos. A identificação do apóstolo foi imediata porque coincide com as características físicas descritas em textos dos primeiros cristãos, como a barba escura e fina na ponta, a calvície, o nariz grande e os olhos expressivos. Um afresco de São Pedro também foi encontrado, mas em muito pior estado de conservação.
Segundo a tradição, a Basílica de São Pedro, no Vaticano, foi erguida sobre o túmulo do primeiro papa. Essa crença foi posta à prova por arqueólogos que exploraram um túmulo existente no subsolo da construção. Submetido a testes de datação, o conteúdo revelou os restos de alguém que tinha entre 60 e 70 anos e viveu no século I. Em 1968, o papa Paulo VI anunciou com estardalhaço que se tratava, sem dúvida, dos restos de São Pedro. Paulo e Pedro foram contemporâneos e ambos morreram como mártires da Igreja. Acredita-se que São Pedro tenha sido crucificado (de cabeça para baixo, segundo a tradição) no ano 64, por ordem do imperador Nero. Graças à cidadania romana, São Paulo escapou da cruz, para ser decapitado em algum momento entre os anos 65 e 67. Reza a tradição que o corpo e a cabeça do santo foram sepultados em locais diferentes – a cabeça estaria na Basílica de São João de Latrão, também em Roma.
Em 2002, ainda sob João Paulo II, arqueólogos iniciaram a escavação do túmulo sob a Basílica de São Paulo, onde descobriram uma urna e uma placa com a inscrição "Paulo Apóstolo Mártir". Eles fizeram um minúsculo furo numa das laterais de mármore e inseriram uma pequena sonda, que recolheu amostras da ossada que está lá dentro. O material extraído foi submetido ao teste de carbono 14, técnica utilizada para calcular a idade de materiais antigos. Junto aos restos mortais foram encontrados também alguns grãos de incenso e dois pedaços de tecido de linho, um de cor púrpura com bordados de ouro e outro azul – ambos identificados como peças luxuosas, o que reforça a suposição da existência de ricos entre os primeiros cristãos.
São Paulo era um judeu nascido entre os anos 4 e 8, possivelmente em Tarso, então uma grande cidade grega na rota entre a Europa e a Ásia. Seus pais eram escravos libertos, mas ricos o suficiente para mandar o filho estudar com um grande rabino em Jerusalém. Adulto, ele se tornou um perseguidor implacável da seita cristã – ainda que não esteja claro por que agia assim. Ele próprio deixou relatos sobre sua conversão, ocorrida no caminho para Damasco, depois de uma visão. Após se converter, Paulo dedica-se, com enorme sucesso, à tarefa de expandir a fé pelo Império Romano, especialmente por seu coração, Roma.
Ainda mais importante, foi ele quem formulou a doutrina de maneira teológica e separou o cristianismo do judaísmo. Para São Paulo, os pagãos não precisavam submeter-se aos rituais judaicos, como a circuncisão e as regras dietéticas, pois bastavam o batismo e a fé em Cristo. "Paulo deu ao cristianismo um caráter universal", diz o teólogo Geraldo Hackmann, o único brasileiro na Comissão Teológica Internacional do Vaticano. A influência de São Paulo sobre a cristandade pode ser medida numericamente. Dos 27 livros do Novo Testamento, treze são atribuídos ao apóstolo. Desses, sete são considerados realmente autênticos, e os demais, escritos em seu nome por seguidores. Quase metade do livro dos Atos dos Apóstolos, escrito pelo evangelista Lucas, relata as viagens evangelizadoras de Paulo. As descobertas envolvendo seu túmulo reforçam sua presença na tradição cristã.
Cilque sob a imagem abaixo para ler e ver o afresco mais antigo do apóstolo Paulo
Fonte: Revista Veja
Nunca acreditei no fracasso

Entrevista do Delegado de Polícia Federal, Protógenes Queiroz a Revista Carta Capital
No dia 7 de setembro, durante as comemorações do 187º aniversário de Independência do Brasil, o delegado Protógenes Queiroz vai se filiar a um partido político e se preparar para concorrer, em 2010, a uma vaga na Câmara dos Deputados. Em estado de graça desde a apresentação da nova denúncia contra o banqueiro Daniel Dantas, em 6 de julho, a dois dias do primeiro aniversário da Operação Satiagraha, Queiroz decidiu reforçar o número de viagens e palestras (mais de cem, em um ano) que faz País afora. Sobretudo depois de ter sido afastado da Polícia Federal, em abril, sob a acusação de “participação em atividade político-partidária”, por ter subido no palanque, em setembro de 2008, no comício de um candidato do PT à prefeitura de Poços de Caldas, em Minas Gerais. Na quarta-feira 8, enquanto se preparava para participar de um evento contra a corrupção no Rio de Janeiro, Protógenes Queiroz falou, por telefone, à CartaCapital.
CartaCapital: O senhor foi afastado, primeiro, do comando da Operação Satiagraha, depois, das funções de delegado. Em algum momento, achou que aquele trabalho de investigação iria fracassar?
Protógenes Queiroz: Nunca acreditei que todo o esforço de investigação da Satiagraha, ao longo de quatro anos, fosse fracassar. Sempre acreditei na capacidade técnica dos meus companheiros da Polícia Federal, apesar de muitos lá dentro terem sofrido os mesmos problemas que sofri.
CC: Que problemas?
PQ: Principalmente de remoção de efetivos, de diminuição de agentes e de pessoal para analisar as informações. Mas, como se viu, isso foi superado.
CC: Como o senhor recebeu a notícia da denúncia formulada pelo procurador Rodrigo De Grandis, do Ministério Público Federal de São Paulo, contra Daniel Dantas e outras treze pessoas ligadas ao Opportunity?
PQ: Isso me deu um sentimento de dever cumprido. Não só para mim, mas para toda a sociedade brasileira, porque ficou claro que, depois da Operação Satiagraha, não há mais espaço para corruptos e corruptores no Brasil. Por isso, é importante mostrar que esse trabalho foi levado adiante para o bem do País. A denúncia do Ministério Público reafirma e confirma o conteúdo de todos os dados coletados pela Operação Satiagraha, ao longo de quatro anos.
CC: O que o senhor achou de mais importante na denúncia do MP?
