O recente veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei complementar que permite agentes penitenciários e outras categorias profissionais a portarem armas de fogo fora do horário de serviço evidencia que a política de segurança pública adotada pelo governo federal está muito aquém de solucionar os reais problemas do País e de seus cidadãos. A alegação de que a autorização do projeto iria na contramão da política nacional de combate à violência demonstra que o fio condutor não visa defender a vida do trabalhador e respeitar a decisão do eleitor e da maioria dos políticos do Congresso e do Senado.
Só na última década, mais de 2 mil mortes de agentes penitenciários aconteceram em todo o país, sem que os mesmos estivessem em condições de reação. A defesa pessoal é uma necessidade para aqueles que exercem atividades de risco à própria vida e à sua integridade física. Com o veto, 80 mil trabalhadores vão continuar à mercê de pressões de criminosos. De janeiro a outubro de 2012 foram mortos no Brasil 229 policiais civis e militares. Os dados mostram que grande parte desses policiais, entre civis e militares (183, ou 79%), estava de folga no momento do crime. Essa é a realidade do país, onde trabalhadores que dedicam suas vidas em proteger a sociedade não possuem respaldo do Estado e de leis para proteção de sua própria vida. As forças de segurança pública estão desamparadas.
O sistema prisional brasileiro é altamente defasado e, conforme noticiado constantemente na mídia, os presos facilmente mantêm contato com o mundo externo, podendo, a qualquer momento, planejar e ordenar atentados contra a vida de agentes penitenciários ou seus familiares. Fora do expediente o agente penitenciário se torna mais vulnerável do que o cidadão comum, já que paira contra si o constante risco de ser alvo de vingança ou ataque para desestabilização da segurança pública, como temos visto com frequência nos últimos meses em São Paulo. O porte de arma fora do horário de serviço garantiria a esses trabalhadores o legítimo direito a defesa.
O veto também ignora uma decisão do Congresso Nacional, que aprovou a proposta. Durante a tramitação do projeto, a maioria dos parlamentares da Câmara e do Senado emitiram pareceres favoráveis. O tema foi amplamente discutido nas Comissões de Segurança Pública e na de Constituição e Justiça, ou seja, comissões que aprovaram o mérito e a constitucionalidade. Toda a dedicação em elaborar, discutir e aprovar leis em prol da sociedade parecem não ter valor diante de tal decisão.
Um outro ponto é a política de redução de armas no território nacional, que simplesmente anula o resultado do referendo de 2005 em que 65% da população votou que não queria o fim do comércio legal de armas de fogo. Ignorar a opinião refletida em quase 60 milhões de votos é uma clara demonstração de desrespeito ao cidadão e à nossa Constituição federal — um verdadeiro atentando à democracia brasileira, que nas últimas eleições já teve a prova do desinteresse recorde com milhões de abstenções, votos em brancos e nulos.
A decisão alerta a população de que não basta alguns políticos não se importarem verdadeiramente com a morte de milhares de cidadãos. Parece que agora também não se importam com a morte da democracia. O país precisa de leis que combatam o crime e não que favoreçam os criminosos. É isso o que os cidadãos de bem desejam. Enquanto isso, famílias inteiras choram pelos seus entes queridos, e casos como o ocorrido no Rio Grande do Norte, ainda há pouco, em que um agente penitenciário foi torturado e morto, tendo seus olhos arrancados, continuarão ocorrendo no país. Fonte: Jornal do Brasil, reportagem de Salesio Nuhs
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Dilma desconsidera a opinião dos trabalhadores, eleitores e parlamentares
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Ministra de Dilma cumprirá o PNH3 que defende a união gay e a legalização do aborto
O programa causou polêmica em diversos setores da sociedade ao traçar “diretrizes” e “objetivos estratégicos” que incluem, entre outros, a defesa da descriminalização do aborto, da união civil homossexual, da revisão da Lei da Anistia, da mudança de regras na reintegração de posse em invasões de terras e da instituição de “critérios de acompanhamento editorial” de meios de comunicação.
