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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Igrejas evangélicas farão ato político em Brasília para apoiar a candidata Dilma Rousseff

A candidata do à Presidência Dilma Rousseff, da coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, receberá no sábado (24), em Brasília, o apoio formal dos representantes das principais igrejas evangélicas do país. Organizado pelo Pastor Manoel Ferreira, deputado federal pelo PR-RJ, o ato reunirá representantes de 15 denominações.

Apenas a Assembleia de Deus, Ministério Madureira, presidido por Ferreira, conta com seis milhões de seguidores. Será a primeira reunião do grupo com Dilma após o início da campanha presidencial. Durante a pré-campanha, Dilma já havia participado de um culto da Assembleia de Deus em São Paulo.

De acordo com a Pastora Eloá — que participa do mesmo Ministério de Pastor Ferreira —, a decisão de apoiar Dilma foi tomada porque ela representa a continuidade do governo Lula. “O presidente Lula foi bastante comprometido com o nosso segmento. Acreditamos que Dilma também terá o mesmo tipo de relação conosco.”

Segundo Eloá, uma das principais ações do governo aconteceu durante as votações do Código Civil, quando alguns setores parlamentares tentaram transformar o Estatuto de funcionamento das Igrejas em Associações — o que, segundo elas, modificaria a atuação dos evangélicos. “Isso tiraria a nossa liberdade de culto. Não somos uma associação, somos baseados em princípios teocráticos”, disse a pastora.

O evento de sábado não será um culto, mas, sim, um ato político de apoio à candidata. Ela lembrou que, ainda durante a pré-campanha, Dilma se reuniu com o pastor Manoel Ferreira e assumiu alguns compromissos com o setor. “Ela nos assegurou que, durante o seu governo, não partiria do Executivo iniciativas propondo a união civil dos homossexuais e a legalização do aborto no país”, afirmou.

De acordo com a pastora, os pedidos não significam qualquer tipo de preconceito com os homossexuais, lembrando que cada um tem o direito de escolher sua opção sexual. “Mas nós também temos o direito de lutar contra algo que não concordamos, como a possibilidade de sermos obrigados a realizar casamentos homossexuais em nossas igrejas”, completou.

Pelos cálculos da pastora, os evangélicos representariam entre 33% a 35% da população brasileira, embora os censos recentes restrinjam esse percentual a 26%. Eloá acredita que as eleições de outubro trarão um aumento na bancada evangélica do Congresso. Apenas a Assembleia de Deus Ministério Madureira — da qual Eloá e Manoel Ferreira fazem parte — conta hoje com 12 deputados federais. Fonte: Valor Economico/Gospel+

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Reflexão: PCC leva SP a reduzir voto em presídios

Unidades controladas pela facção não terão urnas para presos provisórios votarem

O temor de que o PCC (Primeiro Comando da Capital) possa usar as votações nos presídios para influenciar o processo eleitoral e incentivar rebeliões levou o governo de São Paulo a impedir o pleito em unidades controladas pela facção criminosa.

A medida contribuiu para reduzir a 1.904 o número de presos provisórios (aqueles à espera de julgamento) aptos a votar entre os 52,8 mil que hoje ocupam o sistema carcerário (3,6%).

"Não podemos admitir o processo eleitoral numa prisão onde você combate o crime organizado permanentemente", afirmou o secretário da Administração Penitenciária do Estado, Lourival Gomes, que citou os atentados do PCC de maio de 2006, que deixou 43 mortos.

Do total de 147 unidades prisionais em São Paulo, só 30 receberão urnas. Apenas 13.177 presos foram autorizados a tirar o título de eleitor.

"Foi um critério de experiência, nada científico", afirmou o presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de SP, Walter de Almeida Guilherme.

Por falta interesse 11.978 não votarão. Para o presidente do TRE-SP, a baixa adesão foi surpreendente.

O maior interesse foi verificado na Fundação Casa, onde mais da metade dos menores infratores (2.648) se inscreveu para votar. As urnas serão instaladas em 74 unidades da fundação.

De acordo com o TRE, mais de 1.500 voluntários apareceram para trabalhar como mesários -número suficiente, segundo o tribunal.

Ontem, a Administração Penitenciária e o TRE-SP simularam a votação com oito presos no Presídio de Pinheiros 3. Dos 5.885 abrigados nas quatro unidades do presídio, apenas 200 votarão.

"Se a gente está votando é porque está apto a voltar para a sociedade", disse Jackson Araujo da Silva, 27. Mesmo já sentenciado a cumprir 23 anos de prisão por homicídio, ele poderá votar pois sua condenação não é definitiva. Fonte: Folha de São Paulo, reportagem de Daniel Roncaglia

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