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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Seja bemvinda Yoani Sánches!

A jornalista, blogueira Yoani Sánches em visita ao Brasil tem provocada protestos acalorados porque expõe as dificuldades do seu cotidiano e dos cubanos. 

O que chama atenção é que Cuba vive uma ditadura de esquerda, marxista e que não recebe bem o contraditório, para alguns políticos o fato do regime ser de esquerda a ditadura se justifica, é aquela máxima "pela revolução, vale tudo", estaria tudo bem restringir direitos e liberdades individuais. 

Em Salvador-BA militantes inclusive impediram a exibição de um documentário, uma vergonha, protestar sim, inviabilizar o evento não. 


A blogueira visitou a Câmara dos Deputados e durante a sessão no dia de hoje (20) adentrou ao plenário, e como muitos visitantes foi recebida, o presidente da sessão foi cortês e fez menção a visita da jornalista, de imediato alguns deputados petistas protestaram aos gritos, como se estivessem em um protesto na rua. (Assistam no site da tv.camara.gov.br)

Uma vergonha as argumentações de quebra do regimento da Casa e as afirmações que a visita dela não diz respeito ao Brasil em nada, como não diz respeito: liberdade e democracia é sempre um bom tema para a discussão.



Seja bem vinda Yoani Sánches ao Brasil! 

Parabéns ao presidente da ALEP, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB) que fará convite a ela para que participe de uma sessão na ALEP.

Esperamos poder dizer, seja bemvinda Yoani ao Paraná!

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Brasil apreende 360t de drogas em um ano e meio de plano de fronteiras

Plano de defesa de fronteiras, que inclui uma operação liderada pelas Forças Armadas e outra pela Polícia Federal, também permitiu desarticular 65 grupos criminosos e deter 20 mil pessoas 

As autoridades brasileiras apreenderam 60 toneladas de drogas, 2.200 armas e 20 toneladas de explosivos no primeiro ano e meio de seu plano de defesa de fronteiras, afirmou nesta segunda-feira a presidente Dilma Rousseff. 

O plano de defesa de fronteiras, que inclui uma operação liderada pelas Forças Armadas e outra pela Polícia Federal, também permitiu desarticular 65 grupos criminosos e deter 20 mil pessoas. Dilma lembrou que para executar este plano, o Brasil assinou acordos com Colômbia, Peru e Bolívia, países com os quais colabora em grande parte das operações. 

Além disso, Dilma afirmou que seu governo pretende "intensificar cada vez mais" a cooperação com seus vizinhos na área de inteligência e na repressão ao crime organizado. O reforço da vigilância das fronteiras começou em meados de 2011 com a Operação Ágata, que é executada pelas Forças Armadas em missões pontuais, e a Operação Sentinela, com a qual a Polícia Federal reforçou a vigilância diária.

Uma das grandes novidades destas duas operações foi o uso sistemático de aviões não tripulados para vigiar a atividade dos narcotraficantes e outras organizações criminosas. O Brasil possui quase 16 mil quilômetros de fronteira terrestre com dez países da região. Fonte: Gazeta do Povo via EFE

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domingo, 18 de dezembro de 2011

Um erro pode manchar tudo, diz secretário sobre segurança da Copa-14

Marcelo Camargo/FolhapressO secretário José Ricardo Botelho cede entrevista em Brasília

O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, José Ricardo Botelho, terá a missão de comandar mais de 50 mil homens e administrar um orçamento de cerca de R$ 1 bilhão para proteger torcedores brasileiros e estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2014.

Delegado da Polícia Federal, com curso em Harvard e no FBI, Botelho definiu que vai priorizar as armas não letais nos estádios e seus arredores. Trará cerca de 500 oficiais estrangeiros para ajudá- -lo e decidiu que as Forças Armadas terão uma função subsidiária no evento.

Pelo esquema de segurança montado por Botelho, em conjunto com autoridades de todo o país nas três esferas de governo, o Brasil terá até um plano de emergência para o caso de greves, como a que paralisou a construção de estádios na África do Sul às vésperas do início dos jogos.

"Não tenho uma preocupação maior do que outra. Qualquer falha é crítica. Um pequeno erro pode manchar tudo. Por isso estamos pensando muito, nos estressando. Tudo é uma preocupação. Mas estamos seguros no nosso trabalho. A integração com todas as instituições está ótima", afirmou o baiano de 37 anos no seu gabinete em Brasília na quarta-feira.

Folha - Quantos homens vão trabalhar na segurança da Copa do Mundo de 2014?

José Ricardo Botelho - A ideia inicial é contar com uma média de 45 mil a 50 mil homens de segurança pública trabalhando no Mundial. Não estão computados os homens que cuidam do trânsito nas cidades, da inteligência. Estamos fechando esse número com os Estados.

Quais novidades tecnológicas o Brasil vai ganhar na área de segurança para a Copa?

Estamos priorizando a utilização da tecnologia não letal. Vamos usá-las nas proximidades das áreas da Copa, o que engloba também as Fans Fests [eventos organizados pelas cidades-sedes e pela Fifa para a transmissão de partidas em locais públicos].
Essas armas pretendem parar um agressor na medida certa e adequada. Tem uma série de kits, pistolas elétricas, sprays de pimenta. A grande vantagem é imobilizar a pessoa e evitar mortes.
Também vamos usar muito os serviços de inteligência. Já fizemos uma análise de risco junto com todos os Estados. As grandes cidades têm uma quantidade imensa de câmeras. O que vamos fazer é puxar as imagens para os centros de segurança, que serão outra grande novidade.

Policiais estrangeiros também vão trabalhar aqui?

Quase 500 homens. Criaremos um centro de comando integrado internacional, que deve ficar no Rio sob coordenação da Polícia Federal. Vamos trazer ao centro dez representantes de cada um dos 31 países que vão jogar a Copa, dez representantes de países que não disputam o Mundial mas fazem fronteira e representantes de países que não vão jogar, mas são estratégicos por terem feito um grande evento.
Esses homens podem usar a farda deles, mas sem arma. Eles só vão atuar junto com o poder público brasileiro.
Se tivermos problema com um alemão dentro do estádio, um policial deles fardado vai até ao torcedor e diz, sem a barreira da língua, que ele está causando um problema.

Na África do Sul, policiais e operários entraram em greve às vésperas do início da Copa. O país tem um plano para o caso de uma greve parar o Brasil durante o Mundial?

Estamos preparando um plano de contingência para usar a Força Nacional ou a Defesa em caso de atingir a segurança pública. Fora isso, se houver qualquer tipo de greve, estamos verificando qual instituição pode assumir e realizar aquele serviço.

Qual será o papel das Forças Armadas?

Todas as instituições serão respeitadas nas suas atribuições constitucionais. As Forças Armadas têm papel fundamental no que diz respeito ao espaço aéreo, na proteção em áreas fundamentais para os jogos e para o país, como as regiões de transmissão de energia, e em questões químicas, biológicas e nucleares. A atuação nos grandes eventos é assunto de segurança pública. As Forças Armadas vão atuar de maneira subsidiária.

A Fifa não gosta de policiais nos estádios. Eles querem segurança privada nas arenas. Como vocês lidarão com isso?

Existe uma cultura internacional privativa. O modelo deles é aquele que observa e auxilia os torcedores. No Brasil, o poder público sempre esteve presente. Chegamos num parâmetro híbrido. O segurança privado estará lá, mas o poder público estará lá também. O segurança privado vai ficar na arquibancada, vai orientar o público, mas não tem poder de polícia. Se o torcedor não se comportar, quem vai tirar o torcedor do estádio é a polícia.

Qual é a parte mais crítica da segurança da Copa?

