Participe da comunidade do meu Blog

Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de março de 2013

Mãe se recusa a dar dinheiro para drogas e é morta pela própria filha na frente das netas


Foto: Antonio Nascimento/Banda B
Maria de Fatima foi encontrada morta ao lado da cama

Um crime chocou os moradores do Jardim Santa Monica, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, na madrugada desta sexta-feira (29). A funcionária do Hospital São Roque, Maria de Fatima Nunes Mendes, de 57 anos, foi espancada até a morte pela própria filha, de 22 anos, porque teria se recusado a dar dinheiro para ela comprar drogas.

Camila Nunes Mendes foi presa em flagrante e, segundo a polícia, confessou ter matado a mãe com a ajuda de dois amigos. As filhas de Camila, de 3 e 5 anos, presenciaram tudo. A mais velha contou à polícia que a mãe matou a avó.

“Chegamos ao local e encontramos uma cena dantesca, horrível mesmo. A vítima estava caída ao lado da cama e havia sangue por todo lado. Ela foi morta com golpes de martelo, pedaços de pau e cadeiras. Foi de impressionar tamanha a violência”, disse o Tenente Rommel, da Polícia Militar.

O crime aconteceu por volta das 5 horas na casa da vítima, localizada na rua Santo Antonio. A princípio, Camila contou uma história de que teria saído de casa por volta das 4 horas e, quando voltou encontrou a mãe morta. Depois, admitiu que ajudou a matar Maria de Fatima porque ela teria se recusado a dar o cartão do banco e a senha.

As filhas de Camila estavam bastante abaladas. Elas viram tudo e foram encaminhadas para casas de parentes. O cartão bancário de Maria de Fatima desapareceu. A polícia tenta agora encontrar os dois homens que teriam participado do assassinato.

Camila foi encaminhada para a Delegacia de Piraquara. Este foi o sexto assassinato ocorrido nas últimas 10 horas na Grande Curitiba. Fonte: Banda B, reportagem de Denise Mello e Antonio Nascimento

Leia mais >>

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Brasil apreende 360t de drogas em um ano e meio de plano de fronteiras

Plano de defesa de fronteiras, que inclui uma operação liderada pelas Forças Armadas e outra pela Polícia Federal, também permitiu desarticular 65 grupos criminosos e deter 20 mil pessoas 

As autoridades brasileiras apreenderam 60 toneladas de drogas, 2.200 armas e 20 toneladas de explosivos no primeiro ano e meio de seu plano de defesa de fronteiras, afirmou nesta segunda-feira a presidente Dilma Rousseff. 

O plano de defesa de fronteiras, que inclui uma operação liderada pelas Forças Armadas e outra pela Polícia Federal, também permitiu desarticular 65 grupos criminosos e deter 20 mil pessoas. Dilma lembrou que para executar este plano, o Brasil assinou acordos com Colômbia, Peru e Bolívia, países com os quais colabora em grande parte das operações. 

Além disso, Dilma afirmou que seu governo pretende "intensificar cada vez mais" a cooperação com seus vizinhos na área de inteligência e na repressão ao crime organizado. O reforço da vigilância das fronteiras começou em meados de 2011 com a Operação Ágata, que é executada pelas Forças Armadas em missões pontuais, e a Operação Sentinela, com a qual a Polícia Federal reforçou a vigilância diária.

Uma das grandes novidades destas duas operações foi o uso sistemático de aviões não tripulados para vigiar a atividade dos narcotraficantes e outras organizações criminosas. O Brasil possui quase 16 mil quilômetros de fronteira terrestre com dez países da região. Fonte: Gazeta do Povo via EFE

Leia mais >>

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Alckmin assina termo para internação involuntária de dependentes químicos

Governador rebateu críticas do secretário municipal de Direitos Humanos, para quem 'uso de força não resolve em nenhuma situação'

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou na tarde desta sexta-feira, 11, os termos de cooperação técnica com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) para apressar a internação de dependentes químicos, incluindo o encaminhamento de casos considerados graves para internação involuntária.

Durante a cerimônia, Alckmin rebateu as críticas do secretário municipal de Direitos Humanos, Rogério Sotilli, que disse nesta sexta que "o uso de força (no caso da internação compulsória) não resolve em nenhuma situação". O governador afirmou que a maioria das internações realizadas no ano passado foram voluntárias, mas que, para casos mais graves, a lei prevê a internação compulsória. Alckmin comparou ainda a "internação à força" com a autorização dada na quinta-feira, 10, pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), para que, se necessário, seja feita a retirada à força de moradores de áreas consideradas de risco devido às fortes chuvas que atingem a região paulistana, dizendo que ambas as determinações seguem o mesmo princípio.

O governador disse que o Estado possui a capacidade de realizar cerca de 5.500 internações ao ano. A secretária estadual da Justiça e Defesa da Cidadania, Eloisa Arruda, afirmou que não haverá participação da polícia na abordagem dos dependentes químicos. Esse trabalho, explicou a secretária, será realizado por outros agentes, como assistentes sociais e ex-dependentes. "Não haverá a participação da PM (Polícia Militar) para recolher as pessoas nas ruas. Se a pessoa estiver convulsionando, será chamada uma ambulância", disse.

O convênio, firmado nesta sexta, prevê a instalação de um anexo no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) com a presença de juiz, promotor e advogados, além do corpo médico, para determinar a necessidade de internação compulsória. De acordo com o presidente do TJ-SP, Ivan Sartori, a ação pode ter início já na próxima segunda-feira, 14. A reunião que irá regulamentar a presença do TJ no Cratod, no entanto, será realizada apenas na próxima quinta-feira, 17. "Trata-se de uma ação social, de cidadania e saúde. Não há lugar aqui para ideologia. Vamos agilizar a aplicação da lei 10.216 (que prevê a internação compulsória de dependentes)", afirmou Sartori. Fonte: Agência Estado, reportagem de Guilherme Waltenberg

Leia mais >>

sábado, 19 de novembro de 2011

Governo vai aumentar consultórios móveis para atendimento a usuários de drogas

Equipes irão até cracolândias e outros locais de concentração de dependentes químicos

O ministro da Saúde Alexandre Padilha disse neste sábado (19), em São Bernardo do Campo (SP), que o governo federal vem estudando um conjunto de ações envolvendo vários ministérios para lançar, em breve, um plano amplo de enfrentamento ao crack e outras drogas, que inclui o serviço de consultórios móveis – também chamados de consultórios de rua - especializados no primeiro atendimento aos usuários de drogas.

“Uma das estratégias são os consultórios nas ruas. Haverá profissionais [de saúde] em unidades móveis que irão para as ruas, sobretudo onde tem as cracolândias ou cenas de usos [de drogas], para fazer uma busca ativa nessas pessoas que são dependentes químicas, oferecendo tratamentos para elas”, disse o ministro, em entrevista à imprensa antes de discursar para trabalhadores e sindicalistas presentes ao 7º Congresso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Segundo Padilha, 80 consultórios de rua já estão atuando nos grandes centros do país, e a expectativa é de o programa ser levado para outras cidades. “Os consultórios nas ruas vão avaliar se a pessoa tem indicação de internação, se ela tem risco de vida. Sou absolutamente contra qualquer política de recolhimento compulsório. Isso não é feito pelo pessoal de saúde, mas por policiais que, as vezes, não estão preocupados sobre em qual lugar essa pessoa vai ficar. Temos a política de fazer uma busca ativa [por dependentes]. Em cada cidade, esse modelo estará adaptado à sua realidade”, disse.

