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terça-feira, 26 de abril de 2011

Suspeitos de chacina em Piraquara são ouvidos

Os dois principais suspeitos de matar cinco pessoas em uma chácara de Piraquara foram localizados na tarde de ontem, por investigadores da delegacia local. Eles prestaram depoimento e foram liberados.

Os dois foram liberados, já que passou o período de flagrante e não há prova contra eles. “Colhemos as impressões digitais dos dois para confrontar com as impressões retiradas na casa”, explica Marco Aurélio Furtado, superintendente da delegacia de Piraquara.

Eles foram encontrados em Pinhais. Um dos suspeitos já esteve preso por receptação, furto e roubo. Os antecedentes criminais chamaram a atenção da Polícia. “Recebemos no sábado pela manhã as informações de que eles teriam cometido o crime, mas eles negaram qualquer participação”, explica Furtado.

Motivo

As denúncias não apontaram o motivo que teria levado a dupla a matar o ex-secretário do meio ambiente de Pinhais, Jorge Roberto Carvalho Grando, 53 anos, o irmão dele, Antônio Luís Carvalho Grando, 46, que também morava na casa, o vizinho Albino Eliseu da Silva, o empresário Gilmar Reinert e o agente penitenciário Valdir Vicente Lopes.

Duas equipes policiais da Divisão Metropolitana e a equipe da delegacia local seguem várias linhas de investigação. A principal é latrocínio (roubo com morte). Outra linha divulgada pela imprensa ontem foi um seguro de R$700 mil que estaria no nome de Jorge, e que teria como beneficiária a ex-esposa. “Todo mundo é suspeito, mas não existe seguro e a ex-mulher dele ainda não é motivo de investigação”, garante Furtado. Fonte: Parana Online, reportagem de Fernanda Deslandes

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Preso é jurado pelo PCC

Aproveitando uma licença de cinco dias, concedida para visitar familiares em Maringá, o presidiário Luiz Eugênio de Castro, 44 anos, compareceu na tarde de ontem no plantão da 9ª Subdivisão Policial (SDP) para denunciar supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que o estariam ameaçando morte na Colônia Penal Agrícola (CPA), em Piraquara, onde cumpre o restante de uma pena de seis anos de reclusão por tráfico de drogas. "Pra lá eu não volto. Se voltar, vou ser morto. Cansei da vida de crime. Quero parar, mas eles (PCC) não deixam", disse ele.

A denúncia foi feita meia hora antes do vencimento da licença concedida pela CPA a Castro. Ele deveria se apresentar às 16h de ontem à direção da unidade prisional e, caso não chegasse no horário determinado, passaria a ser considerado evadido.

Castro já devia ter voltado ao CPA
Na explicação dada à Polícia Civil de Maringá, Castro contou que seus problemas no presídio começaram no ano de 2001, quando cumpriu sua primeira pena na CPA. "A direção da unidade me escolheu para fazer serviços de faxina e os presos passaram a me acusar de ser ‘cagueta’ (alcaguete, informante)", disse ele.

No entanto, em entrevista a O Diário, Castro foi mais além e contou que seus problemas aumentaram depois que integrantes do PCC passaram a assediá-lo para que montasse um ponto de venda de drogas em Maringá.

"Expliquei a eles que não quero mais viver na vida do crime, mas eles não aceitam. O recado deles é curto: ou trabalha para o PCC ou cai no ‘verde’ (foge para o mato). Caso contrário, serei morto assim que receber meu alvará de soltura", afirmou, ressaltando que as pressões chegaram a tal ponto que os membros do PCC o proíbem até mesmo de se alimentar.

"Tomam a minha comida todos os dias. Se quiser comer, tenho que pegar a minha marmita e me esconder no meio do mato".

Ajuda

Cansado das ameaças, Castro disse que decidiu não retornar para a CPA, mesmo estando com a passagem comprada.

"Procurei a Vara de Execuções Penais (VEP) e contei meu drama. Me orientaram a procurar a delegacia e registrar um boletim de ocorrência. É o que estou fazendo, até mesmo para provar que não tenho o interesse de fugir. Quero cumprir o restante da minha pena aqui, em Maringá", concluiu ele.

O discurso não comoveu o delegado-adjunto Nilson Rodrigues da Silva, que aconselhou o presidiário a se apresentar a CPA, mesmo em atraso.

"Ele não pode contrariar uma decisão judicial que estabeleceu o local para o cumprimento da pena em regime semi-aberto. Essa questão de ameaças e de não querer retornar a CPA deve ser discutida pelo advogado dele junto à Justiça", explicou Rodrigues. Fonte: O Diário, reportagem de Roberto Silva

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Agente Penitenciário foi assassinado quando pintava o portão de casa

Carlos “Federal” foi chefe de segurança de presídios - Foto:Fábio Alexandre

O agente penitenciário da Colônia Penal Agrícola (CPA) de Piraquara, Carlos Alberto Pereira, 52 anos, o “Federal”, pintava o portão de casa, no final da tarde de ontem, quando foi executado com três tiros na Rua Álvaro José da Costa, Fazendinha.

A principal hipótese levantada pela polícia é que o crime tem ligação com a função de Carlos Alberto, que durante sua carreira também foi chefe de segurança do antigo presídio do Ahu, e da Casa de Custódia de São José dos Pinhais.

Carlos Alberto estava em férias e aproveitava as tardes para cuidar da casa, como contaram vizinhos. Conforme apurado pela polícia, por volta das 17h40, o assassino parou o carro na rua de baixo e subiu a pé em direção à vítima, disparando à queima-roupa tiros de calibre 9 milímetros. Dois disparos atingiram a cabeça do agente e o outro acertou a barriga. O criminoso fugiu sem deixar pistas.

Mistério
A mulher de Carlos também trabalha na CPA como professora e, segundo vizinhos, não estava em casa na hora do crime. O delegado Rafael Vianna, da Delegacia de Homicídios, conversou com familiares da vítima, que, aparentemente, não vinha recebendo ameaças.

“A princípio, não havia nenhuma razão para Carlos ser morto. Ele era uma pessoa trabalhadora, não tinha rixa com ninguém. Ainda é cedo para apurarmos o motivo, mas com certeza trata-se de uma execução”, comentou o delegado.

Vizinhos contaram que o agente era uma pessoa tranquila. “Ontem (segunda-feira), ele estava podando a árvore da frente de casa junto com o papagaio. Penso que se estivesse sendo ameaçado não se comportaria dessa forma”, disse um morador.

Investigadores da DH fizeram levantamento das casas equipadas com câmeras de segurança na região, mas nenhuma delas teria flagrado a ação do marginal. Além de prisões estaduais, Carlos também foi agente penitenciário federal, o que lhe rendeu o apelido. Fonte: Parana Online, reportagem de Janaina Monteiro

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