Participe da comunidade do meu Blog

Mostrando postagens com marcador crise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crise. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Exército elogia saída de Mubarak e promete mediar transição

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito afirmou nesta sexta-feira que não pretende substituir "a legitimidade desejada pelo povo" egípcio e que irá anunciar em breve medidas para uma fase de transição no país.

A afirmação foi feita em breve comunicado na emissora de TV estatal, horas depois de o vice-presidente do país, Omar Suleiman, ter anunciado a renúncia do ditador Hosni Mubarak, que ficou 30 anos no poder.

Na nota, a cúpula militar, que comandará a transição até realização de eleições, elogia ainda a saída de Mubarak, dizendo que a medida está de acordo com "os interesses do país". Os militares também saudaram os "mártires que perderam suas vidas" durante os violentos confrontos e protestos, que entraram hoje no 18º dia.

"Sabemos a extensão da gravidade e da seriedade desse assunto e as demandas do povo para iniciar mudanças radicais", dizia o texto. "O Conselho Supremo das Forças Armadas está estudando o tema para atingir as esperanças de nosso grande povo."

"O conselho irá soltar um comunicado detalhando os passos e procedimentos e diretivas que serão tomadas, confirmando ao mesmo tempo que não há nenhuma alternativa para a legitimidade aceitável pelo povo."

Na nota, o conselho também cumprimentou Mubarak "por tudo o que deu ao país em tempos de guerra e paz, e por seu patriotismo, priorizando os mais altos interesses da nação".

NOVO LÍDER

O ministro de Defesa do Egito, Mohamed Hussein Tantawi, deve ser o novo chefe de governo. Segundo a agência de notícias Reuters, que cita fontes militares, Tantawi é o chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas, a quem Mubarak entregou a administração do país.

Ele fez um tour pela área do palácio presidencial que pertencia a Mubarak nesta sexta-feira, de acordo com a rede de TV Al Arabyia.

Anteriormente, o vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, anunciou a saída do ditador e disse que o poder foi entregue às Forças Armadas. "O presidente Hosni Mubarak decidir renunciar como presidente do Egito", disse Suleiman, em um breve anúncio, acrescentando que a decisão foi tomada diante das "difíceis circunstâncias pelas quais o país passa".

Autoridades dos Estados Unidos veem Tantawi como um aliado empenhado em evitar uma nova guerra contra Israel, mas no passado o criticaram reservadamente por ser resistente a mudanças políticas e econômicas. Ele conversou por telefone em cinco ocasiões com o secretário americano de Defesa, Robert Gates, desde o início da crise, em 25 de janeiro. A última conversa ocorreu nesta quinta-feira à noite.

As relações com o Exército egípcio são tradicionais e importantes para Washington, que fornece cerca de US$ 1,3 bilhão por ano em ajuda militar ao país.

Fontes do Pentágono se mantêm mudas a respeito das discussões entre Tantawi e Gates, mas o secretário de Defesa tem feito elogios públicos aos militares egípcios por serem uma força estabilizadora em meio à crise. Na terça-feira, Gates disse que os militares do Egito haviam dado "uma contribuição à democracia".

Mas, reservadamente, autoridades dos EUA caracterizam Tantawi como alguém "relutante com mudanças" e desconfortável com a ênfase americana no combate ao terrorismo, segundo um documento de 2008 do Departamento de Estado, divulgado pelo site WikiLeaks.

Tantawi, 75, serviu em três conflitos contra Israel - na crise de Suez, em 1956, e nas guerras de 1967 e 73.

O comunicado interno do Departamento de Estado dizia que o comandante estava "comprometido em prevenir que outra [guerra] aconteça um dia".

Apesar disso, diplomatas alertaram, antes de uma visita dele a Washington em 2008, que as autoridades dos EUA deveriam se preparar para encontrar "um Tantawi envelhecido e resistente a mudanças".

"Charmoso e cortês, ele está, não obstante, preso a um paradigma militar pós-Camp David, que tem servido aos estreitos interesses da sua corte nas últimas três décadas", dizia o documento, referindo-se ao acordo de paz entre Egito e Israel, assinado em 1979 na residência de veraneio da Presidência americana.

Washington há muito tempo cobrava mudanças no Cairo. Mas o documento afirma que Tantawi "tem se oposto tanto às reformas econômicas quanto políticas, as quais ele percebe como uma erosão do poder do governo central".

