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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Israel dá ultimato e diz que Ocidente tem três anos para conter plano nuclear do Irã

Os Estados Unidos e seus aliados têm até três anos para frear o programa nuclear iraniano, que tem sofrido com problemas técnicos e com a imposição de sanções, disse o vice-primeiro-ministro, Moshe Yaalon.

Yaalon afirmou que o Irã segue sendo a principal prioridade do governo israelense, mas não mencionou possíveis ataques militares unilaterais por parte de Israel --rumor que ganha cada vez mais força.

O vice-primeiro-ministro disse esperar que as medidas lideradas pelos Estados Unidos contra o Irã tenham sucesso.

"Acredito que este esforço vai crescer, e vai incluir áreas além das sanções, para convencer o regime iraniano de que, efetivamente, ele tem de escolher entre continuar a buscar capacidades nucleares e sobreviver", disse Yaalon à Rádio Israel. "Não sei se isso vai acontecer em 2011, ou em 2012, mas estamos falando sobre os próximos três anos."

Yaalon, um ex-chefe das Forças Armadas, disse que os planos de enriquecimento de urânio do Irã sofreram reveses. Alguns analistas viram sinais de sabotagem externa em incidentes como a invasão de computadores iranianos por um vírus.

"Essas dificuldades adiaram o cronograma, é claro. Deste modo, não podemos falar de um ponto sem volta. O Irã não tem a capacidade de fazer uma bomba nuclear por si próprio", disse.

Yaalon já havia sido duro com o Irã anteriormente, afirmando que era preferível que Israel atacasse a República Islâmica em vez de permitir que o país consiga a bomba atômica.

Outras autoridades têm mantido silêncio sobre a opção militar em relação ao Irã, que traria obstáculos táticos e diplomáticos ao país.

OPÇÃO

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, já pedira no começo de novembro ao Ocidente que convença o Irã sobre o risco de sofrer uma ação militar caso mantenha seu programa nuclear.

Em discurso a uma conferência judaica nos Estados Unidos, Netanyahu disse que as sanções econômicas não demoveram Teerã, e que só uma ameaça crível de ação militar iria convencer os "tiranos de Teerã" a não desenvolverem armas atômicas.

"A única vez que o Irã suspendeu seu programa nuclear foi por um breve período durante 2003, quando o regime acreditava enfrentar uma ameaça crível de ação militar contra si", disse ele.

"O simples paradoxo é: se a comunidade internacional liderada pelos EUA espera conter o programa nuclear do Irã sem recorrer à ação militar, terá de convencer o Irã de que está preparada para adotar tal ação."

Israel e Irã são inimigos declarados na região. Acredita-se que Israel seja o único país do Oriente Médio a ter uma bomba nuclear, já que o país adota uma política de silêncio --não nega, nem confirma manter um programa nuclear com fins militares.

O Irã nega ter a intenção de desenvolver armas atômicas, mas afirma que não abrirá mão de um programa nuclear que seja voltado para objetivos pacíficos.

ATAQUES

Israel já atacou reatores nucleares de países vizinhos antes. Em julho de 1981, lançou um ataque aéreo contra reator do Iraque. Em setembro de 2007, um bombardeio israelense destruiu suposto reator nuclear na Síria.

Israel nunca confirmou oficialmente o misterioso bombardeio aéreo à Síria, que elevou a tensão regional. Doze dias depois do ataque, contudo, o então chefe da oposição e atual primeiro-ministro deixou claro o envolvimento de seu país no incidente. A Síria, por sua vez, sempre desmentiu que o local bombardeado era uma planta nuclear e admitia apenas que era "uma instalação militar em construção".

Atualmente, contudo, especialistas temem que um ataque israelense às instalações iranianas causaria uma guerra na região. Fonte: Reuters via Folha Online

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Justiça suspende apedrejamento de acusada de adultério

Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada e recebeu 99 chicotadas, apesar de sempre negar

A Justiça iraniana decidiu suspender, até segunda ordem, a pena de morte por apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani. Ela é uma mulher de 43 anos que foi a acusada de adultério. As informações são da agência oficial Irna.