PQ: Um ponto muito importante será a abertura de um inquérito policial para investigar a unificação da Brasil Telecom com a Oi (a BrOi). Todo esse processo de unificação foi fraudado, conforme se apurou durante a Satiagraha e pode ser constatado por documentos e pelos e-mails trocados entre os envolvidos. As provas coletadas pela Satiagraha demonstram a existência de esquemas de caixa 2 e transferência de cotas societárias entre empresas que não existem. Enfim, um esquema criminoso paralelo comandado pelo banqueiro condenado Daniel Dantas.
CC: Por que esse inquérito não foi aberto antes pela Polícia Federal?
PQ: Não sei. Mas eu pedi a abertura dele há um ano, com todas as provas que agora estão aí apresentadas pelo Ministério Público. Acho que a PF fez uma avaliação primária do caso, deu prioridade a outros fatos. Poderia ter tocado esse inquérito paralelamente, mas não fez. Foi preciso o MP tomar essa iniciativa.
CC: É possível, com essa denúncia, descobrir se houve, de fato, fraude na unificação das teles?
PQ: O Ministério Público aproveitou, integralmente, todos os dados coletados pela Operação Satiagraha. Com isso, não deu espaço para a defesa de Daniel Dantas alegar inconsistência da investigação ou das provas. São dados que revelam completamente um esquema criminoso muito bem montado.
CC: O que mais se pode esperar da Operação Satiagraha?
PQ: O Ministério Público pediu a abertura de mais três inquéritos, isso com todo o material coletado durante a operação. O que vem pela frente, não tenha dúvida, é que vão aparecer nomes de altas autoridades da República e de políticos. Também vai ficar claro o envolvimento de partidos políticos no esquema de Daniel Dantas. Está tudo no HD (disco rígido) apreendido pela Operação Chacal (em 2004, no computador central do Opportunity, no Rio).
CC: E a qual partido político o senhor vai se filiar, afinal?
PQ: Ainda não me decidi, até porque o quadro político-partidário no Brasil é uma tragédia. Mas será em um partido que possa reconhecer a importância da minha luta e a dimensão do que isso significa, hoje, no Brasil
“As igrejas têm sido grandes parceiras da nossa administração”, diz Beto Richa prefeito de Curitiba

Na manhã desta quinta-feira, dia 9 de julho, a ExpoCristo recebeu, em sua abertura oficial, Beto Richa, prefeito da cidade de Curitiba - PR.
Em entrevista ao Guia-me, o prefeito afirmou estar muito à vontade na visita à feira:”É um prazer muito grande mais uma vez estar aqui na ExpoCristo e ver o seu crescimento, a sua consolidação, superando-se a cada ano, ver amigos, pastores, evangelizadores, missionários”.
O conforto em estar ao lado da liderança cristã está relacionado ao trabalho que as igrejas de Curitiba (PR) têm feito ao lado da prefeitura da capital do Paraná. “Temos um grande trabalho na implantação de programas que buscam mudanças, que visam a melhoria da qualidade de vida das pessoas, sabendo da força que tem essa missão evangelizadora, o respeito que tem em todas as comunidades na cidade de Curitiba. Então, nós nos aproximamos das igrejas justamente para ter essa eficácia e grandes iniciativas para a cidade”. Como exemplo, o pastor citou a parceria estabelecida em um projeto que é conhecido como “Cruzada contra as drogas”.
O prefeito destacou também o fato de Curitiba ter criado a primeira Secretaria Antidrogas, no Brasil. “As igrejas têm sido grandes parceiras da nossa administração (…) Nós estamos aí com todas as igrejas evangélicas, diversas denominações participando desse trabalho com a prefeitura”, declarou Beto Richa.
Fonte: Guia-me
Sonhos interrompidos pelo crime
Em seis anos, dobrou o número de casos de homicídios de crianças e adolescentes de 10a 19 anos no Paraná, que está em quinto lugar nesse tipo de crime
Flávio da Silva dos Santos, 16 anos, tinha o sonho de ser pai. Jéssica Picolo, 13, queria ser modelo. Antônio Sergio Freitas de Lima, 16, planejava uma vida nova com o recente nascimento de seu primeiro filho. O destino dos três adolescentes, no entanto, foi interrompido pela violência.
Flávio foi assassinado com dois tiros sete dias após ter atirado, no dia 30 de junho, contra um menino de 3 anos por motivos desconhecidos, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (RMC). No início de junho, Antônio, o Tonhão, foi morto com cinco tiros enquanto caminhava com sua namorada pela Vila Zumbi dos Palmares, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba (RMC). Jéssica foi vítima de um crime brutal cometido contra ela e sua mãe, no início do ano. Quatro dias depois de desaparecida, foi encontrada morta, com perfurações de faca, no pesque-pague da família, na Borda do Campo, em São José dos Pinhais, também na região de Curitiba.
Barbárie sem explicação
Há cinco meses, Idolino Pícolo, 52 anos, mantém a mesma rotina. Todos os dias, ele entrega leite ordenhado de algumas vacas que vivem em sua propriedade na Borda do Campo, de casa em casa. Era proprietário de um pesque-pague na região, mas a sua vida mudou drasticamente desde o dia 19 de janeiro. Após um assalto ocorrido na propriedade da família, a mulher, Marilize Pícolo, 46 anos, foi morta a facadas e a filha sequestrada. Quatro dias depois, o corpo de Jéssica, 13 anos, foi encontrado dentro de um tanque de peixes, a três quilômetros da propriedade.
Tráfico é o que mais mata
O tráfico de drogas está entre os principais motivos de crimes contra crianças e adolescentes. Na terça-feira passada, Flávio da Silva Santos, conhecido como Flavinho, 16 anos, foi morto com dois tiros no pescoço, em um campo de futebol no bairro Jardim Independência. Com ele, foram encontradas 50 pedras de crack.
O que aproxima as três histórias citadas acima é a faixa etária das vítimas. Segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Criança (Unicef), divulgado recentemente, há cada vez mais crianças e adolescentes assassinados no estado. Entre 2000 e 2006, dobrou no Paraná a taxa de homicídios de crianças e jovens, na faixa etária dos 10 e 19 anos de idade – de 15,6 para 30,6 a cada mil habitantes. Nesses seis anos, o estado ficou em oitavo lugar no aumento de casos no país. Com isso, ocupou o quinto lugar entre as unidades da federação com o maior índice. Em 2000, era o 14º (veja infográfico).