FESTA NAS RUAS

O anúncio -- feito no 18º dia seguido de intensos e violentos protestos que tomaram diversas cidades do Egito-- foi recebido com gritos de comemoração, cantos e bandeiras sendo agitadas na praça Tahrir, centro do Cairo, que foi o epicentro dos protestos públicos contra o regime de Mubarak, que estava no poder desde 1981.

A renúncia ocorre menos de 24 horas depois de fortes rumores de sua saída imediata do poder. Na noite de quinta-feira, Mubarak discursou à nação e disse que passava parte de seu poder a Suleiman, mas permaneceria até setembro --quando estão previstas eleições presidenciais. O discurso de "fico" causou fúria nos manifestantes que marcharam em direção ao Palácio Presidencial aos gritos para que deixasse o poder.

Mais cedo, o porta-voz do partido de Mubarak havia confirmado que o mandatário e sua família viajaram para o balneário de Sharm el-Sheikh, no mar Vermelho. "Ele está em Sharm el-Sheikh", afirmou Mohammed Abdellah, do Partido Nacional Democrático.

Pouco antes, fontes ligadas ao governo informaram que Mubarak e a família haviam deixado o Cairo nesta sexta-feira, mas sem deixar claro qual era o destino.

Os violentos protestos registrados no Egito por mais de duas semanas registraram quase 300 mortes, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), além da morte de jornalistas e diversos ataques à imprensa.

Iniciadas no Cairo, as manifestações se espalharam por outras cidades, como Alexandria e Suez.

O Exército teve um papel crucial desde o início da crise, por vezes apoiando a população mas em algumas ocasiões também abrindo fogo contra os manifestantes. Fonte: Folha Online com Agências Internacionais

Leia mais >>

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ação popular sobre caso Battisti é encaminhada para ministro Gilmar Mendes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, determinou a redistribuição da Ação Popular (ACO) 1722 ao ministro Gilmar Mendes. Esta ação foi apresentada por Fernando Destito Francischini, deputado federal eleito pelo PSDB do Paraná, a fim de suspender e anular o ato da Presidência da República que rejeitou o pedido de extradição (Ext 1085) do italiano Cesare Battisti, feito pela Itália, e determinar judicialmente sua extradição.

Ao considerar que o processo apresenta “evidente conexão com a Ext nº 1085”, o presidente do STF entendeu que o ministro Gilmar Mendes - relator da Extradição – também deve analisar a ação popular. “Pelo que determino seja redistribuída a S. Exª., que apreciará o requerimento de liminar, porquanto não encontro, no caso, situação de urgência que justifique, nos termos do art. 13, VIII, do Regimento Interno, atuação desta Presidência”, disse Peluso.

Ação Popular

Segundo Francischini, ao afastar a extradição, o Governo Brasileiro estaria dando causa a “grave crise diplomática com o Governo da Itália”, diante da possibilidade de levar o caso à Corte Internacional de Haia e de afetar um tratado comercial e militar “destinado a movimentar R$ 22,1 bilhões” entre as duas economias.

O deputado eleito lembra que a extradição de Battisti foi deferida pelo STF e que sua rejeição violaria a moralidade administrativa, por ser “movida por pauta puramente ideológica” e por desrespeitar tratados e convenções internacionais ratificados e internalizados pelo Brasil. EC,CF/CG Fonte: STF - http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=169096

Leia mais >>

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Aiatolá iraniano defende execução de líderes oposicionistas

O influente religioso iraniano aiatolá Abas Vaez Tabasi, um dos representantes regionais do líder supremo do país, afirmou nesta terça-feira que os líderes da oposição iraniana são "inimigos de Deus" e que merecem a morte, conforme a "sharia" (lei religiosa).

"Os líderes da sublevação são uns 'mohareb' [inimigos de Deus]", declarou pela TV estatal o aiatolá, que representa o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, na Província de Jorosan (nordeste). "Em nosso sistema judicial, o castigo para os 'mohareb' é claro; eles têm que ser tratados conforme a lei".
A "sharia" estipula a pena de morte para os "mohareb."

A ameaça, considerada a mais forte lançada contra os líderes da oposição que questionam a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em junho passado, coincide com manifestações que reúnem dezenas de milhares de seguidores do governo, pedindo punições aos responsáveis pelos protestos.