"O veredicto foi suspenso por motivos humanitários e por ordem (...) do chefe da autoridade judiciária e não será aplicado pelo momento", declarou Malek Ajdar Sharifi, encarregado da Justiça na província do Azerbaijão oriental.

Mãe de dois filhos, Ashtiani recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma "relação ilícita" com dois homens. Depois, foi declarada culpada de "adultério estando casada", crime que sempre negou, e condenada a morte por apedrejamento.

O anúncio de que a aplicação da pena "poderia ser iminente" despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Reino Unido, EUA e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã.

Dezenas de celebridades dos mundos político e cultural, como o brasileiro Chico Buarque e a viúva de John Lennon, Yoko Ono, assinaram uma carta aberta contra o apedrejamento até a morte de Ashtiani. Fonte: Bem Paraná via Agência Estado

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Brasil e Turquia formalizam acordo nuclear com Irã em meio a ceticismo

Iraniano Mahmoud Ahmadinejad comemora assinatura de acordo nuclear com Luiz Inacio Lula da Silva, e o turco Recep Erdogan. Foto: Vahid Salemi/AP

O Irã assinou na manhã desta segunda-feira, ao lado de Brasil e Turquia, o acordo de troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear negociado neste fim de semana.

O documento, um marco nas negociações sobre o controverso programa nuclear de Teerã, ainda é visto com ceticismo por Israel e pelas potências ocidentais.

Muitos duvidam que um país como Irã, que desafia as sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e resiste a permitir examinadores internacionais em suas usinas nucleares, vai se ater aos termos do acordo.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou em Teerã que o acordo não foi discutido com as potências, mas cumpre as determinações da proposta mediada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em outubro passado, e que o Irã rejeitou.

O acordo determina que o Irã envie 1.200 quilos de seu urânio enriquecido a 3,5%, em troca de 120 quilos de urânio enriquecido a 20% na Rússia ou França --suficiente para a produção de isótopos médicos em seus reatores e muito abaixo dos 90% necessários para uma bomba. O urânio enriquecido seria devolvido ao Irã no prazo de um ano.

A troca acontecerá na Turquia, país com proximidades com Ocidente e Irã, e sob supervisão da AIEA e vigilância iraniana e turca.

Os presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, decidiram enviar a proposta no prazo de uma semana para a AIEA.

Israel analisa com ceticismo o acordo. Fontes oficiais israelenses disseram à agência de notícias Efe que o Irã já aceitara uma oferta muito parecida "e depois, na hora de passar à ação, a rejeitou. É preciso examinar isto, portanto, com ceticismo".

"Pode ser que desta vez o Irã tenha decidido mudar sua política, ou que tenha manipulado a Turquia e o Brasil, explorando as boas intenções e a inexperiência diplomática brasileira em assuntos do Oriente Médio", disseram as fontes.

Pela proposta das potências em outubro passado, o Irã embarcaria 70% do seu estoque de urânio baixamente enriquecido, que seria convertido na França ou Rússia em cápsulas de combustível compatíveis para produção de isótopos de uso médico.

Teerã recusou a proposta dizendo que o projeto de acordo não apresentava as garantias necessárias para a entrega do combustível. Depois disso, o país apresentou uma contraproposta para um intercâmbio gradual.

A classe política e, em particular o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, adverte do perigo que o Irã adquira capacidade de produzir armas nucleares e pede à comunidade internacional que tome medidas pela desnuclearização de Teerã.

Já o governo da Alemanha destacou nesta segunda-feira que nada pode substituir um acordo entre Teerã e a AIEA.

"Continua sendo importante que Irã e AIEA cheguem a um acordo", declarou o porta-voz adjunto do governo da Alemanha, Christoph Steegmans. "Isto não pode ser substituído por um acordo com outros países", completou.

