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terça-feira, 28 de abril de 2015

Atentado a agente penitenciário de São Joaquim de Bicas acende alerta Sistema de Minas Gerais

Carta que teria sido escrita por presos de Bicas pede união de detentos contra servidores 

Renato Damasceno, 38, estava uniformizado quando percebeu a aproximação de um carro vermelho, ocupado por dois homens. O veículo parou ao lado da motocicleta conduzida por ele, e a dupla fez disparos, que atingiram a vítima duas vezes nas costas. O agente só não morreu, segundo colegas, porque também estava armado e revidou. Além de atirar várias vezes contra Damasceno, os bandidos também dispararam contra o tanque de combustível da moto e fugiram sem roubar nada.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de Minas Gerais relaciona o crime à carta que circulou na última semana e pede investigação rigorosa do caso. “Entre quinta-feira e sexta-feira, agentes interceptaram uma carta com ameaças na área de inteligência. Quando é domingo, um agente daquela região sofre uma tentativa de assassinato? É muito suspeito. Todos os agentes estão em alerta máximo”, afirma o presidente da entidade, Adeilton de Souza Rocha. 

A Polícia Civil informou apenas que o inquérito está em andamento e que não divulgaria mais detalhes, para não atrapalhar as investigações. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) declarou que não recebeu “registros formais” de reclamações ou ameaças feitas por presos. Na suposta carta, presos da unidade Bicas 2 criticam a atuação dos agentes, que estariam proibindo as visitas íntimas realizadas irregularmente em barracas improvisadas com lençóis e cobertores no pátio do local. 

Crime. Renato Damasceno, que é contratado na unidade Bicas 1 desde 2006, tinha trabalhado das 7h às 19h no anteontem. Ele estava no bairro Santa Maria, no Barreiro, quando foi surpreendido pela dupla armada. Não houve, segundo relatos à polícia, anúncio de assalto. Diante da reação de Damasceno, que também começou a atirar, a dupla fugiu. Ninguém tinha sido preso até a noite de ontem. 

O presidente do sindicato contou que o próprio agente, em conversa com diretores da entidade, disse acreditar ter sido vítima de um atentado. Rocha relaciona a tensão dentro do sistema à superlotação do presídio – as unidades 1 e 2 de Bicas estão com mais do dobro de presos acima da capacidade. “Quando há muitos detentos e muitas visitas, os presos começam a burlar as regras”, afirmou. 

Na carta supostamente escrita pelos presos, eles combinam de fazer greve de fome e recusar a sair para o banho de sol até conseguir conversar com o diretor do presídio sobre a suspensão das visitas íntimas. “Tenho certeza de que todos os vagabundos que representa na rua não vão deixar isso acontecer (sic)”, diz o texto.

Recuperação

Saúde. Segundo o sindicato dos agentes, Renato Damasceno permanece internado e terá que passar por cirurgia para retirada das balas. O local em que ele está hospitalizado é mantido em sigilo. 

Saiba mais
Lotação. Com 820 vagas, a unidade 1 do presídio de São Joaquim de Bicas tem 2.000 presos ocupando. No Bicas 2, a situação se repete. São 1.700 detentos para 754 vagas, 946 a mais. 

Conflito. A relação entre detentos e agentes nas unidades de São Joaquim de Bicas é tensa. No fim de 2014, reportagem de O TEMPO relatou situações de humilhação enfrentada por familiares de presos. 

Fechado. Na semana passada, O TEMPO mostrou que, superlotado, o sistema prisional mineiro estaria prestes a fechar as portas, segundo servidor ligado à chefia da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). De acordo com ele, a ordem para não prender mais criminosos por não ter onde os colocar chegou a ser dada em 2014, mas a proximidade das eleições fez com que a determinação fosse abandonada. 

Limite. Desde então, com ainda mais presos, a situação no sistema teria ficado pior. O Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira, na capital, é um exemplo. 

Interdição. Há cerca de dois anos, acordo judicial limitou a lotação ao dobro da capacidade da unidade, que tem 404 vagas, mas em 2015 chegou a abrigar 1.500 presos. O local foi interditado no último dia 10. Fonte: Jornal O Tempo

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Aprovado porte de arma para agente penitenciário fora de serviço

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou em decisão terminativa, nesta quarta-feira (28), projeto de lei da Câmara (PLC 87/2011) que altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) para autorizar agentes e guardas prisionais, integrantes das escoltas de presos e equipes de guardas portuários a portar arma de fogo, de propriedade particular ou fornecida pela corporação, mesmo fora de serviço.

Atualmente, essa permissão alcança categorias como integrantes das Forças Armadas, agentes vinculados à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e à Presidência da República e policiais federais.

No entanto, o Estatuto do Desarmamento deixou de fora os quadros que atuam nas guardas penitenciárias e portuárias.

Para o relator, senador Gim Argello (PTB-DF), “esses servidores, pela característica de suas atividades, vivem em situação de perigo constante e iminente”, e por isso é necessário que possam portar arma a qualquer tempo e em qualquer ponto do território nacional, como prevê o projeto aprovado pela CCJ.

A proposta tramita em conjunto com projeto de lei (PLS 329/2011) do senador Humberto Costa (PT-PE), que restringia a medida apenas aos agentes penitenciários federais.

O relator rejeitou a proposta de Humberto Costa, uma vez que esses agentes federais já estão contemplados no projeto da Câmara. Apesar de se declarar defensor do Estatuto do Desarmamento, Humberto Costa considerou necessária a medida pelo risco sofrido por essas categorias fora do ambiente de trabalho.

