do Estádio Willie Davids
Fotos abaixo de diversos momentos da multidão percorrendo as avenidas Prudente de Morais, Paraná, Brasil e 15 de Novembro
Um homem de 21 anos acusado de ser integrante da facção criminosa PCC foi preso por volta das 23h30 de segunda-feira (16), na PR-323, trecho de Sertaneja, município a 63 km de Cornélio Procópio. Weber da Silva Conceição dirigia um veículo Punto em direção a São Paulo quando foi abordado pela Polícia Rodoviária.
Os policiais constataram que havia um mandado de prisão no nome do rapaz por associação ao tráfico de drogas e prenderam o jovem. Segundo os policiais Weber faz parte da facção criminosa e é acusado de assassinar dois agentes penitenciários da região de Londrina.
Weber foi detido e encaminhado para Londrina. Já as outras pessoas que estavam com ele no veículo foram liberadas. Fonte: Bonde News
Ação integrada da polícia ocorreu durante a tarde de sexta em um dos pontos mais perigosos da cidade, contando até com helicóptero;
Sergio Ranalli/Equipe Folha
Policiais militares bloquearam todos os acessos da Vila Marízia, zona leste de Londrina, na tentativa de prender traficantes. A ação foi iniciada por volta das 15hh30 desta sexta-feira (21) e faz parte da Operação Todos Por Um II.
Mais de sessenta policiais participam da operação, inclusive com uso de helicóptero. "Fizemos o congelamento no bairro todo, fechamento de todas as entradas e revista das pessoas. Foi feita inspeção completa, mas não houve nenhuma prisão", afirmou o relações públicas do 5º Batalhão, capitão Ricardo Eguedis.
Os policiais vistoriaram o fundo de vale e alguns barracos, mas nenhuma droga foi localizada. Fonte: Bonde News
Desde 2006, usuários de drogas não são mais condenados à prisão. As punições se resumem em advertência, prestação de serviços à comunidade e participação em cursos sobre as consequências do uso de drogas. A lei entrou em vigor, mas o cumprimento dela ficava restrito, na maioria das vezes, nas duas primeiras medidas.
Não havia gente especializada para ministrar os cursos. Pensando na prevenção e tendo que atender à lei, o Patronato Penitenciário de Londrina firmou parceria com a Unopar e o Núcleo de Redução de Danos e criou módulos para atender os usuários envolvidos com a Justiça. A iniciativa, que têm três anos, rendeu, este mês, o Diploma de Mérito pela Valorização da Vida, concedido pelo Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas.
De acordo, com a promotora Luciana Lepri, que recebeu o prêmio em Curitiba, o grande diferencial dos cursos realizados cidade é o enfoque dado por psicólogos e assistentes sociais. “ Não adianta simplesmente falar que a droga faz mal, porque isso o usuário tem consciência”, comenta. “É preciso saber que o que eles querem ouvir.” Para isso, a promotora explica que os coordenadores traçam, inicialmente um perfil de cada grupo e daí sim montam a programação que aborda mercado de trabalho, ressocialização, abandono do vício, entre outros assuntos.
Segundo a diretora do Patronato, Cíntia Helena dos Santos, são sete encontros obrigatórios.
Os cursos são dados no Patronato, para condenados em regime aberto e egressos do sistema prisional, e também para os detidos nas Penitenciárias Estaduais 1 e 2 (antigo Centro de Detenção e Ressocialização de Londrina) e na Casa de Custódia de Londrina. “O Saiba é bastante flexível”, reforça a promotora. “A intenção é mostrar ao usuário sua realidade e as alternativas que existem.” No inicio do programa quando ainda havia a parceria com a Unopar, o Patronato conseguiu traçar um perfil dos usuários de drogas processados entre os anos de 1996 a 2000.
De acordo com Luciana Lepri, a maioria era homens, com idades entre 18 e 23 anos, desempregados ou com renda de até um salário mínimo, que usavam maconha, aos domingos, no centro da cidade. “Precisamos atualizar esse diagnóstico”, observa a promotora, “porque hoje existem outras drogas e, com certeza, a situação é outra”. Na opinião dela, é importante ter esse perfil tanto para o conteúdos dos cursos como para propor ações públicas ao Executivo e à sociedade. No próximo dia 10 de agosto, uma procuradora geral do Amapá vem a Londrina conhecer o projeto local. Fonte: Jornal Folha Norte, reportagem de Marivone Ramos