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terça-feira, 24 de maio de 2011

Nomeação de ministro muçulmano gera oposição

Cristãos protestam contra lei de blasfêmia

As lideranças cristãs paquistanesas estão receosas de que a nomeação de um muçulmano possa ser prejudicial às minorias religiosas. De acordo com a International Christian Concern (ICC) os líderes cristãos do Paquistão se opõem à nomeação de Riaaz Hussain Pirzada, um muçulmano, ao cargo de Ministro dos Interesses das Minorias (FMMA- em inglês).

O trabalho do ministro é representar as minorias religiosas e seus interesses junto ao governo federal. No dia 2 de março, extremistas islâmicos assassinaram o então ministro Shahbaz Bhatti, que se opunha às leis de blasfêmia do país.

“A nomeação é um passo no sentido de dominar as minorias (religiosas) e especialmente os cristãos paquistaneses. Esse cargo deve ser dado a um cristão, em justiça ao sacrifício de Shahbaz Bhatti. Não queremos ver a luta de Shahbaz contra as leis de blasfêmia sofrer um revés. A não nomeação de um cristão para o cargo será mais uma forma de discriminação contra os cristãos”, disse o secretário geral da Aliança do Paquistão Pelas Minorias, Javed Michael, em entrevista concedida à ICC.

Um líder cristão que trabalhava com Shahbaz na luta pelos direitos dos cristãos, Khalid Gill, disse: “A esperança tem prevalecido entre os cristãos. Eles são de fato muito privados de seus direitos. Essa nomeação piora a situação dos cristãos. Mas nós continuaremos a lutar (por nossos direitos)”. Num comunicado enviado à ICC e outras mídias, Naveed Walter, presidente da Direitos Humanos Paquistão em Foco, expressou um sentimento semelhante. Ele disse que “num cenário onde minorias se deparam com a perseguição, a nomeação de um muçulmano ao ministério revela a verdadeira face do governo paquistanês”. Além disso, enviou uma mensagem no intuito de aplacar os fundamentalistas, que querem que o cargo seja dado ao muçulmano.

Jonathan Racho, gerente regional da ICC no sul da Ásia, disse: “Nós acreditamos que esse cargo deve ser preenchido por alguém que, de fato, entende o significado de ser minoria no Paquistão e que trabalhe com coragem para defender os direitos das minorias. Apelamos ao governo paquistanês, para que leve em conta os interesses de cristãos e de outras minorias religiosas e reconsidere essa decisão”. Fonte: International Christian Concern/ Missão Portas Abertas

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sábado, 1 de agosto de 2009

Pastor e fiel são denunciados pela OAB por intolerância religiosa

A Comissão de Defesa das Minorias da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), denunciou – na manhã de hoje, dia 31 – um pastor evangélico da Igreja Internacional da Esperança e um fiel por vilipendio, intolerância religiosa e discriminação, ao procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares.

De acordo com o documento encaminhado ao Ministério Público Estadual, o fiel, identificado como José Torres Ferreira de Oliveira Filho, e o pastor teriam invadido um culto de Candomblé, que existe desde 2006 na cidade de Marechal Deodoro, e quebraram as imagens dos orixás.

A denúncia foi apresentada ao promotor Ubirajara Ramos, mas deve ser encaminhada a Eduardo Tavares. De acordo com Ramos, o procurador-geral de Justiça deve mandar a denúncia para a promotoria criminal de Marechal Deodoro, para que seja instaurado o procedimento investigativo criminal.


O MP pode ainda solicitar o inquérito que já foi instaurado pela Polícia Civil de Alagoas, quando a denúncia foi feita pelos frequentadores do culto na Delegacia Distrital de Marechal Deodoro. A Ordem tenta ainda, juntamente com os denunciantes, identificar o pastor. “Nós estamos procurando o MP por conta da omissão por parte do poder público”, destacou ainda o presidente da Comissão de Defesa das Minorias, o advogado Alberto Jorge.

Os dois religiosos são acusados de depredar um templo umbandista. A confusão se iniciou – conforme os frequentadores do templo – depois que a mãe de José Torres Ferreira de Oliveira faleceu. Ela freqüentava o tempo. De acordo com o advogado, José Torres afirma que a casa onde são realizados o culto pertencia a mãe e alega que agora o terreno é dele.

Os frequentadores do templo afirmam que as ameaças continuam. “Ele já tentou invadir o local outras vezes para levar alguns eletrodomésticos que ele afirma que é da mãe, mas que pertence ao templo”, salientou. Ainda de acordo com a denúncia, José Ferreira só não ateou fogo no local porque houve a intervenção de outras pessoas que o impediram de continuar a destruição.

“José Ferreira, estava acompanhado de um pastor da Igreja Internacional da Esperança, de posse de uma pá e um pé de cabra e invadiram, destruindo o templo religioso”, disse Maria José.

Alberto Jorge disse que o pastor e José Ferreira praticaram o crime contra a liberdade de culto religioso. O caso ocorreu no dia 14 de maio deste ano.

Fonte: Alagoas 24 Horas / Gospel+
Via: Notícias Cristãs

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