A prisão de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem --apontado como o chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha--, pode resultar em informações sobre o organograma do crime e corrupção policial. Em entrevista à Rede Globo, o secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou nesta segunda-feira que a polícia espera que Nem contribua com as investigações.
"Seria uma oportunidade importantíssima o oferecimento de alguma medida judicial para que ele pudesse contribuir com a Justiça e, obviamente, com a polícia", disse o secretário ao telejornal "Bom Dia Brasil". Medida que costuma ser aplicada é a da delação premiada, quando o criminoso coopera com a investigação e tem a pena reduzida pela Justiça.
O traficante foi preso na semana passada, no porta-malas de um carro, quando tentava fugir. Um dos policiais militares que participaram da prisão disse que os homens que ajudavam Nem na tentativa de fuga chegaram a oferecer R$ 1 milhão de suborno.
Para o secretário, Nem pode ajudar também a identificar casos de corrupção.
"Ele [Nem] tem conhecimento não só da arquitetura do tráfico como o assédio que ele, em tese, teria, no que diz respeito a corrupção. Nós esperamos ansiosamente que ele possa nos dar qualquer tipo de dado para que a gente puxe esse novelo", disse o secretário à GloboNews.
Rafael Andrade/Folhapress
Uma das casas do traficante Nem, na Rocinha
"As polícias querem esclarecer essas situações. Se isso [corrupção] é muito ruim, se isso dói, se isso é vergonhoso, se isso nos deixa mal, é essa mesma polícia que está fazendo um trabalho belíssimo. Essa mesma polícia está pacificando áreas", afirmou.
Forças de segurança ocuparam a Rocinha na madrugada de domingo (13), sem que tiros fossem disparados. Casas de luxo usadas pelos traficantes foram revistadas.
De acordo com o secretário, esses imóveis e equipamentos --considerados bens do tráfico-- podem ser destinados à comunidade ou ao governo. Segundo ele, uma das casas poderia ser uma base operacional da polícia, por exemplo, mas isso ainda depende de avaliação das autoridades. Fonte: Folha Online
Editoria de Arte/Folhapre
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Beltrame diz esperar que Nem forneça dados sobre tráfico e corrupção
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Sistema integrado de informações sobre presos é implantado no Paraná
Medida busca um acompanhamento permanente dos dados dos detentos do estado. A expectativa é que problemas como a superlotação de cadeias públicas seja amenizado com a nova ferramenta
Um banco de dados com as informações sobre todos os presos do Paraná está em fase de implantação na Secretaria de Justiça e Cidadania. O Sistema Integrado de Informações da População Carcerária e da População Sujeita a Penas e Medidas Alternativas busca um acompanhamento permanente dos dados dos detentos do estado. A expectativa é que problemas como a superlotação de cadeias públicas seja amenizado com a nova ferramenta de dados.
De acordo com a Agência Estadual de Notícias (AEN), órgão oficial de comunicação do governo do estado, o Paraná tem cerca de 14.500 presos na esfera da Secretaria da Justiça e da Cidadania (Seju) e outros 15 mil em estruturas da Secretaria da Segurança Pública (Sesp). A intenção é corrigir a falha de comunicação que existia entre os dois sistemas que não eram integrados.
Em entrevista para a AEN, a secretária da Justiça e Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes disse que “é imprescindível que haja integração dos dados, possibilitando consultas aos sistemas tanto da Seju como da Sesp, e também do Tribunal de Justiça”. Ela acredita que dessa forma será possível obter relatórios diários para controle da situação processual dos presos, inclusive sobre penas e medidas alternativas.
A integração dos dados vai possibilitar também o levantamento da real situação de 205 estrangeiros que cumprem pena no Paraná e a adoção de medidas para eventuais transferências a seus países de origem. Será possível ainda acompanhar a situação das mulheres presas, idosos acima de 60 anos e dos que têm doenças graves, para as providências que se fizerem necessárias. Para implementar o sistema, a Seju assinará termos de cooperação técnica com a Sesp, com os órgãos responsáveis pela execução penal e também com instituições de pesquisa e ensino superior. Fonte: Gazeta do Povo
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Um banco de dados com as informações sobre todos os presos do Paraná está em fase de implantação na Secretaria de Justiça e Cidadania. O Sistema Integrado de Informações da População Carcerária e da População Sujeita a Penas e Medidas Alternativas busca um acompanhamento permanente dos dados dos detentos do estado. A expectativa é que problemas como a superlotação de cadeias públicas seja amenizado com a nova ferramenta de dados.
De acordo com a Agência Estadual de Notícias (AEN), órgão oficial de comunicação do governo do estado, o Paraná tem cerca de 14.500 presos na esfera da Secretaria da Justiça e da Cidadania (Seju) e outros 15 mil em estruturas da Secretaria da Segurança Pública (Sesp). A intenção é corrigir a falha de comunicação que existia entre os dois sistemas que não eram integrados.
Em entrevista para a AEN, a secretária da Justiça e Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes disse que “é imprescindível que haja integração dos dados, possibilitando consultas aos sistemas tanto da Seju como da Sesp, e também do Tribunal de Justiça”. Ela acredita que dessa forma será possível obter relatórios diários para controle da situação processual dos presos, inclusive sobre penas e medidas alternativas.
A integração dos dados vai possibilitar também o levantamento da real situação de 205 estrangeiros que cumprem pena no Paraná e a adoção de medidas para eventuais transferências a seus países de origem. Será possível ainda acompanhar a situação das mulheres presas, idosos acima de 60 anos e dos que têm doenças graves, para as providências que se fizerem necessárias. Para implementar o sistema, a Seju assinará termos de cooperação técnica com a Sesp, com os órgãos responsáveis pela execução penal e também com instituições de pesquisa e ensino superior. Fonte: Gazeta do Povo
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