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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Missão diplomática vai à região de conflito com brasileiros no Suriname

Grupo viaja com oito representantes do governo brasileiro e surinamês. Onda de violência deixou feridos e destruiu vila que abrigava brasileiros

Uma missão de oito pessoas, entre representantes do governo brasileiro e surinamês e da polícia local, viaja neste domingo (27) para Albina, nordeste do Suriname, para avaliar a extensão do conflito violento que ocorreu na véspera de Natal, dia 24. Segundo o embaixador brasileiro no país, José Luiz Machado e Costa, ainda não há informações oficiais de mortos brasileiros, embora o padre José Vergílio tenha relatado a morte de pelo menos sete pessoas.

"Iremos até lá avaliar a situação, ver se ainda há brasileiros na região e investigar mais dados, pois até agora temos apenas relatos, nenhuma informação oficial de mortos", disse José Luiz em entrevista por telefone.

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou de Brasília às 7h em direção à região, com dois funcionários do Itamaraty, confirmou a Aeronáutica brasileira.


A informação oficial da embaixada é de um morto (surinamês) e 25 feridos, sete em estado grave. José Luiz disse que na tarde de sábado esteve no hospital para visitar os brasileiros e a maioria está fora de perigo.

O conflito

Tudo começou em uma festa na noite do dia 24. Um brasileiro teria discutido e esfaqueado um "marrom", como são conhecidos os surinameses quilombolas, descendentes de escravos. O brasileiro está foragido. Após a briga, um grupo de surinameses atacou o local em retaliação.

Brasileiros foram agredidos com paus e facões, segundo os relatos. Vinte mulheres brasileiras ainda teriam sido vítimas de violência sexual. Além de brasileiros, chineses, colombianos e peruanos que moram na vila que abrigava os estrangeiros também foram atacados.

De acordo com a embaixada, os brasileiros que vivem em Albina trabalham no garimpo de ouro, atividade proibida no Suriname, e vivem, em sua maioria, ilegalmente no país. Albina tem cerca de 10 mil habitantes e fica na fronteira do Suriname com a Guiana Francesa.

Relatos

Segundo o padre brasileiro José Vergílio, que foi à cidade neste sábado (26), a violência entre quilombolas de Albina e brasileiros e chineses que vivem no local foi maior do que divulgado inicialmente pelas autoridades. O número total de mortos, segundo o missionário, ainda não está claro, mas pelo menos sete pessoas morreram.

"Os números são contraditórios. O número não foi confirmado, mas já passa de sete mortos. A senhora que perdeu o bebê foi cortada, o bebê tirado da barriga e veio a falecer nesta tarde do dia 26. Encontramos um corpo na água e foi motivo de muito choque para todos", relatou o missionário.

Segundo Vergílio, que é responsável pela mídia católica no Suriname e mora no país há oito anos, até este sábado (26) pessoas brancas que circulassem pelas ruas de Albina poderiam ser vítima de represálias da população negra local.

"A situação está sob controle militar nesse instante. A polícia local e o exército cercaram a área. Nenhuma pessoa branca pode permanecer na área e foram para capital ou para Guiana Francesa. Até índios nativos estão sendo confundidos com brasileiros", disse Vergílio.

Uma brasileira contou por telefone que tudo começou na noite de Natal, depois de uma briga entre um brasileiro e um surinamês por causa de uma dívida. O morador local foi morto e uma multidão de surinameses começou a perseguir um grupo de cerca de 80 brasileiros que trabalha no garimpo da região.

“Eles ´armado` com revólver, com faca, com terçado, com pedra, com pau, com tudo que eles encontravam na frente. Nós ´ficou` tudo apavorado”, contou Liliane Rocha Sá, uma das vítimas do ataque. Ela contou que cerca de 300 surinameses colocaram fogo num posto de gasolina, em casas e no galpão onde os brasileiros estavam acampados.

