Com três meses de atraso, o senador José Sarney (PMDB-AP) prometeu anunciar esta semana o nome do novo corregedor-geral do Senado. O cargo está vago desde o ano passado, com a morte do ex-corregedor Romeu Tuma. Cabe ao corregedor investigar os parlamentares por atos relacionados ao mandato.
O anúncio da indicação ocorre um dia depois do senador Roberto Requião (PMDB-PR) arrancar o gravador de um repórter da Rádio Bandeirantes -depois de ficar irritado com uma pergunta do jornalista. Como ainda não há corregedor, o repórter não conseguiu registrar queixa contra o senador.
A Polícia do Senado se recusou a registrar ocorrência ao argumentar que o órgão não tem competência para investigar parlamentares.
Sarney minimizou a demora da escolha do corregedor ao afirmar que há uma "sobrecarga" muito grande de trabalhos na Casa. A indicação do corregedor tem que ser feita pelo presidente do Senado e, posteriormente, submetida à análise do plenário.
"Somos 81 [senadores], temos 12 comissões e 22 subcomissões, de maneira que o cargo de corregedor demanda certa dedicação, e muitos estão comprometidos", afirmou. Sarney disse ainda que vem consultando os líderes dos partidários para indicar um nome de consenso.
Além da Corregedoria, o Conselho de Ética do Senado também está vago desde a crise política dos atos secretos que atingiu a Casa em 2009. Na época, a oposição se retirou do conselho em protesto contra o arquivamento das denúncias contra Sarney, acusado de envolvimento na não-publicação de atos oficiais do Senado.
Segundo Sarney, o plenário da Casa deve analisar nesta terça-feira as indicações dos novos membros do conselho. "Houve demora porque as lideranças demoraram a indicar os nomes. Algumas tiveram dificuldades e ainda não indicaram por completo. Vamos ter que votar mesmo sem que estejam totalmente preenchidos os cargos", disse o senador.
GRAVADOR
Sarney lamentou o episódio envolvendo Requião, mas classificou a agressão de "atrito devido a um problema de temperamento". "É um episódio que podia não ter acontecido. Acho que foi um atrito, mas não tem essa conotação de uma agressão à liberdade de imprensa."
A irritação de Requião ocorreu depois do repórter questioná-lo sobre a aposentadoria de R$ 24 mil que recebe como ex-governador do Paraná. À Folha, o senador disse que não agrediu o jornalista, apenas pediu para que lhe entregasse o gravador. Mas a gravação, apagada por Requião, mostra que o senador ameaçou bater no repórter depois do questionamento.
O senador confirmou que apagou o conteúdo da gravação. Depois do episódio, Requião mandou devolver o cartão de memória e o aparelho ao repórter, que ficou sem o conteúdo da entrevista. O próprio senador divulgou a íntegra em seu site. Fonte: Folha Online, reportagem de Gabriela Guerreiro
Participe da comunidade do meu Blog
Mostrando postagens com marcador Requião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Requião. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 26 de abril de 2011
Depois de agressão de Requião, Sarney quer novo corregedor
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Requião dá aval a negociações com Ducci
Ducci (dir.), Requião, o filho do senador (Maurício) e o deputado Arruda (de paletó) Articulações eleitorais - Foto: Brunno Covello/SMCSSenador peemedebista autoriza partido a negociar aliança com o prefeito de Curitiba para a eleição de 2012
O motivo oficial da visita do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), a Brasília nesta semana foi pedir apoio de deputados estaduais, senadores e ministros para os projetos de infraestrutura para a capital – como a construção do trecho Norte da Linha Verde e a implantação do metrô. Porém, Ducci desembarcou do avião ontem à noite trazendo na bagagem a esperança de viabilizar a candidatura dele para a prefeitura em 2012 com o apoio de vários partidos. A principal sinalização partiu do senador peemedebista Roberto Requião. No papel de principal liderança do PMDB no estado, o ex-governador autorizou o partido a negociar com Ducci.
Os dois reuniram-se durante a manhã de ontem em Brasília para que o prefeito apresentasse formalmente a intenção de concorrer para o cargo novamente em 2012. “O Requião autorizou que o partido continue ‘dialogando’ com o Ducci”, confirmou o deputado federal pelo PMDB João Arruda, sobrinho de Requião.
