A possibilidade de a senadora Marina Silva se candidatar à Presidência da República pelo PV é a única novidade do debate sucessório que desperta esperança de alguma inovação na política brasileira. Tem sido desalentador constatar a pobreza de ideias de nossos principais presidenciáveis.
Guardadas as devidas proporções, Marina pode dar ao Brasil um choque positivo semelhante ao de Barack Obama na política americana. Sua eventual candidatura obrigaria os partidos "favoritos" a vencer a eleição presidencial de 2010 a modernizar discursos. E não convém descartar a força de um fato novo em tempos de descrédito da classe política.
Potenciais candidatos à Presidência, José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Ciro Gomes (PSB), Aécio Neves (PSDB), Heloísa Helena (PSOL) ignoram a agenda ambiental. É triste constatar isso. No atual padrão da política brasileira, eles estão entre os melhores quadros.
Serra e Dilma são "desenvolvimentistas", seja lá o que isso signifique. Parece que são preocupados com o crescimento da economia, com obras de infraestrutura, com geração de emprego. Ótimo. Ainda bem. Só faltava serem contra.
Não se ouviu nos últimos tempos uma ideia inovadora do governador de Minas. O jovem Aécio é um retrato do político tradicional. O PSDB liga Lula a Sarney na crise do Senado, mas o tucano mineiro trabalha nos bastidores a favor do presidente do Senado.
Em Belo Horizonte, Aécio decidiu criar um grande centro administrativo. É uma tentativa anacrônica de invocar JK contratando um projeto de Oscar Niemeyer para concentrar num só lugar o governo de Minas e suas secretarias. No mundo inteiro, busca-se revalorizar o centro das grandes cidades. O poder público tem papel fundamental nisso, mas Aécio preferiu fazer sua obra faraônica no caminho do ainda distante aeroporto de Confins. Os gastos reais estouraram a previsão.
Ciro Gomes, ex-ministro e deputado federal, dedicou as últimas semanas a alimentar uma candidatura artificial ao governo de São Paulo. Também jovem político, está caindo numa armadilha de velhas raposas.
Heloisa Helena apareceu na TV, no programa do PSOL. Mais do mesmo: só haveria pilantras em Brasília. Discurso moralista. E uma visão econômica de dar medo.
Numa terra arrasada assim, será um erro ignorar a força de eventual candidatura de Marina Silva. Por ora, tucanos tratam a possibilidade com incrível amadorismo. O raciocínio é que Marina prejudicaria mais Dilma do que Serra. Aécio chegou a dizer que, no segundo turno, Marina estaria ao lado do PSDB.
Os tucanos subestimam a inteligência de Marina, que deu um nó em Lula ao deixar o governo. Ela pediu demissão e obrigou o governo a frear um ataque ao meio ambiente em nome de obras de infraestrutura.
Os petistas estão atônitos com o convite do PV a Marina. Recorrem a apelos sentimentais. Acham que uma conversa com Lula poderá resolver. Parece que Marina já está com a decisão tomada. Tende a deixar o PT pelo PV.
A princípio, claro que Dilma perderia mais com a eventual candidatura de Marina. Mas o PSDB cometerá um erro se tratar essa possibilidade como linha auxiliar para derrotar o governo nas eleições de outubro do ano que vem. É óbvio que o PV, um partido pequeno, teria enorme dificuldade para arrumar recursos financeiros e tempo de TV para vender sua candidata.
Ou seja, há obstáculos para que uma eventual candidatura de Marina consiga ficar de pé a ponto de ter chance real de ganhar.
No entanto, uma postulação presidencial que trate o desenvolvimento econômico como parceiro e não como empecilho pode gerar uma onda verde realista. A capacidade de mobilização via internet contrabalançaria a falta de dinheiro e de tempo no horário eleitoral gratuito. A bandeira ambiental tem apelo suficiente para seduzir jovens que só ouvem falar da crise do Senado.
Aos olhos de hoje, seria muito difícil Marina vencer. Mas, no mínimo, sua candidatura faria um estrago danado na envelhecida política brasileira e um bem ao debate público. Na hipótese de surpresa, pode virar uma terceira via no duelo fratricida entre PT e PSDB.
*
Anjos verdes?
A intenção de uma candidatura ao Palácio do Planalto com eixo ambiental é interessante. Vender uma migração do PT para o PV como tentativa de elevar o padrão moral, digamos assim, soa a engodo.
Convém lembrar a Marina que o PV está cheio de políticos fisiológicos e com processos judiciais. O deputado federal Zequinha Sarney (MA), filho de José Sarney, é um dos caciques da legenda. A prestação das contas eleitorais do PV não difere muito das de outras siglas. Teve empresa fantasma dando para o partido justificar suas contas.
*
Lucidez à fórceps
O senador e tucano Arthur Virgílio (AM) diz que o PSDB e o PT precisam se entender para resolver os grandes problemas do país porque seriam pequenas as diferenças entre os dois partidos. O petista Aloizio Mercadante (PT) sinalizou que não deseja endossar os ataques do PMDB a Virgílio.
Pena que flertes dessa natureza só apareçam quando tucanos e petistas se sentem acuados politicamente. Fonte: Folha Online, Por Kennedy Alencar
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domingo, 9 de agosto de 2009
Marina no PV é boa novidade na sucessão
Estágio probatório no Executivo gera críticas
Aprovado recentemente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (AL), o projeto de lei complementar n.º 219/09, que rege avaliações especiais de desempenho para aprovação no estágio probatório no Poder Executivo do Paraná, está gerando preocupações entre deputados e servidores que se encontram nessa situação, cerca de 15 mil em todo o Paraná.
Se aprovado pela análise da Comissão de Finanças, onde o projeto encontra-se atualmente, a avaliação para aqueles que estão no estágio probatório, período necessário para conseguir estabilidade no cargo público, irá trazer critérios mais rigorosos aos servidores que ainda não completaram dois anos de serviço público no Estado.
De acordo com Elaine Rodella, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores em Serviços Públicos da Saúde Pública e Previdência do Estado do Paraná (Sindsaúde/PR), a categoria discorda da nova proposta apresentada pelo governo.
"O projeto foi enviado para votação sem passar por uma negociação envolvendo sindicatos ligados aos funcionários públicos. A proposta conta, inclusive, com elementos prejudiciais ao próprio servidor, exemplo disso é a reprovação na avaliação caso o servidor ultrapasse o prazo de 180 dias de licença médica", afirma Rodella.
Essa também é a opinião do deputado estadual Tadeu Veneri (PT). Segundo o parlamentar, o projeto apresenta falhas tão grandes que uma reforma não bastaria.
"São tantos os absurdos que somente uma reformulação geral do texto poderia trazer uma solução. Não podemos permitir que as remoções a pedido ou a disposição para órgãos de outros poderes possam se constituir em critérios negativos de avaliação do servidor em estágio probatório. A proposta deve ser refeita. Não há como corrigir um texto que penaliza um servidor que, por exemplo, venha a ficar doente durante o estágio probatório", completa o parlamentar.
Outro ponto questionado pela coordenadora, que também tem o apoio de Veneri, o artigo sexto do projeto, que diz não ser permitido a mudança de função do servidor durante o estágio probatório.
"Existem leis que dizem que é proibido ao servidor estar em desvio de função a qualquer momento. Isso não pode acontecer em nenhum período de trabalho no Estado, seja ele no estágio probatório ou não. Por esses pontos constatamos que o projeto apresentado é muito ruim e mal escrito, já definimos que vamos lutar até conseguirmos a formulação de um novo documento, abolindo o atual. Vamos pedir ao governo a realização de um substitutivo geral. Essa é a única solução que encontramos", ressalta Rodella.
Questionada sobre as possíveis alterações no projeto, a Secretaria de Estado da Administração e Previdência (SEAP), responsável pelo documento, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tinha nenhuma informação ou possibilidade do projeto sofrer novas alterações.
Fonte: O Estado do Paraná, por Leonardo Coleto
Gripe pesa nas contas públicas
Influenza A muda rotina dos hospitais e já custa R$ 19 milhões para o governo do Paraná. Regra é não economizar na contenção da doença
Os gastos com a gripe A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, estão impactando nas contas das prefeituras, dos hospitais e da Secretaria de Estado da Saúde, no Paraná. Além de preocupação com a saúde da população, a doença está gerando demandas que, até o início de ano, os gestores nem pensavam em ter – o mundo só iria descobrir o novo vírus H1N1 na metade de março, com as primeiras vítimas no México. Agora que a gripe A já causou 31 mortes no estado e o registro de 784 casos confirmados, há a necessidade de mais funcionários, equipamentos de proteção para os servidores e internamentos de pacientes nos municípios.
E a conta é alta. O ministro da saúde, José Gomes Temporão, esteve na semana passada em Curitiba para anunciar mais recursos. O Paraná irá receber R$ 6,6 milhões, quantia semelhante ao que o governo estadual já gastou. O estado calcula um gasto de R$ 19 milhões com a gripe A – R$ 6 milhões já foram aplicados e outros R$ 13 milhões em compras estão em andamento. O dinheiro é para a aquisição de equipamentos que podem eventualmente ser transformados em leitos de UTI semi-intensivos, de proteção individual e insumos, como reagentes para a realização de exames no Laboratório Central do Estado (Lacen). O laboratório, inclusive, contratou profissionais para um terceiro turno (noite) para que a média de 180 amostras processadas por dia passem para 250.
Já as prefeituras ainda estão levantando os gastos e irão ter os números no fechamento do mês e dizem fazer o que podem. O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Moacyr Fadel, confirma que, mesmo com o aumento de gastos, o atendimento fica complicado. “É preciso chegar cedo às unidades de saúde.” Ele diz que a opção das prefeituras do interior foi tirar profissionais do Programa de Saúde da Família e colocá-los nos ambulatórios.
Em Ponta Grossa, por exemplo, os 200 médicos do município estão fazendo regime de escala para atender os pacientes com suspeita de gripe A na ala específica aberta no Pronto-Socorro Municipal. Com isso, os postos de saúde perdem um médico em horário de expediente.
Mudanças
Para atender infectados com o H1N1, hospitais e unidades de saúde precisam modificar toda sua rotina e estrutura, num efeito em cadeia. Primeiro, as instituições devem reduzir o número de pessoas circulando nesses espaços e montar um local exclusivo para os casos suspeitos. Com o atendimento, surge maior precaução com a segurança dos funcionários, o que implica na compra de equipamentos de proteção individual, como máscaras, aventais e álcool gel. Caso um funcionário apresente sintomas de gripe, ele tem de ficar em casa por um período mínimo de sete dias. Para cobrir as faltas, são necessárias horas-extras e contratação de equipe, o que causaria mais filas.
Curitiba vem registrando picos no atendimento, com 757 casos suspeitos na última quarta-feira e 712 na quinta-feira, de acordo com o diretor do Sistema de Urgência de Curitiba, Matheos Chomatas. A média no inverno normalmente girava em torno de 250 atendimentos. Devido ao aumento, há filas e a espera pode chegar a horas.
