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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Requião dá aval a negociações com Ducci

Ducci (dir.), Requião, o filho do senador (Maurício) e o deputado Arruda (de paletó) Articulações eleitorais - Foto: Brunno Covello/SMCS

Senador peemedebista autoriza partido a negociar aliança com o prefeito de Curitiba para a eleição de 2012

O motivo oficial da visita do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), a Brasília nesta semana foi pedir apoio de deputados estaduais, senadores e ministros para os projetos de infraestrutura para a capital – como a construção do trecho Norte da Linha Verde e a implantação do metrô. Porém, Ducci desembarcou do avião ontem à noite trazendo na bagagem a esperança de viabilizar a candidatura dele para a prefeitura em 2012 com o apoio de vários partidos. A principal sinalização partiu do senador peemedebista Roberto Requião. No papel de principal liderança do PMDB no estado, o ex-governador autorizou o partido a negociar com Ducci.

Os dois reuniram-se durante a manhã de ontem em Brasília para que o prefeito apresentasse formalmente a intenção de concorrer para o cargo novamente em 2012. “O Requião autorizou que o partido continue ‘dialogando’ com o Ducci”, confirmou o deputado federal pelo PMDB João Arruda, sobrinho de Requião.

O “diálogo”, nesse caso, é um eufemismo para o apoio que Ducci espera receber do PMDB. Mas, Arruda lembra que a adesão do PMDB a Ducci não será fácil. “Tem uma ala do PMDB que defende candidatura própria, outra ala defende uma ‘conversa’ com [Gustavo] Fruet [pré-candidato do PSDB à prefeitura], e mais uma ala quer que o partido apoie o Ducci”, disse Arruda.

A sinalização de apoio do PMDB pode ser um trunfo para o atual prefeito, mas também pode afastá-lo dos tucanos. Isso porque o principal concorrente dele até o momento é o ex-deputado tucano Fruet – do mesmo partido de Beto Richa, o atual governador. Ducci espera contar com o apoio de Richa e, em consequência, do próprio PSDB em 2012. Mas Fruet está desde já em pré-campanha para se tornar o candidato tucano à prefeitura de Curitiba no ano que vem.

Nos bastidores da política, as conversas que Ducci está mantendo com o PMDB são vistas como uma reação à movimentação de Fruet. O prefeito estaria tentando mostrar que, se o PSDB não estiver com ele em 2012, haverá outros partidos expressivos que embarcariam em sua candidatura.

Apesar das articulações, Ducci adota o discurso de que ainda não está preocupado com a eleição. “É muito cedo [para discutir a candidatura]. Temos muitos projetos para fazer em 2011 antes disso. Eu vim [a Brasília] em busca de apoio aos projetos de Curitiba”, afirmou o prefeito ao telefone, antes de retornar a capital paranaense.

Romaria

Na viagem de dois dias a Brasília, o prefeito Luciano Ducci (PSB) atingiu a marca de nada menos que 13 encontros com congressistas. Ele conversou com os três senadores do Paraná e, pela ordem, com os deputados federais Nelson Meurer (PP), Alex Canziani (PTB), João Arruda (PMDB), Rubens Bueno (PPS), Roberto Freire (PPS-SP), Sandro Alex (PPS), Ana Arraes (PSB-PE), Rubens Bueno (PPS) e André Zacharow (PMDB).

Zacharow deu apoio público a Ducci para 2012. “Não podemos partir para uma aventura. Vou trabalhar para o PMDB apoiá-lo”, disse o peemedebista. Outra liderança a apoiar o prefeito foi Meu­­rer, líder do PP na Câmara. “A tendência do PP é nós apoiarmos o Ducci”, disse. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Heliberton Cesca - Colaboração André Gonçalves

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mubarak renuncia à Secretário-geral anuncia que vai sair em breve da Liga Árabe, diz agência

Amr Mussa - Foto: Reuters

Amr Mussa é apontado como possível candidato a presidente no Egito.
Hosni Mubarak renunciou nesta sexta (11) e entregou o poder ao Exército.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, disse nesta sexta-feira (11) que vai deixar a organização que comandou por cerca de 10 anos "dentro de semanas", afirmou a agência estatal de notícias do Egito.

Mussa, um ex-ministro das Relações Exteriores egípcio que muitas vezes ganhou apoio da opinião pública árabe por seus comentários francos, é apontado por alguns como um possível futuro candidato presidencial no Egito, cujo presidente, Hosni Mubarak, renunciou nesta sexta..