Não tem uma preocupação maior. Qualquer falha é crítica. Um pequeno erro pode manchar tudo. Mas estamos seguros no nosso trabalho. Fonte: Folha Online, reportagem de Sérgio Rangel

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domingo, 30 de outubro de 2011

Ucrânia garante contrapartida em foguete em Alcântara

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, garantiu nesta terça-feira a contrapartida de seu país ao projeto da empresa binacional Alcântara Cyclone Space, que desenvolve o foguete Cyclone 4. A Ucrânia entrará com R$ 250 milhões --cerca de 43% do total. O aporte do Brasil será de valor semelhante.

Ucrânia e Brasil firmam parceira para produção de insulina

A garantia foi dada à presidente Dilma Rousseff, que se reuniu em Brasília com Yanukovych na primeira visita oficial do ucraniano ao Brasil.

A formalização do acordo permitirá o início de lançamentos de foguetes na base de Alcântara, no Maranhão, em 2013.

Segundo o Itamaraty, o plano é que no início de 2013 seja lançado o chamado teste de qualificação e, ainda no mesmo ano, se possa iniciar os lançamentos de foguetes.
O plano brasileiro é permitir o lançamento de seis satélites ao ano. Caso este ritmo se mantenha, o governo espera recuperar o investimento em três anos.

A presidente Dilma afirmou na manhã desta terça-feira que o Brasil irá enviar engenheiros à Ucrânia para serem treinados em empresas produtoras de veículos lançadores de satélites.

"A instalação do sítio de lançamento do Cyclone 4 em Alcântara terá efeitos multiplicadores em atividade de sensoriamento remoto, serviços meteorológicos e controle do espaço aéreo", afirmou Dilma, que garantiu ainda que significará o "ingresso [do Brasil] no mercado de lançamento de satélites".

No encontro, também se firmou um memorando para produção de insulina que pode beneficiar o Brasil, que ainda depende de material importado para atender a demanda interna. Fonte: Folha Online, reportagem de Ana Flor

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sábado, 22 de outubro de 2011

Quantos são os evangélicos no Brasil?

Para uns somos 20,2%, ou cerca de 40 milhões de pessoas. Outros falam em 51,1 milhões. Os mais otimistas falam que em 2020 seremos mais da metade da população, ou cerca de 105 milhões de almas.

A velha máxima de que os números não mentem pode estar com os dias contados. Pelo menos, no que diz respeito a estatísticas sobre religião no Brasil. Contrariando as últimas pesquisas sobre a fé no país, que apontam os evangélicos como sendo 20,2% da população – ou menos de 40 milhões de pessoas –, diversas denominações apostam em um panorama mais otimista, no qual os crentes já seriam atualmente 51,1 milhões. Dizem mais: que, caso se mantenham as atuais taxas de crescimento do segmento cristão evangélico, os crentes em Jesus serão, já em 2020, mais da metade da população brasileira, o que equivaleria a 105 milhões de almas. Números evangelásticos (termo cunhado para se referir aos constantes exageros dos crentes) à parte,o certo é que organizações que se dedicam a estatísticas religiosas trabalham com números que apontam uma maioria religiosa protestante no Brasil em apenas dez anos.

O cálculo é feito por organizações como o Departamento de Pesquisas da Sepal (Servindo Pastores e Líderes) e o Ministério Apoio com Informação (MAI), levando em conta a taxa de crescimento que os evangélicos tiveram nas últimas décadas, sobretudo a de 1990. As projeções têm como ponto de partida os Censos periódicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento de 1991, por exemplo, sabe-se que os evangélicos eram 13 milhões naquele tempo, ou 8,9% da população brasileira. Nove anos depois, em 2000, já haviam dobrado de tamanho, passando a ser 26, 1 milhões, 15,45%. “Se o crescimento anual se mantiver nesses patamares, de cerca de 7,4% ao ano, poderemos ter, sim, mais de 50% da população brasileira composta por evangélicos”, aponta o pastor Luis André Bruneto, ligado ao Departamento de Pesquisas da Sepal. “Tudo bem que a tendência mais para frente é que esse aumento venha a se estabilizar. Mas, levando-se em conta a taxa de crescimento anual dos evangélicos, que é mais de três vezes o da população do país em geral, podemos dizer que hoje um em cada quatro brasileiros é protestante”, confirma a matemática Eunice Zillner, do MAI.

Em relação às disparidades de números com um dos últimos levantamentos feitos, o Mapa das Religiões da Fundação Getúlio Vargas (FGV), baseado nos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE,Bruneto aponta que essa classificação pode ser imprecisa. O estudo destaca uma estabilidade do crescimento pentecostal, que fica em 12% do total da população, um pequeno crescimento das denominações históricas, que passam de 5,39% para 7,47%, e um forte aumento daqueles que se dizem evangélicos, mas não estão em nenhuma denominação específica. “Essas nuances já eram esperadas quando comparadas as mesmas curvas estatísticas entre os censos de 1980 e 2000. Por outro lado, o Mapa das Religiões coloca as quase 200 classificações batistas como ‘históricas’, quando a maioria desse grupo deveria ser classificada como ‘pentecostal’. Em contrapartida, a Universal do Reino de Deus, que sofre grande concorrência, é tida também como ‘pentecostal’ – mesmo grupo no qual foram incluídas as Testemunhas de Jeová no estudo”, critica.

Apesar deste e outros notáveis equívocos, o Mapa das Religiões também confirma o que diversos estudiosos do fenômeno religioso brasileiro já vinham falando: o crescimento econômico e as melhores condições sociais e educacionais no Brasil favoreceriam uma migração de fiéis para igrejas históricas, conhecidas pelo ensino bíblico mais profundo e pela organização eclesiástica que favorece maior participação dos membros, inclusive em termos administrativos. Já o aumento explosivo dos evangélicos, hora ou outra, acabaria levando a um processo de secularização, com o surgimento de crentes apenas “nominais”. Ou seja, é gente que se identifica como protestante por ter nascido ou feito parte de uma denominação, mas agora não frequenta mais a igreja.

PADRÕES HISTÓRICOS

Tais nuances fazem com que muita gente fique com a pulga atrás da orelha com previsões muito otimistas neste aspecto. Mesmo trabalhando com os números, o próprio Bruneto é um que recomenda cautela. “Não se tratam de dados reais. São apenas projeções e perigosas”, observa. Como se está lidando com pessoas, e não com uma ciência exata, é bom deixar claro que a dinâmica populacional é muito intensa e que disparidades e mudanças dificultam a concretização de muitas previsões. Um bom exemplo é o surgimento do secularismo e a queda do crescimento de qualquer religião, comuns após a terceira ou quarta gerações dos convertidos. Exemplo disso acontece na Região Sul, justamente onde aportaram os luteranos, primeiros protestantes a chegarem ao Brasil como grupo organizado, a partir de 1824, com a imigração germânica. No Rio Grande do Sul, é possível encontrar a cidade mais evangélica do Brasil, Quinze de Novembro, com 80,4% de crentes, a apenas 20 quilômetros de uma das menos evangélicas, Alto Alegre, com 0,28% de protestantes. Outro caso é Timbó, em Santa Catarina. Lá, a Igreja Luterana tem mais de 15 mil membros, mas apenas 40 pessoas participam de seus cultos a cada domingo.

“Não existem estudos sérios e estatísticas confiáveis que nos permitam acreditar que o Brasil terá maioria evangélica em uma década”, sentencia o sociólogo Paul Freston, professor catedrático de religião e política na Wilfrid Laurier University, no Canadá, e colaborador na pós-graduação em sociologia na Universidade Federal de São Carlos (SP). Ele defende que, para fazer uma conta mais próxima da realidade, é necessário considerar os padrões históricos de crescimento dos evangélicos a partir dos anos 1950 e não somente na década de 90, quando houve um “pulo”. “Tempos atrás, também falaram que alguns países da América Central teriam a maior de parte de suas populações composta por evangélicos ainda antes da virada do milênio. Claro, isso não se confirmou. Se uma religião avança, outras respondem para frear a perda de fieis”, argumenta o estudioso.