Na região metropolitana de Curitiba, um levantamento feito pela Gazeta do Povo entre 2008 e 2009, mostra que a taxa de homicídios entre jovens e crianças diminuiu 17,7%. Passou de 90 para 74 casos, de janeiro a 22 de junho dos dois anos, segundo registros do Instituto Médico-Legal (IML). A maioria das mortes estaria relacionada ao tráfico e ao uso de drogas, brigas de gangues e desentendimento entre familiares, nessa ordem.
A formação inadequada do adolescente é uma das causas apontadas por Márcia Caldas, presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná (OAB-PR), para o aumento dos índices de criminalidade nessa faixa etária. “Estamos completando 19 anos da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e vivemos uma negação da sua essência. A sociedade ainda coloca a culpa no Estatuto por essa anomalia social em relação à sua juventude”, comenta. Para Márcia, houve avanços nesse período. “Não adianta culpar o adolescente. Vivemos um retrocesso no enfrentamento da violência dos jovens. Falta perspectiva de futuro, o ensino não é atrativo e estamos perdendo nossas crianças e adolescentes para as drogas”, diz.
O sociólogo Júlio Jacobo, responsável pela pesquisa “Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros”, divulgada no ano passado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), ressalta que estudos têm demonstrado nos últimos anos que a faixa etária na qual mais cresce o índice de homicídios está entre os 15 e 17 anos. “Há uma espécie de incentivo e ingresso do jovem na criminalidade. Faltam alternativas para a juventude”, diz. Para Jacobo, a solução está na combinação harmoniosa entre a repressão, proteção e prevenção. “Se a repressão não funciona, impulsiona o crime. Não adianta esperar ocorrer para depois prevenir, é preciso detectar onde está ocorrendo e colocar barreiras protetivas. Assim como a prevenção deve ser feita para combater o problema em sua raiz”, afirma.
Estatísticas contestadas
Para a secretária estadual da Criança e da Juventude, Thelma Alves de Oliveira, as estatísticas relacionadas ao crime precisam ser contextualizadas. “O Paraná aparece porque tem uma medida eficiente. Toda vez que fazemos um comparativo com outros estados temos problemas sérios, pois os sistemas de informações são diferentes”, diz. A secretária explica que são usados vários dados para a implantação de políticas públicas de combate e prevenção voltadas às crianças e aos adolescentes. “É uma maneira de chegarmos numa medida mais próxima à realidade.”
De acordo com a secretária, o estado já trabalha com o fato de que cerca de 70% dos homicídios têm alguma relação com o tráfico de drogas. “Esse índice também é estendido à criança e ao adolescente. E o adolescente em conflito com a lei está mais vulnerável”, diz. A secretária destaca um conjunto de ações de políticas públicas que estão sendo desenvolvidas em 35 comunidades paranaenses, iniciados no mês passado. “Temos todo um esforço de combate ao tráfico. O Paraná é uma rota e não podemos nos abstrair disso. Mas temos de tentar salvar aqueles que parecem não ter mais saída e oferecer uma perspectiva de formação do indivíduo e dos cidadãos”, diz.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou por meio de sua assessoria de imprensa que antes de avaliar os números da pesquisa é necessário esclarecer que os dados fornecidos pelos estados, através do sistema do Ministério da Saúde, apresentam divergências em sua cobertura, não representando a totalidade dos crimes registrados o que inviabilizaria qualquer comparação. A secretaria ainda informou que o Sistema de Geoprocessamento separa os números por local e tempo, não por faixas etárias.
Já o sociólogo Jacobo ressalta que os dados usados pelo Unicef e Ritla são quase unânimes e se referem aos registros de mortes, feitos pelo Ministério da Saúde. “Houve um aumento geral da criminalidade no Paraná nos últimos dez anos que não se limita à faixa etária. Não há o que discutir com atestado de óbito. O estado tem de responder com força de segurança. A violência não é um tsunami, há medidas e políticas para enfrentá-la. Basta olhar para o estado vizinho, São Paulo, e verificar que houve redução da criminalidade nos últimos dez anos”, afirma.
Fonte: Gazeta do Povo
quinta-feira, 9 de julho de 2009
CIEADEP reúne pastores da Assembléia de Deus em Campo Mourão

O município de Campo Mourão está sediando um encontro entre os pastores presidentes da Igreja Evangélica Assembléia de Deus de todo o estado do Paraná. Incluindo pastores e suas esposas, são cerca de 250 participantes, na sede da igreja matriz, localizada na rua Araruna, próximo à garagem da Expresso Nordeste.
De acordo com o presidente da Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus no Estado do Paraná (CIEADEP), pastor Ival Teodoro da Silva, o evento começou na noite de segunda-feira e prossegue até quinta-feira. “Essa convenção acontece uma vez por ano, em cidades diferentes do Paraná, envolvendo todos os pastores presidentes da Assembléia de Deus”, diz o pastor Ival.
Em pauta, o religioso destaca o trabalho social, combate às drogas, alcoolismo, missões, entre vários outros assuntos. “Também discutimos sobre a valorização da família, que está em crise. Ao final do encontro, fazemos um balanço geral e cada pastor leva o resultado para suas cidades de origem.”, relata. O pastor relata o compromisso com o trabalho social e o crescimento da igreja em todo o estado do Paraná. “A Assembléia de Deus realiza um grande trabalho social, muitas vezes em parceria com as autoridades municipais e com isso tem conseguido tirar muita gente do mundo das drogas, da prostituição. São pessoas que hoje dão testemunho da mudança de vida que tiveram”, comemora.
Pastor Ival revela que a igreja Assembléia de Deus possui atualmente cerca de 2.500 ministros e mais de 300 mil membros, apenas no estado do Paraná. “É uma igreja que tem crescido muito.”
