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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ministra de Dilma cumprirá o PNH3 que defende a união gay e a legalização do aborto

A nova ministra da Secretaria de Direitos Humano, Maria do Rosário, afirmou que vai cumprir as metas do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos.

O programa causou polêmica em diversos setores da sociedade ao traçar “diretrizes” e “objetivos estratégicos” que incluem, entre outros, a defesa da descriminalização do aborto, da união civil homossexual, da revisão da Lei da Anistia, da mudança de regras na reintegração de posse em invasões de terras e da instituição de “critérios de acompanhamento editorial” de meios de comunicação.

“Atuaremos de forma integrada às demais áreas de governo, investiremos na transversalidade das ações, objetivando potencializar iniciativas que façam avançar as bases já lançadas de um Sistema Nacional de Direitos Humanos, cumprindo as metas estabelecidas no Programa Nacional de Direitos Humanos”, afirmou a ministra.

A ministra pediu ao Congresso que também aprove proposta de emenda constitucional do trabalho escravo, que prevê a expropriação e a destinação para reforma agrária de todas as terras onde essa prática seja encontrada.

Maria do Rosário prometeu combater a homofobia e a violência contra crianças e adolescentes, tema que trabalhou em todos os seus mandatos na Câmara dos Deputados. “Não descansaremos diante das situações de violência contra as crianças e adolescentes brasileiros, diante da exploração sexual de meninas e meninos, da transformação de seus corpos em produto e da destruição de suas vidas pela lógica do mercado”.

Comissão da verdade
Maria do Rosário tomou posse nesta segunda-feira (3) como ministra da Secretaria de Direitos Humanos prometendo avançar no processo de reconhecimento das violações contra os direitos humanos no período do regime militar.

Durante discurso na cerimônia de posse, ela pediu que o Congresso aprove a criação da comissão da verdade sobre os mortos e desaparecidos durante a ditadura.

O projeto de lei que cria a comissão foi enviado ao Congresso em maio de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aguarda aprovação. De acordo com o projeto de lei, a comissão, que tem por objetivo “promover a reconciliação nacional”, terá a função de “promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior”.

Perfil
Professora da rede pública, Maria do Rosário é pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Educação e Violência Infantil pela mesma universidade. Foi vereadora de Porto Alegre por dois mandatos, deputada estadual e em outubro de 2010 foi eleita para o terceiro mandato consecutivo de deputada federal.

No Congresso Nacional, Maria do Rosário foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou as redes de exploração sexual de crianças e adolescentes. Representou a Câmara na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos durante a Ditadura Militar e foi presidente da Comissão Especial da Lei Nacional da Adoção. Desde 2003, coordena a Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Foi vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e presidente da Comissão de Educação e Cultura.

Nas eleições de 2010, Maria do Rosário coordenou o Programa de Governo da candidata Dilma Rousseff nas áreas de Direitos Humanos, Educação e Políticas para as Mulheres.Fonte: G1.com/Globo

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Serra participa da 50ª Convenção Anual das Igrejas Assembleias de Deus do Paraná - Por Luciano Brito

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra participou nesta terça-feira (26) como convidado de honra da 50ª AGO - Assembleia Geral Ordinária da CIEADEP – Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Paraná realizada em Foz do Iguaçu (PR).

Serra, que foi recebido na ocasião por cerca de 1000 pastores e evangelistas respondeu a várias perguntas e se posicionou sobre alguns dos principais temas que preocupam a igreja evangélica brasileira nestas eleições.

Pastor Ival Teodoro da Silva, presidente da CIEADEP saudou o presidenciável e sua comitiva em nome de todos os convencionais, fez uma breve exposição sobre a Assembleia de Deus no estado do Paraná logo após passou a palavra ao pastor Robson Brito, presidente da AD de Maringá para encaminhar uma série de questionamentos ao candidato Serra.

Inicialmente o presidenciável foi questionado sobre o PNDH 3 - Plano Nacional dos Direitos Humanos, pelo pastor Samuel Moreira, presidente da AD de Almirante Tamandaré afirmou que há avanços contidos no mesmo, mas ressaltou que o PNDH 3 preocupa a igreja em vários pontos.

Serra saudou os presentes na Paz do Senhor e foi muito aplaudido, agradeceu a oportunidade e afirmou que “eu tenho quatro objeções fundamentais ao Plano Nacional dos Direitos Humanos, que foi reafirmado no congresso nacional do PT, depois até no programa de governo apresentado pela candidata do PT na justiça eleitoral” e que foi encaminhado por Dilma à sanção do presidente Lula.

“Eu tenho quatro divergências” ao PNDH 3:

Primeira divergência de Serra ao PNDH 3 é sobre as invasões
"Segundo o plano estabelece que uma invasão de um imóvel, não só um imóvel rural, mas também a um apartamento popular que seja feita, ela não pode ser desfeita por ordem judicial, ela tem como etapa intermediária um debate entre os invasores e o Poder Judiciário. Isso me parece um absurdo, enfraquece o Judiciário e estabelece o caminho para a anarquia dentro da sociedade", declarou.

Segunda divergência de Serra ao PNDH 3 é sobre a liberdade de imprensa
José Serra criticou a censura à imprensa, segundo ele como o PNDH 3 “cria mecanismo de controle da liberdade de imprensa, a criação de comitês de controle e conferência que na prática estabelece a censura à imprensa. A liberdade de imprensa é um ingrediente essencial das democracias. afirmou A gente pode não gostar de coisas que saem na imprensa, outra coisa é querer dizer o que pode e o que não pode sair.”

Terceira divergência de Serra ao PNDH 3 que criminaliza quem é contra o aborto
“Terceiro aspecto é o de criminalizar quem é contra o aborto porque apresenta o aborto como um dos direitos humanos. Logo quem é contra o aborto é contra os direitos humanos, esta cometendo um crime de ser contra os direitos humanos, esses direitos que prevêem o aborto, ou seja, não é apenas quem prega o aborto , criminaliza quem seja contra o aborto, isso ta claro”.

Quarta divergência de Serra ao PNDH 3
Para Serra o PT quer interferir nas religiões, “a limitação e proibição de símbolos religiosos afeta até mais a igreja católica que tem mais símbolos, mas é uma interferência religiosa ninguém propõe no Brasil o estado religioso o estado é laico, mas o Brasil tem suas tradições na sociedade entre outras coisas a nossa Constituição brasileira diz que foi elaborada sobre a proteção de Deus eu votei isso na Constituição não adianta negar me parece um caminho para interferência nas religiões“

Serra promete vetar a Lei da Mordaça Gay

Serra prometeu vetar o projeto de lei 122 que foi aprovado na Câmara e que ainda não foi votado no Senado, inquirido pelo pastor Robson Brito sobre o assunto prometeu que se eleito vetará a Lei da Homofobia do jeito que esta, caso ela seja aprovada pelo Congresso.

