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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A QUEM NÃO INTERESSA A APROVAÇÃO DA PEC 308? Por Luciano Brito

Indiscutivelmente temos presenciado cenas de uma guerra urbana, que existe, que é real e que pode ser denominada de narcoterrorismo um fenômeno social que dentre os tantos fatores do complexo que envolve a criminalidade ocorre como produto de anos de descaso com os menos favorecidos e marginalizados das comunidades das periferias dos grandes centros urbanos.

Muito me impressiona que em meio a esses conflitos urbanos deflagrados nas ruas das cidades brasileiras, pouco ou quase nada se fala sobre uma mudança estrutural no sistema prisional brasileiro.

Apesar da evidente importância que o sistema prisional tem para a segurança pública e que sempre é citado e vem à tona nestes períodos de crise praticamente nada tem sido feito para reestruturar a administração do sistema prisional a nível nacional.

Em meio a estes conflitos urbanos até mesmo o público leigo constata diante das inúmeras reportagens que reproduzem o dia a dia das penitenciárias brasileiras que algo precisa ser feito para que os chefes do tráfico mesmo presos não tenham tamanha influência sobre suas quadrilhas a ponto de comandarem e ordenarem uma sucessão de ataques terroristas todas as vezes que o Estado não se submete aos seus desejos.

Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro tem sofrido constantes ataques perpretados por facções criminosas que visam tão somente à manutenção e o crescimento de seus lucros a custo da exploração e destruição de nossas famílias, da venda de drogas em portas de escolas e em nossas comunidades, da exploração da massa carcerária que é massa de manobra, da morte e agora do terror.

As forças estaduais do sistema prisional têm em seus quadros servidores comprometidos e competentes que sem dúvida tem contribuído para que estas crises não sejam de proporções maiores.

Existem boas iniciativas e práticas que têm sido adotadas por alguns estados com o de Minas Gerais que criou dentro da Secretaria de Defesa Social a Superintendência da Guarda Penitenciária, como o de São Paulo e do Rio de Janeiro que criaram a Secretaria de Administração Penitenciária, ambas surgem numa tentativa de aperfeiçoar o sistema prisional, de valorização dos agentes penitenciários e demais servidores e visando criar mecanismos de inteligência eficazes na manutenção da segurança pública.

Contudo, tais esforços tem se mostrado ainda insuficientes para prejudicar a influência dos chefes do tráfico na orquestração de atentados como os que temos visto.

Diante destes fatos é inadmissível que muitas propostas para a melhoria do sistema prisional brasileiro e de justiça criminal fiquem paradas no congresso nacional.

Uma destas propostas e que considero fundamental é a Proposta de Emenda Constitucional – PEC 308/04 que precisa rapidamente ser colocada em votação e aprovada pela Câmara dos Deputados e que prevê a alteração do Artigo 144 da Constituição Federal reconhecendo a centenária atividade da polícia penal, a nível federal e estadual o que possibilitaria a padronização e profissionalização da administração penitenciária.

Portanto, a quem interessa um sistema prisional precário e vulnerável? A quem interessa um sistema penitenciário que possibilita o crescente poder das facções criminosas? A quem interessa a não aprovação da PEC 308/04?

Luciano Brito, é servidor público a 19 anos e agente penitenciário no Paraná a mais de 14 anos.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Teoria de Conspiração? FEMA e a Nova Ordem Mundial

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domingo, 8 de novembro de 2009

Secretária de Segurança Nacional dos EUA alerta contra onda antimuçulmanos

A secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Janet Napolitano, afirmou neste domingo que o departamento está trabalhando com grupos de todo o país para evitar qualquer onda antimuçulmanos após o ataque de um major americano muçulmano à base militar de Fort Hood, no Estado americano do Texas. No ataque de quinta-feira (5), o major Nidal Malik Hassan matou a tiros 13 pessoas e feriu outras 30.

Em viagem aos Emirados Árabes Unidos, Napolitano parece reafirmar ao mundo árabe que as autoridades americanas estão adotando as medidas necessárias para evitar qualquer sentimento de ódio causado pelo ataque de Hassan. A viagem vem após discursos de Obama de que estende as mãos ao mundo muçulmano.

"Este foi um indivíduo que não representa, obviamente, a fé muçulmana", disse Napolitano, que está na capital Abu Dhabi. "Obviamente nós rejeitamos e não acreditamos que qualquer sentimento antimuçulmano deva emanar disso".

Napolitano, que discursou para mulheres universitárias, planeja ainda conversar com agentes de segurança do país. Ela não deu detalhes sobre o tema das reuniões, mas a cooperação em segurança aumentou entre os dois países depois que as companhias aéreas iniciaram voos diretos.

Ataque

O ataque começou às 13h30 desta quinta-feira (17h30 no horário de Brasília) no Centro Soldier Readiness, onde os soldados que estão prestes a serem enviados para o campo de batalha ou que estão voltando da guerra passam por exames médicos. Perto de lá, alguns soldados lideravam uma cerimônia de graduação em um teatro com cerca de 600 pessoas, entre tropas e familiares.

Segundo relatos não confirmados de soldados presentes na base, Hassan gritou a expressão árabe "Allahu Akbar", que significa "Deus é grande", antes de abrir fogo contra os colegas.

Segundo as agências de notícias, Hassan começou a atirar com duas armas --ao menos uma delas semiautomática. Uma sargento que estava no local conseguiu atingir Hassan e encerrar o ataque.

Segundo Bob Cone, porta-voz da base, não há indicação de que as armas eram do Exército ou de que este foi um ataque com motivações terroristas. Ele afirmou ainda que o FBI (polícia federal americana) e os especialistas forenses do Exército estão investigando o crime.

Hassan, 39, tratava soldados feridos em guerra ou que se preparavam para ir ao fronte de batalha. Muçulmano nascido nos Estados Unidos e filho de imigrantes palestinos, ele cresceu na Virgínia. Serviu como psiquiatra no Centro Médico Militar Walter Reed em Washington, capital, que trata principalmente militares feridos gravemente.

O primo do major, Nader Hassan, afirmou anteriormente à rede Fox News que ele se opunha às guerras no Iraque e no Afeganistão e estava preocupado com a notícia de que seria enviado em breve para o fronte de batalha. "Nós sabemos há cinco anos que este era provavelmente seu pior pesadelo", afirmou, em referência à sua transferência para o fronte de batalha.

Segundo Nader, o primo foi transferido para a base de Fort Hood em abril e estava muito relutante com a notícia de que seria transferido.

Segundo o coronel aposentado Terry Lee, que disse ter trabalhado com Hassan, ele aguardava que o presidente Barack Obama anunciasse a retirada das tropas e frequentemente brigava com os colegas de base que apoiavam as guerras. Fonte: Associated Press, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)e Folha Online

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