Fonte: Tribuna do Interior
Presos do regime semiaberto são flagrados cometendo crimes; PM pressiona Judiciário
Cinco internos foram detidos cometendo furtos na semana passada. Situação levou a Polícia Militar a divulgar nota pedindo mais critério da Justiça na concessão do benefício
Cinco presos que cumprem pena em regime semiaberto na cadeia pública de Campo Mourão, na região Noroeste do estado, foram flagrados cometendo crimes no município na última semana. Eles assaltaram uma farmácia, um caminhão de refrigerantes e um supermercado. Os crimes não têm ligação. A situação levou o 11.º Batalhão de Polícia Militar (BPM) a divulgar uma nota à imprensa pedindo que o Judiciário seja mais criterioso na concessão do benefício.
"O Comando da Polícia Militar está preocupado com a liberdade concedida a determinadas pessoas que notadamente ainda não têm condições de conviver em sociedade”, afirma a nota, assinada comandante do 11º BPM, tenente-corenel Luiz Carlos Menezes Deliberador.
O que diz a Lei
A concessão do direito ao regime semiberto está prevista no artigo 123 da Lei de Execuções Penais (Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984) e é autorizada pelo juiz responsável pelo caso, que deve ouvir o Ministério Público e a administração penitenciária.
É preciso que o interno apresente comportamento adequado, que tenha cumprido um sexto (se for réu primário) ou um quarto (se for reincidente) da pena.
O condenado que tem direito ao benefício pode sair temporariamente da detenção, sem vigilância direta, para visitar a família, participar de cursos supletivos profissionalizantes e de Ensino Médio ou Superior, além de atividades que favoreçam o retorno ao convívio social.
A 16.ª Subdivisão Policial informa que atualmente possui 13 internos em regime semiaberto. Neste mês, três conseguiram o benefício, mas dois fugiram.
Os presos dormem um alojamento especial, exclusivo para quem cumpre regime semiaberto, com capacidade para 40 internos. Eles chegam à cadeia às 20h e são liberados entre 6h e 7h, para passarem o dia fora - é quando ocorrem os crimes.
Resposta do Judiciário
A reportagem entrou em contato com os juízes que atuam na esfera criminal no município, mas nenhum pôde falar. O juiz da 1.ª Vara Criminal de Campo Mourão, Juliano Albino Mânica, está em férias. Os juízes substitutos, Rita Leão Monteiro Borges e Laércio Franco Júnior, além do juiz da 2ª Vara Criminal, Mário Carlos Carneiro, estariam em audiência durante toda a tarde.
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), por meio da assessoria de imprensa, informou que não se manifesta sobre o caso porque os juízes de comarca gozam de independência, têm decisão soberana e são os únicos que podem comentar o caso.
Fonte: jornal de Maringá Online
Comerciantes que venderem bebidas alcoólicas serão multados em até R$ 5 mil
Proibição vale para ruas do entorno da Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre sexta (10) e terça (14). Força-Tarefa está fazendo trabalho de prevenção nesta semana
Os comerciantes que venderam bebidas alcoólicas no entorno da Universidade Estadual de Maringá (UEM) entre 12 e 14 de julho, no período de vestibular, serão multados em R$ 500 (vendedores ambulantes) ou R$ 5 mil (estabelecimentos comerciais). Se forem pegos em flagrantes, os comerciantes terão a mercadoria apreendida. O alerta é da Força-Tarefa que vai fiscalizar o vestibular de inverno da UEM.
A proibição da comercialização de bebidas alcoólicas durante o vestibular é estabelecida pela Lei Municipal nº 8.054/08. A chamada Lei Seca valerá entre as 20h desta sexta-feira (10) e a meia-noite de terça-feira (14).
A proibição é válida para o quadrilátero entre a Avenida Colombo e a Rua Vitória, e a Avenida Morangueira e a Rua Quintino Bocaiúva, com exceção para a Rua Vitória e a Avenida Morangueira.
Quem for pego consumindo bebidas alcoólicas no entorno da UEM terá o produto apreendido e descartado. A lei exclui os estabelecimentos comerciais que não vendem bebidas alcoólicas no local, como supermercados.
Para evitar o desrespeito à lei, uma equipe da Prefeitura e da Polícia Militar (PM) está distribuindo nesta semana panfletos explicativos em estabelecimentos comerciais, casas e repúblicas de estudantes. O material traz explicações sobre a proibição.
O vestibular de inverno da UEM será realizado entre os dias 12 e 14 de julho e deve reunir mais de 24 mil vestibulandos, um recorde histórico. 17 mil alunos devem realizar a prova em Maringá.
Fonte: Jornal de Maringá Online
Crânio é encontrado em Paiçandu; polícia faz buscas na região
Crânio humano foi encontrado por uma cadela, na tarde da última quarta (8), em um sítio que fica a 5 km da cidade. Quatro investigadores tentam desvendar o mistério
Quatro investigadores da Polícia Civil de Paiçandu, a cerca de 15 quilômetros de Maringá, estão fazendo buscas na manhã desta quinta-feira (9) para desvendar um mistério: um crânio humano foi encontrado na tarde da última quarta (8) em um sítio que fica a aproximadamente 5 quilômetros do centro da cidade. A polícia não sabe a quem pertence o crânio.
O crânio foi encontrado no Sítio 10 de Janeiro, por uma cadela. O dono do sítio, José Loni Filho, acionou a polícia, que fez algumas buscas na tarde de quarta, sem sucesso. O trabalho foi retomado nesta quinta, por determinação do delegado Nilson Rodrigues. As buscas, que começaram por volta das 9h, se concentram na mata que cerca o sítio, onde Loni acredita que a cadela encontrou o crânio.
A cerca de 3 quilômetros do sítio há um cemitério, mas o crânio, segundo o superintendente da Polícia Civil de Paiçandu, Antônio Carlos Ramos, não aparenta ser antigo, o que enfraquece a suspeita de que ele tenha sido desenterrado.
Não há, nos registros da polícia do município, nem um caso recente de desaparecimento na região, o que aumenta o mistério. “Nós realmente não sabemos a origem. Esperamos que essas buscas nos ajudem a resolver isso”, afirma Ramos.
O crânio está nesta quinta em posse da Polícia Civil de Paiçandu, que pretende encaminhá-lo para o Instituto Médico Legal (IML) e, mais tarde, para Instituto de Criminalística do município, para a realização exames.
O Sítio 10 de Janeiro fica em uma estrada rural chamada Estrada da Amizade. Segundo a polícia, há diversas casas na região.
