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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Preso suspeito de matar agente penitenciário

Hipótese de que o crime foi cometido em razão do cargo que Pereira ocupava foi descartada

Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (7), em Curitiba, suspeito de ter matado o agente penitenciário Carlos Alberto Pereira, de 52 anos, o Federal, assassinado na terça-feira (4). Nilson Ramos de Paula, de 25 anos, foi preso em casa, no bairro Tatuquara. A polícia também apreendeu o carro que teria sido usado no crime e duas armas.

A Justiça havia expedido o mandado de prisão temporária do acusado no início desta manhã. A Delegacia de Homicídios (DH) apontou que Ramos de Paula traficava drogas no bairro Fazendinha. Segundo a polícia, ele já tem passagem por tráfico e por homicídio. “No momento do cumprimento do mandado de prisão, o acusado dormia, com um revólver calibre 38 ao lado do travesseiro”, disse o delegado Rafael Vianna, responsável pelas investigações.

De acordo com a DH, o crime foi motivado por uma desavença “pessoal e ocasional” entre a vítima e o acusado. A polícia, no entanto, não soube detalhar qual o tipo de desentendimento entre os dois. “Apesar do envolvimento do acusado com o comércio de drogas, as investigações comprovam que o crime não tem nenhuma relação com o tráfico”, ressaltou o delegado. Com isso, foi descartada a hipótese inicial de que o crime tivesse sido cometido em razão do cargo que Pereira ocupava.

Na operação, foram apreendidos um revólver calibre 38 e uma pistola calibre 380, que foi encaminhada à perícia. A polícia também apreendeu um Audi A3, que teria sido utilizado por Ramos para chegar e fugir do local do assassinato. O carro pertence a um outro homem, que também deve ser indiciado. Ramos de Paula deve ser encaminhado ao Centro de Triagem II, em Piraquara, na região metropolitana.

Crime

Pereira foi assassinado enquanto pintava o portão da própria casa, no bairro Fazendinha, em Curitiba, na tarde de terça-feira (4). Ele já havia sido chefe de segurança do antigo presídio do Ahú e da Casa de Custódia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

De acordo com a DH, Pereira estava de férias e pintava o portão da residência quando foi surpreendido por um homem encapuzado que abriu fogo. O agente foi atingido por dois tiros na cabeça e um no tórax e morreu no local. No carro dele, que estava estacionado na garagem, também havia sinais de disparos.

Durante o velório e enterro de Pereira, agentes penitenciários fizeram uma manifestação na tarde de quarta-feira (5), pedindo a liberação do uso de armas de fogo pela categoria. Carregando faixas e cartazes, cerca de 50 agentes que estiveram no velório fecharam por cinco minutos a Rua João Bettega, nas imediações do cemitério Jardim da Saudade, onde o corpo foi enterrado. “Agentes Penitenciários: categoria unida por mais segurança para os trabalhadores”, dizia uma das faixas.

Mobilização

Dos cerca de 1,5 mil agentes penitenciários que trabalham em Curitiba e região, os 500 que estavam na escala de trabalho da quinta-feira (6) suspenderam as rotinas dentro das unidades. Ou seja, os agentes ficaram nos postos de trabalho para cuidar dos presos, mas não houve movimentação, como banho de sol e atendimento, em nenhum presídio da região. A paralisação foi uma forma de protesto pela morte de Federal. Os trabalhos foram normalizados ainda na quinta-feira.

No mesmo dia, representantes do Sindarspen se reuniram com a secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes. No encontro, que durou três horas, foram discutidos assuntos referentes a morte de Pereira, ações do governo que garantam mais segurança aos agentes dentro e fora dos presídios, a profissionalização da administração penitenciária e a regulamentação do porte de arma para esses profissionais.

“O saldo da reunião é muito positivo. Há uma esperança de melhora e queremos ver nos próximos meses mudanças na gestão das unidades para que as falhas que hoje existem sejam deixadas de lado”, diz Johnson. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Fernanda Trisotto, Felippe Anibal e Adriano Ribeiro

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Agente Penitenciário morto vinha sendo ameaçado

Adilson José Cossuoziski teria recebido ameaças em razão do rigor nas revistas que fazia na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP)

Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo - PEP: visita suspensa no fim de semana

O agente penitenciário Adilson José Cossuoziski, morto a tiros na sexta-feira, teria recebido ameaças em razão do rigor nas revistas que fazia na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), região metropolitana de Curitiba (RMC). Ele foi assassinado quando saía de casa, em Campo Largo, também na RMC. Cos­­suoziski foi enterrado no sábado.

“Ele vivia sendo ameaçado. O Adílson vivia derrubando droga e celular (nas revistas)”, contou um colega que preferiu não se identificar. Após a morte de Cossuoziski, outros agentes teriam recebido ameaças e ouvido insinuações de que o assassinato foi um exemplo para os demais profissionais.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, José Roberto Neves, defendeu o porte de arma para os agen­tes. De acordo com ele, Cossuo­ziski foi o terceiro agente morto na região de Curitiba neste ano. A equipe da Delegacia de Campo Largo foi procurada, mas informou que não há novidades sobre o caso.

