Um novo caminho para fraudar as eleições informatizadas
brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para as mais de 100 pessoas que
lotaram durante três horas e meia o auditório da Sociedade de Engenheiros e
Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel n° 1, no decorrer do
seminário “A urna eletrônica é confiável?”, promovido pelos institutos de
estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o
Instituto Republicano; e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação
Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
Voto eletrônico: Hacker de 19 anos revela no Rio como fraudou eleição
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Beltrame diz esperar que Nem forneça dados sobre tráfico e corrupção
A prisão de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem --apontado como o chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha--, pode resultar em informações sobre o organograma do crime e corrupção policial. Em entrevista à Rede Globo, o secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou nesta segunda-feira que a polícia espera que Nem contribua com as investigações.
"Seria uma oportunidade importantíssima o oferecimento de alguma medida judicial para que ele pudesse contribuir com a Justiça e, obviamente, com a polícia", disse o secretário ao telejornal "Bom Dia Brasil". Medida que costuma ser aplicada é a da delação premiada, quando o criminoso coopera com a investigação e tem a pena reduzida pela Justiça.
O traficante foi preso na semana passada, no porta-malas de um carro, quando tentava fugir. Um dos policiais militares que participaram da prisão disse que os homens que ajudavam Nem na tentativa de fuga chegaram a oferecer R$ 1 milhão de suborno.
Para o secretário, Nem pode ajudar também a identificar casos de corrupção.
"Ele [Nem] tem conhecimento não só da arquitetura do tráfico como o assédio que ele, em tese, teria, no que diz respeito a corrupção. Nós esperamos ansiosamente que ele possa nos dar qualquer tipo de dado para que a gente puxe esse novelo", disse o secretário à GloboNews.
Rafael Andrade/Folhapress
Uma das casas do traficante Nem, na Rocinha
"As polícias querem esclarecer essas situações. Se isso [corrupção] é muito ruim, se isso dói, se isso é vergonhoso, se isso nos deixa mal, é essa mesma polícia que está fazendo um trabalho belíssimo. Essa mesma polícia está pacificando áreas", afirmou.
Forças de segurança ocuparam a Rocinha na madrugada de domingo (13), sem que tiros fossem disparados. Casas de luxo usadas pelos traficantes foram revistadas.
De acordo com o secretário, esses imóveis e equipamentos --considerados bens do tráfico-- podem ser destinados à comunidade ou ao governo. Segundo ele, uma das casas poderia ser uma base operacional da polícia, por exemplo, mas isso ainda depende de avaliação das autoridades. Fonte: Folha Online
Editoria de Arte/Folhapre
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
Tenente da PM pode ser expulso por autorizar cervejas em presídio no Rio
Carga com 2.600 latas foi entregue em prisão para policiais chamada de 'côlonia de férias'
Um tenente da Polícia Militar do Rio foi e preso e pode ser expulso da corporação por ter permitido a entrada de 2.600 latas de cerveja no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica (zona norte), destinado a abrigar policiais detidos. A Corregedoria da PM apurar a denúncia feita no fim de semana.
Cerveja foi entregue a pedido de PM preso - Pablo Jacob/O Globo
Cerveja foi entregue a pedido de PM preso
A Secretaria de Segurança Pública disse que a encomenda estava em nome de um detento identificado como Fábio. Além do tenente George Guimarães, não está descartada a participação de outros policiais do BEP.
Apesar do número de latinhas, o corregedor geral da PM, coronel Waldyr Soares Filho, disse não acreditar na versão de que haveria uma festa no local. O BEP é conhecido como "colônia de férias" entre os policiais presos e abriga 276 detentos. Os escândalos na unidade prisional são vários e envolvem festas, celas com computadores, uso de celulares e oito fugas em sete anos de existência da unidade.
A entrada do carro Fiorino com as latas foi flagrada por uma equipe da TV Bandeirantes na tarde de domingo. O veículo entrou no BEP pelo portão lateral, que serve de estacionamento para os policiais lotados na unidade e caminhões de coleta de lixo.
A entrega era feita por um funcionário de um supermercado próximo ao batalhão. Aos policiais da Corregedoria, ele justificou sua presença no local afirmando que o preso, dono da encomenda, também é proprietário de um pequeno comércio na região. O oficial do dia foi preso na hora por desobediência e será julgado por outros oficiais.
Repercussão. A ousadia dos PMs presos irritou o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame. "Eu soube ontem da entrada dessa cerveja. Não sei se foi caminhão ou como que se deu. Foi identificado, foi visto, as pessoas estão presas e serão julgadas e, possivelmente, irão para a rua também", disse Beltrame, sem saber que apenas um oficial havia sido preso. Fonte: O Estado de São Paulo, reportagem de Pedro Dantas
quarta-feira, 22 de junho de 2011
CCJ do Senado aprova anistia a bombeiros do Rio
Como a aprovação ocorreu sob regime terminativo, o texto poderá ser submetido diretamente aos deputados, sem ser votado no plenário do Senado, se não houver recursos contrários de pelo menos oito senadores
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (22), por unanimidade, projeto de lei de iniciativa do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) que concede anistia aos 439 bombeiros do Rio de Janeiro punidos por participar de movimento reivindicatório de melhorias de vencimentos e de condições de trabalho. A anistia beneficia os punidos entre o dia 1º deste mês e a data de publicação da lei.