No domingo, oito pessoas foram mortas durante manifestações contra o governo. A turbulência política no país agora parece ter entrado em uma nova fase, com confrontos mais violentos, mais prisões e apelos das forças de segurança pedindo às autoridades que ajam "firmemente" contra os líderes da oposição.

Após um fim de semana de sangrentos confrontos, desencadeados pela celebração xiita da Ashura, o governo intensificou a repressão, cercando no domingo personalidades moderadas para tentar acabar com os protestos nas ruas.

Pelo menos 20 integrantes da oposição foram detidos desde domingo, sendo três deles próximos ao dirigente oposicionista Mir Hossein Mousavi, além de um cunhado dele e uma irmã da ativista Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz, segundo sites oposicionistas.

Ebadi disse à rádio France Info que as autoridades iranianas estão tentando silenciá-la ao prender sua irmã. "Esta prisão é ilegal porque minha irmã é dentista, não está de forma alguma ativa nos direitos humanos ou na política [...], e ela não participou de nenhum protesto", disse Ebadi.

De acordo com Ebadi, agentes de inteligência invadiram a casa da irmã dela na noite de segunda-feira, sem mandato judicial, e vasculharam seus pertences, levaram computadores e a detiveram.

Nesta terça-feira, Ahmadinejad falou pela primeira vez sobre os protestos recentes e disse que as manifestações de domingo são "um roteiro escrito por sionistas e americanos". "É um espetáculo que dá ânsia de vômito, porém tanto os que o planejaram, como os que participaram se enganam."

Em seu discurso durante ato em Teerã, Ahmadinejad rejeitou as críticas feitas pelo presidente dos Unidos, Barack Obama, e pelo governo britânico sobre a repressão dos protestos. "Nós lhes aconselhamos várias vezes, mas parece que insistem em seu fracasso. Estamos convencidos de que vão experimentar um fracasso maior do que o de seus antecessores", ressaltou, segundo a agência Irna. "O povo iraniano os obrigará a voltar atrás e fará com que, perante a história, [a atitude dos ocidentais] seja um escândalo", disse. Fonte: Folha Online com Efe e France Presse

Leia mais >>

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Honduras aponta intromissão e responsabiliza Brasil por segurança

O governo interino de Honduras afirmou nesta quinta-feira que houve "evidente intromissão" do Brasil "nos assuntos internos" do país na acolhida do presidente deposto Manuel Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa e que, por isso, o governo brasileiro é responsável não só pela segurança do hondurenho como pela de todas as pessoas e propriedades que estiverem envolvidas no caso. Veja o comunicado original.

O presidente interino Roberto Micheletti, que vê "intromissão" do Brasil no impasse hondurenho

O comunicado da Secretaria de Relações Exteriores de Honduras possui tom grave e conclui que ocorreu a intromissão apenas com base em uma declaração de Zelaya na qual ele afirma ter "consultado" o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o chanceler, Celso Amorim, sobre a sua viagem. Para o governo interino, isso prova que a entrada ilegal de Zelaya em Honduras foi "um ato promovido e consentido pelo governo do Brasil".

Essa conclusão do governo interino de Honduras contraria as declarações das autoridades do Brasil e do próprio Zelaya do episódio.

Único diplomata brasileiro presente em Honduras, o ministro-conselheiro Francisco Catunda Resende, disse à Folha que foi surpreendido depois de concordar em receber Xiomara de Zelaya, mulher de Zelaya, na embaixada. "Aí é que eles abriram o jogo. Ela entrou primeiro, seguida por ele, com mala e tudo", disse o diplomata. No relato do diplomata, só depois, com trocas de telefonemas entre Tegucigalpa, Brasília e Nova York, onde estava Amorim, chegou a autorização para acolher o casal.

Por celular, o próprio Zelaya confirmou à Folha que o Brasil não sabia "dos planos". "Tomei a decisão de vir direto à embaixada por uma questão de estratégia, uma posição de reserva, para que o plano não corresse risco", disse.

