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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Voto eletrônico: Hacker de 19 anos revela no Rio como fraudou eleição

Um novo caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para as mais de 100 pessoas que lotaram durante três horas e meia o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel n° 1, no decorrer do seminário “A urna eletrônica é confiável?”, promovido pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.


Acompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros – sem nada ser oficialmente detectado.

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

O depoimento do hacker – disposto a colaborar com as autoridades – foi chocante até para os palestrantes convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz, advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.

Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A fraude, acrescentou, era feita em benefício de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho, que também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel - afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.

Fernando Peregrino, coordenador do seminário, por sua vez, cobrou providências:

“Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as letras – mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece porque ele atinge a essência da própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou Peregrino.

Por ordem de apresentação, falaram no seminário o presidente da FLB-AP, que fez um histórico do voto no Brasil desde a República Velha até os dias de hoje, passando pela tentativa de fraudar a eleição de Brizola no Rio de Janeiro em 1982 e a informatização total do processo, a partir do recadastramento eleitoral de 1986.

A Dra. Maria Aparecida Cortiz, por sua vez, relatou as dificuldades para fiscalizar o processo eleitoral por conta das barreiras criadas pela própria Justiça Eleitoral; citando, em seguida, casos concretos de fraudes ocorridas em diversas partes do país – todos abafados pela Justiça Eleitoral. Detalhou fatos ocorridos em Londrina (PR), em Guadalupe (PI), na Bahia e no Maranhão, entre outros.

Já o professor Pedro Rezende, especialista em Ciência da Computação, professor de criptografia da Universidade de Brasília (UnB), mostrou o trabalho permanente do TSE em “blindar” as urnas em uso no país, que na opinião deles são 100% seguras. Para Rezende, porém, elas são “ultrapassadas e inseguras”. Ele as comparou com sistemas de outros países, mais confiáveis, especialmente as urnas eletrônicas de terceira geração usadas em algumas províncias argentinas, que além de imprimirem o voto, ainda registram digitalmente o mesmo voto em um chip embutido na cédula, criando uma dupla segurança.

Encerrando a parte acadêmica do seminário, falou o professor Luiz Felipe, da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em 1992, no segundo Governo Brizola, implantou a Internet no Rio de Janeiro junto com o próprio Fernando Peregrino, que, na época, presidia a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Luis Felipe reforçou a idéia de que é necessário aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro – hoje inseguro, na sua opinião.

O relato de Rangel – precedido pela exposição do especialista em redes de dados, Reinaldo, que mostrou como ocorre a fraude dentro da intranet, que a Justiça Eleitoral garante ser segura e inexpugnável – foi o ponto alto do seminário.

Peregrino informou que o seminário será transformado em livro e tema de um documentário que com certeza dará origem a outros encontros sobre o mesmo assunto – ano que vem. Disse ainda estar disposto a levar a denuncia de Rangel as últimas conseqüências e já se considerava um militante pela transparência das eleições brasileiras: “Estamos aqui comprometidos com a trasnparência do sistema eletrônico de votação e com a democracia no Brasil”, concluiu. (OM). Fonte: Blog Capitão Assumção

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

MP monitora solução de concurso da Copel

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que vai acompanhar a postura da FAE Centro Universitário, organizadora do concurso público da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), em relação à solução dos problemas ocorridos durante a realização das provas no último domingo.

Candidatos reclamam da falta de organização nos locais de provas em Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. A alegação é de que os portões dos locais dos exames foram fechados antes do horário previsto, o que teria impedido centenas de pessoas de participar do processo. Além disso, há reclamações de falta de preparo dos fiscais, falta de informações claras sobre o endereço dos locais de prova e do cancelamento de uma das provas no momento de sua realização por um erro da organizadora do concurso.


Fiscalização
Candidato “twitou” de dentro da sala

A polêmica em torno do concurso da Copel foi tema de debate no serviço de microblog Twitter. Um dos casos, inclusive, envolve o uso do próprio sistema por um dos candidatos de dentro da sala de provas.

O web designer Rubens Cavalheiro diz que não houve uma fiscalização criteriosa quanto ao uso de relógios, aparelhos celulares e dispositivos eletrônicos dentro das salas do concurso. “Os fiscais apenas ‘avisaram’ que esses aparelhos deveriam ser guardados”, conta. De dentro da sala, minutos antes de começar a prova, o candidato conseguiu postar mensagens no sistema de microblog através de um iPod Touch.