O parlamentar não acredita que essa permissão vá favorecer o envolvimento irregular desses profissionais em atividades de segurança privada, mas, caso isso ocorra, avalia que essa eventual transgressão poderia ser punida por uma fiscalização e legislação mais rigorosa.

Se não houver recurso para votação no Plenário, a matéria seguirá direto para sanção presidencial, já que o Senado não modificou o texto aprovado pela Câmara. Durante a votação na CCJ, a senadora Ana Rita se absteve de votar, e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) votou contra.

 presidente do Singeperon, Anderson Pereira, comemorou a vitória e disse que os resultados positivos alcançados até o momento foram conquistados com muita luta.

"Junto com a Federação Brasileira dos Servidores Penitenciários (Fenaspen) lutamos muito por esse pleito, tão necessário para a nossa profissão. Agora falta pouco para que encerremos de vez essa discussão quanto ao porte de arma do agente penitenciário", salientou.

Anderson revelou ainda que, caso a presidente Dilma vete o Projeto de Lei, os estados deverão enfrentar uma paralisação nacional em favor do direito. Fonte: Rondoniaaovivo

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Integrante do PCC que matou agentes de Londrina é preso

Um homem de 21 anos acusado de ser integrante da facção criminosa PCC foi preso por volta das 23h30 de segunda-feira (16), na PR-323, trecho de Sertaneja, município a 63 km de Cornélio Procópio. Weber da Silva Conceição dirigia um veículo Punto em direção a São Paulo quando foi abordado pela Polícia Rodoviária.

Os policiais constataram que havia um mandado de prisão no nome do rapaz por associação ao tráfico de drogas e prenderam o jovem. Segundo os policiais Weber faz parte da facção criminosa e é acusado de assassinar dois agentes penitenciários da região de Londrina.

Weber foi detido e encaminhado para Londrina. Já as outras pessoas que estavam com ele no veículo foram liberadas. Fonte: Bonde News

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SEJU abre teste seletivo para contratar 423 Agentes Penitenciários

Edital nº 014/2011 - PPS

Formulário de Inscrição

Reimpressão dos Documentos da Inscrição, Extrato de Dados e Boleto para Pagamento da Taxa de Inscrição

Estão abertas a partir desta segunda (28) e se encerram às 16h da próxima segunda-feira (05) as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado-PSS na função de Agente Penitenciário com contrato temporário em regime especial. São 423 vagas para os estabelecimentos penais distribuídos no Estado, com remuneração mensal de R$ 2.281,81. A prova será realizada no dia 18/12/2011 em Curitiba e para se inscrever o candidato deverá ter concluído o ensino médio e, no mínimo, 18 anos completos na data da contratação, no início de 2012.

As inscrições, no valor de R$ 48,00, só poderão ser feitas via internet, no portal da Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos-SEJU:

www.seju.pr.gov.br, mediante o preenchimento de um formulário. O Edital nº 14/2011, com todas as informações sobre o PSS, também já está disponível no site da SEJU.

Após o preenchimento do formulário de inscrição, o candidato deverá conferir as informações, imprimir o boleto bancário e pagá-lo na rede bancária ou nas casas lotéricas até o dia 05 de dezembro de 2011, devendo guardar o comprovante de pagamento para eventual comprovação junto à Comissão Organizadora do Processo Seletivo. Para efetuar a inscrição, é imprescindível o número de Cadastro de Pessoa Física – CPF.

Do total das 423 vagas, 370 serão para Agente Penitenciário Masculino e 53 para Agente Penitenciário Feminino. Os contratados irão atuar em estabelecimentos penais de regime fechado do Departamento Penitenciário do Paraná-DEPEN, localizados nos municípios de Cascavel, Cruzeiro do Oeste, Curitiba e Região Metropolitana, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.

ATRIBUIÇÕES DO AGENTE

Entre as responsabilidades do Agente de Estabelecimento Penal estão vigiar e acompanhar os presos nas dependências do estabelecimento penal, fiscalizando a movimentação, zelando pela segurança e disciplina; acompanhar no atendimento técnico especializado, oficina de trabalho e sala de aula; efetuar controle de visitantes fazendo revista pessoal e de objetos em geral; acompanhando os que tiverem acesso ao estabelecimento penal, abrindo as celas se autorizado; percorrer a unidade, observando os presos com a finalidade de detectar problemas e situações anormais; inspecionar as celas e demais instalações físicas, revistar os presos, apreender objetos suspeitos ou não permitidos; receber os presos e orientar quanto às normas disciplinares da unidade e alojá-los; realizar a contagem dos presos; orientar e fiscalizar a distribuição de refeições; registrar e comunicar à chefia imediata as ocorrências durante seu turno de trabalho de acordo com as normas da unidade; controlar o uso de ferramentas e materiais nas oficinas de trabalho; acompanhar os presos em deslocamentos externos ao estabelecimento penal, conduzindo o veículo quando necessário; observar as atividades individuais e coletivas dos presos, inclusive durante as visitas; estar atento às condições de bem estar físico e mental dos presos e comunicar à chefia imediata as solicitações dos presos; executar outras atividades correlatas com a função e área de atuação. Fonte: Assessoria Imprensa SEJU

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

13 de novembro, dia do Agente Penitenciário do Paraná

domingo, 13 de novembro de 2011

No Paraná no dia 13 de novembro comemora-se o dia do agente penitenciário, uma homenagem ao agente penitenciário Adalberto Gomes da Silva, morto durante a rebelião na Penitenciária Central do Estado em Piraquara no dia 13 de novembro de 1989.

A profissão de agente penitenciário é considerada pela Organização Internacional do Trabalho como a segunda mais perigosa do mundo.