O ministro declarou ainda que os consultórios de rua serão instalados em todas as cidades do ABC Paulista e também na capital. “Na conversa que tivemos com o prefeito [Gilberto] Kassab e com as secretarias municipal e estadual de saúde, acreditamos que houve interesse da prefeitura em apoiar a melhoria da rede de saúde, sobretudo as ações de sair em busca ativa, onde as pessoas estejam. O Ministério da Saúde quer ajudar o município a ter mais médicos, enfermeiros e profissionais nas ruas exatamente para que a primeira abordagem seja feita por profissionais de saúde”.

Segundo Padilha, a presidenta da República Dilma Rousseff tem exigido que esse novo plano de enfrentamento ao crack consista em uma ação conjunta, envolvendo os ministérios da Justiça, Educação e do Desenvolvimento Social, além da Saúde. “A presidenta tem exigido que esse plano tenha ações de vários ministérios. A presidenta Dilma, a ministra-chefe da Casa Civil [Gleisi Hoffmann] e o ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo] têm coordenado esse detalhamento do plano. Queremos um plano que não seja só um anúncio de ações, mas medidas acontecendo de imediato”, disse o ministro sem detalhar quando o plano será lançado.

Durante discurso, o ministro falou também da necessidade dos estados “apertarem a fiscalização” sobre a Lei Seca, proibindo que pessoas alcoolizadas dirijam. “Se bebeu, não pode dirigir. Os estados que apertaram a fiscalização, como é o caso do Rio de Janeiro, reduziram em quase 30% os acidentes de carro e de moto”, disse.

Ao final Padilha destacou a necessidade de discutir formas de financiar a saúde no país e sugeriu que esse debate seja feito junto com a reforma tributária. Fonte: Agência Brasil

Leia mais >>

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Censo mapeia drogas nas universidades

A Secretaria da Ciência, Tecno­­logia e Ensino Superior do Paraná deu início a um censo inédito sobre o uso de substâncias psicoativas nas universidades e faculdades estaduais. A etapa piloto do projeto foi realizada na última semana na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), em Curitiba. O objetivo é reunir informações que servirão de base para a elaboração de estratégias de combate ao uso drogas. Cerca de 100 mil pessoas vão participar da pesquisa, entre alunos, professores e agentes universitários.

A iniciativa da secretaria – sob a responsabilidade do Grupo de Trabalho para Enfrentamento ao Crack e outras Drogas – surgiu da constatação do crescente consumo de drogas lícitas e ilícitas, principalmente por jovens, e da inexistência de um estudo semelhante. Segundo a coordenadora geral do projeto, a técnica da Universidade Estadual do Oeste Michelle Sauer, a intenção é definir ações para minimizar as consequências do uso de drogas. Fonte: Gazeta do Povo

Leia mais >>

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cão que ajudou em apreensão recorde de cocaína está de licença médica

Foto: Divulgação/PF
Fundamental na operação que encontrou 530 quilos de cocaína nesse último fim de semana, no Porto de Suape, em Ipojuca, Grande Recife, o cão farejador Nauê, da Polícia Federal, está sob cuidados de um médico veterinário porque inalou grande quantidade de gesso - material onde a droga estava escondida.

Foi Nauê que identificou os trinta sacos com droga entre os 3.500 sacos de gesso vistoriados. A partir do trabalho dele, os policiais observaram características diferentes nos invólucros da droga.

O cachorro, da raça Pastor Alemão, recebeu licença médica por uma semana. De acordo com o superintendente da PF, Marlon Jeferson de Almeida, o cão não inalou a droga. "Nenhum de nossos animais tem contato com as drogas nas apreensões. Nauê inalou gesso, mas já está sob cuidados e, na próxima semana, deve estar de volta", esclareceu o gestor.

APREENSÃO - A carga de gesso com cocaína foi encontrada por Nauê durante uma operação conjunta da PF e Receita Federal dentro de um contêiner no Porto de Suape, Litoral Sul de Pernambuco. O destino do material seria a África. A apreensão foi a maior já realizada no Nordeste.

Nesta segunda-feira (10) pela manhã, a Polícia Federal e a Receita Federal anunciaram que vão ouvir todos os envolvidos no processo de exportação, para saber em que momento a droga foi colocada no carregamento. Fonte:Notícias Uol

Leia mais >>

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Profissionais da rede de assistência social debatem políticas sobre drogas

Profissionais se reúnem no III Seminário de Educação para a Paz e Segurança para a Vida e da II Capacitação da Diretoria de Programas Sobre Drogas - Foto: Assessoria de Comunicação/PMM

Para debater políticas públicas no combate e na prevenção do uso de drogas, mais de 300 profissionais que atuam no setor se reúnem nesta quinta (25) e sexta-feira (26) para participar do III Seminário de Educação para a Paz e Segurança para a Vida e da II Capacitação da Diretoria de Programas Sobre Drogas, no Plenário da Câmara Municipal.

No ano passado, 6.756 pessoas foram atendidas na estrutura municipal de tratamento ao consumo abusivo de álcool e drogas. O acompanhamento é feito a pacientes do CapsAD, Hospital Municipal, Hospital Psiquiátrico e em 7 comunidades terapêuticas. Do total de atendimentos registrados, 6.108 são homens e 648 são mulheres. O equivalente a 63%, apresentaram vício em crack e os outros 37% mostraram ter problemas com o consumo excessivo de álcool.

Para articular as ações e consolidar um trabalho de coalisão entre a Prefeitura de Maringá, conselhos e entidades assistenciais, a Sasc organizou as atividades em parceria com a Secretaria de Educação, com apoio de Programa de Prevenção e Tratamento do Dependente Químico – Provent/UEM.

Participaram da abertura do evento, na manhã desta quinta-feira (25), o prefeito Silvio Barros, os secretários de Assistência Social e Cidadania, Ulisses Maia, de Educação, Edith Dias, de Planejamento, Walter Progiante, de Meio Ambiente e de Saneamento, Leopoldo Fiewski, a presidente do Provopar de Maringá, Bernadete Barros, a vereadora Márcia Socreppa, o diretor da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), Luciano Brito, a chefe do Núcleo Regional de Educação, Maria Inês Teixeira Barbosa, o coordenador da Patrulha Escolar, sargento Afonso e o diretor de Defesa Social, Paulo Mantovani.

O prefeito Silvio Barros parabenizou o secretário da pasta, Ulisses Maia, pelo trabalho conjunto que vem sendo desenvolvido no combate ao uso de drogas. “Além do cuidado no tratamento de dependentes químicos, temos uma preocupação muito grande em trabalhar pela prevenção, com ações de orientação e conscientização para evitar que mais pessoas entrem no mundo das drogas. A felicidade é um dos mais poderosos antídotos contra o envolvimento com as drogas. Muitas vezes ficamos combatendo as consequências, mas o essencial é manter estratégias de prevenção”, afirmou, destacando a importância de contar com o elemento espiritual no combate às drogas.

