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quinta-feira, 10 de março de 2011

Sarandi organiza protesto contra recebimento do lixo de Paiçandu

Moradores e políticos planejam carreata para sexta. Eles não querem que o lixo de Paiçandu seja enviado para um aterro de Sarandi. Empresa diz que acordo é legal

Representantes do poder público e de várias entidades e associações de moradores de Sarandi, além de políticos, vão protestar nesta sexta-feira (11) contra o depósito do lixo de Paiçandu no aterro privado de Sarandi, ambas cidades da região metropolitana de Maringá. Os protestantes vão pedir ainda a estatização do aterro do município, que foi privatizado em 2007.

O protesto está marcado para as 16h, em frente à Câmara de Vereadores de Sarandi. Os moradores vão fazer uma carreata até o aterro da empresa Ambiental Sul Brasil, que firmou o acordo com a Prefeitura de Paiçandu.

"A adesão ao protesto é muito grande por parte da população e dos comerciantes. Estamos passando no comércio e nas casas para chamar as pessoas para nos apoiar. Mais de 100 pessoas vão participar do protesto. Não queremos o lixo de Paiçandu aqui e precisamos que o município estatize o aterro, como era no passado”, diz o vereador Aparecido Bianco (PT), um dos organizadores da manifestação.

A destinação do lixo urbano de Paiçandu para um aterro particular de Sarandi gerou também um clima de mal estar entre as prefeituras das duas cidades.

O contrato emergencial entre a Prefeitura de Sarandi e empresa Ambiental Sul Brasil (antiga Pajoan) foi firmado pelo prazo de 90 dias e prevê o pagamento de R$ 83,10 por tonelada encaminhada para Sarandi. A expectativa é de que o local receba cerca de vinte toneladas diárias de material.

Prefeito de Sarandi diz ser contra o acordo

O prefeito de Sarandi, Carlos de Paula (PDT), falou, em entrevista à Gazeta Maringá nesta quarta-feira (9), que o acordo pegou a administração de surpresa. O município alega que não foi ouvido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) nem foi informado da decisão pela empresa proprietária do aterro ou pela Prefeitura de Paiçandu.

De Paula afirmou ser radicalmente contra o acordo e disse que já está tomando as medidas cabíveis para impedir que o aterro receba o material.

Outro lado

O representante da Ambiental Sul Brasil, Valdemir Bueno, disse, em entrevista à Gazeta Maringá nesta quarta-feira (9), que não havia necessidade de comunicar a Prefeitura de Sarandi sobre o contrato. Ele falou ainda que o acordo é legal.

“Estamos numa região metropolitana e, se for ver bem, estou fazendo um favor, já que a prefeitura de Paiçandu está organizando uma licitação para a realização do serviço após os 90 dias”.

Bueno não soube informar se os resíduos de Paiçandu foram entregues no aterro nesta quarta-feira (9).

A reportagem tentou contato com o prefeito de Paiçandu, Vladimir da Silva (PMDB) e com o secretário de Planejamento, Wilian Amadeu Izepão, mas eles não atenderam os telefonemas. Fonte: Gazeta Maringá, reportagem de Fábio Guilhen

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Palanque que derrubou Requião estava com dobro de pessoas do recomendado

“Foi excesso de peso. O palco é para 40 pessoas distribuídas em 120 metros. Na hora tinha umas 140 (pessoas) e estavam concentradas”, disse Dorigan, responsável pela estrutura
O governador e outras 24 pessoas ficaram feridas após uma queda de um palanque em Paiçandu, no Noroeste do Paraná. Dono da estrutura afirmou que só 40 pessoas poderiam estar no local. Governo reconhece que havia até 80 na hora do acidente

Havia pelo menos o dobro de pessoas em relação ao recomendado pela empresa que armou o palanque que cedeu e derrubou o governador Roberto Requião e outros políticos na manhã desta quinta-feira (5), em Paiçandu, região Noroeste. Segundo Anderson Dorigan, proprietário e responsável pela armação do palanque, a estrutura suportava 40 pessoas com segurança, mas no momento da queda o peso era bem maior. De acordo com o chefe da Casa Militar, coronel Washington Alves da Rosa, a estimativa é de que até 80 pessoas estavam no local.

