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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A fé entrou na campanha

Como o debate sobre Deus e o aborto interfere no segundo turno das eleições – e pode inaugurar uma nova fase na política brasileira

Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época de 9/outubro/2010.

A religião não é um tema estranho às campanhas políticas no Brasil. A cada par de eleições, o assunto emerge da vida privada e chega aos debates eleitorais em favor de um ou outro candidato, contra ou a favor de determinado partido. Em 1985, o então senador Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição para prefeito de São Paulo depois de um debate na televisão em que não respondeu com clareza quando lhe perguntaram se acreditava em Deus. Seu adversário, Jânio Quadros, reverteu a seu favor uma eleição que parecia perdida. Quatro anos depois, na campanha presidencial que opôs Fernando Collor de Mello a Lula no segundo turno, a ligação do PT com a Igreja Católica, somada a seu discurso de cores socialistas, fez com que as lideranças evangélicas passassem a recomendar o voto em Collor – que, como todos sabem, acabou vencendo a eleição.

RENDIÇÃO
Dilma e Serra com auréolas de santidade. Os candidatos se curvam ao voto religioso e põem Deus no discurso

Esses dois episódios bastariam para deixar escaldado qualquer candidato a um cargo majoritário no país. Diante de questões como a fé em Deus, a posição diante da legalização do aborto ou a eutanásia, ou o casamento gay, o candidato precisa se preparar não apenas para dizer o que pensa e o que fará em relação ao assunto se eleito – mas também para o efeito que suas palavras podem ter diante dos eleitores religiosos. Menosprezar esse efeito foi um dos erros cometidos pela campanha da candidata Dilma Rousseff, do PT. Nos últimos dias antes da eleição, grupos de católicos e evangélicos se mobilizaram contra sua candidatura por causa de várias declarações dela em defesa da legalização do aborto. Numa sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007, Dilma dissera: “Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto”. Em 2009, questionada sobre o tema em entrevista à revista Marie Claire, ela afirmou: “Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública”. Finalmente, em sua primeira entrevista como candidata, concedida a ÉPOCA em fevereiro passado, Dilma disse: “Sou a favor de que haja uma política que trate o aborto como uma questão de saúde pública. As mulheres que não têm acesso a uma clínica particular e moram na periferia tomam uma porção de chá, usam aquelas agulhas de tricô, se submetem a uma violência inimaginável. Por isso, sou a favor de uma política de saúde pública para o aborto”.

Tais declarações forneceram munição para uma campanha contra Dilma que começou nas igrejas, agigantou-se na internet e emergiu nos jornais e na televisão às vésperas do primeiro turno. Foi como se um imperceptível rio de opinião subterrâneo se movesse contra Dilma. Esse rio tirou milhões de votos dela e os lançou na praia de Marina Silva, a candidata evangélica do PV. Segundo pesquisas feitas pela campanha de Marina, aqueles que desistiram de votar em Dilma na reta final do primeiro turno – sobretudo evangélicos – equivaleriam a 1% dos votos válidos. Embora pequeno, foi um porcentual que ajudou a empurrar a eleição para o segundo turno, entre Dilma e o candidato José Serra, do PSDB. Mais que isso, a discussão sobre a fé e o aborto se tornou um dos temas centrais na campanha eleitoral.

A polêmica religiosa deu à oposição a oportunidade de tomar a iniciativa na campanha política, pôs Dilma e o PT na defensiva e redefiniu o segundo turno. Na sexta-feira, quando foram ao ar as primeiras peças de propaganda eleitoral gratuita, o uso da carta religiosa ficou claro. Dilma agradeceu a Deus, se declarou “a favor da vida” e disse que é vítima de uma “campanha de calúnias”, como ocorreu com Lula no passado. O programa mencionou a existência de “uma corrente do mal na internet” contra ela. Serra se apresentou como temente a Deus, defensor da vida e inimigo do aborto (apesar de seu partido, o PSDB, ter apresentado nos anos 90 um projeto de legalização do aborto no Senado). Pôs seis grávidas em cena e prometeu programas federais para “cuidar dos bebês mesmo antes que eles nasçam”.

Agora, atônito, o mundo político discute que tipo de efeito a discussão sobre valores religiosos terá sobre a votação de 31 de outubro. E como ela afetará o Brasil no futuro. Tradicionalmente, o cenário político brasileiro tem sido dominado por temas de fundo econômico – como inflação, desemprego, previdência e salário mínimo – ou social – como pobreza, segurança, educação e saúde. Mas a elevação do padrão de vida dos pobres e a superação das necessidades elementares de sobrevivência podem ter começado a abrir espaço para aquilo que, em democracias mais maduras, é conhecido como “agenda de valores”. Ela reúne temas como fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. “Ninguém mais vai se eleger para um cargo executivo facilmente com um programa que prevê a legalização do aborto”, afirma Ary Oro, estudioso de religião e política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.” Fonte: Revista Época, reportagem de Ivan Martins e Leonel Rocha. Com Kátia Melo, Martha Mendonça, Nelito Fernandes, José Alberto Bombig e Guilherme Evelin

Nota: 1. "evangélicos – equivaleriam a 1% dos votos válidos", essa análise estatística esta "bem" próxima da realidade, claramente os coordenadores de campanha do PT como o editor tentam diminuir a influência do voto católico praticante e evangélico nestas eleições, se os evangélicos representam cerca de 25% do eleitorado na média podendo a chegar em alguns estados a 40% como no estado do Rio de Janeiro é ridícula a conclusão de que 1% influenciaram a existência de um segundo turno.
2. Existe uma tentativa de reduzir a discussão do aborto a uma questão religiosa e concordo com o professor Nilson Lage, ser contra o aborto não é coisa de fundamentalista - leia postagem acima.
3. É claro que os coordenadores de campanha do candidato José Serra estão usando a questão do aborto e tantas outras posições do PT para atrair votos para si, mas isto é a democracia, não estaria na hora do PT rever suas posições em alguns temas: legalização do aborto, Lei da Mordaça Gay - PL 122/2001, Casamento de Gays, Controle Social da Mídia, Proibição de uso em espaços públicos de símbolos religiosos, etc.
4. O eleitor tem um ideal de candidato ou candidata e nem sempre encontra em quem votar plenamente satisfeito com suas posições pessoais, plano de governo, aliados, etc; porém entre Dilma e Serra é óbvio que cada eleitor fará sua escolha optando pelo que candidato que mais se aproxima de suas opiniões e valores.