Fonte: Gazeta do Povo
Páginas históricas da Bíblia disponíveis na internet
Aproximadamente 800 páginas da mais antiga Bíblia foram recuperadas e colocadas na Internet. Ao visitar o site é possível ver imagens de mais de metade do manuscrito do Codex Sinaiticus, que tem mais de 1.600 anos e é escrito em grego em pergaminhos. Scot McKendrick, chefe de estudos de manuscritos ocidentais da Biblioteca Britânica, de Londres, Inglaterra, afirma que a disponibilidade do documento já ajudou várias pesquisas. “O Codex Sinaiticus é um dos maiores tesouros escritos do mundo”, diz McKendrick. De acordo com o pesquisador, o manuscrito oferece uma amostra do desenvolvimento do cristianismo e evidências de como o texto da Bíblia era transmitido de geração em geração.
“A disponibilidade do manuscrito virtualmente para o estudo por pessoas por todo o mundo cria oportunidades para pesquisas colaborativas que não seriam possíveis há alguns anos”, afirma. A versão original dos textos está em um livro de 1.460 páginas de 40 por 35 centímetros.
A Biblioteca Britânica está lançando a versão online do texto com uma exposição que mostra vários itens e artefatos ligados ao documento. O Codex Sinaiticus foi encontrado em 1844 em um monastério em Sinai, no Egito. Depois disso, ele foi dividido entre o Egito, a Rússia, a Alemanha e o Reino Unido. Acredita-se que o documento sobreviveu em boas condições porque o ar do deserto era ideal para a preservação, e que o monastério foi deixado intocado.
As páginas podem ser encontradas em www.codexsinaiticus.org
Fonte: BBC
Religiosos que guardam o sábado farão o Enem 2009 no final do dia
Estudantes deverão, porém, entrar no local de prova com os demais.
Condição especial deve ser informada na inscrição.
Os estudantes que guardam o sábado por causa da religião poderão fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicada em 3 e 4 de outubro, no final do dia.
Nesse caso, eles deverão comparecer aos locais de prova junto com os demais estudantes, que farão a prova a partir das 13h, mas poderão aguardar em um outro local e só começar a responder aos cadernos de questões após o final do diia.
O esquema de aplicação de prova para os sabatistas foi divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação que aplica a prova.
O estudante que guarda o sábado deverá informar a sua condição no ato da inscrição, que termina no dia 17 de julho. Ao preencher o formulário eletrônico no site do Inep , basta que o participante declare que necessita de atendimento especial. Os sabatistas que já se inscreveram e não deram essa informação, podem fazer isso no sistema de acompanhamento até o dia final das inscrições.
Nos dias de prova, os portões serão abertos às 12h e fechados às 12h55 (horário de Brasília-DF), para todo os inscritos. Apesar de começarem a responder as provas em horário diferenciado, os participantes sabatistas também terão 4h30 para responderem ao caderno da Prova I, com questões das áreas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias.
Fonte: Portal G1
terça-feira, 7 de julho de 2009
Exército combaterá gripe suína na fronteira
O Exército vai enviar militares a postos de fronteira no Rio Grande do Sul para ajudar no combate à gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína.
Uma força-tarefa com a participação de militares e funcionários das prefeituras e do governo do Estado pretende monitorar a circulação de viajantes em 14 pontos por onde passam pessoas vindas da Argentina e do Uruguai.
Os soldados devem atuar apenas na orientação aos viajantes e na distribuição de declarações de saúde.
Em nota, o Centro de Comunicação Social do Exército disse que as ações a serem desenvolvidas em apoio à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estão em "fase de planejamento".
O Comando Militar do Sul também foi autorizado pelo Ministério da Defesa a colaborar em ações na fronteira em Santa Catarina e no Paraná.
De acordo com o secretário da Saúde do RS, Osmar Terra, os militares devem reforçar o trabalho em cidades como Porto Mauá (581 km de Porto Alegre), onde a prefeitura tirou um enfermeiro da rede de atendimento local para distribuir panfletos e máscaras no atracadouro da balsa vinda da Argentina, pelo rio Uruguai.
Mutações
O epidemiologista Pedro Tauil, da UnB (Universidade de Brasília), disse que o reforço no controle de fronteiras é importante para diminuir a probabilidade de o vírus sofrer mutações. "A cada novo infectado, o vírus se replica e há a chance de mutação, aí você pode ter um vírus mais ou menos letal."
Na Argentina, a associação de empresários do setor teatral anunciou que os espetáculos serão suspensos por dez dias, após a queda de público.
Novos casos
O Ministério da Saúde confirmou ontem 20 novos casos da doença. O país soma agora 905 casos --a maioria já teve alta ou está em recuperação.
Ontem, o ministério anunciou que o balanço de novos casos passará a ser divulgado apenas uma vez por semana a partir do dia 12 -até agora, os balanços eram diários. Nesta semana, serão divulgados balanços amanhã e na sexta-feira.
O ministério alegou que a mudança vai adequar o monitoramento ao novo protocolo para a gripe suína, alterado na última sexta-feira. A partir de agora, o encaminhamento a hospitais de referência e os exames de confirmação só serão adotados se o médico avaliar que o quadro é grave ou que o paciente é de risco.
O ministério informou que, com o balanço semanal, a área técnica terá mais tempo para analisar os dados. Um dos fatores que influenciou na decisão, de acordo com o órgão, foi a perspectiva de aumento do número de casos por conta do inverno e do período de férias.
Fonte: Folha Online
Câmara de Maringá conclui reforma administrativa com o corte de mais 31 CCs
Exoneração foi assinada na última segunda (6) pelo presidente da Casa, Mário Hossokawa. Cortes chegam a 49 cargos e devem gerar economia de R$ 1,7 milhão por ano. Hossokawa também assinou a redução de salários dos CCs, entre 10% e 20%.
O presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa (PMDB), assinou nesta segunda-feira (6) a exoneração de mais 31 Cargos Comissionados (CCs) da casa, concluindo a reforma administrativa do Legislativo. O corte de CCs na Câmara totalizou 49 demissões, já que no fim de abril os vereadores aprovaram a exoneração de 18 cargos, em uma votação polêmica, na qual foi rejeitada uma proposta que previa o corte de 73 CCs.