“Atuaremos de forma integrada às demais áreas de governo, investiremos na transversalidade das ações, objetivando potencializar iniciativas que façam avançar as bases já lançadas de um Sistema Nacional de Direitos Humanos, cumprindo as metas estabelecidas no Programa Nacional de Direitos Humanos”, afirmou a ministra.
A ministra pediu ao Congresso que também aprove proposta de emenda constitucional do trabalho escravo, que prevê a expropriação e a destinação para reforma agrária de todas as terras onde essa prática seja encontrada.
Maria do Rosário prometeu combater a homofobia e a violência contra crianças e adolescentes, tema que trabalhou em todos os seus mandatos na Câmara dos Deputados. “Não descansaremos diante das situações de violência contra as crianças e adolescentes brasileiros, diante da exploração sexual de meninas e meninos, da transformação de seus corpos em produto e da destruição de suas vidas pela lógica do mercado”.
Comissão da verdade
Maria do Rosário tomou posse nesta segunda-feira (3) como ministra da Secretaria de Direitos Humanos prometendo avançar no processo de reconhecimento das violações contra os direitos humanos no período do regime militar.
Durante discurso na cerimônia de posse, ela pediu que o Congresso aprove a criação da comissão da verdade sobre os mortos e desaparecidos durante a ditadura.
O projeto de lei que cria a comissão foi enviado ao Congresso em maio de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aguarda aprovação. De acordo com o projeto de lei, a comissão, que tem por objetivo “promover a reconciliação nacional”, terá a função de “promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior”.
Perfil
Professora da rede pública, Maria do Rosário é pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Educação e Violência Infantil pela mesma universidade. Foi vereadora de Porto Alegre por dois mandatos, deputada estadual e em outubro de 2010 foi eleita para o terceiro mandato consecutivo de deputada federal.
No Congresso Nacional, Maria do Rosário foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou as redes de exploração sexual de crianças e adolescentes. Representou a Câmara na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos durante a Ditadura Militar e foi presidente da Comissão Especial da Lei Nacional da Adoção. Desde 2003, coordena a Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Foi vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e presidente da Comissão de Educação e Cultura.
Nas eleições de 2010, Maria do Rosário coordenou o Programa de Governo da candidata Dilma Rousseff nas áreas de Direitos Humanos, Educação e Políticas para as Mulheres.Fonte: G1.com/Globo
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Ex-ministro acusado de envolvimento com o Mensalão é escalado para diálogo com evangélicos a favor de Dilma
No esforço para neutralizar a onda anti-Dilma no meio evangélico, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, um dos coordenadores da campanha petista, procurou lideranças evangélicas para marcar encontros dela com pastores.
Paralelamente, formou-se uma tropa de choque de senadores e deputados evangélicos do PT e de partidos aliados para ajudar a melhorar a imagem de Dilma junto ao eleitorado religioso.
Os senadores Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), os deputados federais Walter Pinheiro (PT-BA) e Gilmar Machado (PT-MG) e o pastor Everaldo Pereira, vice-presidente do PSC, integram o grupo.
“A nossa missão é desdizer as baixarias lançadas contra Dilma na internet e impedir que a eleição vire guerra santa”, diz Walter Pinheiro, recém-eleito senador.
O plano foi definido anteontem. No mesmo dia, Dilma Rousseff abriu espaço na agenda para encontro com o pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, no Rio, e Palocci contatou pastores.
Um dos procurados foi o pastor Jabes Alencar, presidente do Cimeb (Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil) e do Conselho de Pastores do Estado de SP. O outro foi o presidente do Conselho de Pastores do Estado de MG, pastor Jorge Linhares.
PÉ ATRÁS
O Cimeb, segundo Alencar, representa 24 mil pastores de várias denominações evangélicas. Ele diz que Palocci pediu uma reunião com Dilma na semana que vem. Para o pastor, “o evangélico tem um pé atrás com o PT“.
Linhares dirige a Igreja Batista Getsêmani, de Belo Horizonte. O conselho estadual representa 4.800 pastores que, segundo ele, votaram em peso em Marina Silva.
Assim como Alencar, ele diz que os evangélicos temem propostas defendidas pelo PT, como a união civil entre homossexuais, a adoção de crianças por gays e a descriminalização do aborto.