"Uma coisa é perseguir é fazer grupos de extermínio ou de violência contra os gays, como tem acontecido e já ocorreu em São Paulo, outra coisa é, proibir que as igrejas preguem contra atos homossexuais entre seus fiéis. Eu vetarei essa Lei.” Para Serra o projeto como está, passa a perseguir as igrejas que combatem a prática homossexual, e as igrejas tem todo direito de fazer a pregação contra o homossexualismo.

Ele disse também que, se eleito, não terá dificuldades de fazer a maioria no Congresso, "sem barganhas" para evitar a aprovação da lei.

O presidenciável ao ser questionado pelo pastor Luciano Gonçalves da AD de Cascavel sobre qual seria o posicionamento dele enquanto presidente da república no que tange a política internacional em relação a regimes ditatoriais, antidemocráticos e que permitem como no caso do Irã a autoridade dos ayatolás, supostos representantes de deus na terra e a manifestação formal do governo federal feita pelo Presidente da República Islâmica do Irã Mahamoud Ahmadinejad do desejo de extermínio da nação de Israel, Serrra criticou a amizade do presidente Lula com o presidente do Ira e afirmou que deveria ser mais diplomática.

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sábado, 9 de outubro de 2010

Dilma e o aborto. Calúnia na internet, mentira ou hipocrisia?

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CNBB Sul faz apelo e recomenda para que os brasileiros não votem no PT

Em nota, Regional Sul 1 pede divulgação do texto "Apelo a todos os Brasileiros e Brasileiras"

NOTA DA COMISSÃO EPISCOPAL REPRESENTATIVA DO CONSELHO EPISCOPAL REGIONAL SUL 1 – CNBB

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico “http://www.cnbbsul1.org.br/”.

São Paulo, 26 de Agosto de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,


- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB - Publicado em 27/08/2010 09:56 - Disponível em http://www.cnbbsul1.org.br/index.php?link=news/read.php&id=5742

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

PARA DILMA ABORTO É UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA, E PARA VOCÊ?





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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Serra diz ser contra a legalização do aborto

Afirmação do tucano foi uma resposta à declaração da CNBB, que defendeu voto 'pró-vida'

O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, afirmou nesta quarta-feira, 12, ser contra a legalização do aborto. "Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não vou tomar essa iniciativa", declarou o tucano, após entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT.

Atualmente o aborto é autorizado apenas em alguns casos, como no de estupro e quando há risco de morte para mãe. A afirmação do tucano foi uma resposta à declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgada ontem, na qual há ponderações sobre o momento político nacional.

Segurança

Serra aproveitou a presença em mais um programa de TV popular para falar sobre a questão da segurança pública. Voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública e disse que, se necessário, devem ser feitas mudanças na Constituição para facilitar o combate à criminalidade.

O tucano destacou, no entanto, achar desnecessário promover tais alterações na lei. "Mas alguém diz: não, porque a Constituição... Então muda a Constituição, se for esse o problema. Mudam para tanta coisa, né?"

Serra disse ser a favor do envolvimento do governo federal no combate à violência e citou o caso da Bahia, Estado governado pelo petista Jaques Wagner, em que as estatísticas oficiais mostram a violência acima da média nacional.

Supervisão

"Acho que o governo federal tem que se envolver, inclusive para supervisionar os Estados que não estão trabalhando bem. No Brasil, como um todo, a segurança é grave. Em alguns lugares, tem evoluído mais gravemente que nos outros. E aí tem que ver o que está acontecendo. Pode ter alguns governos que não estão trabalhando bem", completou.

Serra falou no programa sobre a queda de 70% nos homicídios em São Paulo nos últimos dez anos. Questionado, mais tarde, sobre aumento dos homicídios no Estado no primeiro trimestre, disse: "Você tem que pegar no médio e no longo prazo. Não pode pegar um trimestre para poder raciocinar."

No final do programa, Ratinho fez uma série de perguntas curtas ao tucano. Serra classificou Lula como "um homem muito simpático", disse que Dilma era "uma mulher de valor, assim como Marina (Silva)" e declarou que o pedágio é "como a morte": "Coisas das quais a gente não escapa." Afirmou ainda que os políticos são "um mal necessário", mas que há exceções. Fonte: Agência Estado

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Dilma afirma que aborto é ‘questão de saúde pública’

Petista ressaltou que mudança é 'processo que tem que ser discutido com a sociedade'

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, declarou que aborto é uma questão de saúde pública. "Um governo não tem de ser a favor ou contra o aborto. Tem que ser a favor de uma política pública", afirmou. "Aborto não é questão de foro íntimo meu, seu, da Igreja, de quem quer que seja; é uma questão de saúde pública."

Em termos de saúde pública, segundo a ex-ministra, o aborto para ser possível tem de estar previsto em lei. "E mudança é um processo que tem que ser discutido com a sociedade e tem que ver o que um governo fará."

A pré-candidata disse não ser possível "deixar que as mulheres das classes populares utilizem métodos medievais como agulha de crochê, chás absurdos e outras práticas enquanto outras pessoas têm acesso ao serviço".

"Ninguém fala ‘eu quero fazer aborto’. É uma violência contra a mulher", acrescentou. Ela contou que, "graças a Deus", não precisou fazer. "Mas conheci gente que fazia e entrava chorando e saia chorando."

Dilma qualificou o diálogo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém com o governo iraniano de "uma ação humanitária", durante entrevista a seis jornalistas do Grupo RBS, ontem, em Porto Alegre.

Questionada sobre "uma certa condescendência do governo com um regime que sofre críticas por não seguir normas internacionais de conduta democrática", a ex-ministra deu a entender que o Brasil pode fazer "uma tentativa de construir um caminho em que haja abandono das armas nucleares como armas de agressão e passe ao uso pura e simplesmente pacífico da energia nuclear". Lula vai a Teerã nos dias 15 a 17 de maio.

Em outro trecho da entrevista de uma hora e meia, Dilma abordou as possíveis restrições à importação de alimentos industrializados brasileiros pela Argentina e admitiu que o País pode recorrer a retaliações. "Não acho adequado o que foi feito pela Argentina com o Brasil. Primeiro foi sem uma manifestação formal. E existe a possibilidade de retaliar uma medida tão agressiva como esta", afirmou. Fonte: Agência Estado

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domingo, 21 de março de 2010

Obama garante que reforma da saúde não dará recursos para aborto

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou neste domingo planos para emitir uma ordem executiva garantindo que a reforma do sistema de saúde, em discussão na Câmara dos Representantes, não vai alterar as restrições federais para verbas para a realização de abortos.

O diretor de comunicações da Casa Branca, Dan Pfeiffer, disse que esta ordem prevê salvaguardas para garantir a atual situação das verbas federais para aborto. A atual política federal de longo prazo sobre o aborto impede que verbas da Casa Branca sejam usadas para a realização de abortos, exceto em casos de estupro, incesto e quando a vida da mãe está em perigo.

Com isso, estaria garantido que as beneficiárias da reforma do sistema de saúde não utilizariam os planos de saúde para procedimentos médicos abortivos.