Os funcionários demitidos na segunda trabalham em setores administrativos do Legislativo. “Muitos eram assessores de parlamentares e outros ocupavam a chefia de gabinete de representantes da Mesa Executiva. Também havia funcionários que atuavam na assessoria de imprensa, entre outros”, informa Hossokawa. A lista de funcionários demitidos, de acordo com o vereador, será publicada no Diário Oficial do Município.
O presidente da Câmara Municipal de Maringá, Mário Hossokawa (PMDB) confirma que a Câmara Municipal de Maringá fará em breve um concurso público para o preenchimento das vagas que ficaram abertas. “Precisamos de muitos profissionais, como advogados, contadores, jornalistas, motoristas e recepcionistas. Estamos em contato com as universidades do município para viabilizar a realização do concurso.”
O vereador estima que o concurso deva oferecer entre 15 e 20 vagas. Ainda não há data marcada para a prova.
O corte dos 49 cargos, segundo ele, deve gerar uma economia anual de R$1,7 milhão à Câmara. "Isso é um avanço para a casa, pois antes deste ano a Câmara nunca havia diminuído o número de cargos. Os esforços sempre foram no sentido de aumentá-los", afirma o vereador.
Com o corte feito nestaa semana, a Câmara tem agora 29 cargos comissionados, além de 37 funcionários efetivos, contratados por meio de concurso público.
Redução de salários
Hossokawa também assinou nesta segunda a redução de salários dos Cargos Comissionados de 1º, 2º e 3º escalões. Os chamados CC1 terão redução de 20% (passando de R$ 9.433,36 para R$ 7.546,69;). No caso dos CC2 a redução será de 15% (de R$ 6.560,14 para R$ 5.546,69) e dos CC3, de 10% (caindo de 5.302,08 para R$ 4.771,88).
Na última semana, a Câmara Municipal de Maringá havia dispensado o serviço de 12 funcionários que estavam cedido pela Prefeitura. Eles foram devolvidos ao Executivo. O salário desses funcionários era pago pela Câmara e custavam cerca R$ 220 mil por ano.
Reforma polêmica
O projeto de reestruturação da Câmara Municipal de Maringá começou a ser discutido no início deste ano, quando a casa tinha 78 CCs. O projeto passou por diversas modificações e foi cercado por polêmicas.
Diante da votação que aprovou o corte de 18 cargos (e não de 73, como queriam os vereadores da oposição, que fizeram um estudo sobre os cortes), o projeto recebeu críticas, inclusive do diretor da Sociedade Eticamente Responsável de Maringá (SER), Décio Pialorissi.
A oposição chegou a discutir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para discutir o cortes de CCs na Câmara.
Fonte: Jornal Maringá Online RPC
Unicef lança programa para reduzir desigualdade
Um programa para incentivar a redução das desigualdades nos grandes centros urbanos brasileiros será lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O lançamento ocorre hoje em São Paulo e amanhã no Rio de Janeiro. As duas cidades foram escolhidas para serem iniciativas-piloto no país, mas a partir de 2010 outras metrópoles devem receber o projeto. A Plataforma dos Centros Urbanos surgiu com o objetivo de articular comunidades populares, sociedade civil, setor privado e o poder público para atingir metas como a redução da mortalidade infantil e do número de homicídios juvenis.
Os prefeitos das duas cidades se comprometeram a atingir 20 metas propostas pelo Unicef, como melhorar os índices de saúde e educação na área da infância. Agora as secretarias municipais estão realizando estudos para quantificar a redução desses índices. O projeto foca também nas ações comunitárias. Um grupo de moradores de cada local foi selecionado para fazer um diagnóstico dos principais problemas e resolver questões como exploração sexual e trabalho infantil. Para Anna Penido, representante do escritório do Unicef em São Paulo, a iniciativa vai reduzir as desigualdades que existem no espaço urbano. “O trabalho em rede é a palavra chave. E é uma rede composta por mundos diferentes, com o objetivo comum de melhorar as condições de vida e garantir os direitos de crianças e adolescentes”, afirma. Em 2011 o Unicef vai monitorar como foi o desempenho dos municípios e comunidades. Quem atingir os objetivos será certificado pela instituição.
Fonte: Gazeta do Povo
Senadores anti-Sarney se reúnem para unir esforços
Expoentes do grupo que se opõe à permanência de José Sarney na presidência do Senado discutem nesta terça (7) a adoção de uma estratégia comum.
Por sugestão de Cristovam Buarque (PDT-DF), planeja-se a realização de uma reunião.
Deseja-se arrastar para o encontro o mesmo grupo que encaminhou a Sarney, duas semanas atrás, um elenco de propostas para reformar o Senado.
Participaram daquela articulação, além de Cristovam, os tucanos Sérgio Guerra, Tasso Jereissati e Arthur Virgílio...
...O petista Tião Viana, o ‘demo’ Demóstenes Torres, o socialista Renato Casagrande e os dissidentes peemedebistas Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon.
Não se defendia, então, a licença de Sarney da presidência. Mas, na semana passada, três partidos abraçaram formalmente a tese: PSDB, DEM e PDT.
Reforçados por José Agripino Maia, líder do DEM, os defensores da saída de Sarney desejam agora contabilizar votos, unificar o discurso e traçar uma estratégia comum.
A despeito do abandono dos ‘demos’, Sarney ganhou sobrevida ao receber o apoio explícito de Lula.
Um apoio que será testado nesta terça numa reunião da bancada do PT –o quarto encontro dos senadores petistas.
Nas três reuniões anteriores prevaleceu um placar adverso a Sarney. Mas o partido de Lula esquivou-se de adotar a aversão como posição oficial.
Na última quinta (2), Lula chamou o “exército” petista –12 senadores— ao Alvorada. Apelou por Sarney. Reduziu a encrenca do Senado a uma “luta política”.
Repisou a tese segundo a qual a oposição trama levar a presidência do Senado “no tapetão”. Fez menção a ameaças à “governabilidade”.
Nesta segunda (6), o plenário do Senado continuou monotemático. Os senadores revezaram-se na tribuna para tratar de um único e inevitável tema: a crise.
Vários oradores dedicaram-se a criticar a interferência de Lula e a fustigar o PT, indeciso entre o respeito à maioria de sua bancada e à vontade do Planalto.