Visitas

Em protesto pela morte do colega, agentes penitenciários impediram que os presos da PEP recebessem visitas durante o fim de semana. A reação dos familiares foi um protesto realizado na manhã de sábado, com participação de cerca de 50 pessoas.

Para compensar presos e familiares, o Departamento Peniten­ciário informou que as visitas poderão ser feitas hoje e em outros dias desta semana, mediante agendamento na direção da PEP. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Diego Ribeiro

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Adolescente é morto dentro de Centro de Socioeducação

Garoto de 16 anos estava havia três dias na instituição e dividia alojamento com outros quatro jovens. Crime aconteceu na madrugada desta segunda-feira

Um adolescente de 16 anos foi morto dentro do Centro de Socioeducação (Cense) de Foz do Iguaçu, na região Oeste, na madrugada desta segunda-feira (12). O garoto, que estava havia três dias na instituição, dividia alojamento com outros quatro jovens, quando foi asfixiado por um dos companheiros. O episódio aconteceu em silêncio, sem nenhum sinal que permitisse a intervenção dos educadores sociais.

Adolescente foi asfixiado dentro de alojamento do Centro de Socioeducação
Em entrevista ao telejornal ParanáTV 1ª Edicação, da RPCTV, Vandir Soares, diretor do Cense, um dos educadores da instituição ligou para sua casa, por volta das 6 horas, informando que um dos internos afirmava que havia cometido um homicídio. O adolescente que se identificou como autor do crime também tinha 16 anos e estava internado no Cense havia 14 dias. Ele afirmou que já tinha um desentendimento com a vítima desde antes de serem apreendidos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Criança e Juventude lamentou o ocorrido e informou que todos os procedimentos para a apuração do caso já foram iniciados. Os policiais militares que fazem a segurança externa da unidade e a equipe do Instituto Médico Legal vão fazer a vistoria e a perícia no local. Os adolescentes que estavam no alojamento já prestaram depoimento. A secretaria também designou técnicos para dar o amparo necessário à família da vítima.

Assim que houver autorização judicial, o adolescente será transferido para outra unidade de socioeducação do estado. Fonte: Gazeta do Povo com informações do ParanáTV

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Diretor de presídio é encontrado morto em Minas Gerais

O diretor do Presídio de Lagoa Santa (MG), Diovane Cardoso Ribeiro, de 31 anos, foi encontrado morto nesta tarde dentro de um carro numa estrada de terra em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar, o veículo foi localizado por volta das 15h, com os vidros fechados e com uma marca de tiro na janela do motorista. O corpo de Ribeiro foi encontrado com um revólver em uma das mãos. Ele morreu atingido por um tiro na cabeça.

O diretor do presídio estava desaparecido desde o fim da tarde de ontem, quando deixou o trabalho em direção ao campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC) no bairro Dom Cabral, na capital mineira, onde estudava. Fonte: Agência Estado, reportagem Eduardo Kattah

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tiroteio no Centro termina com dois mortos e um policial baleado

Troca de tiros em um apartamento na Rua Dr. Pedrosa ocorreu durante o cumprimento de um mandado de prisão. Nove pessoas que estavam no local acabaram presas

Um policial civil foi baleado e duas pessoas morreram em uma troca de tiros que ocorreu no Centro de Curitiba na noite de quinta-feira (4). De acordo com informações divulgadas pela Sala de Imprensa da Polícia Militar (PM), com base em relatório do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), o tiroteio começou por volta das 21h50, quando uma equipe da Delegacia de Homicídios cumpria um mandado de prisão contra um suspeito de matar a travesti Jennifer, que foi encontrada morta na madrugada do dia 6 de maio.


Logo que entrou no apartamento do 9º andar de um prédio da Rua Dr. Pedrosa para o cumprimento do mandado, a equipe policial foi recebida a tiros pelo grupo que se encontrava no local, segundo o relatório da PM. O investigador Valter Aquino Pimentel, de 40 anos, acabou baleado e foi encaminhado pelo Siate, em estado grave, ao Hospital Cajuru. Na troca de tiros, outras duas pessoas, um homem e uma mulher, também foram alvejados e acabaram não resistindo aos ferimentos. O número de policiais que participavam da ação não foi informado.

Por conta do tiroteio, nove pessoas que estavam no apartamento foram presas. Na manhã desta sexta-feira (5), de acordo com o Hospital Cajuru, o policial baleado permanecia internado em estado grave. Ele passou por uma cirurgia durante a madrugada e seria encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Por volta das 8h30, a reportagem entrou em contato com a Delegacia de Homicídios, que informou que o delegado titular, Hamilton da Paz, que poderia falar sobre a ocorrência, não se encontrava no local. Ele deverá se pronunciar sobre o caso para a imprensa somente após o meio-dia.
Fonte: Gazeta do Povo

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