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Beto Richa recebe apoio de líderes evangélicos e destaca papelde igrejas na ação social

O candidato da coligação Novo Paraná ao Governo do Estado, Beto Richa, recebeu na manhã desta quarta-feira (28) o apoio de pastores e líderes de igrejas evangélicas do Paraná, durante encontro na Sociedade Urca, em Curitiba.

No encontro, que reuniu 120 pastores de 23 igrejas evangélicas, Richa e os candidatos ao Senado Gustavo Fruet e Ricardo Barros, receberam uma benção das lideranças religiosas.

Beto Richa airmou que pretende estreitar a relação com as instituições religiosas, como as igrejas evangélicas, na execução de programas na área social. Esta parceria deu certo em Curitiba, porque as igrejas ajudam no fortalecimento das famílias e na formação dos jovens, afirmou Richa.

Cada vez mais precisamos de valores, para enfrentar esta epidemia do crack, que aflige as famílias. As igrejas têm um papel fundamental nesta luta, disse.Richa disse que pretende criar Centros Regionais de Tratamento de Dependentes Químicos, apoiando também centros criados por instituições religiosas.

Outra ação é um combate ao tráfico de drogas. Em Curitiba, foi criada a primeira Secretaria Antidrogas do Brasil e vamos usar esta experiência para enfrentar este mal que atinge às famílias paranaenses,nos 399 municípios do Paraná, disse.

O discurso de Beto Richa foi recebido pelos pastores. Para o pastor Rogério Amorim, presidente da Igreja Quadrangular, Beto Richa representa o novo. "Quero que Beto Richa modernize o Paraná", afirmou. "Beto Richa é arrojado e sincero. Ele respeita as causas das igrejas evangélicas. Por isto, queremos que leve as boas práticas de Curitiba para todo o Paraná", disse o pastor Anderson Pariz, coordenador do comitê político da Assembléia de Deus.

O pastor da igreja Templo das Águias, Sérgio Cardoso, também disse que os paranaenses precisam de renovação. "Queremos um governo que dialogue com todo mundo. Isto Beto fez quando era prefeito e fará como governador", disse.

Caminhada

Após o encontro com os pastores, Beto Richa esteve no bairro CIC, onde participou de uma caminhada na rua Pedro Gusso, na CIC. Acompanhado dos candidatos ao Senado, Gustavo Fruet e Ricardo Barros, e do candidato a deputado federal, Rubens Bueno, Beto Richa conversou com os moradores e comerciantes.

No trajeto, Beto Richa disse que uma das suas prioridades é a segurança. "Vamos ampliar o efetivo das polícias Militar e Civil, que estão defasados com o mesmo efetivo de 20 anos atrás", disse.

Para Richa é preciso investir na inteligência para reduzir a criminalidade e combater o crime organizado.A líder comunitária da CIC, Vanilde Tiburcio de Souza, disse que Beto Richa já mostrou que pode melhorar a vida dos paranaenses. "Beto Richa é um grande gestor público, que sabe como resolver problemas, com ideias criativas, como foi feito em Curitiba?, destacou.

Caminhoneiros

Ao meio-dia, Beto Richa foi recebido por 400 caminhoneiros, durante as comemorações da Festa dos Caminhoneiros, que comemoram o dia de São Cristovão, padroeiro da categoria.

No encontro, Richa anunciou que vai investir na melhoria da infraestrutura das rodovias e do Porto de Paranaguá. "É preciso melhorar as rodovias e estradas paranaenses para que o caminhoneiro possa levar com segurança a safra e a produção industrial paranaenses. Vamos chamar as concessionárias para conversar para reduzir os preços de pedágios", afirmou.

Richa disse que também vai modernizar o Porto de Paranaguá. "Os caminhoneiros perdem parte do tempo da viagem, ficando em filas no Porto ou demorando para poder desembarcar e embarcar mercadorias. Este processo será melhorado", disse.

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domingo, 25 de julho de 2010

Beto Richa em Maringá no Lançamento do Comitê Central Cida Borguetti e Wilson Quinteiro, Dr Batista, Evandro Jr e Ulisses Maia

Neste sábado (24) Beto Richa esteve na região de Maringá e a noite participou do lançamento do Comitê Central da candidata a deputada federal, Cida Borguetti (PP) dobrando com os candidatos a Deputado Estaduais, Wilson Quinteiro (PSB); Dr Batista (PMN), Evandro Júnior (PSDB) e Ulisses Maia (PP). Estive presente para prestigiar e no ato estiveram presentes além de vários candidatos e candidatas a deputado federal e estadual o candidato a Governador do Estado Beto Richa (PSDB) e seu Vice Flávio Arns (PSDB) junto com os candidatos ao Senado Federal Ricardo Barros (PP) e Gustavo Fruet (PSDB).
Meu amigo Cila Morais (DEM), vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Sarandi, Luciano Brito (PSB) e Beto Richa (PSDB)
Luciano Brito, Deputado Estadual Wilson Quinteiro, Zenon de Sarandi e Vereador Cilas Morais de Sarandi (DEM)

Deputado Estadual Wilson Quinteiro (PSB) durante a sua fala aos presentes

Deputado Estadual Dr Batista (PMN) durante o seu discursso
Prefeito de Maringá Silvio Barros (PP) durante seu pronunciamento
Gustavo Fruet (PSDB) candidato ao Senado
Ricardo Barros (PP) candidato ao Senado fazendo uso da palavra
Flávio Arns (PSDB) candidato a vice-governador do Paraná
Deputada Cida Borghetti (PP) candidata a deputada federal discurssando aos presentes

Beto Richa (PSDB) candidato ao governo do Paraná durante sua fala
Beto Richa (PSDB) candidato ao governo do Paraná durante sua fala

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Justiça Eleitoral cadastra 20 mil para votos em presídios

Presos provisórios e adolescentes em unidades de internação poderão votar em 25 Estados e Distrito Federal nestas eleições. Segundo a contagem do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a medida atingirá 20.099 eleitores.