O secretário de Assistência Social e Cidadania, Ulisses Maia, citou dados de uma das comunidades terapêuticas de Maringá para mostrar que está aumentando a incidência de crianças envolvidas com drogas. “Em uma dessas comunidades que atende menores de 19 anos, há registros de que todos os pacientes começaram a ter problemas com drogas antes dos 8 anos de idade. Os números também demonstram um aumento de 110% no consumo de drogas do primeiro quadrimestre do ano passado em comparação com o memso período deste ano. Estamos conscientes desse problema e agindo para combater o uso de drogas. As secretarias municipais estão mobilizadas para um trabalho de coalisão e a Sasc está a frente com a Diretoria de Programas Sobre Drogas para atuar no combate, na prevenção e no tratamento”, ressaltou, contando que o trabalho envolve principalmente as secretarias de Educação, Saúde, Cultura e Esportes, além dos conselhos e das entidades assistenciais.

Segundo o diretor de Programas Sobre Drogas da Sasc, Vanderlei de Almeida Cesar, combater o uso de drogas é uma das prioridades da Prefeitura de Maringá. “Primeiramente agimos constituindo políticas públicas na educação, saúde, ação social, esporte, cultura, lazer, infraestrutura urbana, capacitação e geração de empregos. Outra frente de trabalho se concentra na conscientização e prevenção de jovens adolescentes, crianças e famílias sobre efeito das drogas”, finaliza.

Dando sequência à programação, nesta quinta-feira (25), às 16 horas, está programada uma ação durante a sessão da Câmara Municipal, em que os participantes estão convidados a defender a campanha contra a legalização da maconha, “Maconha Não”. Na sexta-feira (26) o seminário prossegue com palestras da psicóloga Marisa Lobo. Fonte: Agência de Notícias PMM

Leia mais >>

sábado, 20 de agosto de 2011

Convite - Palestra "Drogas, um mal que nos atinge" (Prevenção e enfrentamento)

Prezados leitores, convido a todos para a

Palestra "Drogas, um mal que nos atinge" (Prevenção e enfrentamento), que ocorrerá nesta quarta-feira (24) às 19 horas e 30 minutos, no templo central da Igreja Assembleia de Deus de Maringá, numa promoção da Associação Educacional e Assistencial "Oásis do Amor". A palestra será proferida pela Drª Marisa Lobo, Psicóloga, especialista em Dependência Química, palestrante em cursos de formação por todo o Brasil e exterior, autora de vários livros, abixo um pouco mais sobre a palestrante.

A palestra é aberta a toda comunidade e é gratuita, venha e traga os seus amigos.

Público alvo: pastores, líderes comunitários, pais, estudantes de teologia e cursos da área da sáude, teólogos, psicólogos, assistentes sociais, médicos, professores e a todos que de alguma forma desejam entender um pouco mais sobre as drogas, a prevenção aos uso e o tratamento.

A PALESTRANTE
Marisa Lobo é uma Psicóloga Clínica, formada em 1996, pela universidade Tuiuti do Paraná. Pós graduada em saúde mental, especialista em sexualidade humana, dependência química, cursos de entrevista motivacional, psicossomática, psicodiagnóstico, psicoterapia breve, arte terapia, bibliodrama aconselhamento Pastoral e Teologia.

Estagiou, a convite do Governo dos Estados Unidos, na Mont Sinai Hospital, em New York, na Divisão Internacional de Atenção Primária a Saúde. Ministra cursos e palestras e possui experiência de mais de 13 anos em clinica e dependência química.

Realizou estudos sobre depressão infantil, violência e abuso sexual na infância, depressão, síndrome da adolescência e todos os tipos de compulsão, vícios e suas conseqüências

Marisa Lobo e seu esposo Jofran freqüentam a Igreja Batista do Bacacheri de Curitiba.

Ela é idealizadora e coordena o curso de Dependência Química: Tratamento, diagnóstico e prevenção – Restituição sem internação, que está sendo realizado este ano de 2011 no seminário Rogate de Curitiba, em parceria com o Delegado Federal hoje Deputado Federal Fernando Francischini promove palestras e treinamentos de prevenção para professores, igrejas e comunidades (bullyng, violência, abuso sexual infantil, drogas).

É casada com Jofran Rodrigo Ferreira Alves, e têm dois filhos, Araré Neto e Anna Carolina.

Livros já Publicados:

COMO FAZER DE SEU FILHO UMA CRIANÇA FELIZ, pela editora Arte Editorial, com prefácio do Dr. Silmar Coelho.

POR QUE AS PESSOAS MENTEM, pela editora Arte Editorial, Prefácio do Pr. Jabes de Alencar.

PSICOPATAS DA FÉ pela Editora Fôlego, com prefácio do Senador Magno Malta.

Atualmente está em fase final dos seguintes livros

"ENTREVISTA MOTIVACIONAL UMA ABORDAGEM CRISTÃ."

"PERDOAR PORQUE SE EU SOU A AFENDIDA" -

"AUTO SUGESTÃO DIVINA"

"MECANISMO DE DEFESA DA IGREJA CRISTÃ"

Leia mais >>

terça-feira, 26 de julho de 2011

Crack muda aparência de procurados pela polícia do Rio

A destruição causada pelo crack, marcada no rosto dos usuários. A Polícia do Rio de Janeiro divulgou fotos que mostram presos antes e depois de fazerem uso frequente da droga.

Leia mais >>

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A ciência adverte: fumar maconha emburrece

MACONHA: A PESQUISA E A REJEIÇÃO NOS EUA

Um recente estudo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) acaba de ratificar o que já havia sido objeto de pesquisa em outros países: o hábito de fumar maconha frequentemente, mesmo que em pouca quantidade, pode danificar seriamente a área do cérebro responsável pela memória. Por sua vez, na semana passada, a chamada "corrente progressista" -são cerca de 190 milhões de usuários no mundo segundo a ONU- que luta pela legalização do cultivo, venda e consumo da maconha, acaba de sofrer um duro golpe. Nos EUA, a Califórnia, primeiro estado a oficializar o uso medicinal da cannabis em 1996, rejeitou, em referendo popular, tal proposta. Mesmo para uso medicinal o uso da maconha foi ainda rejeitado, pela corrente de conservadores, nos estados de Oregon e Dakota do Sul. Medida de bom senso contra uma droga, com seu componente psicoativo ( tetrahidrocannabinol-THC), cada vez mais potente hoje- vide a maconha hidropônica- que nada tem de tão recreativo assim.

Uma opinião, das mais importantes, já citada inclusive em artigo do jornalista Jorge Antônio Barros de 'O GLOBO', que coloca em xeque o pressuposto de que a maconha é uma droga inofensiva, parte da diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas( EUA), a mexicana Nora Volkow, ao afirmar: "Há quem veja a maconha como uma droga inofensiva.Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes. Estudos feitos em animais mostraram que, expostos ao componente ativo (THC) há intereferências sob controle do apetite, memória e humor. Isso, causa desde aumento da ansiedade, até a perda de memória e depressão. Claro que há pessoas- prossegue a estudiosa afirmando- que fumam maconha diariamente por toda vida sem que sofram consequências negativas, assim como há quem fume cigarros até os 100 anos de idade e não desenvolva câncer de pulmão. Mas até agora não temos como saber quem é tolerante á droga e quem não é. Então a maconha é sim perigosa", afirmou a psiquiatra que conduziu, na década de 80, estudos comprovando que a cocaína causa dependência química, além de graves danos ao cérebro.