Sanções

Amorim e seu colega turco, Ahmet Davutoglu, disseram nesta segunda-feira que o acordo nuclear fecha o caminho para a possibilidade que a comunidade internacional imponha novas sanções ao regime iraniano.

Com a paralisação das negociações no ano passado, o Irã anunciou que começou a enriquecer o urânio a 20% em fevereiro, mesmo diante da repreensão das potências. Desde então, os EUA lideram uma campanha por uma nova rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU, à qual o Brasil se opõe.

Em entrevista coletiva em Teerã, Amorim assegurou que o compromisso adquirido pelas autoridades iranianas fecha a porta para novas sanções.

Além disso, o chefe da diplomacia brasileira acrescentou que este acordo representa o princípio para abordar outras questões sobre o conflito nuclear.

Amorim destacou que é a primeira vez que o Irã se compromete por escrito a enviar urânio ao exterior para recuperá-lo tempo depois, como já propuseram Rússia, Estados Unidos e Reino Unido em novembro do ano passado.

Nesta ocasião, explicou o ministro brasileiro, o Irã recebeu as garantias que pedia para fechar um acordo.

Lula está há dois dias em visita oficial no Irã e hoje participará da inauguração da 14ª Cúpula do G15 (grupo dos 15 países em desenvolvimento), na capital iraniana. Fonte: Folha Online com agências internacionais

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

EUA veem visita de Lula como última chance para Irã

A visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Irã pode ser a última chance para Teerã evitar novas sanções no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), disse hoje um graduado funcionário do Departamento de Estado norte-americano. "Eu penso que nós veremos a visita de Lula como talvez a última grande cartada pelo engajamento", disse ele, que pediu anonimato. Lula está em Moscou e deve chegar ao Irã no fim de semana.

O Brasil defende mais negociações com Teerã antes de qualquer sanção, mas Washington tem trabalhado para que o CS imponha mais punições ao país em razão de o governo iraniano se recusar a interromper seu programa nuclear. O Irã alega ter apenas fins pacíficos no seu programa nuclear, como a produção de energia, mas potências lideradas pelos Estados Unidos defendem uma quarta rodada de sanções. As informações são da Dow Jones. Fonte: Agência Estado

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Israel pode assinar pacto de não agressão com Irã, diz jornal russo

Israel pode assinar um pacto de não agressão com o Irã, cujo polêmico programa nuclear gera muita preocupação na comunidade internacional, informa o jornal russo "Gazeta".

A publicação diz que a possibilidade foi discutida durante a recente visita a Moscou do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

"A assinatura deste pacto evitaria uma possível guerra entre os países, que parece cada vez mais real", afirma a "Gazeta".

Segundo Yevgeny Satanovsky, diretor do Instituto Russo para o Oriente Médio, citado pelo jornal, Netanyahu falou das condições para que o pacto possa ser assinado em sua visita ao Kremlin.

"Se o Irã assinar um pacto que garanta que não lançará um ataque nuclear contra Israel, a possibilidade de um conflito militar direto entre os dois países fica excluída", disse Satanovsky.

A Rússia resiste tradicionalmente a sanções contra o Irã, mas mostrou abertura a medidas punitivas desde o anúncio do presidente iraniano, na semana passada, de seus planos para produzir urânio enriquecido a 20% para seu reator e construir mais dez usinas nucleares em apenas um ano.

O anúncio instigou uma campanha internacional, liderada pelos EUA e Israel, para uma nova rodada de sanções. Para tal, são necessários nove dos 15 votos do Conselho de Segurança e nenhum veto dos cinco membros permanentes --EUA, China, Rússia, Reino Unido e França.

A Rússia declarou nesta terça-feira que não mudou sua postura em relação a uma nova rodada de sanções contra os avanços do programa nuclear iraniano, mas deixou uma abertura ao admitir que medidas punitivas não devem ser excluídas caso Teerã não cumpra suas obrigações.