Freston, que é evangélico, diz que já foi considerado um homem sem fé por causa de suas posições mais conservadoras, mas prefere optar por estimativas que considera mais realistas. “Se o crescimento não continuar tão acelerado, os evangélicos terão fracassado? De forma alguma”, ressalva. “A se confirmar o maior crescimento dos tradicionais, devemos levar em conta que, durante 25 anos, pentecostais e neopentecostais estiveram na linha de frente do avanço evangélico no Brasil. Mas essa perda de vigor também precisa ser melhor analisada. O processo pode mostrar uma perda de capacidade de diálogo dos evangélicos com a sociedade. E isso pode trazer consequências ruins a longo prazo”, alerta. Até a divulgação dos números definitivos do Censo 2010, que se promete para o ano que vem – e mesmo depois disso, já que eles parecem tão inconclusivos –, muita água vai correr sob essa ponte.Fonte: Cristianismo Hoje por Marcos Stefano

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domingo, 10 de abril de 2011

Presidente da OAB diz presos são “mais maltratados que animais”

“As prisões brasileiras funcionam como verdadeiros depósitos de pessoas, que são mais maltratadas que animais.” A crítica é do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, que esteve ontem em Maringá

“As prisões brasileiras funcionam como verdadeiros depósitos de pessoas, que são mais maltratadas que animais.” A crítica é do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, que participou ontem da abertura, em Maringá, do 1º Encontro sobre Meio Ambiente, no Teatro Marista.

Além de defender a humanização do sistema prisional, em uma campanha que a OAB está dando início, Cavalcante diz que a entidade é contra o fim da prisão especial para algumas profissões de nível superior, como advogados e integrantes do Ministério Público. O assunto está sendo discutido pela Câmara Federal.

“Temos um sistema penitenciário que não educa, que virou um verdadeiro depósito de pessoas, e que não tem nenhuma política de ressocialização. Temos uma das piores cadeias dos mundo”, diz.

Ophir Cavalcante justifica, caso seja aprovado o fim da prisão especial para advogados, por exemplo, estes profissionais seriam “seriam presa fácil para autoridades arbitrárias”. “Um advogado, ao defender o seu cliente, pode entrar em choque com o delegado, por exemplo, podendo, devido a isso, ser preso e jogado em uma cela com criminosos perigosos.”

O mesmo serve para o Ministério Público. “Eles mandam para a cadeia traficantes e outros criminosos, como poderiam ser colocados em celas juntos com pessoas que mandaram prender?”

Quando a proposta sobre a prisão especial passou pelo Senado Federal, segundo o presidente da OAB, houve uma modificação, que colocou a decisão sobre a cela separada para determinados casos a cargo do juiz. “Estamos lutando pela supressão desta modificação que ocorreu no Senado e que será analisada pela Câmara dos Deputados.”

Ficha limpa

Outro assunto abordado ontem pelo presidente da entidade é a lei da ficha limpa, que ainda não é consenso nos tribunais. “A lei da ficha limpa foi uma verdadeira revolução cultural. A sociedade participou, dizendo como ela gostaria que fossem os seus representantes. Agora, não se pode continuar com esta discussão a respeito da constitucionalidade da lei como um todo.”

Cavalcante diz que é necessário que se tome providências, a fim de dar segurança aos candidatos e ao eleitor. “A OAB está discutindo a possibilidade de se ingressar com uma ação de constitucionalidade a fim de que isso fique definido antes das próximas eleições.”

Sobre a redução da jornada de trabalho, ocorrida neste ano nos fóruns, inclusive em Maringá, Ophir diz que a OAB é contra a prática de horários diferenciados de uma Estado para outro. “A Justiça é um bem essencial à sociedade. É imprescindível que funcione e funcione bem. Temos que acabar com essa idéia que cada justiça estadual tem autonomia para dispor sobre seus horários. É necessário que tenha uma uniformidade.”

Corrupção

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante afirmou também, ontem, que encaminhou para análise da Comissão de Combate à Corrupção e à Impunidade da entidade, sugestão apresentada pelo conselheiro federal do estado da Bahia, Durval Júlio Neto, de criação do Movimento Nacional Contra a Corrupção.
“Esta é uma campanha permanente. Vamos montá-la de forma que possa ter a repercussão necessária para promover mudanças”, frisa. Fonte: HNews, reportagem de Reginaldo Eloi

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domingo, 20 de março de 2011

No Rio, Obama diz que Brasil é exemplo de democracia para mundo árabe

O presidente americano, Barack Obama, afirmou neste domingo em discurso no Theatro Municipal, no Rio, que a transição feita pelo Brasil da ditadura para a democracia é um modelo para o mundo árabe, governado há décadas por líderes fortes mas que passa por um momento em que o povo exige mais liberdades. O líder americano disse ainda que deseja "fortalecer a amizade" dos EUA com o país.

Falando a uma plateia de mais de 2.000 pessoas, Obama disse que "a transição para a democracia no Brasil nos anos 1980 pode servir de exemplo às nações do Oriente Médio".

"Esse é o exemplo do Brasil, um país que mostra que a ditadura pode se transformar em uma vibrante democracia, um país que mostra que a democracia leva liberdade e oportunidades ao povo".

Segundo Obama, nos últimos meses, o mundo árabe tem sido palco de manifestações populares que pedem mais liberdade e democracia. "Em toda a região, nós vimos jovens se levantando. Uma nova geração exigindo o direito de decidir seu próprio futuro", disse.

O presidente americano citou a Líbia: "Temos visto o povo da Líbia assumir uma corajosa posição contra um regime determinado a brutalizar seus próprios cidadãos".

"Desde o começo, deixamos claro que a mudança que eles procuram deve ser feita por seu próprio povo. Mas como duas nações que tem lutado por muitas gerações para aperfeiçoar suas próprias democracias, os EUA e o Brasil sabem que o futuro do mundo árabe será determinado pelo seu povo."

"Ninguém sabe dizer ao certo como essa mudança irá acabar, mas eu sei que mudanças não são algo que deveríamos temer."

"Esse é o exemplo do Brasil. O Brasil, um país que mostra que uma ditadura pode se converter em uma vibrante democracia. O Brasil, um país que mostra que a democracia oferece liberdade e oportunidade às pessoas", afirmou.

Segundo Obama, o Brasil é "um país que mostra como o chamado a mudança que começa nas ruas pode transformar uma cidade, um país e o mundo".

FUTEBOL E JORGE BEN

O presidente americano iniciou sua fala falando em português: "Alô", "Cidade Maravilhosa" e "todo povo brasileiro" para conquistar a plateia.

Depois citou o clássico do Campeonato carioca Vasco e Botafogo deste domingo. Seus anfitriões no Rio --o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes-- são vascaínos. No entanto, Obama foi vaiado por parte da plateia e reconheceu que o assunto é muito sério no Brasil.

Depois, em meio a elogios ao Brasil, afirmou: "Como disse o cantor, o Brasil é um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza", em referência a Jorge Ben Jor.

Durante seu discurso, o presidente americano ainda afirmou que o Brasil emergiu de décadas de mau desempenho para se tornar uma economia poderosa que tem muitos valores em comum com os EUA.

De acordo com ele, uma antiga piada de que o Brasil seria sempre um "país do futuro" não é mais verdadeira.

"Para o povo do Brasil, o futuro chegou", afirmou, sendo seguido de calorosos aplausos da plateia.

