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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Igrejas evangélicas farão ato político em Brasília para apoiar a candidata Dilma Rousseff

A candidata do à Presidência Dilma Rousseff, da coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, receberá no sábado (24), em Brasília, o apoio formal dos representantes das principais igrejas evangélicas do país. Organizado pelo Pastor Manoel Ferreira, deputado federal pelo PR-RJ, o ato reunirá representantes de 15 denominações.

Apenas a Assembleia de Deus, Ministério Madureira, presidido por Ferreira, conta com seis milhões de seguidores. Será a primeira reunião do grupo com Dilma após o início da campanha presidencial. Durante a pré-campanha, Dilma já havia participado de um culto da Assembleia de Deus em São Paulo.

De acordo com a Pastora Eloá — que participa do mesmo Ministério de Pastor Ferreira —, a decisão de apoiar Dilma foi tomada porque ela representa a continuidade do governo Lula. “O presidente Lula foi bastante comprometido com o nosso segmento. Acreditamos que Dilma também terá o mesmo tipo de relação conosco.”

Segundo Eloá, uma das principais ações do governo aconteceu durante as votações do Código Civil, quando alguns setores parlamentares tentaram transformar o Estatuto de funcionamento das Igrejas em Associações — o que, segundo elas, modificaria a atuação dos evangélicos. “Isso tiraria a nossa liberdade de culto. Não somos uma associação, somos baseados em princípios teocráticos”, disse a pastora.

O evento de sábado não será um culto, mas, sim, um ato político de apoio à candidata. Ela lembrou que, ainda durante a pré-campanha, Dilma se reuniu com o pastor Manoel Ferreira e assumiu alguns compromissos com o setor. “Ela nos assegurou que, durante o seu governo, não partiria do Executivo iniciativas propondo a união civil dos homossexuais e a legalização do aborto no país”, afirmou.

De acordo com a pastora, os pedidos não significam qualquer tipo de preconceito com os homossexuais, lembrando que cada um tem o direito de escolher sua opção sexual. “Mas nós também temos o direito de lutar contra algo que não concordamos, como a possibilidade de sermos obrigados a realizar casamentos homossexuais em nossas igrejas”, completou.

Pelos cálculos da pastora, os evangélicos representariam entre 33% a 35% da população brasileira, embora os censos recentes restrinjam esse percentual a 26%. Eloá acredita que as eleições de outubro trarão um aumento na bancada evangélica do Congresso. Apenas a Assembleia de Deus Ministério Madureira — da qual Eloá e Manoel Ferreira fazem parte — conta hoje com 12 deputados federais. Fonte: Valor Economico/Gospel+

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

EUA veem visita de Lula como última chance para Irã

A visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Irã pode ser a última chance para Teerã evitar novas sanções no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), disse hoje um graduado funcionário do Departamento de Estado norte-americano. "Eu penso que nós veremos a visita de Lula como talvez a última grande cartada pelo engajamento", disse ele, que pediu anonimato. Lula está em Moscou e deve chegar ao Irã no fim de semana.

O Brasil defende mais negociações com Teerã antes de qualquer sanção, mas Washington tem trabalhado para que o CS imponha mais punições ao país em razão de o governo iraniano se recusar a interromper seu programa nuclear. O Irã alega ter apenas fins pacíficos no seu programa nuclear, como a produção de energia, mas potências lideradas pelos Estados Unidos defendem uma quarta rodada de sanções. As informações são da Dow Jones. Fonte: Agência Estado

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domingo, 2 de maio de 2010

Lula chora com Dilma; Serra pede que ‘orem’ por ele

Foto:Mastrângelo Reino/Folha

A lei 9.504/97, que regula as eleições, anota que a campanha começa em julho. Comícios, só a partir de 6 de julho.

Pois bem, neste 1º de Maio, com antecedência de dois meses e uma semana, os dois presidenciáveis que polarizam a disputa rasgaram a lei.

Com o auxílio de Lula, a petista Dilma Rousseff fez picadinho da lei em São Paulo. O tucano José Serra destroçou-a em Camboriú (SC).

Pelo lado do PT, o ápice do escárnio foi atingido numa festa da CUT. Ao discursar, Lula cuidou de reconhecer a opção pelo ilegal:

"A legislação não me permite falar de candidatos". Nem precisou. A platéia encarregou-se de puxar o coro:

"Olêêêê, olêêêê, olêêêê, olááááá, Dilmaaaaa, Dilmaaaaaa!" Lula, então, ultrapassou a fronteira da legalidade. Pôs-se a pregar a continuidade:

"Não é possível resolver o problema de 500 anos em oito. É preciso um umsequenciamento. Dilma, você ouviu o que eu disse? Sequenciamento..."

Enalteceu a própria gestão. Jactou-se de ter sido mencionado pela revista Time numa lista das lideranças mais influentes do planeta.

"Daqui a pouco meu ego não vai caber nas minhas calças. Vou ter que ir a um alfaiate, porque o ego engorda".

Já se havia ufanado da Time mais cedo, noutra festa, organizada pela Força Sindical (assista no vídeo abaixo).

Súbito, diante da platéia 100% petista que a CUT providenciara e que a Viúva ajudara a bancar, Lula chorou.

As lágrimas cortaram-lhe o cenho no instante em que lembrou que seu governo está na bica de terminar.

"Quando eu deixar a Presidência, vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou na política", disse, em prantos.

"O que vai mais me dar orgulho é que vou poder acordar de manhã e olhar para qualquer trabalhador e dizer para ele 'bom dia, companheiro'."

Disse que, ao chegar ao Planalto, em 2003, teve medo malograr. "Demoraria mais um século para um trabalhador poder pleitear ser presidente".

Enquanto Lula chorava ao lado de Dilma, em São Paulo, José Serra sapateava sobre a lei eleitoral escorado na bíblia, em Santa Catarina.

O presidenciável tucano foi ao microfone num encontro da Assembléia de Deus. Salpicou no discurso inúmeras referências bíblicas.

A certa altura, fez um pedido aos “irmãos” que o ouviam –no auditório, cerca de 10 mil; espalhados num parque, coisa de 160 mil.

"Orem, rezem a Deus, por mim no sentido de eu ter mais sabedoria para enfrentar as batalhas e as lutas que nós temos daqui por diante".

Serra ancorou o pedido numa passagem Velho Testamento em que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para governar.

Os pastores se dirigiram ao candidato como "futuro presidente". Um deles, Cezino Cavalcanti, reforçou o pedido aos fiéis para que rezassem por Serra.

Rogou ao tucano que voltasse ao encontro evangélico, em 2011, já na condição de presidente. E Serra: “Amém!”

Outro pastor, Reuel Bernardino, açulou a platéia. Instou-a a gritar o nome de Serra. Atendido, disse: "Esse povo não só ora como vota, haverá um rebuliço no país".

Ao deixar o recinto, Serra ouvia a multidão entoar o seu nome. Fez o “V” da vitória.

Lula e Dilma fecharam o sábado em São Bernardo, no Sindicado dos Metalúrgicos do ABC. Ali, o olê-olá de Dilma foi intercalado com olês-olás Lula.

A oposição anunciou que vai se queixar ao TSE na semana que vem. O PT não disse, mas é provável que também vá ao tribunal contra Serra.

Ou a Justiça Eleitoral põe ordem na casa ou o país viverá, a cada semana, sete dias de campanha ilegal.Fonte: Folha Online, por Josias de Souza

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Bastidores de Uma Confusão: Conexão Brasília Por André Gonçalves

FotoDaniel Derevecki/Gazeta do Povo "

O acordo entre PDT e PT no Paraná era dado como certo até a semana passada, mas sofreu turbulências e ninguém mais sabe para que lado vai. Mas uma coisa continua certa: ele está bem mais perto de sair do que virar água.

Por isso é preciso entender o que realmente trava o processo de negociações. Aí vai o que acontece nos bastidores (pelo menos aqui em Brasília):

Medo da solidão
Osmar Dias tem receio de fechar com o PT e afugentar outros partidos. Por isso a intenção de negociar um pacote com toda a base do governo em Brasília.

Parceiros de verdade
Quem é a tal base com quem Osmar quer contar? PR e PSC estão garantidos, mas pesam muito pouco. Faltam o PP e o PMDB, esses sim relevantes.

