Oscip do Paraná é acusada de participar de esquema para desvio de verbas públicas na área de segurança
A Polícia Federal do Paraná tem cópia de transferências bancárias que comprovariam que Francisco Narbal Alves Rodrigues, ex-coordenador nacional do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), recebeu dinheiro da Adesobras – Oscip (ONG com título de interesse público) suspeita de desviar dinheiro público. Cópias de e-mails, também de posse da PF, revelam que Rodrigues teria tentado prorrogar um contrato da Oscip que já estava vencido e corrigido relatórios da Adesobras que foram encaminhados ao Ministério da Justiça. Rodrigues foi um dos presos pela Operação Dejavu II, da Polícia Federal, na quarta-feira.
Os repasses da ONG ao ex-coordenador do Pronasci, garante uma fonte da PF, não são altos. Algo em torno de R$ 5 mil e R$ 6 mil. Somadas as transferências está o fato de que o filho de Rodrigues seria funcionário da Adesobras e recebia como salário dinheiro vindo do Ministério da Justiça para implementação do Pronasci no Paraná.
O programa federal que era coordenado por Rodrigues foi criado justamente para combater a criminalidade no Brasil. A proximidade com a Adesobras pode ter surgido, ou ter se intensificado, depois que Rodrigues foi nomeado secretário-executivo de uma comissão responsável por acompanhar a execução das ações do Pronasci. A nomeação partiu do ex-ministro da Justiça Tarso Genro, atual governador do Rio Grande do Sul.
A assessoria de Tarso Genro informou que Rodrigues é um antigo militante do PT no Rio Grande do Sul e que as denúncias contra ele chegaram ao Ministério da Justiça em 2009. Na época, o então ministro encaminhou as denúncias à PF e requisitou abertura de inquérito para apurar as supostas irregularidades. Ainda de acordo com a assessoria, como naquele momento não havia nada de concreto contra Francisco Rodrigues, o ex-ministro resolveu mantê-lo no cargo.
Paraná
O esquema de desvio de recursos públicos não se restringia somente à Adesobras e a Francisco Rodrigues. A Operação Dejavu II, deflagrada anteontem pela PF no Paraná e em outros quatro estados, terminou com a prisão de 16 pessoas acusadas de desviar dinheiro público, entre elas Aberson Carvalho de Souza, funcionário do Ministério da Justiça. Também foram detidos Lilian Oliveira Lisboa e o libanês Robert Bedros Fernezlian, que são casados, responsáveis pelas duas Oscips supostamente envolvidas no esquema: a Adesobras e a Ibidec.
Todos os presos foram ouvidos e alguns confirmaram o esquema desarticulado pela PF – que consistia na contratação dessas Oscips para prestar serviços públicos, principalmente nas áreas de educação, saúde e segurança. No entanto, conforme a PF, o dinheiro era repassado por prefeituras e pelo Ministério da Justiça, mas os serviços não eram prestados. O dinheiro, ainda segundo a PF, era usado para pagar despesas e salários dos dirigentes das Oscips.
Para justificar os repasses, parentes e pessoas próximas aos dirigentes das Oscips abriram falsas empresas de consultoria que passaram a emitir notas falsas “comprovando” a realização dos serviços. Os agentes federais estiveram em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, na sede de uma dessas empresas de consultoria. Lá se depararam com uma empregada doméstica que morava numa casa de madeira e nada sabia sobre a tal empresa.
Soltos
Ontem, a pedido da PF, a Justiça Federal revogou a prisão temporária de nove pessoas. O ex-coordenador do Pronasci e o funcionário do Ministério da Justiça devem ser soltos nos próximos dias. Os responsáveis pelas Oscips, uma filha do casal e o dirigente de uma Oscip de Cuiabá estão entre as pessoas que permanecem detidos. A PF ainda não informou o que foi apreendido durante a operação, mas confirmou que veículos e pelo menos nove imóveis em nome dos dirigentes das Oscips foram bloqueados por ordem judicial.