O número conta também os servidores e mesários que irão votar e trabalhar no dia das eleições nos 424 estabelecimentos prisionais. Goiás foi o único Estado que não permitiu a votação em presídios.

O país tem 152 mil presos provisórios, sem condenação definitiva, que têm direito a voto.

Minas Gerais é o Estado que terá o maior número de votos em presídios com 4.981 votos, seguido por São Paulo, com 4.480, e o Rio Grande do Sul, 1.802.

O alistamento eleitoral nos presídios e unidades de internação encerrou no dia 5 de maio. Para instalar uma seção eleitoral nestes locais o TSE determinou uma quantidade mínima de 20 eleitores aptos a votar.

O acesso dos presos e adolescentes à propaganda eleitoral é definido pelo juiz eleitoral e o diretor da unidade prisional ou de internação. Fonte: Folha Online, reportagem de Marcos de Vasconcellos

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Reflexão: PCC leva SP a reduzir voto em presídios

Unidades controladas pela facção não terão urnas para presos provisórios votarem

O temor de que o PCC (Primeiro Comando da Capital) possa usar as votações nos presídios para influenciar o processo eleitoral e incentivar rebeliões levou o governo de São Paulo a impedir o pleito em unidades controladas pela facção criminosa.

A medida contribuiu para reduzir a 1.904 o número de presos provisórios (aqueles à espera de julgamento) aptos a votar entre os 52,8 mil que hoje ocupam o sistema carcerário (3,6%).

"Não podemos admitir o processo eleitoral numa prisão onde você combate o crime organizado permanentemente", afirmou o secretário da Administração Penitenciária do Estado, Lourival Gomes, que citou os atentados do PCC de maio de 2006, que deixou 43 mortos.

Do total de 147 unidades prisionais em São Paulo, só 30 receberão urnas. Apenas 13.177 presos foram autorizados a tirar o título de eleitor.

"Foi um critério de experiência, nada científico", afirmou o presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de SP, Walter de Almeida Guilherme.

Por falta interesse 11.978 não votarão. Para o presidente do TRE-SP, a baixa adesão foi surpreendente.

O maior interesse foi verificado na Fundação Casa, onde mais da metade dos menores infratores (2.648) se inscreveu para votar. As urnas serão instaladas em 74 unidades da fundação.

De acordo com o TRE, mais de 1.500 voluntários apareceram para trabalhar como mesários -número suficiente, segundo o tribunal.

Ontem, a Administração Penitenciária e o TRE-SP simularam a votação com oito presos no Presídio de Pinheiros 3. Dos 5.885 abrigados nas quatro unidades do presídio, apenas 200 votarão.

"Se a gente está votando é porque está apto a voltar para a sociedade", disse Jackson Araujo da Silva, 27. Mesmo já sentenciado a cumprir 23 anos de prisão por homicídio, ele poderá votar pois sua condenação não é definitiva. Fonte: Folha de São Paulo, reportagem de Daniel Roncaglia

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terça-feira, 22 de junho de 2010

“Estou preparado para governar”, diz Richa em viagem a Maringá e municípios do Norte

“Estou preparado para governar o Estado”, afirmou Beto Richa em entrevista coletiva no aeroporto de Maringá na manhã desta terça-feira (22), no início de uma viagem de três dias pela região Norte do Estado. Até quinta-feira (24), Beto participará de uma série de encontros em 14 municípios, para discutir seu Plano de Governo. “Com a experiência que acumulei em todos os cargos exercidos até agora, de deputado estadual, vice-prefeito, secretário de obras e prefeito de Curitiba, acredito estar preparado para os novos desafios”, disse Beto, que foi oficialmente indicado candidato do PSDB ao Governo do Estado na convenção estadual do partido, no sábado (19).

Beto chegou ao aeroporto acompanhado dos deputados estaduais Durval Amaral (DEM), Cida Borghetti (PP) e Luiz Accorsi (PSDB) e do prefeito de Castro, Moacir Fadel (PMDB). No aeroporto, foi recebido pelo prefeito de Maringá, Sílvio Barros (PP), e pelo deputado estadual Wilson Quinteiro (PSB). “Estamos aqui nesta importante região do Estado no trabalho de construção do Plano de Governo”, disse ele. “Queremos ouvir os paranaenses para saber sua opinião e valorizá-la, ouvir as grandes idéias e propostas. Porque ninguém melhor do que as pessoas que moram aqui para saber quais são suas necessidades e o que esperam do próximo governo.”

Nesta terça-feira, Beto foi Atalaia, Flórida, Ângulo e Iguaraçú. Na quarta-feira, às 8h, participará de café da manhã na Associação Comercial e Empresarial (ACIM) de Maringá. Depois, vai a Itaguajé, Santa Inês, Santo Inácio, Colorado e Lobato. À noite, participa de uma audiência pública organizada pelo PSDB e pelo Instituto Teotônio Vilela, no hotel Metrópole Bristol. Na quinta-feira, os encontros serão em Nossa Senhora das Graças, Guaraci, Santa Fé, Munhoz de Mello e Astorga.

Saúde e segurança

Os problemas no serviço público de saúde têm sido um tema comum nas discussões nos municípios. “Sentimos essa preocupação em todos os municípios. O atendimento é muito precário. Temos hospitais regionais que foram inaugurados, mas não têm equipamentos nem profissionais suficientes para atender à demanda de toda uma região”, disse Richa. “A boa saúde pública, para resumir, começa cumprindo a lei, investindo pelo menos 12% das receitas do Estado, como determina a Constituição Federal. Só assim poderemos começar a atender às pessoas com qualidade.”

Beto também destacou a necessidade de ampliar o efetivo da Polícia Militar para combater outra preocupação dos paranaenses: a violência crescente. “Faltam investimentos. O efetivo da PM hoje é inferior ao de 20 anos atrás, considerando ainda o crescimento populacional em duas décadas e o visível aumento da violência, da criminalidade e do tráfico de drogas. Como é que a polícia vai combater a criminalidade e garantir segurança para as famílias paranaenses?”, disse Beto. “Então, precisamos de políticas públicas na área de segurança, eficazes e inteligentes; investir em inteligência para conseguir dar as respostas que a sociedade espera.”