Senadora Gleisi
Gleisi já decidiu que será candidata ao Senado. A decisão não interessa ao PP, que quer lançar Ricardo Barros, e ao PMDB, que tem Requião como candidato.

Vice-governadora Gleisi
Na semana passada, Osmar não peitou o desejo de Gleisi na reunião com Lula. Mas pediu que o PT se entendesse, por conta própria, com PP e PMDB.

PMDB?
É difícil acreditar que o PMDB, que já anunciou a candidatura de Orlando Pessuti e é chefiado pelo diplomata Roberto Requião, vai topar se aliar com Osmar...

Ricardo chateado
Ricardo Barros está magoado por ter sido escanteado na negociação entre PT e PDT. Hoje admite que está bem mais perto do PSDB de Beto Richa.

Ricardo governador
Apesar da mágoa, Ricardo Barros teria sido procurado por emissários do governo federal para saber se ele toparia ser candidato a governador, caso Osmar desista.

Emparedado
As objeções de PP e PMDB à candidatura ao Senado de Gleisi são praticamente intransponíveis para o PT. A cada dia isso fica mais claro.

Truco
Com isso, fica difícil cumprir o acerto com Osmar. Mas... Sem os petistas, quem vai apoiar a candidatura dele? Só PSC e PR não dão nem para a largada.

Efeito Serra
Há correntes que dizem que Serra tem procurado Osmar para ter palanque duplo no Paraná. De brinde, o senador ainda poderia negociar melhor com PPS e DEM.

Onda Lula
Osmar pode não estar sintonizado com os petistas, mas tampouco gostaria de verdade de ficar com o PSDB. A aposta é na transferência de votos de Lula.

Conclusão
A demora na negociação entre PT e PDT só tem um ganhador - Beto Richa. A interminável novela só serve para alimenta a briga de bastidores. Como a maioria das narradas nas linhas acima.

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Lula humilha Israel

Lula recusa depositar flores no túmulo do fundador do moderno Estado de Israel

Eu fico imaginando o que aconteceria se, em visita ao Brasil, uma autoridade israelense declarasse no Congresso Nacional em Brasília gafes que humilhassem o Brasil.

Os israelenses não seriam capazes dessa descortesia. Eles são tão educados e civilizados que permitiram, como demonstração de carinho pelo povo brasileiro que representa uma grande parcela dos turistas que visitam Israel, que Lula discursasse no Parlamento de Israel.

Nada de retribuir carinho. Lula aproveitou a oportunidade para criticar Israel.
Essa foi a única visita que Lula fez a Israel. Essa, aliás, foi a única visita que um presidente brasileiro fez a Israel. As marcas deixadas são de uma ideologia doentia — que tolera tudo o que a Cuba comunista faz contra seu próprio povo, mas critica Israel por defender seu povo e sua terra.

Como se fosse pouco humilhante um presidente estrangeiro humilhar Israel em seu próprio Parlamento, Lula foi mais longe. Ele se recusou a fazer o que todos os presidentes que visitam Israel fazem: depositar flores no túmulo de Theodor Herzl, considerado o fundador do moderno Estado de Israel.

Evidentemente, Lula deve ter ficado horrorizado, pois diferente de seu amigo Fidel Castro, que tem as mãos sujas de sangue inocente, e diferente de muitos de seus próprios assessores, ligados a grupos terroristas comunistas que derramaram sangue inocente no passado, Theodor Herzl nunca derramou sangue de ninguém.

Não lhe perguntem o que ele acha de Hezrl ter tido a idéia de ajudar o Estado de Israel a ressurgir dos escombros da História…

Hoje, Lula depositou flores no túmulo de Yasser Arafat, considerado o fundador do moderno Estado da Palestina, estabelecido em terras israelenses. Ele fez isso como demonstração de respeito e carinho.

Muito diferente de Herzl, as mãos, os pés, a cabeça e tudo o mais de Arafat estão sujíssimos de sangue. Em seus ataques terroristas, Arafat não poupava ninguém, nem crianças de ônibus escolares, que eram explodidos pelas bombas do grupo terrorista OLP, fundado por Arafat.

No entanto, Lula sabe dissimular. Em Israel ele visitou o Museu do Holocausto, depositou flores e disse: “Nunca mais, nunca mais, nunca mais!” Daqui a dois meses, ele estará visitando Mahmoud Ahmadinejad, que nega o Holocausto: “Nunca mais o que, companheiro Lula? Aquilo nunca aconteceu!”

Ahmadinejad quer a todo custo fabricar armas nucleares. E ele não faz segredo nenhum de seu objetivo: Destruir Israel. Matar judeus.

Na agenda de Lula, não está nenhum discurso no Parlamento do Irã criticando Ahmadinejad ou a bomba para destruir Israel. Eles são amigos, e amigos merecem respeito e carinho. Fidel Castro e Hugo Chavez são testemunhas da fidelidade de Lula aos amigos.

Se em suas várias visitas a Cuba Lula nunca criticou o governo cubano, por que ele faria isso agora com o companheiro Ahmadinejad?

Se Ahmadinejad conseguir concretizar seus sonhos, Lula terá novamente a oportunidade de dissimular e depositar flores no 2º Museu do Holocausto, que terá de ser construído distante da terra de Israel, que estará então contaminada por forte radioatividade.

Lula repetirá de novo: “Nunca mais, nunca mais, nunca mais!” E Ahmadinejad lhe fará coro, acrescentando: “Israel nunca mais, nunca mais! Israel nunca mais, nunca mais!”
Fonte: www.juliosevero.com

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domingo, 21 de março de 2010

Lula almeja ser secretário-geral da ONU, diz The Times

De acordo com o jornal, o estilo pessoal e a capacidade de Lula de manter relações amigáveis com todos os lados - China e Estados Unidos ou Irã e Israel - elevaram seu perfil internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria avaliando uma tentativa de se tornar o próximo secretário-geral da ONU, segundo reportagem publicada no sábado pelo jornal britânico The Times.

Lula, que deixará a Presidência da República em janeiro, pode buscar o posto quando o primeiro mandato de Ban Ki-moon terminar no final de 2011, segundo a publicação. A ideia teria sido lançada primeiramente pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy durante uma reunião da cúpula do G-20, em Pittsburgh (EUA), em setembro.

Procurado pelo diário, Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, não descartou a possibilidade, dizendo que Lula tem "enorme interesse em questões internacionais", especialmente no processo de integração da América do Sul, e "uma grande paixão pela África". "Ele realmente quer fazer algo para ajudar a África", afirmou Garcia.

De acordo com o jornal, o estilo pessoal e a capacidade de Lula de manter relações amigáveis com todos os lados - China e Estados Unidos ou Irã e Israel - elevaram seu perfil internacional. O The Times citou ainda a postura do presidente em uma visita na última semana ao Oriente Médio, na qual disse: "O vírus da paz está comigo desde que eu estava na barriga da minha mãe.

A publicação reconheceu, contudo, que Lula recentemente adotou posições que desagradaram a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, dois dos países que poderiam vetar sua indicação. Segundo o jornal, ele aborreceu Washington ao receber o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em novembro, e ao criticar as sanções contra o país. A reportagem destacou ainda o apoio do presidente à Argentina na disputa com os britânicos pelas ilhas Malvinas.

Segundo o jornal, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, teria classificado as ambições de paz mundial de Lula como "risivelmente ingênuas". Diplomatas esperam que Ban Ki-moon, cauteloso ex-ministro de Relações Exteriores da Coreia do Sul, tente um segundo mandato de cinco anos, informou o The Times. Fonte: Agêcia Estado

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Programa de Direitos Humanos é “desumano”, afirma jurista

O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) contém uma série de diretrizes inconstitucionais que pode desestabilizar o equilíbrio de Poderes no Brasil.

O alerta é lançado pelo jurista Ives Gandra Martins, doutor em Direito com reconhecimento internacional e mais de 40 livros publicados e traduzidos em mais de dez línguas em 17 países. “É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana”, salienta.

Entre as propostas polêmicas contidas no Programa, ações que pretendem descriminalizar o aborto, reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, garantir o direito de adoção por casais homoafetivos, impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, desestabilizar o direito à propriedade privada (com a criação de câmaras de conciliação dos conflitos, sejama grários ou urbanos), bem como a regulamentação profissional da prostituição.

Ives é taxativo: “Eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta. Ele leu e disse: ‘Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor’. Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale”.

