Em dezembro de 2009, conversei com o pastor João Barbosa de Macedo por ocasião do seu jubilamento, veja no link abaixo a íntegra desta entrevista.
Fala Pastor Macedo
P.1. Como foi o desafio de aceitar presidir o campo de Maringá?
Foi um verdadeiro desafio. O campo de Maringá encontrava-se em péssima condição financeira, com pouca estrutura e templos. Não tinha casa pastoral com condições de conforto e dignidade;
P.2. Quais foram as dificuldades encontradas?
Não havia nenhum dinheiro em caixa e muitas dÍvidas registradas em atas e documentos. Encontramos um presbitério e corpo de cooperadores com dificultuosa coordenação e as equipes descoordenadas dadas a precária condição estrutural e financeira.
Leia mais
Participe da comunidade do meu Blog
sábado, 16 de junho de 2012
Saiba mais sobre o nosso saudoso Pastor Macedo
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Uma entrevista histórica com o pastor José Pimentel de Carvalho
Presidente da CGADB por seis mandatos e presidente da AD de Curitiba desde 1962, este ancião concedeu no final do ano de 1987 uma entrevista em Joinville ao periódico “O Assembleiano”. Na época no alto de seus 71 anos com 42 anos de ministério, ele expressou-se sobre alguns assuntos que ainda hoje geram polêmica dentro da denominação.
Por ser um representante legítimo de uma geração de obreiros quase que extinta, selecionei trechos da entrevista onde em seguida faço alguns comentários para situar o leitor historicamente.
O Assembleiano: Há quarenta e dois anos, no início do seu pastorado, era mais fácil conduzir a igreja?
Pimentel: Era mais fácil, porque o crente respeitava mais a autoridade pastoral. Havia mais imposição e menos discussão, em torno de certos assuntos. Esses eram como regras estabelecidas e o crente obedecia ou era disciplinado.
Tal situação somente era possível, pois a grande maioria de crentes eram pessoas simples, que aceitavam as regras de igreja de forma muito passiva. Certas interdições, proibições ou imposições eram plenamente assimiladas por gente humilde, sem estudo e de condição material limitada. Com o passar dos anos a igreja mudou seu perfil social. Membros com mais escolaridade e nível social maior tendem a questionar mais, se impor mais e com isso causar certos conflitos dentro das igrejas. Pastor Pimentel estava vivendo esse momento de transição e se lembrava com certo saudosismo do tempo de irrestrita obediência as regras da igreja.
O Assembleiano: O senhor deve estar entrando, talvez, na sua última década...
Pimentel: Eu creio que sim.
Ele cria, porém a crença não se confirmou, pois esse senhor no presente momento com 94 anos de idade continua presidindo a AD curitibana. Já são 65 anos de ministério e 42 anos de liderança na igreja da capital paranaense. Sua longevidade no pastorado da igreja em Curitiba o faz parecer um verdadeiro papa no exercício do seu pontificado.
O Assembleiano: O senhor vê seu ministério mais aperfeiçoado, ou o considera no mesmo nível em que começou?
Pimentel: Eu me sinto com um ministério realizado, e tenho no meu coração uma dor muito grande pela obra de Deus. Eu fico preocupado quando observo esses pastores de laboratório...
O Assembleiano: O que o senhor entende por “pastores de laboratório”?
Pimentel: Esses institutos, onde se fazem cursos rasos de teologia, pois não temos professores gabaritados, onde as pessoas estudam durante 3 a 4 anos e já aparecem como bacharéis em Teologia, quando conhecem muito pouco, mas que influenciam e ficam criando problemas para a obra (...) Esta produção de pastores de laboratório está contribuindo para o surgimento de certos grupos que não se conformam comigo, com 42 anos de ministério. Não se conformam, porque pretendo manter aquela linha, até morrer, pois creio que a AD, que já fez 75 anos de existência, deve continuar a ser igreja pentecostal, e pentecostalismo não se mistura com o mundo. Então pretendo manter isto, os novos pastores estão apoiando grupos de idéias avançadas para o mundo, com novidades, inovações.
Como autêntico representante de uma época, pastor Pimentel ainda manifesta certas restrições aos institutos bíblicos. É evidente nesse ponto da entrevista a revelação entre o choque das lideranças mais antigas formadas junto aos pioneiros suecos e as novas lideranças moldadas nas instituições de ensino teológico.
Vale à pena refletir: quais mudanças esses novos pastores queriam? Quais problemas geravam? Quais inovações desejavam?
É inegável nesse ponto a constatação de que grupos dentro da denominação ansiavam por mudanças e transformações, ou para atender novas gerações de crentes mais escolarizadas e em plena ascensão social, ou devido a forte concorrência de novas igrejas pentecostais onde as proibições e as questões de “usos e costumes” inexistiam.