A Secretaria Municipal de Saúde, porém, diz que a ordem é gastar o que for necessário para que a população seja atendida. Entram nos gastos do poder público o reforço de equipes de médicos e enfermeiros, o que pode significar horas-extras, compra de equipamentos de proteção individual e outros aparelhos, como respiradores – cotados por cerca de R$ 40 mil –, e oxímetros. O consumo mensal de máscaras cirúrgicas passou de 35 mil unidades por mês para 180 mil a cada 15 dias. O número de aventais passou de 200 unidades para 8,7 mil. “Estamos ainda nos planejando com gastos e há compras emergenciais. Temos uma determinação clara de não poupar esforços para que os insumos sejam supridos. E estamos conseguindo atender nossas necessidades”, diz a superintendente executiva Beatriz Nadas.
Na região metropolitana, São José dos Pinhais e Campo Largo reservaram espaços exclusivos para o atendimento de pacientes com a gripe A. A prefeitura de Campo Largo estima já ter gasto R$ 150 mil com o H1N1. Desses, R$ 120 mil foram para a contratação de pessoal. O secretário municipal de saúde, Gléverson Luiz Caron, diz que estão se preparando para o pior. Há cotações para a compra de mais 20 mil máscaras, além de álcool gel e respiradores. “É melhor pecar pelo excesso do que pela omissão. Como ainda é uma doença desconhecida, nos precavemos”, diz.
Procura
Segundo o presidente do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde, Antônio Carlos Nardi, a força de trabalho nos municípios teve de ser praticamente dobrada para atender o número grande de pacientes preocupados com a nova gripe. “O alarme com relação à gripe A está trazendo uma demanda que 80% está sendo descartada. Estão trazendo pacientes com gripe e resfriado, sem nenhum sintoma característico.”
O presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista Júnior, disse à Agência Brasil que a rede hospitalar do país pode não suportar o aumento da demanda causado por pessoas que buscam atendimento médico com sintomas de gripe comum. “Neste momento, milhões de brasileiros estão acometidos da gripe comum, isso faz parte da nossa rotina. Não é correto que esses milhões de pessoas recorram aos hospitais achando que é a gripe causada pelo vírus Influenza H1N1 e que, consequentemente, necessitam de atendimento hospitalar. Não há condições de a nossa rede dar conta dessa demanda.” Fonte: Gazeta do Povo. Colaborou Maria Gizele da Silva, da sucursal de Ponta Grossa
Senador propõe o dia 31 de Outubro como o “Dia Nacional da Bíblia”
Ler a Bíblia pode trazer soluções a problemas e situações difíceis do dia-a-dia, disse o senador Edgar Espíndola Menino ao propor um Dia Nacional da Bíblia, a ser comemorado, anualmente, em 31 de outubro, marco da Reforma protestante.
Trata-se, justificou o parlamentar, de uma “homenagem ao texto que foi instrumento fundamental no desenvolvimento jurídico, de princípios éticos e de valores para, com isso, abrir a porta espiritual dos colombianos para crescer como Nação. É uma ferramenta que nos permite reconstruir o país através do perdão e a reconciliação”.
O congressista convidou católicos e evangélicos de todas as denominações para leiam a Bíblia. “A Bíblia é um livro assombroso, foi traduzida mais do que qualquer outro livro. Foi escrita por uns 40 homens, sobre os grandes temas de Deus, do homem, da moralidade, da salvação e da vida eterna”, explicou.
O texto sagrado permite o estabelecimento de uma escala de valores que as pessoas devem observar na vida cotidiana, “o que redunda em benefício da construção de uma sociedade mais solidária, mais sadia, mais justa, mais respeitosa das autoridades, mais includente e humana”, afirmou.
O projeto assinala que governadores e prefeitos, dentro de suas respectivas jurisdições, adotarão medidas administrativas adequadas para a celebração do Dia Nacional da Bíblia, em concordância com a importância que este Livro Sagrado representa para o povo colombiano.
As atividades programadas para a celebração do Dia Nacional da Bíblia serão transmitidas pelos meios de comunicação do Estado, reza o projeto. Fonte: ALC / Gospel+
Evangélicos pedem censura a documentário do sobre Jesus
Os evangélicos chilenos entraram com um recurso para impedir a exibição no país de um documentário sobre o túmulo de Jesus, anunciada pela cadeia Discovery Channel.
O recurso foi apresentado por advogados que representam a Unidade Evangélica do Chile e pretendem impedir que seja exibido no país o documentário “O sepulcro esquecido de Jesus”, do diretor James Cameron.
Para Alberto Quezada, bispo presidente da Unidade Evangélica, o documentário “ofende gravemente nossa honra ao apresentar a figura de Jesus Cristo de uma forma distinta à tradição bíblica, negando sua ressurreição, que é base de nossa fé”.
O recurso está dirigido contra Discovery Channel e das empresas pagas de televisão VTR, Telefônica Chile e Directv, que disponibilizam em sua programação a emissora internacional.
O mesmo documentário, quando exibido no Brasil, também gerou muita polêmica e discussão. Fonte: Elnet
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Prefeito quer reativar trem entre Londrina e Maringá
Reunião entre técnicos das duas prefeituras, agendada para o dia 26, definirá a viabilidade do projeto
Reativar o transporte de passageiros de trem entre as cidades de Londrina e Maringá. Esse é o objetivo do prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), que anunciou, na manhã desta quinta-feira (6), que o projeto voltará a ser estudado pelos dois municípios. O transporte de passageiros pelos trilhos foi desativado no final dos anos 70.
Segundo o secretário de Comunicação de Londrina, José Otávio Ereno, o projeto “sairá da gaveta” por ser um anseio do prefeito. Ainda, de acordo com o secretário, em visita aos Ministérios das Cidades e do Planejamento, na terça-feira (4), Barbosa Neto foi informado que há recursos disponíveis para o empreendimento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para reativar o projeto, Barbosa já entrou em contato com o prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), e uma reunião de técnicos dos dois municípios foi agendada para o próximo dia 26, com local ainda a ser definido. De acordo com Ereno, nesse encontro os técnicos discutirão as readequações necessárias de um projeto elaborado há pelo menos 10 anos e decidirem sobre a viabilidade do transporte de passageiros. “A partir dessa redefinição com a utilização de trilhos modernos e novas composições vamos encaminhar o projeto para o BNDES, pois há os recursos”, comentou.
A prefeitura de Maringá confirmou a reunião que deve acontecer no dia 26, às 14h30. Segundo a assessoria da prefeitura, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Maringá não confirmou se os recursos já foram liberados pelo BNDES. A assessoria informou que secretário Varter Viana estava numa assembleia na Secretaria e não adiantou mais detalhes da reunião entre os representantes dos municípios.
Fonte: Jornal de Maringá Online
Volta às aulas nas escolas e universidades estaduais é suspensa até o próximo dia 17
Foto: Levy Ferreira
Um novo decreto governamental determinou nesta quinta- feira (6) que as aulas nas escolas, universidades e faculdades estaduais permaneçam suspensas até o final da próxima semana como medida preventiva à nova gripe. As aulas, que deveriam recomeçar no dia 10, agora só serão retomadas no dia 17 de agosto. Durante o recesso, será estruturado nos colégios estaduais o programa “Cuidadores da Gripe”, uma parceria entre a Secretaria da Educação e a Secretaria da Saúde.
O programa vai preparar voluntários em todas as escolas estaduais para atender e encaminhar os casos de suspeita da gripe A. “Trata-se de mais uma ação de cuidado, orientação e prevenção à gripe Influenza A (H1N1)”, informa a secretária estadual da Educação, Yvelise Arco-Verde.
Até esta sexta-feira (7), os professores estaduais continuarão recebendo treinamento sobre como prevenir e detectar a doença. Além disso, uma parceria entre as Secretarias da Educação e da Saúde está criando o programa Cuidadores da Escola.
“Em cada turno de cada estabelecimento de ensino da rede estadual e conveniada, uma pessoa, de forma voluntária, deverá assumir as responsabilidades de cuidador. Ela terá formação específica e receberá um kit para fazer as primeiras intervenções necessárias à prevenção da gripe”, explica a secretária.
Cada uma das 2.100 escolas da rede estadual e as cerca de 400 conveniadas terá um cuidador por turno. Caso seja detectado um caso suspeito, o estudante receberá uma máscara e será conduzido à sua casa, onde os familiares receberão orientações sobre como evitar o contágio.
O cuidador será o encarregado de fazer contato com a Secretaria de Estado da Saúde e vai monitorar a sala do aluno com suspeita da doença, ajudando a reforçar a prevenção e detectando precocemente qualquer outro caso suspeito.
Ele poderá ser um professor disponível, um técnico administrativo, um agente educacional ou ainda um representante da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF). “Já solicitamos que as escolas usem os recursos do fundo rotativo para a aquisição de uma caixa com máscaras, álcool-gel, sabão e detergente para limpeza, a fim de dar suporte às ações dos cuidadores”, explica Yvelise Arco-Verde.
UNIVERSIDADES - Por determinação do governador Roberto Requião, o recesso nas Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES), em função da gripe A (H1N1), também foi prorrogado por mais uma semana.
O período de recesso servirá como prevenção para que a nova gripe não se alastre e para que as seis universidades e sete faculdades estaduais se organizem em relação aos procedimentos e cuidados a serem tomados no retorno das aulas.
De acordo com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), as aulas devem ser repostas conforme calendário a ser determinado por cada instituição. A medida atinge mais de 85 mil estudantes, cerca de 9 mil técnicos e 7 mil docentes. Fonte: Agência Estadual de Notícias
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Uribe busca apoios e Chávez alerta para possível guerra
A Colômbia conseguiu na quarta-feira o apoio do Chile para a aplicação de um plano que permite aos EUA utilizar bases militares colombianas, em uma medida que segundo o presidente venezuelano poderia levar a uma guerra na América do Sul.
No segundo dia de uma viagem a vários países da América Latina, foi a vez da presidente chilena, Michelle Bachelet, ouvir do próprio Alvaro Uribe as justificativas sobre o plano militar, criticado por líderes de esquerda. O plano também provocou preocupações de governos mais moderados como do Brasil e do Chile.
Enquanto isso, Hugo Chávez, presidente da Venezuela e com quem Uribe não planejou se encontrar, acirrou suas críticas e advertiu que o uso de bases colombianas por militares dos EUA "poderia ser o início de uma guerra na América do Sul".
Para Chávez, o presidente dos EUA, Barack Obama, "em vez de mandar mais soldados e mais aviões e mais dólares e mais helicópteros e mais bombas para a Colômbia, para que haja mais guerra e mais morte, deveria na verdade retirar", disse Chávez em uma entrevista coletiva, em Caracas, com correspondente estrangeiros.
No Chile, em frente à sede do governo em Santiago --onde ocorreu o encontro entre Bachelet e Uribe--, uma dezena de manifestantes se reuniu para protestar contra o plano militar. Eles foram detidos pela polícia na chegada do presidente colombiano.
"O que posso informar a vocês é que a presidente do Chile reiterou (...) que o Chile respeita a soberania, o interesse nacional e as decisões políticas de cada país deste continente e, particularmente nesse caso, da Colômbia", disse o chanceler chileno, Mariano Fernández.
Na semana passada, Bachelet disse no Brasil que compartilhava das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se manifestou contrário à ideia do uso de bases colombianas por militares norte-americanos mas que não queria dar opinião sobre as decisões de Uribe.
Após a reunião de cerca de uma hora e meia com Bachelet, Uribe disse que havia tido "um diálogo bem importante" com a presidente, para quem fóruns como a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) poderiam tratar de temas como a presença militar dos EUA na Colômbia.