O exercício profissional do agente penitenciário exige uma série de habilidades e competências muito peculiares, seguramente dentre as carreias de profissionais de segurança a profissão de agente penitenciário tem elevados índices de complexidade.

Dentro das unidades prisionais o agente penitenciário vive em constante tensão, para os presos que ingressam no sistema penitenciário ele é visto como a personificação do Estado que o prende, ao longo da pena o agente penitenciário é visto pelos presos como a sociedade que lhe privou de direitos fundamentais, e não para por aí.

No cumprimento da pena o agente penitenciário é um dos principais agentes da reeducação, da ressocialização do apenado, ao garantir o acesso aos direitos dos presos, ao ser exemplo de valores elevados e ao impor a disciplina dentro dos limites exigidos na unidade prisional, limites estes que os apenados não têm e que em muitos casos nunca os tiveram.

Neste processo o embate dos presos com os agentes penitenciários é inevitável, porém o agente penitenciário não pode recuar e cumprindo o seu papel de estabelecer limites dentro das regras disciplinares o agente muitas vezes é agredido e em algumas vezes recebe ameaças diretas e veladas.

O agente penitenciário luta diuturnamente pela redução de sua vulnerabilidade, com: inteligência, coragem, profissionalismo, proatividade e espírito de equipe, marcas dos agentes penitenciários do Paraná que a despeito das dificuldades tem se esforçado para manter o elevado nível do sistema penal paranaense.

Em meio a grandes desafios os agentes penitenciários do Paraná tem contribuído significativamente para que o sistema penal do Paraná tenha elevado número de presos trabalhando e estudando, reduzidos índices de suicídios e homicídios dentro das penitenciárias, reduzidos índices de fugas e baixos índices de motins e rebeliões.

É o momento de toda a comunidade reconhecer cada vez mais o papel fundamental destes profissionais que lutam para manter e melhorar os níveis de defesa social no Paraná.

A todos os agentes penitenciários do Paraná, parabéns.

Luciano Marcelo Simões de Brito
Agente Penitenciário

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Agentes Penitenciários participam de treinamento em Londrina


TRATAMENTO PENAL NA TEORIA E NA PRÁTICA

Durante 42 dias, agentes penitenciários de Londrina e Maringá (Noroeste) serão capacitados com o objetivo de padronizar e melhorar as ações em cada unidade penal, com foco principalmente no trato com os presos. O curso, intitulado de Grupo de Apoio às Ações Penitenciárias (Gaap), é uma estratégia da Escola em Educação em Direitos Humanos, em parceria com o Ministério da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.

Iniciadas na manhã de ontem, as aulas práticas e teóricas seguirão até o dia 29 de novembro, realizadas na faculdade Pitágoras e no 5º Batalhão da Polícia Militar. “O curso é importante porque nos faz refletir sobre a realidade da unidade onde trabalhamos e pensar em novas ações”, comenta o agente Claudinei Douto, que trabalha há 15 anos na Penitenciária Estadual do Maringá (PEM).

De acordo com Cintia Helena dos Santos, diretora do Patronato Penitenciário de Londrina, essa é a primeira vez que o Gaap e descentralizado de Curitiba e realizado em Londrina. “A ideia é formar um grupo para operações especiais de suporte dentro das unidades, dando apoio às ações penitenciárias.”

Na parte teórica, eles ouvirão 17 especialistas nas áreas humanas, como pedagogos, historiadores, advogados e sociólogos. Já na questão prática, eles compartilharão experiências de contenção de presos, vigilância e custódia.

Para o agente Edvaldo Ramos, que esta há 18 anos na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), a expectativa sobre o curso é muito grande. “Sei que essas aulas serão muito importantes para as questões de liderança de equipe e padronização do tratamento penal.”

No final do curso, os 35 agentes participantes deverão elaborar um projeto que poderão ser aplicados nas unidades. “A idéia é que esses profissionais sejam mais capacitados no trato com as pessoas presas, agregando ações de segurança às novas perspectivas de valorização humana, colaborando para que no retorno ao convívio social, elas tenham condições de realizar escolhas positivas. Isso configura-se como estratégia fundamental no combate e prevenção de criminalidade”, diz.

No Paraná existem cerca de 3,5 mil agentes penitenciários sendo 350 em londrina. Fonte: Folha de Londrina

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

JUIZ FEDERAL DE PERNAMBUCO EM SENTENÇA TRANSITADO EM JULGADO - RECONHECE O AGENTE PENITENCIÁ​RIO DE PERNAMBUCO PERTENCE A ÁREA DE SEGURANÇA PÚBLICA

04/09/2006 14:54 - Remessa interna para Arquivo Geral - Avenida Recife com ARQUIVAMENTO COM BAIXA usuário: G21. Número da Guia: 2006004502. Recebido por: EJR em 22/01/2007 14:56
-------------------------------------------------------------------------------------/08/2006 13:02 - Certidão.
Certifico que, nesta data, por determinação do(a) M.M(a) Juiz(íza) desta 21ª Vara Federal, Dr(a) FREDERICO AUGUSTO LEOPOLDINO KOEHLER, efetuei a baixa dos autos do(a) MANDADO DE SEGURANÇA, protocolado(a) sob o nº 2005.83.00.017242-8 em 13/12/2005 00:00 e distribuído(a) a esta 21ª Vara, demanda esta ajuizada por JULCEMAR BELFORT LUSTOSA contra PRESIDENTE DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCAO PERNAMBUCO, e cujo objeto encontra-se devidamente cadastrado no sistema de acompanhamento processual sob o código 01.03.01 - Revogação e Anulação de Ato Administrativo - Atos Administrativos - Administrativo: Anulação de ato impeditivo do exercício da Advocacia. É o que consta e me cumpre certificar. Dou fé.

