Para uns somos 20,2%, ou cerca de 40 milhões de pessoas. Outros falam em 51,1 milhões. Os mais otimistas falam que em 2020 seremos mais da metade da população, ou cerca de 105 milhões de almas.
A velha máxima de que os números não mentem pode estar com os dias contados. Pelo menos, no que diz respeito a estatísticas sobre religião no Brasil. Contrariando as últimas pesquisas sobre a fé no país, que apontam os evangélicos como sendo 20,2% da população – ou menos de 40 milhões de pessoas –, diversas denominações apostam em um panorama mais otimista, no qual os crentes já seriam atualmente 51,1 milhões. Dizem mais: que, caso se mantenham as atuais taxas de crescimento do segmento cristão evangélico, os crentes em Jesus serão, já em 2020, mais da metade da população brasileira, o que equivaleria a 105 milhões de almas. Números evangelásticos (termo cunhado para se referir aos constantes exageros dos crentes) à parte,o certo é que organizações que se dedicam a estatísticas religiosas trabalham com números que apontam uma maioria religiosa protestante no Brasil em apenas dez anos.
O cálculo é feito por organizações como o Departamento de Pesquisas da Sepal (Servindo Pastores e Líderes) e o Ministério Apoio com Informação (MAI), levando em conta a taxa de crescimento que os evangélicos tiveram nas últimas décadas, sobretudo a de 1990. As projeções têm como ponto de partida os Censos periódicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento de 1991, por exemplo, sabe-se que os evangélicos eram 13 milhões naquele tempo, ou 8,9% da população brasileira. Nove anos depois, em 2000, já haviam dobrado de tamanho, passando a ser 26, 1 milhões, 15,45%. “Se o crescimento anual se mantiver nesses patamares, de cerca de 7,4% ao ano, poderemos ter, sim, mais de 50% da população brasileira composta por evangélicos”, aponta o pastor Luis André Bruneto, ligado ao Departamento de Pesquisas da Sepal. “Tudo bem que a tendência mais para frente é que esse aumento venha a se estabilizar. Mas, levando-se em conta a taxa de crescimento anual dos evangélicos, que é mais de três vezes o da população do país em geral, podemos dizer que hoje um em cada quatro brasileiros é protestante”, confirma a matemática Eunice Zillner, do MAI.
Em relação às disparidades de números com um dos últimos levantamentos feitos, o Mapa das Religiões da Fundação Getúlio Vargas (FGV), baseado nos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE,Bruneto aponta que essa classificação pode ser imprecisa. O estudo destaca uma estabilidade do crescimento pentecostal, que fica em 12% do total da população, um pequeno crescimento das denominações históricas, que passam de 5,39% para 7,47%, e um forte aumento daqueles que se dizem evangélicos, mas não estão em nenhuma denominação específica. “Essas nuances já eram esperadas quando comparadas as mesmas curvas estatísticas entre os censos de 1980 e 2000. Por outro lado, o Mapa das Religiões coloca as quase 200 classificações batistas como ‘históricas’, quando a maioria desse grupo deveria ser classificada como ‘pentecostal’. Em contrapartida, a Universal do Reino de Deus, que sofre grande concorrência, é tida também como ‘pentecostal’ – mesmo grupo no qual foram incluídas as Testemunhas de Jeová no estudo”, critica.
Apesar deste e outros notáveis equívocos, o Mapa das Religiões também confirma o que diversos estudiosos do fenômeno religioso brasileiro já vinham falando: o crescimento econômico e as melhores condições sociais e educacionais no Brasil favoreceriam uma migração de fiéis para igrejas históricas, conhecidas pelo ensino bíblico mais profundo e pela organização eclesiástica que favorece maior participação dos membros, inclusive em termos administrativos. Já o aumento explosivo dos evangélicos, hora ou outra, acabaria levando a um processo de secularização, com o surgimento de crentes apenas “nominais”. Ou seja, é gente que se identifica como protestante por ter nascido ou feito parte de uma denominação, mas agora não frequenta mais a igreja.