“Muita fumaça, ninguém enxergava mais ninguém e começou o desespero e não tinha saída, porque nós ´tava tudo lacrado nas grade`, entendeu?”, disse a brasileira. Fonte: Gazeta do Povo

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Navios da Coreia do Sul e Coreia do Norte trocam tiros e elevam tensão regional

Uma patrulha naval norte-coreana e uma embarcação da Marinha da Coreia do Sul trocaram disparos nas águas do mar Ocidental (mar Amarelo) nesta terça-feira, incidente que eleva a tensão regional às vésperas da visita do presidente americano, Barack Obama, à Coreia do Sul e em meio ao discurso do regime comunista pela volta ao diálogo de desnuclearização.

Segundo a agência sul-coreana Yonhap, a breve disputa não deixou vítimas. Pyongyang, contudo, já reivindicou pedido formal de desculpas de Seul alegando que o ataque provocou sérios danos à patrulha norte-coreana.

A agência, que cita uma fonte do Ministério da Defesa em Seul, informa que uma patrulha norte-coreana cruzou a linha de fronteira marítima, o que levou à embarcação da Coreia do Sul a realizar "disparos de advertência", respondidos prontamente pelos norte-coreanos. O navio patrulha do regime comunista de Pyongyang "aparentemente sofreu danos", afirmou a fonte.

O canal sul-coreano YTN, citando fontes militares, informou que o barco norte-coreano atravessou a fronteira quando perseguia um pesqueiro chinês que operava na região.

Segundo a versão do Estado-Maior sul-coreano, o navio da Coreia do Norte "abriu fogo contra nosso navio". "Respondemos, obrigando o navio norte-coreano a recuar em sua rota", afirma um comunicado militar.

"Não houve vítimas do nosso lado. Permanecemos vigilantes quanto a novas provocações do Norte", completa o texto.

Já a agência oficial norte-coreana KCNA afirmou ainda que o navio da Coreia do Norte retornava de uma missão de reconhecimento quando "um grupo de navios de guerra das forças sul-coreanas lhe passaram a caçá-los e cometeram a grave provocação de disparar-lhe".

O incidente aconteceu às 11h28 (0h28 no horário de Brasília), perto da ilha de Daechong.

Desculpas

As autoridades norte-coreanas exigiram um pedido de desculpas e denunciaram uma "grave provocação armada'.

"As autoridades militares sul-coreanas devem apresentar desculpas ao Norte por esta provocação armada e adotar as medidas que se impõem para que uma provocação similar não volte a se repetir", afirma o Estado-Maior norte-coreano em um comunicado divulgado pela agência KCNA.

No mês passado, Pyongyang acusou Seul de ter violado a fronteira marítima em litígio e enviou navios de guerra à zona.

Ataques

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, convocou uma reunião ministerial de emergência após o fato, enquanto que o primeiro-ministro, Chung Un-chan, chamou à calma e assegurou que se tratou de um "enfrentamento acidental".

A linha de fronteira marítima entre os dois países, em tese ainda em guerra, já que não assinaram um tratado de paz para acabar com o conflito de 1950-1953, nunca foi reconhecida pela Coreia do Norte e é uma área de de frequentes disputas entre as duas Coreias.

Em 2002, navios de guerra norte-coreanos dispararam contra navios da Coreia do Sul e deixaram quatro mortos e 18 feridos. Posteriormente, Pyongyang se desculpou.

Três anos antes, em 1999, aconteceu outro enfrentamento que acabou com o naufrágio de um navio de Pyongyang e a morte de cerca de 80 marinheiros.

A zona de fronteira marítima entre as duas Coreias é especialmente conflituosa, já que Pyongyang rejeita a polêmica Linha do Limite do Norte (NLL), estabelecida no final da Guerra da Coreia (1950-1953) pelas tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) lideradas pelos Estados Unidos.

Trata-se de uma linha fronteiriça que é objeto de disputa por ambas partes, que se acusaram mutuamente de violá-la em numerosas ocasiões.