O “diálogo”, nesse caso, é um eufemismo para o apoio que Ducci espera receber do PMDB. Mas, Arruda lembra que a adesão do PMDB a Ducci não será fácil. “Tem uma ala do PMDB que defende candidatura própria, outra ala defende uma ‘conversa’ com [Gustavo] Fruet [pré-candidato do PSDB à prefeitura], e mais uma ala quer que o partido apoie o Ducci”, disse Arruda.
A sinalização de apoio do PMDB pode ser um trunfo para o atual prefeito, mas também pode afastá-lo dos tucanos. Isso porque o principal concorrente dele até o momento é o ex-deputado tucano Fruet – do mesmo partido de Beto Richa, o atual governador. Ducci espera contar com o apoio de Richa e, em consequência, do próprio PSDB em 2012. Mas Fruet está desde já em pré-campanha para se tornar o candidato tucano à prefeitura de Curitiba no ano que vem.
Nos bastidores da política, as conversas que Ducci está mantendo com o PMDB são vistas como uma reação à movimentação de Fruet. O prefeito estaria tentando mostrar que, se o PSDB não estiver com ele em 2012, haverá outros partidos expressivos que embarcariam em sua candidatura.
Apesar das articulações, Ducci adota o discurso de que ainda não está preocupado com a eleição. “É muito cedo [para discutir a candidatura]. Temos muitos projetos para fazer em 2011 antes disso. Eu vim [a Brasília] em busca de apoio aos projetos de Curitiba”, afirmou o prefeito ao telefone, antes de retornar a capital paranaense.
Romaria
Na viagem de dois dias a Brasília, o prefeito Luciano Ducci (PSB) atingiu a marca de nada menos que 13 encontros com congressistas. Ele conversou com os três senadores do Paraná e, pela ordem, com os deputados federais Nelson Meurer (PP), Alex Canziani (PTB), João Arruda (PMDB), Rubens Bueno (PPS), Roberto Freire (PPS-SP), Sandro Alex (PPS), Ana Arraes (PSB-PE), Rubens Bueno (PPS) e André Zacharow (PMDB).
Zacharow deu apoio público a Ducci para 2012. “Não podemos partir para uma aventura. Vou trabalhar para o PMDB apoiá-lo”, disse o peemedebista. Outra liderança a apoiar o prefeito foi Meurer, líder do PP na Câmara. “A tendência do PP é nós apoiarmos o Ducci”, disse. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Heliberton Cesca - Colaboração André Gonçalves
terça-feira, 2 de março de 2010
PT ameaça deixar o governo Requião
Partido anuncia hoje se deixa a administração estadual em desagravo ao ministro Paulo Bernardo, acusado pelo governador de propor o superfaturamento de uma obra
O PT ameaça romper com o governo de Roberto Requião (PMDB) e entregar os cargos dos secretários de estado petistas, Valter Bianchini (Agricultura) e Lygia Pupato (Ciência e Tecnologia). O anúncio oficial deve ser feito hoje. No caso de ser confirmada a ruptura, marcaria o fim de uma parceria de sete anos entre o PMDB e o PT no Paraná.
A Executiva Estadual do PT fez ontem duas reuniões – uma pela manhã e outra à noite – para discutir uma reação oficial às acusações feitas pelo governador Roberto Requião ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT). De tarde, alguns integrantes do PT chegaram a anunciar o rompimento com o governador, mas o presidente estadual do PT, o deputado estadual Ênio Verri, negou que a decisão tivesse sido tomada.
Desagravo
A possível ruptura pode ser interpretada como um sinal de desagravo do partido ao ministro do Planejamento, acusado por Requião de propor o superfaturamento da construção do desvio ferroviário entre Guarapuava e Ipiranga – obra que nunca saiu do papel.
Na semana passada, o governador acusou Bernardo de propor a construção do ramal por R$ 500 milhões, quando o valor real da obra, segundo Requião, seria de apenas R$ 150 milhões. Ou seja, Bernardo, de acordo com o governador, teria proposto um superfaturamento de R$ 350 milhões.
Sem descartar alianças
Apesar dos atritos entre Requião e os petistas, o presidente do PT no Paraná, Ênio Verri, foi diplomático. Disse que o partido está discutindo o “relacionamento com o governador”. Mas, segundo ele, uma possível saída do governo não deve ser interpretada como um descarte definitivo de uma aliança entre os dois partidos na eleição deste ano, embora PMDB e PT caminhem hoje em direções opostas: o vice-governador deve ser o candidato peemedebista ao Palácio Iguaçu enquanto os petistas tendem a apoiar a candidatura do senador Osmar Dias (PDT).