Mensalão
Em 2005, Antonio Palocci Filho se viu envolvido no escândalo do Mensalão. Foi o que o derrubou do Ministério da Fazenda. É acusado de chefiar um esquema de corrupção da época em que era prefeito de Ribeirão Preto – SP. Através da cobrança de “mesadas” de até 50 mil reais mensais de empresas que prestavam serviços à prefeitura, o ex-ministro da fazenda alimentava os cofres do seu partido, o PT, com dinheiro ilícito. Nada, porém, foi provado até este momento. Em 27 de março de 2006, Palocci foi demitido pelo presidente Lula do cargo de ministro da Fazenda. Sua situação ficou insustentável a partir da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da casa do lobby, mansão alugada pela chamada “República de Ribeirão Preto” para servir de sede para reuniões de lobistas e encontros com prostitutas, conforme investigações da CPI dos Bingos.
Em maio de 2010, Palocci sofreu seis ações populares que atestam propaganda irregular em 2001 em sua segunda gestão na cidade de Ribeirão Preto. Após duas ações movidas pelo deputado federal Fernando Chiarelli, o juiz André Carlos de Oliveira, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Ribeirão Preto, julgou o caso, que reuniu todas as sentenças, e condenou Palocci a devolver R$ 413,2 mil aos cofres públicos, além de outros R$ 500 mil de suplementação de verba gastos com empreiteiras, valores não corrigidos monetariamente, mas a defesa afirmou que recorrerá da sentença.
Traição
De acordo com o ativista cristão Julio Severo há uma traição evangélica, pois os líderes evangélicos, de olho em interesses econômicos, prometem intensa campanha para destruir imagem de que o PT apoia aborto, “casamento” homossexual, adoção de crianças por duplas gays, etc.
“Contudo, esses mesmos nomes (Magno Malta, Marcelo Crivella e Walter Pinheiro, inclusive Jabes de Alencar e Jorge Linhares) apoiaram Lula em 2002, e combateram veementemente toda tentativa de dizer que o PT defenderia o aborto e o homossexualismo, conforme está denunciado no meu blog aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2006/04/lula-e-os-evanglicos.html . Agora, eles contam com a ajuda de Palocci, um dos políticos mais corruptos do Brasil, para promover a “verdade” deles de que Dilma não é a favor do aborto e do ‘casamento’ gay”, assina Julio em seu blog. Fonte: O Verbo / Folha de S. Paulo / www.juliosevero.com
quinta-feira, 22 de julho de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Lula chora com Dilma; Serra pede que ‘orem’ por ele
Foto:Mastrângelo Reino/FolhaA lei 9.504/97, que regula as eleições, anota que a campanha começa em julho. Comícios, só a partir de 6 de julho.
Pois bem, neste 1º de Maio, com antecedência de dois meses e uma semana, os dois presidenciáveis que polarizam a disputa rasgaram a lei.
Com o auxílio de Lula, a petista Dilma Rousseff fez picadinho da lei em São Paulo. O tucano José Serra destroçou-a em Camboriú (SC).
Pelo lado do PT, o ápice do escárnio foi atingido numa festa da CUT. Ao discursar, Lula cuidou de reconhecer a opção pelo ilegal:
"A legislação não me permite falar de candidatos". Nem precisou. A platéia encarregou-se de puxar o coro:
"Olêêêê, olêêêê, olêêêê, olááááá, Dilmaaaaa, Dilmaaaaaa!" Lula, então, ultrapassou a fronteira da legalidade. Pôs-se a pregar a continuidade:
"Não é possível resolver o problema de 500 anos em oito. É preciso um umsequenciamento. Dilma, você ouviu o que eu disse? Sequenciamento..."
Enalteceu a própria gestão. Jactou-se de ter sido mencionado pela revista Time numa lista das lideranças mais influentes do planeta.
"Daqui a pouco meu ego não vai caber nas minhas calças. Vou ter que ir a um alfaiate, porque o ego engorda".
Já se havia ufanado da Time mais cedo, noutra festa, organizada pela Força Sindical (assista no vídeo abaixo).
