Robson Ventura/Folhapress
Jorginho comanda o Figueirense durante partida do Brasileiro
Jorginho, 47, não parece o mesmo de um ano e meio atrás. Ex-auxiliar de Dunga na seleção brasileira que foi eliminada na Copa-10, trocou o discurso fervoroso e os ataques à imprensa por uma atitude afável, reflexiva.
"Sempre fui respeitador, mesmo quando fazia uma colocação mais incisiva", disse à Folha o hoje técnico do Figueirense, time-sensação do Campeonato Brasileiro, com 50 pontos, a dois da zona de classificação à Libertadores.
Folha - A campanha do Figueirense é uma surpresa?
Jorginho - Nós sabíamos que não seria fácil, disputar uma vaga [na Libertadores] com grandes clubes, mas, internamente, nunca duvidamos. Procuramos não externar os planos para não parecer loucura, soberba. É como o Alcoólicos Anônimos, passo a passo.
Porque o Figueirense, com menos investimento que vários outros, vai tão bem?
Porque o trabalho teve continuidade. Perdemos o Catarinense, o que pareceu muito ruim na época, mas foi a melhor coisa que nos aconteceu. Tivemos tempo, fizemos pré-temporada, pudemos preparar o time taticamente, montar o elenco. Recuperamos jogadores desmotivados e sem preparo.
Tite já disse que trocaria alto salário por mais estabilidade.
Concordo. No Brasileiro, ficamos seis jogos sem vencer e houve pressão para me demitir. O trabalho teria sido jogado fora.
Já teve proposta para sair?
Já, de um time do Campeonato Brasileiro, mas não cito o nome de jeito nenhum. Não saí porque não era a hora.
O sucesso no Figueirense tem algum significado de revanche, pela forma como você saiu da seleção brasileira?
Não, penso [isso] de forma nenhuma. Não quero responder a ninguém, porque eu sei, sempre soube da minha capacidade. O trabalho na seleção foi muito bem-feito. Nós perdemos um jogo, não perdemos um trabalho. Tudo foi feito com muito amor, com muito critério, dedicação.
Você se arrepende de alguma decisão tomada na seleção?
Não. O trabalho foi muito bem planejado e executado. Perdemos nos 45 minutos de um jogo, que é algo que pode acontecer com qualquer equipe. Quando perdemos a Copa do Mundo [para a Holanda, nas quartas de final] algumas matérias diziam que nosso time era desequilibrado. Um ano antes, a mesma equipe virou um 2 a 0 contra os EUA na Copa das Confederações. Desfalcada, ganhou da Argentina na Copa América [de 2007], que era a sensação do momento. Para muitos cronistas, gente do futebol, perderíamos com facilidade. Nos classificamos para a Copa do Mundo ao ganhar da Argentina lá na casa deles. Perdemos um jogo. Em outras situações, outras seleções, a seleção atual, quando há derrotas, nunca se fala sobre isso, sobre desequilíbrio emocional.
Ficou alguma mágoa?
Foram quatro anos de experiências maravilhosas. Em três anos e meio conquistamos tudo, mas perdemos a Copa, que é o ápice. Isso fica marcado na nossa vida. A única coisa que eu lamento, que foi acontecendo ao longo de 2010, foi essa distância grande entre nós e a imprensa. Esses arranhões que aconteceram, isso foi desnecessário, dos dois lados, tanto da imprensa quanto do nosso. Na Copa do Mundo, os dois lados foram culpados.
Você tirou alguma lição disso?
Precisamos ter um ambiente profissional, dos dois lados. Tem que haver do nosso lado e do lado da imprensa. No Figueirense, eu não preciso ser amigo dos repórteres, mas temos excelente relacionamento, de respeito. Experiência como a da Copa do Mundo eu não vou passar de novo, a não ser em outra Copa, e os erros cometidos, jamais cometerei no futuro.
Como você lida com a religião no seu time hoje?
Eu nunca trabalhei com religião. Uma coisa era o Jorginho atleta, atleta de Cristo. Quando terminei a carreira, nunca fiz reunião, como técnico, nunca fiz. É um mito que as pessoas criam. Sou evangélico, amo Deus, a palavra de Deus, mas não confundo meu trabalho com cristianismo, nunca confundi. Nunca fiz no Figueirense, no Goiás, no América, na seleção. Se os jogadores quiserem fazer culto, reunião, eu permito, mas não participo. Na seleção, eu nunca participei. Mas, quando se perde, é preciso encontrar alguém para crucificar.