Verri ontem afirmou que o partido aguarda a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Paraná, no próximo dia 12, para dar o primeiro passo nos vários “estágios” da aliança com o senador Osmar. Embora não tenha dito claramente, especula-se que um desses estágios seja a tentativa de agregar o PMDB na coligação PT-PDT.
Mas nem todos petistas foram tão diplomáticos. Membro da direção nacional do PT, o deputado federal André Vargas defendeu a saída imediata do partido do governo estadual. “Foi o Requião que saiu da aliança”, disse. “Depois que ele atacou o Paulo Bernardo, não tem mais sentido ficar no governo.”
Ao saber que os petistas poderiam deixar o governo, deputados do PMDB ironizaram. Lembraram que falta um mês para o prazo final da renúncia do próprio Requião, que pretende disputar as eleições deste ano e terá de se desincompatibilizar do cargo até o início de abril.
Os peemedebistas também ironizaram a possibiliade de os dois secretários estaduais do PT deixarem o governo neste período, já que muitos integrantes do primeiro escalão do governo também vão ter de renunciar se quiserem concorrer nas eleições. “Será que eles vão cumprir aviso prévio”, provocou um parlamentar, que não quis ter seu nome divulgado. O deputado Reinhold Stephanes Júnior (PMDB) emendou: “O pessoal do PT é tudo cachorro magro. Depois de oito anos, saem do governo na véspera do prazo final”.
Sete anos
O PT do Paraná ajudou Requião a chegar à cadeira de governador nas eleições de 2002 e 2006, principalmente com o apoio eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois partidos trabalharam em conjunto nas duas eleições, mas a aliança foi fundamental na última campanha eleitoral, quando o governador conseguiu reeleger-se ao vencer Osmar Dias pela diferença de 10.479 votos. Contraditoriamente, a “briga” entre Requião e Paulo Bernardo deve acelerar a oficialização de uma aliança dos petistas com Osmar. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Kátia Chagas e Heliberton Cesca
Reunião petista
Aliança com Osmar está na pauta
Uma possível decisão do PT no Paraná de deixar a base de apoio do governo Roberto Requião (PMDB) pode vir seguida do anúncio de uma aproximação ainda maior com o PDT, que tem o senador Osmar Dias como pré-candidato.
Além de avaliarem ontem o abandono do governo estadual, os dirigentes da executiva estadual também discutiram a “carta de princípios” que irá basear a construção de um programa de governo conjunto com Osmar.
A elaboração do programa conjunto foi definida no início de fevereiro na casa do senador Osmar Dias, em Brasília, na presença do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra e do presidente do PT-PR, Ênio Verri.
A carta de princípios deve ser elaborada pelos dois partidos e trazer definições ou metas de governo. A partir delas, os líderes das duas legendas devem se reunir para discutir quais diretrizes poderão ser integradas numa possível aliança para as eleições deste ano e quais cada partido terá que abrir mão.
Ontem, ninguém da executiva estadual do PT deu detalhes sobre a carta nem quando poderá ser finalizada.
Já o presidente do PDT no Paraná, deputado Augustinho Zucchi, tentou minimizar a importância da carta de princípios, documento de intenções que serviria para determinar uma aliança entre os dois partidos. Segundo ele, tanto não seria determinante para as alianças que o PDT estaria aberto a outras possíveis alianças. “Na sexta-feira à noite, estive com o (vice-governador Orlando) Pessutti (PMDB) no Sudoeste. É um sinal claro que estamos abertos a conversa sobre a sucessão estadual.”
Palanque para Dilma
A coligação com o PDT interessa ao PT para dar um bom palanque, no Paraná, à ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff. O PDT faz parte da base de sustentação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso desde 2003. (HC)
Leia mais >>
O PT ameaça romper com o governo de Roberto Requião (PMDB) e entregar os cargos dos secretários de estado petistas, Valter Bianchini (Agricultura) e Lygia Pupato (Ciência e Tecnologia). O anúncio oficial deve ser feito hoje. No caso de ser confirmada a ruptura, marcaria o fim de uma parceria de sete anos entre o PMDB e o PT no Paraná.