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31/08/2006 12:59 - Baixa Definitiva - BAIXA - FINDO Usuário:MVA
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29/08/2006 09:41 - Certidão.
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Certifico que a r. sentença de fl.(s) 157/159 transitou em julgado em 29/08/2006 para o Impetrado. É o que consta e me cumpre certificar.
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29/08/2006 09:40 - Certidão.
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Certifico que decorreu e findou o prazo sem que a parte IMPETRANTE se manifestasse acerca do(a) r. despacho/decisão/sentença de fl(s). 227, apesar de devidamente intimada. É o que consta e me cumpre certificar.
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14/08/2006 13:35 - Certidão.
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PODER JUDICIÁRIO
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JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA
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Seção Judiciária de Pernambuco
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21ª Vara Federal


MANDADO DE SEGURANÇA
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Nº 2005.83.00.017242-8
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TERMO DE ENCERRAMENTO DE VOLUME DE AUTOS
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Ao(s) 14 de agosto de 2006, nesta cidade do Recife, na Secretaria da 21ª Vara da Seção Judiciária de Pernambuco, FAÇO O ENCERRAMENTO DO PRIMEIRO Volume destes autos, à fl. 231. É o que consta e me cumpre certificar, do que eu, MARCUS VINICIUS DE ASSIS P. FILHO, Diretor(a) de Secretaria, digitei e subscrevo.
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MARCUS VINICIUS DE ASSIS P. FILHO
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Diretor(a) de Secretaria da 21ª Vara (PE)
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0017242-49.2005.4.05.8300 (2005.83.00.017242-8) Classe: 126 - MANDADO DE SEGURANÇA
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Observação da última fase: PROCESSO ARQUIVADO VOLUME 83/2006 (BGB) (04/09/2006 14:56 - Última alteração: )G21)
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Autuado em 14/12/2005 - Consulta Realizada em: 28/05/2011 às 08:58
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IMPETRANTE: JULCEMAR BELFORT LUSTOSA
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ADVOGADO : WAMBERTO EDUARDO BARROS FERREIRA E OUTROS
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IMPETRADO : PRESIDENTE DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCAO PERNAMBUCO


21a. VARA FEDERAL - Juiz Titular


Baixa Definitiva: Tipo - BAIXA - FINDO em 31/08/2006


Objetos: 01.03 - Atos Administrativos - Administrativo: Anulação de ato impeditivo do exercício da Advocacia
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SENTENÇA NA ÍNTEGRA
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I - RELATÓRIO:
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Cuida-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado por Julcemar Belfort Lustosa contra o Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Pernambuco, com vistas a que seja determinada a suspensão de seu processo de cancelamento de inscrição e permitida ao impetrante a continuidade do exercício da advocacia, com todos os direitos e obrigações conferidos aos demais advogados, até a confirmação da liminar pretendida através de sentença.
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Argúi o impetrante, em síntese, que: a) é Agente de Segurança Penitenciária do Estado de Pernambuco e possuía inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Pernambuco; b) em 2002, o Presidente da Comissão de Seleção e Inscrição da OAB-PE instaurou processo administrativo visando ao cancelamento das inscrições dos advogados que, como o impetrante, exerciam, concomitantemente, o cargo de Agente de Segurança Penitenciária, decidindo-se, ao final, pelo cancelamento da sua inscrição; c) o aludido processo administrativo disciplinar encontra-se eivado de vícios, razão pela qual deve ser reconhecida sua nulidade; d) os Agentes de Segurança Penitenciária não exercem atividade policial, de modo que sua atividade seria plenamente compatível com o exercício da advocacia.
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Devidamente notificada, a autoridade coatora, às fls. 84/95, informou que: a) o impetrante não foi submetido a processo administrativo disciplinar e sim a simples processo administrativo para cancelamento da inscrição, em virtude da constatação de que, à época em que requereu a sua inscrição e declarou não ocupar cargo incompatível com o exercício da advocacia, ainda não ocupava o cargo de agente de segurança penitenciária; b) a Primeira Câmara da OAB/PE, em sessão realizada em 28 de setembro de 2004, considerando incompatível o cargo público ocupado pelo impetrante com a advocacia, decidiu pelo cancelamento de sua inscrição, decisão que, por seu turno, foi confirmada em sede de recurso administrativo, pelo Conselho Federal da OAB; c) o ato administrativo que decidiu pelo cancelamento da inscrição do impetrante é válido.
--A medida liminar foi indeferida, através da decisão fundamentada de fls. 137/140.
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O Ministério Público Federal, exortado a emitir parecer, assentou que não detém interesse em intervir no feito.
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Vieram-me conclusos para sentença.
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É o relato dos fatos. Decido.
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II - FUNDAMENTAÇÃO:
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Ab initio, verifico não assistir razão ao impetrante no tocante à alegação de nulidade do processo que tramitou perante a OAB/PE e decidiu pelo cancelamento de sua inscrição, com fulcro no art. 11, IV, da Lei nº 8.906/1994.
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Consoante esclarecimentos prestados pela autoridade coatora, o impetrante não sofreu a sanção de exclusão do quadro de advogados, prevista no art. 35, III, da Lei nº 8.906/94, esta sim dependente de prévio processo ético-disciplinar, com exigência de quórum qualificado para sua admissibilidade e regras mais rígidas para tramitação e julgamento; ao revés, o impetrante apenas teve sua inscrição cancelada em função do exercício do cargo de Agente Penitenciário, considerado incompatível com o exercício da advocacia.
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Para tal constatação, faz-se imprescindível considerar o fato, destacado pela autoridade coatora, de que o impetrante, à época em que requereu a sua inscrição na OAB/PE e, consequentemente, declarou não exercer cargo incompatível com a advocacia, ainda não ocupava o cargo de Agente Penitenciário, de modo a não lhe ser imputável a pecha de falsidade da declaração outrora firmada.
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De acordo com o disposto na Lei nº 8.906/1994, art. 68, aplicam-se subsidiariamente ao processo disciplinar as regras da legislação processual penal comum e, aos demais processos, as regras gerais do procedimento administrativo comum e da legislação processual civil, nesta ordem.
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No caso ora analisado, verifico que os supostos vícios apontados pelo impetrante, presentes no processo que decidiu pelo cancelamento de sua inscrição, são todos requisitos atinentes ao processo ético-disciplinar, o qual, consoante adrede explicitado, é inaplicável à espécie. Ao revés, das declarações do próprio Impetrante, contidas nos autos, depreende-se que o aludido processo respeitou os postulados básicos do processo administrativo, quais sejam, a ampla defesa, o contraditório e o duplo grau recursal.
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Ultrapassada a preliminar de nulidade do processo, passo ao exame do mérito da ação ora analisada.
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O cerne da questão posta sob análise consiste no exame da compatibilidade entre o exercício do cargo público de Agente Penitenciário, ora ocupado pelo impetrante, e o exercício da advocacia.
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Nos termos do art. 11, IV, da Lei nº 8.906/1994, cancela-se a inscrição do profissional que passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia.
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Dentre os casos de incompatibilidade elencados no Estatuto da Ordem, impende destacar o explicitado no seu art. 28, V, que preceitua serem incompatíveis com o exercício da advocacia as atividades dos ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza.
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A meu sentir, o simples fato de o cargo de Agente Penitenciário não constar no rol do art. 144 da Constituição Federal não constitui óbice à configuração da aludida incompatibilidade. Há que se ressaltar que, ainda que não seja diretamente vinculada à atividade policial, a segurança de presídios insere-se na seara da segurança pública,ressaindo inconteste a vinculação indireta do cargo de Agente Penitenciário à atividade policial.
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III - DISPOSITIVO:
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Pelo exposto, denego a segurança requestada.-
Registre-se. Publique-se. Intimem-se.
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Custas pelo Impetrante, já satisfeitas (fl. 67). Sem honorários, em face das súmulas 105 do STJ e 512 do STF
Fonte: Blog Agentes Penitenciários de Pernambuco

