Mohamed Abd El-Ghany/Reuters
Confronto entre cristãos egípcios e a polícia. O enfrentamento ocorreu durante protesto contra ataque a igreja
Pelo menos 23 pessoas morreram, entre civis e militares, e dezenas ficaram feridas em confrontos entre cristãos coptas e militares no Cairo, informaram as fontes de segurança do Egito.
As fontes explicaram que os soldados mortos foram atingidos por tiros, e que ainda não se sabe a causa da morte dos civis.
A origem dos disparos não está clara, já que testemunhas coptas acusaram os "baltaguiya" (pistoleiros) de atirarem nos manifestantes, versão contestada pela imprensa estatal, que garante que os religiosos abriram fogo contra os militares.
Dezenas de feridos foram levados para diversos centros médicos, principalmente para o Hospital Copta.
PROTESTO
Segundo a Efe, civis armados com pedaços de madeira e facas foram à praça Tahrir e ao edifício que abriga a emissora de rádio e televisão do governo, onde começaram os confrontos entre o Exército e cristãos coptas, que protestavam devido ao incêndio de uma igreja em Edfu, no sul do país.
Os manifestantes pediam a demissão do governador da província de Assuã, onde a igreja foi demolida, quando a violência teve início.
Veículos do Exército foram ao local para tentar conter os conflitos, os mais graves no Egito desde a revolução que pôs fim ao regime de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro.
O efeito do gás lacrimogêneo usado pelas forças de segurança pode ser sentido em grande parte do centro da capital egípcia, onde incessantemente foram ouvidas sirenes de ambulâncias transportando feridos.
Na praça Abdelmonem Riyad, próxima ao local dos confrontos, grupos de cristãos gritaram expressões de ordem como "com o espírito e o sangue nos sacrificamos pela cruz", e outros de muçulmanos cantaram lemas como "Alá é grande", em um ambiente de grande tensão, informou a agência estatal de notícias Mena.
TENSÕES
As tensões sectárias entre a minoria cristã (cerca de 10% da população) e os muçulmanos vem crescendo desde a derrubada do antigo regime.
Os cristãos acusam o governo interino de não reprimir atos de violência contra eles. Fonte: Folha Online com Agências de Notícias
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domingo, 9 de outubro de 2011
Confrontos entre cristãos e Exército no Egito deixam 23 mortos
terça-feira, 24 de maio de 2011
Nomeação de ministro muçulmano gera oposição
Cristãos protestam contra lei de blasfêmia
As lideranças cristãs paquistanesas estão receosas de que a nomeação de um muçulmano possa ser prejudicial às minorias religiosas. De acordo com a International Christian Concern (ICC) os líderes cristãos do Paquistão se opõem à nomeação de Riaaz Hussain Pirzada, um muçulmano, ao cargo de Ministro dos Interesses das Minorias (FMMA- em inglês).
O trabalho do ministro é representar as minorias religiosas e seus interesses junto ao governo federal. No dia 2 de março, extremistas islâmicos assassinaram o então ministro Shahbaz Bhatti, que se opunha às leis de blasfêmia do país.
“A nomeação é um passo no sentido de dominar as minorias (religiosas) e especialmente os cristãos paquistaneses. Esse cargo deve ser dado a um cristão, em justiça ao sacrifício de Shahbaz Bhatti. Não queremos ver a luta de Shahbaz contra as leis de blasfêmia sofrer um revés. A não nomeação de um cristão para o cargo será mais uma forma de discriminação contra os cristãos”, disse o secretário geral da Aliança do Paquistão Pelas Minorias, Javed Michael, em entrevista concedida à ICC.
Um líder cristão que trabalhava com Shahbaz na luta pelos direitos dos cristãos, Khalid Gill, disse: “A esperança tem prevalecido entre os cristãos. Eles são de fato muito privados de seus direitos. Essa nomeação piora a situação dos cristãos. Mas nós continuaremos a lutar (por nossos direitos)”. Num comunicado enviado à ICC e outras mídias, Naveed Walter, presidente da Direitos Humanos Paquistão em Foco, expressou um sentimento semelhante. Ele disse que “num cenário onde minorias se deparam com a perseguição, a nomeação de um muçulmano ao ministério revela a verdadeira face do governo paquistanês”. Além disso, enviou uma mensagem no intuito de aplacar os fundamentalistas, que querem que o cargo seja dado ao muçulmano.
Jonathan Racho, gerente regional da ICC no sul da Ásia, disse: “Nós acreditamos que esse cargo deve ser preenchido por alguém que, de fato, entende o significado de ser minoria no Paquistão e que trabalhe com coragem para defender os direitos das minorias. Apelamos ao governo paquistanês, para que leve em conta os interesses de cristãos e de outras minorias religiosas e reconsidere essa decisão”. Fonte: International Christian Concern/ Missão Portas Abertas
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Para cristãos, independência do Sudão do Sul é cumprimento de profecia bíblica
Para os cristãos do recém-formado Sudão do Sul, a oportunidade de tornar-se independente da maioria muçulmana do norte é mais que um dos termos do acordo de paz de 2005, que encerrou uma guerra civil de duas décadas. Trata-se da vontade de Deus para cumprir uma profecia do capítulo 18 do livro do profeta Isaías.A independência de sua nação teria sido anunciada na Bíblia mais de 2.000 anos atrás, em uma das várias passagens que se refere à terra de Cuche, e os descreve como pessoas de estatura elevada e pele lisa, cuja terra os rios dividem.