Nesta entrevista exclusiva ao noticias.cancaonova.com, o jurista explica os pontos cruciais do PNDH-3 e aponta a inconstitucionalidade das propostas.

noticias.cancaonova.com: Como o senhor avalia o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)?

Ives Gandra Martins: Na minha opinião, o decreto que institui o PNDH-3 é inteiramente inconstitucional. Ele é editado pelo Poder Executivo, mas atinge aspetos que dizem respeito às prerrogativas próprias do Poder Legislativo, contra o artigo 49 da Constituição Federal (CF): “É da competência exclusiva do Congresso Nacional: [...] V – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa“.

O pior é que tudo isso é uma escarrada repetição da Constituição Venezuelana. Em outras palavras, é o regime marxista que temos na Venezuela que nossos aprendizes de ditadores, aprendizes de revolução chavóide [Hugo Chávez, presidente da Venezuela] estão pretendendo colocar no Brasil. O que se pretende é dar um novo status jurídico ao Brasil, a caminho da ditadura, em que o Poder Executivo é tudo e os outros poderes são nada.

É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana, através do qual só pode falar nesse país quem for materialista, ateu, não acreditar em Deus e se pautar pela cartilha desses cidadãos.

noticias.cancaonova.com: Mas um dos principais argumentos do governo é exatamente o pluralismo do plano, que incorpora resoluções da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos (realizada em Brasília entre 15 e 18 de dezembro de 2008), bem como propostas aprovadas em mais de 50 conferências nacionais temáticas promovidas desde 2003. Em sua nota de esclarecimento, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Sedh) explica que mais de 14 mil pessoas estiveram envolvidas diretamente na elaboração do programa, além de consulta pública.

Ives Gandra: Uma sociedade de 190 milhões de habitantes não é representada por 14 mil amigos do rei. Por outro lado, quando eles colocam esses números, evidentemente nós sabemos que essas ONG’s e outras organizações são quase todas montadas, monitoradas, organizadas por eles mesmos.

E eu não acredito que haja um número em que todos tenham opinado com consciência. Eu posso formar um grupo maior e apenas uns poucos decidirem por todos, como em uma reunião de uma sociedade em que ninguém vai mas a diretoria publica as decisões em nome de todos. Tenho minhas sérias dúvidas se essas 14 mil pessoas estiveram presentes para dizer que eram favoráveis a essa tomada de posição.

Na verdade, eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta. Ele leu e disse: “Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor”. Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale.

noticias.cancaonova.com: Esse Programa deveria ser elaborado com base no modelo da democracia deliberativa, em que o peso dos argumentos de grupos distintos é o que importa, e não sua representatividade?

Ives Gandra: Um plano de Direitos Humanos tem que ser elaborado pelos representantes do povo. Não existe, a meu ver, uma democracia deliberativa que possa decidir independentemente dos verdadeiros representantes do povo.

Eu só acredito em democracia em que haja equilíbrio de poderes. Toda democracia que elimina o Legislativo, elimina o Judiciário, mesmo com consultas populares, é uma ditadura, é permitir que o povo seja manipulado permanentemente por plebiscitos e referendos em que, na verdade, não se discute nada com profundidade. Eu pergunto sim e não para o povo, mas não discuto todos os meandros que só podem ser discutidos efetivamente pelo Poder Legislativo. Então, isso significa dizer que faço um plano sobre determinados direitos e excluo aqueles que estão vinculados a esses direitos.


noticias.cancaonova.com: O senhor poderia citar exemplos da inconstitucionalidade do decreto?

Ives Gandra: O decreto em si também fere por inteiro a Constituição. Direitos que eles consideram humanos são tratados de modo distinto na CF.

Por exemplo, a CF garante que é inviolável o direito à vida do ser humano. Logo, o aborto, o homicídio uternino, a morte de nascituros entra em choque com o que garante o Artigo 2º do Código Civil: “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro“. Com o PNDH-3, o homicidio uterino como “direito humano” fica consagrado.

A prostituição é uma chaga para a sociedade. Não se pode dizer que, como direito humano, o governo federal valorizará a prostituição, o lenocícino, o meretrício. Deve-se trabalhar para que essas mulheres encontrem uma profissão digna. Um decreto que valorize isso é evidentemente algo que afeta a dignidade humana, que está na essência dos direitos humanos.

O cidadão tem uma casa, é invadida por alguém, a partir desse momento, o invasor tem mais direito que o proprietário, pois se ele pretender uma reintegração de posse, o Poder Judiciário deixa de estar habilitado para fazê-lo. Uma comissão, formada pelo invasor, decide se o Poder Judiciário poderá, ou não, executar a reintegração. Ora, a CF declara, no artigo 5º: “XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito“.

No PNDH-3, por exemplo, defende-se que sindicatos e centrais de trabalhadores terão mais força que os parlamentares na definição de programas, fazendo com que plebiscitos e referendos, como acontece na Constituição Venezuelana, tenham muito mais importância que a própria representação do Parlamento ou Poder Judiciário, que é aquele que faz respeitar a lei. Isso faz com que se adote aquele modelo que prevalece hoje na Venezuela, isto é, Poder Executivo e povo consultado e manipulado por esse Poder, sendo os outros Poderes secundários, sem nenhum valor.

Com relação à família, a CF, no artigo 226, diz: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. § 3º – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento“. Fica claro que ela deve ser constituída por um homem e uma mulher, bem como o homem e a mulher e seus decendentes em caso de separação e viuvez. Mesmo assim, a família sempre tem origem na união entre o homem e a mulher.

Quando se busca dar o mesmo status de família para casais homoafetivos, pode-se dizer que a CF nada vale, pois se quer mudar uma cláusula pétrea, dizendo que é família a união entre dois homens ou duas mulheres que não podem gerar filhos. Se a família tem o sentido de garantir perpetuação da espécie, criação da prole, educação, formação da sociedade, casais de homens e mulheres não tem, até por questões biológicas, condições de gerar filhos. Isso fere, portanto, a meu ver, uma cláusula pétrea.

noticias.cancaonova.com: O que caracteriza uma cláusula pétrea?

Ives Gandra: Na cláusula pétrea, os direitos individuais não podem ser modificados. Se o artigo 226 coloca a família como base da sociedade, vale dizer que toda a CF é formada para a sociedade, que só existe com base na família. Se eu não posso modificar dispositivos como o direito à privacidade, com muito mais razão aquilo que é a própria essência da sociedade também não pode ser modificado. Qualquer mudança nesse sentido é inconstitucional, pois cláusula pétrea nem uma emenda constitucional pode alterar.

noticias.cancaonova.com: Em nota emitida pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, afirma-se que: “Ao apoiar projeto de lei que dispõe sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo e ao prever ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos, o PNDH-3 tem como premissa o artigo 5º da Constituição (Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…). Considera ainda as resoluções da 1ª Conferência Nacional LGBT, realizada em junho de 2008, marco histórico no tema. O programa também está em consonância com tendência recente da própria jurisprudência, que vem reconhecendo o direito de adoção por casais homoparentais”.

Ives Gandra: Eles mesmos dizem que a união entre duas pessoas do mesmo sexo é uma opção sexual. A opção sexual só pode acontecer depois de se ter, enfim, crescido e adotado essa opção. A opção natural é de um homem gostar de uma mulher. Essa opção natural, biológica, aquela que permite a geração de filhos, é da união entre um homem e uma mulher, como a CF previu.

Ora, se é uma opção, como se permitir a adoção de uma criança, que primeiro teria que ter sua opção biológica, se ela já começar a ser trabalhada por uma casal que já fez sua opção sexual e preparará a criança no sentido de ter a mesma opção, contra a natural?

É evidente que para o cidadão que queira viver com outro cidadão, existem mecanismos na lei, de contratos, de direitos obrigacionais, mas não como uma família. O que se está pretendendo é transformar a família, contra a natureza biológica e contra aquilo que a própria CF diz e não pode ser mudado.

Logo, isso de dizer que todos são iguais, não podem ser iguais contra a CF, que elenca as hipóteses em que ela, através de cláusulas pétreas, diferencia aquelas desigualdades que fazem com que o princípio da igualdade seja observado. Uma das formas, efetivamente, de preservar o princípio da igualdade é permitir que ele se realize no limite das desigualdades das pessoas.

noticias.cancaonova.com: Uma das ações do PNDH-3 prevê mecanismos que impeçam a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União. A Sedh explica: “O PNDH-3 tem como diretriz a garantia da igualdade na diversidade, com respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado brasileiro, prevista na Constituição Federal”.