A Rússia assinou ainda uma carta, redigida também por França e EUA, dizendo estar preocupada com a escalada do programa nuclear do Irã. O documento foi entregue à Agência Internacional de Energia Atômica, organização ligada à ONU e foi recebida como mais um sinal do endurecimento da posição russa em relação ao programa nuclear iraniano. Fonte: Folha Online/France Presse

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Aiatolá iraniano defende execução de líderes oposicionistas

O influente religioso iraniano aiatolá Abas Vaez Tabasi, um dos representantes regionais do líder supremo do país, afirmou nesta terça-feira que os líderes da oposição iraniana são "inimigos de Deus" e que merecem a morte, conforme a "sharia" (lei religiosa).

"Os líderes da sublevação são uns 'mohareb' [inimigos de Deus]", declarou pela TV estatal o aiatolá, que representa o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, na Província de Jorosan (nordeste). "Em nosso sistema judicial, o castigo para os 'mohareb' é claro; eles têm que ser tratados conforme a lei".
A "sharia" estipula a pena de morte para os "mohareb."

A ameaça, considerada a mais forte lançada contra os líderes da oposição que questionam a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em junho passado, coincide com manifestações que reúnem dezenas de milhares de seguidores do governo, pedindo punições aos responsáveis pelos protestos.

No domingo, oito pessoas foram mortas durante manifestações contra o governo. A turbulência política no país agora parece ter entrado em uma nova fase, com confrontos mais violentos, mais prisões e apelos das forças de segurança pedindo às autoridades que ajam "firmemente" contra os líderes da oposição.

Após um fim de semana de sangrentos confrontos, desencadeados pela celebração xiita da Ashura, o governo intensificou a repressão, cercando no domingo personalidades moderadas para tentar acabar com os protestos nas ruas.

Pelo menos 20 integrantes da oposição foram detidos desde domingo, sendo três deles próximos ao dirigente oposicionista Mir Hossein Mousavi, além de um cunhado dele e uma irmã da ativista Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz, segundo sites oposicionistas.

Ebadi disse à rádio France Info que as autoridades iranianas estão tentando silenciá-la ao prender sua irmã. "Esta prisão é ilegal porque minha irmã é dentista, não está de forma alguma ativa nos direitos humanos ou na política [...], e ela não participou de nenhum protesto", disse Ebadi.

De acordo com Ebadi, agentes de inteligência invadiram a casa da irmã dela na noite de segunda-feira, sem mandato judicial, e vasculharam seus pertences, levaram computadores e a detiveram.

Nesta terça-feira, Ahmadinejad falou pela primeira vez sobre os protestos recentes e disse que as manifestações de domingo são "um roteiro escrito por sionistas e americanos". "É um espetáculo que dá ânsia de vômito, porém tanto os que o planejaram, como os que participaram se enganam."

Em seu discurso durante ato em Teerã, Ahmadinejad rejeitou as críticas feitas pelo presidente dos Unidos, Barack Obama, e pelo governo britânico sobre a repressão dos protestos. "Nós lhes aconselhamos várias vezes, mas parece que insistem em seu fracasso. Estamos convencidos de que vão experimentar um fracasso maior do que o de seus antecessores", ressaltou, segundo a agência Irna. "O povo iraniano os obrigará a voltar atrás e fará com que, perante a história, [a atitude dos ocidentais] seja um escândalo", disse. Fonte: Folha Online com Efe e France Presse

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lula defende enriquecimento de urânio para fins pacíficos no Irã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e defendeu, em pequena coletiva à imprensa, o direito do país de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos. "O que nós temos defendido há muito tempo é que o Irã tenha o direito de desenvolver enriquecimento de urânio para fins pacíficos, tanto quanto o Brasil está se desenvolvendo. É simples", disse Lula.