Jarbas Vasconcelos pediu o “afastamento” de Sarney. Disse que Lula promove “interferência despudorada” no Senado.
Afirmou que, a pretexto de assegurar o apoio do PMDB à candidatura presidencial de Dilma Rousseff, Lula não hesita nem mesmo em “comprometer” o PT.
Cristovam Buarque disse que, ao escorar sua presidência em Lula, Sarney sujeita-se a ser enquadrado na falta de "quebra do decoro parlamentar".
A tucana Marisa Serrano, vice-presidente do PSDB, afirmou que a interferência de Lula caracteriza “usurpação do poder”.
“Os senadores não precisam de tutores para resolver os problemas internos da Casa”, disse ela.
Ouviu-se uma solitária voz do PT. Da tribuina, Eduardo Suplicy manteve-se aferrado à tese da licença de Sarney.
Negou que o encontro com Lula tenha resultado em “enquadramento” do petismo. Suplicy é uma das vozes que se levantarão contra Sarney na reunião do PT.
Um encontro que, embora tenha sido programado desde a semana passada, a liderança do PT esquivou-se de confirmar.
Além de Suplicy, pelo menos mais três senadores conservam a cara virada para Sarney: Marina Silva, Flavio Arns e Tião Viana.
Até a semana passada, outros três defendiam o afastamento de Sarney: Paulo Paim, Fatima Cleide e Augusto Botelho.
Mantidas essas posições, o líder do PT, Aloizio Mercadante, terá dificuldades para entregar a Sarney o apoio prometido por Lula.
A terça-feira promete fortes emoções. Se for ao plenário, Sarney não escapará de ouvir discursos acerbos.
Nesta segunda, o pseudopresidente do Senado preferiu o exílio do gabinete à vitrine. A reiteração da ausência não serve senão para tonificar o cheiro de queimado. Sarney sonha com a chegada do recesso parlamentar.
Fonte: Blog do Josias de Souza da Folha SP
domingo, 5 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Tire suas dúvidas sobre o risco e a prevenção da nova gripe
Conheça os sintomas, como ocorre o contágio e como evitá-lo.
Já há drogas capazes de combater o vírus, diz órgão americano.
A gripe A (H1N1) é uma doença respiratória causada por um vírus influenza tipo A cujos "ancestrais" causam regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássica foi isolado pela primeira vez num porco em 1930. Desde então, o patógeno sofreu novas recombinações e se tornou mais capaz de infectar pessoas. Saiba o que sabemos sobre essa doença.
Como a nova gripe mata?
Na verdade, qualquer tipo de gripe pode matar, em especial pessoas com sistema imune (de defesa do organismo) enfraquecido. A nova gripe parece ser capaz de afetar gravemente pessoas com sistema imune mais forte, ao menos em certos casos. O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória, ou seja, incapacidade de respirar direito. Outras complicações sérias têm a ver com lesões severas nos músculos, que podem levar a problemas nos rins e no coração, e mesmo, mais raramente, meningites e outros problemas no sistema nervoso central. Em todos esses casos, pode ocorrer a morte.
A OMS declarou que o vírus já causa uma pandemia no mundo. Isso significa que haverá alto grau de mortalidade por causa da gripe?
Não. O conceito de pandemia se refere ao grau de espalhamento da doença ao redor do mundo -- no caso, transmissão sustentada, ou seja, contínua do vírus, em vários continentes. O fato de haver uma pandemia não significa que todos os que adquirem a infecção morrem. Segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde, menos de 0,5% das pessoas com infecção confirmada pela nova forma de H1N1 acabaram morrendo. Como cerca de 30% dos que adquirem gripe não apresentam sintomas, e levando em conta que nem todo mundo vai até o médico para relatar a infecção, a porcentagem real de mortos deve ser menor ainda.
Isso, no entanto, não é motivo para falta de cuidado. Quanto maior o número total de pessoas que forem contaminadas pelo vírus, maior será o número de mortes. E, como poucas pessoas possuem defesas inatas contra essa nova forma do patógeno, o espalhamento não-contido do vírus poderá matar muita gente, em especial entre os que têm organismo mais frágil.
Qual é o risco de uma situação de forte avanço da gripe no Brasil?
Ainda é cedo para dizer com certeza. Por sorte, a transmissão do vírus no país aparenta, por enquanto, ser limitada, restringindo-se a pessoas que viajaram para o exterior, para locais onde há focos mais vivazes da nova gripe, ou a pessoas que tiveram contato com os que contraíram a doença fora do país. Isso significa que ainda não existe a chamada transmissão sustentada, ou seja, aquela na qual o vírus circula de forma constante e ininterrupta dentro de uma população. No entanto, isso pode mudar a qualquer momento.
O vírus, se infectar grávidas, pode causar problemas de desenvolvimento em fetos?
Não. O grande problema enfrentado por uma vítima grávida é outro: a relativa debilidade do sistema de defesa de seu organismo perto de outras pessoas. É por isso que a gripe em grávidas é mais perigosa, podendo colocar em risco a vida da mãe e do futuro bebê.
Quem pega a gripe uma vez pode ser infectado por ela novamente mais tarde?
Não. O organismo cria defesas contra o vírus. No entanto, se houver uma mutação significativa na cepa, alterando as características que o causador da doença usa para invadir o organismo, é como se fosse uma nova onda de gripe -- e aí a doença pode acontecer de novo.
Quantos vírus de gripe de origem suína existem?
Como todos os vírus de gripe, os suínos também mudam constantemente. Os porcos podem ser infectados por vírus de gripe aviária e humana. Quando todos contaminam o mesmo porco, pode haver mistura genética e novos vírus que são uma mistura de suíno, humano e aviário podem aparecer. No momento, há quatro classes principais de vírus de gripe suína do tipo A são H1N1, H1N2, H3N2 e H3N1.
Como os seres humanos pegam vírus de origem suína?
Normalmente, esses vírus não infectam humanos. Entretanto, vez por outra, mutações no vírus permitem que eles contaminem pessoas. Na maioria das vezes, os contágios acontecem quando há contato direto de humanos com porcos. Mas também já houve casos em que, após a transmissão inicial do porco para o homem, a partir dali o vírus passou a circular de pessoa para pessoa. Foi o caso de uma série de casos ocorridas em Wisconsin, EUA, em 1988. Nesses casos, a transmissão ocorre como a gripe tradicional, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas.