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Pessuti pode desistir em favor de Osmar

O deputado federal Rodrigo Rocha Loures seria indicado candidato a vice-governador na chapa do senador Osmar Dias (PDT), escolhido pelo governador Orlando Pessuti (PMDB) e com as bençãos do PT.

Esta era a fórmula que circulava ontem nos bastidores da política paranaense para se contrapor às informações dos tucanos e alas do PDT garantindo que falta muito pouco para que o senador Osmar Dias diga “sim” para uma aliança com o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) na qual seria candidato ao Senado.

Pessuti teria a “chave” para permitir a recomposição do velho projeto de construção de um palanque único para a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) com os partidos da base aliada do governo do presidente Lula, no Paraná.

Embora, publicamente, o governador sinalize na direção contrária, de que não abdica da candidatura à reeleição em nenhuma hipótese, a versão de ontem à tarde era que Pessuti poderia abrir mão desse projeto para ser alçado à condição do articulador do palanque da ex-ministra no Paraná.

Após intervenção do diretório nacional do PT que forçou o apoio à reeleição de Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão e do acordo em Minas Gerais que avalizou a candidatura do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) ao governo, a direção nacional do PT intensificou a pressão para que a cúpula do PMDB viabilize o palanque único no Paraná.

O líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Carlos Martins, disse que não há nada definido. E defendeu a ampliação do diálogo interno sobre alianças para que outras lideranças também possam se expressar sobre o assunto.

Até agora, além do senador Osmar Dias, o trânsito das articulações e informações está restrito ao presidente estadual do PDT, deputado Augustinho Zucchi, que tem inclinação por uma aliança com os tucanos. “Essas conversas não podem se limitar a duas ou três pessoas”, comentou.

Sinal verde

Enquanto isso, o senador Osmar Dias estava se preparando para participar da reunião da executiva nacional do PDT, hoje, em Brasília. Como a convenção nacional realizada no sábado passado, em São Paulo, não deliberou sobre a política de alianças nos estados, a executiva irá discutir caso a caso como ficam as composições do PDT nos estados onde, como no Paraná, existe a possibilidade de o partido se aliar aos adversários nacionais do PDT e PT.

A executiva nacional do PDT analisará a situação específica do Paraná, onde os tucanos propuseram ao PDT a vaga de candidato ao Senado para Osmar e a indicação do vice-governador.

O caso é parecido com o do Maranhão, com a diferença de que lá, o pedetista Jackson Lago (PDT) é que deverá ter o apoio do PSDB para sua candidatura ao governo.

As dúvidas dos pedetistas não serão sanadas apenas com as orientações da direção nacional. Para saber se poderá subir ao palanque tucano no Paraná, o PDT também precisa de informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma das perguntas, ainda sem resposta, é se Osmar e o PDT poderão apoiar o ex-governador José Serra à presidência da República, caso decidam se coligar aos tucanos.

O presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, disse que o partido espera pela resposta do senador Osmar Dias até o próximo sábado, dia da convenção estadual tucana. Para Martins, entretanto, o PDT não tem que se submeter a prazos. “Ainda que pressão seja normal, não é hora. A hora é de conversar”, afirmou. Fonte: Paraná Online, reportagem de Elizabete Castro

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Queremos fazer aliança com a sociedade, diz Marina

Sérgio Lima/Folhapress
Ela abriu o discurso elogiando conquistas dos governos anteriores. Senadora foi lançada candidata à presidente pelo PV nesta quinta (10)

Em seu primeiro discurso como candidata oficial à presidente da República, Marina Silva (PV), minimizou o fato de seu partido não ter alianças com outras legendas na disputa. O discurso foi feito nesta quinta-feira (10) na convenção que oficializou seu nome, em Brasília. "Espero que no dia 1º de janeiro do ano que vem a gente possa ter a primeira mulher negra presidente do Brasil”, afirmou.

Algumas pessoas têm cobrado que nós não temos políticas de aliança pensando no velho calculo pragmático: quem tem mais palanque, mais recurso, quem tem mais voto porque se sente dono dos votos. (...) Não temos esse tipo de aliança, queremos fazer alianças com núcleos vivos da sociedade"Marina Silva, candidata do PV à Presidência“Algumas pessoas têm cobrado que nós não temos políticas de aliança pensando no velho cálculo pragmático: quem tem mais palanque, mais recurso, quem tem mais voto porque se sente dono dos votos. (...) Não temos esse tipo de aliança, queremos fazer alianças com núcleos vivos da sociedade”, afirmou a candidata.

Marina abriu o discurso fazendo elogios aos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela destacou a estabilidade econômica e a retirada de 25 milhões de pessoas da linha de pobreza.

No caso de Lula, a referência foi direta. “A redução da pobreza, foram 25 milhões de pessoas que saíram, não é pouca coisa. Não preciso, porque sou candidata por outro partido, outra articulação, negar este feito essa conquista do operário Luiz Inácio Lula da Silva.”

Apesar dos elogios aos ex-presidentes, o discurso de Marina trouxe também críticas na questão ambiental. Ela destacou o desmatamento, a discussão do código florestal na Câmara e o aumento da ocorrência de tragédias, como as chuvas que atingiram Santa Catarina e Rio de Janeiro nos últimos anos.

Na convenção do PV, Gabeira diz que 'sonhos foram frustrados' com Lula “Em 2007 foram 2,5 milhões de pessoas afetadas pela chuva. Em 2009 foram 5,5 milhões de pessoas. Dá para tratar isso de 'problema natural'? Não, é falta de planejamento”, afirmou a candidata.

Marina destacou que é preciso analisar o passado para pensar em projetos para o futuro. “É preciso olhar para trás e para frente ao mesmo tempo. Para trás, para aprender com os erros e manter as conquistas, e para frente para não repetir erros e buscar o que precisa ser conquistado.”

A candidata voltou a defender seu conceito de economia de baixo carbono, com a redução das emissões de CO2. Classificou a educação como “alavancadora” da economia e defendeu que os programas sociais devem focar a partir de agora a “igualdade de oportunidades”.