A decisão de Obama tem como objetivo convencer deputados democratas a votar a favor da reforma da saúde, que está em processo de votação no Capitólio. Muitos deles são antiaborto, e temiam que a nova lei abrisse uma brecha para a realização dos abortos com recursos federais.

O anúncio teve resultado imediato: o congressista Bart Stupak, líder de um grupo de congressistas democratas católicos, anunciou que apoiará a medida. O grupo que ele comanda estava reticente em apoiar a reforma. Sem o voto desse grupo, seria difícil que os democratas obtivessem os 216 votos que precisariam para aprovar a reforma.

Votação

Após uma série de debates, os deputados americanos estão votando no texto-base da reforma da saúde. Caso seja aprovada, a reforma considerada prioritária pelo governo de Barack Obama, seguirá direto para sanção presidencial.

Os democratas precisam de 216 dos 431 votos da Câmara para garantir a aprovação da reforma.

Os republicanos, 178 no total, dizem que não vão apoiar o projeto de lei. Os líderes democratas trabalham há semanas com seus correligionários mais conservadores, inclusive cerca de dez antiaborto. Segundo estimativa do jornal "Washington Post", os democratas estão divididos entre 198 "sim", 31 "não" e 24 indecisos.

Vários democratas do alto escalão foram à imprensa americana neste domingo para garantir que terão votos suficientes para a aprovação da reforma no sistema de saúde.

A batalha política sobre a reforma da Saúde tem consumido o Congresso há mais de nove meses, reduzindo a aprovação de Obama e deixando preocupados os deputados democratas que enfrentam reeleição em novembro.

Neste domingo, os congressistas votarão dois projetos de lei diferentes após duas horas de debate. Um é o que foi aprovado pelo Senado em dezembro, e que, se receber o sinal verde da câmara, vai levado para que Obama o sancione. O segundo introduz uma série de emendas no primeiro. Se este for aprovado, passará para o Senado, que, segundo o acordo fechado pelos democratas, o aprovará sem mudanças e ainda ao longo desta semana.

A reforma, na qual Obama apostou grande capital político, pretende ampliar a cobertura dos serviços de Saúde para 32 milhões de norte-americanos sem convênio médico e coibir práticas como a recusa de cobertura para as pessoas com condições médicas preexistentes.

O programa ainda prevê que todos os norte-americanos tenham acesso a convênios médicos, mas vai oferecer subsídios para ajudar trabalhadores de baixa renda a pagarem por eles. Também vai estabelecer regras que possibilitem indivíduos e grupos trocarem e compararem planos de saúde. Fonte: Folha Online com agências internacionais.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Programa de Direitos Humanos é “desumano”, afirma jurista

O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) contém uma série de diretrizes inconstitucionais que pode desestabilizar o equilíbrio de Poderes no Brasil.

O alerta é lançado pelo jurista Ives Gandra Martins, doutor em Direito com reconhecimento internacional e mais de 40 livros publicados e traduzidos em mais de dez línguas em 17 países. “É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana”, salienta.

Entre as propostas polêmicas contidas no Programa, ações que pretendem descriminalizar o aborto, reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, garantir o direito de adoção por casais homoafetivos, impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, desestabilizar o direito à propriedade privada (com a criação de câmaras de conciliação dos conflitos, sejama grários ou urbanos), bem como a regulamentação profissional da prostituição.

Ives é taxativo: “Eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta. Ele leu e disse: ‘Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor’. Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale”.

Nesta entrevista exclusiva ao noticias.cancaonova.com, o jurista explica os pontos cruciais do PNDH-3 e aponta a inconstitucionalidade das propostas.

noticias.cancaonova.com: Como o senhor avalia o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)?

Ives Gandra Martins: Na minha opinião, o decreto que institui o PNDH-3 é inteiramente inconstitucional. Ele é editado pelo Poder Executivo, mas atinge aspetos que dizem respeito às prerrogativas próprias do Poder Legislativo, contra o artigo 49 da Constituição Federal (CF): “É da competência exclusiva do Congresso Nacional: [...] V – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa“.

O pior é que tudo isso é uma escarrada repetição da Constituição Venezuelana. Em outras palavras, é o regime marxista que temos na Venezuela que nossos aprendizes de ditadores, aprendizes de revolução chavóide [Hugo Chávez, presidente da Venezuela] estão pretendendo colocar no Brasil. O que se pretende é dar um novo status jurídico ao Brasil, a caminho da ditadura, em que o Poder Executivo é tudo e os outros poderes são nada.

É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana, através do qual só pode falar nesse país quem for materialista, ateu, não acreditar em Deus e se pautar pela cartilha desses cidadãos.

noticias.cancaonova.com: Mas um dos principais argumentos do governo é exatamente o pluralismo do plano, que incorpora resoluções da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos (realizada em Brasília entre 15 e 18 de dezembro de 2008), bem como propostas aprovadas em mais de 50 conferências nacionais temáticas promovidas desde 2003. Em sua nota de esclarecimento, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Sedh) explica que mais de 14 mil pessoas estiveram envolvidas diretamente na elaboração do programa, além de consulta pública.

Ives Gandra: Uma sociedade de 190 milhões de habitantes não é representada por 14 mil amigos do rei. Por outro lado, quando eles colocam esses números, evidentemente nós sabemos que essas ONG’s e outras organizações são quase todas montadas, monitoradas, organizadas por eles mesmos.

E eu não acredito que haja um número em que todos tenham opinado com consciência. Eu posso formar um grupo maior e apenas uns poucos decidirem por todos, como em uma reunião de uma sociedade em que ninguém vai mas a diretoria publica as decisões em nome de todos. Tenho minhas sérias dúvidas se essas 14 mil pessoas estiveram presentes para dizer que eram favoráveis a essa tomada de posição.

Na verdade, eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta. Ele leu e disse: “Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor”. Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale.

noticias.cancaonova.com: Esse Programa deveria ser elaborado com base no modelo da democracia deliberativa, em que o peso dos argumentos de grupos distintos é o que importa, e não sua representatividade?

Ives Gandra: Um plano de Direitos Humanos tem que ser elaborado pelos representantes do povo. Não existe, a meu ver, uma democracia deliberativa que possa decidir independentemente dos verdadeiros representantes do povo.

Eu só acredito em democracia em que haja equilíbrio de poderes. Toda democracia que elimina o Legislativo, elimina o Judiciário, mesmo com consultas populares, é uma ditadura, é permitir que o povo seja manipulado permanentemente por plebiscitos e referendos em que, na verdade, não se discute nada com profundidade. Eu pergunto sim e não para o povo, mas não discuto todos os meandros que só podem ser discutidos efetivamente pelo Poder Legislativo. Então, isso significa dizer que faço um plano sobre determinados direitos e excluo aqueles que estão vinculados a esses direitos.


noticias.cancaonova.com: O senhor poderia citar exemplos da inconstitucionalidade do decreto?