Como a aprovação ocorreu sob regime terminativo, o texto poderá ser submetido diretamente aos deputados, sem ser votado no plenário do Senado, se não houver recursos contrários de pelo menos oito senadores.
O senador Lindbergh disse que "a prisão dos bombeiros foi um equívoco". "Os bombeiros são heróis e não podem ser tratados como bandidos. A anistia atende às expectativas da população do Rio de Janeiro e do Brasil", afirmou.
O relator da proposta, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), incluiu uma emenda especificando que a anistia abrange os crimes previstos no Código Penal Militar e as infrações disciplinares conexas, não incluindo os crimes definidos no Código Penal e nas leis penais especiais.
O presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), reconheceu que no episódio os bombeiros "podem ter se exacerbado". "Mas bombeiros são verdadeiros anjos que protegem a vida das pessoas", afirmou.
Ao punir os bombeiros, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, justificou a decisão com a "imprudência" e a "imensa irresponsabilidade" com que eles agiram ao invadir o quartel central da corporação. A invasão ocorreu no dia 3 deste mês. Fonte: Agência Estado
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Pressionado, Cabral antecipa reajuste para bombeiros
Governador estendeu o benefício a a policiais civis, militares e agentes penitenciários
Pressionado por bombeiros que protestam há quase uma semana por melhores salários, o governo do Rio de Janeiro decidiu antecipar parte do aumento previsto para os servidores da corporação, que deverão receber vencimentos 5,58% maiores em julho. O governador Sérgio Cabral estendeu o benefício a policiais civis, militares e agentes penitenciários, que nos últimos dias vêm demonstrando apoio ao movimento iniciado pelos bombeiros.
A determinação de Cabral antecipa em seis meses os aumentos previstos até dezembro no plano gradual de aumento de salários dos servidores das quatro categorias, previsto para 48 meses, com 0,915% de aumento a cada parcela. Com a decisão, os reajustes anunciados para o segundo semestre serão concentrados em julho. Os manifestantes exigem imediata elevação do piso salarial da corporação de R$ 950 para R$ 2000.
Cabral também decidiu retirar o Corpo de Bombeiros do escopo da Secretaria de Saúde do estado e criou uma Secretaria de Defesa Civil, que será comandada pelo novo Comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Sérgio Simões. Ele está à frente da corporação desde sábado, um dia depois que manifestantes invadiram o quartel central dos bombeiros. Fonte: Agência Estado
terça-feira, 7 de junho de 2011
STJ solicita informações a Cabral sobre prisão de bombeiros
O desembargador Haroldo Rodrigues, da Sexta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), solicitou ao governador do Rio de Janeiro informações sobre as prisões dos 439 bombeiros ocorrida após manifestação por aumento salarial no último fim de semana.
As informações são necessárias para julgar o pedido de habeas corpus feito pelo deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), presidente da Frente Parlamentar da Segurança Publica.
De acordo com o pedido do deputado, há risco de lesão irreparável aos bombeiros na manutenção da prisão, já que eles serão transferidos para o complexo prisional de Bangu e outros estabelecimentos em que estariam presos, além de criminosos comuns, militares processados por envolvimento com o tráfico e milícias.
Para ele, a manutenção da prisão atentaria contra a dignidade tanto dos presos quanto da população fluminense, e colocaria em xeque a dignidade institucional do estado. O ato seria ilegal por violar o direito a liberdade de expressão dos bombeiros.
Além disso, a justificativa do governador para a prisão, segundo o deputado, necessitaria de justa causa. Ele defende que a irresponsabilidade dos bombeiros não constituiria crime passível de prisão e a suposta destruição de patrimônio público não poderia ser atribuída à massa de manifestantes, sem individualização das condutas.
O deputado, que também é delegado da Polícia Federal, afirma que os bombeiros ocuparam o pátio interno do quartel onde foram presos após caminhada pacífica e apenas para fins de aquartelamento. Sustenta o parlamentar que o governador não exauriu as negociações e determinou a invasão do quartel de forma "açodada".
INVASÃO
O quartel central do Corpo de Bombeiros do Rio foi ocupado na sexta-feira (3) à noite por cerca de 2.000 manifestantes, de vários batalhões da cidade, alguns acompanhados por familiares --mulheres e crianças-- que reivindicam melhores salários. Durante quase cinco horas --das 21h às 2h-- o comandante geral da PM, coronel Mario Sergio Duarte, esteve no local negociando com os invasores. Ao longo da madrugada, alguns bombeiros deixaram o quartel.
Policiais militares do Batalhão de Choque invadiram às 6h do sábado (4) o quartel com o uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar a manifestação. O comandante do batalhão de choque, Valdir Soares, ficou ferido durante a ação. Uma criança de dois anos foi atendida no hospital Souza Aguiar por ter inalado gás, mas já foi liberada.
Os líderes da invasão ao quartel podem ser condenados a até 12 anos de reclusão, de acordo com código penal militar.
"VÂNDALOS"
Em entrevista coletiva no sábado (4), o governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), qualificou os bombeiros que invadiram o quartel de 'vândalos irresponsáveis' e a invasão de ação 'inaceitável do ponto de vista do Estado de Direito democrático e do respeito à instituição centenária, admirada pelo povo do Rio de Janeiro'.