PADRÕES HISTÓRICOS
Tais nuances fazem com que muita gente fique com a pulga atrás da orelha com previsões muito otimistas neste aspecto. Mesmo trabalhando com os números, o próprio Bruneto é um que recomenda cautela. “Não se tratam de dados reais. São apenas projeções e perigosas”, observa. Como se está lidando com pessoas, e não com uma ciência exata, é bom deixar claro que a dinâmica populacional é muito intensa e que disparidades e mudanças dificultam a concretização de muitas previsões. Um bom exemplo é o surgimento do secularismo e a queda do crescimento de qualquer religião, comuns após a terceira ou quarta gerações dos convertidos. Exemplo disso acontece na Região Sul, justamente onde aportaram os luteranos, primeiros protestantes a chegarem ao Brasil como grupo organizado, a partir de 1824, com a imigração germânica. No Rio Grande do Sul, é possível encontrar a cidade mais evangélica do Brasil, Quinze de Novembro, com 80,4% de crentes, a apenas 20 quilômetros de uma das menos evangélicas, Alto Alegre, com 0,28% de protestantes. Outro caso é Timbó, em Santa Catarina. Lá, a Igreja Luterana tem mais de 15 mil membros, mas apenas 40 pessoas participam de seus cultos a cada domingo.
“Não existem estudos sérios e estatísticas confiáveis que nos permitam acreditar que o Brasil terá maioria evangélica em uma década”, sentencia o sociólogo Paul Freston, professor catedrático de religião e política na Wilfrid Laurier University, no Canadá, e colaborador na pós-graduação em sociologia na Universidade Federal de São Carlos (SP). Ele defende que, para fazer uma conta mais próxima da realidade, é necessário considerar os padrões históricos de crescimento dos evangélicos a partir dos anos 1950 e não somente na década de 90, quando houve um “pulo”. “Tempos atrás, também falaram que alguns países da América Central teriam a maior de parte de suas populações composta por evangélicos ainda antes da virada do milênio. Claro, isso não se confirmou. Se uma religião avança, outras respondem para frear a perda de fieis”, argumenta o estudioso.
Freston, que é evangélico, diz que já foi considerado um homem sem fé por causa de suas posições mais conservadoras, mas prefere optar por estimativas que considera mais realistas. “Se o crescimento não continuar tão acelerado, os evangélicos terão fracassado? De forma alguma”, ressalva. “A se confirmar o maior crescimento dos tradicionais, devemos levar em conta que, durante 25 anos, pentecostais e neopentecostais estiveram na linha de frente do avanço evangélico no Brasil. Mas essa perda de vigor também precisa ser melhor analisada. O processo pode mostrar uma perda de capacidade de diálogo dos evangélicos com a sociedade. E isso pode trazer consequências ruins a longo prazo”, alerta. Até a divulgação dos números definitivos do Censo 2010, que se promete para o ano que vem – e mesmo depois disso, já que eles parecem tão inconclusivos –, muita água vai correr sob essa ponte.Fonte: Cristianismo Hoje por Marcos Stefano
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sábado, 22 de outubro de 2011
Quantos são os evangélicos no Brasil?
sábado, 21 de maio de 2011
Marcha para Jesus deve reunir 150 mil pelas ruas do Centro neste sábado
Participantes vão sair da Praça Santos Andrade às 9h e seguir até a Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, onde as festividades ocorrem até as 18h
Neste sábado (21) as ruas do Centro de Curitiba serão tomadas por participantes da Marcha para Jesus 2011. São esperadas cerca de 150 mil pessoas que vão sair da Praça Santos Andrade às 9h e seguir até a Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, onde as festividades ocorrem até as 18h.
O evento é realizado pelas igrejas evangélicas estaduais e vai arrecadar alimentos não perecíveis que serão doados. O Conselho dos Ministros Evangélicos do Estado do Paraná (Comep), que organiza o evento, acredita que a participação do público em 2011 vai superar o ano anterior, quando cerca de 60 mil pessoas estiveram envolvidas na marcha. A intenção é que o evento não receba apenas evangélicos, mas qualquer pessoa que tem a intenção de realizar uma manifestação relacionada ao tema da marcha de 2011 que é “Somos Um”.
A marcha vai partir da Praça Santos Andrade às 9h, segue pela Rua Conselheiro Laurindo, sobe a Rua Marechal Deodoro e para no cruzamento com a Rua Monsenhor Celso onde será realizada uma primeira oração. Os participantes seguem na Marechal Deodoro e depois pegam a Avenida Marechal Floriano Peixoto até a Praça Tiradentes.
Após contornar a praça, o movimento segue pela Rua Barão do Serro Azul até a Praça Dezenove de Dezembro (Praça do Homem Nu). No local, será realizada uma segunda oração. De lá, a marcha segue pela Avenida Cândido de Abreu até a Praça Nossa Senhora de Salete, onde deverão estar presentes autoridades e políticos, entre eles o governador do Paraná, Beto Richa, e o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci.