Acrescente-se a constatação de alguns estudiosos sobre o uso da cannabis, em nosso país, como a professora de psiquiatria Maria Teresa Costa de Aquino, da FCM / UERJ, diretora do NEPAD ( Núcleo em Atençao ao Uso Indevido de Drogas), no Rio, que afirma que a maconha pode causar síndrome amotivacional, um estado letárgico de falta de motivação para o trabalho, estudo, atividades físicas e outras tarefas do dia a dia. "A maconha de que falamos hoje não é a mesma de 20 ou 30 anos atrás.A percentagem de substância alucinógena é bem maior", diz a estudiosa.

Outros estudiosos afirmam que a maconha, em uso cont[inuo, pode levar os dependentes a um estado agressivo exacerbado e dar causa a episódios psicóticos. Não custa lembrar que no ano passado em São Paulo, o jovem Carlos Eduardo Sandfeld Nunes, de 24 anos, assassino confesso do famoso cartunista Glauco Villas Boas e do seu filho Raoni, encontrava-se, segundo o exame toxicológico, realizado após o bárbaro crime, sob o efeito de maconha. Cadu, como era chamado o homicida,não estudava, não trabalhava, fumava cannabis desde os 15 anos e passou a traficar a droga há algum tempo para sustentar o vício, apresentando ainda surtos psicóticos (alucinações e delírios).

John McGrath, do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, numa pesquisa que relaciona psicose ao uso contínuo da maconha, estudou mais de 3.800 homens e mulheres nascidos enttre entre 1981 e 1984 e comparou seus comportamentos, após completarem 21 anos de idade, para perguntar-lhes ( todos já eram pacientes) sobre o uso da maconha em suas vidas, avaliando os entrevistados para episódios psíquicos. Cerca de 18% relataram uso de maconha por três ou mais anos, outros 16% por de quatro a cinco anos e 14% durante seis ou mais anos. Ressalte-se que Cadu, o duplo homicida, fumava maconha há mais de nove anos. A pesquisa de McGrath concluiu que os que tinham seis ou mais anos de uso da droga tinham duas vezes mais chances de desenvolver psicose não afetiva, como esquizofrenia. O estudo foi publicado na revista de psiquiatria " Archives of General Psychiatry".

Assim sendo, ainda que conclusões científicas precisem ser relativizadas, mormente quanto a um tema tão polêmico- cada caso é um caso- não se pode desconsiderar tais estudos e depoimentos. Chega agora a notícia de que o uso prolongado do álcool -droga lícita- causa talvez mais danos do que o crack e a heroína. Outra notícia, muito lamentável, que mostra que a questão da droga não poupa gregos nem troianos, envolve o recente falecimento do surfista Andy Irons (32 anos), três vezes campeão do mundo em sua especilidade esportiva, assinala que o famoso atleta, que já tivera envolvimento com drogas, encontrava-se em processo de recuperação da dependência. Andy havia contráido dengue recentemente, O exame toxicológico, em razão do uso de diferentes medicamentos, revelará a causa-mortis.

A realidade é que o "não" da maioria dos californianos à proposta de legalização da maconha foi medida de bom senso. Já nos bastam os males causados em todo mundo pelo alcoolismo e o tabagismo. Drogas não agregam valores sociais positivos. Há outros prazeres prara os jovens, na vida, sem que necessitem da busca ( falsa) do "mundo colorido" através de estados alterados de consciência. O bom senso determina a proteção de nossas futuras gerações no posicionamento contrário à descriminalização de drogas. Aos pais e responsáveis fica o alerta de que, neste caso, o preço da felicidade é a eterna vigilância de seu filhos. A maconha é uma perigosa porta aberta para o caminho da destruição. Fonte: O Globo, reportagme de Milton Corrêa da Costa, especial para o blog Repórter de Crime. Milton Corrêa da Costa é Coronel da PM do Rio na reserva

Leia mais >>

sábado, 28 de maio de 2011

Aluno leva maconha para sala em aula sobre drogas

Pai de estudante acusa professora de ter encorajado classe a manipular o entorpecente. Secretaria de Educação abre sindicância

Um trabalho em sala de aula sobre maconha virou tema de sindicância e investigação policial ontem, em Curitiba. Durante uma apresentação na disciplina de Artes, na 8.ª série do Colégio Estadual Nossa Senhora de Fátima, no bairro Tarumã, um estudante teria levado a droga e mostrado aos demais alunos. A professora que acompanhava o grupo, ao invés de recriminar o rapaz, teria o encorajado a prosseguir a apresentação.

A direção da escola se reuniu ontem à tarde com representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seed) e da Patrulha Escolar da Polícia Militar depois que um pai entrou em contato para denunciar o caso, que teria ocorrido quinta-feira de manhã. O pai de uma aluna da turma, que preferiu não se identificar, informou à Gazeta do Povo que o estudante teria mostrado até como embalar a droga para o fumo e defendido que a maconha não é nociva à saúde. “É uma coisa que choca a gente. O professor devia pelo menos ter avisado uma autoridade. A minha preocupação é: como um aluno mostra maconha dentro da sala de aula?”, afirma.
A direção da escola alega que ainda não é possível afirmar com certeza se o rapaz realmente levou o entorpecente para a apresentação. Em nota oficial enviada à Gazeta, porém, a Seed confirma que a droga foi mostrada aos alunos e que uma investigação será feita em conjunto com a Polícia Civil, Patrulha Escolar, Conselho Tutelar e Ministério Público Estadual para identificar a origem da maconha.

Afastamento

A Secretaria da Educação informou que a professora que ministrava a aula foi afastada e que abrirá uma sindicância para investigar a atitude da docente. Na nota enviada à Gazeta, a Seed relata que a sindicância “poderá inclusive culminar na exoneração dela do quadro próprio do magistério da rede estadual de ensino”. O nome da professora não foi informado.

A diretora do colégio, Fátima Iara Godoi, relata que os professores costumam tratar o tema drogas em sala de aula, mas tendo como base a prevenção, por meio de parcerias com a Patrulha Escolar. Ela confirma que o assunto foi debatido com os alunos na quinta-feira de manhã, mas não sabe quais métodos a professora utilizou. Uma reunião na escola com pais, alunos e equipe pedagógica foi convocada para a próxima segunda-feira de manhã e contará com presença da Patrulha Escolar.

Prevenção

Para o tenente-coronel Douglas Dabul, comandante da Patrulha Escolar Comunitária, falar sobre drogas em sala de aula ainda é visto como algo “polêmico” por muitos pais. Para ele, isso reforça a necessidade do tema ser apresentado de forma clara por educadores e integrantes da própria patrulha, que costumam dar palestras em escolas do estado.

