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sábado, 26 de março de 2011

Operação do Nurce termina com 13 presos em Maringá e Sarandi

Trata-se de uma quadrilha que roubava caminhões e cargas. Dez prisões ocorreram em Maringá e três, em Sarandi. Nurce cumpriu ainda 30 mandados de busca e apreensão

Treze pessoas foram presas em Maringá e Sarandi durante a Operação Mão Amiga II, realizada, na manhã desta sexta-feira (25), pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce). Trata-se, segundo o grupo, de uma quadrilha, cuja sede ficava em Maringá, que roubava caminhões e cargas do Paraná, São Paulo e, talvez, de outros estados. O líder é conhecido pelo apelido de Batman.

O Nurce cumpriu ainda 30 mandados de busca e apreensão, em Maringá, Sarandi, São Jorge do Ivaí e Tapejara. Os policiais encontraram diversos materiais que servem como provas contra a quadrilha, como computadores e documentos. A polícia informou que o grupo roubou 20 caminhões, no período de mais de um ano.

Hashitani explicou, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (25), como os criminosos agiam. Primeiramente, eles se posicionavam em um ponto da rodovia onde os caminhoneiros são obrigados a reduzir a velocidade. Quando o veículo passava, um deles pulava entre o cavalo e a carga.

O motorista era, então, rendido mesmo enquanto dirigia e, depois, levado para um cativeiro, sendo solto apenas horas depois. O caminhão ficava com o grupo e era, muitas vezes, levado para o Paraguai. A carga era vendida para outras pessoas. Entre os detidos está um empresário, cujo nome não foi revelado. Ele comprava cargas roubadas de óleo vegetal.

Todos os detidos tiveram expedidos contra si mandado de prisão temporária, que dura 30 dias. Assim que o inquérito terminar, a polícia tem a intenção de solicitar a prisão preventiva dos envolvidos.Fonte: Gazeta do PovO, reportagem de Thiago Ramari

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Integrantes de maior quadrilha de tráfico do PR são ouvidos pela Justiça

Reús são levados à audiência por agentes da PF e do Depen, nesta segunda-feira (7) - foto: Marcos Koren/PF

Dentre os réus, estão Éder Conte e a suposta namorada dele, a miss Suzimara Steff. Depoimentos fazem parte das audiências de instrução do processo

Nove pessoas, acusadas de integrar a maior quadrilha de tráfico de drogas do Paraná, foram ouvidos pela Justiça, nesta segunda-feira (7), em Curitiba. As oitivas fazem parte das audiências de instrução do processo no qual o grupo é réu de tráfico de entorpecentes, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. Dentre os presos, está Éder de Souza Conde, de 35 anos, apontado como o cabeça da quadrilha, e a suposta namorada dele, Suzimara Steff, segundo lugar no concurso Miss Curitiba 2010. Todos foram presos foi maio do ano passado durante a Operação Ressaca, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

As audiências de instrução começaram na semana passada e ocorrem na 9ª Vara Criminal, no bairro Santa Cândida, na capital. De acordo com a pauta desta segunda, os nove acusados prestariam depoimento. Até as 17h30, os réus ainda eram ouvidos pela Justiça.

As investigações da PF apontaram que a quadrilha movimentava 100 quilos de drogas a cada três meses no Paraná, chegando a gerar um lucro anual de R$ 6 milhões ao grupo criminoso. Os entorpecentes eram negociados pelo próprio Conde em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. A droga era trazida ao Paraná de carro e de ônibus e, no estado, era distribuída a outros traficantes e a usuários. A quadrilha chegava a pagar R$ 250 mil por cada carregamento de tóxicos.

Duas pessoas que transportavam drogas para Conde chegaram a ser presas pela PF e apontaram-no como proprietário do produto. A polícia também conseguiu comprovante de compras de entorpecentes e monitoramento de viagens de Conde a Ponta Porã para negociar pessoalmente a compra dos carregamentos.

A PF localizou ainda uma casa, no bairro Cidade Industrial de Curitiba que funcionava como “quartel-general” da quadrilha. Em paredes ocas da casa, foram encontrados fuzis e 15 tijolos de cocaína.

Operação

Como os réus são considerados de alta periculosidade, uma operação severa foi articulada para transportar os acusados da sede da PF às audiências. As equipes são compostas por cinco viaturas e por 15 homens, entre agentes da PF e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que está auxiliando, inclusive, na custódia dos réus durante as audiências.

As seções são abertas ao público, mas por questões de segurança, um número restrito de pessoas pode acompanhar os depoimentos. Nesta segunda, os réus permaneciam em uma sala isolada e eram levados, um por um, à sala de audiência, quando prestariam depoimento. Durante todo o trabalho, eles permaneciam sob escola da PF e do Depen. “Como são presos muito perigosos e com perspectivas de permanecer muitos anos, eles não têm nada a perder. Por isso, todo esse cuidado”, explica o responsável pela comunicação da PF, Marcos Koren.

Os sete homens acusados de integrar a quadrilha – incluindo Conde – estavam custodiados na Penitenciária Federal de Catanduvas e foram trazidos a Curitiba na semana passada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen). As duas mulheres – entre elas, Suzimara Steff – estão detidas no Centro de Triagem I, na capital.

Na semana passada, foram ouvidas testemunhas de acusação e de defesa. O primeiro a depor foi o delegado da PF, Wagner Mesquista, responsável pelas investigações que terminaram com a prisão do grupo. Em quatro horas de depoimento, ele deu detalhes sobre as diligências e detalhou as provas que já foram apresentadas à Justiça. “Foi uma audiência produtiva, em que demonstramos a consistência das acusações e das provas, que são muito fortes contra todo o grupo”, disse o delegado. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Felippe Aníbal

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