Na Bolívia, o presidente Evo Morales, que recebeu Uribe na terça, insistiu em sua contrariedade a um acordo militar entre Bogotá e Washington, afirmando que a guerrilha das Farc são "o melhor instrumento" dos EUA para justificar a ocupação militar na região.
"Quero dizer algo: as pessoas que estão nas Farc são o melhor instrumento do império neste momento", acrescentou o esquerdista Morales, que, no entanto, conclamou a guerrilha marxista a abandonar a luta armada e a buscar pacificamente mudanças políticas. Morales citou como exemplo a própria Bolívia. "Nossa experiência é fazer revolução na democracia", afirmou.
Uribe também se reunirá nesta terça com a presidente da Argentina, Cristina Fernández. Uma fonte diplomática argentina indicou que o país "tem uma postura contrária à instalação de bases de potências estrangeiras na América Latina", e afirmou que esse é "um postulado tradicional e histórico da diplomacia argentina".
Uribe, visto como o principal aliado de Washington na região, recebeu na terça o apoio do governo do Peru, no início de sua visita a países da região. Suas próximas paradas depois da Argentina serão Brasil, Paraguai e Uruguai, onde explicará que a ampliação do acordo militar com Washington busca reforçar a luta contra a guerrilha e o narcotráfico, sem afetar a segurança regional.
Mas o périplo de Uribe não inclui o Equador e a Venezuela, cujos presidentes têm sido os mais críticos ao plano militar, que prevê a concessão de sete bases militares colombianas para tropas norte-americanas. Fonte: O Estadão Online - Por Rodrigo Martinez, Reuters em Santiago
Uribe detalha acordo sobre bases dos EUA na Argentina
Após a reunião com Cristina Kirchner, o presidente colombiano deixou o país sem dar detalhes da conversa
Antes de desembarcar no Brasil, na quinta-feira, 6, para reunir-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, fez uma escala em Buenos Aires, onde conversou com sua colega argentina, Cristina Kirchner, sobre os acordos militares entre seu país e os Estados Unidos. No Brasil, assim como na Argentina, Peru, Chile, Paraguai, Bolívia e Uruguai, também incluídos no roteiro, Uribe tem um objetivo: dar explicações aos colegas sobre o acordo que ainda está em fase de negociação, mas que poderá transformar a Colômbia no reduto das operações militares norte-americanas na América do Sul.
Após a reunião com Cristina, Uribe deixou o país sem dar detalhes da conversa, mas disse aos jornalistas que a reunião "foi ampla e tratou de temas bem importantes", e agradeceu à presidente argentina "por este espaço de diálogo".
Nesta manhã, Uribe também foi recebido pela presidente chilena, Michelle Bachelet, em Santiago. Bachelet recomendou que o assunto seja analisado pelo Conselho de Segurança da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Mas o chanceler chileno, Mariano Fernández, defendeu a soberania da Colômbia para decidir sobre a instalação das bases. "Achamos que é preciso respeitar as decisões soberanas que cada país tem e, falando deste assunto, diversos países têm acordos estratégicos e militares com distintos países e, achamos que não se pode isolar um caso sem examinar o conjunto", disse Fernández. A visita de Uribe a Santiago gerou um protesto que deixou 14 detidos.
Uribe quer dar detalhes do acordo aos presidentes dos países da região antes da cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que será realizada na próxima segunda-feira, no Equador. Com relações diplomáticas cortadas com o Equador, desde março de 2008, o colombiano disse que não vai participar da reunião dos presidentes, na qual o boliviano Evo Morales pretende apresentar uma resolução da Unasul contra o projeto de Uribe.
Durante visita de Uribe à Bolívia, ontem, Morales criticou duramente o acordo que prevê o uso, pelo Exército americano, de até sete bases militares na Colômbia. "Permitir bases militares na América Latina é uma agressão aos governos e democracias da América Latina. Vamos defender a soberania da América Latina", disse Morales após o encontro com Uribe. As críticas de Morales são acompanhadas pelos governos do Brasil, Venezuela, Nicarágua e Equador.
Na reunião desta quinta-feira, o presidente Lula pretende convencer Uribe de retroceder em sua proposta e já deixou bem clara sua posição, através das declarações de seu assessor de assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia. Ele disse ao assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Jim Jones, que a existência de bases militares americanas na região lembra a Guerra Fria.
O presidente do Peru, Alan Garcia, um aliado de Uribe, disse ontem, durante visita do colega a Lima, que seu país apoia "as políticas fundamentais" do governo colombiano. Desde a semana passada, García foi o único presidente a manifestar publicamente apoio ao acordo militar entre Bogotá e Washington.
Fonte: O Estadão Online
Colômbia vai ceder 7 bases aos EUA
Decisão de ampliar instalações militares à disposição do Pentágono irrita vizinhos; acordo ainda não foi fechado
O acordo discutido entre Washington e Bogotá deverá permitir que as forças americanas utilizem sete e não apenas três bases militares da Colômbia, disse ontem o comandante das Forças Armadas colombianas e ministro interino da Defesa, general Freddy Padilla. O anúncio foi feito em meio ao início de um giro do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pelos países da região para explicar os objetivos do acordo militar.
Até então, a Colômbia havia confirmado a intenção de ceder apenas três bases aos EUA: Malambo, Palanquero e Apiay. As novidades estão no anúncio das bases do Exército de Tolemaida e Larandia e das bases navais de Cartagena e Bahía Málaga.
"Serão três bases aéreas, duas bases do Exército e duas bases navais", confirmou Padilla, na abertura de uma conferência sobre segurança regional, na cidade colombiana de Cartagena de Índias, da qual participam representantes de nove países, entre eles o chefe do Comando Sul dos EUA, general Douglas Fraser.
"É importante deixar claro que ainda não temos nenhum tipo de acordo", disse Fraser. A prudência do general deve-se à resistência que os países da região - o Brasil à frente - manifestaram à assinatura do acordo, o que obrigou tanto a Colômbia quanto os EUA a visitarem diversos países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para explicar suas intenções.
O rechaço ao acordo teve início com a Venezuela e o Equador. Ambos temem que os EUA possam, a partir das bases colombianas, lançar operações aéreas contra países vizinhos.
Outros países, como o Brasil e o Chile, dizem que os assuntos militares que possam ter implicações regionais devem ser debatidos em foros amplos, como a Unasul, que se reunirá no dia 10, em Quito.
Uribe anunciou que não irá ao encontro da Unasul e preferiu cumprir uma extensa agenda de reuniões bilaterais com 6 dos 12 países-membros do grupo, começando ontem por Peru e Bolívia. Hoje, o presidente colombiano visitará os presidentes de Brasil, Paraguai e Chile.
A mensagem de Uribe aos presidentes latino-americanos deve seguir o tom expressado ontem por seu ministro interino da Defesa em Cartagena. "Ninguém, a não ser os terroristas e narcotraficantes, deve ter medo deste acordo transparente, que respeita as soberanias e os acordos internacionais", disse Padilla. Segundo ele, a colaboração com os EUA "busca simplesmente fortalecer a capacidade na luta contra esse flagelo global".
Fraser lembrou que "já existem militares americanos trabalhando em colaboração (com a Colômbia). Isso (é feito) de forma muito aberta, em coordenação com o Congresso dos EUA e vai continuar", disse.
O general americano não deu detalhes sobre o tipo de material militar que seria levado a essas bases, nem explicou que tipo de avião poderia operar nestes locais.
"Não tenho, neste momento, detalhes específicos sobre o tipo de material (que seria levado às bases), mas é importante ressaltar que o tipo de material que estará ali depende da Colômbia", disse Fraser.
AUSÊNCIA
O encontro em Cartagena contou com a presença de chefes militares da Argentina, Chile, México, Panamá, Paraguai, Peru, EUA e Uruguai, além da Colômbia, anfitriã da reunião.
O chefe do Estado-Maior da Defesa do Brasil, almirante Prado Maia, não foi ao encontro. A assessoria do Ministério da Defesa também não enviou nenhum representante e informou que Maia teve de "ficar em Brasília preparando um relatório para o presidente (Luiz Inácio Lula da Silva), atendendo a um pedido do (ministro da Defesa, Nelson) Jobim". A assessoria do Itamaraty também diz não ter enviado nenhum diplomata a Cartagena.
Fonte: O Estadão Online
Ministério Público pede retirada de símbolos religiosos de órgãos públicos em SP
Ministério Público Federal de São Paulo pede à Justiça a retirada de crucifixos e bíblias de repartições públicas federais. O argumento é o de que os objetos ferem a liberdade de crença e não respeitam o princípio do Estado laico; medida divide igrejas cristãs.
Reprovada pela Igreja Católica, a ação do Ministério Público Federal de São Paulo pedindo a retirada de símbolos religiosos de repartições públicas federais no Estado encontra defensores entre evangélicos e igrejas cristãs históricas.
No final de julho, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo ajuizou ação civil pública pedindo à Justiça que obrigue a União a retirar símbolos religiosos, como crucifixos e bíblias, de áreas públicas de órgãos federais. O argumento é o de que os objetos ofendem a liberdade de crença e sua permanência fere o princípio do Estado laico.
A decisão caberá à juíza Maria Lúcia Lencastre, da 3ª Vara Federal, que irá ouvir a União antes de tomar uma decisão.
A ação da Procuradoria teve origem com uma representação do grupo Brasil para Todos, que defende a laicidade do Estado e a impessoalidade da administração pública.
O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, viu a decisão com estranheza. “Ter um Estado laico não significa passar por cima da cultura de um povo”, afirma. Segundo ele, a existência de crucifixos e bíblias faz parte da tradição cultural brasileira. “Uma posição como essa não vem defender o interesse da maioria dos cidadãos”, afirmou.
Entre grupos religiosos, a retirada dos símbolos, apesar de considerada polêmica, encontra defensores.
Coordenador da bancada evangélica no Congresso, o deputado pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE) diz que a bancada está de acordo com a iniciativa. “A retirada desses símbolos a princípio choca muitos evangélicos. Mas a bíblia não é o instrumento religioso de todos.”
O secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Luiz Alberto Barbosa, diz que não há consenso entre as chamadas igrejas cristãs históricas sobre a defesa ou não da permanência de símbolos religiosos em locais públicos governamentais.
Ele ressalta que, quase na totalidade, as figuras são referentes apenas à Igreja Católica Romana. Como exemplo, ele cita o crucifixo em que há o corpo de Cristo como símbolo católico, enquanto igrejas cristãs históricas utilizariam a cruz vazia.
“Nós entendemos que, do ponto de vista legal, o Ministério Público está querendo implantar apenas o que a Constituição consagra, que é a separação igreja e Estado.”
Coordenadora do grupo Católicas pelo Direito de Decidir, Maria José Rosado apoia a ação. “Embora haja uma predominância da cultura católica e do poder institucional da Igreja Católica no Brasil, cada dia mais a sociedade é plural.”
Segundo ela, na medida em que se mantêm símbolos religiosos em lugares públicos de representação do Estado, há privilégio de uma determinada religião. “É um respeito a um país que se torna cada dia mais plural em termos religiosos.”
O presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Walter Altmann, não concorda com uma decisão de “cima para baixo”. Ele é a favor de audiências públicas para discussão do tema. “A retirada [de cruzes e bíblias] fere o sentimento daquele para quem o símbolo é relevante”, diz ele.