Ele não tem revelado quais são seus objetivos, mas sempre falou que não descartava a possivilidade de se candidatar. O país tem eleições previstas para setembro.

Hosni Mubarak renunciou na sexta-feira como presidente do Egito, cedendo à pressão dos protestos populares pelo fim de seu governo de 30 anos. Fonte: Reuters via G1/Globo.com

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Serra está mais disposto que o PT a pagar preço da aliança, diz vice do PP

Antes cortejado pelo PT, o PP do Paraná agora tem em mãos uma proposta de aliança feita pelo PSDB. O presidente estadual do partido, deputado Ricardo Barros, pretende levá-la para discussão na reunião da Executiva do partido que acontece na próxima segunda-feira.

Segundo Barros, que é também vice-presidente do diretório nacional do PP, as conversas com o PT esfriaram porque o partido está intransigente quanto à formação da chapa, ao passo que o PSDB, com o apoio do pré-candidato da República, José Serra, mostra-se mais aberto à negociação.

"O Serra está sendo mais pragmático em pagar o preço [da aliança] do que o PT, que não quer conceder nada, como sempre. O PT é sempre muito bom pra receber apoio, mas para dar é dificílimo", diz o deputado.

Apesar da formalização da proposta do PSDB para aliança no Paraná, a questão não está fechada. Passa, dentre outras coisas, pela indecisão do senador Osmar Dias (PDT-PR), assediado por petistas e tucanos. Apesar do aceno do PSDB a Dias, o ministro Carlos Lupi (PDT) já deu sinais de que não está confortável com a aliança. Lupi concorda com a candidatura de Osmar Dias ao governo, mas na cabeça de chapa, recebendo o apoio do PSDB, e não o contrário.

Por esse motivo, o presidente do PP do Paraná trabalha com duas hipóteses de formação de chapa: uma delas, com o campo governista, teria Osmar Dias (PDT) como governador e Gleise Hoffmann (PT) na vice, além do ex-governador Roberto Requião (PMDB) e dele próprio para o Senado.

No outro cenário, de composição com os tucanos, Beto Richa seria candidato a governador, e Osmar Dias e o próprio Ricardo Barros candidatos ao Senado. A vice ainda está indefinida.

No plano nacional, os pepistas seguem dizendo que a tendência é de neutralidade.

"Até o dia 29 de junho eu posso te assegurar que essa é a tendência. No dia 30 de junho você me pergunta", diz Barros. Fonte: Folha Online, reportagem de Fernando Gallo

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terça-feira, 2 de março de 2010

PT ameaça deixar o governo Requião

Partido anuncia hoje se deixa a administração estadual em desagravo ao ministro Paulo Bernardo, acusado pelo governador de propor o superfaturamento de uma obra

O PT ameaça romper com o governo de Roberto Requião (PMDB) e entregar os cargos dos secretários de estado petistas, Valter Bianchini (Agricultura) e Lygia Pupato (Ciência e Tec­­­nologia). O anúncio oficial deve ser feito hoje. No caso de ser confirmada a ruptura, marcaria o fim de uma parceria de sete anos entre o PMDB e o PT no Paraná.

A Executiva Estadual do PT fez ontem duas reuniões – uma pela manhã e outra à noite – para discutir uma reação oficial às acusações feitas pelo governador Roberto Requião ao ministro do Planejamento, Paulo Ber­­nardo (PT). De tarde, alguns integrantes do PT chegaram a anunciar o rompimento com o governador, mas o presidente estadual do PT, o deputado estadual Ênio Verri, negou que a decisão tivesse sido tomada.

Desagravo

A possível ruptura pode ser interpretada como um sinal de desagravo do partido ao ministro do Planejamento, acusado por Requião de propor o superfaturamento da construção do desvio ferroviário entre Guarapuava e Ipiranga – obra que nunca saiu do papel.

Na semana passada, o governador acusou Bernardo de propor a construção do ramal por R$ 500 milhões, quando o valor real da obra, segundo Requião, seria de apenas R$ 150 milhões. Ou seja, Bernardo, de acordo com o governador, teria proposto um superfaturamento de R$ 350 milhões.