A Executiva Estadual do PT fez ontem duas reuniões – uma pela manhã e outra à noite – para discutir uma reação oficial às acusações feitas pelo governador Roberto Requião ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT). De tarde, alguns integrantes do PT chegaram a anunciar o rompimento com o governador, mas o presidente estadual do PT, o deputado estadual Ênio Verri, negou que a decisão tivesse sido tomada.
Desagravo
A possível ruptura pode ser interpretada como um sinal de desagravo do partido ao ministro do Planejamento, acusado por Requião de propor o superfaturamento da construção do desvio ferroviário entre Guarapuava e Ipiranga – obra que nunca saiu do papel.
Na semana passada, o governador acusou Bernardo de propor a construção do ramal por R$ 500 milhões, quando o valor real da obra, segundo Requião, seria de apenas R$ 150 milhões. Ou seja, Bernardo, de acordo com o governador, teria proposto um superfaturamento de R$ 350 milhões.
Sem descartar alianças
Apesar dos atritos entre Requião e os petistas, o presidente do PT no Paraná, Ênio Verri, foi diplomático. Disse que o partido está discutindo o “relacionamento com o governador”. Mas, segundo ele, uma possível saída do governo não deve ser interpretada como um descarte definitivo de uma aliança entre os dois partidos na eleição deste ano, embora PMDB e PT caminhem hoje em direções opostas: o vice-governador deve ser o candidato peemedebista ao Palácio Iguaçu enquanto os petistas tendem a apoiar a candidatura do senador Osmar Dias (PDT).
Verri ontem afirmou que o partido aguarda a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Paraná, no próximo dia 12, para dar o primeiro passo nos vários “estágios” da aliança com o senador Osmar. Embora não tenha dito claramente, especula-se que um desses estágios seja a tentativa de agregar o PMDB na coligação PT-PDT.
Mas nem todos petistas foram tão diplomáticos. Membro da direção nacional do PT, o deputado federal André Vargas defendeu a saída imediata do partido do governo estadual. “Foi o Requião que saiu da aliança”, disse. “Depois que ele atacou o Paulo Bernardo, não tem mais sentido ficar no governo.”
Ao saber que os petistas poderiam deixar o governo, deputados do PMDB ironizaram. Lembraram que falta um mês para o prazo final da renúncia do próprio Requião, que pretende disputar as eleições deste ano e terá de se desincompatibilizar do cargo até o início de abril.
Os peemedebistas também ironizaram a possibiliade de os dois secretários estaduais do PT deixarem o governo neste período, já que muitos integrantes do primeiro escalão do governo também vão ter de renunciar se quiserem concorrer nas eleições. “Será que eles vão cumprir aviso prévio”, provocou um parlamentar, que não quis ter seu nome divulgado. O deputado Reinhold Stephanes Júnior (PMDB) emendou: “O pessoal do PT é tudo cachorro magro. Depois de oito anos, saem do governo na véspera do prazo final”.
Sete anos
O PT do Paraná ajudou Requião a chegar à cadeira de governador nas eleições de 2002 e 2006, principalmente com o apoio eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois partidos trabalharam em conjunto nas duas eleições, mas a aliança foi fundamental na última campanha eleitoral, quando o governador conseguiu reeleger-se ao vencer Osmar Dias pela diferença de 10.479 votos. Contraditoriamente, a “briga” entre Requião e Paulo Bernardo deve acelerar a oficialização de uma aliança dos petistas com Osmar. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Kátia Chagas e Heliberton Cesca
Reunião petista
Aliança com Osmar está na pauta
Uma possível decisão do PT no Paraná de deixar a base de apoio do governo Roberto Requião (PMDB) pode vir seguida do anúncio de uma aproximação ainda maior com o PDT, que tem o senador Osmar Dias como pré-candidato.
Além de avaliarem ontem o abandono do governo estadual, os dirigentes da executiva estadual também discutiram a “carta de princípios” que irá basear a construção de um programa de governo conjunto com Osmar.
A elaboração do programa conjunto foi definida no início de fevereiro na casa do senador Osmar Dias, em Brasília, na presença do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra e do presidente do PT-PR, Ênio Verri.
A carta de princípios deve ser elaborada pelos dois partidos e trazer definições ou metas de governo. A partir delas, os líderes das duas legendas devem se reunir para discutir quais diretrizes poderão ser integradas numa possível aliança para as eleições deste ano e quais cada partido terá que abrir mão.