Dabul defende, porém, que ainda é cedo para julgar a atitude da professora. Segundo ele, somente depois da reunião com os pais e alunos, na segunda-feira, poderá ser elucidado de que forma o assunto foi tratado. O comandante, assim como a diretora da escola, não confirma se o que o aluno levou para a apresentação era mesmo maconha. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Rafael Waltrick

Leia mais >>

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Agente penitenciário é preso, acusado de ligação com o PCC

Ele foi detido na “Operação Liberdade”, desencadeada em Curitiba

A “Operação Liberdade” contra o tráfico de drogas, desencadeada em Curitiba nesta quinta-feira (5) e sexta-feira (6) também foi responsável pela prisão de um agente penitenciário lotado na Colônia Penal Agrícola (CPA). O agente César Roberto Pugliesi foi detido com base em escutas telefônicas que apontam um suposto envolvimento com um presidiário ligado grupo criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital). As informações são da Rádio Banda B.

Pugliesi foi acusado de fornecer favores aos detentos a pedido deste criminoso, conhecido como "Gigante". Segundo informações de fontes ligadas a Polícia Civil, o agente estaria mantendo um relacionamento com a filha deste preso do PCC. Na casa de Pugliesi foram apreendidas armas, drogas e celulares, que de acordo com a investigação seriam repassados aos detentos.

As ações policiais foram concentradas nesta quinta-feira culminando no fechamento de várias investigações contra o tráfico de drogas. As vistorias aconteceram em hotéis na Travessa da Lapa, na Rua Tibagi, na Avenida Marechal Floriano, Visconde de Guarapuava, entre outras localidades na região central da capital.

O saldo da ação que envolveu cerca de 400 policiais civis e militares, foi a apreensão de 200 mil pedras de crack, além de outras drogas, e 40 pessoas presas. Entre os presos estaria um Policial Militar que já havia sido preso anteriormente durante a Operação Tentáculos que foi desencadeada pela Polícia Federal em 2005. A esposa deste PM também estaria entre os detidos.Fonte: Bem Paraná

Leia mais >>

quarta-feira, 23 de março de 2011

Polícia de Maringá cria grupo para combater pequenos traficantes

Nas seis ações realizadas até agora, 35 quilos de drogas foram apreendidos, seis pessoas foram presas e um adolescente, apreendido. Delegacia quer ter, também, Grupo de Diligências Especiais (GDE)

O Grupo Antitóxicos da 9ª Subdivisão de Polícia apreendeu 35 quilos de drogas, prendeu seis pessoas e apreendeu um adolescente nas seis primeiras ações desencadeadas desde sua fundação, no fim de janeiro deste ano. O grupo foi criado para desmantelar pequenos esquemas de tráfico, pois, segundo o delegado-chefe, Osnildo Lemes, o crime é um dos principais problemas enfrentados em Maringá.

Por questões estratégias, a polícia não informa o número de pessoas que integram o grupo. A identidade delas também é preservada.
A maior quantia de droga foi apreendida no dia 15 de fevereiro, quando 25 quilos de maconha foram apreendidos. “Os policiais que integram esse grupo levantam possíveis casos e realizam o monitoramento de suspeitos de envolvimento”, informou. “Nem sempre a investigação termina em prisão, mas muitas vezes funciona, fazendo com que pensemos até em ampliar o grupo.”

O adolescente apreendido chamou a atenção no dia 16, porque foi flagrado por policiais com pequena quantidade de drogas, uma submetralhadora de produção artesanal e vários cartuchos de munição, poucas horas depois de ter confessado a autoria de um homicídio na cidade. Ele permanece na delegacia, provisoriamente, aguardando decisão judicial. Os outros seis presos continuam presos também.

O aumento do grupo depende da contratação de mais policiais pelo estado. Maringá recebeu dois novos escrivães na semana passada, mas o delegado espera por mais. “O governo anunciou que, até o fim do ano, contratará mais 600 policiais e esperamos que alguns deles venham para cá [Maringá]”, disse. “Isto vai ajudar ainda mais a combater o tráfico, que é grave na cidade, relacionando-se, inclusive, com outros crimes. Fonte: Gazeta Maringá, reportagem de Thiago Ramari

Leia mais >>

quinta-feira, 10 de março de 2011

Os jovens e as drogas lícitas

Não se trata nem de inversão de valores o que vemos na campanha publicitária de uma cerveja que tem como garota propaganda a cantora Sandy, na minha opinião se trata mesmo é de ausência de valores, se atentarmos para o que siginifica a palavra devassa: que é uma pessoa depravada, dissoluta, libertina, licenciosa, podemos concluir dessa forma.

O pior é que na semana em que se comemora o dia internacional da mulher, a nossa sociedade ou pelo menos a grande parte dela não repudia esta campanha de mau gosto, mas deixemos o enfoque moral para um outro dia e vamos a questão da relação das drogas e os jovens.

O que me chama atenção é que no Brasil ainda se permite que tais campanhas sejam veiculadas na mídia, é sabido que o álcool é a porta de entrada para outras drogas e a droga que mais faz vítimas e é a mais consumida pelos jovens no Brasil.

Sabemos também que o Brasil infelizmente está em primeiro lugar no mundo como o maior consumidor de destilados de cachaça e o quinto maior produtor de cerveja. O álcool é a droga preferida dos brasileiros (68,7% do total).

A Polícia Rodoviária Federal registrou 213 mortes neste ano apenas nas rodovias federais e pesquisas mostram que o álcool está relacionado a 50% das mortes por acidentes de carro, 50% dos homicídios e 25% dos suicídios.

A Universidade Federal de São Paulo, em pesquisa recente com jovens com idade entre 11 a 21 anos apontou que 62,2% dos jovens que participaram da pesquisa, ingerem bebidas alcoólicas.

Uma advertência pequena como a que vemos nas propagandas, "beba com moderação", não tem nenhuma eficácia para diminuir a influência que a publicidade tem sobre os jovens, adolescentes e até crianças.

Os fabricantes de bebida alcoólica, agências de publicidade e seus protagonistas só pensam nos lucros, e o maior valor é o financeiro mesmo, a saúde pública é relegada a último plano, mesmo que a altos custos para o Sistema Único de Saúde e para as famílias brasileiras.

Vejamos o que as pesquisas do próprio Ministério da Saúde revelam em relação ao consumo de bebidas alcoólicas pelas mulheres.

Pesquisas realizadas pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde revelou o crescente consumo de alcool pelas mulheres: em 2006 a ingestão de bebida alcoólica pelo sexo feminino foi de 8,1%, em 2007 foi de 9,3 e em 2008 foi de 10,5%.

O objetivo da campanha é este mesmo aumentar o número de consumidores e depois que as famílias corram atrás do prejuízo.

Leia mais >>

terça-feira, 8 de março de 2011

Capturados no México dois supostos chefes narcotraficantes

A polícia mexicana capturou em operações distintas um suposto chefe do Cartel Independente de Acapulco e outro de Los Zetas, que confessou a existência de um acordo de não agressão entre grupos de narcotraficantes, informou o ministério da Segurança Pública na segunda-feira (7).