França detém vanguarda da laicidade
A discussão sobre os símbolos religiosos em espaços públicos chega ao Brasil com mais de um século de atraso.
A França, que não por acaso inventou o conceito de laicidade, representa a vanguarda da iconoclastia. Lá os crucifixos foram retirados dos tribunais e dos colégios nos anos 1880. Na mesma década, o ensino religioso foi suprimido das escolas públicas, e magistrados e militares foram proibidos por lei de participar em caráter oficial de festas católicas.
A apoteose do movimento, porém, veio em 1905, com a edição da Lei da Laicidade, que rompe unilateralmente a concordata entre Paris e o Vaticano, confisca bens da igreja e suspende todas as subvenções que eram concedidas a ministros e cultos. Esta última medida poupou aos cofres públicos 35 milhões de francos anuais.
O papa Pio 10º (1903-1914), é claro, não gostou e, em 1906, baixa a encíclica “Vehementer nos”, na qual denuncia o diploma francês e qualifica a separação entre Estado e igreja como “tese absolutamente falsa”, “erro perniciosíssimo” e “em alto grau injurioso para com Deus”.
Mais recentemente, os franceses voltaram à carga antirreligiosa, mas o alvo deixou de ser a Igreja Católica e passou a ser o islamismo. Em 2004, o Parlamento emendou a Lei da Laicidade para proibir alunos de escolas públicas de usar ícones religiosos ostensivos como os “hujub” (véus muçulmanos). O presidente Nicolas Sarkozy pede agora a proscrição da burca, o traje inteiramente fechado usado por algumas poucas mulheres islâmicas.
Nos EUA, embora a laicidade também esteja na Constituição, o anticlericalismo nunca esteve na ordem do dia. Pelo contrário, os EUA são, de longe, a nação mais religiosa do mundo desenvolvido.
Instada a manifestar-se sobre símbolos religiosos em tribunais, uma Suprema Corte, dividida, resolveu sair pela tangente. Em 2005, tomou uma decisão ambígua, na qual permitiu a um tribunal manter um monumento com os Dez Mandamentos, mas proibiu duas outras cortes de fazer o mesmo. A diferença apontada pelos juízes era o contexto. No primeiro tribunal o monumento estava ao lado de outras obras. Nos demais, os Dez Mandamentos apareciam isoladamente, no que foi interpretado como uma violação ao princípio da laicidade do Estado.
Fonte: Folha de São Paulo
Igreja Universal pode se tornar patrocinadora da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
Igreja Universal do Reino de Deus estuda disputar vaga como patrocinadora da seleção brasileira na Copa do Brasil em 2014. De olho no grande crescimento no número de evangélicos, que debandam de outras religiões, como o catolicismo e os cultos afro-brasileiras, a Igreja quer ganhar novos fiéis. Especialistas da IURD afirmam que esta é uma chance imperdível.
“- É uma oportunidade de crescermos e expandirmos nossas igrejas de forma espetacular. Tenho fé de que tudo dará certo!”, empolga-se o bispo Josias Norato, que também é assessor jurídico da igreja. O braço de telecomunicações da IURD, a Rede Record, é entusiasta da empreitada. “A Rede Record apoia a ideia. De acordo com nossas projeções, chegaremos em 2014 bem perto da liderança de audiência. Com o apoio da IURD, teríamos muita visibilidade internacional.”, afirma Renato Quiroga, assessor de imprensa da Record.
O presidente de honra da IURD, Bispo Edir Macedo, ainda não se pronunciou sobre o plano. Macedo não é legalmente presidente da Record, mas, pela IURD, é um dos maiores doadores do canal de televisão. Fonte: Wooz
Atletas de Cristo realizam turnê pela África
Craques nos campos e na fé levam o evangelho ao povo africano com o futebol.
Renomados ex-jogadores do nosso futebol estão na África desde o dia 16 de julho. A missão vai muito além das partidas amistosas, o objetivo maior é espalhar o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo.
O time é formado por ex-craques famosos, todos “Atletas de Cristo”, movimento criado em 1984. Nomes conhecidos como: Paulo Sérgio (campeão do mundo pela seleção brasileira em 1994), Zé Carlos (vice-campeão em 1998), Giovanni (ex-Santos, Barcelona, Olympiacos e seleção), Paulo Cruz (ex-América), Batista (ex-Atlético e zagueiro da seleção brasileira). Eles fazem parte da “Turnê da Esperança”. Um desafio que levou 23 pessoas em uma viagem de 26 dias em solo africano.
Não é primeira vez que esses atletas deixam o Brasil para se tornarem missionários da bola. O futebol abriu portas e permitiu que as boas novas fossem pregadas no continente asiático no ano passado. A primeira turnê levou a seleção de Cristo a pregar até em Mianmar um dos países mais fechados para o evangelho.
Desta vez eles foram enviados ao continente africano. Depois de passarem por Burundi, Uganda e Madagascar, nossos craques e irmãos estão em Naiorobi, capital do Quênia. No último sábado eles enfrentaram a seleção local. Uma partida transmitida para 20 países.
Os quenianos venceram por 1 a 0. Mas a atuação dos brazucas fez com que a imprensa local valorizasse ainda mais a vitória. O jornal DAILY NATION destacou: “Estrelas do Quênia silenciaram a batida do samba”. Mas o som que precisava ecoar… tocou. No embalo do evangelho os “Atletas de Cristo” não se calaram e aproveitaram a oportunidade para mais uma vez glorificar ao Senhor.
Nesta quarta, 06 de agosto, a equipe chega a Madagascar uma exótica ilha que fica no Oceano Índico próximo a costa africana. A região é conhecida pela grande biodiversidade e também pela prática da feitiçaria e ocultismo.
Nossos craques precisam das orações. No último boletim publicado no site oficial eles declararam:
Pedimos aos irmãos que continuem intercedendo por nós, precisamos de suas orações. O inimigo tem nos atacado por todos os lados, na saúde dos atletas, nos relacionamento com os nacionais, e algumas vezes nos problemas com a logística. Orem por sabedoria e graça sobre os organizadores locais, por nós que estamos na coordenação deste Projeto, e também para que nossos jogadores dêem seu melhor no jogo de sábado e continuem dando um bom testemunho em campo.
Contamos com suas orações e agradecemos por estarem nos acompanhando em mais esta jornada.
Um grande abraço,
Equipe ALEM – Brasil Atletas de Cristo
Fonte: Lagoinha / Gospel+
Chávez planeja comprar tanques contra bases dos EUA
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que seu governo planeja a compra de dezenas de tanques, porque o país se sente ameaçado pelas negociações entre Colômbia e Estados Unidos para instalação de sete bases militares norte-americanas em território colombiano. Segundo Chávez, "vários batalhões de tanques" poderão ser comprados para ampliar a defesa da Venezuela.
Chávez não entrou em detalhes sobre as aquisições. No entanto, a Venezuela já vem negociando a compra de armamentos e aviões na Rússia. Desde 2005, os dois países assinaram contratos no valor de US$ 4 bilhões para a compra de armas. A Colômbia afirma que a Venezuela não precisa se preocupar com o acordo militar entre Bogotá e Washington. Fonte: Agência Estado
Acusados de racha que matou adolescente são condenados a seis anos em regime semiaberto
Os dois participantes de um racha que terminou com o atropelamento e a morte da adolescente Fabíula Coálio, de 12 anos, há seis anos, em Maringá, foram julgados por homicídio doloso
Depois de quase 17 horas de julgamento, Luiz Cavicchioli Forini, 24 anos, e Marcos Jesus da Silva, 31 anos, foram condenados na madrugada desta quarta-feira (5) a seis anos e a seis anos e meio de prisão, respectivamente, em regime semiaberto, por homicídio doloso. Os dois eram acusados de participarem de um racha que terminou com o atropelamento e a morte de Fabíula Coálio, de 12 anos, em Maringá, em 2003. O crime ocorreu na Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376 que corta a cidade.
A sentença foi anunciada pelo juiz Cláudio Camargo dos Santos, titular da 1.ª Vara Criminal de Maringá, por volta da 1h30 desta quarta-feira (5). Como se trata de condenação em primeira instância, cabe recurso à decisão. Os advogados das partes, bem como o promotor, não foram localizados pela reportagem para falar sobre essa possibilidade.
O Fórum de Maringá ficou lotado durante o julgamento, que teve gente até do lado de fora
Foto: RPC
O julgamento, que ocorreu no Fórum de Maringá, começou por volta das 8h30 de terça (4) e foi acompanhado por muita gente, já que o caso gerou comoção na cidade. Entre os sete jurados que compuseram o corpo de sentença, quatro votaram pela condenação e três, pela absolvição.
"Os jurados decidiram e nós só temos que acatar. Foi uma vitória, sim, porque eles [os acusados] tiveram que ficar aqui [no Fórum] e encarar de frente o que eles fizeram. Não vai trazer a minha filha de volta, mas ao menos foi feito um pouco de justiça", disse Márcia Coália, mãe de Fabíula, à reportagem da RPC TV Cultura.
O processo tinha 900 páginas. O promotor de Justiça que atuou na acusação foi Edson Aparecido Cemensati. Na defesa estiveram os advogados Laércio Nora Ribeiro (que defendeu Silva) e José Hermenegildo Baptista Raccanello (que representou Forini).
O crime
De acordo com Cemensati, Fabíula estava na Avenida Colombo, a cerca de 400 metros acima do cruzamento com a Avenida Paraná, quando foi atropelada pelo carro de Silva. Forini estava dirigindo um Ômega turbinado. Cemensati afirma que um laudo pericial apontou que ambos estavam a uma velocidade de 130 km por hora no momento do acidente. O choque aconteceu às 19h30 de uma quarta-feira, 13 de agosto.
Fabíula estava no meio-fio, prestes a iniciar a travessia da avenida, já que sua mãe tinha uma lanchonete do lado outro da via. Segundo Cemensati, ela foi arremessada a uma altura de mais de cinco metros e caiu a 66 metros do local do atropelamento, tendo morte instantânea.
Os homens, ainda segundo a promotoria, haviam iniciado o racha no cruzamento entre a Avenida Colombo e a Rua Professor Lauro Werneck, o que significa que eles percorreram pelos 800 metros até o atropelamento.
Fonte: Jornal de Maringá Online
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Seis anos após o acidente, acusados vão a júri popular
Pela terceira vez na história de Maringá, será julgado hoje um caso de homicídio por dolo eventual no trânsito. Dois jovens tiravam “racha” e um deles atropelou menina de 12 anos
Primeira cidade do País a colocar um motorista no banco dos réus e condená-lo por um acidente que resultou na morte de uma criança de apenas três anos, Maringá acompanha, hoje, a partir das 8h30, a terceira decisão sobre a culpa ou inocência de dois acusados de envolvimento no atropelamento e morte da estudante Fabíula Regina Coálio, de12 anos.
Desta vez, os réus são o comerciário Marcos Jesus da Silva, 31 anos, de Maringá, e o estudante Luiz Cavichioli Fiorini, 24 anos, de Floraí, que na noite de 19 de agosto de 2003 decidiram disputar um “racha” na Avenida Colombo – principal corredor de tráfego da cidade.
Os dois são acusados de homicídio por dolo eventual – sabiam do risco de causar um acidente, mas foram indiferentes ao possível resultado. A pena varia de 6 anos a 20 anos de prisão.