No meio do discurso, a candidata não esqueceu de sua origem política, o PT. Ela destacou o fato de seus aliados históricos Jorge e Tião Viana estarem nesta quinta no Acre lançando a campanha petista no estado. “Estamos só momentaneamente separados”, disse. Fonte: G1/Globo.com

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PDT suspende convenção e define aliança a partir de deliberação nacional

Os convencionais do PDT do Paraná decidiram na noite de hoje, dia 10, por aclamação, suspender a convenção estadual do partido por tempo indeterminado (pela legislação eleitoral o limite é dia 30 de junho) e transferir para os membros da Executiva a definição quanto à formação das alianças para as eleições deste ano.

Segundo o presidente do PDT-PR, Augustinho Zucchi, a formação das alianças será definida a partir da deliberação na convenção nacional do partido, que acontecerá neste sábado, dia 12, em São Paulo.

O pré-candidato pedetista ao governo do Paraná, senador Osmar Dias, afirmou que tal decisão respeita o estatuto nacional do PDT e dá à Executiva condições de avaliar as possibilidades de alianças com outros partidos. “Minha decisão foi tomada em julho do ano passado, quando o presidente Lula disse que eu seria o candidato ao governo do Paraná formando alianças com os partidos da base do governo federal”, afirmou.

Osmar disse também que aguarda decisão do TSE quanto às questões do Projeto Ficha Limpa que podem mudar o cenário político, inviabilizando inclusive algumas candidaturas. “Enquanto essas definições não acontecerem, não há porque antecipar nada”.

PDT NACIONAL – No sábado, 12 os integrantes da executiva do PDT paranaense estarão em São Paulo para a Convenção Nacional do PDT, na condição de membros do Diretório Nacional do partido. Na convenção nacional pedetista estarão presentes o Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef e o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante. Fonte: Fábio Campana

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Richa recebe apoio de lideranças de Andirá, Umuarama e Rondon

O pré-candidato do PSDB ao Governo do Estado, Beto Richa, recebeu em Curitiba nesta quinta-feira (10) lideranças dos municípios de Andirá, no Norte Pioneiro, Umuarama, e Rondon, no Noroeste. “Temos recebido apoios de diferentes regiões e de correntes políticas diversas para o projeto que estamos elaborando para o Paraná”, disse Richa. Ele aproveitou a ocasião para convidar os visitantes para a convenção estadual do PSDB, no dia 19, a partir das 9h, no Expotrade, em Pinhais, na Região metropolitana de Curitiba. “Vamos ter um grande encontro e esperamos poder apresentar uma reedição da grande aliança que nos apoiou nas eleições passadas”, afirmou Richa.

Participaram da reunião os vereadores Gilmar Leonardo, presidente do PSDB de Andirá, com os colegas Hamilton do Carmo (PSDB) e Professor Paolo (PP); Francisco Silvestre, presidente do PSDB de Umuarama, acompanhado de Aricidio Cassiano Junior, Cléber Martinez e também o presidente do PTB no município, o empresário Valter Sucupira.

“Vemos no Beto a possibilidade de renovação para o Paraná, com tratamento respeitoso com as pessoas e apoio de uma grande aliança de partidos”, disse o vereador Donizete Rugeri, do PMDB de Rondon.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

PLANO DE GOVERNO - NO OESTE, RICHA DISCUTE AEROPORTOS, PEDÁGIO E DUPLICAÇÃO DA BR

O pré-candidato do PSDB ao Governo do Paraná, Beto Richa, defendeu na manhã desta quarta-feira (2), em Toledo, uma gestão pública moderna e democrática, com a abertura de canais de comunicação permanentes com a população paranaense. “Queremos um governo competente, dinâmico e vigoroso, que produza os resultados positivos aguardados por todos os paranaenses. Queremos um governo aberto, que respeite o cidadão e com uma visão moderna de administração pública”, afirmou Richa, em entrevista coletiva.

Nesta quarta-feira, Richa participou de reuniões suprapartidárias em oito municípios do Oeste do Paraná, para discutir seu Plano de Governo.“A proposta é valorizar a opinião das pessoas, promovendo encontros suprapartidários nos mais diversos municípios do Estado para construir um grande Plano de Governo. Eu quero que este Plano possa representar as verdadeiras aspirações de todos os paranaenses”, disse Richa. “Um Plano que vai também respeitar as diferenças e vocações de cada região do Estado.” O roteiro de Richa se iniciou em Ouro Verde do Oeste e continuou em São Pedro do Iguaçu, Vera Cruz do Oeste, Ramilândia, Itaipulândia, Diamante do Oeste, São José das Palmeiras e Santa Helena. Desde abril, Richa visitou 88 municípios e participou de encontros com mais de 16.000 pessoas.

Propostas da região

Lideranças de municípios do Oeste paranaense entregaram a Richa um documento com 18 propostas para o desenvolvimento social e econômico da região, como estudos de pré-viabilidade para conexão ferroviária Cascavel-Ciudad Del Este-Maria Auxiliadora; o desenvolvimento das hidrovias Paraguai/Paraná e Tietê/Paraná; implantar portos intermodais em Foz nos rios Iguaçu e Paraná; ampliação e revitalização dos aeroportos de Foz e Toledo; duplicação da rodovia das cataratas (BR 469); e duplicação da BR 277 no trecho entre Medianeira e Cascavel.

Pedágio
Na câmara municipal de Vera Cruz do Oeste, Richa disse que é preciso despolitizar a discussão a respeito do pedágio nas estradas do Paraná. “Temos que tratar o pedágio com seriedade, chamar as empresas para debater. Não há dúvidas de que a tarifa está alta, portanto, é preciso fazer prevalecer o interesse público, principalmente no tocante à retomada dos investimentos para melhoria das nossas rodovias, para melhoria do acesso e da mobilidade em nosso estado, bem como para o escoamento da produção agropecuária”, afirmou Richa. Para ele, além do pedágio, há muitas outras questões importantes para resolver na área de infraestrutura do Paraná. “Como a implantação de alternativas rodoviárias, implantação de novos trechos de ferrovias e a questão da intermodalidade, entre rodovias, ferrovias e hidrovias.”