Súbito, diante da platéia 100% petista que a CUT providenciara e que a Viúva ajudara a bancar, Lula chorou.
As lágrimas cortaram-lhe o cenho no instante em que lembrou que seu governo está na bica de terminar.
"Quando eu deixar a Presidência, vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou na política", disse, em prantos.
"O que vai mais me dar orgulho é que vou poder acordar de manhã e olhar para qualquer trabalhador e dizer para ele 'bom dia, companheiro'."
Disse que, ao chegar ao Planalto, em 2003, teve medo malograr. "Demoraria mais um século para um trabalhador poder pleitear ser presidente".
Enquanto Lula chorava ao lado de Dilma, em São Paulo, José Serra sapateava sobre a lei eleitoral escorado na bíblia, em Santa Catarina.
O presidenciável tucano foi ao microfone num encontro da Assembléia de Deus. Salpicou no discurso inúmeras referências bíblicas.
A certa altura, fez um pedido aos “irmãos” que o ouviam –no auditório, cerca de 10 mil; espalhados num parque, coisa de 160 mil.
"Orem, rezem a Deus, por mim no sentido de eu ter mais sabedoria para enfrentar as batalhas e as lutas que nós temos daqui por diante".
Serra ancorou o pedido numa passagem Velho Testamento em que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para governar.
Os pastores se dirigiram ao candidato como "futuro presidente". Um deles, Cezino Cavalcanti, reforçou o pedido aos fiéis para que rezassem por Serra.
Rogou ao tucano que voltasse ao encontro evangélico, em 2011, já na condição de presidente. E Serra: “Amém!”
Outro pastor, Reuel Bernardino, açulou a platéia. Instou-a a gritar o nome de Serra. Atendido, disse: "Esse povo não só ora como vota, haverá um rebuliço no país".
Ao deixar o recinto, Serra ouvia a multidão entoar o seu nome. Fez o “V” da vitória.
Lula e Dilma fecharam o sábado em São Bernardo, no Sindicado dos Metalúrgicos do ABC. Ali, o olê-olá de Dilma foi intercalado com olês-olás Lula.
A oposição anunciou que vai se queixar ao TSE na semana que vem. O PT não disse, mas é provável que também vá ao tribunal contra Serra.
Ou a Justiça Eleitoral põe ordem na casa ou o país viverá, a cada semana, sete dias de campanha ilegal.Fonte: Folha Online, por Josias de Souza
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Osmar Dias pode tirar o palanque de Dilma no Paraná
Pressão
Em almoço, ontem, no restaurante Carpe Diem do Píer 21, em Brasília, Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann tentaram persuadir Osmar Dias.
Richa lidera
O candidato tucano ao governo do Paraná, ex-prefeito de Curitiba Beto Richa, há meses lidera as pesquisas para governador. Fonte: Claudio Humberto
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
'Dilma não é líder, é reflexo de um líder', diz FHC
Na entrevista que concedeu antes do início da cerimônia de inauguração da Biblioteca de São Paulo, situada no Parque da Juventude, Zona Norte da Cidade, Fernando Henrique fez também questão de comparar o currículo de Serra, pré-candidato tucano à sucessão presidencial deste ano, com o de Dilma Rousseff. "A Dilma ainda não teve possibilidade de mostrar liderança. Serra inspira confiança e tem liderança, já demonstrada no Ministério da Saúde, na Prefeitura de São Paulo e no governo do Estado."
Apesar da clara defesa de Serra, o ex-presidente afirmou que o governador paulista deve manter a discrição sobre sua provável candidatura ao Palácio do Planalto. Questionado se Serra deveria mudar de atitude e falar sobre o pleito deste ano, FHC respondeu: "O PSDB tem de se posicionar. Tem candidato. (Mas) O governador tem de esperar um pouco mais." O tucano esquivou-se, também, de definir uma data para o anúncio da eventual candidatura Serra.
O ex-presidente tucano foi evasivo também ao falar sobre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). O mineiro postulava a vaga de candidato do PSDB nessas eleições presidenciais, mas desistiu da empreitada em dezembro. "Aécio está se dedicando a Minas Gerais. Seria deselegante dizer o que ele tem de fazer."