Consumir carne de porco pode causar a nova gripe?
Não. Ao cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius, os vírus da gripe são completamente destruídos, impedindo qualquer contaminação.
O que significa a palavra "pandemia" e os níveis de perigo da OMS?
O termo "pandemia" se refere a uma epidemia de proporções globais, no qual há surtos de uma dada doença de forma "sustentável" (ou seja, sem interrupção da cadeia de transmissão no horizonte) em vários países e em mais de um continente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) usa uma escala de seis fases para caracterizar a transmissão dos vírus influenza (da gripe) pelo planeta.
Na fase 1, a transmissão só ocorre entre animais.
A fase 2 se caracteriza pelos primeiros relatos de transmissão do vírus de animais para seres humanos.
Pequenos grupos de casos entre humanos definem a fase 3. Nela, no entanto, a transmissão de pessoa para pessoa ainda não é eficiente no grau necessário para que a comunidade inteira onde vivem os infectados esteja em risco.
Na fase 4, a dinâmica da infecção é sustentável o suficiente para causar surtos afetando comunidades inteiras. O risco de pandemia é grande, mas não 100% certo.
A fase 5 corresponde à transmissão de pessoa para pessoa em mais de um país, indicando uma pandemia iminente.
Finalmente, na fase 6, a pandemia está caracterizada.
O que fazer para evitar o contágio?
O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA) fez algumas recomendações para evitar a doença.
- Cubra seu nariz e boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o lenço após o uso.
- Lave suas mãos constantemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Produtos à base de álcool para limpar as mãos também são efetivos.
- Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo.
- Evite contato próximo com pessoas doentes.
- Se você ficar doente, fique em casa e limite o contato com outros, para evitar infectá-los.
A gripe é transmitida para animais domésticos, como canarinhos, cães, papagaios e gatos?
Muito provavelmente, não. É cedo para dizer que outros animais estão imunes, mas a característica desse vírus é de transmissão entre suínos -- e agora entre humanos. Normalmente, aves domésticas são contaminadas por outros tipos de vírus. Já cães se infectam por outro tipo de influenza.
Quais são os sintomas da gripe suína?
Os sintomas são normalmente similares aos da gripe comum e incluem febre, letargia, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com gripe suína também tiveram coriza, garganta seca, náusea, vômito e diarreia.
Como se faz o diagnóstico de gripe suína?
Para identificar uma infecção por um vírus influenza do tipo A, é preciso analisar amostras respiratórias do paciente durante os primeiros 4 ou 5 dias da doença -- quando uma pessoa infectada tem mais chance de estar espalhando o vírus. Entretanto, algumas pessoas, especialmente crianças, podem manter o vírus presente por dez dias ou mais. A identificação do vírus é então feita em teste de laboratório.
O consumo de vitamina C ou outras medidas para melhorar a resistência do organismo podem ajudar na prevenção?
Provavelmente não muito, diz o biólogo Atila Iamarino, da USP, que faz doutorado sobre a evolução de vírus como o HIV. "A verdade é que não se sabe se o consumo de vitamina C realmente aumenta a resistência ao vírus. O organismo da pessoa pode estar bem preparado, mas, se as características do vírus nunca tiverem sido encontradas pelo sistema imune, existe o risco de infecção", afirma.
Como é feito o tratamento?
"Existem duas linhas de medicamentos. Uma delas, a amantadina, impede a entrada do vírus nas células humanas. A outra, de medicamentos como o Tamiflu [oseltamivir], tenta barrar a saída do vírus de uma célula quando ele tenta infectar outras", explica o biólogo da USP.
A má notícia, diz Iamarino, é que o H1N1 já se mostrou resistente à primeira classe de remédios. Por enquanto, o oseltamivir ainda parece ser capaz de agir contra ele.
Você pode tomar as atuais vacinas contra a gripe?
Sim. A recomendação é sempre essa, pois essas vacinas ajudam a combater a gripe tradicional.
As vacinas contra a gripe têm alguma influência na proteção contra a nova gripe?
De acordo com o pesquisador da USP, existe a possibilidade de essas vacinas oferecerem proteção parcial contra o vírus proveniente de porcos. No entanto, mesmo que isso aconteça, certamente a formulação delas não será a ideal. "Não sabemos, por exemplo, para que lado vai caminhar a variabilidade genética do vírus suíno. Normalmente, ao produzir uma vacina, você já leva em conta o conhecimento que tem do vírus para tentar cobrir a variação futura dele e alcançar o máximo possível de proteção", diz Iamarino.
O que estão fazendo com estas máscaras descartáveis que vemos nos passageiros de aeroportos? Não seria necessária uma coleta especial para evitar contaminação?
O material de doentes internados em hospitais tem o descarte especial no local. Mas, no caso da maior parte dessas pessoas que estão usando máscaras, o material é para proteção. O pessoal dos voos que vêm com máscara a usam por precaução. Elas podem ser dispensadas num lixo de ambiente, num saco de lixo normal. Dos casos suspeitos, há orientação de jogar o material no hospital, devidamente acondicionado.
O que os cruzeiros marítimos estão fazendo para não terem surtos de gripe dentro dos navios?
Normalmente, o pessoal nos cruzeiros, a tripulação e os passageiros entram em um determinado ponto e têm um trajeto definido. Se estão saindo do Brasil e vão para a Europa, em locais onde não há gripe, não há como acontecer a transmissão. Se vão para lagum local de risco, devem evitar e cancelar o passeio. A bordo do navio, os cuidados são simples: lavagem de mãos, cuidado com pessoas com doenças respiratórias.
E os portos?
O pessoal de portos, aeroporto e fronteira, há dois anos, participam de treinamentos para situações de pandemia. Na época, a preocupação era com gripe aviária. Eles receberam treinamento específico desde então.
Fontes do Portal G1: CDC, Datasus, OMS, Atila Iamarino (biólogo, doutorando em evolução de vírus, USP, do blog Rainha Vermelha), e Nancy Junqueira Bellei, médica infectologista, coordenadora do setor de pesquisa em vírus respiratórios da Unifesp