Obama disse que Brasil e EUA tem uma cultura e uma história parecidas, incluindo suas lutas contra poderes coloniais e seus povos multiculturais.

"Nos tornamos colônias reclamadas por reinos distantes, mas rapidamente declaramos nossa independência. Acolhemos ondas de imigrantes em nossas costas, e eventualmente limpamos a mancha da escravidão de nossa terra."

PARCERIAS E JAPÃO

Como no dia anterior, Obama citou as diversas áreas em que Brasil e EUA são parceiros e que podem ser reforçadas. Isso inclui os setores de energia limpa, cooperação científica, tecnologia e falou em derrubar os obstáculos que estão impedindo o crescimento das relações comerciais bilaterais.

"Da África ao Haiti, estamos trabalhando lado a lado para combater a fome, a doença e a corrupção que podem apodrecer uma sociedade."

O presidente americano também comentou sobre a maior comunidade japonesa fora do Japão que vive em São Paulo para pregar ajuda do Brasil aos japoneses na sua hora de maior necessidade, uma referência ao terremoto seguido de tsunami registrado no último dia 11 que já deixou mais de 7.000 mortos no país asiático.

"Nos EUA, nós criamos um laço de mais de 60 anos com o Japão", disse. "O povo japonês é um dos nossos amigos mais próximos e estaremos lado a lado com o povo japonês para superar esse momento."

O discurso de Obama no Theatro Municipal estava previsto inicialmente para ser realizado na Cinelândia, que encerraria a agenda do mandatário na cidade. O local havia sido escolhido em detrimento de outras opções, como a praia de Copacabana, por questões de segurança. No entanto, o evento foi transferido na sexta-feira (18) para o interior do teatro.

Entre os mais de 2.000 convidados estavam grupos de mulheres e idosos de Santa Cruz e Bangu (bairros de classe média baixa da zona Oeste do Rio), que conduzem projetos sociais com apoio da Prefeitura e do governo do Estado.

Também integrava a plateia uma representação do Instituto Empreender, cujo objetivo é promover programas nas áreas de empreendedorismo, com acesso ao crédito e desenvolvimento de microempresas. O projeto é apoiado pela Usaid, agência norte-americana de assistência econômica e humanitária.

Na plateia, há ainda representantes do movimento negro e expoentes da cultura afro-brasileira, como os atores Lázaro Ramos, Taís Araújo, a ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial) e o ativista, ex-político e intelectual Abdias do Nascimento, 97.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

ONU aprova uso da força militar contra Gaddafi na Líbia; Brasil se abstém

Editoria de Arte / Folhapress

A resolução apresentada pela França, Reino Unido, EUA e Líbano defendendo a implementação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia foi aprovada hoje no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Também foram aprovadas "todas as medidas necessárias para defender os civis" no país, exceto uma invasão por terra.

A criação dessa zona autoriza o abate de aviões do ditador líbio, Muammar Gaddafi, que decolem para atacar tropas opositoras. Em outras palavras, a ONU liberou o uso da força militar para que a resolução seja respeitada.

A medida endurece ainda o embargo e as sanções contra Gaddafi, seus familiares e círculo mais próximo de colaboradores implementadas no mês passado. Bens e fundos de investimento do ditador e sua família na Suíça e na União Europeia há haviam sido congelados semanas atrás.

A resolução foi aprovada por dez votos a favor, nenhum contra e cinco abstenções, entre elas a Rússia e a China, que detêm poder de veto. Surpreendemente, o Brasil se absteve da votação. O Itamaraty confirmou o voto brasileiro na ONU à Folha.com, por telefone.

O resultado da votação chega em meio a um clima de extrema urgência na comunidade internacional, horas após o regime de Gaddafi fazer na TV estatal uma promessa de ataques para "limpar Benghazi, sem piedade", e oferecer anistia aos que se renderem.

A embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o país não está convencido de que o uso da força levará ao objetivo primordial de defesa ao povo líbio e que a resolução pode ter um efeito não desejado de "aumentar os confrontos no solo".
ONU aprovou medidas militares contra a Líbia; França disse que operações podem começar em questão de horas - Foto: Stan Honda/AFP

Ela ressaltou que o Brasil continua apoiando a resolução passada no Conselho sobre a Líbia, que impôs sanções como proibição de viagens e veto à venda de armas ao país.

A diplomata brasileira condenou ainda publicamente o uso de violência contra os manifestantes, o desrespeito aos direitos humanos e pediu o direito à liberdade de expressão. Ela defendeu, contudo, uma solução aos confrontos através de um "diálogo significativo", "uma solução pacífica e sustentável".

FORÇAS ESTRANGEIRAS PREPARAM OPERAÇÃO

Horas antes da votação, o primeiro-ministro francês, François Fillon, adiantou que em caso de aprovação da medida na ONU, Paris estaria disposta a dar início às operações dentro de apenas algumas horas.

Os EUA disseram que já preparavam seus operativos e entre os países árabes, Qatar e Emirados Árabes Unidos podem participar, disse mais cedo o representante da Liga Árabe na ONU, Yahya Mahmassani.

A Itália, país cuja posição estratégica no Mediterrâneo é crucial para o sucesso de qualquer operação contra a Líbia, também dissera que participaria das ações.

"Nós não nos esquivaríamos de nossas obrigações, embora nossa posição tenha sempre sido de moderação e equilíbrio", disse o ministro da Defesa italiano Ignazio La Russa, em
Roma.
Aeroporto de Benina, em Benghazi, foi um dos primeiros alvos de Gaddafi após os rebeldes tomarem aviões - Foto: AP/APTN

A base de Sigonella, na ilha italiana da Sicília, dá suporte logístico à Sexta Frota dos EUA e é uma das bases da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mais próximas à região.

No Reino Unido, um parlamentar próximo ao Ministério da Defesa confirmou ainda na tarde de quinta-feira que o país já mantinha caças da Força Aérea Real britânica em stand-by prontos para serem despachados ainda hoje à noite.

GADDAFI AUMENTA O TOM

"Limparemos Benghazi, toda Benghazi, dos criminosos e de qualquer um que tente ferir nosso líder e nossa revolução. Não teremos piedade contra colaboradores [dos rebeldes]", diz a mensagem do regime transmitida repetidamente durante a quinta-feira na TV estatal, prometendo ataques contra o bastião da oposição no sábado.

Forças de Gaddafi começaram o bombardeio a Benghazi na tarde desta quinta; regime prometeu "limpar" cidade.

As ameaças chegam após o regime divulgar outro comunicado alertando que ações militares externas podem resultar em danos a alvos civis e militares no Mediterrâneo como parte de um contra-ataque de suas forças.

"Qualquer ação militar externa contra a Líbia deixará todo o tráfego áereo e marítimo no mar Mediterrâneo exposto e [instalações] civis e militares se tornarão alvos do contra-ataque da Líbia", disse o comunicado transmitido pela TV estatal e distribuído pela agência oficial de notícias Jana.

Ainda na noite de quarta-feira (16), em meio a alertas do filho de Gaddafi, Saif al Islam, de que bastavam 48 horas para a vitória contra os rebeldes na Líbia, membros do Conselho de Segurança da ONU mais uma vez falharam na tentativa de obter um consenso sobre uma ação militar para deter o avanço do regime na repressão aos opositores.

O vice-embaixador da Líbia na ONU, Ibrahim Dabbashi, disse na ocasião que o mundo tinha dez horas para agir antes que um genocídio ocorra nas batalhas em Ajdabiyah, prevendo o início dos confrontos para esta quinta-feira. Fonte: Agências de Notícias via Folha Online

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Brasil: este não é um país para crianças

Nas novelas, os escritores teimam em fazer reprogramação mental às crianças - sem o nosso consentimento - trazendo para dentro de casa temas que as crianças não estão preparadas para lidar, como o tórridas cenas amorosas hetero ou (parece que é moda) homoeróticas , em nome da tal modernidade ou "da vida como ela é".