Fernando Henrique voltou a reiterar pontos do artigo publicado ontem no jornal O Estado e disse que o governo Lula não promoveu mudanças com relação à sua administração. "Todos achavam que Lula mudaria tudo. Não mudou, seguiu adiante no que eu tinha feito. Eu achei bom", ironizou. E continuou: "Eleição é futuro. Se (o PT) quiser, a gente compara, desde que seja dentro de um contexto, não há o que temer." Fonte: Agência Estado
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dilma garante aliança com Requião e apoio a Osmar balança
Foto:Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo - Dilma e Requião: “juras de amor” do PT nacional para o governadorDe passagem por Curitiba, a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, praticamente garantiu ontem a aliança entre petistas e o PMDB no Paraná para as eleições de 2010. Segundo ela, o presidente Lula já declarou ao governador Roberto Requião a importância da participação do peemedebista em qualquer que seja o cenário futuro escolhido pelo PT no estado.
Sentada ao lado de Requião, a ministra confirmou que também existem conversas com o PDT do senador Osmar Dias, pré-candidato ao governo do estado. Ao comentar as conversas entre os petistas e Osmar Dias, Dilma não negou que haja conversas com o PDT e destacou que o partido também faz parte da base aliada do governo federal. “A governabilidade é uma questão séria. A sustentação política do governo depende de alianças”, disse.
Mas a declaração da ministra de que Requião é imprescindível para o PT no Paraná acabou soando como um banho de água fria em uma possível aliança com Osmar, pois o governador afirmou que não há a menor possibilidade de participar de uma aliança com o senador pedetista. Requião declarou que há sete anos vem lutando “contra essa gente”. “Não tem conversação com o Osmar. Não há afinidade ideológica entre nós. Não sei nem se eles têm ideologia”, disse o governador.
Rasgando elogios a Requião, Dilma declarou que a continuidade dos projetos do governo Lula dependem da manutenção das atuais alianças que compõem a base aliada. “A aliança com o Requião não é apenas mais para sim. É a aliança que gostaríamos de fazer”, disse. Questionada se o comportamento do governador tem dado muito trabalho ao PT, a ministra afirmou que “as melhores coisas dão mais trabalho”. “Nós também damos trabalho, e ele (Requião) reclama muito”, revelou. “Mas ele representa o que há de melhor no Brasil em termos de gestão e compromisso com a transformação.”
Desconversou
Como disse em várias entrevistas nas últimas semanas, a ministra negou que sua candidatura à Presidência já esteja definida e garantiu que “tudo ainda está em aberto”. “Primeiro preciso ser candidata para depois falar em vice”, desconversou, ao ser questionada se o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (que ontem se filiou ao PMDB), era um bom nome para vice-presidente. “Aprendi a não raciocinar por hipótese, porque a gente acaba cometendo coisas indevidas.”
A ministra negou ainda que as sucessivas viagens que tem feito pelo país caracterizem que ela esteja em campanha. Para ela, as viagens são, na verdade, um direito de exercer sua militância e cidadania. “Qualquer integrante da administração pública tem direito a fazer isso, desde que não interfira na sua agenda de trabalho.”
A ministra voltou ainda a criticar a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que 41 obras federais – 13 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – sejam paralisadas por suspeitas de irregularidades. Para ela, o ideal seria que os três poderes padronizassem as regras do que pode ou não ser feito, a fim de evitar que a paralisação de obras cause prejuízos financeiros e de desenvolvimento ao país.
“Não estou demonizando o TCU. Sempre defendemos que as fiscalizações sejam aprofundadas, para evitar que o dinheiro público seja indevidamente gasto”, argumentou. “Mas é necessário entender que essa paralisação só deve ocorrer em última instância. Caso contrário, criamos um esqueleto.” Dilma disse ainda que decisões como essa podem prejudicar, inclusive, as obras da Copa do Mundo de 2014. “Poderemos ter problemas seríssimos em cumprir datas e processos.”
Tratamento de câncer
Dilma Rousseff esteve em Curitiba para conhecer um modelo de cateter produzido pelo Hospital Erasto Gaertner que poderá vir a ser adotado no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, os cateteres usados pelo SUS são importados.