Pretende voltar à seleção?
A seleção está bem servida com o Mano [Menezes], mas espero voltar. Os quatro anos ali dentro me deram uma visão muito clara como auxiliar e como treinador, porque auxiliar não deixa de ser treinador, é o objetivo futuro. Sei que agora não. Mas, depois de 2014, com certeza.
Tem falado com o Dunga?
Sempre. É meu amigo, meu irmão. Interessante que a gente nunca foi amigo enquanto era jogador, hoje somos muito amigos. Ele vai voltar ano que vem e vai demonstrar todo o valor dele. Fonte: Folha Online, reportagem de Martín Fernandez
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Nunca confundi a religião com o futebol, diz Jorginho
terça-feira, 29 de março de 2011
Polêmica sobre racismo internacionaliza Neymar
Reprodução/SporTV Lucas recolhe banana no Emirates Stadium
Se a ideia do Santos era transformar Neymar em um rosto conhecido na Europa, a missão foi bem cumprida.
Mas o objetivo foi alcançado, principalmente, graças ao episódio da banana atirada próxima ao atacante após ele marcar, de pênalti, o segundo gol do Brasil no amistoso contra a Escócia, anteontem, em Londres.
Apesar da delegação brasileira ter deixado a Inglaterra ontem, Neymar foi liberado pelo Santos para ficar um dia a mais na cidade britânica.
Segundo o clube, para participar de entrevistas com a imprensa europeia, um plano para "internacionalizar" a marca do time, assim como o próprio atleta, que já é alvo constante de sondagens.
Os principais meios de comunicação do continente, porém, preferiram repercutir a polêmica em torno da acusação do jogador, que disse ter sido alvo de racismo no Emirates, a arena do Arsenal.
O tom, porém, foi o de defesa dos torcedores escoceses, supostos responsáveis pela ofensa. "O comportamento deles foi de primeira classe", afirmou Mark Sheeran, chefe do policiamento dentro do estádio, domingo. De acordo com Sheeran, nenhum problema foi registrado no interior do Emirates.
A Associação Escocesa de Futebol também refutou as denúncias de Neymar. Em nota postada em seu site, a entidade declara ter feito "contato com a CBF e os organizadores da partida, a Kentaro, para relatar suas informações e a indignação de seus torcedores com as acusações infundadas".
Os escoceses defendem que o setor de onde partiu a banana estaria ocupado, majoritariamente, pelos torcedores brasileiros que foram ao estádio assistir ao jogo. Com os dois gols que anotou no amistoso, Neymar também viu crescer o desejo por seu futebol pelos grandes clubes da Inglaterra.
Os técnicos Roberto Mancini, do Manchester City, e Carlo Ancelotti, do Chelsea, estiveram no Emirates para ver a estrela santista ao vivo. O clube de Londres teve frustrada sua tentativa de contratar o atacante no ano passado, quando Neymar preferiu renovar com o Santos. Há a expectativa de que os euros de Roman Abramovich, dono do Chelsea, sejam oferecidos de novo este ano. Fonte: Folha Online
terça-feira, 15 de junho de 2010
Autoridades inglesas desistem de acusações contra pregador que chamou de pecado os atos homossexuais
WORKINGTON, Inglaterra — As autoridades desistiram de suas acusações contra Dale Mcalpine, um pregador de rua evangélico de Workington na Cumbria. Ele havia sido preso em 20 de abril depois de ser denunciado pela polícia por um agende policial de apoio a comunidade (APAC) que era homossexual. Mcalpine tinha, em conversas particulares com um transeunte durante seu dia de pregação, dito que a atividade homossexual é pecado, de acordo com o ensino da Bíblia.O Instituto Cristão relata que depois de rever a evidência, promotores federais decidiram desistir de suas acusações de “vandalismo”.
“Foi uma acusação ridícula. Eu jamais deveria ter sido preso. Estou aliviado que eles tenham visto a sensatez”, disse Mcalpine.
Mcalpine, de 42 anos, diz que já vai voltar à sua pregação de rua, uma tradição que data do século XVII na Inglaterra. “Essa é uma vitória para a liberdade de expressão”, disse ele. “Espero que não estejamos decaindo para uma sociedade com uma polícia estatal e com uma polícia que trata como crime as opiniões pessoais. Não vejo a hora de voltar às ruas para pregar a Palavra de Deus”.