Pilotando dois potentes veículos Omega, Silva e Fiorini posicionaram os carros rentes à faixa de pedestre e aguardaram a abertura do semáforo, defronte a UEM – como sinal para o início da corrida.
Ignorando o limite de velocidade de 60 quilômetros por hora, o grande tráfego de veículos e pessoas na área, muitas delas estudantes, os motoristas – então com 25 e 18 anos - pisaram fundo nos aceleradores.
Empurrados por potentes turbos, os motores precisaram de poucos metros para desenvolver velocidades superiores a 120 Km/h. Após fazer uma ultrapassagem perigosa, pelo lado direito, e invadir o estacionamento, Silva atingiu a pequena Fabíula, que aguardava, próxima ao meio fio, para cruzar a via em companhia de uma tia.
A pancada foi tão violenta que a menina foi lançada a cinco metros de altura e a mais de 66 metros de distância. Franzino, o corpo sofreu fraturas múltiplas da cabeça aos pés, a ponto de a medula ser inteiramente expelida pela boca. “Em toda minha carreira, nunca vi um acidente com estas proporções”, diz, chocado, o promotor Edson Aparecido Cemensati.
Por desenvolver velocidade superior ao carro pilotado por Silva, Fiorini sequer viu o acidente e seguiu em direção a Floraí, onde residia com os pais. Silva, por sua vez, ignorou o atropelamento e fugiu da cena do crime. Identificado pela polícia, apresentou-se cinco dias depois.
Após uma série de tentativas para tentar transformar o atropelamento em crime culposo, a defesa de Silva passou a ingressar com recursos em estratégia para adiar o julgamento, como, até mesmo, necessidade de tratamento bucal.
Diante desta última alegação, o juiz Cláudio Camargo dos Santos acusou o defensor de “desmoralizar, achincalhar e desprezar o Poder Judiciário” e imputou a Silva o pagamento de todas as despesas pelo novo adiamento.
O segundo caso semelhante, julgado em abril deste ano, foi com Leandro José da Silva, de 24 anos, acusado de ter provocado o acidente que matou dois idosos na Avenida Colombo.
Passo a passo
Para garantir o bom andamento dos trabalhos, o Poder Judiciário limitou o acesso ao Tribunal do Júri a 180 pessoas. Os demais interessados no Caso Fabíula poderão acompanhar o julgamento em tempo real em O Diário Online e no Twitter de O Diário, que terá um repórter no local durante toda a sessão.
Fonte: O Diário de Maringá Online - reportagem de Roberto Silva
Reflexão
"Que Deus esteja sempre com você, mas acima de tudo, que você esteja sempre com Deus".
Luiz Gaspareto
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Escolas paquistanesas fecham após mortes de cristãos
Cristãos paquistaneses estão fechando suas escolas em todo o Paquistão por três dias a partir de hoje como protesto pelos assassinatos de oito membros de sua comunidade, no sábado. Centenas de muçulmanos, supostamente estimulados por um grupo islamita radical, invadiu um bairro cristão na cidade de Gojra, leste do país, queimando dezenas de casas, após rumores de que alguns cristãos haviam profanado o Alcorão - livro sagrado do islamismo. Seis cristãos morreram no incêndio e outros dois foram mortos à tiros. A violência foi condenada pelo papa Bento XVI.
Líderes cristãos e o ministro da Justiça da região de Punjab, Rana Sanaullah, disseram que uma investigação inicial havia revelado que a profanação do Alcorão era um boato. "Estamos fechando nossas escolas para mostrar nossa raiva e preocupação", disse o bispo Sadiq Daniel, lembrando que a medida é pacífica. "Nós queremos que o governo leve os criminosos à Justiça."
Em telegrama enviado hoje, o papa Bento XVI afirmou que sentiu "profundo pesar" ao ouvir sobre o "ataque sem sentido". Bento XVI enviou suas condolências às famílias das vítimas e pediu aos cristãos "que não sejam dissuadidos em seus esforços de ajudar a construir uma sociedade que, como um profundo senso de verdade religiosa e valores humanos, seja marcada pelo respeito mútuo entre todos os seus membros". Em comunicado, o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani, condenou o incidente com "palavras firmes".
Tropas paramilitares e outras forças de segurança patrulhavam a cidade hoje. Farhatullah Babar, porta-voz do presidente paquistanês, disse que um painel do Judiciário vai investigar o incidente. Não foi informado o número exato de escolas que serão fechadas. Os cristãos representam menos de 5% doas 175 milhões de paquistaneses e geralmente vivem em paz com seus vizinhos muçulmanos.
Porém, extremistas têm feito cristãos e outros grupos de minorias religiosas alvos para seus ataques. Pouco mais de um mês atrás um grupo de muçulmanos ateou fogo a dezenas de residências de cristãos na área de Kasur, segundo informações de meios de comunicação locais. Muçulmanos xiitas, também uma minoria quando comparados ao grupo de sunitas, também são geralmente alvos de ataques, embora os sunitas tenham sido alvos, no passado, de extremistas xiitas. Mas os ataques a minorias parecem ter piorado na medida em que a milícia Taleban ganha força no Paquistão.
Minorias
O Grupo Internacional dos Direitos da Minorias colocou o Paquistão, no ano passado, como o país onde ocorrem as principais ameaças a minorias desde 2007, junto com o Sri Lanka, que entrou em guerra civil. O grupo listou o Paquistão na sétima posição no ranking dos dez países mais perigosos para minorias, depois da Somália, do Sudão, do Afeganistão, do Iraque, de Mianmar e do Congo.
Cristãos e outros grupos religiosos minoritários também são especialmente vulneráveis a leis discriminatórias, dentre elas um decreto contra blasfêmia, que leva à pena de morte por declarações depreciativas ou outra ação contra o islamismo, o Alcorão ou o profeta Maomé. Qualquer pessoa pode fazer uma acusação por essa lei.
O último ataque contra cristãos começou na quinta-feira, após relatos de que uma cópia do Alcorão havia sido profanada. Centenas de manifestantes muçulmanos atearam fogo a várias casas de cristãos nos dois primeiros dias, mas a violência ficou mais forte no sábado. Funcionários do governo disseram que o grupo sunita proscrito Sipah-e-Sahaba Pakistan foi responsável pelos ataques.
Reconstrução
"Este não é o trabalho de muçulmanos. Um grupo de extremistas explorou a situação", disse Sanaullah a um grupo de cristãos depois das orações funerárias na noite de ontem. "Eu também quero fazer um apelo às duas comunidades para que permaneçam calmas. Por favor, não se tornem uma ferramenta nas mãos de alguns canalhas", afirmou. O ministro federal para Minorias, Shahbaz Bhatti, disse hoje que o governo vai reconstruir as casas queimadas e oferecer assistência financeira às vítimas.
Bhatti criticou a resposta morosa da política e prometeu que os policiais envolvidos serão responsabilizados. Ele também afirmou que uma celebração de uma semana pelos direitos das minorias, planejado para acontecer no final deste mês, foi cancelada.
Fonte: Agência Estado
Acusados de participar de racha que matou adolescente vão a julgamento nesta terça
Fabíula Coalio, de 12 anos, foi atropelada e morta em 2003, na Avenida Colombo, em caso que gerou comoção na cidade. Promotoria afirma que os responsáveis disputavam um racha e fugiram do local. Defesa não se manifestou. Processo tem 900 páginas
Os dois acusados pelo atropelamento que matou a garota Fabíula Regina Coalio, de 12 anos, há seis anos, em Maringá, serão julgados nesta terça-feira (4). Os acusados são Marcos Jesus da Silva, 31 anos, e Luiz Cavicchioli Forini, 24 anos. O atropelamento aconteceu em 2003 porque, segundo a acusação, os dois participavam de um racha. O caso gerou comoção na cidade.
O julgamento será presidido pelo juiz de Direito Cláudio Camargo dos Santos, titular da 1.ª Vara Criminal de Maringá, e está marcado para 8h30, no Fórum de Maringá. Portanto, será aberto ao público. O processo tem 900 páginas e segundo o promotor de Justiça, Edson Aparecido Cemensati, que atua na acusação, é prenuncio de um julgamento longo, que "deve entrar pela madrugada".
Como será o julgamentoO julgamento será presidido pelo Juiz de Direito Cláudio Camargo dos Santos, titular da 1ª Vara Criminal de Maringá. O promotor, que atua na acusação, será Edson Aparecido Cemensati, que terá assistência do criminalista Israel Batista de Moura. Na defesa estarão Laércio Nora Ribeiro (que representa Marcos Jesus da Silva) e José Hermenegildo Baptista Raccanello (que representa Luiz Cavicchioli Forini).
A condenação ou absolvição dos acusados caberá a um conselho de sentença formado por sete pessoas, de diversos segmentos da sociedade. Elas serão sorteadas na hora, entre um grupo de 25 pessoas, no primeiro ato do julgamento.
Em seguida ocorrerá o depoimento das testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação. Mais de 10 pessoas foram intimadas a comparecer.
Depois o promotor receberá a palavra. Ele terá 2h30 para fazer sua exposição, mesmo tempo destinado aos advogados de defesa, que falarão na sequência. Tanto a acusação quanto a defesa terão ainda 2h de direito à réplica e tréplica, respectivamente.
Como a Vara Criminal representa a primeira instância da justiça, cabe recurso ao resultado do julgamento. Se isso ocorrer, o caso pode ser levado ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, em determinados casos, até mesmo ao Superior Tribunal Federal (STF).
De acordo com Cemensati, Fabíula estava na Avenida Colombo, a cerca de 400 metros acima do cruzamento com a Avenida Paraná, quando foi atropelada pelo carro de Silva. Forini estaria dirigindo um Ômega turbinado. Cemensati afirma que um laudo pericial apontou que ambos estavam a uma velocidade de 130 km por hora no momento do acidente. O choque aconteceu às 19h30 de uma quarta-feira, 13 de agosto.
Fabíula estava no meio-fio, prestes a iniciar a travessia da avenida, já que sua mãe tinha uma lanchonete do lado outro da via. Segundo Cemensati, ela foi arremessada a uma altura de mais de cinco metros e caiu a 66 metros do local do atropelamento, tendo morte instantânea.
Os homens, ainda segundo a promotoria, haviam iniciado o racha no cruzamento entre a Avenida Colombo e a Rua Professor Lauro Werneck, o que significa que eles percorreram pelos 800 metros até o atropelamento.
Eles responderão por homicídio por dolo eventual, por "assumir o risco do resultado morte", segundo o promotor, cuja pena varia entre 6 e 20 anos de reclusão.
Defesa
A reportagem entrou em contato com os advogados de defesa dos dois acusados. Laércio Nora Ribeiro (que representa Marcos Jesus da Silva) preferiu não comentar o caso. José Hermenegildo Baptista Raccanello (que representa Luiz Cavicchioli Forini) não foi encontrado no escritório onde trabalha.
Fonte: Gazeta do Povo
Irã espera ordem de líder supremo para fabricar bomba nuclear, diz jornal
O Irã tem aperfeiçoado sua tecnologia para criar uma ogiva nuclear e apenas espera uma ordem do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, para fabricar sua primeira bomba atômica. A informação foi publicada na edição desta segunda-feira pelo jornal britânico "The Times".