Aeroportos e duplicação da BR 277

Em reuniões nas Câmaras Municipais, Richa discutiu a necessidade obras de infraestrutura para a região, como a ampliação dos aeroportos regionais de Foz do Iguaçu e Toledo e a duplicação da BR 277 no trecho entre Cascavel e Medianeira. “Vamos procurar, por meio do diálogo, unir todos os setores da sociedade, nossos deputados federais e senadores, em torno de um bom projeto para o Paraná. Vamos buscar as verbas federais e as parcerias necessárias para assegurar obras para melhorar a infraestrutura das regiões e da qualidade de vida da população”, afirmou Richa

Os deputados federais Ricardo Barros (PP) e Dilceu Sperafico (PP), os deputados estaduais Luiz Fernandes Litro (PSDB), Reni Pereira (PSB) e Duílio Genari (PP) acompanham Richa no giro pelo Oeste.

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sábado, 15 de maio de 2010

Francischini e Beto Richa participam de Audiência Pública em Apucarana

Francischini recebeu elogios de Beto Richa. Foto:Edson Thomaz

O Delegado Fernando Francischini acompanhou Beto Richa na audiência pública organizada pelo PSDB do Paraná e pelo Instituto Teotônio Vilela, na Câmara Municipal de Apucarana, na noite desta sexta-feira (14). Beto Richa percorreu 17 municípios do Ivaí, onde participou de encontros com a população e lideranças políticas. Nessa audiencia publica, Richa recebeu propostas da região do Vale do Ivaí para o seu Plano de Governo. Beto Richa ficou entusiasmado com participação popular e destacou a Segurança Publica, como uma das prioridades do seu plano de Governo.

“Investi na Segurança em Curitiba quando fui prefeito. Criei a primeira Secretaria Antidrogas do Brasil, hoje seguida por mais 22 municipios do Paraná. Coloquei o Delegado da Policia Federal Fernando Francischini, pessoa de confiança que luta contra criminalidade. O Delegado Fernando Francischi que esta aqui, que voçes devem conhecer da TV, da midia em geral, é quem esta me ajudando na elaboração do meu plano de governo na área de segurança”, fechou Beto Richa.

“Assim como esta fazendo o Beto Richa, nós estamos também percorrendo o Estado, ouvindo a população, o seguimento de segurança o que é mais importante para ser implementado no proximo Governo”, fechou Francischini, Pré Candidato a Deputado Federal pelo PSDB.

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Serra diz ser contra a legalização do aborto

Afirmação do tucano foi uma resposta à declaração da CNBB, que defendeu voto 'pró-vida'

O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, afirmou nesta quarta-feira, 12, ser contra a legalização do aborto. "Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não vou tomar essa iniciativa", declarou o tucano, após entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT.

Atualmente o aborto é autorizado apenas em alguns casos, como no de estupro e quando há risco de morte para mãe. A afirmação do tucano foi uma resposta à declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgada ontem, na qual há ponderações sobre o momento político nacional.

Segurança

Serra aproveitou a presença em mais um programa de TV popular para falar sobre a questão da segurança pública. Voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública e disse que, se necessário, devem ser feitas mudanças na Constituição para facilitar o combate à criminalidade.

O tucano destacou, no entanto, achar desnecessário promover tais alterações na lei. "Mas alguém diz: não, porque a Constituição... Então muda a Constituição, se for esse o problema. Mudam para tanta coisa, né?"

Serra disse ser a favor do envolvimento do governo federal no combate à violência e citou o caso da Bahia, Estado governado pelo petista Jaques Wagner, em que as estatísticas oficiais mostram a violência acima da média nacional.

Supervisão

"Acho que o governo federal tem que se envolver, inclusive para supervisionar os Estados que não estão trabalhando bem. No Brasil, como um todo, a segurança é grave. Em alguns lugares, tem evoluído mais gravemente que nos outros. E aí tem que ver o que está acontecendo. Pode ter alguns governos que não estão trabalhando bem", completou.

Serra falou no programa sobre a queda de 70% nos homicídios em São Paulo nos últimos dez anos. Questionado, mais tarde, sobre aumento dos homicídios no Estado no primeiro trimestre, disse: "Você tem que pegar no médio e no longo prazo. Não pode pegar um trimestre para poder raciocinar."

No final do programa, Ratinho fez uma série de perguntas curtas ao tucano. Serra classificou Lula como "um homem muito simpático", disse que Dilma era "uma mulher de valor, assim como Marina (Silva)" e declarou que o pedágio é "como a morte": "Coisas das quais a gente não escapa." Afirmou ainda que os políticos são "um mal necessário", mas que há exceções. Fonte: Agência Estado

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Dilma afirma que aborto é ‘questão de saúde pública’

Petista ressaltou que mudança é 'processo que tem que ser discutido com a sociedade'

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, declarou que aborto é uma questão de saúde pública. "Um governo não tem de ser a favor ou contra o aborto. Tem que ser a favor de uma política pública", afirmou. "Aborto não é questão de foro íntimo meu, seu, da Igreja, de quem quer que seja; é uma questão de saúde pública."

Em termos de saúde pública, segundo a ex-ministra, o aborto para ser possível tem de estar previsto em lei. "E mudança é um processo que tem que ser discutido com a sociedade e tem que ver o que um governo fará."

A pré-candidata disse não ser possível "deixar que as mulheres das classes populares utilizem métodos medievais como agulha de crochê, chás absurdos e outras práticas enquanto outras pessoas têm acesso ao serviço".

"Ninguém fala ‘eu quero fazer aborto’. É uma violência contra a mulher", acrescentou. Ela contou que, "graças a Deus", não precisou fazer. "Mas conheci gente que fazia e entrava chorando e saia chorando."

Dilma qualificou o diálogo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém com o governo iraniano de "uma ação humanitária", durante entrevista a seis jornalistas do Grupo RBS, ontem, em Porto Alegre.

Questionada sobre "uma certa condescendência do governo com um regime que sofre críticas por não seguir normas internacionais de conduta democrática", a ex-ministra deu a entender que o Brasil pode fazer "uma tentativa de construir um caminho em que haja abandono das armas nucleares como armas de agressão e passe ao uso pura e simplesmente pacífico da energia nuclear". Lula vai a Teerã nos dias 15 a 17 de maio.