Cabral refutou a alegação dos manifestantes de que recebiam o pior salário do país, dizendo que, em seu governo, a corporação está tendo pela primeira vez um plano de recuperação salarial. Fonte: Folha Online
domingo, 5 de junho de 2011
Marcha para Jesus reúne milhares de evangélicos no Rio
Manifestação reuniu pelo menos 200 mil evangélicos nas ruas da capital.Sete trios elétricos, com estilos musicais variados, participaram da festa.
Milhares de pessoas de todas as idades participaram da edição carioca da Marcha para Jesus, realizada na tarde deste sábado (4) nas ruas do Rio de Janeiro.
O Conselho de Ministros Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (Comerj) organizou a Marcha neste sábado (4), no Centro do Rio, que contou com a participação de milhares de fiéis de várias igrejas, como Assembleia de Deus, Batista, Metodista, Comunidades Zona Sul, Projeto Vida Nova, Renascer em Cristo, Presbiteriana, entre outras.
O evento contou com 7 trios elétricos que sairam as 13 horas da Central do Brasil e no final da Marcha na Cinelândia, foram montados os palcos dos shows e o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, celebrou um culto com a multidão focando no direito a LIBERDADE RELIGIOSA E NA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
Assista a reportagem do G1.com abaixo:
sábado, 4 de junho de 2011
Entre 300 e 500 bombeiros são presos pela PM no Rio
Entre 300 e 500 bombeiros que participaram na noite de ontem e madrugada de hoje da invasão do quartel central da corporação, no centro do Rio de Janeiro, estão presos no Batalhão de Choque da Polícia Militar. Eles estariam sendo autuados por motim e depredação do patrimônio público, mas a informação não foi confirmada oficialmente pelo comando da Polícia Militar (PM).
Um grupo de cerca de 50 pessoas - bombeiros de outros quartéis que participaram ou não da manifestação e parentes dos militares - protesta do lado de fora do quartel, pedindo a libertação dos homens, mulheres e até menores que foram detidos.
A entrada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no quartel central dos bombeiros ocorreu hoje, por volta das 6 horas. Segundo manifestantes que não foram presos e outras testemunhas, além de armamento não letal, como bombas de gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral, a tropa de elite da PM teria disparado balas de fuzil para expulsar os manifestantes de dentro do quartel.
Pelo menos cinco crianças foram levadas para o Hospital Souza Aguiar, ao lado de onde ocorria o protesto, atordoadas e com ferimentos leves. Segundo funcionários do hospital, elas foram acalmadas, medicadas e liberadas em seguida.
Integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janira Rocha (PSOL) passou a madrugada acompanhando o protesto dos bombeiros dentro do quartel e disse que só não houve uma tragédia porque o movimento é pacífico e porque os manifestantes tinham treinamento militar.
"Foi terrível o que aconteceu lá dentro. O Bope invadiu por trás, jogando bombas de gás e disparando balas de verdade. Tem carros dos bombeiros lá dentro arrebentados a bala. Se os bombeiros não estivessem em movimento pacífico e ordeiro poderia ter ocorrido uma tragédia", afirmou a deputada, exibindo cápsulas deflagradas de fuzil e pedaços de bomba de efeito moral. "Essas pessoas que estão sendo penalizadas são as mesmas que salvam vidas em incêndios e nas praias do Rio. Ganham o pior salário da categoria no Brasil. Quero saber se o governador (Sérgio) Cabral, responsável por essa operação, consegue se alimentar em Paris com os R$ 950 que são pagos a esses homens e mulheres."
Representantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também estão na porta do quartel do Batalhão de Choque, acompanhando a autuação dos bombeiros. O governador Sérgio Cabral, que deve conceder entrevista coletiva à imprensa ainda na manhã de hoje, permanecia reunido, às 11 horas, com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a procuradora-geral do Estado, Lúcia Lea, e vários secretários de Estado. Não há previsão para o início da entrevista. Fonte: Agência Estado
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Em carta, atirador fala em perdão de Deus; 12 alunos morreram
Reprodução/Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro
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Um rapaz de 23 anos entrou na manhã desta quinta-feira na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), e disparou diversos tiros contra os alunos. Dez meninas e dois menino morreram. O atirador, baleado pela polícia, cometeu suicídio em seguida. Em carta, o criminoso fala em "perdão de Deus" (leia íntegra acima).
Wellington Menezes de Oliveira é ex-aluno da escola, mas a motivação do crime ainda é investigada. Na carta, ele diz que quer ser enterrado ao lado de sua mãe. O rapaz também pede que a casa onde morava --em Sepetiba, na zona oeste da cidade-- seja doada a instituições que cuidam de animais. A carta foi encaminhada à Polícia Civil para análise.
O crime ocorreu por volta das 8h, e a ação foi rápida. Segundo a polícia, durou cerca de cinco minutos.
A polícia informou que Oliveira entrou na escola dizendo que daria uma palestra. O rapaz conversou com algumas pessoas, mas, depois, seguiu em direção às salas de aulas e atirou contra os estudantes.
Ferido, um garoto conseguiu fugir e chamou um policial militar que estava na região. O PM trocou tiros com o criminoso, que foi atingido. Em seguida, segundo a polícia, ele atirou contra a própria cabeça.
De acordo com a polícia, o atirador usou dois revólveres e tinha muita munição.