Segundo a publicação, que cita fontes de agências de inteligência ocidentais, a República Islâmica completou em 2003 um programa de investigação para produzir armas com urânio, criado por causa da ameaça gerada pela invasão do Iraque pelos Estados Unidos. Esse programa permitiria a construção de uma bomba no prazo de um ano.
Foto:AP
Jornal britânico "The Times" diz que Irã aguarda apenas ordem de líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, para fabricar bomba atômica
No entanto, as fontes declararam ao "Times" que Teerã interrompeu o projeto porque havia conseguido alcançar seu objetivo: encontrar a forma de detonar uma ogiva que pudesse ser incorporada a seus mísseis de longo alcance, os Shehab-3.
Eles disseram que, assim que o aiatolá Khamenei aprovar a construção de uma bomba nuclear, os iranianos levariam seis meses para enriquecer urânio suficiente e outros seis meses para montar a ogiva.
" Ministério da Defesa do Irã tem administrado um departamento secreto de pesquisa nuclear por anos, que emprega centenas de cientistas, pesquisadores e metalúrgicos em um programa multibilionário para desenvolver tecnologia nuclear ao lado do programa nuclear civil", diz o jornal.
"Não sabemos se a decisão [de fabricar a bomba] já foi tomada", asseguraram as fontes de inteligência consultadas pelo "Times".
Negociações
O governo dos EUA deu a Teerã o prazo até setembro para que as negociações sobre o programa nuclear iraniano sejam iniciadas.
Mas as perspectivas de um diálogo construtivo foram minadas pela dura reação das autoridades do país contra os manifestantes reformistas, que protestam contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, na eleição de 12 de junho --classificada pela oposição de fraude.
O governo de Teerã tem acusado países ocidentais, como EUA e Reino Unido, de instigar as manifestações contra o regime iraniano.
O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, reiterou na semana passada que não descarta um ataque militar contra instalações nucleares do Irã, se as negociações para por fim a suas ambições atômicas fracassarem.
Fonte: Folha Online Com Efe
Salário de professor pode chegar a R$ 7.000 em São Paulo
O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$ 7.000 e um diretor, R$ 8.000 --os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.
Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.
Veja a tabela de salários em www.dimenstein.com.br
Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo.
Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.
Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas --um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.100 mensais.
A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis da gestão do PSDB em São Paulo --a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente. Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.
Fonte: Folha Online
domingo, 2 de agosto de 2009
"Não me agrada mais uma base americana na Colômbia", diz Lula
O presidente Lula demonstrou descontentamento nesta quinta-feira (30) ao comentar o pacto militar que está sendo estudado entre Colômbia e Estados Unidos. "Não me agrada mais uma base americana na Colômbia", disse durante encontro com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, em São Paulo.
Lula reclama de nova base militar dos EUA na Colômbia
Lula demonstrou seu apoio a reeleição de José Miguel Insulza para o cargo de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) durante encontro com a presidente do Chile em São Paulo. Insulza está à frente da entidade multilateral desde maio de 2005 e no ano que vem encerra seu mandato de cinco anos.
O presidente brasileiro também disse que apoia a extradição de Mauricio Norambuena ao Chile. O chileno é chefe da quadrilha que seqüestrou o publicitário Washington Olivetto, em 2001.
Bachelet também sugeriu o seu desagravo em relação ao acordo. "O Chile nunca teve base americana, mas acho que na reunião do dia 10 vamos ter franqueza para tratar do assunto", disse. No próximo dia 10 acontece a reunião União de Nações Sul-americanas (Unasul), em Quito, Equador.
Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, anunciou que o Brasil está disposto a trabalhar para "recompor" a confiança entre Venezuela e Colômbia, após considerar positivo que o governo de Álvaro Uribe "diga transparentemente de que se trata" o acordo militar que negocia com os EUA.
Hoje, em nota divulgada pelo Ministério de Comunicação da Venezuela, o governo de Hugo Chávez disse que ainda há "tempo de deter a loucura de guerra da elite que governa a Colômbia" e evitar que sua "política belicista" transforme a América do Sul "em uma área de violência".
"O governo colombiano, retirando suas próprias responsabilidades, quer justificar a instalação em seu território de até cinco bases militares da principal potência bélica mundial, alegando que três lança-foguetes supostamente propriedade do Exército venezuelano teriam chegado às mãos de um grupo irregular", diz comunicado do Ministério de Comunicação venezuelano.
Fonte: Notícias Uol Online e Com informações das agências internacionais
Conceito de "raças" foi criado para justificar dominação, diz autor
As "raças" e o racismo são uma invenção recente na história da humanidade. O conceito de que existem diferentes "raças humanas" foi criado pelo próprio homem e ganhou força com base em interesses de determinados grupos, que necessitavam de justificativas para a dominação sobre outros grupos.
Livro explica o conceito de "raças" e propõe a sua "desinvenção"
A afirmação é do geneticista Sérgio Pena, autor do livro "Humanidade Sem Raças?" (Publifolha, 2008), da Série 21. O título tem formato de ensaio e aborda o conceito de "raças" e o racismo de forma sintética. Saiba mais sobre o livro
O autor examina a questão sob o prisma da biologia e da genética moderna, com uma perspectiva histórica. E propõe, já no trecho de abertura do livro, que pode ser lido abaixo, a necessidade da "desinvenção" imediata do conceito de "raças".
"Perversamente, o conceito tem sido usado não só para sistematizar e estudar as populações humanas, mas também para criar esquemas classificatórios que parecem justificar o status quo e a dominação de alguns grupos sobre outros", afirma o autor. "Assim, a sobrevivência da ideia de raça é deletéria por estar ligada à crença continuada de que os grupos humanos existem em uma escala de valor."
Leia abaixo o trecho de introdução de "Humanidade Sem Raças?". O texto mantém a ortografia original do livro, publicado em 2008.
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A Bíblia nos apresenta os Quatro Cavaleiros do Apocalipse: Morte, Guerra, Fome e Peste. Com os conflitos na Irlanda do Norte, em Ruanda e nos Bálcãs, no fim do século passado, e após o 11 de Setembro, a invasão do Afeganistão e do Iraque e os conflitos de Darfur no início do século 21, temos de adicionar quatro novos cavaleiros: Racismo, Xenofobia, Ódio Étnico e Intolerância Religiosa.
Neste livro vamos examinar um desses: o racismo, com o seu principal comparsa, a crença na existência de "raças humanas". Proponho demonstrar que as raças humanas são apenas produto da nossa imaginação cultural. Como disse o epidemiologista americano Jay S. Kaufman, as raças não existem em nossa mente porque são reais, mas são reais porque existem em nossa mente.1
Acredito que a palavra devia ser sempre escrita entre aspas. Como isso comprometeria demais a apresentação do texto, serão omitidas aqui, mas gostaria de sugerir que o leitor as mantivesse, imaginariamente, a cada ocorrência do termo. No passado, a crença de que as raças humanas possuíam diferenças biológicas substanciais e bem demarcadas contribuiu para justificar discriminação, exploração e atrocidades. Ao longo dos tempos, esse infeliz conceito integrou-se à trama da nossa sociedade, sem que sua adequação ou veracidade tenham sido suficientemente questionadas.
Perversamente, o conceito tem sido usado não só para sistematizar e estudar as populações humanas, mas também para criar esquemas classificatórios que parecem justificar o status quo e a dominação de alguns grupos sobre outros. Assim, a sobrevivência da idéia de raça é deletéria por estar ligada à crença continuada de que os grupos humanos existem em uma escala de valor. Essa persistência é tóxica, contaminando e enfraquecendo a sociedade como um todo.
Henry Louis Gates Jr. (1950), professor da Universidade de Harvard e diretor do Instituto w.e.b. Du Bois de Pesquisa Sobre Africanos e Afro-Americanos, é um brilhante intelectual norte-americano da atualidade. Em um artigo intitulado "A Ciência do Racismo", recentemente publicado online na revista The Root, Gates faz a seguinte afirmativa: "[...] a última grande batalha sobre o racismo não será lutada com relação ao acesso a um balcão de restaurante, a um quarto de hotel, ao direito de votar, ou mesmo ao direito de ocupar a Casa Branca; ela será lutada no laboratório, em um tubo de ensaio, sob um microscópio, no nosso genoma, no campo de guerra do nosso DNA. É aqui que nós, como uma sociedade, ordenaremos e interpretaremos a nossa diversidade genética".2
Vou seguir a sugestão de Gates e examinar toda a questão das raças humanas e do racismo sob o prisma da biologia e da genética moderna, com uma perspectiva histórica. Assim, contrasto três modelos estruturais da diversidade humana. O primeiro, com base na divisão da humanidade em raças bem definidas, foi desenvolvido nos séculos 17 e 18 e culminou no racismo científico da segunda metade do século 19 e no movimento nazista do século 20. Esse equivocado modelo tipológico definiu as raças como muito diferentes entre si e internamente homogêneas. E foi essa crença de que as diferentes raças humanas possuíam diferenças biológicas substanciais e bem demarcadas que contribuiu para justificar discriminação, exploração e atrocidades.
O segundo foi o modelo populacional. Incorporando novos conhecimentos científicos, ele surgiu após o final da Segunda Guerra Mundial, e fez a divisão da humanidade em populações, que passaram a ser corretamente percebidas como internamente heterogêneas e geneticamente sobrepostas. Infelizmente ele se degenerou em um modelo "populacional de raças" e tem sido compatível com a continuação do preconceito e da exploração.
O que proponho para o século 21 é a substituição desses dois modelos prévios por um novo paradigma genômico/individual de estrutura da diversidade humana, que vê essa espécie dividida não em raças ou populações, mas em seis bilhões de indivíduos genomicamente diferentes entre si, mas com graus maiores ou menores de parentesco em suas variadas linhagens genealógicas.
Este terceiro e novo modelo genômico/individual valoriza cada ser humano como único, em vez de enfatizar seu pertencimento a uma população específica, e está solidamente alicerçado nos avanços da genômica, especialmente na demonstração genética e molecular da individualidade genética humana e na comprovação da origem única e recente da humanidade moderna na África. Ele é fundamentalmente genealógico e baseado na história evolucionária humana - enfatiza a individualidade e a singularidade das pessoas e o fato de que a humanidade é uma grande família. Nele, a noção de raça humana perde totalmente o sentido e se desfaz como fumaça.
A mensagem principal deste livro é que se deve fazer todo esforço em prol de uma sociedade desracializada, que valorize e cultive a singularidade do indivíduo e na qual cada um tenha a liberdade de assumir, por escolha pessoal, uma pluralidade de identidades, em vez de um rótulo único, imposto pela coletividade. Esse sonho está em perfeita sintonia com o fato demonstrado pela genética moderna: cada um de nós tem uma individualidade genômica absoluta, que interage com o ambiente para moldar uma exclusiva trajetória de vida.
A Invenção das Raças
Parece existir uma noção generalizada de que o conceito de raças humanas e sua indesejável conseqüência, o racismo, são tão velhos como a humanidade. Há mesmo quem pense neles como parte essencial da "natureza humana". Isso não é verdade. Pelo contrário, as raças e o racismo são uma invenção recente na história da humanidade.