Cada vez que volto do Brasil demoro cada vez mais para recuperar-me dos seus efeitos... É claro que eu não deixo de sentir profundamente, toda a vez que piso novamente em Portugal, a perda temporária de todos aqueles que amo, especialmente a minha filha, mas a estupefação e o sentimento de impotência diante da decadência ostensiva do país deixam sequelas cada vez mais duradouras a cada viagem. Este é o motivo do "nadando" estar quase "afundando" neste período. Já vão lá mais de dois meses: natal, ano-novo e resolvo escrever exatamente agora, num sábado-de-carnaval!

O professor Olavo de Carvalho costuma dizer que dar sentido à história é algo totalmente relativo ao ponto de vista do observador, seja a sensação de "avanço" ou " decadência", mas é óbvio que , em períodos determinados, a sensação da entropia torna-se auto-evidente. O Brasil é um destes casos.

A propaganda em nível mundial de um país que "acabou com a pobreza" sob o governo messiânico de Lula da Silva não tem qualquer contato com a realidade, assim que se desembarca em qualquer aeroporto brasileiro. Mesmo assim, concedendo o argumento ao "outro lado", resolvi me questionar se esta sensação não é apenas a casmurrice de quem torce o nariz para a pós-modernidade e os "novos valores morais" implantados à "alma do homem sob o socialismo". Quem sabe mesmo tenha estado a ver o país de óculo escuros? Será que existe uma forma de medir se decadentes estamos ou se na verdade nunca "neste país" estivemos tão bem?

Pensando nisso, concluí que a forma mais concreta para definir esta situação seria verificar o que a país (nas quais as palvras de ordem "cidadania" e "justiça social" se incrustaram de modo indelével) tem a oferecer ou como influencia parte da população que irá definir o seu futuro: as crianças. Seria o Brasil um país saudável às crianças? Sob este aspecto avaliei o tempo que no Brasil permaneci. Depois de mais de ano sem pisar em terras brasileiras, por lá fiquei por exatos dez dias - no Rio Grande do Sul, para ser mais exato - e tirei um polaroid da situação atual.

A primeira coisa que me "surpreendeu" é que pode-se se dizer que falta de segurança não é problema no Brasil. O problema é o seu excesso: há "segurança" em todo o lugar, de bancos à repartição pública, postos de gasolina e até lojinha 1,99. Vi mais armas em dois dias à rua no Brasil do que nos filmes arrasa-quarteirão de Hollywood que vi na TV. O absurdo é que para a maioria da população isso é invisível.

Tão invisível que há sociólogos promovendo a "não violência" por perseguir programas de televisão e armas de brinquedo. Parece uma paródia mas não é. Pode parecer que sou a favor das campanhas pelo desarmamento da população. Sou sim, mas da população criminosa, sendo o desarmamento do restante de população uma consequencia natural disso.

Outro fato que me espanta e que nessa época de carnaval isso se acentua, é como jogamos nossas crianças à mercê dos predadores sexuais com uma ingenuidade suicida. Ver crianças emulando as caras e bocas e rebolado sensual de passistas de samba ao som de sucessos que só incentivam a pedofilia é algo que me revolta profundamente. Ainda havia - não sei se ainda existem - aqueles programas de auditório que promoviam concursos tipo "É o Tchan - infantil".

Outro aspecto a notar é que, nas novelas, os escritores teimam em fazer reprogramação mental às crianças - sem o nosso consentimento - trazendo para dentro de casa temas que as crianças não estão preparadas para lidar, como o tórridas cenas amorosas hetero ou (parece que é moda) homoeróticas , em nome da tal modernidade ou "da vida como ela é". Certamente que estes fatos existem na vida das pessoas e nossos filhos são ou serão confrontados com eles.

Mas é tarefa dos pais comentar sobre estes fatos e orientar seus filhos dentro do seu contexto educacional e religioso da família e não a televisão. Outro aspecto é que sim, fatos como estes acontecem, assim como mortes violentas, abusos sexuais e guerras também , todos os dias e não é por isso que temos de mostrar estas cenas às crianças para sermos "educacionais". Isto não é entretenimento, é doutrinação. Assim como o que se chama de " educação" também não passa de linha lateral de apoio às políticas governamentais de condicionamento social. É neste ambiente " cultural" que nossos filhos tem de conviver hoje, no Brasil.

Mas o aspecto pedófilo da cultura brasileira é algo a examinar com mais cuidado. Minha percepção é que quanto mais fundo a cultura afunda-se na apologia da pedofilia (seja em termos lúdicos ou não) mais o Estado tenta aprovar leis " duras" contra os supostos pedófilos, tudo para satisfazer à opinião pública. O caso Escola Base é o emblema deste tipo de ação midiático e brancaleônico, assim como parece ser este outro caso.

De nada adianta criar leis mais "duras" para estes crimes se a ação é errônea em sua condução e se não se ataca suas raízes. O Brasil parece ser um país em que o único tipo de nudez "aceito" pela mídia é aquele com sentido sexual e com isso prestam um belo serviço à favor de uma erotização da cultural que só pode estimular mais abusos. Neste sentido o Brasil é um "caldo natural" de cultura para criminosos de todo o tipo, mas especialmente os abusadores sexuais.

Para terminar, é sábado de carnaval e o sinal da Rede Globo, durante 10 dias, estará aberto em Portugal. Manchete no jornal mostra a nudez da "Globeleza" e a chamada: " Venha curtir o carnaval brasileiro na Globo". Definitivamente, o Brasil não é um país para crianças. Fonte: Blog Nadando contra a maré vermelha, autor:Luís Afonso Assunção

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sexta-feira, 4 de março de 2011

Alerta para o feriado de carnaval

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Câmara da Itália 'congela' acordo de defesa com Brasil após caso Battisti

Manifestantes que querem a extradição de Battisti protestam em 4 de janeiro em frente à Embaixada do Brasil na Itália, em Roma. (Foto: Reuters)

Proposta, feita na véspera, foi aprovada por todos os partidos.
Objetivo é refletir sobre a negativa da extradição do ex-ativista.

A Câmara de Deputados da Itália decidiu reenviar à comissão de Relações Exteriores da casa a ratificação do acordo de defesa entre Itália e Brasil, segundo a agência Ansa.

Como já era previsto, todos os partidos votaram a favor da proposta de "congelar" o acordo, feita no dia anterior pela relatora e vice-presidente da comissão, a parlamentar Fiamma Nirenstein, do governista partido Povo da Liberdade (PDL).

O objetivo, segundo ela, é refletir sobre o caso do ex-ativista Cesare Battisti, cujo pedido de extradição foi recusado em 31 de dezembro de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que provocou reação e recursos do governo italiano.

O parlamento também decidiu que vai examinar no dia 18 uma moção da União do Centro pela extradição de Battisti.

O ex-militante é condenado à prisão perpétua em seu país por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, época em que integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

O acordo na área de Defesa prevê o desenvolvimento bilateral de projetos para a construção de navios e fragatas, além da realização de patrulhas.

A aprovação do texto pelo Parlamento italiano é o último passo para a entrada em vigor do acordo, que foi negociado em junho pelos ministros da Defesa da Itália e do Brasil, Ignazio La Russa e Nelson Jobim, respectivamente, e já passou no Senado. Fonte: G1/Globo.com

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Posição do Brasil sobre direitos humanos provoca polêmica

Texto apresenta sugestões de como tratar países acusados de ferir direitos.
Especialistas em direitos humanos questionam postura do governo brasileiro.