Ao menos 13 pessoas ficaram feridas. Várias das crianças foram levadas de helicópteros do Corpo de Bombeiros para o hospital Albert Schweitzer e demais unidades de emergência do Rio, como o hospital Souza Aguiar, no centro.
A escola atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação. São 999 alunos, sendo 400 no período da manhã.
Após o crime, foi grande a movimentação de pessoas ao redor da escola. Muitos pais buscavam informações sobre os filhos.
O crime teve repercussão internacional. A presidente Dilma Rousseff chorou e pediu um minuto de silêncio por alunos mortos. Fonte: Folha Online
quinta-feira, 10 de março de 2011
Sobre carnaval, crimes e polícia
Assim como os grêmios recreativos escolas de samba evoluem pela Avenida, os criminosos foram buscando a aceitação da sociedade por meio de seus próprios símbolos. O carnaval é um desses. Como já disse uma vez aqui pouquíssimos são aqueles que num belo dia acordam e decidem do nada praticar um crime. Esse caráter vai sendo moldado em pequenas atitudes, no dia-a-dia. Mas o que é crime em algumas sociedades não é visto da mesma forma para outras. O que foi crime no passado hoje já não é mais. E assim caminha a humanidade.
Quem seria capaz de imaginar ver na primeira página de um jornal o rei Roberto Carlos, um dos maiores fenômenos da Música Popular Brasileira, sendo abraçado por um banqueiro de jogo de bicho? Só no carnaval. O carnaval das escolas de samba do Rio - que virou um espetáculo globalizado e que sustenta a indústria do turismo - é arte...e crime. Das 12 escolas de samba do Grupo Especial, seis são de bicheiros, uma do tráfico de drogas e outra da máfia do óleo, um grupo criminoso que há anos rouba combustível de embarcações ancorados na Baía de Guanabara. Entra para o Grupo Especial no ano que vem mais uma, de Jacarepaguá, uma região da cidade dominada pelas milícias.
As relações entre contravenção e carnaval teriam se fortalecido já na década de 30 por meio de um bicheiro famoso na época, Natalino José do Nascimento, o Natal da Portela, que era uma espécie de Rei de Madureira. Amigo de Paulo da Portela, um dos primeiros a dar dignidade aos sambistas, Natal decidiu, após a morte de Paulo, apoiar a escola Vai como Pode, origem da Portela. Bem-sucedido, Natal foi convidado pelo governador Negrão de Lima a apresentar a escola até para majestades, em 1959. Começou então a ser imitado por outros bicheiros que viam na escola de samba uma das formas de aceitação social. Muitos bicheiros viam também no carnaval uma boa chance para lavar o dinheiro do jogo.
O bicheiro que fez isso com mais dedicação foi Castor de Andrade, que conquistou o primeiro campeonato para a Mocidade Independente de Padre Miguel, em 1979. Castor colocou muito dinheiro na organização dos desfiles sobretudo depois que passou a comandar a cúpula do jogo do bicho no Estado do Rio. Castor chegou ao poder após a maior e mais longa guerra da contravenção, no início da década de 80, na qual foram mortos bicheiros e policiais ligados à contravenção, como Mariel Maryscot. Em 1984, ano de inauguração do Sambódromo, com a participação de dez escolas de samba ligadas a bicheiros, Castor fundou a Liga das Escolas (Liesa), que se especializou na organização do carnaval. O prefeito Eduardo Paes chegou a prometer na eleição que faria licitação para a organização do desfile, mas o assunto foi logo esquecido e não há quem tente lembrá-lo disso.
Já na década de 30 Natal da Portela era temido pelos bandidos daquela região da cidade e respeitado pela polícia, o que leva a crer que as relações entre polícia e contravenção são bem antigas. Em meados da década de 30, segundo a Wikipedia, durante o governo Vargas, o delegado titular da extinta Delegacia de Costumes e Diversões, Dulcídio Gonçalves, decidiu acabar com nomes estranhos das escolas de samba, e passou a obrigá-las a tirar alvará para poderem desfilar. Por isso, a Vai como Pode, de Natal, teve que mudar para o atual nome, GRES Portela. Quando Castor construiu seu império sobre o legado do pai, na década de 70 não havia um policial em Bangu que fosse capaz de representar alguma ameaça ao contraventor. Seu braço direito era inclusive um policial civil conhecido pelo alcunha de Tião Tripa. Castor cresceu sob o silêncio de autoridades, políticos e até magistrados. Só em 1994, com a queda de sua fortaleza, quando veio à tona a longa lista de colaboradores, Castor perguntou, espantado, "que polícia é essa?", que invadira seu QG. Era o Bope, a tropa de elite.
Mas no século XXI já circulam fortes rumores de que há agentes do Bope que dão segurança a chefes da máfia dos caça-níqueis, que nasceu do jogo de bicho. Fonte: Blog Repórter do Crime, reportagem de Jorge Antonio Barros e Foto: Marco Antônio Teixeira/ O GLOBO
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Teresópolis e Nova Friburgo confirmam mais mortos; 508 morrem na região serrana
A cidade mais afetada é Nova Friburgo, onde os mortos chegaram a 225. Com isso, o total de mortes --em cinco municípios da região-- chega a 508.
Hudson Corrêa/Folhapress
Equipes e voluntários buscam vítimas em Teresópolis; coelho é encontrado nos escombrosA Defesa Civil de Nova Friburgo informou hoje que número de mortos na cidade deve aumentar, uma vez que ainda há pessoas soterradas e são mínimas as chances de encontrar sobreviventes.