Em outro trecho da entrevista de uma hora e meia, Dilma abordou as possíveis restrições à importação de alimentos industrializados brasileiros pela Argentina e admitiu que o País pode recorrer a retaliações. "Não acho adequado o que foi feito pela Argentina com o Brasil. Primeiro foi sem uma manifestação formal. E existe a possibilidade de retaliar uma medida tão agressiva como esta", afirmou. Fonte: Agência Estado

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Câmara aprova texto-base do projeto Ficha Limpa

Projeto tenta barrar candidatura de políticos condenados pela Justiça. Resta votação de destaques, o que pode mudar o texto final

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (4) o texto-base do projeto que proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça, chamado de Ficha Limpa. Resta ainda a votação dos destaques, o que pode mudar o texto final. Existe, inclusive, a possibilidade de aprovação de novos textos que desfigurem o projeto e mantenham as regras atuais de que somente com a condenação em última instância o político não pode disputar eleições. A expectativa é que a votação seja concluída nesta quarta-feira (5).

O projeto tenta barrar candidaturas de pessoas condenadas pela Justiça que ainda tem processos tramitando devido a recursos. A proposta original, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que recebeu mais de 1,6 milhão de assinaturas, previa a proibição de candidatura para quem fosse condenado em primeira instância.

Na Câmara, o texto já ganhou duas versões. Na primeira, só seria barrado quem fosse condenado por órgão colegiado. Na última, apresentada nesta manhã pelo relator José Eduardo Cardozo (PT-SP), seria permitido ainda um recurso a outro órgão colegiado superior para se conseguir uma espécie de “autorização” para a candidatura. Nesses casos, o político que conseguisse se candidatar teria seu processo analisado com prioridade pelo Judiciário. É este o texto-base que foi aprovado no plenário, mas que pode ser alterado nos destaques.

Existem várias possibilidades de alterações no texto. Uma das propostas que pode ser votada é do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que retira do texto a possibilidade de se proibir a candidatura de quem foi condenado em decisão colegiada. Desta forma, valeria a regra atual de que somente quem é condenado em última instância não pode se candidatar.

Na noite desta terça, líderes de PMDB, PP, PTB e PR tentaram fazer com que a proposta retornasse à CCJ para sofrer novas mudanças. A maioria do plenário, no entanto, rejeitou a idéia. Com isso, foi permitido que Cardozo lesse seu relatório e o texto-base fosse aprovado.

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, criticou a possibilidade de se fazer alterações no projeto. Ele destacou que a intenção é votar o projeto até o início de junho na Câmara e no Senado para que ele possa valer para as eleições de outubro. “Se for mexer neste texto mais uma vez ele não sai. E se ele não sair nesse ano vai ficar para a próxima legislatura e aí ninguém sabe mais como fica”. O entendimento de que o projeto poderia valer nestas eleições não é consensual e a aplicação da lei, se aprovada e sancionada, será decidida pelo Judiciário. Fonte: G1/Globo.com

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Osmar Dias pode tirar o palanque de Dilma no Paraná

O senador Osmar Dias (PDT-PR) é o primeiro político de grande quilate que pode transferir um palanque reservado a Dilma Rousseff (PT) para o tucano José Serra, na eleição presidencial. Ele não é mais candidato ao governo do Paraná, a menos que Gleisi Hoffmann (PT), mulher do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), seja sua vice. Se ela insistir na disputa pelo Senado, Dias apoiará Beto Richa (PSDB) ao governo.

Pressão
Em almoço, ontem, no restaurante Carpe Diem do Píer 21, em Brasília, Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann tentaram persuadir Osmar Dias.

Richa lidera
O candidato tucano ao governo do Paraná, ex-prefeito de Curitiba Beto Richa, há meses lidera as pesquisas para governador. Fonte: Claudio Humberto

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Beto Richa Prestigia Comemoração do Aniversário do Deputado Nishimori no ACEMA de Maringá

Nesta última sexta-feira (09) aconteceu na Associação do ACEMA de Maringá um concorrido jantar em comemoração a passagem do aniversário do deputado estadual Luis Nishimori (PSDB) que é pré-candidato a deputado federal nas eleições deste ano.

Estive no evento juntamente com o meu amigo Nivaldo Fernandes representando a Igreja Assembleia de Deus e o seu presidente Pastor Robson Brito e tive a oportunidade de agradecer os relevantes trabalhos que o nobre deputado tem desempenhado em favor da nossa comunidade de fé e de toda a região de Maringá, sem dúvida alguma um batalhador, político sério, empresário competente, pai de família exemplar e um ótimo embaixador do Brasil e de toda a comunidade nipônica do Paraná e do Brasil nas várias missões ao Japão e Oriente.

Cerca de 1.200 pessoas compareceram no salão do ACEMA para o jantar típico, dentre os amigos e amigas do deputado, várias autoridades e políticos prestigiaram a comemoração, os deputados estaduais: Valdir Rossoni (PSDB), Dr Batista (PMN), Miltinho Pupio (PSDB), Luiz Accorsi (PSDB), Durval Amaral (DEM); deputado federal Ricardo Barros (PP) que é pré-candidato ao Senado Federal; vários vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, além da ilustre presença do ex-prefeito de Curitiba Beto Richa, que é o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSDB.

Parabenizo mais uma vez ao Deputado Nishimori e desejo a ele, sua esposa Akemi, filho e filhas e netinha muita saúde, paz, felicidades e que Deus o abençoe ricamente.
Nivaldo Fernandes, Luciano Brito, Deputado Luis Nishimori (PSDB) e meu amigo e assessor do deputado Laércio
Nilvado Fernandes, Beto Richa pré-candidato ao Governo do Paraná pelo PSDB e Luciano Brito
Professor Wilson Mattos - Reitor do Cesumar e suplente de Senador pelo PSDB e Luciano Brito
Luciano Brito, Deputado Estadual Luis Nishimori e pré-candidato a Deputado Federal pelo PSDB e Nivaldo Fernandes

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terça-feira, 30 de março de 2010

Saudado por Mais de 8 Mil Pessoas “A Partir de Amanhã, Estamos com o Pé na Estrada”, Anuncia Beto Richa

Pré-candidato do PSDB reuniu lideranças de todo o Paraná em Curitiba

Mais de 8 mil pessoas manifestaram apoio à pré-candidatura de Beto Richa ao Governo do Paraná, nesta terça-feira (30), durante encotnro do PSDB estadual, em Curitiba. “A partir de amanhã, estamos com o pé na estrada. Juntos, vamos construir um Paraná melhor, mais solidário, mais fraterno e socialmente mais justo”, anunciou Richa, que se desincompatibilizou do cargo de prefeito de Curitiba na manhã desta terça-feira, na Câmara de Vereadores. Em cerimônia oficial, Richa transmitiu o cargo ao vice-prefeito Luciano Ducci (PSB).