Outro dado importante é que a expressão “pastores de laboratório” sempre foi usada pela antiga liderança assembleiana para de forma pejorativa se criticar, impedir ou anular qualquer tentativa de criação de institutos bíblicos entre as Assembléias de Deus no Brasil. O argumento era que esses institutos criariam obreiros artificiais e mundanos, os quais estariam longe da “linha” de conduta ministerial dos pioneiros.
O Assembleiano: O senhor tem sido o arquiteto da unidade da igreja, enquanto Presidente da Convenção nacional. É possível manter essa unidade?
Pimentel: Hoje eu estou apenas apreciando o cenário e estou verificando que talvez esse fracionamento seja irreversível, isto porque o desvirtuar da unidade começou há muito tempo, por volta de 1940, de modo que convivi com o problema no Rio de Janeiro por 17 anos. Já na época, não houve formas de voltar à unidade e esse desvio avolumou-se.
Pastor Pimentel iniciou seu ministério no estado do Rio de Janeiro, e viu o surgimento de ministérios assembleianos que se tornaram concorrentes entre si.
Debaixo da mesma placa denominacional brigas ferozes ocorreram na disputa por membros, ministros e de campos de trabalho. Ao se referir ao ano de 1940 como início da fragmentação assembleiana, Pimentel estaria se reportando à fundação do ministério de Madureira por Paulo Leivas Macalão? É provável que sim, pois foi justamente em 1941 que Madureira conseguiu sua autonomia jurídica em relação à AD de São Cristóvão, igreja a qual ele era filiado.
Como bem observou, seguindo o exemplo de Madureira outros ministérios conquistaram sua autonomia, e ainda hoje a fragmentação continua. Atualmente a Assembléia de Deus é uma grande denominação fracionada em diversos ministérios que intensificaram ainda mais a concorrência entre si. E não é somente isso. As diferenças litúrgicas e teológicas cada vez mais se acentuam, tornando a igreja uma verdadeira Babel eclesiástica, onde cada um fala a sua língua e se conduz como achar melhor ou mais lucrativo. Fonte: O ASSEMBLEIANO. Joinville ano II nº6 dez 87/jan.88 p.5
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Ouça a entrevista do Prefeito Beto Richa ao Ronaldo Nezo na CBN
Beto Richa sustenta que candidatura dele ao governo do Paraná será definida em 2010
O prefeito disse que a opinião de curitibanos será determinante para decisão. Hoje, 70% apoiariam a renúncia da prefeitura para que Richa pudesse disputar o cargo de governador. Ele assegurou que, se eleito, não abandonará o interior. Também tem planos de mais investimentos para a segurança pública de Maringá. Com exclusividade, Beto Richa confirmou que vai sancionar projeto contra o fumo em Curitiba.
Clique aqui e ouça a entrevista completa
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Cantor Regis Danese fala sobre pactos malignos e mensagem subliminar na canção "Faz um Milagre em Mim"

Em entrevista, o cantor Regis Danese se defende da acusação de que a música "Faz um Milagre em Mim", do CD “Compromisso”, que vendeu mais de 1 milhão de cópias, teria uma mensagem subliminar satânica e que o cantor teria realizado pactos malignos para o sucesso da música.
O CD Compromisso, de Regis Danese, que traz a canção faz um "Milagre em mim", vendeu desde seu lançamento no primeiro semestre de 2008, mais de 1 milhão de cópias. A música saiu do cenário gospel e chegou a rádios e TV's seculares. "Como Zaqueu, eu quero subir..." recebeu versões em pagode, axé e forró, e está na boca do público nas igrejas, nas ruas, nos ônibus, e em muitos lugares no Brasil.
Vídeos publicados no Youtube recentemente afirmam que a canção, quando tocada ao contrário, traz uma mensagem subliminar satânica. Alguns blogs e sites confirmam que o cantor realizou pactos espirituais malignos. Brincadeira ou não, o tema é discussão de fóruns na internet e chegou ao Guia-me por meio do contato de internautas que pedem uma resposta do cantor e lamentam que nas igrejas em que congregam a canção não possa mais ser ministrada.
Em entrevista ao site Guia-me, Regis afirmou ter conhecimento dos comentários e deixou uma mensagem a quem acompanha seu ministério e gosta de suas canções.
Regis, você tem conhecimento de vídeos e mensagens que afirmam que a canção "Faz um milagre em mim" traz uma mensagem subliminar satânica e que você teria feito pactos espirituais?
É claro que tenho conhecimento, acho isto uma maldade.
Como você reage diante desses comentários? O que você pensa sobre isso?