Policiais federais detiveram ontem Marcos Carmona, conhecido como "El Cabrito", "chefe no estado de Oaxaca da organização criminosa de Los Zetas", reportou a Secretaria (ministério) de Segurança Pública (SSP) em um comunicado.

Carmona era há dois anos o responsável por extorquir e vender drogas e pirataria no empobrecido Oaxaca (sul) para o Los Zetas, um grupo liderado por ex-militares de elite, afirmou.

Segundo a SSP, Carmona declarou que Los Zetas "mantêm um acordo de não agressão e colaboração" com os cartéis de Juárez, Tijuana e dos irmãos Beltrán Leyva.
Marcos Carmona, conhecido como "El Cabrito", é escoltado por policiais mexicanos após prisão. Foto:Sashenka Gutiérrez/Efe

Estes quatro cartéis estão entre os sete principais do México que, em suas disputas, cometeram a maioria dos mais de 34.600 assassinatos realizados desde o início da ofensiva militar antidrogas, em dezembro de 2006, segundo o governo.

Em outro comunicado, a SSP também divulgou nesta segunda-feira a captura de "Benjamín Flores Reyes, conhecido como "El Padrino", considerado um dos principais líderes do Cartel Independente de Acapulco.

"El Padrino", capturado em Acapulco (sul), é acusado junto a cinco homens e uma mulher de sequestros e assassinatos contra membros de grupos rivais no âmbito da onda de violência que ocorre nesta região turística. Fonte: France Presse

Leia mais >>

quinta-feira, 3 de março de 2011

Preso é jurado pelo PCC

Aproveitando uma licença de cinco dias, concedida para visitar familiares em Maringá, o presidiário Luiz Eugênio de Castro, 44 anos, compareceu na tarde de ontem no plantão da 9ª Subdivisão Policial (SDP) para denunciar supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que o estariam ameaçando morte na Colônia Penal Agrícola (CPA), em Piraquara, onde cumpre o restante de uma pena de seis anos de reclusão por tráfico de drogas. "Pra lá eu não volto. Se voltar, vou ser morto. Cansei da vida de crime. Quero parar, mas eles (PCC) não deixam", disse ele.

A denúncia foi feita meia hora antes do vencimento da licença concedida pela CPA a Castro. Ele deveria se apresentar às 16h de ontem à direção da unidade prisional e, caso não chegasse no horário determinado, passaria a ser considerado evadido.

Castro já devia ter voltado ao CPA
Na explicação dada à Polícia Civil de Maringá, Castro contou que seus problemas no presídio começaram no ano de 2001, quando cumpriu sua primeira pena na CPA. "A direção da unidade me escolheu para fazer serviços de faxina e os presos passaram a me acusar de ser ‘cagueta’ (alcaguete, informante)", disse ele.

No entanto, em entrevista a O Diário, Castro foi mais além e contou que seus problemas aumentaram depois que integrantes do PCC passaram a assediá-lo para que montasse um ponto de venda de drogas em Maringá.

"Expliquei a eles que não quero mais viver na vida do crime, mas eles não aceitam. O recado deles é curto: ou trabalha para o PCC ou cai no ‘verde’ (foge para o mato). Caso contrário, serei morto assim que receber meu alvará de soltura", afirmou, ressaltando que as pressões chegaram a tal ponto que os membros do PCC o proíbem até mesmo de se alimentar.

"Tomam a minha comida todos os dias. Se quiser comer, tenho que pegar a minha marmita e me esconder no meio do mato".

Ajuda

Cansado das ameaças, Castro disse que decidiu não retornar para a CPA, mesmo estando com a passagem comprada.

"Procurei a Vara de Execuções Penais (VEP) e contei meu drama. Me orientaram a procurar a delegacia e registrar um boletim de ocorrência. É o que estou fazendo, até mesmo para provar que não tenho o interesse de fugir. Quero cumprir o restante da minha pena aqui, em Maringá", concluiu ele.

O discurso não comoveu o delegado-adjunto Nilson Rodrigues da Silva, que aconselhou o presidiário a se apresentar a CPA, mesmo em atraso.

"Ele não pode contrariar uma decisão judicial que estabeleceu o local para o cumprimento da pena em regime semi-aberto. Essa questão de ameaças e de não querer retornar a CPA deve ser discutida pelo advogado dele junto à Justiça", explicou Rodrigues. Fonte: O Diário, reportagem de Roberto Silva

Leia mais >>

domingo, 30 de janeiro de 2011

Paraguaio é preso depois de ter ingerido 70 cápsulas de cocaína

Ele foi acusado de tráfico internacional de entorpecentes e encaminhado para um hospital

A Polícia Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do estado, prendeu um paraguaio que havia ingerido 70 cápsulas de cocaína para levá-las até a Espanha, no último domingo (30). O paraguaio, de 35 anos, foi acusado de cometer tráfico internacional de drogas.

Por volta das 17h, os agentes desconfiaram do paraguaio que, supostamente, faria uma viagem de turismo com destino à Roma, na Itália. Ele foi chamado para uma entrevista e apresentou nervosismo excessivo. Não foram encontrados indícios de drogas em sua bagagem, mas ele confessou que havia ingerido cerca de 70 cápsulas de cocaína, que seria levada para Madri, na Espanha.

O paraguaio foi preso em flagrante e levado para o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, onde receberá medicação para expelir as cápsulas. Fonte: Gazeta do Povo

Leia mais >>

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um em cada quatro estudantes já experimentou droga, aponta estudo

De 2004 a 2010, percentual dos que usaram drogas foi de 22,6% para 24,2%. Pesquisa mapeou uso de entorpecentes entre alunos do DF e de 26 capitais

Levantamento divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) mostra um crescimento no número de estudantes que já utilizaram drogas em algum momento da vida.

Realizada com alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas das 26 capitais e do Distrito Federal, a pesquisa mapeou a evolução do consumo de entorpecentes entre 2004 e 2010.

De acordo com o levantamento, a parcela de estudantes que admitiu ter utilizado algum tipo de droga ilícita "como maconha, cocaína, crack, anfetamínicos, anseolíticos e solventes", em 2004, era de 22,6%. Em 2010, esse número subiu para 24,2%.

O consumo de crack permaneceu estável nesse período: 0,7%. Já o consumo de cocaína entre os estudantes aumentou de 2% para 2,8%

Considerada uma das drogas mais populares, a maconha também teve o percentual de usuários praticamente inalterado nos últimos anos, caindo de 5,9% para 5,8% o percentual de estudantes que admitiam ter utilizado pelo menos uma vez na vida a droga. Fonte: G1/Globo.com

Leia mais >>

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Drogas na vagina e fraudes na Saúde

“Há anos vejo mulheres sendo presas por tráfico de drogas ao visitar maridos e namorados nas cadeias. Quase sempre são jovens com pouca escolaridade, mães de mais de um filho, moradoras da periferia das cidades, apaixonadas por bandidos que nunca mais se lembrarão delas quando estiverem atrás das grades. Essas moças geralmente são surpreendidas pelas funcionárias ao passar pela revista, em dia de visita, tentando levar cocaína ou maconha escondida em sacos plásticos introduzidos na vagina.