“Foi excesso de peso. O palco é para 40 pessoas distribuídas em 120 metros. Na hora tinha umas 140 (pessoas) e estavam concentradas”, disse Dorigan, o que significa mais que o triplo, segundo a estimativa do responsável. O dono do palanque disse ainda que informou aos organizadores sobre o limite de pessoas que poderiam subir. Segundo ele, a estrutura era nova e tinha apenas três meses de uso. “Não foi problema estrutural”, disse.

O local onde ocorreu o acidente foi isolado e passara por uma perícia, que apontará as causas do acidente

Encontro com ministros é canceladoEm decorrência do acidente, os compromissos que Requião cumpriria em Londrina, na tarde desta quinta (5), foram cancelados, informa a assessoria de imprensa do Governo Estadual.

Na presença dos ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Bernardo (Planejamento), o governador assinaria às 14h, o termo de adesão que inclui o Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública e Cidadania de Londrina e Região (Cismel) no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Às 16h30, Requião entregaria obras e equipamentos para a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

“Eu acho que entre 50 e 80 pessoas estavam no palco”, afirmou o chefe da Casa Militar. Segundo Rosa, é a Casa Militar que define as medidas de seguranças em eventos oficiais e quantas pessoas poderiam estar no palanque. Ele explicou que a estrutura foi vistoriada nesta quarta-feira (4) e foi concluído que o palco suportaria até 300 pessoas, número bem acima da lotação na hora do acidente.

Queda do palanque

O palanque em que estavam o governador Roberto Requião (PMDB) e os secretários de estado Luiz Forte Netto (Desenvolvimento Urbano) e Luiz Fernando Delazari (Segurança Pública), entre outras autoridades, caiu no fim da manhã em Paiçandu, a cerca de 15 km de Maringá. O governador anunciava a entrega de 69 ônibus escolares para as 29 cidades que formam a Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep). O Corpo de Bombeiros deslocou diversas viaturas para a praça e 25 pessoas foram atendidas em hospitais da região com ferimentos leves.

O governador, segundo Rosa, luxou o pé esquerdo, depois que parte da estrutura do palanque caiu sobre ele. A assessoria de imprensa do Governo Estadual informa que o governador passa bem, embora esteja mancando, e diz que ele não foi levado para nenhum hospital. Entre os feridos estão o deputado estadual Nereu Moura (PMDB), que sofreu um corte na cabeça; o deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB), com um ferimento no ombro; e o secretário Ênio Verri (Planejamento), que sofreu uma luxação na perna e passou por exames no Hospital Paraná. Também estavam no palanque os deputados estaduais Artagão Junior, Teruo Kato, Waldyr Pugliesi (todos do PMDB), Luiz Nishimori (PSDB) e Dr. Batista (PMN).

O evento ocorria na Praça da Igreja Matriz de Paiçandu, que fica na Avenida Luzia Roberto Françoso. Além das autoridades estaduais, muitos prefeitos da região acompanhavam a entregas dos ônibus.

Perícia

Os peritos do Instituto de Criminalística estiveram em Paiçandu na tarde desta quinta-feira e fizeram o levantamento preliminar do local do acidente. Embora a perícia não revele as conclusões iniciais da investigação, o coronel Washington Alves da Rosa disse que as barras de sustentação eram muito longas e o peso se concentrou sobre uma delas.

As análises preliminares são constituídas de medições, levantamento fotográfico e apreensão da estrutura para testes em laboratório. “É apreendida porque é uma evidência. Até agora os documentos de responsabilidade técnica não foram apresentados”, disse o engenheiro Luis Noboro Mazukawa, perito criminal.

O inquérito civil e criminal será conduzido pela Delegacia de Paiçandu. “Temos que esperar os laudos e apurar as responsabilidades. Ver se o placo tinha espaço e condições. Só depois vai caber ação criminal”, disse José Nunes Furtado, delegado de Paiçandu. Segundo Dorigan, dono do palanque, seu advogado vai indicar um perito particular para acompanhar as investigações. Fonte: Gazeta do Povo

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domingo, 1 de novembro de 2009

Como Maringá, Paiçandu se levanta contra presídio

Sérgio Loni, presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Paiçandu, mora no bairro onde se pretente implantar o semiaberto (Foto: Douglas Marçal)

Anúncio de que as obras da unidade prisional em regime semiaberto serão retomadas, agora mobiliza a comunidade paiçanduense. Cidade também teme aumento da violência

A exemplo do que está ocorrendo em Maringá, lideranças comunitárias de Paiçandu também estão se mobilizando contra a implantação da penitenciária semiaberta, no limite dos dois municípios.