Mcalpine disse que está considerando possível ação contra a polícia, com a assistência legal do Instituto Cristão. “Sou um homem cristão. Perdoo a polícia. Mas é importante que isso não aconteça com ninguém mais”.
Um porta-voz da Procuradoria Federal disse: “Mantemos os casos sob constante revisão e seguindo uma revisão adicional de todas as evidências nesse caso não estávamos mais satisfeitos de que havia evidência suficiente para fornecer uma probabilidade realista de condenação e temos pois cessado as medidas legais contra o Sr. Mcalpine”.
Em declaração após sua prisão, Mcalpine disse: “Não sou homofóbico. Não odeio gays. Então eles disseram que é contra a lei dizer que a homossexualidade é pecado. Fui preso. Isso é loucura, não?”
Mike Judge, porta-voz do Instituto Cristão, disse: “A polícia da Cumbria não pode simplesmente sair-se assim como se não tivesse feito nada de errado. Eles prenderam e acusaram um homem inocente apenas porque ele expressou pacificamente suas convicções religiosas”.
“E essa perseguição vem ocorrendo em outras partes do país também. Portanto, não há a menor dúvida de que há um problema no sistema e tem de ser corrigido”, continuou ele.
Steve Johnson comandante da polícia de West Cumbria, defendeu as ações da polícia, dizendo: “Nossos policiais e equipe muitas vezes fazem decisões difíceis enquanto pesam a lei e os direitos das pessoas”.
Johnson continuou, dizendo que embora “as opiniões e interpretações sejam diferentes”, ele queria assegurar ao público “que respeitamos, e temos o compromisso de sustentar, o direito fundamental à liberdade de expressão. Temos o compromisso de manter a paz e impedir as pessoas de se sentirem alarmadas ou angustiadas com as ações de outros em locais públicos”.
Quando foi preso, Mcalpine disse que a polícia notou que parte do delito pelo qual ele estava sendo preso era ter dito que a homossexualidade é pecado numa voz “suficientemente alta que poderia ser ouvida” por outros. Depois de sua prisão, Mcalpine foi colocado numa cela por sete horas. Durante esse tempo, ele pediu sua Bíblia. “Eu a li e cantei hinos como Maravilhosa Graça tão alto quanto eu podia”, disse ele.
Sam Adams, o APAC que chamou a polícia para prendê-lo, é um ativista homossexual que se identificou para Mcalpine como o agente responsável pelas relações da polícia com as lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.
A Lei de Ordem Pública de 1986, sob a qual Mcalpine foi preso, tinha o objetivo de lidar com o problema do vandalismo das torcidas de futebol, mas recentemente foi usada para controlar a liberdade de expressão. Em abril do ano passado, a polícia acusou Ben e Sharon Vogelenzang, hoteleiros cristãos, sob a Lei, alegadamente por “insultarem” uma hóspede muçulmana em seu hotel de Liverpool. Embora tenham sido inocentados das acusações, o casal disse que o incidente provocou muita publicidade negativa, e levou seu negócio à falência.
A Lei também foi usada em 2002 contra o aposentado Harry Hammond, que foi condenado sob a Seção 5 depois de pregar em Bournemouth. Hammond segurava um cartaz que dizia: “Detenham a Imoralidade. Detenham o Homossexualismo. Detenham o Lesbianismo. Jesus é Senhor”.
Em 2006, a polícia prendeu e acusou o ativista cristão Stephen Green por entregar folhetos num festival de Orgulho Gay em Cardiff.
A prisão de Mcalpine ocorreu apenas poucas semanas depois que Shawn Holes, um pregador americano que estava visitando a Escócia, foi preso e multado em 1.000 libras em Glasgow por dizer, em resposta a uma pergunta direta, que a atividade homossexual é pecado. Holes, que não contestou a acusação, pagou a multa e voltou aos EUA.
Sam Webster, advogado do Instituto Cristão, disse que não é crime expressar a convicção de que a conduta homossexual é pecado. “Um cristão que permanece em local público e expressa suas convicções religiosas na esperança de persuadir as pessoas que passam acerca de suas convicções — isso é liberdade de expressão.