Nesta quarta-feira (23), em Nova York, o presidente Lula reafirmou que Zelaya é o presidente legítimo e que quer garantias da segurança dele. "Nós não precisamos gastar meia palavra para falar do que aconteceu em Honduras. O presidente eleito foi retirado de sua casa de madrugada à força. Esse presidente resolveu voltar ao seu país. Nós queremos que ele fique com garantias lá e queremos que os golpistas não façam nada com a embaixada brasileira. Isso faz parte de convenções internacionais."

Zelaya está na embaixada brasileira desde segunda-feira (21), quando retornou a Honduras em busca, segundo ele, de "diálogo direto" para resolver a crise causada por sua deposição, em 28 de junho passado. O Brasil já afirmou que vai garantir a proteção de Zelaya dentro da embaixada e pediu ao Conselho de Segurança da ONU um encontro de emergência para discutir a pior crise na América Central em décadas.

Pelo 22º artigo da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961, os locais das Missões Diplomáticas (embaixadas e edifícios anexos) são invioláveis. Os agentes do estado acreditado (que recebe a embaixada) não podem entrar sem consentimento do chefe.

Essa atribuição de culpa ao Brasil dá força às denúncias de Zelaya de que o governo interino planeja enviar mercenários para invadir a embaixada brasileira e matá-lo.

Histórico

Zelaya voltou a Honduras nesta semana quase três meses depois de ser expulso. Nas primeiras horas do dia 28 de junho, dia em que pretendia realizar uma consulta popular sobre mudanças constitucionais que havia sido considerada ilegal pela Justiça, ele foi detido por militares, com apoio da Suprema Corte e do Congresso, sob a alegação de que visava a infringir a Constituição ao tentar passar por cima da cláusula pétrea que impede reeleições no país.

O presidente deposto, cujo mandato termina no início do próximo ano, nega que pretendesse continuar no poder e se apoia na rejeição internacional ao que é amplamente considerado um golpe de Estado --e no auxílio financeiro, político e logístico do presidente venezuelano, Hugo Chávez-- para desafiar a autoridade do presidente interino e retomar o poder.

Isolado internacionalmente, o presidente interino resiste à pressão externa para que Zelaya seja restituído e governa um país aparentemente dividido em relação à destituição, mas com uma elite política e militar --além da cúpula da Igreja Católica-- unida em torno da interpretação de que houve uma sucessão legítima de poder e de que a Presidência será passada de Micheletti apenas ao presidente eleito em novembro. As eleições estavam marcadas antes da deposição, e nem o presidente interino nem o deposto são candidatos.

Mas o retorno de Zelaya aumentou a pressão internacional sobre o governo interino, alimentou uma onda de protestos que desafiaram um toque de recolher nacional e fez da crise hondurenha um dos temas da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), reunida em Nova York esta semana. A ONU suspendeu um acordo de cooperação com o tribunal eleitoral hondurenho e a OEA planeja a viagem de uma delegação diplomática a Honduras para tentar negociar uma saída para o impasse.

Pelo menos duas pessoas morreram em manifestações de simpatizantes de Zelaya reprimidas pelas forças de segurança durante um toque de recolher que foi suspenso nesta manhã. Nesta quinta-feira, houve novas marchas em favor do presidente deposto, mas também manifestações favoráveis ao governo interino. Fonte: Folha Online

Leia mais >>

domingo, 31 de maio de 2009

A consciência cristã é mais ecológica - Por Luciano Brito

Seria trabalho das igrejas cristãs estimular uma maior consciência ecológica em seus membros?
Parece absurdo que alguém responda a esta pergunta negando ser este também o papel da igreja, contudo nem todos aqueles que se dizem discípulos de Cristo estão lutando para que haja uma maior consciência cristã na comunidade em que estão inseridos.
Se o cristianismo deve promover a vida, se a ecologia cuida dos processos ambientais que envolvem a vida, se o homem neste plano não vive sem o meio ambiente, todo cristão deveria concluir que ter uma consciência cristã é sim ter uma consciência ecológica.

Ah, seria tão bom se essa fosse a convicção de todos os cristãos, mas para a nossa tristeza não o é.

A atual crise ecológica e os impactos que o modo de vida dos cristãos tem sobre ela deveria nos incomodar a ponto de nos convencer da necessidade urgente de se repensar o nosso trabalho em nossas igrejas para que haja uma consciência mais cristã que redundará numa consciência mais ecológica.

Claro que para que isto ocorra será necessário também relacionar a atual crise ecológica com a construção de uma teologia cristã.