Ou é um satanista que inventou isto ou alguém frustrado que tem vontade de ser famoso e não conseguiu.
Eu fiz um pacto com Jesus Cristo quando entreguei minha vida para Ele, e selei este pacto quando me batizei. Uma música que está curando, salvando e trazendo libertação não pode servir de maldição porque a palavra de Deus é bem clara, uma fonte não pode jorrar água doce e salgada. Não tem como servir a dois senhores, ou você agrada a Deus ou agrada ao diabo. Estou tranqüilo porque quando falam mal de mim não estão falando mal de mim, mas sim do meu Deus que me chamou, ungiu e me escolheu. Tudo que está acontecendo na minha vida é um sonho, um projeto de Deus!
Você acha que esses comentários podem atrapalhar o propósito de Deus para a canção?
Não. Está dando mais ibope. Enquanto isso, as emissoras seculares estão tocando muito, programas seculares, e a Palavra de Deus está sendo pregada para quem realmente precisa ouvir e não crentes hipócritas, fariseus, nada pode impedir o agir de Deus em nossas vidas!
Em muitas igrejas, a canção não pode ser ministrada e os membros não podem nem mesmo ouvi-la. Gostaria que você comentasse o sucesso da canção e a reação das pessoas diante dele, e deixasse uma mensagem para o público sobre "Faz um milagre em mim" e seu ministério.
Você que tem o Espírito Santo, ore e peça para Deus te mostrar se eu sou ou não um homem de Deus, se esta canção é de Deus ou não, tenho certeza que Deus vai te mostrar em nome de Jesus!
Eu, minha esposa, o Joselito, que é o compositor, nós oramos, jejuamos e pedimos para o Senhor operar milagres, curar, salvar e libertar. O diabo está furioso porque tem muita gente curada de câncer, paralítico andando, surdo ouvindo, muita gente voltando para Jesus. Outras entregando a vida para Jesus. O diabo está furioso. Faça você mesmo uma pesquisa na sua igreja de quantas pessoas foram abençoadas com esta canção. Reflita e deixe Deus falar contigo. Qualquer informação ao meu respeito, procure a igreja Assembléia de Deus de Uberlândia (MG). Meu pastor é Álvaro Sanches. Eu tenho igreja, tenho pastor, sou servo de Deus!
Deus abençoe a todos em nome de Jesus!!
Abração, Regis Danese
Fonte: Site Guia-me
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Se Deus quiser, serei também pastor, diz Kaká em entrevista

Convocado pelo técnico Dunga para disputar com a Seleção Brasileira de Futebol a Copa das Confederações, que começa em junho próximo, o meia-atacante Kaká topou o desafio de respondeu às perguntas enviadas pelos leitores da revista “Quem” ao site da revista. Confira a entrevista.
“Vivo de metas e objetivos, e um deles é conquistar este torneio”, diz o craque, que também deseja marcar 100 gols pelo Milan, time italiano que defende há seis anos e com o qual tem contrato até 2013. Vivendo na Itália com a mulher, Caroline Celico, e o filho, Luca, de 11 meses, Kaká contou que gosta de viajar com a família para conhecer lugares nas horas vagas, que sente saudade das comidas brasileiras e também de falar português. Apesar disso, não pensa em voltar a viver no país tão cedo. Quando deixar o futebol, não descarta a possibilidade de se tornar pastor – o jogador e seus pais são evangélicos.
O que o casamento mudou em sua vida?
Marcos da Rocha, Santos Dumont (MG)
O casamento me fez crescer bastante, amadurecer em muitas áreas da minha vida. Sempre acreditei que o casamento é uma grande bênção e tenho vivido isso hoje na minha casa.
Quando você era solteiro, seus amigos faziam muitas brincadeiras pelo fato de você ser virgem? Como encarava isso?
Antônio Marques, Ouro Preto (MG)
Sempre havia brincadeiras em relação a isso, mas não era uma coisa que me incomodava, pois eu tinha certeza e convicção do que a virgindade até o casamento representaria para minha vida espiritual e para minha família. Tenho certeza de que quem ama consegue esperar.
Qual foi o momento mais marcante de sua carreira?
Paula Luciana de Andrade, São Bernardo do Campo (SP)
Os momentos mais marcantes foram as minhas grandes conquistas, como a Copa do Mundo em 2002, pois eu era o caçula daquela seleção, com apenas 20 anos, e isso foi demais para mim. A conquista da Copa da Europa, em 2007, e do Mundial da Fifa, no mesmo ano, também. E, claro, os prêmios individuais, como a Bola de Ouro e o prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa (2007).
Quais são seus objetivos profissionais? E pessoais?