Ives Gandra: O decreto em si também fere por inteiro a Constituição. Direitos que eles consideram humanos são tratados de modo distinto na CF.

Por exemplo, a CF garante que é inviolável o direito à vida do ser humano. Logo, o aborto, o homicídio uternino, a morte de nascituros entra em choque com o que garante o Artigo 2º do Código Civil: “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro“. Com o PNDH-3, o homicidio uterino como “direito humano” fica consagrado.

A prostituição é uma chaga para a sociedade. Não se pode dizer que, como direito humano, o governo federal valorizará a prostituição, o lenocícino, o meretrício. Deve-se trabalhar para que essas mulheres encontrem uma profissão digna. Um decreto que valorize isso é evidentemente algo que afeta a dignidade humana, que está na essência dos direitos humanos.

O cidadão tem uma casa, é invadida por alguém, a partir desse momento, o invasor tem mais direito que o proprietário, pois se ele pretender uma reintegração de posse, o Poder Judiciário deixa de estar habilitado para fazê-lo. Uma comissão, formada pelo invasor, decide se o Poder Judiciário poderá, ou não, executar a reintegração. Ora, a CF declara, no artigo 5º: “XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito“.

No PNDH-3, por exemplo, defende-se que sindicatos e centrais de trabalhadores terão mais força que os parlamentares na definição de programas, fazendo com que plebiscitos e referendos, como acontece na Constituição Venezuelana, tenham muito mais importância que a própria representação do Parlamento ou Poder Judiciário, que é aquele que faz respeitar a lei. Isso faz com que se adote aquele modelo que prevalece hoje na Venezuela, isto é, Poder Executivo e povo consultado e manipulado por esse Poder, sendo os outros Poderes secundários, sem nenhum valor.

Com relação à família, a CF, no artigo 226, diz: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. § 3º – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento“. Fica claro que ela deve ser constituída por um homem e uma mulher, bem como o homem e a mulher e seus decendentes em caso de separação e viuvez. Mesmo assim, a família sempre tem origem na união entre o homem e a mulher.

Quando se busca dar o mesmo status de família para casais homoafetivos, pode-se dizer que a CF nada vale, pois se quer mudar uma cláusula pétrea, dizendo que é família a união entre dois homens ou duas mulheres que não podem gerar filhos. Se a família tem o sentido de garantir perpetuação da espécie, criação da prole, educação, formação da sociedade, casais de homens e mulheres não tem, até por questões biológicas, condições de gerar filhos. Isso fere, portanto, a meu ver, uma cláusula pétrea.

noticias.cancaonova.com: O que caracteriza uma cláusula pétrea?

Ives Gandra: Na cláusula pétrea, os direitos individuais não podem ser modificados. Se o artigo 226 coloca a família como base da sociedade, vale dizer que toda a CF é formada para a sociedade, que só existe com base na família. Se eu não posso modificar dispositivos como o direito à privacidade, com muito mais razão aquilo que é a própria essência da sociedade também não pode ser modificado. Qualquer mudança nesse sentido é inconstitucional, pois cláusula pétrea nem uma emenda constitucional pode alterar.

noticias.cancaonova.com: Em nota emitida pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, afirma-se que: “Ao apoiar projeto de lei que dispõe sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo e ao prever ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos, o PNDH-3 tem como premissa o artigo 5º da Constituição (Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…). Considera ainda as resoluções da 1ª Conferência Nacional LGBT, realizada em junho de 2008, marco histórico no tema. O programa também está em consonância com tendência recente da própria jurisprudência, que vem reconhecendo o direito de adoção por casais homoparentais”.

Ives Gandra: Eles mesmos dizem que a união entre duas pessoas do mesmo sexo é uma opção sexual. A opção sexual só pode acontecer depois de se ter, enfim, crescido e adotado essa opção. A opção natural é de um homem gostar de uma mulher. Essa opção natural, biológica, aquela que permite a geração de filhos, é da união entre um homem e uma mulher, como a CF previu.

Ora, se é uma opção, como se permitir a adoção de uma criança, que primeiro teria que ter sua opção biológica, se ela já começar a ser trabalhada por uma casal que já fez sua opção sexual e preparará a criança no sentido de ter a mesma opção, contra a natural?

É evidente que para o cidadão que queira viver com outro cidadão, existem mecanismos na lei, de contratos, de direitos obrigacionais, mas não como uma família. O que se está pretendendo é transformar a família, contra a natureza biológica e contra aquilo que a própria CF diz e não pode ser mudado.

Logo, isso de dizer que todos são iguais, não podem ser iguais contra a CF, que elenca as hipóteses em que ela, através de cláusulas pétreas, diferencia aquelas desigualdades que fazem com que o princípio da igualdade seja observado. Uma das formas, efetivamente, de preservar o princípio da igualdade é permitir que ele se realize no limite das desigualdades das pessoas.

noticias.cancaonova.com: Uma das ações do PNDH-3 prevê mecanismos que impeçam a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União. A Sedh explica: “O PNDH-3 tem como diretriz a garantia da igualdade na diversidade, com respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado brasileiro, prevista na Constituição Federal”.

Ives Gandra: No momento em que o próprio decreto prevê que símbolos religiosos devem ser afastados, em um país que 97% das pessoas acreditam em Deus [citando dados de uma pesquisa do DataFolha], é como se dissessem: “Há uma ditadura de 3% da sociedade e vamos impor aos outros a obrigação de não ter nas repartições públicas símbolos religiosos”.

É como quem dissesse: “Estado laico é Estado ateu, e somente quem não acredita em Deus e não tem religião pode opinar. Vocês podem, escondidos, sem mostrar para os outros, acreditar em Deus, mas não queremos ter símbolos que representam valores”. Afinal, é evidente: quem quer valorizar a prostituição não pode aceitar valores e símbolos religiosos que objetivam a união e a fraternidade entre os povos.

noticias.cancaonova.com: Existe algum dispositivo legal que garanta os crucifixos nestes locais?

Ives Gandra: Não existe nenhum dispositivo legal que determine, mas também a criação de um dispositivo que elimine seria, a meu ver, contra aquilo que caracteriza a tradição do país. Considero que a CF percebe a religião como depositária de valores, de valores superiores do ser humano, de valores que elevam a dignidade da pessoa humana, e não a desvalorização da pessoa humana.

noticias.cancaonova.com: Outros segmentos religiosos também poderiam evocar a tradição como justificativa para expor seus símbolos em locais públicos?