Segundo o presidente, o Brasil tem um modelo de desenvolvimento de energia nuclear reconhecido pelas Nações Unidas, modelo que pode ser adotado pelo Irã. "O que defendemos para nós, defendemos para o outros", afirmou.

Em seu discurso, Lula falou de aspirações comuns dos dois países nas áreas de energia e desenvolvimento científico. O presidente frisou que o comércio bilateral dobrou durante seu governo, e que há a intenção de dar mais vigor Às trocas comerciais. "O Irã poderá voltar a ser o maior destino [comercial] no Oriente Médio", disse.

Foram firmados hoje vários acordos de cooperação, nas áreas de geração de energia elétrica e de segurança alimentar. Uma visita do presidente Lula está marcada para abril ou maio do próximo ano a Teerã.

Logo após Lula, Ahmadinejad discursou e disse que Brasil e Irã defendem um mundo de paz e solidariedade, sem armas nucleares, e defendeu o direito de seu país de fazer pesquisas nucleares para fins pacíficos. "O Brasil apoia o direito do Irã de dominar todo o ciclo nuclear", disse o presidente iraniano, citando o discurso de Lula. Ahmadinejad também disse apoiar o que chamou de "avanços" do Brasil no domínio da tecnologia nuclear.

Ahmadinejad também aproveitou a visita para afirmar que não há ambiguidades no programa nuclear do país e que todas as perguntas da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) já foram respondidas.

O programa nuclear iraniano está no centro de uma polêmica internacional, com pressão ocidental para que o país envie seu urânio para ser enriquecido no exterior. O Irã assegura que tem apenas finalidades pacíficas, mas a descoberta de uma central nuclear clandestina em Qom aumentou as suspeitas de que o programa se destina à construção de armas nucleares.

O Irã alega que suas atividades nucleares são exclusivamente civis, mas não consegue afastar as suspeitas em torno de sua suposta intenção de desenvolver um programa militar.

Sobre a proposta da AIEA para um acordo, Ahmadinejad disse que o Irã estava disposto a negociar a compra de urânio enriquecido, mas que a limitação imposta pela agência de não poder comprar urânio enriquecido em 20% travou as negociações. "Isso não é a coisa certa a se fazer. Cabe ao comprador definir as condições da compra, as especificações técnicas. Estamos prontos a pagar e comprar o combustível, mas o Irã não permitirá que se ignorem os seus direitos legais", disse.

Paz

De acordo com o presidente Lula, o país de Ahmadinejad pode ser um novo ator para promover a paz. "O Irã pode ter um papel decisivo não só no Oriente Médio, mas na Ásia Central, para forjar uma ordem mundial harmônica em sua região.

Ahmadinejad reforçou o discurso amistoso do presidente Lula, destacando as afinidades dos dois países, tanto em relação às riquezas naturais como na convergência de interesse em vários campos, como o de energia. O líder iraniano acenou também que o Brasil deve atuar como um elo entre o Irã e a América latina.

O presidente iraniano reservou parte de seu discurso para atacar o sistema econômico capitalista, e afirmou que é necessário que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) passe por uma reforma que dê um assento permanente pro Brasil. "O conselho fracassou nos últimos 60 anos. A razão por que falhou é clara, falhou por causa do poder de veto que hoje está limitado a um número pequeno de países."

Foram assinados hoje acordos de cooperação nas áreas de energia, indústria e comércio, ciência, tecnologia, segurança alimentar e monetária. Foi assinado acordo de isenção de visto para passaportes diplomáticos para o período de 2009 a 2012.

Visita

O iraniano chegou hoje a Brasília por volta das 9h, procedente do Senegal. Após a reunião reservada com Lula, os dois líderes devem seguir para encontro com empresários de ambos os países.

Ahmadinejad chegou ao Brasil acompanhado pelo ministro de Relações Exteriores, Manoucher Mottaki, e do vice-ministro para a América Latina, Ali Reza Salari. Também veio ao país seu ministro de Minas e Indústrias, Ali Akbar Mehrabian. Vieram ainda membros do Parlamento iraniano e uma grande delegação de empresários que participará de um encontro empresarial Brasil-Irã. Ao lado de Ahmadinejad, veio ainda o embaixador brasileiro em Teerã, Antônio Luis Espínola Salgado.