“Sim, a polícia tem o dever de manter a ordem pública, mas eles também têm o dever de defender a legítima livre expressão dos cidadãos. Não cabe à polícia decidir se as opiniões de Mcalpine estão certas ou erradas. A jurisprudência decidiu que a convicção cristã ortodoxa de que a conduta homossexual é pecado é uma convicção digna de respeito numa sociedade democrática”. Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com, reportagem de Hilary White
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Jogador de futebol dá exemplo de "fairplay" em lance decisivo
Em uma partida contra o Steel Azin, realizada na última quinta-feira (28), o jogador ficou com o gol livre para marcar. Isso porque o goleiro adversário, Majid Gholami, trombou com outro atleta e caiu. A bola, então, sobrou para o atacante, que dominou e chutou --para a lateral, com o objetivo de pedir atendimento médico ao goleiro.
Resultado final: 2 a 1 para o time adversário. Veja o lance a seguir. Fonte: Folha Online
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Inacreditável do CDP de Maringá, é o campeão da etapa maringaense da 1ª Copa Sindarspen
Na noite de ontem (7) aconteceu as finais da etapa maringaense da 1ª Copa Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná) de futebol suíço, os times se enfrentaram no campo da chácara da Somaco em jogos de dois tempos de 30 minutos.
No primeiro jogo que decidiu 3º e 4º lugares o time do ALFA da PEM venceu por 1 x 0 o time CDP UNITED do CDP-MGA, ficando então em 3º lugar.
Na final em um jogo bastante equilibrado o INACREDITÁVEL – CDP-MGA venceu por 3 a 1 o 13 de NOVEMBRO –PEM e disputará a final regional em Londrina nos dias 15 ou 21 de outubro (o dia será decidido por sorteio entre os participantes) e o vencedor regional estará disputando no dia 14 de novembro com os outros times vencedores das etapas regionais do estado.
O artilheiro da etapa maringaense foi o Agente Lúcio Ronaldo da PEM com 6 gols. Mais uma vez parabenizo toda a diretoria do SINDARSPEN na pessoa do Agente NEVES e os organizadores da etapa de Maringá composta pelo pessoal do Sindicato e os agentes Fábio Júnior (CDP) e Regina Célia (PEM) e a todos os participantes (atletas e torcedores).
RESULTADO FINAL DA ETAPA MARINGAENSE:
1º LUGAR - INACREDITÁVEL – CDP/MGA
2º LUGAR - 13 DE NOVEMBRO – PEM
3º LUGAR - ALFA PEM - PEM
4º LUGAR - UNITED CDP – CDP/MGA
Abaixo momentos de comemoração do time campeão - Inacreditável do CDP de Maringá após o jogo
Abaixo momentos da premiação do time Inacreditável - CDP, o grande campeão
Os torcedores e familiares dos participantes
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Muller, que foi apresentado como técnico do time em setembro, inicia o trabalho na próxima semana esporte
Entre a política e o futebol, Muller assume o comando do Grêmio Maringá
O ex-jogador foi apresentado no início de setembro como técnico do time, mas dias depois se filiou ao PC do B e é cotado para disputar as eleições. Dono do time nega
O ex-jogador de futebol Muller, campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994, chegou no fim da manhã desta quarta-feira (7) ao Paraná para assumir o comando do Grêmio Maringá. Muller foi apresentado como técnico da equipe no início de setembro, por Aurélio Almeida, empresário que é dono do clube. Ocorre que no fim de setembro o ex-atleta se filiou ao PC do B, conforme notícia divulgada no site oficial do partido, o que indica a possibilidade de ele disputar as próximas eleições.
O blogueiro Osvaldo Bertolino, que hospeda o blog na página do partido, afirmou no início deste mês que Muller "deve concorrer a uma vaga de deputado estadual por São Paulo". A informação é negada por Almeida. "O interesse dele é o futebol". “Sim. Sou filiado ao PC do B, mas a princípio não penso nesse sentido (ser candidato). A princípio penso em trabalho no Grêmio Maringá que é minha realidade nesse momento”, disso o técnico em entrevista à Rádio CBN.
Muller foi campeão mundial pelo clube e pela SeleçãoComo jogador, Muller (Luís Antonio Corrêa da Costa) conseguiu um feito atingido por poucos: foi campeão mundial tanto pelo clube (em 1992 e 1993, pelo São Paulo) quanto pela Seleção Brasileira (em 1994).
Ele foi decisivo na conquista de 1993, marcando o gol da vitória do São Paulo contra o Milan, por 3 x 2. O tento foi marcado aos 41 minutos do segundo tempo e garantiu o bicampeonato do Mundial Interclubes, disputado no Japão, para o time paulista.
Muller atuou ainda por Palmeiras, Santos e Corinthians e jogou no futebol italiano. Ele encerrou a carreira em 2004, no Ipatinga/MG.