Comemoração do resultado do referendo
“Lemos muitas vezes esse texto bíblico no domingo”, disse Ngor Kur Mayol, imigrante sudanês residente nos EUA que votou no referendo realizado no início deste mês para decidir a independência. ”O texto menciona muito a maneira como estávamos sofrendo durante tantos anos e como esse sofrimento irá terminar depois que votamos pela independência.”
A interpretação não é de todo inverosímil, defende o professor Ellen Davis, da Escola Teológica de Duke, que tem colaborado desde 2004 com a Igreja Episcopal do Sudão a fim de reforçar a educação teológica naquele país .
“Não há dúvidas que Isaías 18 fala sobre o povo do Alto Nilo. Realmente está falando sobre o povo sudanês”, explica Davis. Segundo ele, a crença na profecia é quase unanimidade entre os cristãos daquele país.
“De modo geral, os cristãos sudaneses creem muito mais que a maioria dos cristãos norte-americanos que a Bíblia fala de acontecimentos atuais. Em especial dos acontecimentos políticos”, disse o professor.

Líder de uma Igreja Presbiteriana de imigrantes sudaneses em Nashville, o pastor Jock Paleak explica como Isaías 18 tem sido interpretada como uma referência para a independência.
“A Bíblia diz que quando eles levantarem a bandeira sobre os montes, o mundo inteiro vai ver.” Para ele, os olhos do mundo todo estão agora sobre o Sudão do Sul.
Os resultados divulgados na semana passada mostram que a separação foi aprovada por quase 99% dos eleitores. Os sudaneses que moram em outros países também puderam votar.
Para Paleak, Isaías 18 termina com uma indicação que aponta o fim do regime muçulmano do norte. O versículo 7 diz: “Eles levarão seus presentes para a monte Sião”. “Significa que serão livres para louvar a Deus do seu jeito em sua própria terra”, explica ele.
Mesmo assim, Paleak não afirma estar “100% seguro” de que a profecia realmente se refere à independência do Sudão do Sul. Já o pastor Malok Deng, da Igreja Bíblica Sudanesa de Nashville, não tem dúvidas disso.
Ele viu o sofrimento dos sudaneses do Sul durante a guerra civil que deixou dois milhões de mortos e a fuga de muitas pessoas que saíram do país durante o conflito como parte de um plano divino descrito no capítulo dois de Sofonias, entre outras passagens.
“O texto diz que Deus enviaria inimigos para nos castigar, assim poderemos nos arrepender de nossos pecados e voltar para Deus”, disse o pastor. ”É por isso que tudo isso está acontecendo.” Deng conta que a guerra provocou sua conversão.
“Quando era adolescente, fui para o norte de Darfur por causa da guerra. Foi então que conheci o Senhor e fui salvo. Se não fosse isso, teria morrido no paganismo.”
Martin Drani, pastor Igreja Comunitária Sudanesa, em Nashville, não tem dúvidas de que Deus é a verdadeira força por trás do referendo. Ele afirma: ”É uma profecia. Se você acredita na Bíblia, então sabe que toda profecia deve se cumprir. Os israelitas também tinham profecias sobre eles que foram cumpridas.”
Outros estudiosos também veem a possibilidade de que o norte muçulmano estará envolvido no ataque a Israel profetizado em Ezequiel 38, onde afirma-se que a terra de Cuche fará aliança com a Pérsia (Irã) e Pute (Líbia) no fim dos tempos. Assim, apenas países muçulmanos atacariam Israel segundo o profeta Ezequiel. O Sudão do Sul será majoritariamente cristão, pois após a decisão pela independência muitos moradores do norte que seguem a fé cristã estão mudando para o sul.
Mesmo assim, nem todos os sudaneses veem a situação da mesma maneira. Ayak Duot, por exemplo, discorda que trate-se de uma profecia cumprida. ”Ouvi falar disso, mas não acredito. Quando o sul do Sudão se tornar um país novo, será porque muitas pessoas, inclusive meu pai, lutaram e morreram por esta causa”, afirma.
Depois do anúncio oficial do resultado do referendo, países ligados à ONU devem reconhecer a independência, que só deve ser formalizada em 9 de julho. Ainda há disputas bilaterais sobre a demarcação definitiva da fronteira, por conta da divisão dos preciosos recursos hídricos do Nilo e das reservas de petróleo do país. Fonte: Agência Pavanews, com informações de G1, Sudanese Online e Prophecy Newswatch, reportagem de Jarbas Aragão Leia mais >>
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Cristãos são vítimas de 'limpeza religiosa', diz Sarkozy
Um mortífero ataque contra uma igreja copta na cidade egípcia de Alexandria matou 21 pessoas no dia 1.º deste mês. Um site vinculado à rede terrorista Al-Qaeda publicou ameaças contra essa igreja e outras comunidades coptas em vários países. Em outubro, 44 fiéis e dois padres morreram em um atentado contra uma igreja católica em Bagdá, no pior de uma série de ataques contra os católicos nesse país. As informações são da Dow Jones. Fonte: Agência Estado
domingo, 17 de janeiro de 2010
Pequim coíbe avanço de movimento cristão protestante
O regime chinês realiza uma dura campanha contra o que considera grupos clandestinos de cristãos protestantes, uma das religiões que mais cresceram no país asiático na última década, com 60 milhões de fiéis. Fonte: Notícias Uol
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