“Encaminhadas à delegacia, são autuadas em flagrante e trancadas. Não voltam mais para casa; os filhos ficarão sob os cuidados sabe lá Deus de quem. Meses mais tarde, serão condenadas a cumprir penas que podem chegar a quatro ou cinco anos. As novatas entrarão em contato com criminosas de carreira e aprenderão a obedecer a leis impostas pelas quadrilhas que dominam os presídios paulistas; as mais experientes farão pós-graduação no mundo do crime.

“Primárias e reincidentes, quando libertadas, estarão na mesma condição: ex-presidiárias sem dinheiro nem emprego, com filhos para acabar de criar e com a folha de antecedentes marcada. Dos anos no cárcere, carregarão as cicatrizes do aprisionamento e as ligações com as parceiras de infortúnio. Voltar a delinqüir é a saída natural.

“Sem a pretensão de analisar o rigor das leis contra o tráfico, muito menos a de defender quem as infringe, confesso que no caso dessas moças fico confuso. Quantos gramas de maconha cabem na vagina de uma mulher? Essa quantidade apreendida é relevante no combate ao tráfico? Será que uma simples medida administrativa, como cassar definitivamente o direito de visitar qualquer presidiário, não seria castigo suficiente para essas contraventoras e não reduziria a superpopulação nas cadeias femininas?

“Semana passada, a Operação Parasitas, da Polícia de São Paulo, prendeu cinco acusados de comandar uma quadrilha que fraudou centenas de licitações nos principais hospitais públicos da cidade, além de outros no interior do Estado, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. O golpe era o de sempre: empresários subornam funcionários públicos para ganhar licitações superfaturadas, realizar vendas de artigos desnecessários e entregar produtos de qualidade inferior à estipulada nos contratos (ou nem entregá-los).

“Os policiais encontraram compras efetuadas a preços 400% mais altos do que os encontrados no mercado, cateteres contrabandeados da China vendidos como material de primeira e até fraudes em leilões eletrônicos, com provável participação de pregoeiros e de funcionários dos hospitais.

“No período de dois anos, o volume dos negócios teria chegado a R$ 100 milhões. A lavagem do dinheiro era feita em offshores abertas no exterior em nome de pessoas humildes, como sempre.

“Por meio de doações a campanhas políticas, os chefes exerciam influência nos municípios em que atuavam. Num deles, chegaram a "comprar" o cargo de secretário da Saúde por R$ 200 mil, doados ao caixa de campanha de um candidato a prefeito nas últimas eleições.

“O que mais me chamou a atenção, entretanto, foi o fato de que algumas das empresas investigadas e alguns dos suspeitos estavam envolvidos em outras falcatruas perpetradas contra o sistema de saúde: a máfia dos sanguessugas e as fraudes do antigo PAS da Prefeitura de São Paulo. Outros, ainda, haviam sido investigados pela CPI do Banestado e pela Operação Farol da Colina, da Polícia Federal.

“Quer dizer, esses senhores não haviam apenas escapado da cadeia como suas empresas tinham toda liberdade para negociar com hospitais públicos e secretarias de Saúde.

“Os escândalos que se repetem em ciclos na área da Saúde desde que me conheço por gente são frutos da impunidade. Quem rouba dinheiro destinado ao tratamento de doentes pobres deveria responder por crime hediondo e cumprir pena em regime fechado, sem nenhuma regalia, naquelas celas de CDP com mais de vinte ladrões.

“Não sou ingênuo, leitor, sei que os acusados estarão na rua em uma semana. No Brasil, cadeia foi feita exclusivamente para bandido pobre.

“Apesar disso, tomo a liberdade de fazer uma sugestão: por que não condenar esses parasitas, predadores da pior espécie, a quatro ou cinco anos, como é feito com as moças presas nas portas dos presídios?

“É pouco, dirá você. Também acho, mas é melhor do que nada.”

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 8/11/2008, Dr Dráuzio Varela

Leia mais >>

domingo, 18 de julho de 2010

Pedras de fabricação própria

Narcotraficantes brasileiros absorvem conhecimento e começam a processar matéria-prima vinda da Bolívia, do Peru e da Colômbia

letraOs narcotraficantes brasileiros estão se tornando empreendedores num ramo em que até então figuravam apenas como atravessadores. A expansão dos negócios, com uma carteira de clientes que só cresce, levou-os a investir no processamento da matéria-prima vinda da Bolívia, da Colômbia e do Peru. Até há pouco, apenas importavam o pro­­­duto já pronto, em pó ou pedra. A prática levou-os a perceber que o lu­­­cro é maior quando se importa a pasta-base de coca para eles próprios fazê-la render. Homens de visão, puseram o país num novo status e agora suas pedras levam o selo Made in Brazil.

A razão dessa tendência está, como em qualquer ramo, no custo-benefício. Um quilo de pasta-base rende entre 12 e 15 mil pedras de crack. Levar um quilo dela é mais fácil do que carregar um saco de pedras. Os números são elucidativos. O volume de pasta apreendida em 2009 no Brasil cresceu mais de três vezes em relação ao ano anterior. Saltou de 412 quilos para 1,4 tonelada. Já neste ano, o Narcodenúncia mostra aumento de 60% na apreensão dessa matéria-prima no Paraná. Desde 2003 foram confiscados 24,5 quilos por ano, em média. Mas só no último semestre a quantidade já chega a 32 quilos.

As polícias conseguem retirar de circulação apenas uma parte do que chega ao consumidor final. Ainda assim, os dados oficiais são preocupantes porque revelam a fabricação do pó e da pedra em território nacional, tendência confirmada com a descoberta de 11 laboratórios de refino no país entre março e maio deste ano, segundo a Agência Brasil. Um deles funcionava na Cidade Industrial de Curitiba. Nessa semana, a polícia do Paraná prendeu em Santa Catarina e em São Paulo dois dos maiores traficantes de Curitiba. Um deles mantinha um laboratório de refino de pó e pedra na capital paulista.

Os números podem ser ainda maiores se considerado que nem toda pasta-base apreendida é identificada como tal e acaba sendo registrada como cocaína. “A diferenciação entre pasta-base, crack e cloridrato (pó) é, muitas vezes, realizada de forma técnica, quando da elaboração do laudo pericial (depois da apreensão). Daí a distorção dos números. Muitas vezes se apreende pasta-base e, para fins estatísticos, entra no ‘bolo’ de apreensões de cocaína apenas”, explica o chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal (PF) no Paraná, Rivaldo Venâncio.

Ainda em março, a Junta Inter­­­­na­­­cional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) tinha apontado que o aumento de apreensões se deve ao crescimento do cultivo e da produção de coca no Peru e, principalmente, na Bolívia, e na consequente queda no preço da matéria-prima. O Relatório Mundial de Drogas, divulgado em junho pelo Escritório sobre Drogas e Crime da Organização das Nações Unidas (ONU), repetiu o alerta. “Tem se tornado cada vez mais vantajoso adquirir a pasta, que depois se transforma em cocaína (pó) ou crack (pedra), do que traficar a cocaína pronta, muito mais volumosa e fácil de identificar”, diz o delegado licenciado da PF Fernando Fran­­cischini, ex-secretário especial Anti­­­dro­­­gas de Curitiba.