A presidente Dilma Rousseff sobrevoou nesta quinta-feira as áreas afetadas e afirmou que momento vivido pelos moradores da região serrana é "dramático" e que as cenas que presenciou são "muito fortes".
O governador Sérgio Cabral (PMDB) voltou a culpar as prefeituras das cidades da região serrana pelo incentivo à moradia em áreas de risco. "Lamentavelmente, o que nós tivemos em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, da década de 1980 pra cá, foi um problema muito semelhante com o que ocorreu na cidade do Rio, que é a desgraça do populismo. Deixar a ocupação pelos mais pobres das áreas de risco", disse. Cabral disse que, apesar de haver mortos que estavam em casas de alto padrão, a maior parte das vítimas são "pessoas humildes".
Os bombeiros afirmam que uma das maiores dificuldades encontradas pelas equipes de regaste na região serrana do Rio é a falta de comunicação, já que os telefones e a internet estão com problemas. Outra dificuldade enfrentada pelas equipes de resgate é em relação aos acessos em algumas partes das cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.
SAQUES E BUSCAS
A Folha conseguiu chegar ao alto de Teresópolis de helicóptero. Corpos aguardavam resgate. Cães cheiravam os sacos. Moradores conferiam se havia a algum parente.
"Pode faltar saco, só temos 50", disse um guarda responsável pelo resgate dos corpos.
Um oficial de bombeiros diz que "dúzias de corpos" estão entre o alto, onde havia mais de 200 casas, e o campo de futebol. Nenhum helicóptero havia pousado no local até 16h. Um oficial disse que a demanda era grande.
Voluntários dizem que houve saques de bens deixados em meio aos escombros.
IML
O grande número de corpos no IML (Instituto Médico Legal) de Teresópolis obrigou as equipes de técnicos a adotar o reconhecimento dos mortos por meio de fotografias. Cerca de 50 pessoas estão concentradas em frente ao prédio do IML, em busca de parentes desaparecidos.
As fotos dos rostos dos mortos são mostradas pelos peritos a quem busca informações. Só entram no prédio os parentes que reconheceram vítimas por meio das fotografias. O prédio do IML funciona ao lado de uma delegacia de polícia e tem capacidade para receber apenas seis corpos. Até as 12h de hoje já tinham dado entrada 147 corpos. Outro prédio, em frente à delegacia, teve que ser requisitado para receber corpos. Fonte: Folha Online Leia mais >>
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Pastor Marcos Pereira conta como evangélicos ajudaram a evitar banho de sangue na ocupação do Alemão

Pastor Marcos Pereira comenta como a ação dos religiosos contribuiu para evitar massacre na ocupação das favelas do Complexo do Alemão.
O pastor-presidente da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), Marcos Pereira da Silva, conhecido pelo trabalho evangelístico nas comunidades do Rio de Janeiro e nos presídios brasileiros, elogiou o trabalho da polícia na ocupação das favelas do Complexo do Alemão, no entanto, lembrou que a atuação dos grupos evangélicos contribuiu para o sucesso da operação.
Em entrevista exclusiva à revista Exibir Gospel, cuja equipe de reportagem esteve no Rio de Janeiro para uma matéria especial na comunidade, o pastor declarou: “Os religiosos tiveram um papel muito importante. Os traficantes foram enfraquecidos pelo poder da Palavra de Deus”, afirmou.
Alguns criminosos do Complexo do Alemão chegaram a pedir a presença do pastor, que acabou não sendo solicitado pelas forças de segurança. Sua equipe, porém, esteve lá momentos antes da ocupação do morro. “Os traficantes estavam desesperados, preparando ataques e reivindicações, mas conseguimos convencê-los a não reagir e evitar um banho de sangue”, conta.
O pastor, que mantém também um centro de recuperação para dependentes químicos, falou ainda sobre como lida com os traficantes das várias comunidades cariocas. “Eles confiam em mim porque sabem que o meu trabalho é sério, que recupero jovens como eles”.
Durante a entrevista, Marcos Pereira revelou ainda que, em breve, partirá para um grande trabalho missionário em Belém do Pará, com o objetivo de evangelizar os detentos da cidade, em torno de 180 mil pessoas.Fonte: O Verbo / Mogi News / Exibir Gospel
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A QUEM NÃO INTERESSA A APROVAÇÃO DA PEC 308? Por Luciano Brito
Muito me impressiona que em meio a esses conflitos urbanos deflagrados nas ruas das cidades brasileiras, pouco ou quase nada se fala sobre uma mudança estrutural no sistema prisional brasileiro.
Apesar da evidente importância que o sistema prisional tem para a segurança pública e que sempre é citado e vem à tona nestes períodos de crise praticamente nada tem sido feito para reestruturar a administração do sistema prisional a nível nacional.
Em meio a estes conflitos urbanos até mesmo o público leigo constata diante das inúmeras reportagens que reproduzem o dia a dia das penitenciárias brasileiras que algo precisa ser feito para que os chefes do tráfico mesmo presos não tenham tamanha influência sobre suas quadrilhas a ponto de comandarem e ordenarem uma sucessão de ataques terroristas todas as vezes que o Estado não se submete aos seus desejos.
Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro tem sofrido constantes ataques perpretados por facções criminosas que visam tão somente à manutenção e o crescimento de seus lucros a custo da exploração e destruição de nossas famílias, da venda de drogas em portas de escolas e em nossas comunidades, da exploração da massa carcerária que é massa de manobra, da morte e agora do terror.
As forças estaduais do sistema prisional têm em seus quadros servidores comprometidos e competentes que sem dúvida tem contribuído para que estas crises não sejam de proporções maiores.
Existem boas iniciativas e práticas que têm sido adotadas por alguns estados com o de Minas Gerais que criou dentro da Secretaria de Defesa Social a Superintendência da Guarda Penitenciária, como o de São Paulo e do Rio de Janeiro que criaram a Secretaria de Administração Penitenciária, ambas surgem numa tentativa de aperfeiçoar o sistema prisional, de valorização dos agentes penitenciários e demais servidores e visando criar mecanismos de inteligência eficazes na manutenção da segurança pública.
Contudo, tais esforços tem se mostrado ainda insuficientes para prejudicar a influência dos chefes do tráfico na orquestração de atentados como os que temos visto.
Diante destes fatos é inadmissível que muitas propostas para a melhoria do sistema prisional brasileiro e de justiça criminal fiquem paradas no congresso nacional.
Uma destas propostas e que considero fundamental é a Proposta de Emenda Constitucional – PEC 308/04 que precisa rapidamente ser colocada em votação e aprovada pela Câmara dos Deputados e que prevê a alteração do Artigo 144 da Constituição Federal reconhecendo a centenária atividade da polícia penal, a nível federal e estadual o que possibilitaria a padronização e profissionalização da administração penitenciária.
Portanto, a quem interessa um sistema prisional precário e vulnerável? A quem interessa um sistema penitenciário que possibilita o crescente poder das facções criminosas? A quem interessa a não aprovação da PEC 308/04?
Luciano Brito, é servidor público a 19 anos e agente penitenciário no Paraná a mais de 14 anos.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Em cartas, Beira-Mar pede união com milícia
Como Beira-Mar está no mesmo presídio, a proximidade dele com os chefes da milícia poderia ter favorecido uma aliança entre traficantes e milicianos - o que, até agora, não foi comprovado. Com base na apreensão, espera-se conseguir a volta de Beira-Mar para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Agentes que investigam o caso observam que o traficante pode pretender usar a mesma estratégia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), responsável por uma série de sequestros no país, onde o bandido já esteve. Em 2001, Beira-Mar foi preso em Vichada, na Colômbia, onde contava com a proteção dos paramilitares.
Embora as cartas não tenham data nem assinatura, a polícia está convencida de que se trata de mensagens de Beira-Mar. Também acredita que os sequestros poderiam começar dez dias após os últimos ataques no Rio. O GLOBO comparou a caligrafia das cartas com a de outras de Beira-Mar que foram interceptadas. A escrita é muito semelhante à de uma carta para a mulher dele, Elizete da Silva Lira, presa em 2002. E também à de anotações em agendas do bandido, apreendidas na Colômbia em 2001.
O juiz Odilon Oliveira, titular da Vara Federal de Crimes Financeiros e de Lavagem de Dinheiro do Rio, acredita numa possível ligação de Beira-Mar com as milícias. Segundo ele, os paramilitares têm o mesmo perfil de milicianos da Colômbia, que se uniram às Farc. A milícia colombiana foi criada para dar proteção aos fazendeiros do país.
- Quando o estado bate no morro, contraria interesses. Os grupos criminosos precisam de dinheiro e têm que combater um inimigo comum: o estado. As Autodefesas Unidas da Colômbia (a milícia) se associaram ao tráfico e partiram para a onda de terror, sequestros - disse o juiz.
Odilon lembrou que, em conversas gravadas, as advogadas dos traficantes Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, diziam, quando estavam acontecendo os ataques no Rio, que havia algo ainda pior em andamento.
O chefe de gabinete do Ministério Público do Rio, o procurador Astério Pereira dos Santos - que já foi secretário de Administração Penitenciária do estado -, descartou a hipótese de união entre tráfico e milícia. Mas foi categórico quanto à necessidade de isolamento de Beira-Mar:
- As informações são graves o bastante para ele voltar para o RDD. Medidas de segurança também devem ser tomadas. As visitas têm que ser mais esparsas e curtas. Também se deve restringir a quantidade de advogados que um preso pode ter - afirmou o procurador.Fonte: O Globo, reportagem de Carla Rocha e Vera Araújo
sábado, 27 de novembro de 2010
Traficantes aguardam ordens de comando de facção para decidir sobre rendição
A polícia tem informações de que os traficantes encurralados no complexo de favelas do Alemão aguardam uma decisão do comando da facção criminosa para saber se vão se entregar ou não.
Nesta manhã, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, deu um ultimato para que os criminosos se entreguem. Até um posto para a rendição dos bandidos foi montado na rua Joaquim de Queirós, na favela da Grota, foi montado.
Nós estamos a postos para invadir o Complexo do Alemão a qualquer momento. É melhor eles se renderem agora e levantarem as armas enquanto é tempo, porque quando a gente invadir vai ser mais difícil. Os traficantes que ainda estão lá podem colocar suas armas para o alto e se entregarem. Ainda dá tempo.
Para o oficial, os criminosos não têm chances contra as forças policiais do Estado.