Sem descartar alianças

Apesar dos atritos entre Requião e os petistas, o presidente do PT no Paraná, Ênio Verri, foi diplomático. Disse que o partido está discutindo o “relacionamento com o governador”. Mas, segundo ele, uma possível saída do governo não deve ser interpretada como um descarte definitivo de uma aliança entre os dois partidos na eleição deste ano, embora PMDB e PT caminhem hoje em direções opostas: o vice-governador deve ser o candidato peemedebista ao Palácio Iguaçu enquanto os petistas tendem a apoiar a candidatura do senador Osmar Dias (PDT).

Verri ontem afirmou que o partido aguarda a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Paraná, no próximo dia 12, para dar o primeiro passo nos vários “estágios” da aliança com o senador Osmar. Embora não tenha dito claramente, especula-se que um desses estágios seja a tentativa de agregar o PMDB na coligação PT-PDT.

Mas nem todos petistas foram tão diplomáticos. Membro da direção nacional do PT, o deputado federal André Vargas defendeu a saída imediata do partido do governo estadual. “Foi o Requião que saiu da aliança”, disse. “Depois que ele atacou o Paulo Bernardo, não tem mais sentido ficar no governo.”

Ao saber que os petistas poderiam deixar o governo, deputados do PMDB ironizaram. Lembraram que falta um mês para o prazo final da renúncia do próprio Requião, que pretende disputar as eleições deste ano e terá de se desincompatibilizar do cargo até o início de abril.

Os peemedebistas também ironizaram a possibiliade de os dois secretários estaduais do PT deixarem o governo neste período, já que muitos integrantes do primeiro escalão do governo também vão ter de renunciar se quiserem concorrer nas eleições. “Será que eles vão cumprir aviso prévio”, provocou um parlamentar, que não quis ter seu nome divulgado. O deputado Reinhold Stephanes Júnior (PMDB) emendou: “O pessoal do PT é tudo cachorro magro. De­­pois de oito anos, saem do governo na véspera do prazo final”.

Sete anos

O PT do Paraná ajudou Requião a chegar à cadeira de governador nas eleições de 2002 e 2006, principalmente com o apoio eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois partidos trabalharam em conjunto nas duas eleições, mas a aliança foi fundamental na última campanha eleitoral, quando o governador conseguiu reeleger-se ao vencer Osmar Dias pela diferença de 10.479 votos. Contradi­­­toria­­­mente, a “briga” entre Requião e Paulo Bernardo deve acelerar a oficialização de uma aliança dos petistas com Osmar. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Kátia Chagas e Heliberton Cesca

Reunião petista
Aliança com Osmar está na pauta

Uma possível decisão do PT no Paraná de deixar a base de apoio do governo Roberto Requião (PMDB) pode vir seguida do anúncio de uma aproximação ainda maior com o PDT, que tem o senador Osmar Dias como pré-candidato.

Além de avaliarem ontem o abandono do governo estadual, os dirigentes da executiva estadual também discutiram a “carta de princípios” que irá basear a construção de um programa de governo conjunto com Osmar.

A elaboração do programa conjunto foi definida no início de fevereiro na casa do senador Osmar Dias, em Brasília, na presença do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra e do presidente do PT-PR, Ênio Verri.

A carta de princípios deve ser elaborada pelos dois partidos e trazer definições ou metas de governo. A partir delas, os líderes das duas legendas devem se reunir para discutir quais diretrizes poderão ser integradas numa possível aliança para as eleições deste ano e quais cada partido terá que abrir mão.

Ontem, ninguém da executiva estadual do PT deu detalhes sobre a carta nem quando poderá ser finalizada.

Já o presidente do PDT no Paraná, deputado Augustinho Zucchi, tentou minimizar a importância da carta de princípios, documento de intenções que serviria para determinar uma aliança entre os dois partidos. Segundo ele, tanto não seria determinante para as alianças que o PDT estaria aberto a outras possíveis alianças. “Na sexta-feira à noite, estive com o (vice-governador Orlando) Pessutti (PMDB) no Sudoeste. É um sinal claro que estamos abertos a conversa sobre a sucessão estadual.”

