Município aguarda assinatura de convênio com Departamento Penitenciário do Paraná. Detentos devem ajudar no setor de Serviços Públicos
A Prefeitura de Maringá deve, nos próximos meses, contratar e utilizar a mão de obra de 25 presos que cumprem pena em regime semiaberto na Penitenciária Estadual de Maringá (PEM). Os detentos vão reforçar a equipe da Secretaria de Serviços Públicos (Semusp), na limpeza de vias públicas da cidade ou na realização de trabalhos internos, como no setor de marcenaria, na fabricação de tubos e na pedreira.
É a primeira vez que a Prefeitura contrata detentos para realizar trabalhos no município, segundo o secretário da Semusp, Vagner Mussio. "Para nós é um desafio, é algo novo e até gratificante. Vamos testar", disse Mussio.
"O preso, quando está na penitenciária, só tem tempo para pensar besteira, e o trabalho pode mudar isso", diz. "Eles [os presos] não teriam uniforme especial, seriam tratado como funcionários do município", esclarece.
O município vai ceder o transporte dos detentos até o local de trabalho, que ainda não foi definido. “O município tem a contrapartida financeira e de encaminhar os presos. A Prefeitura está fazendo isso para ajudar o estado na reabilitação de presos”, disse o procurador jurídico do município, Luiz Carlos Manzato.
O Depen informou que, até a próxima semana, o convênio com a Prefeitura deve estar assinado e publicado no Diário Oficial do estado, momento em que passa a ter validade.
Dados em Maringá
Dos 213 presos do regime semiaberto que cumprem pena na PEM (119) e na Casa de Custódia de Maringá (94 na CCM), 107 trabalham fora da prisão, segundo dados do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). A população carcerária atual, nos dois locais, é de 364 detentos na PEM e 890 no CCM, com 1.251 presos no total.
Na PEM, quatro empresas têm convênio com empresas de Maringá e empregam os detentos no projeto de ressocialização do estado com a Depen. "A ideia do regime semiaberto é de dar oportunidade para o preso, para que seja provado que ele esteja apto, ou não, ao convívio social. O convênio [com a Prefeitura de Maringá] já foi firmado. Falta só publicar, para que nós possamos enviar os presos, que já estão selecionados", disse o diretor da PEM, Luciano Marcelo Simões Brito.
"Os presos vão passar por um treinamento na PEM junto com a Prefeitura e com os servidores do município", confirmou Brito.
Entidade é a favor da ressocialização
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Maringá (Conseg), Antonio Tadeu Rodrigues, é a favor de políticas que facilitem a ressocialização de presos e diz que o município deve continuar a reintegrar detentos. "Eu acho boa [a iniciativa], porque temos que nos preocupar com o pessoal que está cumprindo pena. Eles saem da prisão com muita dificuldade para conseguir emprego, e iniciativas como essas são importantes para a ressocialização", disse Rodrigues.Fonte: Gazeta Maringá, reportagem de Ricardo Andretto
Participe da comunidade do meu Blog
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Prefeitura deve usar mão de obra de 25 presos do regime semiaberto
sábado, 30 de abril de 2011
Presos farão coleta seletiva de resíduos para a Prefeitura de Maringá
Termo de cooperação envolvendo prefeitura de Maringá e governo do estado também prevê uso da mão de obra dos presos na fabricação de produtos para infraestrutura e execução de obras - Foto: PMM
O protocolo de intenções foi assinado na tarde desta sexta-feira (29) pelo prefeito e a secretária da Justiça e da Cidadania. Pelo acordo firmado, o município disponibilizará vagas de trabalho para 36 detentos
A prefeitura de Maringá deve utilizar presos como mão de obra em diversos serviços públicos. O protocolo de intenções foi assinado na tarde desta sexta-feira (29) pelo prefeito Silvio Barros e a secretária de Estado da Justiça e da Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes. Pelo acordo firmado, o município disponibilizará vagas de trabalho para 36 detentos.
A princípio, os selecionados deverão trabalhar na coleta seletiva de resíduos, o segundo cargo mais difícil de se contratar no município. Os presos beneficiados seriam aqueles que permanecem em regime fechado, mas que já têm direito à semiliberdade, seja porque já cumpriu um sexto da pena por bom comportamento ou porque a Justiça avalia terem condições de progredir de regime.
Segundo Barros, o convênio ainda precisa ser autorizado pelo governador Beto Richa (PSDB), o que deve ser feito na próxima segunda-feira (29). O prefeito ainda afirmou que pretende ampliar o projeto, tanto é que o município havia solicitado inicialmente 80 trabalhadores.
Estes presidiários poderiam trabalhar em fábricas de produtos utilizados pelo município na infraestrutura e na execução de obras. A possibilidade será estudada e está prevista no termo de cooperação assinado nesta sexta.
Com relação a uma possibilidade fuga de presos, Barros se mostrou tranquilo. “Talvez teremos dificuldade com um ou outro, mas o regime semi-aberto é uma conquista adquirida pelo detento. Se o preso quer fugir, pode fugir, mas a hora que for recapturado vai para o regime fechado e perde os benefícios conquistados”, declarou.
Penitenciária de regime semiaberto terá 330 detentos em Maringá
A penitenciária de regime semiaberto de Maringá terá 330 vagas e deve ser concluída até a metade deste ano. A informação foi confirmada na tarde desta sexta-feira (29) pela secretária de Estado da Justiça e da Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes. Durante a reunião do Gabinete de Gestão Integrada, ela afirmou que existia a possibilidade de construir unidades para atender 660 detentos, mas que esse número foi descartado, devido a dificuldade de controle.
A secretária informou que presídios semelhantes serão construídos em outros pólos regionais como Londrina. Ela estima que 1,5 mil presos no Paraná deveriam estar em colônias industriais. ”Vamos diluir o regime semiaberto para que todos tenham condição de ressocialização”. Fonte: Gazeta Maringá, reportagem de Marcus Ayres
sexta-feira, 5 de março de 2010
Construtora convence Requião e obras no Semiaberto Maringá são retomadas
O governador tinha receio de que a Sial, vencedora de outras concorrências abertas pelo governo do Estado, não tivesse condições de tocar as obras em Maringá. A documentação exigida foi apresentada ao secretário de Obras, Júlio Araújo, e o contrato foi homologado pelo governador. “Todo contrato demanda uma garantia de execução. Isso foi providenciado, deixando o governador mais tranquilo”, comentou o diretor técnico da Sial, engenheiro Armando Wiroshi.
As obras foram retomadas em 15 de fevereiro e, se respeitado à risca o contrato, o Presídio Semiaberto de Maringá ficará pronto até 15 de outubro. Para Wiroshi, o prazo de oito meses é mais do que suficiente. “As chuvas atrapalharam um pouco no começo, mas mesmo assim foi possível fazer alguns trabalhos internos”, diz o engenheiro. “Está tudo dentro do cronograma”, assegura. Na semana que vem, adianta o Wiroshi, serão iniciadas as instalações elétricas e hidráulicas. Trabalhos de serralheria, limpeza de terreno e ligações de água e luz já vinham sendo feitas.
Controvérsia
A Penitenciária Semiaberta de Maringá terá 608 vagas, mas setores da sociedade organizada de Maringá e Paiçandu – ela fica no limite dos dois municípios – são contra a conclusão do presídio e propõem que o local seja destinado a uma incubadora industrial. A obra foi paralisada devido a uma disputa judicial entre a empreiteira responsável e o governo do Estado. Para ser concluída, restam cerca de 70% das obras. Fonte: O Diário, reportagem de Luiz Fernando Cardoso