Ives Gandra: Acredito que não, pois são valores que entraram posteriormente. Nos tribunais, sempre foi tradição ter o crucifixo, que tem um aspecto inclusive emblemático, pois representa o símbolo da justiça e, ao mesmo tempo, leva todo o magistrado a pensar permanentemente naquele que foi o julgamento mais injusto da história. O símbolo serve como ponto de reflexão e transcende a própria religião. Isso me parece que, independentemente das religiões, deveria ser sempre mantido.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que cabe a cada tribunal decidir se deseja ou não manter o crucifixo. Neste particular, se o magistrado for um ateu e não quiser o crucifixo, ele tem o direito de não colocar. Isso vale para toda a magistratura do Brasil e me parece adequado. Agora, impor que mesmo os que queiram ter não possam ter é, evidentemente, fazer a ditadura do agnosticismo, ateia, daqueles que não acreditam.

noticias.cancaonova.com: Então, o que se tem é um entendimento errado do que seja Estado Laico? Como viver, de forma sadia, a dimensão pública da religião?

Ives Gandra: A Introdução da CF expressa: “Nós, representantes do povo brasileiro, [...] promulgamos, sob a proteção de Deus“. Que Deus é esse? Toda a CF foi promulgada sob a proteção de Deus.

Na verdade, o que eu vejo é que todos tem o direito de não acreditar em Deus. Se todos tem essa liberdade, por que tentar impor, dizendo que Estado laico é aquele em que não se pode ter nenhuma demonstração religiosa? Eles confundem Estado laico com Estado ateu. No laico, as deliberações não são tomadas à luz da religião, todos tem liberdade e os valores e tradições são conservados. Já no ateu, o que se busca é substituir símbolos religiosos pela visão que não quer símbolo nenhum.

noticias.cancaonova.com: Qual a sua opinião sobre a criação da Comissão Nacional da Verdade, que investigaria a responsabilidade de atos criminosos praticados durante o período da ditadura militar?

Ives Gandra: Nós estamos vivendo um momento em que o Brasil pode se projetar com paz para o futuro, encontrar caminhos novos, discutir em uma eleição programas futuros de crescimento. Não é preciso voltar à década de 60, à realimentação do ódio. Nós temos tortura hoje, nos diversos estados, na polícia, e é isso que tem que ser procurado. Temos que por uma pedra no passado e tentar equacionar o Brasil de hoje.

noticias.cancaonova.com: O Governo Federal poderia ter apresentado o Plano dessa forma?

Ives Gandra: Tudo isso, de rigor, já ganhou um formato jurídico que não deveria ter; deveria ser, no máximo, uma proposição, que passaria ou não no congresso. Da forma como foi feito, eu acredito que vai haver discussões preliminares no Congresso, quando projetos forem enviados.

O Decreto, embora tenha o contorno de carta de intenções, já tem o formato de comando jurídico.

Enfim, é um plano com viés ideológico bem claro, de pessoas que se realimentam do ódio passado, mas que, felizmente, por todas as suas deficiências, não tem chance de passar no Congresso. É nisso que eu acredito.

O que é o PNDH-3?

O Programa foi apresentado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (Sedh) da Presidência da República em 21 de dezembro de 2009; é visto como uma ação integrada de governo e política de Estado, que não deve ter sobressaltos com a alternância de poder.

Estão previstas mais de 500 ações programáticas em diversas áreas, elencadas em um texto com mais de 200 páginas. O documento é estruturado em seis eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas.

A primeira versão do Programa (PNDH-1) foi lançada em 1996, com especial ênfase em direitos civis e políticos. Em 2002, o texto foi revisto e publicado o PNDH-2, que destacou direitos econômicos, sociais e culturais. A revisão agora proposta buscaria tratar de forma integrada múltiplas dimensões dos Direitos Humanos.Fonte: Canção Nova

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Em panfleto, CNBB chama Lula de “novo Herodes” por plano de direitos humanos

Herodes, aquele que, segundo a Bíblia, ordenou a “matança dos inocentes”, é como a Igreja Católica agora denomina o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em panfleto distribuído em São Paulo contra pontos dos quais discorda no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado em dezembro pelo governo.

No livro de São Mateus, Herodes ordena o extermínio de todas as crianças menores de dois anos em Belém, na Judeia, para não perder seu trono àquele anunciado como o recém-nascido rei dos judeus, Jesus Cristo. Para a igreja, o “novo Herodes” autorizará o mesmo extermínio anunciando-se a favor da descriminalização do aborto.

No panfleto, intitulado “Presente de Natal do presidente Lula”, a Comissão Regional em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), contesta este e outros pontos do já polêmico plano. “Herodes mandou matar algumas dezenas de recém-nascidos (Mt 2,16). Com esse decreto, Lula permitirá o massacre de centenas de milhares ou até de milhões de crianças no seio da mãe!”, incita o documento.

Segundo Dom José Benedito Simão, presidente da comissão e bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, a igreja não é contra o plano em sua totalidade, mas considera que quatro deles “agridem” os direitos humanos. Além da questão do aborto, são eles: união civil entre pessoas do mesmo sexo, direito de adoção por casais homoafetivos e a proibição da ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.

“Não é uma campanha contra o projeto, mas alguns pontos em que acreditamos que ele agride e extrapola os direitos humanos e o direito à vida”, critica Dom Simão. “O que nós contestamos é a falta de sensibilidade desse decreto, que funciona como um projeto, e não ajuda em nada ao Estado Democrático de Direito em que queremos viver. Não queremos cair em outra ditadura. Esse decreto é arbitrário e antidemocrático”, completa.

Segundo Dom Simão, que também é bispo da Diocese de Assis, no interior de São Paulo, a intenção é ampliar a distribuição e divulgação do panfleto em todas as cidades do Estado e também pela internet. “Ele [o plano] não está a favor do Brasil. Agora vem o presidente dizer que não sabia, que assinou sem ler? Como vai assinar se não leu?”

Sobre a questão da retirada dos crucifixos, o bispo defende que não somente os símbolos da Igreja Católica estejam presentes, como também o de outras religiões. “Nós não queremos que retire, queremos é que se coloquem mais símbolos ainda. A igreja sempre defendeu os direitos humanos e vai apoiar o governo em tudo o que for a favor da vida. Mas esse plano tem que ser revisto sim. O governo só reviu a questão dos militares, mas nesses quesitos não está querendo rever. Que princípios o governo quer defender com esse projeto?”

A CNBB nacional também criticou os mesmos pontos no programa, por meio de nota oficial. Mas sua assessoria de imprensa disse desconhecer a distribuição do panfleto, alegando que o regional tem autonomia para determinadas ações, que não precisam passar pelo seu crivo. A assessoria informou ainda que a CNBB nacional não irá se manifestar sobre o panfleto.

O Regional Sul 1 também informou que a comissão tem autonomia e que o panfleto não precisaria ser aprovado pelo presidente da sede para ser distribuído. O regional coordena oito subregionais: Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto 1, Ribeirão Preto 2, São Paulo 1, São Paulo 2 e Sorocaba, cada uma delas englobando pelo menos quatro cidades do Estado.

O UOL Notícias entrou em contato com a Presidência da República. A assessoria de imprensa informou que o governo não irá se pronunciar.

Em busca de direitos

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que congrega 220 organizações congêneres, apoia o programa de direitos humanos. Em nota oficial, o presidente da entidade, Toni Reis, afirma que a associação participou da elaboração e defende que “os direitos sexuais de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são direitos humanos e, por isso, direitos fundamentais a serem respeitados em uma sociedade democrática”.