Desde os primórdios da humanidade houve violência entre grupos humanos, mas só na era moderna essa violência passou a ser justificada por uma ideologia racista. De fato, nas civilizações antigas não são encontradas evidências inequívocas da existência de racismo (que não deve ser confundido com rivalidade entre comunidades). É certo que havia escravidão na Grécia, em Roma, no mundo árabe e em outras regiões. Mas os escravos eram geralmente prisioneiros de guerra e não havia a idéia de que fossem "naturalmente" inferiores aos seus senhores. A escravidão era mais conjuntural que estrutural - se o resultado da guerra tivesse sido outro, os papéis de senhor e escravo estariam invertidos.
A emergência do racismo e a cristalização do conceito de raças coincidiram historicamente com dois fenômenos da era moderna: o início do tráfico de escravos da África para as Américas e o esvanecimento do tradicional espírito religioso em favor de interpretações científicas da natureza.
Diversidade Humana
Antes de prosseguirmos, proponho ao leitor um simples experimento. Dirija-se a um local onde haja grande número de pessoas - uma sala de aula, um restaurante, o saguão de um edifício comercial ou mesmo a calçada de uma rua movimentada. Agora observe cuidadosamente as pessoas ao redor.
Deverá logo saltar aos olhos que somos todos muito parecidos e, ao mesmo tempo, muito diferentes. Podemos ver grandes similaridades no plano corporal, na postura ereta, na pele fina e na falta relativa de pêlos, características da espécie humana que nos distinguem dos outros primatas.
Por outro lado, serão evidentes as extraordinárias variações morfológicas entre as diferentes pessoas: sexo, idade, altura, peso, massa muscular e distribuição de gordura corporal, comprimento, cor e textura dos cabelos (ou ausência deles), cor e formato dos olhos, formatos do nariz e lábios, cor da pele etc.
Essas variações são quantitativas, contínuas, graduais. A priori, não existe absolutamente qualquer razão para valorizar uma ou outra dessas características no exercício de perscrutação. Mas logo se descobre que nem todos os traços têm a mesma relevância. Alguns são mais importantes; por exemplo, quando reparamos que algumas pessoas são mais atraentes que outras.
Além disso, há características que podem nos fornecer informações sobre a origem geográfica ancestral das pessoas: uma pele negra pode nos levar a inferir que a pessoa tenha ancestrais africanos, olhos puxados evocam ancestralidade oriental etc. Mas isso é tudo: não há nada mais que se possa captar à flor da pele.
Pense bem. Como é possível que o fato de possuir ancestrais na África faça o todo de uma pessoa ser diferente de quem tem ancestrais na Ásia ou Europa? O que têm a pigmentação da pele, o formato e a cor dos olhos ou a textura do cabelo a ver com as qualidades humanas singulares que determinam uma individualidade existencial? Tratar um indivíduo com base na cor da sua pele ou na sua aparência física é claramente errado, pois alicerça toda a relação em algo que é moralmente irrelevante com respeito ao caráter ou ações daquela pessoa.
1 Kaufman, J. S., "How Inconsistencies in Racial Classification Demystify The Race Construct in Public Health Statistics". Em: Epidemiology, 10:108-11, 1999.
2 Gates, H. L., "The Science of Racism". Em: The Root (www.theroot.com/id/46680/output/print), 2008.
Fonte: Folha Online
Governo estuda base espacial fora do Maranhão
A AEB (Agência Espacial Brasileira) está analisando áreas no país para a construção de centros de lançamento comercial de satélites.
O Brasil almeja entrar neste mercado espacial que, apenas em 2008, movimentou US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 3,6 bilhões, em valores atuais).
De acordo com o presidente da AEB, Carlos Ganem, ainda não foram definidos quantos centros de lançamento o país vai construir, nem onde eles vão ficar. Estão sendo analisadas áreas próximas ao mar no Amapá, Pará, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte. Uma reunião marcada para o começo de agosto com o presidente Lula deve definir os locais.
A escolha desses Estados se deve à proximidade com a linha do Equador, região onde a velocidade de rotação da Terra é maior. Essa condição ajuda a impulsionar os foguetes usados nos lançamentos, o que resulta em economia de combustível estimada em até 30%.
O Brasil possui hoje um centro de lançamentos em Alcântara (MA), mas nunca colocou um objeto em órbita. Em agosto de 2003, a base de Alcântara foi palco do pior acidente da história do programa espacial brasileiro: o incêndio do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites), que deixou 21 mortos.
Em 2005, o país fechou parceria com a Ucrânia para a criação da empresa Alcântara-Cyclone Space, voltada justamente para a exploração do mercado de lançamentos comerciais de satélites.
O acordo prevê o uso do foguete ucraniano Cyclone-4 para lançamentos a partir de Alcântara. O primeiro teste está marcado para 2010.
O projeto inicial previa a ampliação da base de Alcântara para a instalação da ACS. Mas a binacional acabou desistindo de ocupar as áreas vizinhas ao centro depois de uma disputa com comunidades quilombolas, que reivindicavam a posse da área -e que acabaram ganhando a disputa por um território de 78 mil hectares. Daí a iniciativa da AEB em procurar outros pontos para receber os novos centros de lançamento.
Atualmente, o lançamento comercial de satélites é explorado principalmente por Rússia, EUA e Europa. De acordo com um relatório da FAA (agência federal de aviação dos EUA), em 2008 foram feitos 28 desses lançamentos.
Mas a AEB não tem recursos para financiar o projeto. Desde 2005, o orçamento anual de todo o programa espacial brasileiro foi, em média, de R$ 260 milhões. Já o custo estimado para a construção de um desses centros é de até R$ 300 milhões. Segundo Ganem, há possibilidade de serem feitas PPPs (parcerias público-privadas) ou parcerias com outros países.
Fonte: Folha Online
PMDB pede para dissidentes deixarem partido 'o quanto antes'
O presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), mandou um recado para os dissidentes do partido neste domingo. Em nota publicada no site da legenda e assinada também pela presidente em exercício, Íris de Araújo (GO), o dirigente afirmou que os dissidentes podem deixar a legenda "o quanto antes" e que não correrão risco de perderem o mandato.
A nota não cita nomes, mas é um recado para os senadores Jarbas Vasconcellos (PE) e Pedro Simon (RS).
No final de fevereiro, Jarbas Vasconcellos denunciou a existência de corrupção dentro do PMDB ao afirmar, em entrevista à revista "Veja", que "boa parte do partido quer mesmo é corrupção". Na época, ele também classificou como um "completo retrocesso" a escolha de José Sarney (PMDB-AP) para presidir o Senado.
Já Pedro Simon, subiu à tribuna do Senado no fim de junho para defender o afastamento de Sarney e disse que a situação do presidente da Casa era insustentável.
Para o presidente da Câmara, a saída dos dissidentes deixaria o partido mais forte. "Ganharão eles, porque deixarão de pertencer ao partido do qual falam tão mal, e ganhará o PMDB, por tornar-se ainda mais coeso e musculoso", diz a nota.
A nota também rebate reportagem da revista "Veja", publicada nesta semana, que diz que o PMDB encarna o paroxismo do fisiologismo da política brasileira.
Leia abaixo a íntegra da nota do PMDB.
PMDB responde à reportagem de VEJA
Brasília (02/08/2009) - Em sua última edição, a revista VEJA dedicou a capa e oito páginas de reportagem ao PMDB. O material jornalístico se perdeu em meio a afirmações pontuais que pecam, ora pelo exagero, ora pela desinformação. Com todo o respeito aos editores da prestigiosa publicação e aos seus leitores, o PMDB tem quatro principais reparos a fazer no material publicado:
1. O PMDB tem identidade e espinha dorsal bem definidas, ao contrário do que afirma a publicação. Seu compromisso com a liberdade democrática e com os avanços sociais são inarredáveis e públicos, ambos devidamente inscritos no programa partidário. O PMDB estava em linha com seu programa partidário quando apoiou a eleição de Tancredo Neves e o governo de José Sarney. Foi assim que o Brasil conquistou a democracia. O PMDB estava em linha com seu programa partidário quando apoiou o governo Itamar Franco, expoente do partido. Foi assim que o Brasil conquistou o Plano Real, um notável avanço social. O PMDB estava em linha com seu programa partidário quando apoiou o governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi assim que o Brasil iniciou o processo de estabilização econômica. E o PMDB está em linha uma vez mais com seu programa partidário ao apoiar o governo do presidente Lula,autor nada mais nada menos do que o maior projeto de distribuição de renda do mundo entre outras conquistas admiráveis no campo da estabilidade, da institucionalização nacional, e do respeito à democracia. Um partido deve ser cobrado quando lhe falta coerência. Não quando é, como o PMDB, co-responsável por transformações positivas e por avanços que só melhoram a qualidade de vida dos brasileiros menos favorecidos. O PMDB orgulha-se de suas opções e sabe que tem ajudado o Brasil no limite de suas forças. As críticas, quando justas, só nos ajudam a melhorar.
2. O PMDB é, há décadas, a base da governabilidade e não o paroxismo do fisiologismo como afirma a revista. Política se faz com alianças programáticas, como demonstrado no item anterior. Os cargos públicos são apenas conseqüência de ideais convergentes. Todo partido se orgulha dos quadros técnicos que possui. No caso do PMDB os bons quadros se acumulam em virtude de sua extensa experiência administrativa. Neste exato momento, o partido administra 1 201 prefeituras e nove governos estaduais. No Poder Legislativo, sua bancada conta com 8 500 vereadores, 172 deputados estaduais, 95 deputados federais e dezenove senadores. Natural que possua quadros para ajudar o governo do presidente Lula em áreas onde pode fazer a diferença.
3. É difícil pensar em algo mais injusto do que montar um quadro intitulado "O PMDB e seu bocado no governo federal", como fez a publicação. A simples listagem dos ministros do PMDB acompanhados das verbas públicas abrigadas em suas pastas dá a quem lê uma impressão equivocada. A arte deixa a sensação errada de que os seus titulares têm o poder de destinar verbas livremente. Nem o país institucionalizado como o Brasil, com poderes claramente construídos e atribuições bem definidas, sabe-se que a quase totalidade dos recursos federais é carimbada por computador. Sabe-se, ainda, que todos os investimentos realizados são resultado de licitações monitoradas pelo Tribunal de Contas da União. Uma consulta ao banco de dados do governo federal pode mostrar claramente como as verbas são alocadas. Nenhum ministro de Estado, seja do PMDB ou de qualquer outro partido toma decisões com a liberdade que a revista sugere no material publicado.