Palanque para Dilma

A coligação com o PDT interessa ao PT para dar um bom palanque, no Paraná, à ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da Re­­pública, Dilma Rousseff. O PDT faz parte da base de sustentação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso desde 2003. (HC)

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

PSDB se reúne para definir entre Beto ou Alvaro

Alvaro e Richa: o senador diz que é o nome que mais agrega benefícios para o PSDB no Paraná e para a eleição presidencial; Beto destaca o sucesso de sua gestão à frente da administração municipal de Curitiba Eleições 2010 - Foto: Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo

Preocupação maior é evitar que a disputa interna divida os tucanos no Paraná, com consequências negativas para a candidatura presidencial de José Serra

A executiva estadual do PSDB paranaense se reúne amanhã, em Curitiba, para apressar o processo de escolha do candidato tucano que vai disputar em outubro a eleição para o governo do estado. A definição por uma das duas pré-candidaturas – a do prefeito Beto Richa ou do senador Alvaro Dias – não deve sair já nesta reunião. Mas o encontro será usado para que a direção estadual do PSDB “sinta” qual é a tendência do partido no estado para levá-la ao conhecimento do diretório nacional – que deve fechar o nome do paranaense que irá disputar o Palácio Iguaçu em função da estratégia para eleger o governador paulista José Serra à Presidência.

O principal motivo para a “pres­­­­sa” dos tucanos do Paraná é a possibilidade de, ao antecipar o nome do candidato, começar a trabalhar para fechar alianças políticas.

Lei do silêncio

Apesar do clima de disputa interna, a orientação tanto da executiva estadual quanto da nacional é de máxima cautela. Nos bastidores do ninho tucano, fala-se na decretação da lei do silêncio sobre o assunto, imposta pelo presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra (PE). O temor é que a disputa entre Richa e Alvaro provoque um racha no partido no Paraná, tendo como consequência o enfraquecimento do palanque no estado para Serra.

O cuidado pode ser sentido nas palavras de Guerra quando questionado sobre a disputa no Paraná. “O momento é de conversar, mas não de falar”, disse o presidente nacional do PSDB, por meio de sua assessoria de imprensa. Já o governador paulista, que esteve na sexta-feira em Curitiba para acompanhar o velório de Zilda Arns, não quis comentar a disputa interna no Paraná.

Cedo para definir

“A intenção nossa é extrair dessa reunião a vontade da direção do PSDB: se é a de indicar um nome ou se devemos protelar essa discussão. Enfim, queremos saber o que fazer”, explica o deputado estadual Valdir Rossoni, presidente do PSDB no Paraná. “Mas não acredito que já saia um nome.”

A opinião de Rossoni é compartilhada tanto por Alvaro quanto por Richa. “Acho que não haverá uma definição; talvez uma indicação da vontade do PSDB. Mas ainda é cedo para definições”, diz o prefeito de Curitiba.

Richa afirma que, inicialmente, achava precipitada a reunião. Mas reconsiderou a posição. “Muitos partidos, lideranças e até aliados estão inseguros em relação à posição do PSDB. Está na hora de avançar um pouco mais nessa discussão”, afirmou. “E o que a executiva estadual decidir será respeitada pelo diretório nacional”, completa ele – que é tido como o preferido da cúpula do partido no estado.

Alvaro também não acredita que o candidato tucano seja definido amanhã. “A minha expectativa é que na reunião se inicie um entendimento que hoje ainda não há. Mas é preciso preservar a unidade do partido”, afirma ele, que garante que irá subir no palanque de Richa caso o prefeito seja o escolhido.

Mas o senador não perde a oportunidade de mostrar que, no seu entendimento, é o nome que mais traria benefícios ao PSDB no Paraná e no país.

“A confirmação do nome do Beto como candidato do partido significa entregar a prefeitura de Curitiba para o PSB (partido aliado do governo Lula) já em abril (pois o vice-prefeito, Luciano Ducci é do PSB)”, afirma Alvaro. “Também significa partir para um enfrentamento bastante equilibrado com o Osmar (Dias, pré-candidato do PDT) – o que vai dividir os nossos votos. Além disso, vai permitir que seja formado um palanque forte para a candidatura da Dilma Rousseff (candidata do PT à Presidência), já que o PT e o PDT inevitavelmente formariam uma aliança.” E a quarta consequência, segundo o senador, é que o partido elegeria menos deputados estaduais. “Vamos dividir o mesmo bolo de eleitores.”

Também são quatro as conseqüências elencadas por Alvaro caso seja ele o escolhido pelo partido para disputar o governo do estado. “A primeira é que o partido continuaria administrando a prefeitura de Curitiba e haveria uma atração inevitável do Osmar Dias para o palanque do PSDB. Além disso, com o Osmar sendo candidato ao Senado com o apoio do nosso partido, o palanque da Dilma fica esvaziado. E a última consequência é a eleição de mais deputados, já que a nossa chapa atrairia as principais e mais fortes lideranças do partido.”