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Agente penitenciário é preso, acusado de ligação com o PCC

Ele foi detido na “Operação Liberdade”, desencadeada em Curitiba

A “Operação Liberdade” contra o tráfico de drogas, desencadeada em Curitiba nesta quinta-feira (5) e sexta-feira (6) também foi responsável pela prisão de um agente penitenciário lotado na Colônia Penal Agrícola (CPA). O agente César Roberto Pugliesi foi detido com base em escutas telefônicas que apontam um suposto envolvimento com um presidiário ligado grupo criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital). As informações são da Rádio Banda B.

Pugliesi foi acusado de fornecer favores aos detentos a pedido deste criminoso, conhecido como "Gigante". Segundo informações de fontes ligadas a Polícia Civil, o agente estaria mantendo um relacionamento com a filha deste preso do PCC. Na casa de Pugliesi foram apreendidas armas, drogas e celulares, que de acordo com a investigação seriam repassados aos detentos.

As ações policiais foram concentradas nesta quinta-feira culminando no fechamento de várias investigações contra o tráfico de drogas. As vistorias aconteceram em hotéis na Travessa da Lapa, na Rua Tibagi, na Avenida Marechal Floriano, Visconde de Guarapuava, entre outras localidades na região central da capital.

O saldo da ação que envolveu cerca de 400 policiais civis e militares, foi a apreensão de 200 mil pedras de crack, além de outras drogas, e 40 pessoas presas. Entre os presos estaria um Policial Militar que já havia sido preso anteriormente durante a Operação Tentáculos que foi desencadeada pela Polícia Federal em 2005. A esposa deste PM também estaria entre os detidos.Fonte: Bem Paraná

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Suspeitos de chacina em Piraquara são ouvidos

Os dois principais suspeitos de matar cinco pessoas em uma chácara de Piraquara foram localizados na tarde de ontem, por investigadores da delegacia local. Eles prestaram depoimento e foram liberados.

Os dois foram liberados, já que passou o período de flagrante e não há prova contra eles. “Colhemos as impressões digitais dos dois para confrontar com as impressões retiradas na casa”, explica Marco Aurélio Furtado, superintendente da delegacia de Piraquara.

Eles foram encontrados em Pinhais. Um dos suspeitos já esteve preso por receptação, furto e roubo. Os antecedentes criminais chamaram a atenção da Polícia. “Recebemos no sábado pela manhã as informações de que eles teriam cometido o crime, mas eles negaram qualquer participação”, explica Furtado.

Motivo

As denúncias não apontaram o motivo que teria levado a dupla a matar o ex-secretário do meio ambiente de Pinhais, Jorge Roberto Carvalho Grando, 53 anos, o irmão dele, Antônio Luís Carvalho Grando, 46, que também morava na casa, o vizinho Albino Eliseu da Silva, o empresário Gilmar Reinert e o agente penitenciário Valdir Vicente Lopes.