Um documento enviado pelo governo brasileiro a integrantes das Nações Unidas tem provocado uma discussão entre cientistas políticos e defensores dos direitos humanos. O documento foi encaminhado há pouco mais de um mês pelo Itamaraty a países que discutem a revisão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

O texto apresenta sugestões de como tratar países acusados de ferir direitos, defende o diálogo e propõe visitas de delegações para averiguar as denúncias. Também sugere que sejam oferecidos a eles assistência técnica e mecanismos para o desenvolvimento.

Mas especialistas em direitos humanos questionam a postura do governo brasileiro, que vem sendo criticado pela aproximação com países onde os direitos humanos não são respeitados, como Cuba e Irã.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi cobrado por não ter dado apoio aos presos políticos de Cuba e só ter defendido a iraniana condenada à morte por apedrejamento depois de críticas da comunidade internacional.

O cientista político Ricardo Caldas considera que o documento acaba favorecendo regimes ditatoriais e vê outros interesses na política externa brasileira. “Tudo leva a crer que o objetivo maior é desenvolver interesses comerciais, aumentar as exportações e talvez o investimento de empresas brasileiras nesses países. Gerar negócios. Mas eu penso que a gente não pode simplesmente se aliar ao país mais tirano do mundo dizendo que a gente vai abrir um poço de petróleo lá”, afirmou.

O Itamaraty divulgou nota nesta quinta-feira (5) sobre o texto que causou tanta polêmica. O governo brasileiro nega que busque evitar censura a países que violam os direitos humanos e diz que as propostas brasileiras visam fortalecer o Conselho de Direitos Humanos da ONU. Fonte: G1.com.br

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fifa diz que falta tudo ao Brasil para Copa de 2014

"Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África à nado", disse Lula

Três anos depois de dar a Copa de 2014 ao Brasil, a Fifa alerta que falta tudo ainda no País para organizar o Mundial em quatro anos. A Fifa deixou claro que, com o fim da Copa de 2010, passará a pressionar o Brasil para acelerar as obras para o Mundial. Muitas das promessas sequer saíram ainda do papel, para o desespero da Fifa.

Ontem, questionado se existiam problemas do Brasil para a Copa, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, admitiu que sim. "Temos alguns problemas sim", disse. A lista do cartola, na realidade, é longa e complexa. "Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver se há mesmo a capacidade suficiente em hotéis", disse Valcke.

Em resumo, o recado da entidade é de que nada está em dia. Não há nem uma definição de onde ocorrerão os jogos de abertura e semifinais, como será a infra-estrutura, quais aeroportos serão usados e nem sobre garantias financeiras. Um membro do Comitê Executivo da Fifa admitiu ao Estado que, se o Brasil não tivesse concorrido sozinho para sediar a Copa, não teria levado diante da falta de planejamento.

Para a Copa de 2018 e 2022, há na Fifa quem tenha a sensação de que os candidatos estão mais preparados que o Brasil. Nos bastidores, o Brasil vem sendo considerado pela Fifa como um país tão problemático ou até pior que a África do Sul para a realização da Copa. Antes do início do Mundial, o presidente da entidade, Joseph Blatter, chegou a apontar que "o Brasil não era um paraíso", em um sinal de insatisfação com a forma de lidar com a Copa pelos cartolas e governos.

Em maio, Valcke já havia alertado que os trabalhos no Brasil estavam "impressionantemente atrasados". Sua avaliação é de que o atraso chegava a dois anos. Na quinta-feira, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, garantiu que essa não era mais a situação do Brasil e que as obras estavam já em andamento. Mas alertou para a situação dos aeroportos.

Na sexta-feira, foi a vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacar quem duvidasse do Brasil. Para ele, era "descabido" questionar se o Brasil estaria pronto para a Copa, garantindo que investimentos seriam feitos e que não faltaria aeroportos. Lula chegou a se irritar com o questionamento. "Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África à nado", disse.

Valcke, que terá de tomar decisões sobre estádios e sobre o formato da competição no Brasil, admite que o trabalho não será pequeno. "Vamos trabalhar em todos esses assuntos", garantiu. A Fifa havia prometido que falaria de 2014 após o final da Copa de 2010. Mas, ontem, um dia após a final da Copa, o sentimento ainda era de que não se deveria tratar do assunto diante do grande número de polêmicas. A Fifa estava decidida a não permitir que jornalistas brasileiros tomassem a conferência para falar de 2014. Vários jornalistas do País que pediram a palavra simplesmente não foram atendidos.

Blatter admitiu que fará uma visita até o final do ano ao Brasil, antes do fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a relação entre a Fifa, CBF e o governo não é das melhores. Lula desistiu de assistir a final da Copa, o que foi considerado como um ato de menosprezo à entidade que levará o Mundial ao Brasil em 2014.

Tradicionalmente, o presidente do próximo país sede é o convidado de honra da final da Copa. Ontem, na sala vip do estádio, o lugar de Lula ficou vazio. Fonte: Agência Estado

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Brasil e Turquia formalizam acordo nuclear com Irã em meio a ceticismo

Iraniano Mahmoud Ahmadinejad comemora assinatura de acordo nuclear com Luiz Inacio Lula da Silva, e o turco Recep Erdogan. Foto: Vahid Salemi/AP

O Irã assinou na manhã desta segunda-feira, ao lado de Brasil e Turquia, o acordo de troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear negociado neste fim de semana.

O documento, um marco nas negociações sobre o controverso programa nuclear de Teerã, ainda é visto com ceticismo por Israel e pelas potências ocidentais.

Muitos duvidam que um país como Irã, que desafia as sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e resiste a permitir examinadores internacionais em suas usinas nucleares, vai se ater aos termos do acordo.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou em Teerã que o acordo não foi discutido com as potências, mas cumpre as determinações da proposta mediada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em outubro passado, e que o Irã rejeitou.

O acordo determina que o Irã envie 1.200 quilos de seu urânio enriquecido a 3,5%, em troca de 120 quilos de urânio enriquecido a 20% na Rússia ou França --suficiente para a produção de isótopos médicos em seus reatores e muito abaixo dos 90% necessários para uma bomba. O urânio enriquecido seria devolvido ao Irã no prazo de um ano.

A troca acontecerá na Turquia, país com proximidades com Ocidente e Irã, e sob supervisão da AIEA e vigilância iraniana e turca.

Os presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, decidiram enviar a proposta no prazo de uma semana para a AIEA.

Israel analisa com ceticismo o acordo. Fontes oficiais israelenses disseram à agência de notícias Efe que o Irã já aceitara uma oferta muito parecida "e depois, na hora de passar à ação, a rejeitou. É preciso examinar isto, portanto, com ceticismo".

"Pode ser que desta vez o Irã tenha decidido mudar sua política, ou que tenha manipulado a Turquia e o Brasil, explorando as boas intenções e a inexperiência diplomática brasileira em assuntos do Oriente Médio", disseram as fontes.

Pela proposta das potências em outubro passado, o Irã embarcaria 70% do seu estoque de urânio baixamente enriquecido, que seria convertido na França ou Rússia em cápsulas de combustível compatíveis para produção de isótopos de uso médico.

Teerã recusou a proposta dizendo que o projeto de acordo não apresentava as garantias necessárias para a entrega do combustível. Depois disso, o país apresentou uma contraproposta para um intercâmbio gradual.

A classe política e, em particular o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, adverte do perigo que o Irã adquira capacidade de produzir armas nucleares e pede à comunidade internacional que tome medidas pela desnuclearização de Teerã.

Já o governo da Alemanha destacou nesta segunda-feira que nada pode substituir um acordo entre Teerã e a AIEA.