A ministra lembrou que teve de usar esse dispositivo em seu tratamento de câncer, encerrado recentemente. Visivelmente emocionada após conversar com uma criança que está se tratando de um câncer no Erasto Gaertner, Dilma disse que se sente forte e cheia de vida depois de se curar do linfoma que tinha nos gânglios linfáticos. “Repito que estou pronta para o que der e vier. E, por esse vier, podem considerar qualquer coisa.” Fonte: Gazeta do Povo
sábado, 26 de setembro de 2009
Depois de empate em pesquisa, Dilma e Ciro já ensaiam ataques
Questionada, em entrevista a correspondentes estrangeiros, sobre o crescimento de Ciro na recente pesquisa Ibope --que também indicou a estagnação da ministra nas intenções de voto ao Planalto--, Dilma condenou uma comemoração antecipada.
Dilma atribui ao machismo a fama de durona e critica como mulheres são vistas na política
"Sempre que no Brasil alguém tentou sentar na cadeira antes do prazo, deu errado. Isso era dias antes [da eleição]. Eu acredito que é prudente a gente esperar as urnas serem abertas e os votos serem contados", disse ela.
Ciro comemorou publicamente o resultado da pesquisa, que em um de seus cenários traz o deputado à frente da ministra. Em outro, os dois apareciam tecnicamente empatados. A pesquisa mostrou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na liderança. Ciro, em palestra na Força Sindical, afirmou que Dilma evita confrontos com o pré-candidato tucano.
"Os adversários não são bobos, pelo contrário, estão aí falando "o Lula é meu amigo também". O Lula não dá mais canelada em ninguém, é Lulinha paz e amor para o resto da vida, e a Dilma entrou na mesma, ainda hoje [ontem] nos jornais estou eu falando mal do Serra, e a Dilma agarrada com ele. Quem quer ser bonzinho sou eu, eu quero ser bonzinho e ninguém deixa", disse Ciro, em referência a um evento no qual o tucano e a petista se encontraram anteontem em São Paulo.
Ciro afirmou que Dilma evita confrontos com o pré-candidato tucano José Serra
Ciro também atacou Serra: "A questão não é essa, se ele é feio ou bonito. Eu acho ele feio para caramba, mais na alma do que no rosto".
O deputado criticou ainda a aproximação dos petistas com os peemedebistas. "A atual coalizão PT-PMDB tende ao conservadorismo." Ele defendeu duas candidaturas governistas; a dele, e a de Dilma: "Uma, PMDB e PT ficam com o tempo de televisão do mundo todo, e a outra [a dele, Ciro] vai para o meio da rua, livre sem ter que falar bem do [José] Sarney, presidente do Senado. O outro lado de lá [do PT] fala, que eu compreendo", disse.
Durona
Na entrevista, Dilma falou de outra possível candidata, a senadora Marina Silva (PV-AC): "Ela é muito bem-vinda à disputa eleitoral do próximo ano".
Ao responder sobre sua fama de "durona", Dilma atribuiu ao machismo. "É interessante a forma como se trata as mulheres na política", disse ela, citando a ex-primeira-ministra britânica Margareth Thatcher e a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.
"Estou num país em que nenhum homem assume suas posições. Quando eu assumo, sou tachada de durona e mal-humorada", afirmou ela. Fonte: Folha Online
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Ponto de Ciro e Marina; alerta a Serra e Dilma
Todos os quatro são potenciais candidatos ao Palácio do Planalto em outubro do ano que vem. No cenário que hoje parece ser o mais provável, eles obtiveram os seguintes resultados. Serra marcou 35%. Ciro, 17%. Dilma, 15%. Marina, 8%. Brancos e nulos, 14%. Eleitores que ainda não sabem, 10%.
Ciro e Dilma estão em situação de empate técnico, mas é inegável que o primeiro voltou a viver um bom momento político. A ministra enfrenta turbulências.
O resultado da pesquisa vai pavimentando o caminho para Ciro ser candidato no plano federal, algo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desejava evitar, em nome da tese plebiscitária que ainda almeja colocar na praça. O deputado federal vai ganhando cada vez cacife para ser o plano B de Lula. O presidente da República já disse com todas as letras que Dilma é sua candidata.