- Não existe a menor chance de os traficantes terem êxito nessa guerra do Alemão. Os bandidos têm a chance de se entregar agora. Estamos chegando nos momentos finais para entrar no Alemão. Temos homens, munição e equipamentos para fazer isso. Eles devem se entregar agora e ter o tratamento que a Lei lhes garante.
Fontes da polícia ainda não conseguiram descobrir junto aos informantes qual é a tendência a ser seguida. O monitoramento dos criminosos está difícil porque eles não estão se comunicando por telefones celulares e sim por programas de conversas pelo computador.
A polícia acredita que cerca de 500 bandidos ainda estejam escondidos na favela. Alguns chefões teriam fugido mas outros teriam permanecido no local. Há informações desencontradas sobre isso.
O Alemão está cercado por policiais civis e militares, além de tropas do Exército, que usam blindados. O coordenador da ONG AfroReggae, José Júnior, está na comunidade e poderá negociar a rendição dos bandidos. Criminosos temem que, caso decidam se entregar, sejam mortos a mando dos chefes do tráfico.
Homens fortes do tráfico são baleados e presos
Pela manhã, a PM confirmou que os dois baleados na madrugada por militares do Exército são os criminosos Ricardo Severo, o Faustão e Tássio Faustino, o Branquinho, que ocupam cargos de gerência no tráfico na favela Vila Cruzeiro.
Os dois criminosos foram baleados quando tentavam furar um bloqueio montado pelo Exército na rua Canitá, na entrada da favela da Fazendinha, no complexo do Alemão. Ambos foram atingidos nas nádegas.
Faustão e Branquinho foram apresentados no batalhão da Maré (22ª BPM). O segundo bandido, de acordo com a PM, é responsável pelas finanças da quadrilha da Vila Cruzeiro. Fonte: R7.com
Polícia prepara local para rendição de traficantes no Alemão
Coordenador do AfroReggae está na comunidade para ajudar no processo.
Depois do aviso do comandante-geral da Polícia Militar do Rio para que traficantes do Conjunto de Favelas do Alemão se entregassem, o relações públicas da corporação anunciou no início da tarde deste sábado (27) que já foi montado na comunidade um local para que sejam feitas as rendições.
Segundo o relações públicas, coronel Lima Castro, o local é na Rua Joaquim de Queiroz, esquina com a Rua Itararé, na Zona Norte do Rio. A polícia pede ainda que os criminosos que forem ao local cheguem desarmados ou com as armas acima da cabeça. Já está preparado também um lugar específico para levar os criminosos detidos. O coordenador do AfroReggae, José Júnior, está no local para ajudar no processo.
Estamos do lado de fora por pouco tempo', diz comandante
O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, disse nesta manhã que a entrada da polícia no Conjunto de Favelas do Alemão pode acontecer a qualquer momento. "Estamos do lado de fora por pouco tempo", afirmou ele durante entrevista coletiva no 22º BPM (Maré).
“Não vamos recuar da decisão de pacificar o Rio. Estamos chegando aos momentos finais para alcançar os traficantes que estão no Alemão”, afirmou Duarte, que fez um apelo para que os traficantes se rendam: "Quem quiser se entregar, faça-o agora".
De acordo com ele, não há hipótese de os criminosos saírem bem sucedidos desta operação. Duarte disse ainda que não acredita ainda em uma união entre facções criminosas da Rocinha e da Vila Cruzeiro e garantiu que está mantendo o cerco para onde os bandidos possam fugir.
Polícia encontra máquina de contagem de cédulas
Ainda nesta sábado, a polícia divulgou o balanço do número de apreensões na Vila Cruzeiro na sexta. De acordo com a assessoria da polícia, foram encontradas 6 metralhadoras, 4 espingardas, 39 tabletes de maconha, 220 papelotes, 111 sacolés e 15 tabletes de cocaína, uma bomba caseira, um colete a prova de balas, um uniforme camuflado, uma máquina de contagem de cédulas e uma bomba caseira.
Desde sexta, cerca de 800 homens do Exército cercam a favela, junto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Neste sábado, os agentes intensificaram as blitzes e revistas no local. Além de pedestres, veículos de passeio, táxis e até caminhões de lixo são revistados. Nesta manhã, era possível ouvir alguns tiros no local.
Homens do Exército apreenderam na região uma mochila com mais de 30 mil dólares, segundo o Comando Militar do Leste. Dois homens foram baleados após furarem o cerco policial no entorno da favela . Segundo a polícia, eles estavam envolvidos na queda de um helicóptero da polícia ano passado no Morro dos Macacos, também na Zona Norte da cidade, e seriam chefes do tráfico no local. As informações são da Polícia Militar. Fonte: G1.com
Comandante diz que a PM vai invadir Complexo do Alemão "a qualquer momento"
"Temos toda a superioridade. Não há hipótese de os traficantes serem bem sucedidos. Eles devem se entregar, essa é a hora. Depois que entrarmos, as coisas serão complicadas", afirmou o comandante da PM.
Lideranças do tráfico do Alemão estão tentando sair da região, segundo o coronel. Ele usou como exemplo a prisão dos traficantes Ricardo Severo, vulgo Faustão, e Tassio Fernando Faustino, capturados na madrugada deste sábado quando tentavam deixar o morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão.
O Exército segue cercando 44 pontos de acesso. Mais cedo, por volta das 7h30, foram ouvidos alguns tiros no morro do Adeus, no bairro de Ramos, mas a situação no momento é de aparente tranquilidade.