Ives Gandra: No momento em que o próprio decreto prevê que símbolos religiosos devem ser afastados, em um país que 97% das pessoas acreditam em Deus [citando dados de uma pesquisa do DataFolha], é como se dissessem: “Há uma ditadura de 3% da sociedade e vamos impor aos outros a obrigação de não ter nas repartições públicas símbolos religiosos”.

É como quem dissesse: “Estado laico é Estado ateu, e somente quem não acredita em Deus e não tem religião pode opinar. Vocês podem, escondidos, sem mostrar para os outros, acreditar em Deus, mas não queremos ter símbolos que representam valores”. Afinal, é evidente: quem quer valorizar a prostituição não pode aceitar valores e símbolos religiosos que objetivam a união e a fraternidade entre os povos.

noticias.cancaonova.com: Existe algum dispositivo legal que garanta os crucifixos nestes locais?

Ives Gandra: Não existe nenhum dispositivo legal que determine, mas também a criação de um dispositivo que elimine seria, a meu ver, contra aquilo que caracteriza a tradição do país. Considero que a CF percebe a religião como depositária de valores, de valores superiores do ser humano, de valores que elevam a dignidade da pessoa humana, e não a desvalorização da pessoa humana.

noticias.cancaonova.com: Outros segmentos religiosos também poderiam evocar a tradição como justificativa para expor seus símbolos em locais públicos?

Ives Gandra: Acredito que não, pois são valores que entraram posteriormente. Nos tribunais, sempre foi tradição ter o crucifixo, que tem um aspecto inclusive emblemático, pois representa o símbolo da justiça e, ao mesmo tempo, leva todo o magistrado a pensar permanentemente naquele que foi o julgamento mais injusto da história. O símbolo serve como ponto de reflexão e transcende a própria religião. Isso me parece que, independentemente das religiões, deveria ser sempre mantido.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que cabe a cada tribunal decidir se deseja ou não manter o crucifixo. Neste particular, se o magistrado for um ateu e não quiser o crucifixo, ele tem o direito de não colocar. Isso vale para toda a magistratura do Brasil e me parece adequado. Agora, impor que mesmo os que queiram ter não possam ter é, evidentemente, fazer a ditadura do agnosticismo, ateia, daqueles que não acreditam.

noticias.cancaonova.com: Então, o que se tem é um entendimento errado do que seja Estado Laico? Como viver, de forma sadia, a dimensão pública da religião?

Ives Gandra: A Introdução da CF expressa: “Nós, representantes do povo brasileiro, [...] promulgamos, sob a proteção de Deus“. Que Deus é esse? Toda a CF foi promulgada sob a proteção de Deus.

Na verdade, o que eu vejo é que todos tem o direito de não acreditar em Deus. Se todos tem essa liberdade, por que tentar impor, dizendo que Estado laico é aquele em que não se pode ter nenhuma demonstração religiosa? Eles confundem Estado laico com Estado ateu. No laico, as deliberações não são tomadas à luz da religião, todos tem liberdade e os valores e tradições são conservados. Já no ateu, o que se busca é substituir símbolos religiosos pela visão que não quer símbolo nenhum.

noticias.cancaonova.com: Qual a sua opinião sobre a criação da Comissão Nacional da Verdade, que investigaria a responsabilidade de atos criminosos praticados durante o período da ditadura militar?

Ives Gandra: Nós estamos vivendo um momento em que o Brasil pode se projetar com paz para o futuro, encontrar caminhos novos, discutir em uma eleição programas futuros de crescimento. Não é preciso voltar à década de 60, à realimentação do ódio. Nós temos tortura hoje, nos diversos estados, na polícia, e é isso que tem que ser procurado. Temos que por uma pedra no passado e tentar equacionar o Brasil de hoje.

noticias.cancaonova.com: O Governo Federal poderia ter apresentado o Plano dessa forma?

Ives Gandra: Tudo isso, de rigor, já ganhou um formato jurídico que não deveria ter; deveria ser, no máximo, uma proposição, que passaria ou não no congresso. Da forma como foi feito, eu acredito que vai haver discussões preliminares no Congresso, quando projetos forem enviados.

O Decreto, embora tenha o contorno de carta de intenções, já tem o formato de comando jurídico.

Enfim, é um plano com viés ideológico bem claro, de pessoas que se realimentam do ódio passado, mas que, felizmente, por todas as suas deficiências, não tem chance de passar no Congresso. É nisso que eu acredito.

O que é o PNDH-3?

O Programa foi apresentado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (Sedh) da Presidência da República em 21 de dezembro de 2009; é visto como uma ação integrada de governo e política de Estado, que não deve ter sobressaltos com a alternância de poder.

Estão previstas mais de 500 ações programáticas em diversas áreas, elencadas em um texto com mais de 200 páginas. O documento é estruturado em seis eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas.

A primeira versão do Programa (PNDH-1) foi lançada em 1996, com especial ênfase em direitos civis e políticos. Em 2002, o texto foi revisto e publicado o PNDH-2, que destacou direitos econômicos, sociais e culturais. A revisão agora proposta buscaria tratar de forma integrada múltiplas dimensões dos Direitos Humanos.Fonte: Canção Nova

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Em panfleto, CNBB chama Lula de “novo Herodes” por plano de direitos humanos

Herodes, aquele que, segundo a Bíblia, ordenou a “matança dos inocentes”, é como a Igreja Católica agora denomina o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em panfleto distribuído em São Paulo contra pontos dos quais discorda no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado em dezembro pelo governo.

No livro de São Mateus, Herodes ordena o extermínio de todas as crianças menores de dois anos em Belém, na Judeia, para não perder seu trono àquele anunciado como o recém-nascido rei dos judeus, Jesus Cristo. Para a igreja, o “novo Herodes” autorizará o mesmo extermínio anunciando-se a favor da descriminalização do aborto.

No panfleto, intitulado “Presente de Natal do presidente Lula”, a Comissão Regional em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), contesta este e outros pontos do já polêmico plano. “Herodes mandou matar algumas dezenas de recém-nascidos (Mt 2,16). Com esse decreto, Lula permitirá o massacre de centenas de milhares ou até de milhões de crianças no seio da mãe!”, incita o documento.

Segundo Dom José Benedito Simão, presidente da comissão e bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, a igreja não é contra o plano em sua totalidade, mas considera que quatro deles “agridem” os direitos humanos. Além da questão do aborto, são eles: união civil entre pessoas do mesmo sexo, direito de adoção por casais homoafetivos e a proibição da ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.

“Não é uma campanha contra o projeto, mas alguns pontos em que acreditamos que ele agride e extrapola os direitos humanos e o direito à vida”, critica Dom Simão. “O que nós contestamos é a falta de sensibilidade desse decreto, que funciona como um projeto, e não ajuda em nada ao Estado Democrático de Direito em que queremos viver. Não queremos cair em outra ditadura. Esse decreto é arbitrário e antidemocrático”, completa.

Segundo Dom Simão, que também é bispo da Diocese de Assis, no interior de São Paulo, a intenção é ampliar a distribuição e divulgação do panfleto em todas as cidades do Estado e também pela internet. “Ele [o plano] não está a favor do Brasil. Agora vem o presidente dizer que não sabia, que assinou sem ler? Como vai assinar se não leu?”

Sobre a questão da retirada dos crucifixos, o bispo defende que não somente os símbolos da Igreja Católica estejam presentes, como também o de outras religiões. “Nós não queremos que retire, queremos é que se coloquem mais símbolos ainda. A igreja sempre defendeu os direitos humanos e vai apoiar o governo em tudo o que for a favor da vida. Mas esse plano tem que ser revisto sim. O governo só reviu a questão dos militares, mas nesses quesitos não está querendo rever. Que princípios o governo quer defender com esse projeto?”

A CNBB nacional também criticou os mesmos pontos no programa, por meio de nota oficial. Mas sua assessoria de imprensa disse desconhecer a distribuição do panfleto, alegando que o regional tem autonomia para determinadas ações, que não precisam passar pelo seu crivo. A assessoria informou ainda que a CNBB nacional não irá se manifestar sobre o panfleto.