Ontem, ninguém da executiva estadual do PT deu detalhes sobre a carta nem quando poderá ser finalizada.
Já o presidente do PDT no Paraná, deputado Augustinho Zucchi, tentou minimizar a importância da carta de princípios, documento de intenções que serviria para determinar uma aliança entre os dois partidos. Segundo ele, tanto não seria determinante para as alianças que o PDT estaria aberto a outras possíveis alianças. “Na sexta-feira à noite, estive com o (vice-governador Orlando) Pessutti (PMDB) no Sudoeste. É um sinal claro que estamos abertos a conversa sobre a sucessão estadual.”
Palanque para Dilma
A coligação com o PDT interessa ao PT para dar um bom palanque, no Paraná, à ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff. O PDT faz parte da base de sustentação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso desde 2003. (HC)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Requião discute com o povo em Londrina
O governador Roberto Requião (PMDB) bateu boca com um grupo de manifestantes ao deixar a Prefeitura de Londrina, ontem, após assinar contratos de financiamento para obras na rede de água e esgoto da Sanepar no município.
Os manifestantes eram moradores do loteamento Chácara São Miguel, localizado na zona Sul de Londrina, que reclamavam da construção de uma Estação de Tratamento da Sanepar no local.
A discussão começou antes mesmo da chegada do governador, quando os moradores foram pedir ao presidente da Sanepar, Stênio Jacob, que não construísse a estação no local.
A comunidade reclama do risco de contaminação das hortas plantadas pelos moradores, a principal fonte de renda das famílias locais. Jacob garantiu não haver risco de contaminação e não deu prosseguimento à discussão, que foi retomada com a presença do governador, que classificou o protesto de molecagem.
“Nunca gritei na presença de governador e não vou aceitar que gritem comigo. Molecagem eu não aceito nem de vocês, nem do PCC em penitenciária. A estação vai beneficiar a maioria e vai ser construída”.
Uma moradora ainda tentou apelas: “Ali tem gente que vive de horta. Governador, o senhor é excelência, mas vai morrer um dia como nós” e o governador respondeu.
“Mas eu não vou morrer de insalubridade numa cidade. Esse é o lugar tecnicamente escolhido pela Sanepar. A estação está decidida e vai ser lá”. “Nós achamos que os senhores estão fazendo isso para nos humilhar, já que existem outros quatro pontos possíveis. Nós estamos ali há 20 anos, não é justo que a Sanepar vá construir uma estação de esgoto nos fundos das nossas casas”, insistiu a moradora. “Não perguntei tua opinião. Eu não vou discutir isso. É uma decisão tomada em favor de 124 mil pessoas de Londrina. Eu não enrolo ninguém. Está decidido: a estação será naquele local”, retrucou o governador.
Em entrevista, Requião comentou a polêmica e os protestos. “A Sanepar vai instalar lá, é necessário e o local é apropriado. A estação é moderníssima, não tem cheiro nenhum. A saúde de Londrina é mais importante que um protesto. Eu respeito o protesto, acho que é viável e democrático. A decisão foi tomada em bases técnicas e da necessidade absoluta do tratamento do esgoto em Londrina”, declarou.
A área onde será construída a estação havia sido vetada pela Câmara Municipal de Londrina, porém, um decreto do governador tornou o local de utilidade pública, permitindo a obra. Ainda ontem, os manifestantes bloquearam a entrada dos equipamentos da empresa responsável pela construção. Requião garantiu a continuidade da obra.
Requião também foi duro no twitter ontem, discutindo com quem é contrário à reabertura do Presídio do Ahú. Ao deputado Elio Rusch (DEM), que disse ser um retrocesso a reabertura do presídio, Requião perguntou “para onde você quer ser levado, então?”.
Para uma dona de casa que também questionou a transferência de presos para o prédio desativado, o governador sugeriu que ela hospedasse presos em sua casa, então. “Titia, é solução emergencial. Se você tiver lugar em sua casa, mande o endereço e diga quantos presos quer receber”, tuitou o governador. Fonte: Paraná Online, reportagem de Roger Pereira
Leia mais >>
Os manifestantes eram moradores do loteamento Chácara São Miguel, localizado na zona Sul de Londrina, que reclamavam da construção de uma Estação de Tratamento da Sanepar no local.
A discussão começou antes mesmo da chegada do governador, quando os moradores foram pedir ao presidente da Sanepar, Stênio Jacob, que não construísse a estação no local.