Duas equipes policiais da Divisão Metropolitana e a equipe da delegacia local seguem várias linhas de investigação. A principal é latrocínio (roubo com morte). Outra linha divulgada pela imprensa ontem foi um seguro de R$700 mil que estaria no nome de Jorge, e que teria como beneficiária a ex-esposa. “Todo mundo é suspeito, mas não existe seguro e a ex-mulher dele ainda não é motivo de investigação”, garante Furtado. Fonte: Parana Online, reportagem de Fernanda Deslandes

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Preso suspeito de matar agente penitenciário

Hipótese de que o crime foi cometido em razão do cargo que Pereira ocupava foi descartada

Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (7), em Curitiba, suspeito de ter matado o agente penitenciário Carlos Alberto Pereira, de 52 anos, o Federal, assassinado na terça-feira (4). Nilson Ramos de Paula, de 25 anos, foi preso em casa, no bairro Tatuquara. A polícia também apreendeu o carro que teria sido usado no crime e duas armas.

A Justiça havia expedido o mandado de prisão temporária do acusado no início desta manhã. A Delegacia de Homicídios (DH) apontou que Ramos de Paula traficava drogas no bairro Fazendinha. Segundo a polícia, ele já tem passagem por tráfico e por homicídio. “No momento do cumprimento do mandado de prisão, o acusado dormia, com um revólver calibre 38 ao lado do travesseiro”, disse o delegado Rafael Vianna, responsável pelas investigações.

De acordo com a DH, o crime foi motivado por uma desavença “pessoal e ocasional” entre a vítima e o acusado. A polícia, no entanto, não soube detalhar qual o tipo de desentendimento entre os dois. “Apesar do envolvimento do acusado com o comércio de drogas, as investigações comprovam que o crime não tem nenhuma relação com o tráfico”, ressaltou o delegado. Com isso, foi descartada a hipótese inicial de que o crime tivesse sido cometido em razão do cargo que Pereira ocupava.

Na operação, foram apreendidos um revólver calibre 38 e uma pistola calibre 380, que foi encaminhada à perícia. A polícia também apreendeu um Audi A3, que teria sido utilizado por Ramos para chegar e fugir do local do assassinato. O carro pertence a um outro homem, que também deve ser indiciado. Ramos de Paula deve ser encaminhado ao Centro de Triagem II, em Piraquara, na região metropolitana.

Crime

Pereira foi assassinado enquanto pintava o portão da própria casa, no bairro Fazendinha, em Curitiba, na tarde de terça-feira (4). Ele já havia sido chefe de segurança do antigo presídio do Ahú e da Casa de Custódia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

De acordo com a DH, Pereira estava de férias e pintava o portão da residência quando foi surpreendido por um homem encapuzado que abriu fogo. O agente foi atingido por dois tiros na cabeça e um no tórax e morreu no local. No carro dele, que estava estacionado na garagem, também havia sinais de disparos.

Durante o velório e enterro de Pereira, agentes penitenciários fizeram uma manifestação na tarde de quarta-feira (5), pedindo a liberação do uso de armas de fogo pela categoria. Carregando faixas e cartazes, cerca de 50 agentes que estiveram no velório fecharam por cinco minutos a Rua João Bettega, nas imediações do cemitério Jardim da Saudade, onde o corpo foi enterrado. “Agentes Penitenciários: categoria unida por mais segurança para os trabalhadores”, dizia uma das faixas.

Mobilização

Dos cerca de 1,5 mil agentes penitenciários que trabalham em Curitiba e região, os 500 que estavam na escala de trabalho da quinta-feira (6) suspenderam as rotinas dentro das unidades. Ou seja, os agentes ficaram nos postos de trabalho para cuidar dos presos, mas não houve movimentação, como banho de sol e atendimento, em nenhum presídio da região. A paralisação foi uma forma de protesto pela morte de Federal. Os trabalhos foram normalizados ainda na quinta-feira.

No mesmo dia, representantes do Sindarspen se reuniram com a secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes. No encontro, que durou três horas, foram discutidos assuntos referentes a morte de Pereira, ações do governo que garantam mais segurança aos agentes dentro e fora dos presídios, a profissionalização da administração penitenciária e a regulamentação do porte de arma para esses profissionais.

“O saldo da reunião é muito positivo. Há uma esperança de melhora e queremos ver nos próximos meses mudanças na gestão das unidades para que as falhas que hoje existem sejam deixadas de lado”, diz Johnson. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Fernanda Trisotto, Felippe Anibal e Adriano Ribeiro

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Agente Penitenciário morto vinha sendo ameaçado

Adilson José Cossuoziski teria recebido ameaças em razão do rigor nas revistas que fazia na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP)

Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo - PEP: visita suspensa no fim de semana

O agente penitenciário Adilson José Cossuoziski, morto a tiros na sexta-feira, teria recebido ameaças em razão do rigor nas revistas que fazia na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), região metropolitana de Curitiba (RMC). Ele foi assassinado quando saía de casa, em Campo Largo, também na RMC. Cos­­suoziski foi enterrado no sábado.

“Ele vivia sendo ameaçado. O Adílson vivia derrubando droga e celular (nas revistas)”, contou um colega que preferiu não se identificar. Após a morte de Cossuoziski, outros agentes teriam recebido ameaças e ouvido insinuações de que o assassinato foi um exemplo para os demais profissionais.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, José Roberto Neves, defendeu o porte de arma para os agen­tes. De acordo com ele, Cossuo­ziski foi o terceiro agente morto na região de Curitiba neste ano. A equipe da Delegacia de Campo Largo foi procurada, mas informou que não há novidades sobre o caso.

Visitas

Em protesto pela morte do colega, agentes penitenciários impediram que os presos da PEP recebessem visitas durante o fim de semana. A reação dos familiares foi um protesto realizado na manhã de sábado, com participação de cerca de 50 pessoas.