Uma nova oração deve ocorrer por volta das 12h. Só então vão começar os shows programados pelo evento. De acordo com a Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), a partir do momento em que o grupo começar a caminhada, os ônibus que circulam no trecho, principalmente na Cândido de Abreu, serão desviados.
Agentes da Diretran também vão organizar o trajeto. A ideia inicial é que a marcha ocorra pela faixa da direita das ruas que serão percorridas, para que não seja necessário fechar as vias. Já nas ruas que cortam as vias pelas quais a marcha vai passar, o bloqueio será temporário aguardando apenas a passagem dos participantes da marcha.
Os alimentos arrecadados na Marcha para Jesus serão doados para comunidades terapêuticas que trabalham no tratamento e recuperação de dependentes químicos. A expectativa é que dez toneladas de alimentos sejam recolhidos nos postos de arrecadação nas praças Santos Andrade e Nossa Senhora de Salete.
De acordo com informações da Prefeitura de Curitiba, a primeira edição da Marcha para Jesus aconteceu em 1987, em Londres, na Inglaterra. No início dos anos 1990, o evento ganhou proporções continentais e ocorreu em toda Europa. Em 1992, chegou a outros países da América, África e Ásia. Em 1993, foi São Paulo realizou a sua primeira edição da marcha. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem Vitor Geron
domingo, 15 de maio de 2011
Evangélicos se unem para defender interesses na Alep
Bancada religiosa promete marcar posição e quer barrar projetos contrários aos princípios cristãos
Em meio à polêmica da recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer legalmente a união estável entre pessoas do mesmo sexo, a Assembleia Legislativa do Paraná vê a consolidação inédita de uma bancada evangélica na Casa. Aos moldes do bloco de cunho religioso que tem forte atuação no Congresso Nacional, os seis deputados estaduais que compõem o grupo prometem marcar território e barrar projetos que firam os princípios cristãos. O posicionamento deve causar divergências, uma vez que há propostas em tramitação no Legislativo paranaense que tratam do tema homossexualidade.
Historicamente, a Assembleia sempre teve deputados ligados a igrejas evangélicas. A diferença em relação à atual legislatura, que começou em fevereiro, é que pela primeira vez os parlamentares se uniram formalmente como bancada e passaram a defender publicamente durante as sessões os preceitos religiosos. Desde então, tornou-se comum deputados lerem trechos da Bíblia na tribuna.
As primeiras manifestações mais intensas nesse sentido ocorreram quando o Ministério da Educação (MEC) anunciou que, no segundo semestre deste ano, vai enviar às escolas públicas de ensino médio de todo o país um kit anti-homofobia. Após várias críticas dos integrantes do bloco evangélico, a deputada Cantora Mara Lima (PSDB) apresentou um projeto para proibir a distribuição do material no Paraná. Segundo ela, a proposta, que foi considerada inconstitucional pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última terça-feira, visava resguardar aos pais a autoridade de orientar os filhos sobre sexualidade.
A derrota, porém, não deve interferir na disposição da bancada de barrar matérias que contrariem seus princípios. Nas sessões da última semana, por exemplo, os parlamentares do grupo fizeram pesadas críticas à decisão do STF de considerar que casais gays formam uma família quando existe uma união estável e, portanto, têm os mesmos direitos e deveres.
Outro tema bastante comentado tem sido o projeto de lei em tramitação no Congresso que criminaliza os atos de homofobia, estendendo a eles as mesmas punições impostas aos crimes de preconceito racial – a votação da proposta tem sido barrada pela bancada evangélica em Brasília. “As pessoas são livres para escolherem se relacionar com alguém do mesmo sexo. Não somos contra isso”, afirma o deputado Gilson de Souza (PSC), líder do bloco evangélico na Assembleia. “Mas somos vistos como homofóbicos pelo fato de expressarmos a nossa fé e, agora, podemos até ser criminalizados por pensar e pregar diferente deles [os homossexuais].”
Segundo Souza, não há nenhum interesse da bancada em agredir os homossexuais ou estimular qualquer tipo de preconceito contra eles. “Defendemos apenas nosso direito de continuar pregando o que a Bíblia ensina sobre família, onde está escrito que Deus abomina esse tipo de conduta [o homossexualismo]”, argumenta. “Hoje, infelizmente, há uma discriminação contra quem defende a heterossexualidade.” Contraponto
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, Tadeu Veneri (PT) defende que, por mais divergentes que sejam as opiniões na Casa, elas devem ter um ponto em comum, que é a legislação. Para ele, independentemente das discussões de visão de mundo, os deputados devem partir do princípio que, por lei, todos os cidadãos são iguais. “Ninguém pode impedir que os outros façam algo que ele acha que não deve ser feito. Seus direitos não podem impedir ou cercear os direitos dos outros.”
