Carga com 2.600 latas foi entregue em prisão para policiais chamada de 'côlonia de férias'
Um tenente da Polícia Militar do Rio foi e preso e pode ser expulso da corporação por ter permitido a entrada de 2.600 latas de cerveja no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica (zona norte), destinado a abrigar policiais detidos. A Corregedoria da PM apurar a denúncia feita no fim de semana.
Cerveja foi entregue a pedido de PM preso - Pablo Jacob/O Globo
Cerveja foi entregue a pedido de PM preso
A Secretaria de Segurança Pública disse que a encomenda estava em nome de um detento identificado como Fábio. Além do tenente George Guimarães, não está descartada a participação de outros policiais do BEP.
Apesar do número de latinhas, o corregedor geral da PM, coronel Waldyr Soares Filho, disse não acreditar na versão de que haveria uma festa no local. O BEP é conhecido como "colônia de férias" entre os policiais presos e abriga 276 detentos. Os escândalos na unidade prisional são vários e envolvem festas, celas com computadores, uso de celulares e oito fugas em sete anos de existência da unidade.
A entrada do carro Fiorino com as latas foi flagrada por uma equipe da TV Bandeirantes na tarde de domingo. O veículo entrou no BEP pelo portão lateral, que serve de estacionamento para os policiais lotados na unidade e caminhões de coleta de lixo.
A entrega era feita por um funcionário de um supermercado próximo ao batalhão. Aos policiais da Corregedoria, ele justificou sua presença no local afirmando que o preso, dono da encomenda, também é proprietário de um pequeno comércio na região. O oficial do dia foi preso na hora por desobediência e será julgado por outros oficiais.
Repercussão. A ousadia dos PMs presos irritou o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame. "Eu soube ontem da entrada dessa cerveja. Não sei se foi caminhão ou como que se deu. Foi identificado, foi visto, as pessoas estão presas e serão julgadas e, possivelmente, irão para a rua também", disse Beltrame, sem saber que apenas um oficial havia sido preso. Fonte: O Estado de São Paulo, reportagem de Pedro Dantas
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
Tenente da PM pode ser expulso por autorizar cervejas em presídio no Rio
sábado, 4 de junho de 2011
Programa Justiça no Bairro começa a atender detentos dentro dos presídios
O Governo do Paraná, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público do Estado iniciaram nesta sexta-feira (3) uma parceria para levar assistência jurídica gratuita aos detentos de todas as penitenciárias do Paraná. O trabalho começou pela Penitenciária Central do Estado, em Piraquara.
O termo de cooperação, que leva o programa Justiça no Bairro ao sistema prisional do Estado, foi assinado pela secretária da Justiça e da Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes; pelo presidente em exercício do Tribunal de Justiça, desembargador Onésimo Mendonça de Anunciação; pelo procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto; e pela coordenadora do programa Justiça no Bairro, desembargadora Joeci Machado Camargo.
Em seguida à assinatura do documento, foram iniciados os atendimentos de mais de 200 presos da Penitenciária Central do Estado (PCE). Advogados, assistentes sociais e juízes das varas da Família, Cível e Execução Penal deram atendimento gratuito a detentos e seus familiares.
Como resultado dessa ação integrada, 80 presos tiveram a progressão de pena. Quarente deles migraram do regime semi-aberto para o aberto, e a outra metade deixou o regime prisional fechado para o semi-aberto.
Com isso, 40 novas vagas de regime fechado foram abertas na PCE, para receber presos condenados que estão em cadeias públicas. “Claro que isso é necessário, mas o mais importante é devolver a esses 40 presos os seus direitos de cidadão”, disse a secretária Maria Tereza.
Desembargador Onésimo Mendonça de Anunciação, desembargadora Joeci Camargo e secretária da Justiça e da Cidadania, Maria Teresa Uille Gomes. Foto: SEJU
Durante todo o dia, foram realizados ainda divórcios, declarações de paternidade, regularizações de pensão alimentícia, expedição de documentos como certidão de nascimento, casamento e carteiras de identidade e de trabalho de mais de cem presos.
A coordenadora do programa Justiça no Bairro, Joeci Camargo, informou que já estão marcadas as datas para levar esta ação a todas as demais 23 penitenciárias do Paraná.
“O objetivo é aproximar o Judiciário da população, inclusive dos que estão internados cumprindo pena. Se o objetivo do programa é humanizar a Justiça, facilitar a vida das pessoas, vamos fazer o mesmo nas penitenciárias”, disse a desembargadora.
A secretária Maria Tereza agradeceu aos parceiros do projeto e disse que para o Governo do Estado “este ato é o símbolo de um novo momento no sistema penitenciário do Paraná, em que se garante o princípio da dignidade do preso, criando condições para uma verdadeira ressocialização de todos os apenados”.