O Regional Sul 1 também informou que a comissão tem autonomia e que o panfleto não precisaria ser aprovado pelo presidente da sede para ser distribuído. O regional coordena oito subregionais: Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto 1, Ribeirão Preto 2, São Paulo 1, São Paulo 2 e Sorocaba, cada uma delas englobando pelo menos quatro cidades do Estado.

O UOL Notícias entrou em contato com a Presidência da República. A assessoria de imprensa informou que o governo não irá se pronunciar.

Em busca de direitos

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que congrega 220 organizações congêneres, apoia o programa de direitos humanos. Em nota oficial, o presidente da entidade, Toni Reis, afirma que a associação participou da elaboração e defende que “os direitos sexuais de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são direitos humanos e, por isso, direitos fundamentais a serem respeitados em uma sociedade democrática”.

Atualmente, o aborto é considerado crime no Brasil, exceto em duas situações: gravidez decorrente de estupro e quando há risco de morte à mãe. No Código Penal, o aborto é enquadrado como crime contra a vida, com penas que variam de um a 10 anos de prisão.

O casamento homossexual também não é permitido, mas a união civil entre pessoas do mesmo sexo está em vias de ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal. A adoção por casais homoafetivos ocorre, mas é rara. Faz parte de uma jurisprudência ainda minoritária, formada por decisões favoráveis em primeira instância com base no direito constitucional à família.

O polêmico plano

Aprovado em dezembro, o PNDH-3 traça recomendações ao Legislativo para a futura elaboração de leis orientadas a casos que envolvam os direitos humanos no país. Um dos pontos mais controversos prevê a criação de uma Comissão da Verdade, para investigar casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar.

A medida gerou desentendimentos entre militares e a pasta de direitos humanos, e culminou em uma alteração no plano, assinada por Lula no último dia 14, suprimindo a expressão “repressão política”, para englobar qualquer conflito no período.

A mudança não encerrou a discussão, já que outras polêmicas foram mantidas, como a tentativa de controle da imprensa e a não repreensão às invasões de terra, alvos de críticas de entidades como a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Em nota, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que elaborou o programa, diz que ele incorpora propostas aprovadas em cerca de 50 conferências nacionais, realizadas desde 2003, e que sua versão preliminar esteve disponível durante 2009 para sugestões e críticas.Fonte: UOL/Padom

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“Sereis como deuses…” Por Pe Luiz Carlos Lodi da Cruz

…a promessa do Presidente Lula no seu Programa Nacional de Direitos Humanos.

Adão e Eva podiam comer de todas as árvores do jardim. A única proibição era que eles decidissem por si mesmos o que é bem e o que é mal (Gn 2.16-17).

A serpente enganou o primeiro casal dizendo que a felicidade deles estaria em desobedecer a Deus. Comendo do fruto proibido, eles estariam agindo “como deuses, versados no bem e no mal” (Gn 3.5). Ser livre para satisfazer os próprios caprichos, sem se importar com as leis que o Criador inscreveu na natureza: eis a libertação do homem!

Todos nós conhecemos as tristes consequências dessa rebelião contra Deus, dessa reivindicação de uma falsa autonomia diante do Criador.

* * *

No dia 21 de dezembro de 2009, às vésperas da Solenidade do Natal do Senhor, o presidente Lula presenteou os brasileiros com o Decreto 7037/2009[1], que aprovou o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ao povo foi oferecido o direito de agir ignorando a Deus e não se importando com as leis naturais.

“Não matarás” (Ex 20.13)

Segundo Lula, seremos felizes não se respeitarmos a vida, mas se tivermos o direito de matar. Por isso o governo pretende “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos” (Eixo orientador IV, diretriz 9, objetivo estratégico III ação programática g).

Usando a inverdade de que existem casos em que o aborto é “legal” no Brasil, o Estado já vem financiando sua prática em nossos hospitais. É desejo do governo “implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado (sic), garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso” (Eixo Orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico II, ação programática g).

“Homem e mulher os criou” (Gn 1.27)

Segundo Lula, a complementaridade natural dos sexos não precisa ser respeitada. Essa lei, segundo a qual somente um homem e uma mulher podem casar-se entre si, é apelidada de “heteronormatividade”. O governo se propõe “desconstruir” essa regra, reconhecendo novas formas de família. Pretende “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares (sic) constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade (sic)” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática d). Pretende ainda “apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo” e “promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos” (Idem, ações programáticas b, c).

Tão grande é a autonomia proposta pelo governo, que ninguém deve ser obrigado sequer a aceitar o próprio sexo. Quem estiver insatisfeito, pode ir ao SUS a fim de fazer uma cirurgia “transexualizadora”. O decreto promete “garantir o acompanhamento multiprofissional a pessoas transexuais que fazem parte do processo transexualizador no Sistema Único de Saúde e de suas famílias” (Eixo orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico IV, ação programática p).

“Não cometerás adultério” (Ex 20,14)

Em matéria sexual, o governo oferece a felicidade através da liberdade. Todos devem ter direito à “livre orientação sexual” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V). Não deve haver liberdade, porém, para se opor ao homossexualismo. Essa conduta, apelidada de “homofobia”, deve ser combatida pelo Estado. Para isso, o governo pretende “fomentar a criação de redes de proteção dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), principalmente a partir do apoio à implementação de Centros de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (sic) e de núcleos de pesquisa e promoção da cidadania daquele segmento em universidades públicas” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática g).

A prostituição não deve ser combatida, mas reconhecida como uma profissão. Segundo o governo, é preciso “garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão” (Eixo Orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico VI, ação programática n). Pretende-se ainda quebrar a imagem negativa das mulheres prostitutas: “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo” (Eixo orientador III, diretriz 9, objetivo estratégico III, ação programática h).

“Não roubarás” (Ex 20.15)

Um dos grandes entraves do governo petista em seu apoio às invasões de terra é a ação de reintegração de posse. Por esse meio processual, o proprietário tem restituído o direito à posse de que havia sido privado pelo invasor. O decreto do presidente Lula dá a entender que se pretende dificultar o cumprimento dessas ordens judiciais: “propor projeto de lei voltado a regulamentar o cumprimento de mandados de reintegração de posse ou correlatos, garantindo a observância do respeito aos Direitos Humanos” (Eixo orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico VI, ação programática b). De fato, se invadir propriedade privada é um direito humano, é lógico que o governo queira mudar a lei para garantir o exercício desse direito.

“Amarás o Senhor teu Deus” (Dt 6.4)

Se, conforme pensa o governo, Deus é inimigo do homem por cercear sua liberdade, é necessário expulsar a Deus. Por isso o decreto prevê “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico VI ,ação programática c). A preocupação de Lula é compreensível: a presença de um crucifixo nos prédios dos Ministérios, do Congresso Nacional e dos Tribunais é incômoda para os que pretendem condenar inocentes à morte.

* * *

Como ocorreu no jardim do Éden, as promessas de Lula são ilusórias. O convite à liberdade esconde uma dura escravidão.

Se, por exemplo, são direitos humanos o aborto, o homossexualismo e a prostituição, o governo pretende punir os que ousarem falar contra esses “direitos”. O decreto prevê diversas penalidades para os meios de comunicação social que contrariarem sua ideologia: “propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas” (Eixo Orientador V, diretriz 22, objetivo estratégico I, ação programática a).

Como se vê, estamos às portas de uma ditadura.

Quem assinou o decreto?

O decreto 7037/2009 traz a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus ministros. Entre eles figura Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República.

Conclusão de tudo isso: um cristão não pode votar no Partido dos Trabalhadores.

Anápolis, 11 de fevereiro de 2010

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União em 22/12/2009.

Fonte: www.juliosevero.com

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Lula cria a Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Sede será em Foz do Iguaçu e até 50% dos alunos serão de outros países. Instituição será a 13ª universidade federal aberta desde 2003

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (12) a lei que cria a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). O campus atenderá alunos do Brasil e dos outros países do continente, mas 50% das vagas têm de ser ocupadas por brasileiros. A mesma divisão será aplicada para o corpo docente.

A sede da Unila será em Foz do Iguaçu (PR) e os alunos brasileiros serão selecionados pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para os estudantes de outros países, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai elaborar um teste semelhante ao Enem, segundo o MEC.
A previsão do governo é que a universidade comece a funcionar ainda neste ano. Segundo o MEC, essa é a 13ª universidade federal criada desde 2003. O terreno onde vai funcionar a Unila foi doado pela usina hidrelétrica de Itaipu.