4. O PMDB se orgulha de não manter estrutura baseada em caciques apontado pela revista como defeito partidário. Caciques são a expressão do atraso. O PMDB se alimenta da força de seus dois milhões de filiados e no apoio de seus eleitores. Sem votos não haveria PMDB. No pleito de 2006, o partido obteve 16,8 milhões de votos para governador. Em 2008, foram 18,5 milhões de votos para prefeito. São números que falam por si. Se o PMDB estivesse no caminho errado, por que tantos eleitores prefeririam a agremiação? Sugerir que os eleitores do PMDB são menos informados do que os eleitores dos demais partidos é brincar com a inteligência das urnas. Sobre as divergências, é preciso frisar que são comuns em todos os partidos, até mesmo nas agremiações de pequeno porte. Diga-se de passagem, ocorrem inclusive em empresas privadas de qualquer tamanho, até nas familiares. O PMDB acata com humildade o descontentamento de alguns poucos integrantes que perderam espaço político e apostaram na fama efêmera oriunda de acusações vaias. E faz isso porque acredita piamente na democracia. A estes, o recado: podem deixar a legenda o quanto antes sem risco algum de perder o mandato. Ganharão eles, porque deixarão de pertencer ao partido do qual falam tão mal, e ganhará o PMDB, por tornar-se ainda mais coeso e musculoso. O PMDB espera que tais reparos sejam recebidos como uma contribuição ao contraditório, próprio do bom jornalismo, e espera assim colaborar para elevar o debate em torno da qualidade da política brasileira
Deputado Michel Temer, presidente licenciado do PMDB
Deputada Iris de Araújo, presidente do PMDB
Brasília, DF
Fonte: Folha Online
sábado, 1 de agosto de 2009
Pastor e fiel são denunciados pela OAB por intolerância religiosa
A Comissão de Defesa das Minorias da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), denunciou – na manhã de hoje, dia 31 – um pastor evangélico da Igreja Internacional da Esperança e um fiel por vilipendio, intolerância religiosa e discriminação, ao procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares.
De acordo com o documento encaminhado ao Ministério Público Estadual, o fiel, identificado como José Torres Ferreira de Oliveira Filho, e o pastor teriam invadido um culto de Candomblé, que existe desde 2006 na cidade de Marechal Deodoro, e quebraram as imagens dos orixás.
A denúncia foi apresentada ao promotor Ubirajara Ramos, mas deve ser encaminhada a Eduardo Tavares. De acordo com Ramos, o procurador-geral de Justiça deve mandar a denúncia para a promotoria criminal de Marechal Deodoro, para que seja instaurado o procedimento investigativo criminal.
O MP pode ainda solicitar o inquérito que já foi instaurado pela Polícia Civil de Alagoas, quando a denúncia foi feita pelos frequentadores do culto na Delegacia Distrital de Marechal Deodoro. A Ordem tenta ainda, juntamente com os denunciantes, identificar o pastor. “Nós estamos procurando o MP por conta da omissão por parte do poder público”, destacou ainda o presidente da Comissão de Defesa das Minorias, o advogado Alberto Jorge.
Os dois religiosos são acusados de depredar um templo umbandista. A confusão se iniciou – conforme os frequentadores do templo – depois que a mãe de José Torres Ferreira de Oliveira faleceu. Ela freqüentava o tempo. De acordo com o advogado, José Torres afirma que a casa onde são realizados o culto pertencia a mãe e alega que agora o terreno é dele.
Os frequentadores do templo afirmam que as ameaças continuam. “Ele já tentou invadir o local outras vezes para levar alguns eletrodomésticos que ele afirma que é da mãe, mas que pertence ao templo”, salientou. Ainda de acordo com a denúncia, José Ferreira só não ateou fogo no local porque houve a intervenção de outras pessoas que o impediram de continuar a destruição.
“José Ferreira, estava acompanhado de um pastor da Igreja Internacional da Esperança, de posse de uma pá e um pé de cabra e invadiram, destruindo o templo religioso”, disse Maria José.
Alberto Jorge disse que o pastor e José Ferreira praticaram o crime contra a liberdade de culto religioso. O caso ocorreu no dia 14 de maio deste ano.
Fonte: Alagoas 24 Horas / Gospel+
Via: Notícias Cristãs
Educação especial na berlinda? Por Lucio Carvalho

Assim como no que se refere à convivência com as pessoas com deficiência, o enfrentamento e a oportunidade de diálogo social entre todas as diferenças que são peculiares aos seres humanos não devem mais sofrer nenhum tipo de retrocesso.
A educação brasileira tem sido colocada com frequência na berlinda. Seja quando são divulgados dados sobre a evasão escolar (o relatório Situação da Infância e da Adolescência 2009, da UNICEF, aponta que cerca de 48% dos alunos do ensino fundamental não chegam ao ensino médio), seja quando as manchetes dos principais jornais do país são tomados por notícias de violência dentre os muros da escola ou, ainda, quando as políticas públicas voltadas ao tema são tensionadas entre atores sociais com interesses e demandas diversas. O fato é que a educação deve visar prioritariamente os direitos do universo dos educandos e, atualmente, quando o Ministério da Educação se encontra prestes a homologar a Resolução nº 13 do Conselho Nacional da Educação, que trata do Atendimento Educacional Especializado na Política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, nenhuma hipótese de retrocesso deveria ser considerada, caso os compromissos firmados pelo Brasil em relação à comunidade internacional e, principalmente, em relação a sua própria sociedade pretendam ser mantidos.
Ao ratificar com status de emenda constitucional a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em julho do ano passado, o Congresso Nacional deu um passo definitivo na consolidação de um marco legal nacional baseado na idéia principal da Convenção, que é a inclusão social das pessoas com deficiência e a efetivação de seu acesso à plena cidadania. Isto significa que a necessidade de romper com a cisão histórica entre "comum" e "especial" vai muito além de uma designação das classes escolares. É um rompimento histórico sem o qual os direitos humanos permanecerão sendo divididos entre uns e outros. Como não bastassem as diferenças impostas por uma sociedade baseada no acesso aos bens de consumo, o Estado não pode omitir-se no oferecimento de acesso aos bens culturais sociais e nem na garantia dos direitos fundamentais constitucionais a todos os cidadãos, bem como na fiscalização de sua oferta por agentes privados.
Que a educação seja colocada na berlinda é algo que tristemente a sociedade brasileira vem se acostumando ao longo dos últimos anos. E não trata-se de vitimizar exclusivamente a educação pública e demonizá-la: são os espaços públicos como um todo que sofrem os efeitos de uma sociedade que vem perdendo a dimensão do interesse público e coletivo em detrimento do interesse particular e individual. A reprodução dos fenômenos sociais de discriminação, como recente pesquisa realizada pela FIPE/USP procurou demonstrar com a pesquisa "Preconceito e Discriminação na Escola", tem encontrado na comunidade escolar um terreno fértil. Assim como no que se refere à convivência com as pessoas com deficiência, o enfrentamento e a oportunidade de diálogo social entre todas as diferenças que são peculiares aos seres humanos não devem mais sofrer nenhum tipo de retrocesso. E nem nenhuma pessoa merece ser despojada do acesso à cultura comum, a cultura que é partilhada entre quem somos, como somos. Nós todos. A não ser que não nos importemos mais de sermos colocados, enquanto sociedade, nessa berlinda que estamos nos acostumando a meramente criticar.
* Lúcio Carvalho é membro do Comitê de Comunicação da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down e colaborador da Inclusive - Agência para Promoção da Inclusão
Fonte: Agência de Informação Frei Tito para a América Latina — ADITAL
Imagem: perspectivasdeinclusao.blogspot.com
A gripe suína e suas relações-lições - Por Eduardo Ribeiro Mundim
Após algumas semanas, a gripe suína, ou influenza H1N1, vai caindo na rotina. Sua mortalidade, até agora, parece ser menor que a da gripe comum. Informação verdadeira, mas que precisa de cautela na sua interpretação: a mortalidade é pequena, mas o que ocorrerá se milhões forem infectados?
No seu início, circulou pela internet a foto de uma criança “beijando” um porco, com a legenda “Assim começou a gripe suína”. Logo a Organização Mundial de Saúde (OMS) mudou o nome, para poupar o comércio de carne suína. A transmissão não se faz por meio da carne de porco, mas a associação da carne com uma doença transmissível afetaria os negócios, sem dúvida.
O que não foi divulgado de modo amplo é como o vírus foi relacionado àquele animal. Segundo a repórter especializada Laurie Garret, em artigo publicado há dois meses,1 o H1N1 é um vírus que carrega em si partes do código genético de três vírus: um humano, um suíno e um aviário. Ou seja, o vírus tem uma alta capacidade de mutação, de se transformar em outro, a partir daquilo que ele encontra no ambiente. Na sua evolução, a interação entre humanos e animais, potencializada pelo confinamento de grande quantidade de animais em áreas reduzidas, desencadeou um novo vírus (o atual), que já circulava há alguns anos, mas em locais isolados. A famosa gripe espanhola, de 1918, que matou estimados 100 milhões de pessoas em 18 meses, era uma variante do H1N1 que havia sido transmitido do homem para o porco e deste retornado.
Hoje a facilidade de locomoção contribui para a disseminação de qualquer doença transmissível, em questão de horas. É o preço de nossa atual sociedade: produção de alimentos de origem animal em escala industrial (um ambiente favorável à evolução de diversos vírus, no qual circulam funcionários muitas vezes mal pagos e sem equipamentos de segurança individual), associada à nossa capacidade de rápida circulação.
E como respondemos a isto? Os governos devem informar, sem disseminar pânico (sempre indesejável); medidas protetoras devem ser tomadas, sem gerar preconceito. Mudaremos nossos hábitos de viagem? Reduziremos o consumo de carne na tentativa de reduzir o número de animais confinados?
Nos Estados Unidos houve uma onda de xenofobia contra os mexicanos, supostamente a origem da atual epidemia. Contudo, o vírus foi isolado pela primeira vez em solo norte-americano. Como os cristãos de lá se comportaram? Como os profissionais cristãos especializados em infectologia e epidemiologia transmitiram informações?
O que fez o México, uma economia que não está nas melhores situações? Fechou escolas, locais públicos, proibiu eventos. Houve queda de arrecadação por parte do governo e queda de rendimentos nos locais turísticos, entregues às moscas. Quantas vidas foram salvas porque o governo mexicano decidiu que pessoas são mais importantes que negócios?
A Copa Libertadores da América ficou maculada pela recusa do São Paulo em ir ao México, e a COMEBOL lavou as mãos, como se não fosse problema seu. Agora, o Cruzeiro vai a Buenos Aires. Dois pesos e duas medidas...
Quais as possíveis causas de diferentes letalidades entre diversos países? Uma delas é a capacidade do Estado de proteger seus cidadãos (medicina preventiva) e de tratá-los com eficiência. O Estado pratica a boa medicina preventiva quando provê saneamento básico a todos, nutrição adequada e qualidade de vida.
Curiosamente, segundo a revista “Radis”,2 a OMS não incentiva o uso de antivirais genéricos, mas apenas aqueles comercializados por duas gigantes farmacêuticas. Houve até uma tentativa internacional de classificar os medicamentos genéricos como “falsificações”...
Em questões de saúde, o desnível tecnológico ameaça vidas. Pouquíssimos países têm a capacidade de rápido reconhecimento de novos vírus, e o Brasil não é um deles. O medo norte-americano de terrorismo biológico atrasou o reconhecimento do que ocorria no México. Não é à-toa que o Brasil propôs recentemente que os sequenciamentos genéticos de vírus sejam declarados patrimônio mundial.
Além da tarefa de eleger seus líderes, a sociedade deve se informar melhor (precisamos de repórteres habilitados, experientes, bem pagos), discutir mais (por meio de fóruns de discussão com moderação equilibrada, com capacidade de síntese) e agir corretamente (mesmo que isso implique em perda de pequenos ou grandes luxos do dia-a-dia) -- se não quiser ser responsável pelo seu auto-holocausto.
Notas
1. www.newsweek.com/id/195692
2. www4.ensp.fiocruz.br/radis/82/02.html
* Eduardo Ribeiro Mundim é médico endocrinologista, co-editor da página www.bioeticaefecrista.med.br e responsável pela área de bioética dos Médicos de Cristo.