Nesta quarta-feira (31), Richa vai a Cascavel. Na quinta-feira, A Foz do Iguaçu. A partir da segunda semana de abril visitará cidades das regiões do Norte Pioneiro, Oeste, Sudoeste e Noroeste do Estado. “Vamos construir um amplo plano de governo, no qual o maior número de paranaenses participe, privilegiando as características e vocações de todas as regiões do Estado. Um plano que atenda às aspirações e expectativas de todas as regiões”, propôs Richa.

O pré-candidato do PSDB garantiu também estar pronto para o desafio. “O PSDB está pronto e eu me sinto pronto também. Afinal, são nove anos na Prefeitura de Curitiba. Quatro anos como vice e secretário municipal de Obras Públicas e cinco como prefeito, com uma avaliação positiva que, ao longo de todo o mandato, foi a maior do Brasil”, observou. Richa disse ainda que os bons resultados e as práticas administrativas de sua gestão à frente da Prefeitura de Curitiba serão apresentados como um grande diferencial em seu plano de governo.

Emocionado, Richa agradeceu à manifestação de apoio de lideranças de diversos partidos e de todas as regiões do Paraná que participaram do encontro organizado pelo PSDB. “É uma demonstração de companheirismo, de confiança em um novo projeto para o nosso Estado. Fico imensamente agradecido por essa demonstração de confiança”, afirmou. “Vou procurar fazer juz a essa indicação, a essa confiança, com muita garra, determinação, entusiasmo e preparo para fazer o projeto do PSDB vitorioso neste ano.”

O senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, veio de Brasília especialmente para o encontro. “O Beto nos orgulha muito. É uma pessoa simples, firme e determinada”, disse Guerra. “Há um movimento crescente aqui por mudança de verdade e renovação. Em junho, Beto será indicado e estaremos aqui quantas vezes ele quiser para que o Paraná possa ter um grande governador.”

O governador José Serra (PSDB-SP), pré-candidato à Presidência da República, enviou uma mensagem por email de apoio a Beto Richa. “Beto Richa é o melhor prefeito de capitais do Brasil. Jovem, tem o DNA do seu saudoso pai, José Richa, e um grande futuro pela frente. Além de tudo é um homem de coragem”, afirmou Serra.

O deputado federal Rodrigo de Castro (MG), secretário-geral do PSDB, representou o governador Aécio Neves no evento. “Vim trazer a mensagem do governador Aécio. A certeza do muito que o Beto Richa fará pelo Paraná. Temos grande expectativa no seu governo e a certeza da sua vitória”, disse.

Para o presidente do PSDB Paraná, Valdir Rossoni, a manifestação de apoio à pré-candidatura de Beto Richa mostra que o partido está unido. “O exército está pronto para esta nova batalha e o PSDB Paraná está 99,9% com o pré-candidato Beto Richa”, afirmou o deputado estadual.

Também participaram do encontro senadores, deputados estaduais e federais do PSDB e de outras legendas como PPS, DEM, PP, PMDB, PCdoB e PSB, além de centenas de prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias de Curitiba e do interior do Estado. “Isso demonstra a confiança e a esperança que os prefeitos depositam na pré-candidatura de Beto Richa a governador”, considerou o prefeito de Castro, Moacir Fadel (PMDB), presidente da Associação dos Municípios do Paraná.

Entre as lideranças, o senador Flávio Arns, os deputados federais Affonso Camargo, Eduardo Sciarra, Alfredo Kaefer, César Silvestri e Luiz Carlos Setin; os deputados estaduais Cida Borghetti, Francisco Büher, Luiz Accorci, Luiz Fernades Litro, Nelson Garcia, Luiz Malluceli, Luiz Nishimori, Rui Hara, Ademar Traiano, Osmar Bertoldi, Durval Amaral e Reni Pereira; o presidente estadual do PSB, Severino Araújo, e o vice-presidente estadual do PCdoB, Ricardo Gomyde.



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sexta-feira, 5 de março de 2010

Em Assis Chateaubriand, Beto Richa propõe uma ampla aliança de partidos


O prefeito Beto Richa, de Curitiba, propôs nesta quinta-feira (4), em Assis Chateaubriand, a construção de uma ampla aliança de partidos para apresentar aos paranaenses, nas eleições de outubro, um grande projeto de desenvolvimento social, econômico e sustentável para o Estado. “Estamos conversando com lideranças de diversas legendas a fim de estabelecer um amplo leque de aliados em torno de um projeto que alavanque o desenvolvimento do Paraná”, afirmou Richa.

A convite da prefeita Dalila Mello, de Assis, Richa apresentou à população da cidade a experiência de gestão da capital paranaense em palestra na Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira (Acenbac). O prefeito destacou o Contrato de Gestão, ferramenta que estabelece metas e prazos para todas as áreas da Prefeitura de Curitiba.

Acompanhado pelo deputado federal Alfredo Kaefer e deputados estaduais Valdir Rossoni, Ademar Traiano e Luiz Fernandes Litro, Richa visitou a Associação Comercial de Assis e participou da entrega do título de cidadão honorário a Alípio Leal e Paulo Yamamoto, reitor e vice-reitor da Universidade Tecnológica do Paraná, na Câmara Municipal. No fim da noite, participou de um jantar com lideranças de Assis e região.

Segundo ele, sua indicação como pré-candidato do PSDB ao Governo do Paraná possibilita ao partido avançar nos entendimentos com outras legendas. “Essa indicação facilita e possibilita avançar nos entendimentos que têm sido mantidos com outras siglas partidárias”, disse o prefeito de Curitiba.

A indicação de Richa foi definida em votação pelo Diretório Regional do PSDB no dia 22 de fevereiro, em Curitiba. “Estou bastante entusiasmado com o grande número de apoio que temos recebido, manifestações de solidariedade, de crença em nossa capacidade de promover as mudanças necessárias no Estado do Paraná, de poder traduzir o sentimento do povo em ações concretas, que atendam os anseios e as expectativas de todos os paranaenses.”

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