Autor de um projeto que inclui no currículo das escolas do estado conteúdos sobre diversidade sexual, o deputado Professor Lemos (PT) defende que a função do parlamentar é assegurar em lei a liberdade e o respeito a todas as pessoas. “Não podemos exigir que as pessoas gostem umas das outras pessoas, mas que ao menos se respeitem. Também não podemos estimular o preconceito, e uma das melhores formas de se fazer isso é desde cedo, na escola, que não é um espaço para violência nem exclusão.” Fonte: Gazeta do Povo.
PolêmicasSaiba quais são as propostas envolvendo o tema homossexualismo que foram apresentadas na Assembleia nesta legislatura e que têm recebido toda a atenção da bancada evangélica:
Projeto de Lei 217
Autor: Professor Lemos (PT)
Proposta: Inclui no currículo das escolas públicas e particulares do estado conteúdos sobre relações entre os gêneros e diversidade sexual.
Tramitação: Aguardando votação na Comissão de Constituição e Justiça.
Projeto de Lei 237
Autor: Caíto Quintana (PMDB)
Proposta: Estende benefícios previdenciários a dependentes de servidores públicos estaduais que mantenham união estável com pessoas do mesmo sexo.
Tramitação: Aguardando votação na Comissão de Constituição e Justiça.
Projeto de Lei 299
Autora: Cantora Mara Lima (PSDB)
Proposta: Proíbe a distribuição nas escolas públicas do estado do kit anti-homofobia que está sendo produzido pelo Ministério da Educação e deve chegar às salas de aula no segundo semestre deste ano.
Tramitação: Considerado inconstitucional pela Comissão de Constituição e Justiça.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Evangélicos barram temporariamente PLC 122
De acordo com matéria do UOLNotícias de 12/05/2011, “A pressão da bancada evangélica impediu a votação do projeto de lei complementar 122/06 que criminaliza os atos de homofobia”, mas uma falha ou omissão do UOL não mencionou que o PLC 122 também reprime com igual violência legal as expressões e opiniões médicas, filosóficas, morais e religiosas contra a homossexualidade.
O projeto de ditadura gay deveria ter sido votado nesta manhã na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Mas ao sentir a pressão contrária, Marta Suplicy optou por um adiamento, que acabou provocando confusão e tumulto quando a senadora Marinor Brito (do ultramarxista PSOL), chamou Bolsonaro de “homofóbico” e “criminoso” por causa de um folheto denunciando políticas pró-homossexualismo do MEC.
O UOLNotícias destacou a principal causa do adiamento: “Representantes da Frente Parlamentar Evangélica presentes à sessão pediram o adiamento alegando que devem ser realizadas audiências públicas, porque ele não teria sido suficientemente discutido no Congresso. ‘Precisamos debater à exaustão, sem privilegiar ninguém. Há pelo menos 150 milhões de brasileiros que não foram ouvidos’, disse o senador Magno Malta (PR-ES)”.
Malta, que é forte aliado de Dilma Rousseff, também declarou: “Se você não der emprego para homossexual, você vai preso. Se você demitir, vai preso. Se você não admitir, também tem cadeia para você. Se você não aceitar gesto afetivo, também tem cadeia. Estavam tentando criar um império homossexual, uma casta diferenciada no Brasil”.
O principal site homossexual de notícias do Brasil, A Capa, também atribuiu aos evangélicos a culpa das dificuldades de Suplicy e do PT para aprovar o PLC 122. Num artigo, escrito por um travesti, intitulado “Fanatismo religioso: um dia de fúria”, A Capa seleciona para deboches especialmente Julio Severo e Silas Malafaia.
O projeto de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP) tramita há dez anos no Congresso e somente em 2006 foi aprovado ardilosamente no plenário da Câmara, apenas com um punhado de deputados presentes. A senadora Marta Suplicy (PT-SP), que é relatora do PLC 122, queria tentar aprovar o seu parecer até a próxima semana, na data do Dia Nacional de Combate à Homofobia, no próximo dia 17.
Ao ver frustrada sua tentativa de avançar hoje o PLC 122, Marta suspirou para os jornalistas: “O Judiciário se pronunciou sobre um assunto que há 16 anos o Congresso não consegue se pronunciar”, disse a radical petista feminista e homossexualista, que tinha desde 1995 um projeto de parceria civil homossexual, que nunca avançou no Congresso, por pressão do povo. Mas o STF “resolveu” a questão.