"Continua sendo importante que Irã e AIEA cheguem a um acordo", declarou o porta-voz adjunto do governo da Alemanha, Christoph Steegmans. "Isto não pode ser substituído por um acordo com outros países", completou.

Sanções

Amorim e seu colega turco, Ahmet Davutoglu, disseram nesta segunda-feira que o acordo nuclear fecha o caminho para a possibilidade que a comunidade internacional imponha novas sanções ao regime iraniano.

Com a paralisação das negociações no ano passado, o Irã anunciou que começou a enriquecer o urânio a 20% em fevereiro, mesmo diante da repreensão das potências. Desde então, os EUA lideram uma campanha por uma nova rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU, à qual o Brasil se opõe.

Em entrevista coletiva em Teerã, Amorim assegurou que o compromisso adquirido pelas autoridades iranianas fecha a porta para novas sanções.

Além disso, o chefe da diplomacia brasileira acrescentou que este acordo representa o princípio para abordar outras questões sobre o conflito nuclear.

Amorim destacou que é a primeira vez que o Irã se compromete por escrito a enviar urânio ao exterior para recuperá-lo tempo depois, como já propuseram Rússia, Estados Unidos e Reino Unido em novembro do ano passado.

Nesta ocasião, explicou o ministro brasileiro, o Irã recebeu as garantias que pedia para fechar um acordo.

Lula está há dois dias em visita oficial no Irã e hoje participará da inauguração da 14ª Cúpula do G15 (grupo dos 15 países em desenvolvimento), na capital iraniana. Fonte: Folha Online com agências internacionais

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Justiça Federal determina vacinação de toda população do Paraná

O juiz Marcus Holz considerou que o Sul do país é mais suscetível à incidência do vírus em razão das condições climáticas

A Justiça Federal de Curitiba concedeu uma liminar, nesta segunda-feira (12), determinando que a vacina contra a Gripe A H1N1 seja colocada à disposição de toda a população paranaense, independente da idade e da preexistência de doenças. A decisão atende ao pedido do Ministério Público Federal (MPF). De acordo com a Justiça, o cronograma do Ministério da Saúde (MS) não atende as faixas etárias em que ocorreram mais mortes no estado.

O juiz Marcus Holz, da 2.ª Vara Federal, considerou que o Sul do país é mais suscetível à incidência do vírus, em consequência de suas condições climáticas. O magistrado baseou a decisão em dados do Relatório de A (H1N1) Pandêmico da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).

De acordo com Holz, o grupo de maior risco de morte, por faixa etária, é de pessoas entre 50 e 59 anos. O cronograma do Ministério da Saúde, porém, determina a vacinação apenas de gestantes, doentes crônicos e crianças de seis meses a 2 anos; jovens de 20 a 29 anos; adultos de 30 a 39 anos e os idosos, com mais de 60 anos, com doenças crônicas.

A população do estado é de aproximadamente 10,7 milhões de pessoas, de acordo com dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A previsão era de que 5 milhões de paranaenses fossem imunizados, segundo Sesa.

A liminar determina que a União adquira as vacinas em um prazo de 20 dias após a notificação da decisão. O juiz estipulou multa diária no valor de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A União e o Estado do Paraná ainda podem recorrer.

A Sesa informou que não foi notificada oficialmente da decisão e por isso não se manifestaria. Por enquanto, o cronograma definido pelo Ministério da Saúde está mantido no estado, garantiu a secretaria Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Gladson Angeli

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

BA: juiz pune pais que não matriculam filhos

Um juiz no interior da Bahia resolveu punir pais que não matricularem os filhos na escola. Também decidiu proibir que os estudantes frequentem casas de jogos eletrônicos e internet, durante o horário das aula. Fonte: BandNews/UOL Notícias

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Almirante conta detalhes da ação para localizar estrangeiros

Comandante do Primeiro Distrito Naval, no Rio de Janeiro, o Almirante Gilberto Max Roffé conta os detalhes do processo de resgate dos 64 estudantes e tripulantes do veleiro canadense que naufragou a cerca de 500 kms do litoral brasileiro. Fonte: UOL Notícias, reportagem de André Naddeo

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Terra volta a tremer no Rio Grande do Norte

Laboratório sismológico da UFRN ainda analisa dados de estações medidoras. Magnitude estimada pode passar de 4 graus na escala Richter

Um novo tremor de terra assustou moradores de João Câmara (RN) e de Natal às 14h (horário de Brasília) desta segunda-feira (11). O laboratório sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) informou que os dados das estações medidoras ainda estão computados, mas a estimativa preliminar é de que a intensidade do abalo passe dos 4 graus na escala Richter.

Segundo Eduardo Alexandre, do laboratório sismológico da UFRN, o tremor é considerado forte e o epicentro pode ter sido em João Câmara (RN), região que já viveu o susto de um abalo no sábado (9). "Há registros iniciais de que vários imóveis tremeram até em Natal. A intensidade deste abalo foi maior do que o anterior. Acredito que tenha sido percebido por moradores de várias cidades da região."


Joaquim Ferreira, coordenador do laboratório sismológico da UFRN, disse ao G1 que temia que novos tremores pudessem ser registrados no estado após o primeiro abalo ocorrido no sábado. Naquela ocasião, o tremor foi sentido em João Câmara, Poço Branco (RN), Taipu (RN), Ceará-Mirim (RN) e em alguns bairros de Natal.

"O tremor pode ser uma reativação da falha sismológica de Poço Branco. Ainda não sabemos se novos tremores poderão ocorrer na região, como os eventos registrados na região de Sobral nos anos de 2008 e 2009", disse Ferreira.

A intensidade do tremor de terra registrado no sábado foi maior do que os equipamentos apontaram inicialmente e teve epicentro em Taipu (RN), local diferente do que havia sido apontado pelas estações medidoras. Uma nova medição de técnicos potiguares indicou que o abalo atingiu magnitude de 2,7 graus, podendo chegar a até 3 graus na escala Richter.

A intensidade preliminar aferida pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) foi de 2 graus na escala Richter, com epicentro em João Câmara (RN).

O coordenador afirmou que os últimos registros de tremores na região ocorreram em 1997.

Tremores em 2010

Este foi o segundo registro de tremor no prazo de uma semana no país. No sábado (2), os equipamentos do observatório registraram um tremor em Sobral (CE), que atingiu magnitude de 2,7 graus na escala Richter.

Casos recentes

Dois equipamentos do Serviço Geológico do Brasil (SGB) registraram dois abalos em Presidente Figueiredo (AM), em 30 de dezembro de 2009. Cada um dos tremores atingiu 2,4 e 3 graus na escala Richter. Fonte: G1/Globo.com

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lula defende enriquecimento de urânio para fins pacíficos no Irã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e defendeu, em pequena coletiva à imprensa, o direito do país de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos. "O que nós temos defendido há muito tempo é que o Irã tenha o direito de desenvolver enriquecimento de urânio para fins pacíficos, tanto quanto o Brasil está se desenvolvendo. É simples", disse Lula.

Segundo o presidente, o Brasil tem um modelo de desenvolvimento de energia nuclear reconhecido pelas Nações Unidas, modelo que pode ser adotado pelo Irã. "O que defendemos para nós, defendemos para o outros", afirmou.

Em seu discurso, Lula falou de aspirações comuns dos dois países nas áreas de energia e desenvolvimento científico. O presidente frisou que o comércio bilateral dobrou durante seu governo, e que há a intenção de dar mais vigor Às trocas comerciais. "O Irã poderá voltar a ser o maior destino [comercial] no Oriente Médio", disse.

Foram firmados hoje vários acordos de cooperação, nas áreas de geração de energia elétrica e de segurança alimentar. Uma visita do presidente Lula está marcada para abril ou maio do próximo ano a Teerã.