A primeira ação de Muller na direção do time será escolher o elenco. A partir da próxima segunda-feira (12), ele deve comandar uma série de peneiras que vão selecionar atletas para as categorias de base e para o time profissional, que pretende disputar a Terceira Divisão do Campeonato Paranaense de 2010. Os testes acontecerão em quatro campos da cidade e já são divulgados em propagandas na TV. Os interessados devem ligar para o telefone 44 3041-2323 ou acessar o site http://gremiomaringa.org/
Segundo Almeida, a comissão técnica que trabalhará com Muller é composta por sete membros e já está formada. O preparador físico, Luiz Edmundo Correia (Cocada), o assistente técnico, Rudinei Lucas da Costa e o treinador de goleiros, Luiz Fernando, foram apresentados junto com o técnico. É preciso ainda montar a comissão técnica que vai conduzir as equipes de base.
Falta também encontrar patrocinadores. "Vamos trabalhar na divulgação do time que os patrocinadores virão. É uma questão de tempo", esclarece Almeida. O clube precisa ainda comprar uma sede própria e garantir o direito de usar Estádio Willie Davids, que pertence a Prefeitura e também é pretendido pelo time de Engenheiro Beltrão, que está de mudança para a Cidade Canção.
Promessa de grandes amistosos
Para conquistar o torcedor, desconfiado com as constantes mudanças no futebol da cidade, Aurélio Almeida promete trazer grandes amistosos para a cidade. O primeiro aconteceria em novembro, contra o Flamengo ou um dos quatro grandes paulistas - Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. O segundo, ainda mais ousado, envolveria uma equipe argentina. "Estamos negociando com o River Plate e o Boca Juniors", afirma Almeida. Ele diz que os planos do clube são de longo prazo e incluem chegar, até 2015, a 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro. Fonte: Gazeta do Povo
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Se Deus quiser, serei também pastor, diz Kaká em entrevista

Convocado pelo técnico Dunga para disputar com a Seleção Brasileira de Futebol a Copa das Confederações, que começa em junho próximo, o meia-atacante Kaká topou o desafio de respondeu às perguntas enviadas pelos leitores da revista “Quem” ao site da revista. Confira a entrevista.
“Vivo de metas e objetivos, e um deles é conquistar este torneio”, diz o craque, que também deseja marcar 100 gols pelo Milan, time italiano que defende há seis anos e com o qual tem contrato até 2013. Vivendo na Itália com a mulher, Caroline Celico, e o filho, Luca, de 11 meses, Kaká contou que gosta de viajar com a família para conhecer lugares nas horas vagas, que sente saudade das comidas brasileiras e também de falar português. Apesar disso, não pensa em voltar a viver no país tão cedo. Quando deixar o futebol, não descarta a possibilidade de se tornar pastor – o jogador e seus pais são evangélicos.
O que o casamento mudou em sua vida?
Marcos da Rocha, Santos Dumont (MG)
O casamento me fez crescer bastante, amadurecer em muitas áreas da minha vida. Sempre acreditei que o casamento é uma grande bênção e tenho vivido isso hoje na minha casa.
Quando você era solteiro, seus amigos faziam muitas brincadeiras pelo fato de você ser virgem? Como encarava isso?
Antônio Marques, Ouro Preto (MG)
Sempre havia brincadeiras em relação a isso, mas não era uma coisa que me incomodava, pois eu tinha certeza e convicção do que a virgindade até o casamento representaria para minha vida espiritual e para minha família. Tenho certeza de que quem ama consegue esperar.
Qual foi o momento mais marcante de sua carreira?
Paula Luciana de Andrade, São Bernardo do Campo (SP)
Os momentos mais marcantes foram as minhas grandes conquistas, como a Copa do Mundo em 2002, pois eu era o caçula daquela seleção, com apenas 20 anos, e isso foi demais para mim. A conquista da Copa da Europa, em 2007, e do Mundial da Fifa, no mesmo ano, também. E, claro, os prêmios individuais, como a Bola de Ouro e o prêmio de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa (2007).
Quais são seus objetivos profissionais? E pessoais?
Ana Lúcia Mendes, São Paulo (SP)
Eu vivo de metas e objetivos. Os próximos, a curto prazo, são fazer 100 gols com a camisa do Milan (faltam 6), conquistar a Copa das Confederações com a Seleção Brasileira e a classificação para a Copa do Mundo o mais rápido possível. Na vida pessoal, desejo conseguir trasmitir para meu filho nossos valores de vida.