Atualmente, o aborto é considerado crime no Brasil, exceto em duas situações: gravidez decorrente de estupro e quando há risco de morte à mãe. No Código Penal, o aborto é enquadrado como crime contra a vida, com penas que variam de um a 10 anos de prisão.

O casamento homossexual também não é permitido, mas a união civil entre pessoas do mesmo sexo está em vias de ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal. A adoção por casais homoafetivos ocorre, mas é rara. Faz parte de uma jurisprudência ainda minoritária, formada por decisões favoráveis em primeira instância com base no direito constitucional à família.

O polêmico plano

Aprovado em dezembro, o PNDH-3 traça recomendações ao Legislativo para a futura elaboração de leis orientadas a casos que envolvam os direitos humanos no país. Um dos pontos mais controversos prevê a criação de uma Comissão da Verdade, para investigar casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar.

A medida gerou desentendimentos entre militares e a pasta de direitos humanos, e culminou em uma alteração no plano, assinada por Lula no último dia 14, suprimindo a expressão “repressão política”, para englobar qualquer conflito no período.

A mudança não encerrou a discussão, já que outras polêmicas foram mantidas, como a tentativa de controle da imprensa e a não repreensão às invasões de terra, alvos de críticas de entidades como a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Em nota, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que elaborou o programa, diz que ele incorpora propostas aprovadas em cerca de 50 conferências nacionais, realizadas desde 2003, e que sua versão preliminar esteve disponível durante 2009 para sugestões e críticas.Fonte: UOL/Padom

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“Sereis como deuses…” Por Pe Luiz Carlos Lodi da Cruz

…a promessa do Presidente Lula no seu Programa Nacional de Direitos Humanos.

Adão e Eva podiam comer de todas as árvores do jardim. A única proibição era que eles decidissem por si mesmos o que é bem e o que é mal (Gn 2.16-17).

A serpente enganou o primeiro casal dizendo que a felicidade deles estaria em desobedecer a Deus. Comendo do fruto proibido, eles estariam agindo “como deuses, versados no bem e no mal” (Gn 3.5). Ser livre para satisfazer os próprios caprichos, sem se importar com as leis que o Criador inscreveu na natureza: eis a libertação do homem!

Todos nós conhecemos as tristes consequências dessa rebelião contra Deus, dessa reivindicação de uma falsa autonomia diante do Criador.

* * *

No dia 21 de dezembro de 2009, às vésperas da Solenidade do Natal do Senhor, o presidente Lula presenteou os brasileiros com o Decreto 7037/2009[1], que aprovou o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ao povo foi oferecido o direito de agir ignorando a Deus e não se importando com as leis naturais.

“Não matarás” (Ex 20.13)

Segundo Lula, seremos felizes não se respeitarmos a vida, mas se tivermos o direito de matar. Por isso o governo pretende “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos” (Eixo orientador IV, diretriz 9, objetivo estratégico III ação programática g).

Usando a inverdade de que existem casos em que o aborto é “legal” no Brasil, o Estado já vem financiando sua prática em nossos hospitais. É desejo do governo “implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado (sic), garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso” (Eixo Orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico II, ação programática g).

“Homem e mulher os criou” (Gn 1.27)

Segundo Lula, a complementaridade natural dos sexos não precisa ser respeitada. Essa lei, segundo a qual somente um homem e uma mulher podem casar-se entre si, é apelidada de “heteronormatividade”. O governo se propõe “desconstruir” essa regra, reconhecendo novas formas de família. Pretende “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares (sic) constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade (sic)” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática d). Pretende ainda “apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo” e “promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos” (Idem, ações programáticas b, c).

Tão grande é a autonomia proposta pelo governo, que ninguém deve ser obrigado sequer a aceitar o próprio sexo. Quem estiver insatisfeito, pode ir ao SUS a fim de fazer uma cirurgia “transexualizadora”. O decreto promete “garantir o acompanhamento multiprofissional a pessoas transexuais que fazem parte do processo transexualizador no Sistema Único de Saúde e de suas famílias” (Eixo orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico IV, ação programática p).

“Não cometerás adultério” (Ex 20,14)

Em matéria sexual, o governo oferece a felicidade através da liberdade. Todos devem ter direito à “livre orientação sexual” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V). Não deve haver liberdade, porém, para se opor ao homossexualismo. Essa conduta, apelidada de “homofobia”, deve ser combatida pelo Estado. Para isso, o governo pretende “fomentar a criação de redes de proteção dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), principalmente a partir do apoio à implementação de Centros de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (sic) e de núcleos de pesquisa e promoção da cidadania daquele segmento em universidades públicas” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática g).

A prostituição não deve ser combatida, mas reconhecida como uma profissão. Segundo o governo, é preciso “garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão” (Eixo Orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico VI, ação programática n). Pretende-se ainda quebrar a imagem negativa das mulheres prostitutas: “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo” (Eixo orientador III, diretriz 9, objetivo estratégico III, ação programática h).

“Não roubarás” (Ex 20.15)

Um dos grandes entraves do governo petista em seu apoio às invasões de terra é a ação de reintegração de posse. Por esse meio processual, o proprietário tem restituído o direito à posse de que havia sido privado pelo invasor. O decreto do presidente Lula dá a entender que se pretende dificultar o cumprimento dessas ordens judiciais: “propor projeto de lei voltado a regulamentar o cumprimento de mandados de reintegração de posse ou correlatos, garantindo a observância do respeito aos Direitos Humanos” (Eixo orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico VI, ação programática b). De fato, se invadir propriedade privada é um direito humano, é lógico que o governo queira mudar a lei para garantir o exercício desse direito.

“Amarás o Senhor teu Deus” (Dt 6.4)

Se, conforme pensa o governo, Deus é inimigo do homem por cercear sua liberdade, é necessário expulsar a Deus. Por isso o decreto prevê “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico VI ,ação programática c). A preocupação de Lula é compreensível: a presença de um crucifixo nos prédios dos Ministérios, do Congresso Nacional e dos Tribunais é incômoda para os que pretendem condenar inocentes à morte.

* * *

Como ocorreu no jardim do Éden, as promessas de Lula são ilusórias. O convite à liberdade esconde uma dura escravidão.

Se, por exemplo, são direitos humanos o aborto, o homossexualismo e a prostituição, o governo pretende punir os que ousarem falar contra esses “direitos”. O decreto prevê diversas penalidades para os meios de comunicação social que contrariarem sua ideologia: “propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas” (Eixo Orientador V, diretriz 22, objetivo estratégico I, ação programática a).

Como se vê, estamos às portas de uma ditadura.

Quem assinou o decreto?

O decreto 7037/2009 traz a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus ministros. Entre eles figura Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República.

Conclusão de tudo isso: um cristão não pode votar no Partido dos Trabalhadores.