Logo após Lula, Ahmadinejad discursou e disse que Brasil e Irã defendem um mundo de paz e solidariedade, sem armas nucleares, e defendeu o direito de seu país de fazer pesquisas nucleares para fins pacíficos. "O Brasil apoia o direito do Irã de dominar todo o ciclo nuclear", disse o presidente iraniano, citando o discurso de Lula. Ahmadinejad também disse apoiar o que chamou de "avanços" do Brasil no domínio da tecnologia nuclear.

Ahmadinejad também aproveitou a visita para afirmar que não há ambiguidades no programa nuclear do país e que todas as perguntas da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) já foram respondidas.

O programa nuclear iraniano está no centro de uma polêmica internacional, com pressão ocidental para que o país envie seu urânio para ser enriquecido no exterior. O Irã assegura que tem apenas finalidades pacíficas, mas a descoberta de uma central nuclear clandestina em Qom aumentou as suspeitas de que o programa se destina à construção de armas nucleares.

O Irã alega que suas atividades nucleares são exclusivamente civis, mas não consegue afastar as suspeitas em torno de sua suposta intenção de desenvolver um programa militar.

Sobre a proposta da AIEA para um acordo, Ahmadinejad disse que o Irã estava disposto a negociar a compra de urânio enriquecido, mas que a limitação imposta pela agência de não poder comprar urânio enriquecido em 20% travou as negociações. "Isso não é a coisa certa a se fazer. Cabe ao comprador definir as condições da compra, as especificações técnicas. Estamos prontos a pagar e comprar o combustível, mas o Irã não permitirá que se ignorem os seus direitos legais", disse.

Paz

De acordo com o presidente Lula, o país de Ahmadinejad pode ser um novo ator para promover a paz. "O Irã pode ter um papel decisivo não só no Oriente Médio, mas na Ásia Central, para forjar uma ordem mundial harmônica em sua região.

Ahmadinejad reforçou o discurso amistoso do presidente Lula, destacando as afinidades dos dois países, tanto em relação às riquezas naturais como na convergência de interesse em vários campos, como o de energia. O líder iraniano acenou também que o Brasil deve atuar como um elo entre o Irã e a América latina.

O presidente iraniano reservou parte de seu discurso para atacar o sistema econômico capitalista, e afirmou que é necessário que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) passe por uma reforma que dê um assento permanente pro Brasil. "O conselho fracassou nos últimos 60 anos. A razão por que falhou é clara, falhou por causa do poder de veto que hoje está limitado a um número pequeno de países."

Foram assinados hoje acordos de cooperação nas áreas de energia, indústria e comércio, ciência, tecnologia, segurança alimentar e monetária. Foi assinado acordo de isenção de visto para passaportes diplomáticos para o período de 2009 a 2012.

Visita

O iraniano chegou hoje a Brasília por volta das 9h, procedente do Senegal. Após a reunião reservada com Lula, os dois líderes devem seguir para encontro com empresários de ambos os países.

Ahmadinejad chegou ao Brasil acompanhado pelo ministro de Relações Exteriores, Manoucher Mottaki, e do vice-ministro para a América Latina, Ali Reza Salari. Também veio ao país seu ministro de Minas e Indústrias, Ali Akbar Mehrabian. Vieram ainda membros do Parlamento iraniano e uma grande delegação de empresários que participará de um encontro empresarial Brasil-Irã. Ao lado de Ahmadinejad, veio ainda o embaixador brasileiro em Teerã, Antônio Luis Espínola Salgado.

Desde 2005, quando assumiu o poder, Ahmadinejad tenta estabelecer vínculos com líderes sul-americanos de esquerda e mantém relação próxima com Hugo Chávez. Depois do Brasil, o presidente iraniano completará sua viagem latino-americana de cinco dias com visitas a Bolívia e Venezuela, para depois retornar a Teerã com escalas no Senegal e em Gâmbia. Fonte: Folha Online

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terça-feira, 2 de junho de 2009

Nelson Jobim confirma que 5 km de destroços localizados são do Airbus que estava desaparecido

Em entrevista coletiva no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o ministro de Defesa, Nelson Jobim, confirmou que os destroços localizados pela Aeronáutica são do A330 da Air France, que desapareceu na noite do último domingo (31) com 228 pessoas a bordo durante o voo AF 447. Jobim disse que o avião Hércules da Força Aérea encontrou por volta das 12h30 desta terça-feira (2) uma extensão de 5 km de destroços da aeronave.


Círculos em vermelho indicam locais onde supostos destroços do avião foram avistados.

Os destroços são de fios, objetos metálicos, entre outros elementos, de acordo com Jobim. Mais cedo, a Aeronáutica confirmou ter encontrado uma poltrona de avião, pequenos pedaços brancos, uma boia laranja, um tambor e vestígios de óleo e querosene boiando a 650 km a nordeste de Fernando de Noronha. Segundo o coronel Jorge Amaral, o material foi encontrado pela aeronave C-130 em dois pontos diferentes distantes 60 km um do outro, às 6h49 desta terça-feira.


Segundo Jobim, as buscas pela aeronave continuam. O que for localizado pela Aeronáutica e pela Marinha será transportado, via navios, a até um ponto que fica a 400 km de Fernando de Noronha. De lá, aeronaves Hércules transportarão o material até Fernando de Noronha, onde peritos da Polícia Federal e do Instituto Médico Legal (IML) realizarão uma perícia.

O ministro disse que amanhã, às 11h, o navio patrulha da Marinha chegará ao local onde os destroços foram encontrados. Ele justifica a demora alegando que os barcos se deslocam apenas a uma velocidade equivalente a 30 km/h. O navio estará equipado com botes salva-vidas para o caso de sobreviventes serem encontrados. Jobim, entretanto, não quis falar sobre a possibilidade de encontrar sobreviventes.

Dois navios mercantes chegaram na tarde de hoje, ao local dos destroços avistados. Um terceiro navio mercante também foi desviado para o local. As três embarcações são de bandeira estrangeira (duas da Holanda e uma da França), e o desvio foi possível devido a acordos internacionais. Os navios mercantes estão no local exclusivamente para encontrar possíveis vítimas. O manuseamento dos destroços será feito somente pelos navios da Marinha.

A investigação sobre as circunstâncias e as causas do acidente serão realizadas pelo governo francês, ressaltou o ministro. Caso cheguem navios franceses para auxiliar no recolhimento de destroços, eles integrarão a operação brasileira já em andamento.

Jobim conversou com os familiares dos passageiros durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, mas afirmou que não falou sobre possíveis sobreviventes. "A operação está sendo feita em cima de resultados, não de hipóteses". O ministro confirmou que a lista de passageiros deve ser divulgada amanhã, mas ressaltou que a mesma pode não estar completa já que familiares manifestaram o desejo de não divulgar os nomes de seus familiares.

O Airbus A330 que fazia o voo AF 447 Rio de Janeiro-Paris decolou no domingo (31) à noite do aeroporto Tom Jobim e deveria ter pousado no fim da manhã de segunda-feira (horário de Paris) no aeroporto Charles de Gaulle de Paris, com 216 passageiros e 12 tripulantes a bordo.

O último contato feito pelo avião com o controle ocorreu às 22h33 do domingo (horário de Brasília). Às 23h14 uma mensagem automática indicou problemas no circuito elétrico da aeronave.

Segundo o diretor de comunicação da Air France, François Brousse, a aeronave "foi provavelmente atingida por um raio". Especialistas divergem sobre as causas do acidente

De acordo com a nota divulgada pela companhia, a última manutenção da aeronave no hangar aconteceu no dia 16 de abril deste ano. O aparelho está equipado com motores General Electric CF6-80E.
Fonte: Do UOL Notícias Em São Paulo

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