Na primeira etapa de implantação, serão oferecidos os seguintes cursos de graduação: Sociedade, Estado e política na América Latina; Relações Internacionais e Integração Regional; História e Direitos Humanos na América Latina; Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar; Economia, Integração e Desenvolvimento; Comunicação, Poder e Mídias Digitais; Ecologia e Biodiversidade, Tecnologia e Engenharia das Energias Renováveis; Engenharia Civil – ênfase em infraestruturas; Gestão Integrada de Recursos Hídricos; Direito Internacional Comparado; Saúde Coletiva; Geografia, Território e Paisagem na Produção do Espaço; Tecnologia e Engenharia das Energias Renováveis; Educação, Tecnologia e Integração; Licenciaturas em Ciências da Natureza, Interculturalidade e Integração, Esporte, Meio ambiente e Políticas Sociais, Políticas Linguísticas Latino-Americanas – com distintas ênfases. Fonte: G1/Globo.com

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Analistas preveem Lula em órgão internacional

Foto: Ricardo Stuckert/PR - Especialistas na Europa e dos Estados Unidos colocam presidente como voz legítima e de peso em organizações voltadas para o combate à fome e à pobreza

A projeção obtida no exterior transforma o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em potencial candidato para assumir um cargo em instituição internacional e de abrangência multilateral após o término de seu mandato, na avaliação de especialistas na Europa e dos Estados Unidos. Com base em seu perfil, acredita-se que ele se enquadraria como uma voz legítima e de peso em organizações voltadas, principalmente, para o combate à fome e à pobreza e defesa dos direitos humanos em escala mundial. Contudo uma variável definitiva para as aspirações de seu futuro político no âmbito internacional deve ser o resultado das eleições de 2010.

“Lula é muito popular no cenário internacional, todas as condições estão presentes para que ele atue como um líder”, disse Francisco Panizza, professor da London School of Economics (LSE).

“Não esperava que Lula pudesse atingir tanto espaço no palco mundial, mas ele viaja bastante e faz planos com pessoas de diferentes posições políticas”, afirmou o pesquisador sênior do Institute of Commonwealth Studies, da Universidade de Londres e autor da biografia em inglês sobre o presidente brasileiro - cuja tradução para o português será lançada este mês no País, com o título "Lula do Brasil - A História Real".

“Lula vai sair do cargo no topo. Não há razão - a menos que ele não queira - para não buscar isso (um cargo em um organismo multilateral)”, avalia Peter Tichansky, presidente do Business Council for International Understanding (BCIU), que congrega lideranças do setor privado nos EUA. “Lula pode utilizar o acesso que tem e sua popularidade para buscar promover mudanças sociais (em escala mundial).

Com as nações avançadas seriamente fragilizadas com a crise global, o G-20 tornou-se o principal fórum de decisões mundiais, um espaço de influência maior para os emergentes, que se recuperam mais rapidamente da crise econômica do que os avançados, e culminou com o aprofundamento da proposta de revisão das cotas dos emergentes dentro das instituições financeiras internacionais. Lula e os outros presidentes dos países emergentes que integram o chamado grupo Bric, composto por Brasil, Rússia, Índia e China, estavam sob os holofotes durante essas reuniões.

Banco Mundial

Nesse contexto, circulou pela imprensa a possibilidade de Lula ser convidado para chefiar o Banco Mundial a partir de 2011, quando acaba o mandato do atual presidente, Robert Zoellick. O analista de risco político da consultoria britânica Control Risks Alejandro Chacoff avalia que o Brasil seria uma opção mais segura entre os emergentes. “O Brasil está mais próximo do Ocidente e Lula não é uma figura controversa, não se imagina um ex-presidente da China ou da Rússia nessas posições. Fonte: Agência Estado

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lula defende enriquecimento de urânio para fins pacíficos no Irã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e defendeu, em pequena coletiva à imprensa, o direito do país de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos. "O que nós temos defendido há muito tempo é que o Irã tenha o direito de desenvolver enriquecimento de urânio para fins pacíficos, tanto quanto o Brasil está se desenvolvendo. É simples", disse Lula.

Segundo o presidente, o Brasil tem um modelo de desenvolvimento de energia nuclear reconhecido pelas Nações Unidas, modelo que pode ser adotado pelo Irã. "O que defendemos para nós, defendemos para o outros", afirmou.

Em seu discurso, Lula falou de aspirações comuns dos dois países nas áreas de energia e desenvolvimento científico. O presidente frisou que o comércio bilateral dobrou durante seu governo, e que há a intenção de dar mais vigor Às trocas comerciais. "O Irã poderá voltar a ser o maior destino [comercial] no Oriente Médio", disse.

Foram firmados hoje vários acordos de cooperação, nas áreas de geração de energia elétrica e de segurança alimentar. Uma visita do presidente Lula está marcada para abril ou maio do próximo ano a Teerã.

Logo após Lula, Ahmadinejad discursou e disse que Brasil e Irã defendem um mundo de paz e solidariedade, sem armas nucleares, e defendeu o direito de seu país de fazer pesquisas nucleares para fins pacíficos. "O Brasil apoia o direito do Irã de dominar todo o ciclo nuclear", disse o presidente iraniano, citando o discurso de Lula. Ahmadinejad também disse apoiar o que chamou de "avanços" do Brasil no domínio da tecnologia nuclear.

Ahmadinejad também aproveitou a visita para afirmar que não há ambiguidades no programa nuclear do país e que todas as perguntas da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) já foram respondidas.

O programa nuclear iraniano está no centro de uma polêmica internacional, com pressão ocidental para que o país envie seu urânio para ser enriquecido no exterior. O Irã assegura que tem apenas finalidades pacíficas, mas a descoberta de uma central nuclear clandestina em Qom aumentou as suspeitas de que o programa se destina à construção de armas nucleares.

O Irã alega que suas atividades nucleares são exclusivamente civis, mas não consegue afastar as suspeitas em torno de sua suposta intenção de desenvolver um programa militar.

Sobre a proposta da AIEA para um acordo, Ahmadinejad disse que o Irã estava disposto a negociar a compra de urânio enriquecido, mas que a limitação imposta pela agência de não poder comprar urânio enriquecido em 20% travou as negociações. "Isso não é a coisa certa a se fazer. Cabe ao comprador definir as condições da compra, as especificações técnicas. Estamos prontos a pagar e comprar o combustível, mas o Irã não permitirá que se ignorem os seus direitos legais", disse.

Paz

De acordo com o presidente Lula, o país de Ahmadinejad pode ser um novo ator para promover a paz. "O Irã pode ter um papel decisivo não só no Oriente Médio, mas na Ásia Central, para forjar uma ordem mundial harmônica em sua região.

Ahmadinejad reforçou o discurso amistoso do presidente Lula, destacando as afinidades dos dois países, tanto em relação às riquezas naturais como na convergência de interesse em vários campos, como o de energia. O líder iraniano acenou também que o Brasil deve atuar como um elo entre o Irã e a América latina.

O presidente iraniano reservou parte de seu discurso para atacar o sistema econômico capitalista, e afirmou que é necessário que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) passe por uma reforma que dê um assento permanente pro Brasil. "O conselho fracassou nos últimos 60 anos. A razão por que falhou é clara, falhou por causa do poder de veto que hoje está limitado a um número pequeno de países."

Foram assinados hoje acordos de cooperação nas áreas de energia, indústria e comércio, ciência, tecnologia, segurança alimentar e monetária. Foi assinado acordo de isenção de visto para passaportes diplomáticos para o período de 2009 a 2012.

Visita

O iraniano chegou hoje a Brasília por volta das 9h, procedente do Senegal. Após a reunião reservada com Lula, os dois líderes devem seguir para encontro com empresários de ambos os países.

Ahmadinejad chegou ao Brasil acompanhado pelo ministro de Relações Exteriores, Manoucher Mottaki, e do vice-ministro para a América Latina, Ali Reza Salari. Também veio ao país seu ministro de Minas e Indústrias, Ali Akbar Mehrabian. Vieram ainda membros do Parlamento iraniano e uma grande delegação de empresários que participará de um encontro empresarial Brasil-Irã. Ao lado de Ahmadinejad, veio ainda o embaixador brasileiro em Teerã, Antônio Luis Espínola Salgado.