Anápolis, 11 de fevereiro de 2010

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União em 22/12/2009.

Fonte: www.juliosevero.com

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Evangélico que matou médico que fazia abortos pode ser condenado a prisão perpétua

Scott Roeder, de 51 anos, se declarou inocente da acusação de assassinato, alegando que havia cometido homicídio para prevenir males maiores.

Ele baleou o médico George Tiller, um dos poucos que praticava abortos em estágios avançados da gravidez no Kansas, em uma igreja na cidade de Wichita, em 31 de maio de 2009.

Roeder pode pegar prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional somente após 25 anos. Ele deve receber a sentença no dia 9 de março.

Os juizes levaram apenas 37 minutos para declará-lo culpado de assassinato em primeiro grau.

Ele foi acusado ainda de agressão grave por ter apontado uma arma contra dois funcionários da igreja após balear Tiller.

Crime
Tiller praticava abortos após as 21 semanas de gravidez

Os advogados de Roeder esperavam que ele pudesse ser condenado por uma crime menor, de homicídio voluntário.

Mas o juiz Warren Wilbert decidiu que essa acusação não poderia ser considerada porque o aborto, inclusive em estágio avançado, é permitido por lei no Kansas.

O juiz descartou ainda a possibilidade de acusá-lo por assassinato de segundo grau, que não envolve premeditação.

Na quinta-feira, Roeder disse ao Tribunal em Wichita que fez o que achava que era “necessário para proteger as crianças”.

“Eu atirei nele”, disse Roeder. “Se eu não fizesse, os bebês morreriam no dia seguinte”.

O correspondente da BBC em Washington Adam Brookes disse que Tiller vinha sendo alvo de muitos ativistas contra o aborto por muitos anos porque praticava abortos, especialmente em estágios avançados.

A clínica do médico era uma das três nos EUA que praticavam o aborto nesse estágio, ou seja, depois de 21 semanas de gravidez.

A segurança do estabelecimento foi reforçada após um ataque a bomba em 1986. O médico já havia sobrevivido a um ataque contra sua vida em 1993.Fonte: BBC Brasil/ Gospel+

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domingo, 8 de novembro de 2009

Relançada petição na ONU em favor dos bebês em gestação - Por Austin Ruse

Relançada petição na ONU em favor dos bebês em gestação
Petição busca um milhão de assinaturas

WASHINGTON, D.C., EUA, 22 de outubro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Uma coalizão internacional de grupos pró-vida e pró-família relançou uma petição que espera ajuntar um milhão de assinaturas em apoio da criança em gestação e da família tradicional.

Grupos dos Estados Unidos, Polônia, Espanha e outros países europeus lançaram a petição no outono passado e naquela ocasião ajuntaram aproximadamente 500.000 assinaturas, que foram apresentadas para seletos embaixadores na Organização das Nações Unidas (ONU) e numa coletiva à imprensa que foi transmitida em toda a sede da ONU. Os grupos incluíam C-FAM, Concerned Women for America, United Families International, todos dos Estados Unidos, junto com a Federação Polonesa de Grupos Pró-Vida e o Instituto Espanhol de Políticas da Família. Um proeminente parlamentar de Honduras também participou da coletiva à imprensa.

O propósito da petição é persuadir os países membros da ONU a começar a interpretar a Declaração Universal dos Direitos Humanos como protegendo a criança em gestação contra o aborto e também para reconhecer o casamento tradicional e o direito de os pais educarem seus filhos.

Os organizadores lançaram a petição parcialmente em reação aos esforços de grupos pró-aborto no ano passado de usar a ocasião do 60º Aniversário da Declaração Universal para promover um direito ao aborto.

A petição pró-vida, que pode ser assinada aqui numa de 19 línguas, especificamente faz referências a trechos da Declaração Universal que podem ser interpretados de forma pró-vida e pró-família pelos países. Por exemplo, a Declaração Universal diz: “Todos têm o direito à vida”. Embora não esteja evidente que os elaboradores tivessem a intenção de incluir a criança em gestação nessa preparação, os países poderão interpretar o documento desse jeito.

A Declaração Universal também diz: “Homens e mulheres de maior idade, sem nenhuma limitação devido a raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de se casar e estabelecer uma família”. Em anos recentes radicais sociais têm pressionado a ONU para requerer um direito internacional para os homossexuais se casarem. Os conservadores sociais apontaram que isso está em oposição direta à intenção dos elaboradores da desejada Declaração Universal e seus pactos obrigatórios de implementação promulgados em 1966.

Proponentes dos direitos da família também frisaram que a Declaração Universal reconhece que “Os pais têm o direito prioritário de escolher o tipo de educação que será dada a seus filhos”. Há uma pressão no Ocidente para se permitir propaganda homossexual nas escolas mesmo contra os desejos dos pais. Isso estaria em violação da Declaração Universal.

Além disso, a petição cita a Declaração Universal onde diz: “A família é a unidade natural e fundamental da sociedade e tem o direito à proteção da sociedade e do Estado”. Em anos recentes tem havido medidas para minar a família natural por meio de redefinições de família que incluam casais homossexuais, medidas que foram repetidamente derrotadas na Assembleia Geral da ONU.

Os organizadores foram também inspirados pelos esforços da Comunidade Católica Santo Egídio de Roma que ajuntou um milhão de assinaturas pedindo uma moratória na pena de morte que resultou numa resolução bem-sucedida na ONU exigindo a proibição das execuções.

Parlamentares da União Européia Anna Zaborska da Eslováquia e Carlo Casini da Itália conduziram esforços semelhantes para promover a petição pró-vida da ONU na Europa. Sua petição foi apresentada no Parlamento Europeu no ano passado.Fonte: www.c-fam.org

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Bispos pedem instalação da CPI do aborto

Punição imposta pelo PT aos antiabortistas gera indignação
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.

Ao punir, no dia 11 de novembro de 2008, os deputados Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC) por “militarem” (sic) contra a descriminação do aborto[1], o Partido dos Trabalhadores deu uma enorme contribuição à causa pró-vida.

Com essa atitude, o PT deixou claro que a bandeira abortista, já explicitamente defendida em uma resolução do seu 3º Congresso Nacional (ago./set. 2007), é algo de intocável. Em outras palavras: não é possível pertencer ao PT e “militar” em defesa da vida.

Indignados, os Bispos do Regional Sul 1 (Estado de São Paulo) da CNBB, no dia 18 de outubro de 2009, redigiram um documento em que condenam duramente o abortismo petista. Eis o seu inteiro teor:

Na 31ª. Assembléia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 da CNBB, nós, povo de Deus reunido de 16 a 18 de outubro de 2009, em Itaici, Indaiatuba-SP, vimos a público manifestar nossa indignação diante do sucedido com os deputados federais, Luís Bassuma (PT/BA) e Henrique Afonso (PT/AC), que foram processados, julgados e condenados pela Comissão de Ética de seu partido, à pena de suspensão de suas atividades parlamentares; retirados da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e ainda instados a retirarem todas as suas iniciativas legislativas que defendam e promovam a vida humana.