O anúncio da retomada da obra suscitou reuniões entre os principais representantes da sociedade organizada paiçanduense durante a semana e na próxima terça-feira a Câmara Municipal deve apreciar mais um pedido de esclarecimento ao governador Roberto Requião sob a instalação do Presídio de Regime Semiaberto de Maringá, que prevê abrigar 300 presos — durante o dia, os detentos poderão sair da unidade para trabalhar, e retornarão à noite.

A obra da nova unidade prisional está paralisada deste 2003, devido a uma batalha judicial entre a construtora e o governo do Paraná. Com o impasse parcialmente solucionado pela Justiça, foi aberta nova licitação para a retomada da construção, que exigirá investimentos na ordem de R$ 4,8 milhões dos governos estadual (R$ 2 milhões) e federal (R$ 2,8 milhões).

Mas a resistência, encabeçada pelos conselhos comunitários de segurança pública das duas cidades, cresce e começa a gerar mobilizações populares. Protestos, abaixo-assinados e manifestações de repúdio estão previstos para os próximos dias em Paiçandu.

Cidades unidas
Nova reunião entre as forças organizadas de Paiçandu deve acontecer durante a semana, objetivando a estudar os possíveis impactos sociais da nova prisão. Autora de um primeiro requerimento, encaminhado no início do ano ao governo do Estado, a vereadora Eliana Fuzari (PTB), ainda aguarda resposta.

“A obra afeta a imagem do município sem que haja qualquer contrapartida do governo estadual”, observa a vereadora. Disse que lideranças políticas de Paiçandu, Maringá e Sarandi começam a se interagir esta semana, no sentido de barrar a conclusão do novo presídio.

“Vamos pedir o apoio da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep)”, adianta Eliana. E o presidente da Câmara e Paiçandu, Eduardo Pioneiro (PRB), observa que a decisão estadual e federal de instalar o presídio na região excluiu da consulta os principais interessados: moradores de Paiçandu, Sarandi e Maringá. “O avanço da droga e da violência será maior em Paiçandu com o presos soltos durante o dia”, prevê.


Violência cresce
Ao circular pela cidade, o que mais se ouve entre os comerciantes, moradores e autoridades é o “estouro” da criminalidade em todos os níveis e em escala nunca antes vista. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Paiçandu, Sérgio Loni, confirma a tendência do avanço da violência e conta que mora no Jardim Bela Vista I, ao lado das unidades da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), do Centro de Detenção e da obra inacabada da Penitenciária de Regime Semiaberto de Maringá.

“Roubos, furtos e arrombamentos estão crescendo na região do presídio”, afirma Loni. Segundo ele, os moradores deixam de registrar queixas na polícia devido ao baixo efetivo policial. “Tem famílias de presos que se mudaram para cá e com elas vieram vários problemas sociais”, constata.

O presidente do conselho informa que há 1,3 mil detentos nas duas unidades prisionais em funcionamento. “Imagine mais 300 presos vagando durante o dia pelas ruas de Paiçandu”, questiona.

Loni observa que a cidade possui 47 mil habitantes e que as normas internacionais de segurança indicam, para cidades de pequeno porte, um policial para cada mil habitantes. “Nós temos 12 policiais e apenas três trabalham em regime de 24 horas”, destaca.

A defasagem de policiais é confirmada pelo responsável pelo Destacamento da Polícia Militar de Paiçandu, sargento Gilberto Felipe, que confirma o aumento de furtos e arrombamentos na região do presídio.

“Temos muitos casos de pessoas que foram furtadas, mas que não registraram ocorrência”, observa Felipe. Segundo ele, os dois policiais externos também cuidam de acidentes de trânsito. “Demora, às vezes, uma hora e meia para fazer uma ocorrência envolvendo veículos”, conta.

O militar pondera que a instalação do semiaberto poderia ocorrer na cidade, desde que houvesse contrapartidas, como o aumento do efetivo policial e mudança no sistema de policiamento. Fonte: O Diário, reportagem de Edson Pereira Filho

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