Desde 2005, quando assumiu o poder, Ahmadinejad tenta estabelecer vínculos com líderes sul-americanos de esquerda e mantém relação próxima com Hugo Chávez. Depois do Brasil, o presidente iraniano completará sua viagem latino-americana de cinco dias com visitas a Bolívia e Venezuela, para depois retornar a Teerã com escalas no Senegal e em Gâmbia. Fonte: Folha Online

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Lula e Abbas condenam assentamentos de Israel


A viagem de Abbas ao Brasil ocorre na semana seguinte à visita do presidente de Israel, Shimon Peres, ao país, que tenta se credenciar como um dos mediadores do processo de paz para a região

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, condenaram nesta sexta-feira os assentamentos israelenses nos territórios ocupados e defenderam a criação de um Estado palestino independente.

A viagem de Abbas ao Brasil ocorre na semana seguinte à visita do presidente de Israel, Shimon Peres, ao país, que tenta se credenciar como um dos mediadores do processo de paz para a região.


"O Brasil entende que se deva parar imediatamente qualquer novo assentamento no território palestino", destacou Lula a jornalistas em entrevista concedida ao lado de Abbas, em Salvador.

"As fronteiras do futuro Estado palestino devem ser preservadas. Os palestinos devem ter maior liberdade de circulação nos territórios palestinos ocupados. A situação humanitária na Faixa de Gaza é insustentável. A dignidade humana não pode continuar a ser ignorada", acrescentou.

Apoiando a participação do Brasil no processo de paz, o presidente da Autoridade Palestina lembrou que diversas resoluções das Nações Unidas apontaram a ilegalidade dos assentamentos. Ele disse também que Israel já havia se comprometido a parar as construções.

"Se o governo israelense continuar construindo em territórios ocupados e especialmente em Jerusalém ocupada, que a gente considera a capital da Palestina, isso quer dizer que ele está complicando a paz, pondo todos os empecilhos no caminho da paz e significa que ele quer que a gente se distancie da paz", destacou Abbas.

Lula ressaltou a importância da criação de um Estado palestino.

"A paz justa e duradoura na região depende do estabelecimento de um Estado palestino próspero, coeso e sem restrições, que garanta a segurança de Israel e tenha os seus direitos e os de sua população respeitados", disse.

"A comunidade internacional não pode se conformar com menos do que isso."

Unidade entre palestinos

Lula ressaltou ainda a importância de os palestinos procurarem a unidade e a convivência democrática. A Autoridade Palestina mantêm uma disputa com o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

"Aqueles que se amparam em dogmas inabaláveis e semeiam a discórdia fomentam na verdade a permanência do conflito", argumentou.

O presidente brasileiro classificou de "minoritárias e sectárias" as pessoas que têm fomentado o conflito. Disse ainda que esses grupos têm motivações diferentes dos interesses dos povos palestino e de Israel.

"O Brasil estará sempre ao lado dos que preferem o diálogo e a persuasão."

Abbas afirmou que tem trabalhado nos últimos anos e que gostaria de fechar um acordo que viabilize a realização das eleições presidenciais e legislativas que estavam agendadas para janeiro e foram adiadas.

"Nós pedimos a paz, nós confiamos na paz. Nós não queremos a violência nem o terrorismo nem a guerra. Nós somente queremos que todos vivam em paz", disse.

"A ocupação de um povo pelo outro não pode se perpetuar, continuar nem trazer a estabilidade." Fonte: Reuters

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lula: metade do dinheiro gasto com crise pode erradicar fome

Lula: metade do dinheiro gasto com crise pode erradicar fome - foto: Reuters

Autoridades se reúnem em Roma até quarta-feira para discutir questões alimentares, embora ativistas já estejam qualificando o evento como mais uma oportunidade perdida

A ONU deu início nesta segunda-feira à cúpula alimentar anunciando que a adoção de um novo tratado climático global no mês que vem em Copenhague é essencial para combater a fome. Na abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou recursos para o combate à fome e disse que com a metade do que foi gasto na crise global seria possível erradicar a fome.

Autoridades se reúnem em Roma até quarta-feira para discutir questões alimentares, embora ativistas já estejam qualificando o evento como mais uma oportunidade perdida.

O ceticismo se agravou no fim de semana, quando o presidente dos EUA, Barack Obama, e outros líderes mundiais disseram que a definição do novo tratado climático deve ficar para 2010 ou depois.

"A fome é a mais terrível arma de destruição em massa existente no nosso planeta. Na verdade, ela não mata soldados, ela não mata exércitos. Ela mata, sobretudo, crianças inocentes que morrem antes de completar um ano de idade", disse Lula ao discursar na abertura do evento.

Lula defendeu ainda um maior envolvimento da comunidade internacional no combate à fome.

"O combate à fome continua praticamente à margem da ação coletiva dos governos. É como se a fome fosse invisível. Muitos parecem ter perdido a capacidade de se indignar com um sofrimento tão longe de sua realidade", disse.

Para ele, com a metade dos recursos injetados para conter a crise financeira internacional seria possível combater a fome.

"Frente à ameaça de um colapso financeiro internacional, causado pela especulação irresponsável e pela omissão dos Estados na regulação e na fiscalização do sistema, os líderes mundiais não hesitaram em gastar centenas e centenas de bilhões de dólares para salvar os bancos falidos. Com menos da metade desses recursos, seria possível erradicar a fome em todo o mundo", afirmou.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que "não pode haver segurança alimentar sem segurança climática".

"No mês que vem em Copenhague precisamos de um acordo abrangente, que forneça um firme fundamento para um tratado de cumprimento compulsório a respeito da mudança climática."

A FAO (órgão da ONU para agricultura e alimentação) prevê uma redução de 20 a 40 por cento na produtividade agrícola potencial da África, da Ásia e da América Latina se as temperaturas do planeta subirem mais de 2 graus.

Pela primeira vez o número de famintos no mundo passa de 1 bilhão, e a FAO convocou a cúpula na esperança de que os governos mundiais elevem de 5 para 17 por cento a parcela da ajuda humanitária atualmente destinada à agricultura.

Isso representaria um aumento de 7,9 para 44 bilhões de dólares --ainda assim, bem aquém do subsídio de 365 bilhões de dólares por ano dado a agricultores dos países ricos.

Mas um esboço da declaração final a ser adotada na segunda-feira inclui apenas uma promessa genérica de mais ajuda, sem prazos nem metas.

A promessa de eliminar a desnutrição até 2025 também foi retirada da proposta, que agora cita apenas um empenho em resolver o problema "o quanto antes".

O aumento nos preços dos alimentos como arroz e trigo no ano passado causou conflitos em mais de 60 países.

As nações ricas importadoras se apressaram para comprar as safras estrangeiras, levando a fome e a falta de comida à agenda política --mas também despertando temores de um novo colonialismo nos países pobres.

"Devemos combater esse novo feudalismo, devemos colocar um ponto final nessa tomada de terras dos países africanos", disse o líder da Líbia, Muammar Kaddafi. Fonte: Reuters

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Lula oferece mediação do Brasil no conflito entre israelenses e palestinos

Lula recebeu o presidente de Israel, Shimon Peres, nesta quarta-feira (11) em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu nesta quarta-feira (11) o apoio do Brasil na construção de um processo de paz entre israelenses e palestinos. Lula recebeu hoje a visita do presidente de Israel, Shimon Peres, em Brasília.

"O senhor sabe que não haverá paz sem concessões políticas", disse Lula a Shimon Peres, durante entrevista coletiva no Itamaraty.

Para o presidente israelense, as concessões mais complicadas se referem principalmente à questão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. Apesar de reafirmar que não serão feitos novos assentamentos ou confiscos de terras, Peres defendeu a presença na região de famílias israelenses que vivem há décadas em território palestino. No entanto, o presidente de Israel disse que estes casos são exceções.

Peres também agradeceu ao presidente Lula pela oferta do Brasil para ajudar na mediação do conflito entre Israel e Palestina.

"Sei que o presidente [Lula] introduziu um programa chamado Luz para Todos. Senhor presidente, venha e acenda as luzes para todos no Oriente Médio," disse ele.

No encontro reservado dos dois, que durou cerca de duas horas, Peres convidou o presidente brasileiro a visitar o Oriente Médio e Lula mostrou a intenção de fazê-lo.