Desde 2005, quando assumiu o poder, Ahmadinejad tenta estabelecer vínculos com líderes sul-americanos de esquerda e mantém relação próxima com Hugo Chávez. Depois do Brasil, o presidente iraniano completará sua viagem latino-americana de cinco dias com visitas a Bolívia e Venezuela, para depois retornar a Teerã com escalas no Senegal e em Gâmbia. Fonte: Folha Online

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Assembleia de Deus é proibida de realizar cultos às sextas-feiras

Foto: Haik Hovsepian, pastor martirizado em 1994

IRÃ (3º) - A maior igreja no Irã, que realiza cultos abertos e públicos no país, não poderá abrir a igreja às sextas-feiras, por causa da pressão do governo.

De acordo com relatos, as autoridades ameaçaram o pastor Sourik, líder e administrador das igrejas Assembleia de Deus no Irã, dizendo que iriam fechar definitivamente a congregação central em Teerã, a menos que ele parasse de cultuar às sextas-feiras, com o prazo máximo do dia 31 de outubro.

Sourik, que havia resistido às exigências das autoridades, finalmente anunciou que não haveria mais cultos às sextas-feiras, mas somente aos domingos.

“O anúncio do término dos cultos de sextas-feiras foi recebido com comoção e surpresa, e provocou muita tristeza na congregação”, divulgou a rede de notícias cristã farsi.

De acordo com informações, Sourik obedeceu as ordens para garantir a segurança e o bem-estar dos membros e visitantes que frequentam os cultos. O pastor, que tem problemas cardíacos, foi muito pressionado pelos oficiais do Ministério de Informação para que fechasse a igreja às sextas-feiras, que é, oficialmente, o dia sagrado no Irã.

Recentemente, o pastor também recebeu ameaças da milícia Pasdaran (Os Guardas Revolucionários), que deram um ultimato de que, se os cultos de sexta não fossem encerrados até 31 de outubro, a própria milícia fecharia a igreja.

Alguns cristãos que souberam da notícia temem que essa ação seja o início de uma campanha contra reuniões cristãs. A maior parte do cristãos no país cultuam em igrejas domésticas, mas a igreja Assembleia de Deus em Teerã é uma das poucas que realiza cultos públicos.

“Acredito que a principal razão pela qual eles proibiram esses cultos é para enviar uma forte mensagem para os cristãos dentro e fora do Irã, de que o cristianismo não será tolerado”, comentou um informante para a agência International Christian Concern (ICC). “O principal propósito de tudo isso é a intimidação.”

Até agora, os oficiais do governo não conseguiram fornecer explicações para essa proibição. Grupos de direitos humanos afirmam que são contra qualquer proibição de culto, seja às sextas-feiras ou não.

“Pedimos que o Irã respeite os direitos dos cristãos de praticarem sua religião livremente, sem a interferência do governo, ou ordem autoritária”, disse Aidan Clay, representante do ICC no Oriente Médio.

A Assembleia de Deus em Teerã é uma igreja independente, fundada por diversos pastores e líderes muito antes da revolução islâmica. A igreja continuou com seu ministério depois da revolução e muitos pastores foram martirizados por extremistas, incluindo alguns ligados ao regime. Fonte e Tradução: Missão Portas Abertas

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pastor Hisham Kamel expõe os avanços e desafios do trabalho missionário nos países do Oriente Médio e mundo islâmico

Momento em que o pastor Hisham Kamel fazia sua exposição

O Oriente Médio é uma região do mundo composta por 22 países e a maior parte desta população é mulçumana, região chamada pelos missiólogos como JANELA 10X40 e conhecida pelas crueldades que são praticadas contra as pessoas que tem a coragem de se manifestar e declarar que são cristãos e que reconhecem Jesus como o seu salvador.

