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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Adolescente é morto dentro de Centro de Socioeducação

Garoto de 16 anos estava havia três dias na instituição e dividia alojamento com outros quatro jovens. Crime aconteceu na madrugada desta segunda-feira

Um adolescente de 16 anos foi morto dentro do Centro de Socioeducação (Cense) de Foz do Iguaçu, na região Oeste, na madrugada desta segunda-feira (12). O garoto, que estava havia três dias na instituição, dividia alojamento com outros quatro jovens, quando foi asfixiado por um dos companheiros. O episódio aconteceu em silêncio, sem nenhum sinal que permitisse a intervenção dos educadores sociais.

Adolescente foi asfixiado dentro de alojamento do Centro de Socioeducação
Em entrevista ao telejornal ParanáTV 1ª Edicação, da RPCTV, Vandir Soares, diretor do Cense, um dos educadores da instituição ligou para sua casa, por volta das 6 horas, informando que um dos internos afirmava que havia cometido um homicídio. O adolescente que se identificou como autor do crime também tinha 16 anos e estava internado no Cense havia 14 dias. Ele afirmou que já tinha um desentendimento com a vítima desde antes de serem apreendidos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Criança e Juventude lamentou o ocorrido e informou que todos os procedimentos para a apuração do caso já foram iniciados. Os policiais militares que fazem a segurança externa da unidade e a equipe do Instituto Médico Legal vão fazer a vistoria e a perícia no local. Os adolescentes que estavam no alojamento já prestaram depoimento. A secretaria também designou técnicos para dar o amparo necessário à família da vítima.

Assim que houver autorização judicial, o adolescente será transferido para outra unidade de socioeducação do estado. Fonte: Gazeta do Povo com informações do ParanáTV

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Grupo de traficantes aliciava jovens dentro Centro Socioeducação

Prisões ocorreram durante Operação Mosaico, realizada nesta sexta-feira. Enfermeira “convidava” jovens que estavam internados provisoriamente para a organização criminosa

Sete pessoas foram presas acusadas de integrarem um núcleo de comércio de drogas na zona norte de Londrina. As prisões ocorreram durante a Operação Mosaico, que reuniu 80 policiais da Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PM), Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Divisão de Narcóticos (Denarc), nesta sexta-feira (4).

Os policiais cumpriram 24 mandados, sendo 14 de prisão e dez de busca e apreensão. Entre os presos está uma auxiliar de enfermagem, que não teve o nome divulgado, e trabalhava no Centro de Socioeducação I (Cense I), local onde adolescentes em conflito com a lei ficam apreendidos provisoriamente. Segundo o delegado da Denarc, Michel Araújo, ela atuava aliciando adolescentes na instituição, além de impor punições para jovens que não cumpriam as regras do grupo.

“Dependendo o motivo da apreensão do adolescente ela tinha um comportamento. Às vezes, ela dava regalias, facilitando visitas da família, como também aplicava castigos, dificultando o contato com a família ou impedindo que parentes levassem coisas para os adolescentes”, disse.

Também foi preso o marido da auxiliar de enfermagem, apontado como o chefe de um dos núcleos de tráfico que agiam na região norte. De acordo com o delegado, havia três grupos que atuavam de forma individual, mas se uniam para a compra da droga. O entorpecente era trazido, principalmente, do Paraguai.

As investigações da polícia apontou que o grupo tinha um braço armado para a cobrança de dívidas. Durante a operação foram apreendidos três quilos de cocaína, 3 kg de crack, 1 kg de maconha, dois revólveres e três pistolas, além de R$ 1.700 em dinheiro.

Investigações

A Operação Mosaico teve início no mês de julho e durante as investigações 63 pessoas foram presas por estarem envolvidas com o tráfico de drogas. Ao todo foram apreendidos 369 quilos de entorpecentes, entre maconha, haxixe, crack e cocaína.

Segundo o promotor do Gaeco Cláudio Esteves, a operação teve começou depois que as autoridades perceberam uma evolução no tráfico em Londrina. “Houve uma pulverização dos núcleos de comercialização de drogas. Os criminosos passaram a agir espalhados pela cidade, o que dificulta a investigação. Por isso, iniciamos essa operação conjunta”, explicou.

Essa foi a primeira vez que as polícias e órgãos de repressão agiram conjuntamente na cidade. Para o comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel César Kogut, a integração facilitou o trabalho de investigação da polícia. Fonte: Gazeta do Povo

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