Contudo, Venâncio afirma que, via de regra, o crack entra pronto no país. “A exceção é a fabricação”, diz. Por quanto tempo, no entanto, não se sabe. “A quantidade de pasta-base apreendida pode parecer pequena, mas não é um dado a desconsiderar”, lembra o delegado da PF em Foz do Iguaçu, Rodrigo Perin Nardi.

Já em Guaíra, também na fronteira do Paraná com o Paraguai, onde se apreendeu quase 4 dos 17 quilos de pasta-base recolhidos em 2009 no estado, o delegado local da PF, Érico Ricardo Saconato, lembra que a fabricação do crack é muito simples e que o fechamento de um laboratório da droga não é tão frequente. “O crack é fabricado em casa. Tivemos um caso no ano em que o indivíduo estava fazendo a mistura em uma forma de bolo, na residência.”

Laboratório e refino

Laboratório é o local onde a folha da coca é transformada em pasta base ou cocaína e refino é onde a droga á batizada com mais produtos e cresce em volume, seja em forma de pó ou pedra. Segundo o delegado da PF Wag­­­ner Mesquita, o Brasil não teria laboratórios, mas apenas refinos. Os laboratórios não são de processamento. “O que é fechado no país é o local onde é feito o batismo da droga. Por exemplo, 100 quilos de pasta-base podem virar 500 quilos de cocaína”, explica.

Paraná é corredor do tráfico

A pasta de coca e seus derivados têm chegado ao Brasil principalmente da Bolívia, mas também do Peru e da Colômbia. Entram no Brasil pelo Acre; por Cáceres (MT) e Guajará-mirim (RO) rumo ao Nordeste; por Corumbá e Ponta Porã (MS); e por Guaíra e Foz do Iguaçu, via Paraguai, rumo a Curitiba e outras cidades do Sul e do Sudeste do país. Parte segue para Europa e África, via Brasil. De acordo com o chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal no Paraná, Rivaldo Venâncio, as cidades de Entre Rios do Oeste, Pato Bragado e Santa Helena, no Oeste do Paraná, também são entradas da droga no estado.

Por aqui, as cargas chegam geralmente via carros de passeio e caminhões. As principais estradas usadas são a BR-271, de Guaíra, e a BR-277, segundo o che­­fe de Policiamento e Fiscaliza­ção da Polícia Rodoviária Federal do estado, inspetor Gilson Cor­tia­­­no. A corporação é a campeã nacional de apreensões de crack e com uma média considerável nas de cocaína. Do primeiro se­­mestre do ano passado para o mesmo período de 2010 houve aumento de 150% nas apreensões de cocaína (de 45,6 para 113,9 quilos) e o dobro nas de crack (118,9 para 240,6 quilos).

Em Guaíra, o delegado da PF Érico Ricardo Saconato diz que as apreensões de cocaína e derivados nos primeiros meses de 2010 já superam as do mesmo período do ano passado: de 24,4 para 52,8 quilos, aumento de 54%. As cargas de pasta e pedras são transportadas em pequenas quantidades. “O número de pessoas trabalhando para o tráfico aumentou, enquanto a quantidade diminuiu. A pasta vem em três ou quatro quilos”, diz. Saconato conta que o crack tem tomado conta da região Oeste e que foi verificado o uso da droga até mesmo no meio rural, entre cortadores de cana. “É uma droga tão barata que vem substituindo a maconha.”

Em ascensão

Em Foz do Iguaçu, a situação não é diferente. O delegado Rodrigo Perin Nardi lembra que a droga mais apreendida é a maconha (18 toneladas em 2009, contra 15 em 2008), mas a cocaína e seus derivados têm crescido. “Neste ano foram 3,1 quilos de pasta-base, 36 de cocaína em pó e 47 de crack, além de 64 quilos de lidocaína (uma das substâncias usadas para batizar e dobrar o volume da cocaína). No ano passado foram 280 quilos só de cocaína recolhidos pela delegacia de Guaíra”. Nardi explica que, enquanto o quilo da maconha é comercializado a R$ 50 no Paraguai, o da cocaína chega a R$ 9 mil. “Isso também explica as diferenças no tráfico, modo de transporte e quantidade de uma droga e outra.” Fonte: Gazeta do Povo,reportagem de Fabiane Ziolla Menezes e Aline Peres

Efeito é imediato e devastador
Inalado pelo pulmão, o crack tem um efeito bem mais devastador do que a cocaína, que chega ao organismo por outras vias. “A superfície de absorção do pulmão é grande e permite a entrada de uma quantidade muito maior da droga. Além disso, o acesso do pulmão ao cérebro é quase imediato”, diz o psiquiatra Félix Kessler, vice-diretor do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Segundo o Centro Brasi­­­­leiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), os efeitos do crack podem ser sentidos entre 5 e 15 segundos, enquanto os da cocaína cheirada ocorrem em 10 a 15 minutos, e o da injetável entre 3 e 5 minutos.

O perfil do usuário mudou nos últimos anos. Se antes a droga estava atrelada ao consumo pelas classes mais baixas (como D e E), hoje ela circula livremente em outras camadas sociais e em outros perfis. Na fissura do crack encontram-se pessoas de várias idades, embora o perfil majoritário seja de homens entre 18 e 35 anos de idade. O consumo na infância, pela mãe durante a gestação e amamentação, e na idade mais avançada, tornou-se mais frequente de cinco anos para cá. (FZM)

Leia entre amanhã e quinta-feira na Gazeta do Povo a continuidade desta série de reportagens sobre cada um desses perfis de usuários do crack.

Sujeira aumenta o volume
A composição química da coca (Erythroxylon coca) possui de 30% a 50% de alcalóides de cocaína. Na primeira fase de extração de cocaína, que acontece em laboratórios dos países fornecedores (Colômbia, Peru e Bolívia), as folhas são tratadas (prensadas) com um solvente orgânico, como querosene ou gasolina, e ácido sulfúrico, formando uma pasta de até 90% de sulfato de cocaína. Se a essa pasta for adicionada ácido clorídrico, produz o cloridrato de cocaína, o pó. Se a pasta e o cloridrato forem misturados, junto com bicarbonato de sódio (produto sem controle específico da Agência Nacional de Vigilância da Sanitária ou da PF, encontrado em farmácias para outros usos), e aquecidos várias vezes tem-se a cristalização do pó, o crack.

Em nome do lucro, traficantes aumentam os volumes de pó e pedra com substâncias absurdas. “Em média, a cocaína apreendida no país tem pureza de 30%, segundo perícias do Instituto Nacional de Criminalística. Os outros 70% são substâncias como pó de mármore, talco e vidro moído, só para dar volume”, explica o delegado licenciado e ex-secretário especial Antidrogas de Curitiba, Fernando Fran­­cischini. O pouco que sobra de cocaína na mistura, no entanto, já é suficiente para viciar. O comprometimento é tanto que, segundo avaliação do de­­le­­gado da PF Wagner Mesquita, se o usuário brasileiro usar a cocaína pura, ele pode morrer de overdose. (AP e FZM)

Leia mais >>