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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Denunciar igreja é tormenta, diz ex-coroinha sobre pedofilia

Quando decidiu denunciar o abuso sexual que diz ter sofrido durante três anos, um ex-coroinha de Brasília pensava na "libertação". Encontrou no gesto, segundo disse, a maior "tormenta" de sua vida.

"Hoje pensaria muito antes de denunciar. Todos se voltaram contra mim, inclusive a Igreja", conta o jovem, que delatou à Justiça ter sido molestado sexualmente, entre os 14 e 17 anos, pelo padre Wilson Santos Pereira, vigário da paróquia de Ceilândia, cidade-satélite do Distrito Federal.

Sem o apoio da Igreja, que não investigou o caso, o ex-coroinha acabou expulso de um grupo de jovens católico de que participava e foi acusado pelos fiéis de tramar uma "armação".

A relação entre o padre e o jovem foi investigada pela Polícia Civil e o vigário acabou denunciado pelo Ministério Público, no ano passado, por corrupção de menores. Mas o religioso, que continua à frente da paróquia, foi beneficiado por mudança em lei que alterou a idade limite do delito.

"Nunca mais entro em uma igreja", diz o ex-coroinha, que pediu para não ser identificado. "A Igreja Católica é uma farsa. Para mim acabou. Não aguento mais nem ouvir a palavra 'padre'."

Praticamente criado dentro da Igreja, que frequentava desde os oito anos, o hoje estudante de administração e geografia contou que o assédio do padre começou quando ele tinha 14 anos. "Ele me chamava para ir em sua casa. Pedia para eu mostrar o meu órgão e ficava fazendo comentários: 'nossa, você deve se masturbar muito com essas veias grossas'."

Em uma noite, o ex-assistente diz ter sido ameaçado. "O padre disse que, se eu contasse sobre nós, me mataria." Posteriormente, o jovem gravou uma conversa em que o padre reconhece estar errado e pede perdão. O Ministério Público pediu que Wilson cedesse uma gravação de sua voz para a perícia, o que foi recusado.

"Após nos afastarmos, ele começou a fazer com outros meninos o mesmo que fez comigo. Uma pessoa arrependida não faz isso. Depois ele tentou comigo de novo. Aí decidi denunciar", afirma o jovem.

À Folha, padre Wilson não quis falar sobre as acusações. "Isso é uma coisa muito dura", disse. "Fico até constrangido. Já passou. Não quero falar nem estou autorizado a falar".

PENITÊNCIA

A denúncia de abusos sexuais por padres abriu uma grande crise na Igreja Católica. O Vaticano e o papa Bento 16 são acusados de inépcia diante dos casos, que pipocam em diversas partes do mundo.

A Igreja no Brasil mantém completo silêncio sobre o assunto. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) informou não ter atuado no caso do padre Wilson, que diz ser da competência da Arquidiocese de Brasília. Esta nem sequer abriu investigação para apurar o caso, como recomendado pelo Vaticano.

A Folha tentou falar com o arcebispo metropolitano da capital, dom João Braz, em três ocasiões. Informado pela reportagem sobre o tema, dom João foi ríspido e não quis conversa. "O caso está encerrado", disse.

O ex-coroinha, atualmente com 20 anos, tenta reconstruir a vida longe de Brasília. Mudou com a família para uma cidade do interior de Goiás, onde faz faculdade. Após tratamento psicológico, engatou há seis meses um namoro, mas omite o passado para a parceira. "As pessoas às vezes reagem mal", conta.

Apesar da aversão a padres e de não conseguir mais entrar em igreja, ele afirma ainda acreditar em Deus.

IMPUNIDADE

O processo contra padre Wilson foi extinto. No mesmo mês em que era analisado pelo Tribunal de Justiça do DF, em agosto passado, houve alteração, no Congresso, de um artigo do Código Penal que trata de corrupção de menores. A nova redação prevê a punição de adulto que se relaciona sexualmente com menores até 14 anos --com o limite anterior, de 17 anos, era possível enquadrar o vigário.

Wilson continua à frente da paróquia de Nossa Senhora da Glória. Celebra missa semanalmente e tem o apoio dos fiéis. A Folha entrevistou dezenas deles na última semana. Todos se referem ao suposto caso de pedofilia como uma armação do jovem. "Graças a Deus não havia provas para incriminá-lo", disse uma fiel sobre o padre, que o conhece da igreja há 20 anos. Fonte: Folha Online, reportagem de Lucas Ferraz

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Papa reúne-se com bispos da Irlanda sobre escândalo de pedofilia

Reuniões são as primeiras do tipo no Vaticano em oito anos. Na Irlanda, um padre admitiu ter abusado de mais de 100 crianças

O papa Bento 16 e bispos irlandeses vão se reunir nestas segunda e terça-feira em Roma para discutir planos de ação sobre um escândalo de pedofilia que erodiu a autoridade da Igreja na devota Irlanda católica.