A Coreia do Norte assinalou em inúmeras vezes que as incursões de seu vizinho do sul são "premeditadas" para intensificar a tensão, enquanto Seul repete acusações similares contra Pyongyang.

Tensão

As relações entre os dois países se agravaram consideravelmente desde fevereiro de 2008, com a chegada ao poder em Seul do presidente Lee Myung-Bak, um conservador partidário de uma posição intransigente a respeito do vizinho norte-coreano.

A tensão voltou a aumentar com o teste nuclear executado em 25 de maio por Pyongyang, condenado pela ONU, que anunciou ainda a ruptura do compromisso com o armistício de 1953 que encerrou a Guerra da Coreia.

No entanto, a Coreia do Norte, que em meados de abril se retirou das negociações multilaterais sobre seu programa nuclear e que recentemente intensificou os testes de mísseis, não descartou totalmente as opções de um diálogo.

Pyongyang também convidou o emissário americano Stephen Bosworth para tentar reativar as conversações sobre a questão nuclear. Fonte: Folha Online

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Rabinos que ainda esperam a chegada do messias instam judeus a visitarem “Monte do Templo”


Um grupo de rabinos radicais que acreditam na iminente chegada do messias exortou no domingo (25/10) a todos os judeus do mundo a visitarem o “Monte do Templo” (Esplanada das Mesquitas), apesar da tensão que isso poderia provocar com o mundo muçulmano.

“Há um fenômeno preocupante e é que cada vez que duas ou três pedras são lançadas (por árabes), os judeus são afastados do Monte do Templo. Os árabes aprenderam (a fórmula) e atuam em consequência”, disse o rabino Yehuda Glick, diretor do Instituto do Templo e organizador da conferência.

Por “Monte do Templo” os judeus entendem o lugar onde existia há dois mil anos o bíblico santuário de Jerusalém e onde há séculos está a esplanada que abriga as mesquitas de Al-Aqsa – terceiro santuário mais sagrado do islã – e de Omar.

As visitas judaicas a esse lugar desencadearam no passado sangrentas ondas de violência como a Intifada de Al-Aqsa, em 2000, e no domingo mesmo cerca de vinte pessoas ficaram feridas em enfrentamentos entre policiais israelenses e palestinos que tinham sido convocados a “defender Al-Aqsa”, em coincidência com a conferência dos rabinos.

“Quando nós tenhamos a outros cem Yehuda Glick, a outras cem pessoas disposta a entregar sua alma (como os muçulmanos), o ‘Monte do Templo’ será nosso”, declarou Yaakov Madan, um dos rabinos supostamente mais moderados do fórum e que se inclina por não fazer visitas ao recinto sagrado.

Há três décadas os judeus não costumavam subir à Esplanada das Mesquitas porque a corrente ultra-ortodoxa impunha que, ao fazê-lo, violavam a pureza do Sancta Sanctorum, ao que só tinha acesso o Sumo Sacerdote uma vez ao ano, no Dia do Perdão.

No entanto, nos últimos anos ganhou força outra corrente de rabinos que militam no movimento religioso sionista e que acham que a era mesiânica chegou.

Glick, cujo instituto começou inclusive a tecer as vestimentas dos sacerdotes, assim como as de seus seguidores, acha que é o momento de reivindicar fisicamente a jurisdição sobre o “Monte o Templo”, para que o messias possa completar sua construção de acordo às mais antigas profecias bíblicas.

Do grupo fazem parte conhecidos líderes espirituais do movimento religioso sionista, que se reuniram no fim de semana em conferência por ocasião do 843º aniversário da visita do filósofo sefardita Maimônides a esse lugar sagrado e que reivindicam que também devem ter acesso a ele.

À conferência, realizada em Jerusalém, assistiram também pelo menos cinco deputados de partidos ultranacionalistas, um dos líderes mais radicais do governante Likud, Moshé Feiglin, e o tenente prefeito de Jerusalém, David Hadari.

A conferência foi emitida ao vivo pela emissora do movimento sionista religioso Arutz Sheva.Fonte: Último Segundo

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