Sempre em nossas igrejas temos lido os depoimentos e relatos de assassinatos, prisões e as inumeras perseguições e crueldades cometidas contra evangélicos, pastores, missionários e seus familiares e na maioria das vezes os agressores contam com o apoio ou no mínimo com a conivência das autoridades destes países (para saber mais visite o site da missão portas abertas - http://www.portasabertas.org.br/).

Independente destas dificuldades encontradas pela perseguição a igreja neste países o pastor Hisam Kamel alegrou a todos os presentes com o seu testemunho ao relatar os avanços que o trabalho missionário tem obtido junto a alguns destes países.

O reverendo Dr. Hisam S. Kamel é Diretor Internacional do árabe Communication Center; Coordenador Geral do Terceiro Mundo Missão Association (TWMA) e é comprometido com missões entre os mulçumanos e apresentou os desafios que são grandes, mas também teceu alguns avanços do trabalho missionário no Egito, Líbano, Irã e Iraque.


EGITO - A Igreja Perseguida no Egito
21ª posição na Classificação de países por perseguição
1. O atual presidente do Egito foi escolhido por meio de eleições livres; 2. O natal é feriado nacional e pode ser comemorado pelos cristãos; 3. A constituição federal do Egito foi alterada e agora prevê a liberade religiosa; 4. 4. Milhares de pessoas tem se batizado anualmente e hoje os cristãos já são mais de 1 milhão no Egito.

LÍBANO


1. Após mais de 25 anos de guerra civil e invasão e domínio Sírio devido a guerra do Iraque os sírios deixaram o Líbano e hoje ele é um país soberano; 2.Durante a última guerra entre Israel e o Hezbola milhares de civis ficaram feridos e desabrigados e em sua fuga e desespero não foram acolhidos por nenhum mulçumano, porém os evangélicos os receberam e milhares foram abrigados, tratados e com este testemunho milhares se converteram.

IRÃ - A Igreja Perseguida no Irã
3ª posição na Classificação de países por perseguição
1. Nos últimos anos devido a perseguição dos revolucionários do Islã milhares tem se revoltado e se decepcionado com o Islã e cerca de 30.000 deixaram o Islã nos últimos anos; 2. O crescimento dos evangélicos no Irã esta em torno de 7 a 10% por ano.

IRAQUE - A Igreja Perseguida no Iraque
16ª posição na Classificação de países por perseguição
1. O atual presidente foi eleito democraticamente pelo povo; 2. A constituição federal do Iraque foi alterada e prevê a liberdade religiosa; 3. Na época de Sadam Hussein Bagdá tinha 1 igreja evangélica hoje são mais de 20 igrejas evangélicas na capital.

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sábado, 26 de setembro de 2009

Lula fala com Obama sobre risco iraniano; líderes não querem isolar o país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na manhã desta sexta-feira rapidamente com o colega dos Estados Unidos, Barack Obama, em Pittsburgh (EUA), onde participam de reunião do G20. Conforme informações passadas pelo embaixador do Brasil em Washington, Antonio Patriota, à agência de notícias France Presse, os dois conversaram sobre a segunda planta nuclear iraniana e concordaram que não é possível isolar o país.

Foto:Charles Dharapak/AP
O presidente Lula cumprimenta o colega Barack Obama no G20; americano disse que contato entre Brasil e Irã "parece bom"

Segundo o embaixador brasileiro, no encontro com Lula, Obama disse que "parece bom que o Brasil dialogue com o Irã", em referência à visita que o presidente Mahmoud Ahmadinejad deverá fazer ao país, em novembro que vem.

Nesta quarta-feira (23), na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, Lula e Ahmadinejad tiveram um encontro no qual Lula defendeu o direito do Irã desenvolver energia nuclear para fins civis, desde que o país, assim como faz o Brasil, coopere com as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

No entanto, na manhã desta sexta-feira, Obama, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o premiê britânico, Gordon Brown, fizeram um comunicado de repúdio à admissão, por parte do Irã, de que o país possui uma planta de enriquecimento de urânio que, para as potências ocidentais, era secreta.