A ministra mantém um patamar ainda competitivo, mas precisa crescer mais para não virar ela a segunda opção do presidente. O governo desecandeou operação para dar oxigênio à provável candidata. O PMDB e o PT devem decidir rapidamente se vai acontecer ou não a aliança nacional. Hoje, a tendência é a oficialização do acordo, o que daria à ministra armas importantes na hora H: significativo tempo de TV e apoio de uma máquina política enraizada nacionalmente.
Dilma tem a esperança de que recuperação econômica do Brasil, que está saindo da crise bem na foto, transforme-se no ativo eleitoral que, daqui até outubro de 2010, fará a diferença e a colocará no segundo turno. Ela conta ainda com a popularidade de Lula, que se manteve alta na atual pesquisa CNI/Ibope.
Para quem acabou de entrar na corrida presidencial, os oito pontos percentuais de Marina no cenário sem Heloisa Helena (PSOL) são respeitáveis e mostram potencial de crescimento à custa de votos de Dilma e também de Serra.
O governador paulista mantém a ponta. Os 35 pontos percentuais são muito bons. No entanto, essa vantagem não permitiria dizer hoje que sua eleição são favas contadas. Feitas com tanta antecedência, pesquisas refletem também o "recall" do candidato, a lembrança que o eleitorado tem deles. Por terem disputado eleições presidenciais, Serra e Ciro são, portanto, beneficiados pelo "recall" na fotografia deste momento. Dilma e Marina serão estreantes na corrida pelo Planalto.
Vamos aos números. O levantamento CNI/Ibope mediu a taxa de conhecimento dos candidatos. Serra é conhecido por 66% do entrevistados. Ciro, 45%. Dilma, 32%. Marina, 18%.
O resultado do cenário mais provável combinado à taxa de conhecimento autoriza a dizer o seguinte. Serra ainda é favorito e parece que terá vaga no segundo turno. Ciro ganha fôlego nos cem metros rasos, mas Dilma, plano A de Lula, poderá ser a fundista da corrida no campo governista. Marina cresceu e tem potencial para surpreender, incomodando Serra, Dilma e Ciro.
O jogo presidencial está bem interessante. Fonte: Folha Online, artigo de Kennedy de Alencar
domingo, 31 de maio de 2009
Terceiro mandato de Lula tem apoio de 47% e é rejeitado por 49%, diz pesquisa
Popularidade do presidente aumentou entre março e maio e chegou a 69%. Dilma avançou nas intenções de voto, em possível disputa contra Serra
Uma mudança na legislação, que permita o terceiro mandato do presidente Lula, tem o apoio de 47% da população e é rejeitada por 49%. Esse é um dos resultados da pesquisa Datafolha, publicada pelo jornal "Folha de S. Paulo" neste domingo (31). Segundo a reportagem, a pesquisa foi realizada entre terça-feira (26) e quinta-feira (28), com 5.129 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Na publicação, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que os números refletem o aumento da popularidade do presidente, que chegou a 69%. Em março, o índice era de 65%.
O levantamento mostra ainda o avanço nas intenções de voto na ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, no principal cenário da sucessão presidencial. O texto diz que Dilma reduziu em oito pontos a distância até o primeiro colocado, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Ela subiu cinco pontos entre março e maio e chegou a 16% da preferência. Ele perdeu três pontos e ficou em 38%. Veja como estão os outros possíveis candidatos:
Março.09 Maio.09
José Serra 41% 38%
Dilma Rosseuf 11% 16%
Ciro Gomes 16% 15%
Heloísa Helena 11% 10%
Na possível disputa com Aécio Neves como candidato do PSDB, Ciro Gomes (PSB) ficaria com 24% das intenções de voto; Dilma, 19%; Heloísa (PSOL), 15% e o governador mineiro, 14%.
Ainda de acordo com a pesquisa, 65% dos entrevistados disseram que sabem da doença de Dilma, que passa pelo tratamento de um câncer linfático.
Fonte: Gazeta do Povo