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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Chanceler colombiano defende que Unasul discuta acordo militar entre Brasil e França

O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, disse nesta quarta-feira em Brasília que os países da Unasul (União de Nações Sul-americanas) devem ir além do acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos e discutir também o terrorismo e o recente acordo do Brasil com a França para a compra de equipamento militar.

O Conselho de Defesa do organismo vai se reunir no próximo dia 15 em Quito, em um encontro convocado fundamentalmente para discutir os detalhes do acordo que está sendo negociado entre a Colômbia e os EUA para o uso de sete bases colombianas por militares americanos, conforme decidido na cúpula de chefes de Estado realizada em Bariloche em 28 de agosto.


Mas os colombianos insistem que a questão das guerrilhas, do terrorismo, do narcotráfico e os acordos militares de todos os países da região com terceiros sejam alvo das discussões.

"A Colômbia acredita que é muito importante que nesse cenário da Unasul sejam discutidos todos os temas de interesse regional, como a presença de grupos terroristas ou os acordos de cooperação e de compra de armas de países alheios à região", declarou Bermúdez após uma reunião com o ministro da Defesa Nelson Jobim. "Conversamos sobre o tema [da reunião do Conselho de Defesa] com o ministro Jobim, e seguramente seguiremos falando sobre o assunto, apesar de que o cenário fundamental da visita era a interlocução bilateral".

O ministro disse que os "únicos inimigos" da Colômbia são o narcotráfico e o terrorismo e disse que é necessária a cooperação efetiva de toda a comunidade internacional para derrotá-los.

A posição do ministro é a mesma adotada pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, durante a cúpula de Bariloche, de dividir com os países vizinhos a responsabilidade de combater as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e atribuir ao seu isolamento a necessidade de buscar ajuda fora da região. A Colômbia também defende que os todos os acordos de cooperação militar sejam discutidos, não apenas os seus.

O ministro colombiano citou os acordos alcançados pelo Brasil com a França para a fabricação conjunta e a compra de cinco submarinos, um deles de propulsão nuclear, e 50 helicópteros de transporte.

"A Colômbia respeita muito as decisões que podem ser tomadas em cada país", mas "qualquer consideração sobre esse tema pode ser discutida dentro da Unasul", apontou.

Anteriormente, o governo colombiano havia pedido a discussão dos acordos de compra de armas russas pela Venezuela.

Bermúdez declinou de comentar as críticas recorrentes do presidente venezuelano, Hugo Chávez, aos acordos entre Colômbia e EUA.

Além de se reunir com Jobim, Bermúdez tinha prevista uma reunião com o ministro de Assuntos Estratégicos, Daniel Barcelos Vargas, e um jantar com o chanceler Celso Amorim. Fonte: Folha Online Com Efe e France Presse

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aeronáutica localiza no Atlântico peças internas do Airbus da Air France

O ministro de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, anunciou nesta quarta-feira que foram localizadas peças internas do Airbus que fazia o voo 447 da Air France, desaparecido desde a noite de domingo (31) no oceano Atlântico. Segundo o ministro, as peças não deixam dúvidas sobre a queda do avião.

"Não há mais dúvida da situação de queda neste local", disse Jobim. O ministro enfatizou que não foram localizados corpos e nem sobreviventes. No total, 228 pessoas estavam na aeronave --12 tripulantes e 216 passageiros de 32 países, entre eles 58 brasileiros, de acordo com a companhia aérea.


Equipes da Aeronáutica avistaram no oceano manchas de óleo, peças metálicas, objetos azuis triangulares e objetos brancos --que seriam da parte interna da aeronave.

Segundo o ministro, foram avistadas duas trilhas de destroços, espalhados por uma grande área. As buscas ocorrem em um raio de 200 km do primeiro ponto de localização dos destroços, na terça-feira (2).

Jobim afirmou que as manchas de óleo localizadas no oceano indicam que a aeronave não explodiu. Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.

O comando da Aeronáutica informou que está adaptando a base operacional de Fernando de Noronha e do Cindacta 3 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), em Recife, para receber os destroços do avião. O governo federal também mobilizou o governo pernambucano para que envie para o Cindacta 3 equipes médicas especializadas em identificação humana --como médico legista e papiloscopistas.
Fonte: Folha Online

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