Ana Lúcia Mendes, São Paulo (SP)
Eu vivo de metas e objetivos. Os próximos, a curto prazo, são fazer 100 gols com a camisa do Milan (faltam 6), conquistar a Copa das Confederações com a Seleção Brasileira e a classificação para a Copa do Mundo o mais rápido possível. Na vida pessoal, desejo conseguir trasmitir para meu filho nossos valores de vida.
Quem são seus ídolos na profissão?
Márcio Figueira Souto, Itapira (SP)
Meu grande exemplo como jogador sempre foi o Raí. Quando eu estava crescendo nas categorias de base do São Paulo, o Raí era o grande nome do time naquela época e, por jogar na mesma posição que ele, eu sempre queria ser o Raí na hora de jogar bola com os meus amigos.
Há quantos anos está fora do Brasil e do que sente saudade?
Núria A. Mendes, São Caetano do Sul (SP)
Saí do Brasil em agosto de 2003. Do que eu mais sinto saudade são os amigos e parentes. Mas tem uma saudade que é difícil de explicar, que é a saudade da terra, de falar a língua em todo lugar, das comidas, do povo.
O que faz nas horas vagas?
Priscila Noronha, Salvador (BA)
Gosto de fazer coisas com minha família, viajar, sair para conhecer outros lugares, brincar com meu filho, levá-lo para passear e sair para jantar com os amigos.
Tem alguma intenção de um dia voltar a jogar no Brasil, a exemplo de Ronaldo e Adriano, mesmo sabendo que aqui os salários são menores?
Átila Mathias, Rio de Janeiro (RJ)
Quando o jogador volta para o Brasil ele sabe que é uma outra realidade econômica e profissional. A curto e médio prazo não tenho a intenção de voltar. Talvez em um futuro mais distante.
É comum vermos jogadores xingarem e até brigarem em campo, mas você está sempre tranquilo. Nunca perde a paciência?
Leonardo C. Ferreira, São Paulo (SP)
Às vezes acontece. Durante o jogo, os nervos estão à flor da pele, mas acho que consegui desenvolver o domínio próprio de uma forma que consigo me controlar.
Pretende deixar o futebol um dia e virar pastor?
Billy Bob, Fortaleza (CE)
O que eu gosto é de transmitir para as pessoas aquilo que Deus tem feito na minha vida e que pode fazer na vida delas também. Hoje faço isso através do futebol. Quem sabe, um dia eu possa fazer isso através de um altar e uma igreja, pois eu gosto muito de estudar a Bíblia e conhecer sempre mais do poder Dele. Um dia, se Deus quiser, serei também pastor.
Confira mais respostas do jogador Kaká aos leitores de QUEM
O que você menos gosta no mundo do futebol? (Luiz Fernando Francisco, Itajaí, SC)
O que eu menos gosto no é a violência nos estádios. É muito bom poder ver famílias, crianças, jovens e idosos nos estádios. E a violência faz com que as pessoas se afastem desse espetáculo que é um jogo de futebol.
Como você conheceu sua mulher? (Kamila Silvestre, Campo Grande, MS)
Através dos nossos pais, que se conheceram antes. Depois trocamos telefone e começamos a nos comunicar, ficamos amigos e passamos a namorar.
Gostaria de saber se pelo fato de você não se envolver em escândalos nem se preocupar mais com a fama do que com a carreira (diferentemente de outros jogadores famoso), mas comprometido com seus ideais, com Deus e com sua família, se faz a diferença na sua vida profissional? (Alinne Gontijo, por e-mail)
Faz muita diferença para mim ser fiel aos meus valores. Não permitir que nada roube aquilo que é a minha certeza e convicção. Isso faz com que eu seja sempre muito focado na minha profissão. Quando você é feliz na vida pessoal, consegue com mais facilidade ter bons resultados na vida profissional.
Que profissão seguiria se não fosse jogador? (Ricardo Sousa, por e-mail)
Seria engenheiro como o meu pai.
Você se sente realizado profissionalmente? (Beatriz da Costa, Rio de Janeiro, RJ)
Me sinto muito realizado, mas não satisfeito. Acredito que tenha muita coisa para conquistar ainda, ou melhor, dobrar tudo aquilo que já foi conquistado.
O que você acha das kakazetes do Brasil? (Adriana Lais, Contagem, MG)
Tenho um carinho muito especial por elas, porque a grande maioria torce pelo meu sucesso, e pelo sucesso da minha família.
Já sofreu algum tipo de preconceito, perseguição ou até mesmo provação no mundo futebolístico, pelo fato de ser evangélico? Sabrina Marques , Paulista, PE)
Nenhuma. Até porque hoje são muitos os atletas que são evangélicos. E sempre fui muito respeitado, porque também respeito muito a todos.
Fonte: Site da Revista Quem