Já Richa cita o sucesso que vem tendo na gestão de Curi­­­tiba como seu principal trunfo na disputa interna. “Não há dúvida que a minha administração na prefeitura de Curitiba, mostrando as boas práticas de uma gestão pública, é um grande diferencial. Foi isso que nos deu um porcentual alto nas pesquisas de intenção de voto”, afirma o prefeito.

Quem é o senador

Alvaro Dias, ex-governador do Paraná, conta também com a experiência de três mandatos no Senado.

Alvaro Dias deu os primeiros passos na política em 1968, quando foi eleito vereador em Londrina, na Região Norte do Paraná. Foi escolhido vice-presidente da Câmara Municipal e líder do MDB. Em 1971, elegeu-se deputado estadual. Três anos depois, ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados, onde ficou por dois mandatos.

Em 1982, Alvaro foi eleito senador e, de 1987 a 1991, foi governador do Paraná. Posteriormente, ocupou a presidência da Telepar, onde permaneceu entre 1996 e 1997, retornando ao Senado Federal nas eleições de 1998 – cargo que ocupa até hoje. Em 2007 foi eleito vice-presidente do Senado. (KK)

Conheça o prefeito

Beto Richa, filho do ex-governador José Richa, conta com o alto índice de popularidade na capital para reforçar sua candidatura.

Carlos Alberto Richa nasceu no dia 29 de julho de 1965 em Londrina, no Norte do Paraná. Ingressou na vida pública aos 29 anos, quando foi eleito deputado estadual, sendo reeleito quatro anos depois. Em 2000 foi escolhido para ser o candidato a vice-prefeito de Cassio Taniguchi em Curitiba.

Eleito, assumiu no primeiro ano de mandato de Taniguchi a Secretaria Municipal de Obras Públicas. Em 2002, candidatou-se ao governo do Paraná pelo PSDB. Mas não se elegeu. Em 2004, aos 39 anos, Beto Richa candidatou-se à prefeitura de Curitiba. Foi eleito e, quatro anos depois, reeleito. (KK). Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Karlos Kohlbach

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Tucanos confirmam tendência pró-Beto

Com o outro pré-candidato do partido – o senador Alvaro Dias – ausente, os tucanos confirmaram a vantagem de Beto na disputa pela vaga

O PSDB fez festa ontem para apresentar os novos filiados do partido, mas a cerimônia acabou se tornando mais uma demonstração de força da candidatura do prefeito de Curitiba, Beto Richa, ao governo do Estado. Com o outro pré-candidato do partido – o senador Alvaro Dias – ausente, os tucanos confirmaram a vantagem de Beto na disputa pela vaga.

No encontro de ontem, foram apresentados as principais adesões à legenda: o senador Flávio Arns (ex-PT), deputado Mauro Moraes (ex-PMDB) e vereador o Professor Galdino (ex-PV). O presidente estadual da legenda, deputado Valdir Rossoni, aproveitou para confirmar a pré-candidatura do prefeito e a prorrogação dos mandatos dos presidentes dos diretórios municipais do PSDB até novembro de 2010, ou seja, até depois da eleição de outubro.

Líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Ademar Traiano deixou claro que apesar de Alvaro ainda estar na disputa, hoje a tendência pró-Beto é majoritária na legenda. “Não tem mais o que afirmar. Está definido. É fato consumado. Não temos dúvida nenhuma de que ele será candidato”, avaliou. “O que se sente no PSDB do Estado é que 90% é pela candidatura do Beto”, reforçou.

A mesma avaliação tem o deputado federal Alfredo Kaefer. “Há um indicativo forte. A gente sente nas bases do partido que tende mais para o Beto do que para o Alvaro”, afirmou.

Já sobre a possibilidade de manutenção da aliança com o PDT do senador Osmar Dias, os dois tem avaliações diferentes. Enquanto Traiano ainda aposta em uma reaproximação com Osmar, Kaefer não vê chances de que isso aconteça. “Não podemos descartar a possibilidade de aliança com o PDT, pois somos parceiros”, disse Traiano. “Há um sentimento de renovação latente. E o Beto tem uma empatia com a população”, disse o deputado federal.

Segundo Kaefer, apesar da indicação formal do candidato ao governo só estar prevista para junho do ano que vem, a definição deve acontecer antes. “Acredito que deve haver um entendimento em março, quando o Beto terá que se desincompatibilizar do cargo de prefeito”, explicou. Fonte: Bem Paraná

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