O presidente em exercício do Tribunal de Justiça disse que a instituição não poderia se furtar a esse compromisso social, “empenhando-se pela promoção social dessas pessoas que estão afastadas do nosso convívio e precisam ser integradas à sociedade”. Fonte: Agência Estadual de Notícias
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Drogas na vagina e fraudes na Saúde
“Encaminhadas à delegacia, são autuadas em flagrante e trancadas. Não voltam mais para casa; os filhos ficarão sob os cuidados sabe lá Deus de quem. Meses mais tarde, serão condenadas a cumprir penas que podem chegar a quatro ou cinco anos. As novatas entrarão em contato com criminosas de carreira e aprenderão a obedecer a leis impostas pelas quadrilhas que dominam os presídios paulistas; as mais experientes farão pós-graduação no mundo do crime.
“Primárias e reincidentes, quando libertadas, estarão na mesma condição: ex-presidiárias sem dinheiro nem emprego, com filhos para acabar de criar e com a folha de antecedentes marcada. Dos anos no cárcere, carregarão as cicatrizes do aprisionamento e as ligações com as parceiras de infortúnio. Voltar a delinqüir é a saída natural.
“Sem a pretensão de analisar o rigor das leis contra o tráfico, muito menos a de defender quem as infringe, confesso que no caso dessas moças fico confuso. Quantos gramas de maconha cabem na vagina de uma mulher? Essa quantidade apreendida é relevante no combate ao tráfico? Será que uma simples medida administrativa, como cassar definitivamente o direito de visitar qualquer presidiário, não seria castigo suficiente para essas contraventoras e não reduziria a superpopulação nas cadeias femininas?
“Semana passada, a Operação Parasitas, da Polícia de São Paulo, prendeu cinco acusados de comandar uma quadrilha que fraudou centenas de licitações nos principais hospitais públicos da cidade, além de outros no interior do Estado, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. O golpe era o de sempre: empresários subornam funcionários públicos para ganhar licitações superfaturadas, realizar vendas de artigos desnecessários e entregar produtos de qualidade inferior à estipulada nos contratos (ou nem entregá-los).
“Os policiais encontraram compras efetuadas a preços 400% mais altos do que os encontrados no mercado, cateteres contrabandeados da China vendidos como material de primeira e até fraudes em leilões eletrônicos, com provável participação de pregoeiros e de funcionários dos hospitais.
“No período de dois anos, o volume dos negócios teria chegado a R$ 100 milhões. A lavagem do dinheiro era feita em offshores abertas no exterior em nome de pessoas humildes, como sempre.
“Por meio de doações a campanhas políticas, os chefes exerciam influência nos municípios em que atuavam. Num deles, chegaram a "comprar" o cargo de secretário da Saúde por R$ 200 mil, doados ao caixa de campanha de um candidato a prefeito nas últimas eleições.
“O que mais me chamou a atenção, entretanto, foi o fato de que algumas das empresas investigadas e alguns dos suspeitos estavam envolvidos em outras falcatruas perpetradas contra o sistema de saúde: a máfia dos sanguessugas e as fraudes do antigo PAS da Prefeitura de São Paulo. Outros, ainda, haviam sido investigados pela CPI do Banestado e pela Operação Farol da Colina, da Polícia Federal.
“Quer dizer, esses senhores não haviam apenas escapado da cadeia como suas empresas tinham toda liberdade para negociar com hospitais públicos e secretarias de Saúde.
“Os escândalos que se repetem em ciclos na área da Saúde desde que me conheço por gente são frutos da impunidade. Quem rouba dinheiro destinado ao tratamento de doentes pobres deveria responder por crime hediondo e cumprir pena em regime fechado, sem nenhuma regalia, naquelas celas de CDP com mais de vinte ladrões.
“Não sou ingênuo, leitor, sei que os acusados estarão na rua em uma semana. No Brasil, cadeia foi feita exclusivamente para bandido pobre.
“Apesar disso, tomo a liberdade de fazer uma sugestão: por que não condenar esses parasitas, predadores da pior espécie, a quatro ou cinco anos, como é feito com as moças presas nas portas dos presídios?
“É pouco, dirá você. Também acho, mas é melhor do que nada.”
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 8/11/2008, Dr Dráuzio Varela
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Justiça Eleitoral cadastra 20 mil para votos em presídios
O número conta também os servidores e mesários que irão votar e trabalhar no dia das eleições nos 424 estabelecimentos prisionais. Goiás foi o único Estado que não permitiu a votação em presídios.
O país tem 152 mil presos provisórios, sem condenação definitiva, que têm direito a voto.
Minas Gerais é o Estado que terá o maior número de votos em presídios com 4.981 votos, seguido por São Paulo, com 4.480, e o Rio Grande do Sul, 1.802.
O alistamento eleitoral nos presídios e unidades de internação encerrou no dia 5 de maio. Para instalar uma seção eleitoral nestes locais o TSE determinou uma quantidade mínima de 20 eleitores aptos a votar.
O acesso dos presos e adolescentes à propaganda eleitoral é definido pelo juiz eleitoral e o diretor da unidade prisional ou de internação. Fonte: Folha Online, reportagem de Marcos de Vasconcellos