A maioria da população de 11 capitais brasileiras defende a pena de morte ou a prisão perpétua para estupradores.
As informações constam de uma pesquisa feita pelo NEV (Núcleo de Estudos da Violência) da USP e divulgada nesta terça-feira.
Conforme os dados, 73,8% dos moradores dessas capitais são a favor de penas mais duras para os condenados por estupro. Atualmente, estupradores podem ficar no máximo 12 anos dentro de um presídio, segundo o Código Penal.
Ao mesmo tempo, 51,8% dos entrevistados dizem ser contrários à pena de morte.
"O estupro é um dos crimes que mais provoca ódio nas pessoas. Quanto mais raiva a pessoa sente, maior é a propensão de ela aceitar uma pena dura para o criminoso", afirmou a psicóloga Nancy Cardia, coordenadora do trabalho.
Para o antropólogo Luiz Eduardo Soares, professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e ex-secretário nacional de Segurança Pública, o endurecimento de penas não resolve o problema da segurança pública.
"Quando você vai praticar um crime, a consciência te diz 'olha, pega a calculadora, agora não são sete anos, são treze'? Alguém faz um raciocínio desses?", questiona.
ARBITRARIEDADE
A pesquisa, baseada em 4.025 entrevistas, traz alguns paradoxos e resultados curiosos. Por exemplo, 67,9% das pessoas dessas capitais afirmaram se sentir menos segura em seus bairros, porém, ao mesmo tempo, a avaliação das polícias evoluiu, comparando os anos de 1999 (quando o levantamento foi feito pela primeira vez) e 2010.
Em outro ponto, o levantamento revela uma queda de quase 20 pontos percentuais entre os que reprovavam o uso da tortura para a obtenção de provas, fato que surpreendeu os pesquisadores. Em 1999, 71,2% dos entrevistados eram contrários à tortura.
Em 2010, o percentual caiu para 52,5%.
"É algo inaceitável em uma população que viveu uma ditadura militar por tanto tempo. Já temos quase 30 anos de democracia e até hoje essa questão ainda está arraigada na sociedade. É um fenômeno que nos assusta", afirma Cardia.
Para Luiz Eduardo Soares, o fato de o Brasil ter vivido a transição para a democracia "empurrando as cinzas para debaixo do tapete" contribui para a naturalização da violência do Estado.
"Isso num contexto em que governadores aplaudem a violência policial como sendo demonstração de bravura, Ministério Público que raras vezes denuncia extermínios e Judiciário que silencia", afirma.
A pesquisa foi feita apenas com maiores de 16 anos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Manaus, Porto Velho e Goiânia. Fonte: Folha Online, reportagem de Afonso Benites e Dario Negreiros
Participe da comunidade do meu Blog
Mostrando postagens com marcador pena de morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pena de morte. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 5 de junho de 2012
74% são a favor de pena de morte ou prisão perpétua para estupro
Marcadores:
estupro,
pena de morte,
prisão
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Justiça suspende apedrejamento de acusada de adultério
Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada e recebeu 99 chicotadas, apesar de sempre negar
A Justiça iraniana decidiu suspender, até segunda ordem, a pena de morte por apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani. Ela é uma mulher de 43 anos que foi a acusada de adultério. As informações são da agência oficial Irna.
"O veredicto foi suspenso por motivos humanitários e por ordem (...) do chefe da autoridade judiciária e não será aplicado pelo momento", declarou Malek Ajdar Sharifi, encarregado da Justiça na província do Azerbaijão oriental.
Mãe de dois filhos, Ashtiani recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma "relação ilícita" com dois homens. Depois, foi declarada culpada de "adultério estando casada", crime que sempre negou, e condenada a morte por apedrejamento.
O anúncio de que a aplicação da pena "poderia ser iminente" despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Reino Unido, EUA e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã.
Dezenas de celebridades dos mundos político e cultural, como o brasileiro Chico Buarque e a viúva de John Lennon, Yoko Ono, assinaram uma carta aberta contra o apedrejamento até a morte de Ashtiani. Fonte: Bem Paraná via Agência Estado
Leia mais >>
A Justiça iraniana decidiu suspender, até segunda ordem, a pena de morte por apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani. Ela é uma mulher de 43 anos que foi a acusada de adultério. As informações são da agência oficial Irna.
"O veredicto foi suspenso por motivos humanitários e por ordem (...) do chefe da autoridade judiciária e não será aplicado pelo momento", declarou Malek Ajdar Sharifi, encarregado da Justiça na província do Azerbaijão oriental.
Mãe de dois filhos, Ashtiani recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma "relação ilícita" com dois homens. Depois, foi declarada culpada de "adultério estando casada", crime que sempre negou, e condenada a morte por apedrejamento.
O anúncio de que a aplicação da pena "poderia ser iminente" despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Reino Unido, EUA e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã.
Dezenas de celebridades dos mundos político e cultural, como o brasileiro Chico Buarque e a viúva de John Lennon, Yoko Ono, assinaram uma carta aberta contra o apedrejamento até a morte de Ashtiani. Fonte: Bem Paraná via Agência Estado
Marcadores:
adultério,
apedrejamento,
Irã,
pena de morte
Assinar:
Postagens (Atom)