Ontem, na chegada dos 800 soldados à região, houve intenso tiroteio e um militar das Forças Armadas foi baleado sem gravidade e pelo menos outros cinco civis ficaram feridos.
Cinco blindados do Exército circulam pela região, ajudando a patrulhar os acessos ao Complexo do Alemão. Os soldados revistam carros e motos suspeitos que passam pelo local.
Os moradores seguem sua rotina normalmente. Embora temerosos, dizem estar acostumados com situações como essa e lembram que não é a primeira vez que o Exército patrulha favelas na região.
Algumas mulheres passaram carregando cartazes com os dizeres "políticas públicas, não tiros" e "tudo pela paz, nada pela guerra". Crianças também passaram carregando balões brancos e uma delas tinha a palavra "paz" pintada no rosto.
A operação conta também com homens do batalhão de Olaria e do grupamento de choque.
Para conter a onda de violência iniciada em 21 de novembro no Rio, a polícia iniciou operações em diferentes morros e favelas. Com auxílio de blindados da Marinha, a polícia entrou na favela da Vila Cruzeiro, no complexo da Penha (zona norte), na quinta (22). Com a aproximação dos policiais, traficantes fugiram para uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão. Fonte: Folha Online, reportagem de Cirilo Júnior
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Rio confirma 171 mortes; 200 podem estar desaparecidos em Niterói
Até o final da tarde de quinta-feira, 12 corpos foram retirados no Morro do Bumba, no bairro Viçoso Jardim. A operação de resgate é dificultada pelas próprias características do lugar. A terra desceu por cerca de 600 metros. A expectativa é que o resgate dos corpos demore no mínimo duas semanas. A favela cresceu ao longo dos últimos 30 anos num terreno onde há 50 anos funcionava um lixão. Foi a pior catástrofe relacionada à ocupação desordenada nesta tragédia das chuvas. "As pessoas não tiveram muito tempo para reagir. O que ocorreu foi uma avalanche", disse o subcomandante do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel José Paulo Miranda de Queiroz.
Antes do deslizamento, os bombeiros foram chamados para resgatar uma pessoa soterrada no morro. Eles chegaram a levar uma retroescavadeira, mas voltaram ao quartel para pegar equipamentos para a noite. Por volta das 21h50, os moradores ouviram um estrondo seguido de uma avalanche de terra. Na segunda-feira, duas casas haviam desabado após um deslizamento. Um homem de 62 anos estava desaparecido. Algumas pessoas foram retiradas de casas de risco. Pelo menos 30 estavam hospedadas em casas de vizinhos no alto do morro e agora estão desaparecidas. Cinquenta e seis foram resgatadas com vida. Cerca de 300 homens, entre integrantes da Força Nacional de Segurança, policiais civis, bombeiros e policiais militares trabalharam nas operações de resgate.
Explosão
A secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos, disse que a provável causa do deslizamento foi uma explosão do gás metano em decomposição do antigo lixão. Segundo ela, o lixo em decomposição formou uma bolsa de gás metano que em contato com o ar causou a explosão ouvida pelos moradores. "Trata-se de um terreno insalubre e ainda que não houvesse tamanha instabilidade nunca deveria ter sido ocupado", declarou a secretária. O lixão estava desativado há 50 anos.
Na capital, as chuvas já deixaram 52 mortos. No Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, os bombeiros conseguiram retirar mais quatro corpos, aumentando para 22 o número de vítimas na favela. O trabalho de resgate teve que ser interrompido por alguns momentos, quando a chuva voltava a ficar mais forte.
Moradores da favela se queixaram, no entanto, do que chamaram de falta de estrutura logística. Segundo eles, estão faltando caminhões e caçambas para recolher o entulho que as escavadeiras estão retirando dos locais mais atingidos. De acordo com os bombeiros, os corpos de pelo menos mais 15 pessoas devem estar ainda debaixo dos escombros e da lama. Fonte: Agência Estado
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Almirante conta detalhes da ação para localizar estrangeiros
Comandante do Primeiro Distrito Naval, no Rio de Janeiro, o Almirante Gilberto Max Roffé conta os detalhes do processo de resgate dos 64 estudantes e tripulantes do veleiro canadense que naufragou a cerca de 500 kms do litoral brasileiro. Fonte: UOL Notícias, reportagem de André Naddeo
Leia mais >>terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Ator diz que Brasil ganhou Olimpíadas com strippers e "pó"
Reprodução/YouTubeEm entrevista num dos programas mais populares dos Estados Unidos, o Late Show, de David Letterman, o ator Robin Williams fez piada de gosto duvidoso com a escolha do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas.
O ator Robin Williams já passou por duas clínicas de desintoxicação por causa do vício em cocaína
Mal sentou na cadeira, o ator lamentou que a participação da apresentadora Oprah Winfrey e da primeira-dama, Michelle Obama, não tenha ajudado Chicago na escolha da sede.
“Espero que ela (Oprah) não esteja chateada com as Olimpíadas. Chicago enviou a Oprah e a Michelle. O Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi uma competição justa”, disse.
Robin Williams fez galhofa com Tom Cruise e várias piadas chulas. O ator já passou por duas clínicas de desintoxicação por causa do vício em cocaína. Fonte: Gazeta do Povo