A comunidade reclama do risco de contaminação das hortas plantadas pelos moradores, a principal fonte de renda das famílias locais. Jacob garantiu não haver risco de contaminação e não deu prosseguimento à discussão, que foi retomada com a presença do governador, que classificou o protesto de molecagem.
“Nunca gritei na presença de governador e não vou aceitar que gritem comigo. Molecagem eu não aceito nem de vocês, nem do PCC em penitenciária. A estação vai beneficiar a maioria e vai ser construída”.
Uma moradora ainda tentou apelas: “Ali tem gente que vive de horta. Governador, o senhor é excelência, mas vai morrer um dia como nós” e o governador respondeu.
“Mas eu não vou morrer de insalubridade numa cidade. Esse é o lugar tecnicamente escolhido pela Sanepar. A estação está decidida e vai ser lá”. “Nós achamos que os senhores estão fazendo isso para nos humilhar, já que existem outros quatro pontos possíveis. Nós estamos ali há 20 anos, não é justo que a Sanepar vá construir uma estação de esgoto nos fundos das nossas casas”, insistiu a moradora. “Não perguntei tua opinião. Eu não vou discutir isso. É uma decisão tomada em favor de 124 mil pessoas de Londrina. Eu não enrolo ninguém. Está decidido: a estação será naquele local”, retrucou o governador.
Em entrevista, Requião comentou a polêmica e os protestos. “A Sanepar vai instalar lá, é necessário e o local é apropriado. A estação é moderníssima, não tem cheiro nenhum. A saúde de Londrina é mais importante que um protesto. Eu respeito o protesto, acho que é viável e democrático. A decisão foi tomada em bases técnicas e da necessidade absoluta do tratamento do esgoto em Londrina”, declarou.
A área onde será construída a estação havia sido vetada pela Câmara Municipal de Londrina, porém, um decreto do governador tornou o local de utilidade pública, permitindo a obra. Ainda ontem, os manifestantes bloquearam a entrada dos equipamentos da empresa responsável pela construção. Requião garantiu a continuidade da obra.
Requião também foi duro no twitter ontem, discutindo com quem é contrário à reabertura do Presídio do Ahú. Ao deputado Elio Rusch (DEM), que disse ser um retrocesso a reabertura do presídio, Requião perguntou “para onde você quer ser levado, então?”.
Para uma dona de casa que também questionou a transferência de presos para o prédio desativado, o governador sugeriu que ela hospedasse presos em sua casa, então. “Titia, é solução emergencial. Se você tiver lugar em sua casa, mande o endereço e diga quantos presos quer receber”, tuitou o governador. Fonte: Paraná Online, reportagem de Roger Pereira
Marcadores:
Requião
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ação acusa Requião de improbidade
A liderança de oposição na Assembleia Legislativa protocolou ontem, na 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, ação popular que pede a condenação do governador Roberto Requião por crime de improbidade administrativa, por uso da máquina pública para fins de promoção pessoal com objetivos eleitorais. Na ação, os advogados da oposição apontam que o uso da página da Agência Estadual de Notícias na internet para divulgar o lançamento da pré-candidatura de Requião à Presidência da República é ilegal, e pedem que o governador seja condenado a pagar multa e a devolver aos cofres públicos os recursos dispendidos na produção e veiculação do material.
A representação pede ainda que a Justiça determine a retirada dos textos e fotos da página do governo, e proíba novas veiculações de material político-partidário, também sob pena de multa em caso de descumprimento. De acordo com os advogados da bancada oposicionista, a condenação por improbidade, dependendo da gravidade da violação, pode gerar a declaração de inelegibilidade de Requião.
Na última terça-feira, o paranaense promoveu evento de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, com o apoio da ala dissidente do PMDB, que não aceita o acordo fechado pela direção nacional do partido, que prevê o apoio à candidatura da ministra Dilma Roussef (PT), em troca da indicação do candidato a vice-presidente. O ato foi interpretado como uma forma encontrada pelos peemedebistas aliados do candidato tucano, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), de atrapalhar a aliança com a petista.
Ainda na noite de terça-feira, a página do governo do Estado na internet estampou manchete com foto sob o título “Requião defende em Brasília novo programa para desenvolver o País” sobre o evento. O texto explicava que as declarações do governador haviam sido feitas “durante o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2010”.