"Convidei mais uma vez o presidente Lula para visitar Israel e entendo que ele também visitará o lado palestino. Sei que ele tem amizade com os palestinos e nós também gostaríamos de ter," disse Peres. "Com um apoio sério e firme sei que pode haver uma contribuição. Por isso fiquei tão feliz em ouvir isso do presidente Lula."

Ao lado de Peres, Lula defendeu a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que deve chegar ainda este mês a Brasília. Ahmadinejad é conhecido por dar declarações sobre o fim do Estado de Israel.

"Você não constrói a paz se não conversar com todas as forças políticas e religiosas que querem paz ou se opõem à paz. Senão, você transforma o processo de negociação em um grupo de amigos em que todos concordam, e a paz não será possível nunca," disse Lula.

Além de Peres e Ahmadinejad, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, também deve visitar o Brasil até o final do ano.

Lula aproveitou a ocasião para lamentar a morte de Yasser Arafat, que completa cinco anos nesta quarta. O presidente brasileiro afirmou que a liderança de Arafat representava 50% das chances de paz no Oriente Médio, e que os outros 50% de chances de atingir um acordo duradouro na região se apóiam em Shimon Peres.

O presidente Peres, que foi primeiro-ministro nos períodos de 1984 a 1986 e de 1995 a 1996, ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1994 por sua atuação na construção do fracassado acordo de Oslo, ao lado de Arafat e do então premiê israelense Yitzhak Rabin.

Peres estará no Brasil até domingo (15). O presidente ainda deve passar pelo Rio de Janeiro e São Paulo. No encontro desta quarta-feira, ministros dos dois países assinaram um tratado de extradição e acordos nas áreas de turismo, cooperação cinematográfica e projetos bilaterais de comércio. Fonte: Uol Notícias

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Beto Richa com Lula nesta terça

Beto Richa deve repetir o encontro que teve em fevereiro com Lula (foto)

O prefeito Beto Richa terá encontro com o presidente Lula nesta terça, em Brasília, para assinatura do Protocolo de Cooperação Federativa, que trará recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social para obras em Curitiba, em programa inserido no PAC.

Os recursos serão de R$ 10,2 milhões, incluindo contrapartida da Prefeitura, e beneficiarão 830 famílias das vilas Bela Vista da Ordem, Beira Rio e Parolin.

O ministro Marcio Fortes, das Cidades, também assina o protocolo, em evento no Palácio do Itamaraty, às 15h30. Pela manhã, Richa e Marcio Fortes participam de reunião com os ministros do Esporte, Orlando Silva, e do Planejamento, Paulo Bernardo, para discussão de investimentos para ações e projetos para a Copa do Mundo de 2014. Fonte: Blog Fabio Campana

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sábado, 26 de setembro de 2009

Lula fala com Obama sobre risco iraniano; líderes não querem isolar o país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na manhã desta sexta-feira rapidamente com o colega dos Estados Unidos, Barack Obama, em Pittsburgh (EUA), onde participam de reunião do G20. Conforme informações passadas pelo embaixador do Brasil em Washington, Antonio Patriota, à agência de notícias France Presse, os dois conversaram sobre a segunda planta nuclear iraniana e concordaram que não é possível isolar o país.

Foto:Charles Dharapak/AP
O presidente Lula cumprimenta o colega Barack Obama no G20; americano disse que contato entre Brasil e Irã "parece bom"

Segundo o embaixador brasileiro, no encontro com Lula, Obama disse que "parece bom que o Brasil dialogue com o Irã", em referência à visita que o presidente Mahmoud Ahmadinejad deverá fazer ao país, em novembro que vem.

Nesta quarta-feira (23), na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, Lula e Ahmadinejad tiveram um encontro no qual Lula defendeu o direito do Irã desenvolver energia nuclear para fins civis, desde que o país, assim como faz o Brasil, coopere com as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

No entanto, na manhã desta sexta-feira, Obama, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o premiê britânico, Gordon Brown, fizeram um comunicado de repúdio à admissão, por parte do Irã, de que o país possui uma planta de enriquecimento de urânio que, para as potências ocidentais, era secreta.

Com a revelação da nova planta iraniana, assessor diplomático do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, ressaltou que, se as denúncias estiverem certas, o Brasil condenará o Irã, mas sem "se unir àqueles que querem encurralar o Irã". "Nós já sabemos o que resulta da política de encurralamento: resulta o Paquistão ou a Coreia do Norte", dois países que têm armas nucleares.

No pronunciamento, Obama disse que "não é a primeira vez que o Irã esconde informações" sobre o seu programa nuclear, mas fez questão de ponderar que o país tem direito à energia nuclear, exceto que o tamanho e configuração da nova planta seriam "inconsistentes com um programa nuclear pacífico".

Sem deixar de, como diz, "estender a mão", Obama voltou a pedir que o Irã se engaje nos diálogos pela desnuclearização conduzidos pelo Grupo dos Seis (EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha) e que mostre "ações" na reunião marcada para o próximo dia 1º de outubro, na Alemanha.

Entre Obama e Brown, o presidente francês foi o que adotou o tom mais rigoroso em relação ao Irã. Sarkozy disse que o Irã "levou a comunidade internacional por um caminho perigoso" e que "tudo precisa ser colocado na mesa agora". "Não podemos deixar os líderes iranianos ganharem tempo enquanto os motores estão em ação."

Carta

Na carta dirigida ao diretor-geral da AIEA, Mohamed El Baradei, o governo iraniano confirma a existência da planta denunciara pelas potências ocidentais, mas afirma que só dará "outras informações complementares no devido tempo e de forma apropriada", segundo os detalhes divulgados pelo porta-voz Marc Vidricaire, em comunicado.

O único dado técnico que Vidricaire adiantou é que o nível de enriquecimento de urânio seria de até 5%, condição que daria origem a um combustível pouco purificado, suficiente apenas para alimentar reatores nucleares de geração de eletricidade. O comunicado não dá detalhes sobre o conteúdo da carta, mas diz que "o organismo acredita ainda nenhum material nuclear tenha sido introduzido na instalação do Irã".

O Irã já possui uma grande usina de enriquecimento de urânio conhecida, em Natanz, a 250 km de Teerã, na região central do país, cuja existência foi revelada em 2002.

O complexo já conhecido, que tem uma parte subterrânea, é monitorado atualmente pelos inspetores da AIEA. A agência divulgou um relatório recentemente no qual dizia que o regime iraniano reduziu a quantidade de enriquecimento de urânio pela primeira vez em alguns anos, mas advertiu que ainda não foram esclarecidas as metas nucleares. Fonte: Folha Online da France Presse, em Pittsburgh

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domingo, 31 de maio de 2009

Terceiro mandato de Lula tem apoio de 47% e é rejeitado por 49%, diz pesquisa

Popularidade do presidente aumentou entre março e maio e chegou a 69%. Dilma avançou nas intenções de voto, em possível disputa contra Serra

Uma mudança na legislação, que permita o terceiro mandato do presidente Lula, tem o apoio de 47% da população e é rejeitada por 49%. Esse é um dos resultados da pesquisa Datafolha, publicada pelo jornal "Folha de S. Paulo" neste domingo (31). Segundo a reportagem, a pesquisa foi realizada entre terça-feira (26) e quinta-feira (28), com 5.129 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.


Na publicação, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que os números refletem o aumento da popularidade do presidente, que chegou a 69%. Em março, o índice era de 65%.

O levantamento mostra ainda o avanço nas intenções de voto na ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, no principal cenário da sucessão presidencial. O texto diz que Dilma reduziu em oito pontos a distância até o primeiro colocado, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Ela subiu cinco pontos entre março e maio e chegou a 16% da preferência. Ele perdeu três pontos e ficou em 38%. Veja como estão os outros possíveis candidatos:

Março.09 Maio.09
José Serra 41% 38%
Dilma Rosseuf 11% 16%
Ciro Gomes 16% 15%
Heloísa Helena 11% 10%

Na possível disputa com Aécio Neves como candidato do PSDB, Ciro Gomes (PSB) ficaria com 24% das intenções de voto; Dilma, 19%; Heloísa (PSOL), 15% e o governador mineiro, 14%.

Ainda de acordo com a pesquisa, 65% dos entrevistados disseram que sabem da doença de Dilma, que passa pelo tratamento de um câncer linfático.
Fonte: Gazeta do Povo

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