Para compensar presos e familiares, o Departamento Peniten­ciário informou que as visitas poderão ser feitas hoje e em outros dias desta semana, mediante agendamento na direção da PEP. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Diego Ribeiro

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Agente penitenciário é assassinado em posto de gasolina na CIC

Ele levou um tiro no pescoço. Polícia acredita em vingança ou acerto de contas

Um agente penitenciário foi morto com um tiro no pescoço em um posto de gasolina, na Cidade Industrial de Curitiba. O crime aconteceu por volta das 20h15 de quinta-feira (22), na rua João Rodrigues Pinheiro, próximo da Vila Verde. De acordo com informações de testemunhas, ele fazia a segurança do local. As informações são da Rádio Banda B.

Segundo informações da polícia, um homem, ainda sem identificação, chegou ao posto, atirou à queima-roupa contra Sérgio Luiz da Mota e fugiu com um veículo Astra. O Siate chegou a ser acionado e esteve no local, porém o agente já estava morto.

A polícia trabalha na hipótese de vingança ou acerto de contas, já que nada foi levado da vítima. Fonte: Bem Paraná

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Agente penitenciário é assassinado em posto de gasolina na CIC

Ele levou um tiro no pescoço. Polícia acredita em vingança ou acerto de contas

Um agente penitenciário foi morto com um tiro no pescoço em um posto de gasolina, na Cidade Industrial de Curitiba. O crime aconteceu por volta das 20h15 de quinta-feira (22), na rua João Rodrigues Pinheiro, próximo da Vila Verde. De acordo com informações de testemunhas, ele fazia a segurança do local. As informações são da Rádio Banda B.

Segundo informações da polícia, um homem, ainda sem identificação, chegou ao posto, atirou à queima-roupa contra Sérgio Luiz da Mota e fugiu com um veículo Astra. O Siate chegou a ser acionado e esteve no local, porém o agente já estava morto.

A polícia trabalha na hipótese de vingança ou acerto de contas, já que nada foi levado da vítima. Fonte: Bem Paraná

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Agente penitenciário é baleado em Londrina

Raimundo Souza Pereira, 52 anos, foi baleado na noite deste sábado (15) por volta das 19h00 na rua Giuseppe Vittori, no Conjunto São Lourenço, zona sul de Londrina.

Segundo o sargento Xavier, a vítima trabalha como agente na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Pereira foi atingido por um disparo de arma de fogo na região do ombro e encaminhado a Santa Casa. Ele não corre risco de morte.

De acordo com o subtenente Consul, da Polícia Militar, dois homens passaram em uma motocicleta e um deles disparou contra a vítima. No local, ninguém soube dar mais detalhes sobre o crime. A dupla fugiu e não foi localizada. Fonte: Bonde News, reportagem de Marilayde Costa

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Inquérito vai apurar se agentes facilitaram rebelião na PCE

Foto: Fábio Alexandre - Parana Online

Preso que ficou gravemente ferido após a revolta não resistiu e morreu no hospital. Agora são seis mortos na rebelião e sete feridos

Subiu para seis o número de detentos mortos após a rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, na região metropolitana. O motim começou por volta das 21 horas de quinta-feira (14) e terminou somente às 16 horas de sexta-feira (15). Nesta segunda-feira (18), o governador Roberto Requião (PMDB) determinou a instauração de um inquérito para investigar se agentes penitenciários têm responsabilidade pela rebelião.

Cinco detentos morreram durante a revolta e outro foi encaminhado com ferimentos graves ao hospital. Ele acabou não resistindo e morreu. Outros sete ficaram feridos. Até agora dois mortos já foram identificados oficialmente: Orlando Quartarolli e Alexandre Carlos Simões. Três vítimas morreram carbonizadas e continuam sem identificação no Instituto Médico Legal (IML). Não está descartada a necessidade de exames de DNA ou de arcada dentária para se obter as identidades dos corpos.

Durante a rebelião, três agentes penitenciários foram mantidos reféns, mas foram libertados sem ferimentos. A revolta destruiu parte da estrutura interna da PCE, como grades e portas, impedindo a manutenção de todos os presos no local. Por isso, nesta semana, parte dos detentos deve ser transferida para a Penitenciária Estadual de Piraquara e para o Centro de Detenção e Ressocialização de Piraquara até que o principal presídio do estado volte a suas plenas condições.

Segundo o governo do estado, o confronto entre presos de facções rivais é apontado como o principal motivo da rebelião, e pode ter sido facilitado. “A informação que alguns agentes e presos deram à imprensa, no transcorrer da rebelião, é que agentes ou o pessoal interno da penitenciária, a partir do chefe da segurança, liberaram numa única ala grupos antagônicos de presos. Isso provocou o conflito e as mortes”, afirmou Requião ao site da Agência Estadual de Notícias (AEN), órgão oficial de notícias do governo.

Para o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Clayton Agostinho Auwertzr, a acusação do governador não faz sentido. “Isso é mais um capítulo do festival de bobagens que assola o Paraná. Isso é desespero de causa”, afirmou. O sindicato enviou uma carta à impressa sobre o caso. (Leia abaixo)

Polêmica

Dois dias antes da rebelião, a Secretaria da Segurança Pública (Sesp) retirou alguns policiais militares da penitenciária. Eles eram responsáveis por fazer a guarda armada do local, em apoio aos agentes, e estavam dentro da PCE desde 2001, data da última rebelião que aconteceu no local. Segundo a Sesp, 20 PMs teriam sido transferidos.

Para o secretário estadual da Justiça, Jair Braga, essa situação foi determinante para que a rebelião fosse iniciada. “Se a PM não tivesse saído, a rebelião não teria acontecido”, afirmou ao repórter Heliberton Cesca, da Gazeta do Povo. Braga ainda considera que a facilidade de comunicação que os presos possuem também colaborou para a organização do motim.

