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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Justiça concede posse da Rodoviária Velha à Prefeitura, que planeja demolir o prédio

O procurador jurídico do município, Carlos Manzato, diz que a administração vai, agora, avaliar a possibilidade de terceirizar a demolição, que é contestada pelos comerciantes que trabalhavam no local, interditado em 2007

O juiz da 4ª Vara Cível de Maringá, Alberto Marques dos Santos, concedeu nesta quinta-feira (13) a imissão de posse provisória da Estação Rodoviária Américo Dias Ferraz, conhecida como Rodoviária Velha, à Prefeitura de Maringá. Isso permite que a administração municipal dê continuidade ao plano de demolir o prédio e, no local, erguer um centro cultural. A informação é da assessoria de imprensa da Prefeitura.

De acordo com o procurador jurídico do município, Carlos Manzato, a Prefeitura vai avaliar a viabilidade de terceirizar a demolição do prédio. Se o custo for elevado, a administração pode optar por realizar o serviço por conta própria.

O secretário dos Serviços Públicos, Vagner Mússio, afirma que, caso se opte pela licitação, mesmo antes de essa ser concluída, a secretaria pretende retirar portas, janelas e outros materiais que possam se reutilizados.

A Prefeitura depositou na última sexta-feira (7) o valor da indenização para os 44 lojistas que trabalhavam na Rodoviária até a interdição do local, em 2007. Ao todo, foram R$ 5,3 milhões, que deram ao município a posse completa do imóvel. Até então, a Prefeitura respondia por apenas 47% do prédio - o restante era dos lojistas.

A intenção da administração é construir um novo prédio, que poderá ser utilizado como centro cultural.

Lojistas contestam demolição

O advogado de defesa de 12 lojistas que trabalhavam até 2007 na Rodoviária Velha, Alberto Abraão Vagner da Rocha, afirma que a decisão do juiz não permite à Prefeitura demolir o prédio. “A imissão de posse é provisória, não é a sentença final. Por isso, não faz sentido demolir a construção se, lá na frente, a decisão do juiz pode ser desfavorável à Prefeitura.”

Ele complementa que os lojistas, que querem voltar a trabalhar no local, irão recorrer da decisão que deu posse do prédio ao município. Dessa forma, a sentença definitiva pode demorar cerca de um ano para sair, até que as nulidades do processo e o valor da indenização sejam discutidos.

Abraão aponta, ainda, outro fator que pode impedir a demolição: a ação de tombamento da Rodoviária. Segundo ele, o processo, instaurado pelo Ministério Público Estadual, pode inviabilizar os planos da Prefeitura, se a decisão da Justiça for pela preservação do prédio.

Manzato, no entanto, discorda. Ele diz que a ação foi indeferida na primeira e na segunda instâncias – esta última em Curitiba. “Agora, só resta recorrer ao Supremo Tribunal Federal [STF], o que deverá estender o processo por até cinco anos”, diz. "Até lá, se a Rodoviária já tiver sido demolida, vamos anexar um documento na ação, dizendo que o objeto da ação não existe mais.” Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Thiago Ramari

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Governo estadual quer repassar rodovias com pedágio à União

A manobra do governador foi motivada pela decisão do TRF da 4ª Região, que devolveu a fiscalização dos trechos federais das rodovias paranaenses à Polícia Rodoviária Federal

O governo do estado anunciou nesta segunda-feira (1º.) que pretende repassar à União a fiscalização das rodovias federais com pedágio. Por esse motivo, o governador Roberto Requião determinou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) analise a viabilidade da medida. A informação está na Agência Estadual de Notícia.

A manobra do governador foi motivada pela decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que devolveu a fiscalização dos trechos federais das rodovias paranaenses à Polícia Rodoviária Federal, por entender que o estado não poderia ter o controle sobre rodovias federais.

Dessa forma, de acordo com o governador, se o estado não pode fiscalizar as rodovias federais e se elas são indelegávias, elas também não poderiam ter sido licitadas para a concessão do pedágio.

O procurador-geral do Estado, Carlos Frederico Marés, disse ainda que os contratos do pedágio podem ser afetados pela decisão do TRF-4, já que o governo estadual é o responsável pela fiscalização das concessionárias de pedágio. “Se a lei diz que não temos competência para fiscalizar, fica muito difícil ter um controle sobre as estradas pedagiadas. Por isso, o governador entende que nós devemos devolver as estradas ao Governo Federal para que a União faça a fiscalização sobre os pedágios”, explicou Marés em entrevista à Agência Estadual de Notícias (AEN).

Requião afirmou também que o estado pode ser beneficiado com a devolução das estradas à União. Isso porque os valores definidos pelo governo federal - nas últimas concessões realizadas no ano passado - são menores do que aqueles cobrados atualmente. Sobre a redução do preço do pedágio, o governador disse que a viagem até o Litoral que custa R$ 12 pela BR-277, poderia custar R$ 1 se a viagem fosse feita pela BR-376, que foi pedagiada no final do ano passado. “Não queremos o pedágio no Paraná e muito menos administrar um problema rigorosamente absurdo contra o qual não temos conseguido nada junto ao poder Judiciário brasileiro”, declarou Requião à AEN.

A proposta de devolução inclui 2,5 mil quilômetros de rodovias que foram pedagiadas no final da década de 90, durante a gestão de

De acordo com o secretário estadual dos Transportes, Rogério W. Tizzot, além de devolver os 1.865 quilômetros de estradas federais, a medida também tem o objetivo de federalizar 635 quilômetros de vias estaduais. "O repasse deve contemplar todos os trechos pedagiados, afirmou Tizzot à AEN.
Fonte: Portal RPC

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