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quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre carnaval, crimes e polícia

Roberto Carlos é abraçado pelo presidente da escola Beija-Flor, Anísio Abraão David, bicheiro

Assim como os grêmios recreativos escolas de samba evoluem pela Avenida, os criminosos foram buscando a aceitação da sociedade por meio de seus próprios símbolos. O carnaval é um desses. Como já disse uma vez aqui pouquíssimos são aqueles que num belo dia acordam e decidem do nada praticar um crime. Esse caráter vai sendo moldado em pequenas atitudes, no dia-a-dia. Mas o que é crime em algumas sociedades não é visto da mesma forma para outras. O que foi crime no passado hoje já não é mais. E assim caminha a humanidade.

Quem seria capaz de imaginar ver na primeira página de um jornal o rei Roberto Carlos, um dos maiores fenômenos da Música Popular Brasileira, sendo abraçado por um banqueiro de jogo de bicho? Só no carnaval. O carnaval das escolas de samba do Rio - que virou um espetáculo globalizado e que sustenta a indústria do turismo - é arte...e crime. Das 12 escolas de samba do Grupo Especial, seis são de bicheiros, uma do tráfico de drogas e outra da máfia do óleo, um grupo criminoso que há anos rouba combustível de embarcações ancorados na Baía de Guanabara. Entra para o Grupo Especial no ano que vem mais uma, de Jacarepaguá, uma região da cidade dominada pelas milícias.

As relações entre contravenção e carnaval teriam se fortalecido já na década de 30 por meio de um bicheiro famoso na época, Natalino José do Nascimento, o Natal da Portela, que era uma espécie de Rei de Madureira. Amigo de Paulo da Portela, um dos primeiros a dar dignidade aos sambistas, Natal decidiu, após a morte de Paulo, apoiar a escola Vai como Pode, origem da Portela. Bem-sucedido, Natal foi convidado pelo governador Negrão de Lima a apresentar a escola até para majestades, em 1959. Começou então a ser imitado por outros bicheiros que viam na escola de samba uma das formas de aceitação social. Muitos bicheiros viam também no carnaval uma boa chance para lavar o dinheiro do jogo.

O bicheiro que fez isso com mais dedicação foi Castor de Andrade, que conquistou o primeiro campeonato para a Mocidade Independente de Padre Miguel, em 1979. Castor colocou muito dinheiro na organização dos desfiles sobretudo depois que passou a comandar a cúpula do jogo do bicho no Estado do Rio. Castor chegou ao poder após a maior e mais longa guerra da contravenção, no início da década de 80, na qual foram mortos bicheiros e policiais ligados à contravenção, como Mariel Maryscot. Em 1984, ano de inauguração do Sambódromo, com a participação de dez escolas de samba ligadas a bicheiros, Castor fundou a Liga das Escolas (Liesa), que se especializou na organização do carnaval. O prefeito Eduardo Paes chegou a prometer na eleição que faria licitação para a organização do desfile, mas o assunto foi logo esquecido e não há quem tente lembrá-lo disso.

Já na década de 30 Natal da Portela era temido pelos bandidos daquela região da cidade e respeitado pela polícia, o que leva a crer que as relações entre polícia e contravenção são bem antigas. Em meados da década de 30, segundo a Wikipedia, durante o governo Vargas, o delegado titular da extinta Delegacia de Costumes e Diversões, Dulcídio Gonçalves, decidiu acabar com nomes estranhos das escolas de samba, e passou a obrigá-las a tirar alvará para poderem desfilar. Por isso, a Vai como Pode, de Natal, teve que mudar para o atual nome, GRES Portela. Quando Castor construiu seu império sobre o legado do pai, na década de 70 não havia um policial em Bangu que fosse capaz de representar alguma ameaça ao contraventor. Seu braço direito era inclusive um policial civil conhecido pelo alcunha de Tião Tripa. Castor cresceu sob o silêncio de autoridades, políticos e até magistrados. Só em 1994, com a queda de sua fortaleza, quando veio à tona a longa lista de colaboradores, Castor perguntou, espantado, "que polícia é essa?", que invadira seu QG. Era o Bope, a tropa de elite.