Com a revelação da nova planta iraniana, assessor diplomático do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, ressaltou que, se as denúncias estiverem certas, o Brasil condenará o Irã, mas sem "se unir àqueles que querem encurralar o Irã". "Nós já sabemos o que resulta da política de encurralamento: resulta o Paquistão ou a Coreia do Norte", dois países que têm armas nucleares.

No pronunciamento, Obama disse que "não é a primeira vez que o Irã esconde informações" sobre o seu programa nuclear, mas fez questão de ponderar que o país tem direito à energia nuclear, exceto que o tamanho e configuração da nova planta seriam "inconsistentes com um programa nuclear pacífico".

Sem deixar de, como diz, "estender a mão", Obama voltou a pedir que o Irã se engaje nos diálogos pela desnuclearização conduzidos pelo Grupo dos Seis (EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha) e que mostre "ações" na reunião marcada para o próximo dia 1º de outubro, na Alemanha.

Entre Obama e Brown, o presidente francês foi o que adotou o tom mais rigoroso em relação ao Irã. Sarkozy disse que o Irã "levou a comunidade internacional por um caminho perigoso" e que "tudo precisa ser colocado na mesa agora". "Não podemos deixar os líderes iranianos ganharem tempo enquanto os motores estão em ação."

Carta

Na carta dirigida ao diretor-geral da AIEA, Mohamed El Baradei, o governo iraniano confirma a existência da planta denunciara pelas potências ocidentais, mas afirma que só dará "outras informações complementares no devido tempo e de forma apropriada", segundo os detalhes divulgados pelo porta-voz Marc Vidricaire, em comunicado.

O único dado técnico que Vidricaire adiantou é que o nível de enriquecimento de urânio seria de até 5%, condição que daria origem a um combustível pouco purificado, suficiente apenas para alimentar reatores nucleares de geração de eletricidade. O comunicado não dá detalhes sobre o conteúdo da carta, mas diz que "o organismo acredita ainda nenhum material nuclear tenha sido introduzido na instalação do Irã".

O Irã já possui uma grande usina de enriquecimento de urânio conhecida, em Natanz, a 250 km de Teerã, na região central do país, cuja existência foi revelada em 2002.

O complexo já conhecido, que tem uma parte subterrânea, é monitorado atualmente pelos inspetores da AIEA. A agência divulgou um relatório recentemente no qual dizia que o regime iraniano reduziu a quantidade de enriquecimento de urânio pela primeira vez em alguns anos, mas advertiu que ainda não foram esclarecidas as metas nucleares. Fonte: Folha Online da France Presse, em Pittsburgh

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

G-8 dá três meses para Irã suspender programa nuclear

O ministro de Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse hoje que os países do Grupo dos Oito (G-8), formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia) darão ao Irã prazo até o final do ano para encerrar seu programa de enriquecimento de urânio e evitar novas sanções.

Frattini, cujo país está na presidência rotativa do clube dos países mais ricos, disse que ministros de Relações Exteriores dos países membros concordaram, na noite de ontem, em dar mais tempo ao Irã. "A mim parece uma perspectiva razoável. E, depois do fim de dezembro, eu espero fortemente que tenhamos medidas práticas da parte do Irã", disse Frattini.

Frattini disse que o acordo informal será reexaminado a cada mês até o final do ano. Ele disse que o G-8 não poderia permitir que os iranianos acreditem que as maiores potências do mundo "afrouxaram" e permitir que o Irã as mantenham em espera.

Ontem, o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, abriu a possibilidade de apoiar eventuais sanções. A medida foi tomada depois que o presidente Barack Obama desistiu dos planos de construção de um escudo antimísseis no leste europeu. Fonte: Agência Estado

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