O texto reproduzia ainda declarações de Requião reproduzidas deixando clara as motivações político-eleitorais da matéria. “Eu fui instado por um grupo de pessoas que representa o velho MDB a aceitar essa tarefa e me dispus a participar mais uma vez como candidato”, disse o governador, na frase publicada pela agência do governo.
O material incluía ainda cinco fotos do evento em alta resolução para uso e divulgação na imprensa.
O lançamento também contou com a cobertura da Rádio e Televisão Educativa (RTVE), que deslocou uma equipe de Curitiba à Brasília para acompanhar o evento. Além disso, o próprio Requião e sua comitiva viajaram até à Capital federal no avião do governo do Estado.
O advogado Luiz Fernado Pereira, um dos autores da ação popular, lembra que o site da Agência Estadual de Notícias é uma das mais visitadas da internet no Paraná. Segundo dados do próprio governo, o portal oficial do Estado é campeão de acesso entre todos os sites governamentais do país, com 180 milhões de cliques/mês. E a Agência Estadual de Notícias tem uma média 40 mil acessos diários.
Campanha virtual — Pereira afirma ainda que a função da página oficial é principalmente oferecer serviços públicos ao cidadão que precisa, por exemplo, pagar o IPVA ou fazer a carteira de habilitação. Ao divulgar um ato eminentemente político-partidário, de promoção pessoal da pré-candidatura do governador, o governo teria incorrido em desvio da finalidade do veículo. “Seria a mesma coisa que o cidadão ir até o Detran para fazer a carteira de motorista e encontrar lá um cartaz ou banner da campanha do Requião. A diferença é que uma propaganda seria física, e essa que foi feita é virtual”, compara. Fonte: Bem Paraná
Leia mais >>
A representação pede ainda que a Justiça determine a retirada dos textos e fotos da página do governo, e proíba novas veiculações de material político-partidário, também sob pena de multa em caso de descumprimento. De acordo com os advogados da bancada oposicionista, a condenação por improbidade, dependendo da gravidade da violação, pode gerar a declaração de inelegibilidade de Requião.
Na última terça-feira, o paranaense promoveu evento de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, com o apoio da ala dissidente do PMDB, que não aceita o acordo fechado pela direção nacional do partido, que prevê o apoio à candidatura da ministra Dilma Roussef (PT), em troca da indicação do candidato a vice-presidente. O ato foi interpretado como uma forma encontrada pelos peemedebistas aliados do candidato tucano, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), de atrapalhar a aliança com a petista.
Ainda na noite de terça-feira, a página do governo do Estado na internet estampou manchete com foto sob o título “Requião defende em Brasília novo programa para desenvolver o País” sobre o evento. O texto explicava que as declarações do governador haviam sido feitas “durante o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2010”.
O texto reproduzia ainda declarações de Requião reproduzidas deixando clara as motivações político-eleitorais da matéria. “Eu fui instado por um grupo de pessoas que representa o velho MDB a aceitar essa tarefa e me dispus a participar mais uma vez como candidato”, disse o governador, na frase publicada pela agência do governo.
O material incluía ainda cinco fotos do evento em alta resolução para uso e divulgação na imprensa.
O lançamento também contou com a cobertura da Rádio e Televisão Educativa (RTVE), que deslocou uma equipe de Curitiba à Brasília para acompanhar o evento. Além disso, o próprio Requião e sua comitiva viajaram até à Capital federal no avião do governo do Estado.
O advogado Luiz Fernado Pereira, um dos autores da ação popular, lembra que o site da Agência Estadual de Notícias é uma das mais visitadas da internet no Paraná. Segundo dados do próprio governo, o portal oficial do Estado é campeão de acesso entre todos os sites governamentais do país, com 180 milhões de cliques/mês. E a Agência Estadual de Notícias tem uma média 40 mil acessos diários.