Mas no século XXI já circulam fortes rumores de que há agentes do Bope que dão segurança a chefes da máfia dos caça-níqueis, que nasceu do jogo de bicho. Fonte: Blog Repórter do Crime, reportagem de Jorge Antonio Barros e Foto: Marco Antônio Teixeira/ O GLOBO

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Integrantes de maior quadrilha de tráfico do PR são ouvidos pela Justiça

Reús são levados à audiência por agentes da PF e do Depen, nesta segunda-feira (7) - foto: Marcos Koren/PF

Dentre os réus, estão Éder Conte e a suposta namorada dele, a miss Suzimara Steff. Depoimentos fazem parte das audiências de instrução do processo

Nove pessoas, acusadas de integrar a maior quadrilha de tráfico de drogas do Paraná, foram ouvidos pela Justiça, nesta segunda-feira (7), em Curitiba. As oitivas fazem parte das audiências de instrução do processo no qual o grupo é réu de tráfico de entorpecentes, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. Dentre os presos, está Éder de Souza Conde, de 35 anos, apontado como o cabeça da quadrilha, e a suposta namorada dele, Suzimara Steff, segundo lugar no concurso Miss Curitiba 2010. Todos foram presos foi maio do ano passado durante a Operação Ressaca, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

As audiências de instrução começaram na semana passada e ocorrem na 9ª Vara Criminal, no bairro Santa Cândida, na capital. De acordo com a pauta desta segunda, os nove acusados prestariam depoimento. Até as 17h30, os réus ainda eram ouvidos pela Justiça.

As investigações da PF apontaram que a quadrilha movimentava 100 quilos de drogas a cada três meses no Paraná, chegando a gerar um lucro anual de R$ 6 milhões ao grupo criminoso. Os entorpecentes eram negociados pelo próprio Conde em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. A droga era trazida ao Paraná de carro e de ônibus e, no estado, era distribuída a outros traficantes e a usuários. A quadrilha chegava a pagar R$ 250 mil por cada carregamento de tóxicos.

Duas pessoas que transportavam drogas para Conde chegaram a ser presas pela PF e apontaram-no como proprietário do produto. A polícia também conseguiu comprovante de compras de entorpecentes e monitoramento de viagens de Conde a Ponta Porã para negociar pessoalmente a compra dos carregamentos.

A PF localizou ainda uma casa, no bairro Cidade Industrial de Curitiba que funcionava como “quartel-general” da quadrilha. Em paredes ocas da casa, foram encontrados fuzis e 15 tijolos de cocaína.

Operação

Como os réus são considerados de alta periculosidade, uma operação severa foi articulada para transportar os acusados da sede da PF às audiências. As equipes são compostas por cinco viaturas e por 15 homens, entre agentes da PF e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que está auxiliando, inclusive, na custódia dos réus durante as audiências.

As seções são abertas ao público, mas por questões de segurança, um número restrito de pessoas pode acompanhar os depoimentos. Nesta segunda, os réus permaneciam em uma sala isolada e eram levados, um por um, à sala de audiência, quando prestariam depoimento. Durante todo o trabalho, eles permaneciam sob escola da PF e do Depen. “Como são presos muito perigosos e com perspectivas de permanecer muitos anos, eles não têm nada a perder. Por isso, todo esse cuidado”, explica o responsável pela comunicação da PF, Marcos Koren.

Os sete homens acusados de integrar a quadrilha – incluindo Conde – estavam custodiados na Penitenciária Federal de Catanduvas e foram trazidos a Curitiba na semana passada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen). As duas mulheres – entre elas, Suzimara Steff – estão detidas no Centro de Triagem I, na capital.

Na semana passada, foram ouvidas testemunhas de acusação e de defesa. O primeiro a depor foi o delegado da PF, Wagner Mesquista, responsável pelas investigações que terminaram com a prisão do grupo. Em quatro horas de depoimento, ele deu detalhes sobre as diligências e detalhou as provas que já foram apresentadas à Justiça. “Foi uma audiência produtiva, em que demonstramos a consistência das acusações e das provas, que são muito fortes contra todo o grupo”, disse o delegado. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Felippe Aníbal

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Escutas telefônicas revelam tráfico de drogas dentro de delegacia

A polícia civil apresentou o conteúdo de conversas telefônicas gravadas com a autorização da Justiça e que mostram que o tráfico era comum dentro das celas da carceragem

A Festa de Natal dos presos na delegacia de Campo Mourão (região Centro-Oeste do Paraná) expôs mais um grave problema, o tráfico de drogas dentro da cadeia. A polícia civil apresentou o conteúdo de conversas telefônicas gravadas com a autorização da Justiça e que mostram que o tráfico era comum dentro das celas da carceragem.

Em dos trechos divulgados nesta segunda-feira (10) pela equipe de reportagem da RPC TV Maringá , o detento Éder Amorin conversa com um traficante que está fora da cadeira. “É de mil o bagulhinho?”, perguntou o preso. “Rapaz do céu, não tem melhor na cidade”, respondeu o traficante. Amorin ainda comenta: “Nós estamos com um ali que vou falar pra você, parece uma pedra de mármore (como os presos chamam o crack).”