Quem são seus ídolos na profissão?
Márcio Figueira Souto, Itapira (SP)
Meu grande exemplo como jogador sempre foi o Raí. Quando eu estava crescendo nas categorias de base do São Paulo, o Raí era o grande nome do time naquela época e, por jogar na mesma posição que ele, eu sempre queria ser o Raí na hora de jogar bola com os meus amigos.
Há quantos anos está fora do Brasil e do que sente saudade?
Núria A. Mendes, São Caetano do Sul (SP)
Saí do Brasil em agosto de 2003. Do que eu mais sinto saudade são os amigos e parentes. Mas tem uma saudade que é difícil de explicar, que é a saudade da terra, de falar a língua em todo lugar, das comidas, do povo.
O que faz nas horas vagas?
Priscila Noronha, Salvador (BA)
Gosto de fazer coisas com minha família, viajar, sair para conhecer outros lugares, brincar com meu filho, levá-lo para passear e sair para jantar com os amigos.
Tem alguma intenção de um dia voltar a jogar no Brasil, a exemplo de Ronaldo e Adriano, mesmo sabendo que aqui os salários são menores?
Átila Mathias, Rio de Janeiro (RJ)
Quando o jogador volta para o Brasil ele sabe que é uma outra realidade econômica e profissional. A curto e médio prazo não tenho a intenção de voltar. Talvez em um futuro mais distante.
É comum vermos jogadores xingarem e até brigarem em campo, mas você está sempre tranquilo. Nunca perde a paciência?
Leonardo C. Ferreira, São Paulo (SP)
Às vezes acontece. Durante o jogo, os nervos estão à flor da pele, mas acho que consegui desenvolver o domínio próprio de uma forma que consigo me controlar.
Pretende deixar o futebol um dia e virar pastor?
Billy Bob, Fortaleza (CE)
O que eu gosto é de transmitir para as pessoas aquilo que Deus tem feito na minha vida e que pode fazer na vida delas também. Hoje faço isso através do futebol. Quem sabe, um dia eu possa fazer isso através de um altar e uma igreja, pois eu gosto muito de estudar a Bíblia e conhecer sempre mais do poder Dele. Um dia, se Deus quiser, serei também pastor.
Confira mais respostas do jogador Kaká aos leitores de QUEM
O que você menos gosta no mundo do futebol? (Luiz Fernando Francisco, Itajaí, SC)
O que eu menos gosto no é a violência nos estádios. É muito bom poder ver famílias, crianças, jovens e idosos nos estádios. E a violência faz com que as pessoas se afastem desse espetáculo que é um jogo de futebol.
Como você conheceu sua mulher? (Kamila Silvestre, Campo Grande, MS)
Através dos nossos pais, que se conheceram antes. Depois trocamos telefone e começamos a nos comunicar, ficamos amigos e passamos a namorar.
Gostaria de saber se pelo fato de você não se envolver em escândalos nem se preocupar mais com a fama do que com a carreira (diferentemente de outros jogadores famoso), mas comprometido com seus ideais, com Deus e com sua família, se faz a diferença na sua vida profissional? (Alinne Gontijo, por e-mail)
Faz muita diferença para mim ser fiel aos meus valores. Não permitir que nada roube aquilo que é a minha certeza e convicção. Isso faz com que eu seja sempre muito focado na minha profissão. Quando você é feliz na vida pessoal, consegue com mais facilidade ter bons resultados na vida profissional.
Que profissão seguiria se não fosse jogador? (Ricardo Sousa, por e-mail)
Seria engenheiro como o meu pai.
Você se sente realizado profissionalmente? (Beatriz da Costa, Rio de Janeiro, RJ)
Me sinto muito realizado, mas não satisfeito. Acredito que tenha muita coisa para conquistar ainda, ou melhor, dobrar tudo aquilo que já foi conquistado.
O que você acha das kakazetes do Brasil? (Adriana Lais, Contagem, MG)
Tenho um carinho muito especial por elas, porque a grande maioria torce pelo meu sucesso, e pelo sucesso da minha família.
Já sofreu algum tipo de preconceito, perseguição ou até mesmo provação no mundo futebolístico, pelo fato de ser evangélico? Sabrina Marques , Paulista, PE)
Nenhuma. Até porque hoje são muitos os atletas que são evangélicos. E sempre fui muito respeitado, porque também respeito muito a todos.
Fonte: Site da Revista Quem