Campanha virtual — Pereira afirma ainda que a função da página oficial é principalmente oferecer serviços públicos ao cidadão que precisa, por exemplo, pagar o IPVA ou fazer a carteira de habilitação. Ao divulgar um ato eminentemente político-partidário, de promoção pessoal da pré-candidatura do governador, o governo teria incorrido em desvio da finalidade do veículo. “Seria a mesma coisa que o cidadão ir até o Detran para fazer a carteira de motorista e encontrar lá um cartaz ou banner da campanha do Requião. A diferença é que uma propaganda seria física, e essa que foi feita é virtual”, compara. Fonte: Bem Paraná
Marcadores:
eleições 2010,
improbidade,
Requião
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dilma garante aliança com Requião e apoio a Osmar balança
Foto:Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo - Dilma e Requião: “juras de amor” do PT nacional para o governadorDe passagem por Curitiba, a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, praticamente garantiu ontem a aliança entre petistas e o PMDB no Paraná para as eleições de 2010. Segundo ela, o presidente Lula já declarou ao governador Roberto Requião a importância da participação do peemedebista em qualquer que seja o cenário futuro escolhido pelo PT no estado.
Sentada ao lado de Requião, a ministra confirmou que também existem conversas com o PDT do senador Osmar Dias, pré-candidato ao governo do estado. Ao comentar as conversas entre os petistas e Osmar Dias, Dilma não negou que haja conversas com o PDT e destacou que o partido também faz parte da base aliada do governo federal. “A governabilidade é uma questão séria. A sustentação política do governo depende de alianças”, disse.
Mas a declaração da ministra de que Requião é imprescindível para o PT no Paraná acabou soando como um banho de água fria em uma possível aliança com Osmar, pois o governador afirmou que não há a menor possibilidade de participar de uma aliança com o senador pedetista. Requião declarou que há sete anos vem lutando “contra essa gente”. “Não tem conversação com o Osmar. Não há afinidade ideológica entre nós. Não sei nem se eles têm ideologia”, disse o governador.
Rasgando elogios a Requião, Dilma declarou que a continuidade dos projetos do governo Lula dependem da manutenção das atuais alianças que compõem a base aliada. “A aliança com o Requião não é apenas mais para sim. É a aliança que gostaríamos de fazer”, disse. Questionada se o comportamento do governador tem dado muito trabalho ao PT, a ministra afirmou que “as melhores coisas dão mais trabalho”. “Nós também damos trabalho, e ele (Requião) reclama muito”, revelou. “Mas ele representa o que há de melhor no Brasil em termos de gestão e compromisso com a transformação.”
Desconversou
Como disse em várias entrevistas nas últimas semanas, a ministra negou que sua candidatura à Presidência já esteja definida e garantiu que “tudo ainda está em aberto”. “Primeiro preciso ser candidata para depois falar em vice”, desconversou, ao ser questionada se o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (que ontem se filiou ao PMDB), era um bom nome para vice-presidente. “Aprendi a não raciocinar por hipótese, porque a gente acaba cometendo coisas indevidas.”
A ministra negou ainda que as sucessivas viagens que tem feito pelo país caracterizem que ela esteja em campanha. Para ela, as viagens são, na verdade, um direito de exercer sua militância e cidadania. “Qualquer integrante da administração pública tem direito a fazer isso, desde que não interfira na sua agenda de trabalho.”
A ministra voltou ainda a criticar a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que 41 obras federais – 13 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – sejam paralisadas por suspeitas de irregularidades. Para ela, o ideal seria que os três poderes padronizassem as regras do que pode ou não ser feito, a fim de evitar que a paralisação de obras cause prejuízos financeiros e de desenvolvimento ao país.
“Não estou demonizando o TCU. Sempre defendemos que as fiscalizações sejam aprofundadas, para evitar que o dinheiro público seja indevidamente gasto”, argumentou. “Mas é necessário entender que essa paralisação só deve ocorrer em última instância. Caso contrário, criamos um esqueleto.” Dilma disse ainda que decisões como essa podem prejudicar, inclusive, as obras da Copa do Mundo de 2014. “Poderemos ter problemas seríssimos em cumprir datas e processos.”
Tratamento de câncer
Dilma Rousseff esteve em Curitiba para conhecer um modelo de cateter produzido pelo Hospital Erasto Gaertner que poderá vir a ser adotado no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, os cateteres usados pelo SUS são importados.
A ministra lembrou que teve de usar esse dispositivo em seu tratamento de câncer, encerrado recentemente. Visivelmente emocionada após conversar com uma criança que está se tratando de um câncer no Erasto Gaertner, Dilma disse que se sente forte e cheia de vida depois de se curar do linfoma que tinha nos gânglios linfáticos. “Repito que estou pronta para o que der e vier. E, por esse vier, podem considerar qualquer coisa.” Fonte: Gazeta do Povo
Assinar:
Postagens (Atom)