Em outra ligação, Amorin conversa com mais um traficante, Gilmar Cavalcanti, que foi preso na quinta-feira passada (6), durante a Operação Vila Cândida. Na gravação, Cavalcanti questiona: “Mas então, quanto que é cada caixa?“. Amorin responde: “Então, eu fiz um negócio bom, bem baratinho. Tá na minha mão, não interessa não?”, oferece o detento. Cavalcanti é o mesmo traficante que mantinha contato com a jornalista Maritânia Forlin, que também foi presa na semana passada, acusada de trocar favores com criminosos.

As gravações foram feitas entre os dias 25 de outubro e 11 de novembro do ano passado e fazem parte das investigações sobre o tráfico de drogas na cidade. Segundo o delegado José Aparecido Jacovós, os presos encomendavam as drogas por meio de celulares. O material era entregue aos familiares, que levavam os entorpecentes para dentro do presídio.

Os presos que faziam as ligações de dentro da cadeia eram os mesmos que participaram da festa de Natal. Com a ajuda de carcereiros, os detentos tiveram acesso a mil latas de cerveja, além de drogas como maconha e cocaína.

Reunião

Na manhã desta segunda-feira (10), o delegado chefe da delegacia de Campo Mourão se reuniu com o corregedor de presídios da região Centro-Oeste do estado. Em entrevista para o Paraná TV – 1ª Edição, Jacovós afirmou que nenhuma ação será determinada sem as presenças do juiz corregedor e do promotor corregedor. “Para que não se diga que houve uma retaliação ou qualquer medida contrária ao direito dos presos”, explicou.Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Marcus Ayres, com informações da RPC- TV Maringá

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Traficantes devem fugir para o Paraná, diz Francischini

“A Secretaria de Segurança Pública do Paraná deve urgentemente tomar medidas preventivas contra a possível fuga de traficantes de drogas do Rio de Janeiro para outros locais, principalmente o Paraná e o Paraguai” comentou nesta segunda em seu site, o delegado Fernando Francischini, eleito deputado federal.

Francischini observa que “obtendo informações estratégicas das forças de combate ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro, como o nome dos principais procurados pela polícia, que estão com mandado de prisão expedidos e a identificação de veículos suspeitos, a Polícia Rodoviária Estadual poderia se integrar a Polícia Rodoviária Federal para fiscalizar passageiros e vistoriar carros e ônibus oriundos do Rio de Janeiro e São Paulo”.

O delegado diz ainda que “os setores de Inteligência das Polícias Civil e Militar deveriam também se integrar a Polícia Federal para auxiliar no controle e patrulhamento da região de fronteira, principalmente as de Foz do Iguaçu e Guaíra, bem como o Lago de Itaipu que fornece várias passagens seguras para o Paraguai”. Fonte: Bonde News

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aifu apreende novo tipo de entorpecente em Maringá; droga é usada em raves

Uma operação desencadeada pela Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU), no final de semana, resultou na apreensão de um novo tipo de entorpecente que, segundo a polícia, estaria sendo consumido por jovens e frequentadores de festas raves. Derivado da Quetamina – um potente anestésico de uso humano e veterinário – o entorpecente foi encontrado com um arquivista, de 21 anos, que trabalha em um hospital de Maringá.

Antecipando-se a uma abordagem, o jovem tentou dispensar a droga, já transformada em pó, no cesto do banheiro de um bar localizado na Avenida Osires Guimarães, no Jardim Liberdade. Junto à droga, ele dispensou uma pequena balança eletrônica. Antes de ser levado à Delegacia de Polícia, o rapaz contou que havia furtado o anestésico – em líquido – do hospital onde trabalhava e usado o microondas para transformá-lo em pó.

Ainda de acordo com o rapaz, após inalado, injetado ou fumado com maconha, o pó produziria efeitos alucinógenos com duração de meia hora. No entanto, após dar entrada na delegacia o jovem mudou a versão e alegou ter adquirido o medicamento de um desconhecido. Ele foi indiciado em Termo Circunstanciado e liberado em seguida. Foi a primeira apreensão deste tipo de entorpecente em Maringá e região.Fonte: O Diário, reportagem de Roberto Silva

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Alerta aos pais: Combate ao tráfico de drogas


Thiago Samora e André Aguiar recebem no programa JP Online Entrevista o delegado do Denarc, Reinaldo Corrêa, que fala sobre as ações do governo de SP no combate ao tráfico de drogas. Assista à entrevista.

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