“Cheguei a tempo e já estou na sala, que inicie o concurso da Copel”, escreveu Cavalheiro. “Agora que percebi só tem web designer na minha, tenho que tentar algo para feri-los emocionalmente huahua brincadeirinha”, completou cerca de 10 minutos depois. Ao terminar a prova, o candidato escreveu: “Terminou a prova, não lembrava que escrever redação dói tanto a mão o braço #copel”.

Cavalheiro conta que “por uma questão de consciência” guardou o aparelho durante a realização da prova. “Mas se quisesse, poderia muito bem tê-lo usado escondido”, afirma.

O edital do concurso proíbe o uso ou manuseio de aparelhos eletrônicos. “Estes pertences deverão ser guardados em local em que o candidato não possa visualizá-los. O candidato que estiver usando ou manuseando quaisquer desses instrumentos durante a realização da prova serão eliminado do Concurso”, diz o edital. (ACN)
“Em havendo indícios de fraude – como o favorecimento de candidatos – ou crime, o Ministério Público pode atuar no sentido de zelar pela lisura do processo”, informou o MP-PR por meio de sua assessoria de imprensa. O exame era para cadastro de reserva em 53 cargos de nível superior e 99 cargos de nível médio e técnico. Os salários vão de R$ 822,52 a R$ 4.930,32. O concurso registrou cerca de 80 mil inscrições.

Em Curitiba, a advogada Letícia Arend afirma que a falta de informações a impediu de participar do concurso. “No comprovante de inscrição estava informado que a prova seria realizada na sala ‘212 – Térreo’, sem no entanto informar qual o bloco, já que a prova foi realizada simultaneamente em dois blocos, ambos com salas ‘212 - Térreo’. Como nenhum fiscal soube me informar para onde eu deveria me dirigir, fui para a sala errada, mas quando percebi o erro e fui para o bloco certo, fui impedida de entrar no local porque o horário já tinha se esgotado”, relata. Segundo ela outras 20 pessoas passaram pelo mesmo problema.

Defesa

Por meio de nota oficial, a FAE Centro Universitário reconheceu erro no processo seletivo das provas para os cargos de Técnico Am­­biental, Técnico em Agri­men­­­sura e Técnico Industrial de Mecânica, que serão re­­marcadas, em data a ser definida, pois houve “uma alteração nos códigos dos cargos” que impossibilitou os candidatos de realizarem os testes.

Sobre as outras denúncias, a instituição garante que todas as recomendações do edital foram cumpridas. Em relação aos problemas com endereços, a FAE informa que o nome das ruas foram encaminhados eletronicamente pelos locais de provas e que eles constam nos sites de cada instituição. Quanto à reclamação de despreparo dos fiscais, a organizadora do concurso diz que todos foram treinados e cumpriram as normas do edital.

Procurada, a Copel informa que os problemas apontados são de responsabilidade da organizadora do concurso e que a companhia solicitou informações à FAE e aguarda o posicionamento da instituição para tomar as providências necessárias. “Tudo vai ser avaliado. Qualquer posicionamento neste momento é prematuro. Tudo que sabemos até o momento é o que temos acompanhado pela imprensa”, diz a companhia. Fonte: Gazeta do Povo

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Delegado Protógenes será homenageado na Boca Maldita


Policial deverá ganhar um diploma de "delegado do povo" durante evento

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz será homenageado durante um café da manhã na Boca Maldita, em Curitiba, neste sábado (6) pelo Conselho de Segurança (Conseg) do bairro Água Verde. Protógenes, que ganhou popularidade ao prender o banqueiro Daniel Dantas durante a Operação Satiagraha, é réu em ação criminal por violação de sigilo funcional e fraude processual. Além disso, é investigado por é suposto envolvimento em ações de espionagem .

O presidente do Conseg Água Verde, José Gil de Almeida, diz que o evento é destinado aos apoiadores e amigos do delegado. “Vamos entregar o diploma ‘delegado do povo’ em praça pública”, antecipou Almeida. Protógenes também deve discursar no evento.

Bótons e panfletos de apoio ao delegado serão distribuídos. O Jornal Água Verde, cujo dono é Almeida, pede em seu site apoio ao “delegado que está sendo perseguido porque prendeu criminosos “do colarinho branco””.
Fonte:Gazeta do Povo

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