Os deputados foram punidos por assumirem a defesa do direito humano primário: o direito à vida do inocente indefeso, desde a concepção. O proceder do Partido dos Trabalhadores (PT), assim como de qualquer outro partido que se comporte da mesma forma, demonstra intolerância e desrespeito à liberdade de consciência garantida pela Constituição Federal, provocando um retrocesso na construção do estado democrático, além de violar o direito fundamental à vida, desde a concepção, garantido pela Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) homologada pelo nosso Congresso Nacional, em 1992, e contrariando frontalmente a mensagem central do Evangelho: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), pois “Tu me teceste no seio materno” (Sl 139,13).

Manifestamos nossa solidariedade e apoio aos deputados pelo testemunho exemplar de cidadania e de profunda consciência humana e cristã, bem como apoiamos a instalação na Câmara dos Deputados, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Aborto, para investigar a prática do aborto clandestino, sustentada pelo financiamento e interesses estrangeiros, que querem impor ao Brasil e à América Latina a política perversa do controle populacional.

“Se quisermos sustentar um fundamento sólido e inviolável para os direitos humanos, é indispensável reconhecer que a vida humana deve ser defendida sempre, desde o momento da fecundação” (DA 467)[2]

Uma questão de coerência
Pode-se e deve-se lamentar que o PT defenda o aborto. Mas deve-se admitir que o Partido, ao punir aqueles deputados, foi coerente consigo mesmo.

Se, por exemplo, existisse no Brasil um partido que tivesse por princípio irrenunciável a defesa da vida humana, seria lógico que ele não admitisse o ingresso de abortistas. E se algum parlamentar, após ter ingressado nesse partido, passasse a defender o aborto, poderia e deveria ser excluído. Seria uma questão de coerência.

Analogamente, agiria com coerência um bando ou quadrilha que resolvesse expulsar de seu meio alguém que não compactuasse com o crime.

Cabe ao cristão ter a coerência de não ingressar em partidos como o PT. Se por engano já houver ingressado, deve ter a coerência de desfiliar-se.

Quanto aos deputados punidos, é louvável sua posição em defesa da vida. Mas não foi coerente a insistência deles em permanecer em um partido abortista, como o PT. Muito antes de serem processados, eles próprios deveriam ter pedido sua desfiliação.

Somente após a punição, os dois resolveram desfiliar-se do PT para se filiaram ao Partido Verde (PV), que também é abortista.

O Estatuto do PV diz em seu artigo 12: “São deveres dos filiados ao PV: a) obedecer ao Programa e ao Estatuto”[3]. E que defende o Programa do PV, ao qual todo filiado deve obedecer?

“g) legalização da interrupção voluntária da gravidez com um esforço permanente para redução cada vez maior da sua prática através de uma campanha educativa de mulheres e homens para evitar a gravidez indesejada”[4].

O esforço para redução da prática do aborto é louvável, mas, para o PV, isso se reduz a “evitar a gravidez indesejada”. E o ser humano que não foi desejado? Este deveria poder ser abortado legalmente, segundo o programa do PV. Infelizmente, os dois parlamentares foram incoerentes ao se filiarem, mais uma vez, a um partido abortista.

A CPI do aborto
Um dos motivos que levou à punição do deputado Luiz Bassuma foi ter apresentado em 10/4/2008 um requerimento de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) “para investigar denúncia feita pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em entrevista no Programa Roda Viva da TV Cultura, no dia 16 abril de 2007, sobre a existência do comércio clandestino de substâncias abortivas e da prática do aborto no Brasil”. Na ocasião da entrevista, o jornalista perguntou ao Ministro Temporão como o Sistema Único de Saúde (SUS), onde falta até gaze e esparadrapo, obteria dinheiro para custear a prática do aborto no caso de sua legalização. Segundo Bassuma, a resposta do Ministro ao jornalista foi: “se o Brasil legalizar [o aborto], não faltarão recursos internacionais”[5].

De fato, não faltam recursos externos para financiar no Brasil a prática do aborto, sua propaganda e sua legalização. Eis, por exemplo, a lista de “fundações no exterior” que apóiam o grupo CFEMEA (um “lobby” pró-aborto com sede em Brasília): “Fundação Ford, Fundação MacArthur, Fundação Friedrich Ebert/Instituto Latino-americano de Desenvolvimento Econômico e Social (FES/ILDES), NOVIB, Global Fund, ActionAid, Coalizão Internacional em Prol da Saúde da Mulher (IWHC), Heinrich Boell Stiftung (HBS), Organização Britânica OXFAM, AVINA, Ashoka”[6].

Os Bispos têm razão em insistir na instalação da CPI do aborto, que foi criada em 9/12/2008, mas até agora não foi instalada. E o governo tem razão em temer que tal CPI venha a tornar pública a conivência do PT com os interesses internacionais de controle demográfico.

O que falta para a instalação da CPI? Que os líderes das bancadas na Câmara indiquem os nomes dos deputados que devem compor a Comissão. Comunique-se com os líderes.

Use o Disque-Câmara – 0800 619 619 ou http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado

“Peço aos líderes das bancadas que nomeiem deputados para comporem a CPI do aborto. O financiamento internacional da causa abortista não pode ficar sem investigação”.

Fonte: www.juliosevero.com

Notas

[1] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009 – 20h08min. Disponível em:

[2] Moção de Apoio. CNBB – Regional 1. Publicado em 21 out. 2009. Disponível em: .

[3] http://www.pv.org.br/download/estatuto_web.pdf

[4] Programa: 7 - Reprodução Humana e Cidadania Feminina. Disponível em: .

[5] Cf. Discurso feito durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em 10 out. 2007. Ouça-se em: .

[6] Disponível em .

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sábado, 26 de setembro de 2009

Polícia fecha clínica que fazia aborto em Curitiba - Seis pessoas foram para a cadeia

Policiais do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prenderam seis pessoas na manhã deste sábado, em Curitiba, acusadas de envolvimento com os crimes de aborto e exploração sexual.

Desde julho, a polícia investiga um consultório que, supostamente, recebia adolescentes entre 12 e 17 anos após as 19 horas para práticas sexuais em troca de dinheiro e outros benefícios. Há a suspeita também de que o local funcionava como clínica de aborto e que há pelo menos 10 anos cerca de 15 procedimentos eram realizados mensalmente no valor entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. Na clínica, a polícia encontrou um feto com aproximadamente 4 meses.

A polícia prendeu um médico, que seria o mandante das ações, duas enfermeiras, uma mulher que indicava os pacientes, outra suspeita de ter levado duas filhas para serem exploradas sexualmente e uma adolescente que teria acabado de realizar um aborto.

Informações preliminares dão conta de que pessoas do Paraná, Santa Catarina e São Paulo procuravam a clínica.Fonte: Bem Paraná

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