As reuniões, as primeiras do tipo no Vaticano em oito anos, podem levar a mais renúncias de dignitários eclesiásticos em uma reformulação da hierarquia da Igreja na Irlanda. Quatro já renunciaram.

O papa, 24 bispos irlandeses e importantes autoridades do Vaticano devem participar de três reuniões em resposta à revolta na Irlanda sobre o relatório da Comissão Murphy, uma acusão formal incriminatória sobre abuso de crianças por padres no país.


O Vaticano informou que dezembro que o papa iria escrever ao povo irlandês sobre a crise, na primeira vez em que um papa redigiria um documento devotado apenas ao abuso de crianças por clérigos.

"Estamos pedindo para o papa Bento 16 para restaurar a honra à Irlanda que foi tão prejudicada por esses escândalos", afirmou John Kelly, fundador do grupo Sobreviventes Irlandeses de Abuso Infantil.

A Irlanda está em estado de choque desde a publicação em novembro do relatório, que afirma que a Igreja no país "obssessivamente" escondeu abusos a crianças na arquidiocese de Dublin de 1975 a 2004,e operou uma política de "não pergunte e não fale".

O documento sustenta que todos os bispos de Dublin durante o período avaliado tiveram conhecimento de algumas queixas, mas a arquidiocese se mostrou mais preocupada em proteger a reputação de Igreja que proteger as crianças.

Quatro bispos renunciaram de suas posições e o papa até agora aceitou apenas uma delas. O grupo de vítimas One in Four defendeu a saída de outros bispos da Irlanda que participaram do esquema de acobertamento.

O One in Four também reclama que o Vaticano e seu enviado à Irlanda "acharam correto se esconderem atrás de protocolos diplomáticos para evitarem cooperar com a Comissão Murphy". O Vaticano afirma que a comissão "não recorreu aos canais diplomáticos apropriados".

Grupos de vítimas afirmaram que vão buscar reparações monetárias, o que pode criar uma crise financeira para a Igreja na Irlanda.

Nos Estados Unidos, que foram atingidos por um escândalo de pedofilia por membros da Igreja em 2002, sete dioceses pediram proteção contra falência após a onda de milhares de queixas de abuso sexual abertas contra padres.

Na Irlanda, um padre admitiu ter abusado de mais de 100 crianças. Outro afirmou que abusou de crianças a cada duas semanas por mais de 25 anos. Fonte: Gazeta do Povo/Reuters

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sábado, 26 de dezembro de 2009

Quanto custa rezar e cantar com o padre Fábio de Melo


Fonte: Blog do Noblat

O Natal de padre Fábio de Melo está sendo duplamente feliz. Primeiro porque ele está em Natal, no Rio Grande do Norte, uma graça de cidade.

Segundo porque embolsará por uma única apresentação a módica quantia de R$ 221 mil paga pela prefeitura da cidade.

Fábio é um sacerdote católico, cantor, compositor, apresentador, poeta, escritor, professor, ligado a Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus.

Sim, e é também amigo da prefeita de Natal, Micarla Araújo de Sousa Weber, 39 anos, do PV da senadora Marina Silva. Deu uma força à campanha de Micarla no ano passado. Não cobrou nada por isso.

Roberto Carlos recebeu R$ 150 mil da prefeitura por um show que fez por lá em julho último.


Bibi Ferreira cantou ontem por R$ 55 mil. E Zé Ramalho, anteontem, por R$ 60 mil.

O cachê de padre Marcelo Rossi anda na casa dos R$ 70 mil.

Você entregaria sua alma aos cuidados de padre Fábio?

Leia e medite sobre uma pérola do pensamento do padre Fábio Melo:

“A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos.

Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.

O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que nEle havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.
Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito.

Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.”

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Padre é detido após atropelar dois e fugir no interior paulista

Ele é acusado de atropelar dois motociclistas e fugir sem prestar socorro

O padre Donizete Bianchi, de São José do Rio Preto, no interior paulista, foi detido na noite de ontem, acusado de atropelar dois motociclistas e fugir sem prestar socorro. Segundo testemunhas, o padre desrespeitou a preferencial na Avenida Potirendaba e atropelou André Luiz de Jesus e Devair Ribeiro, que voltavam do trabalho. Devair foi internado em estado grave no Hospital de Base com fraturas. André não sofreu ferimentos.

A polícia apreendeu seis latas de cerveja no veículo do padre, que se recusou a fazer teste de dosagem alcoólica. “Todo mundo viu que ele estava bêbado, não conseguia nem descer do carro”, disse André. Segundo o delegado João Lafayette Fernandes, do 5º Distrito Policial (DP), o padre, que estava acompanhado por dois jovens, disse que não estava dirigindo o veículo e que as motos é que tinham “atravessado o sinal amarelo”, embora não haja semáforo no local. A advogada do padre, Carmem Cury, não quis comentar o caso. Fonte: Agência Estado

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