A maior dificuldade que presenciamos em nossas igrejas, pelo menos na minha e em algumas que conheço é o dualismo: “espiritual” e “não espiritual”.

Não difícil em nossa prática ministerial encontrarmos “cristãos” e “cristãs” que acreditam que determinados assuntos não são de interesse da igreja ou da teologia por serem temas “mundanos” muitas vezes tomando por base texto bíblicos isolados que subsidiam uma visão de Cristo e da Igreja distante de alguns temas, como a ecologia, por exemplo.

Já foi pior, mas, graças a Deus, hoje várias denominações estão pautando em suas revistas de escolas dominicais, pelo menos CPAD, temas relacionados à ética e mordomia... Também encontramos vários cursos teológicos que procuram despertar a consciência cristã mais ligada à criação, inclusive, terrestre.

Contudo, o cristianismo tem uma fundamentação bíblica pautada pelos evangelhos e neles encontramos claramente um respeito pela VIDA falar em consciência ecológica é uma questão de sobrevivência do ser humano, portanto a despeito de visões escatológicas que uma ou outra denominação possa adotar, não deveríamos ter dificuldade em dar um bom testemunho do Cristo a que servimos no presente tendo cuidado do meio ambiente.

Julgo também que podemos nos sentir tentamos em culpar os não cristãos pela crise ecológica atual tomando por base o simples fato de que a revolução industrial ocorreu na Europa e que a maioria dos países industrializados são países da Europa e América do Norte, mas que quantitativamente à China e outros países de maioria não cristã poderiam poluir igual ou até mais.

Portanto, não se trata de negarmos ou afirmarmos que o cristianismo é a causa fundamental para a crise ecológica como alguns afirmam, mas de reconhcermos que as pessoas cristãs que juntas formam as instituições humanas (igrejas, escolas,etc) e que ao longo de sua história construíram uma teologia cristã pautadas na dicotomia "espiritual" x "não espiritual" tem uma parcela de contribuição e são em parte responsáveis pela crise ecológica.

Se o mundo ocidental onde os dados mostram ser maioria cristã (católicos, tradicionais, pentecostais, etc) fosse mais zeloso no cuidado da criação e se levantassem como profetas, saíssem das quatro paredes e exercessem sua posição de liderança para influenciar nas políticas públicas, nos conselhos municipais, estaduais e federais, no legislativo, executivo e se pressionassem os seus governos a assinarem os tratados internacionais (p.ex EUA que se recusa a assiná-los) para redução da poluição, poderíamos não zerar os problemas, mas seríamos testemunhas mais relevantes de Cristo.

Da mesma maneira que não devemos “espiritualizar” tudo creio que não devemos também esquecer a dimensão espiritual, a sua origem esta ligada ao pecado. Os problemas ecológicos existentes são em parte frutos de um modo de vida consumista, alienado e irresponsável de conviver com a natureza e o ser humano, se vivêssemos o evangelho de Jesus Cristo, não teríamos a magnitude dos problemas ecológicos atuais e seríamos não apenas “luz”, mas estaríamos assumindo a nossa posição de “sal” além de estarmos glorificando o nome do nosso Senhor.

Eu preciso e quero melhorar! Nós precisamos melhorar! Minha motivação para isso não advém das criticas do mundo, mesmo que elas tenham fundamento e me estimulem, mas do chamado de Jesus em Mateus 5.16 “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”

Parte da impressa através da publicidade me incentivará a destruir a Terra e o meu semelhante, mas não quero ser influenciado por ela, ainda que seja difícil, quero estar sensível aos ensinos de Jesus e rejeitar os seus apelos.

Eu preciso melhorar! Deus conta com isso, posso separar o meu lixo para a coleta seletiva, posso economizar mais água, posso ver “o meu próximo” e compadecer-me de suas crise.

Glorifico a Deus por que nesta semana em que se debatem os problemas do meio ambiente muitos cristãos estarão decidindo sarar a terra e que a teologia boa estará sendo construída a despeito de conformismos institucionais.

Em nossos contextos podemos influenciar no poder do Espírito Santo para que aja em nossa comunidade pessoas conscientes de suas responsabilidades ecológicas.

“Não danifiqueis nem a terra, nem o mar nem as árvores…” Apocalipse 7.3

Leia mais >>