Na reunião Mãos Limpas, na manhã desta segunda-feira (18), o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, disse que a rebelião não tem nenhuma ligação com a retirada dos policiais da PCE. “Dos 82 policiais que estavam na unidade permaneceram 62, porque estudos comprovaram que o número seria suficiente. Depois da retirada dos policiais, tivemos dias de tranquilidade, o que comprova, mais uma vez, que a rebelião aconteceu por outro motivo”, disse Delazari à AEN.

Segundo informações dos agentes penitenciários, seriam apenas 48 policiais militares que faziam a guarda armada antes da retirada dos policiais, ordenada pela Secretaria da Segurança. "A rebelião aconteceu por causa da retirada dos PMs da penitenciária. Nós sabíamos que isso iria acontecer. A gente avisou sobre o perigo da retirada”, disse Auwertzr. O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários enviou um ofício à Ordem dos Advogados do Brasil falando sobre a preocupação com a medida da Sesp. “Se nós estávamos avisando sobre o perigo de rebelião, como iríamos ajudar os presos?”, definiu.

De acordo com a Sesp, dos cerca de 1.500 detentos da PCE, aproximadamente 1.200 se envolveram, de alguma forma, no conflito.

Carta do sindicato
“Mais uma vez o Paraná foi cenário de uma das mais chocantes cenas que poderíamos presenciar, qual seja, uma rebelião penitenciária. O Governo do Paraná, que comumente se orgulha de ter o melhor Sistema Penitenciário do Brasil, viu um de seus principais pilares, a Penitenciária Central do Estado, ruir no dia 14 de janeiro de 2010. Presos de facções criminosas diversas se rebelaram na maior Penitenciária do Paraná, resultando em seis presos assassinados e três Agentes Penitenciários retidos como reféns, que por sorte saíram apenas com ferimentos leves. Este fato se deu três dias após a ordem, de comum acordo entre as Secretarias de Segurança e Justiça, de retirada abrupta da Polícia Militar do interior da unidade penal.

Essa decisão, nada técnica, rompeu uma parceria, entre as duas instituições, que vinha dando certa a mais de oito anos, quando a PM assumiu postos de trabalho dentro do presídio logo após a última rebelião em 2001. A manutenção da PM na PCE tinha como principal objetivo dar mais segurança para o trabalho dos Agentes e evitar eventos como a rebelião que ocorreu. O sindicato dos Agentes Penitenciários, por sua vez, não poupou esforços para alertar as autoridades penitenciárias sobre os riscos da retirada da PM da penitenciária.

Agora, depois de terminada a rebelião, é provável que os homens do governo queiram atribuir a culpa do ocorrido aos Agentes Penitenciários, o que seria presumível se o fizessem, afinal de contas, é uma prática já bastante conhecida no sistema penitenciário essa mania de culpar a categoria de trabalhadores pelas mazelas dos presídios paranaenses para tirar de si o foco da responsabilidade. Faticamente quem menos tem culpa nesse episódio são os Agentes Penitenciários que, pelo contrário, são vítimas, na grande maioria das vezes, da falta de gestão penitenciária profissionalizada que persevera no estado.

A partir de agora é possível que tenhamos que assistir a um espetáculo cênico dos verdadeiros responsáveis pela tragédia na PCE, na tentativa de eximirem-se da culpa que realmente têm. Do governo esperamos, neste momento, menos desculpas e mais atenção aos trabalhadores penitenciários, dando-lhes mais condições de trabalho e assistência médica e psicológica para aqueles que penaram como reféns neste triste episódio.”
SINDARSPEN: Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná
Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Adriano Kotsan, com informações de Vinicius Boreki e Adriano Ribeiro

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dois presos fogem da Penitenciária de Londrina dentro de caminhão baú

Direção da unidade prisional se limitou a confirmar a fuga. Veículo é utilizado para levar matéria-prima e recolher copos, canudos e pratos descartáveis produzidos pelos detentos

Em uma ação ousada e planejada, dois detentos conseguiram fugir dentro de um caminhão da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), na última sexta-feira (11). Procurada, na manhã desta quarta-feira (16), a direção se limitou a confirmar a fuga e afirmou que todas as informações seriam repassadas pela Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Seju). A assessoria de imprensa da Seju disse que não iria se pronunciar sobre o caso.

Segundo o diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná em Londrina, Antonio Alves da Silva Filho, os presos conseguiram ludibriar a segurança e escaparam dentro de um caminhão baú, que leva matéria-prima e recolhe copos, canudos e pratos plásticos produzidos pelos detentos.

“Os presos produzem uma grande quantidade de material e o caminhão entra e sai lotado. Para fugir, eles tiveram o apoio de mais dois detentos, que retiraram uma placa de amianto do telhado que divide o setor de oficinas e pularam para o local onde os foragidos estavam trabalhando. Quando o caminhão vai sair, os presos são trancados e contados. Nesse momento, os dois comparsas ficaram entre os demais presos e a contagem deu a mesma da inicial. Com isso, o agente penitenciário não percebeu a fuga”, relatou.

O sindicalista, que já trabalhou na segurança do setor de produção de produtos plásticos, argumentou que é “muito difícil” fazer o controle de todo o material que entra e sai da PEL. Segundo ele, o caminhão sempre está com a sua capacidade máxima. “Já tinha alertado sobre essa situação e pedi providências, pois a carga é tão grande que é impossível entrar no caminhão. As caixas são colocadas até o teto, o que impede a visão do fundo do baú. Até falei que se colocassem dez armas nas caixas, elas entrariam com facilidade. Não dá para vistoria todas as caixas. A fuga mostra que nenhuma providência foi tomada”, disse. Fonte: Gazeta do Povo

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