Na verdade, assim como no caso da parceria homossexual, o PLC 122 é alvo de atenção e movimentação de evangélicos e católicos há anos.
Se o povo continuar fazendo pressão contra o PLC 122, a quem dona Marta recorrerá para “resolver” a questão? Fonte: www.juliosevero.com com informações do UOLNotícias e G1 da Globo.
Evangélicos barram votação de projeto contra homofobia
Ele seria votado na manhã desta quinta-feira na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado
A pressão da bancada evangélica impediu a votação do projeto de lei complementar 122/06 que criminaliza os atos de homofobia. Ele seria votado na manhã desta quinta-feira na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Em uma sessão que ao final contou com troca de xingamentos e ofensas entre o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), o projeto foi retirado de pauta sem previsão de retorno.
Representantes da Frente Parlamentar Evangélica presentes à sessão pediram o adiamento alegando que devem ser realizadas audiências públicas, porque ele não teria sido suficientemente discutido no Congresso. "Precisamos debater à exaustão, sem privilegiar ninguém. Há pelo menos 150 milhões de brasileiros que não foram ouvidos", disse o senador Magno Malta (PR-ES).
O projeto de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP) tramita há dez anos no Congresso e somente em 2006 foi aprovado no plenário da Câmara. Relatora do projeto na CDH, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) queria tentar aprovar o seu parecer até a próxima semana, a tempo das comemorações do Dia Nacional de Combate à Homofobia, no próximo dia 17, que vão movimentar a Esplanada em Brasília.
Marta chamou a atenção para esse momento "de maior compreensão e humanidade" que se estabeleceu no país, a partir do recente julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que estendeu às uniões entre pessoas do mesmo sexo os mesmos direitos e deveres dos casais heterossexuais. "O Judiciário se pronunciou sobre um assunto que há 16 anos o Congresso não consegue se pronunciar", completou a petista. "Esse projeto tem a ver com tolerância, respeito e cidadania, vai ajudar a diminuir a violência contra homossexuais", concluiu.
A proposta modifica a Lei de Racismo para criminalizar também os atos de homofobia, estendendo a eles as mesmas punições impostas aos crimes de preconceito racial. O projeto pune com reclusão de um a três anos condutas discriminatórias, como recusar o atendimento a gays em bares e restaurantes e reprimir trocas de afeto em locais públicos, como beijos ou abraços.
O item mais polêmico pune com prisão, de um a três anos, e multa aqueles que induzirem ou incitarem a discriminação ou preconceito contra os homossexuais. A avaliação é de que padres e pastores serão proibidos de pregar contra a homossexualidade nas igrejas e templos religiosos. Na sessão desta manhã, integrantes da bancada evangélica pregaram adesivos na boca em protesto, alegando que o projeto reprime a liberdade de expressão deles.
Para atender às reivindicações da bancada evangélica, Marta incluiu uma emenda permitindo que todas religiões e credos exerçam sua fé, dentro de seus dogmas, desde que não incitem a violência. "O que temos na fé é o amor e o respeito ao cidadão. Me colocaram que o problema não era intolerância nem preconceito mas liberdade de expressão dentro de templos e igrejas. O que impede agora a votação? O que, além da intolerância, do preconceito, vai impedir a compreensão dessa lei?", questionou Marta.
Na saída da sessão, durante uma entrevista coletiva de Marta aos jornalistas, o deputado Jair Bolsonaro e a senadora Marinor Brito trocaram xingamentos e ofensas mútuas. Bolsonaro exibia uma cartilha do Ministério da Educação (MEC), expondo o Plano Nacional de Promoção à Cidadania LGBT, que ele considera moralmente ofensivo à sociedade. Exaltada, Marinor deu um tapa no livreto e chamou o deputado de "criminoso". Bolsonaro retrucou chamando-a de "heterofóbica" e ambos partiram para a discussão. Fonte: Agência Estado
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Beto Richa recebe apoio de líderes evangélicos e destaca papelde igrejas na ação social
O candidato da coligação Novo Paraná ao Governo do Estado, Beto Richa, recebeu na manhã desta quarta-feira (28) o apoio de pastores e líderes de igrejas evangélicas do Paraná, durante encontro na Sociedade Urca, em Curitiba.No encontro, que reuniu 120 pastores de 23 igrejas evangélicas, Richa e os candidatos ao Senado Gustavo Fruet e Ricardo Barros, receberam uma benção das lideranças religiosas.
Beto Richa airmou que pretende estreitar a relação com as instituições religiosas, como as igrejas evangélicas, na execução de programas na área social. Esta parceria deu certo em Curitiba, porque as igrejas ajudam no fortalecimento das famílias e na formação dos jovens, afirmou Richa.
Cada vez mais precisamos de valores, para enfrentar esta epidemia do crack, que aflige as famílias. As igrejas têm um papel fundamental nesta luta, disse.Richa disse que pretende criar Centros Regionais de Tratamento de Dependentes Químicos, apoiando também centros criados por instituições religiosas.
Outra ação é um combate ao tráfico de drogas. Em Curitiba, foi criada a primeira Secretaria Antidrogas do Brasil e vamos usar esta experiência para enfrentar este mal que atinge às famílias paranaenses,nos 399 municípios do Paraná, disse.
O discurso de Beto Richa foi recebido pelos pastores. Para o pastor Rogério Amorim, presidente da Igreja Quadrangular, Beto Richa representa o novo. "Quero que Beto Richa modernize o Paraná", afirmou. "Beto Richa é arrojado e sincero. Ele respeita as causas das igrejas evangélicas. Por isto, queremos que leve as boas práticas de Curitiba para todo o Paraná", disse o pastor Anderson Pariz, coordenador do comitê político da Assembléia de Deus.
O pastor da igreja Templo das Águias, Sérgio Cardoso, também disse que os paranaenses precisam de renovação. "Queremos um governo que dialogue com todo mundo. Isto Beto fez quando era prefeito e fará como governador", disse.

Caminhada
Após o encontro com os pastores, Beto Richa esteve no bairro CIC, onde participou de uma caminhada na rua Pedro Gusso, na CIC. Acompanhado dos candidatos ao Senado, Gustavo Fruet e Ricardo Barros, e do candidato a deputado federal, Rubens Bueno, Beto Richa conversou com os moradores e comerciantes.
No trajeto, Beto Richa disse que uma das suas prioridades é a segurança. "Vamos ampliar o efetivo das polícias Militar e Civil, que estão defasados com o mesmo efetivo de 20 anos atrás", disse.
Para Richa é preciso investir na inteligência para reduzir a criminalidade e combater o crime organizado.A líder comunitária da CIC, Vanilde Tiburcio de Souza, disse que Beto Richa já mostrou que pode melhorar a vida dos paranaenses. "Beto Richa é um grande gestor público, que sabe como resolver problemas, com ideias criativas, como foi feito em Curitiba?, destacou.
Caminhoneiros
Ao meio-dia, Beto Richa foi recebido por 400 caminhoneiros, durante as comemorações da Festa dos Caminhoneiros, que comemoram o dia de São Cristovão, padroeiro da categoria.
No encontro, Richa anunciou que vai investir na melhoria da infraestrutura das rodovias e do Porto de Paranaguá. "É preciso melhorar as rodovias e estradas paranaenses para que o caminhoneiro possa levar com segurança a safra e a produção industrial paranaenses. Vamos chamar as concessionárias para conversar para reduzir os preços de pedágios", afirmou.
Richa disse que também vai modernizar o Porto de Paranaguá. "Os caminhoneiros perdem parte do tempo da viagem, ficando em filas no Porto ou demorando para poder desembarcar e embarcar mercadorias. Este processo será melhorado", disse.
sábado, 30 de maio de 2009
Segundo revista Época o aumento de evangélicos pode mudar o Brasil
A edição de aniversário da Revista Época, publicada em 25 de maio, apresenta uma série de matérias com previsões para o Brasil em 2020.
O crescimento evangélico é abordado em uma das matérias. Baseado em dados estatísticos do SEPAL (1) , estima-se que 50% da população brasileira poderá ser evangélica. E se a previsão se cumprir, o aumento no número de fiéis ajudará a mudar a “cara” do país. Uma das hipóteses para o crescimento dos evangélicos, segundo a matéria, é a flexibilização e adaptação à sociedade.
Para a revista, a influência evangélica em 2020 contribuirá para a diminuição no consumo do álcool, o aumento da escolaridade e a diminuição no número de lares desfeitos, já que a família é prioridade para os evangélicos. No entanto, não se sabe se a violência deve continuar a acontecer.
Como isso pode acontecer sem infringir princípios básicos da fé, deve ser uma reflexão para os cristãos.
Fonte: Portas Abertas / Gospel+