A Gazeta do Povo procurou o advogado Antonio José da Luz Amaral Filho, que defende Lilian Lisboa e Robert Fernezlian, mas ele não tem telefone celular e nem foi encontrado no escritório. A reportagem apurou ainda que o ex-coordenador do Pronasci Francisco Rodrigues ainda não teria advogado para defendê-lo das acusações. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Karlos Kohlbach e Caroline Olinda
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Ex-coordenador do Pronasci recebeu dinheiro de ONG
sábado, 5 de março de 2011
Juiz elogia Protógenes por projeto sobre corrupção
O desembargador do Tribunal Regional Federal em São Paulo Fausto De Sanctis e o deputado federal pelo PC do B paulista Protógenes Queiroz se encontraram na noite de hoje no camarote da Prefeitura de São Paulo no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Em clima de descontração, De Sanctis elogiou a atuação do deputado, principalmente a apresentação, na primeira semana de mandato, de um projeto aumentando a pena para crimes de corrupção.
Protógenes agradeceu o elogio, mas lembrou que o projeto precisa ainda passar por votação. "Só quero colocar em votação, quero ver quem vai votar contra", disse. De Sanctis foi o juiz que autorizou a prisão do banqueiro Daniel Dantas na Operação Satiagraha, então liderada pelo delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes.
Protógenes disse que pretende lançar um movimento nacional para que De Sanctis ocupe uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). "Vou liderar um movimento nacional pelo De Sanctis no Supremo". Fonte: Agência Estado
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Protógenes agradeceu o elogio, mas lembrou que o projeto precisa ainda passar por votação. "Só quero colocar em votação, quero ver quem vai votar contra", disse. De Sanctis foi o juiz que autorizou a prisão do banqueiro Daniel Dantas na Operação Satiagraha, então liderada pelo delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes.
Protógenes disse que pretende lançar um movimento nacional para que De Sanctis ocupe uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). "Vou liderar um movimento nacional pelo De Sanctis no Supremo". Fonte: Agência Estado
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Governo expulsou em 8 anos quase 3 mil servidores por corrupção, diz CGU
Principal motivo para punição foi a utilização do cargo para obter vantagens. Governo também cassou 178 aposentadorias
A Controladoria-Geral da União (CGU) informou nesta segunda-feira (10) que o governo federal expulsou, em 8 anos, durante o período do governo Lula, 2.969 servidores públicos por corrupção. Do total de punições no período, as demissões somaram 2.544 casos. As destituições de cargos em comissão foram 247, e as cassações de aposentadorias, 178.
Os dados constam do último levantamento realizado pela CGU, que consolida as informações sobre demissões, destituições de cargos comissionados e cassações de aposentadorias aplicadas a servidores públicos do Poder Executivo Federal.
Somente em 2010, foram 521 os servidores penalizados por práticas ilícitas no exercício da função, o que representa um aumento de 18,94% em relação ao ano anterior. Em 2009, 438 servidores foram expulsos do serviço público. O principal tipo de punição aplicada em 2010 também foi a demissão, com 433 casos. Foram aplicadas ainda 35 penas de cassação de aposentadoria e 53 de destituição de cargo em comissão.
Nos últimos oito anos, o principal motivo das expulsões foi a utilização do cargo para a obtenção de vantagens. Foram 1.579 casos, o que representa 33,48% do total. A improbidade administrativa vem a seguir, com 933 casos. As situações de recebimento de propina somaram 285 casos, e os de lesão aos cofres públicos, 172. Fonte:G1/Globo.com
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A Controladoria-Geral da União (CGU) informou nesta segunda-feira (10) que o governo federal expulsou, em 8 anos, durante o período do governo Lula, 2.969 servidores públicos por corrupção. Do total de punições no período, as demissões somaram 2.544 casos. As destituições de cargos em comissão foram 247, e as cassações de aposentadorias, 178.
Os dados constam do último levantamento realizado pela CGU, que consolida as informações sobre demissões, destituições de cargos comissionados e cassações de aposentadorias aplicadas a servidores públicos do Poder Executivo Federal.
Somente em 2010, foram 521 os servidores penalizados por práticas ilícitas no exercício da função, o que representa um aumento de 18,94% em relação ao ano anterior. Em 2009, 438 servidores foram expulsos do serviço público. O principal tipo de punição aplicada em 2010 também foi a demissão, com 433 casos. Foram aplicadas ainda 35 penas de cassação de aposentadoria e 53 de destituição de cargo em comissão.
Nos últimos oito anos, o principal motivo das expulsões foi a utilização do cargo para a obtenção de vantagens. Foram 1.579 casos, o que representa 33,48% do total. A improbidade administrativa vem a seguir, com 933 casos. As situações de recebimento de propina somaram 285 casos, e os de lesão aos cofres públicos, 172. Fonte:G1/Globo.com
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Padre Silvio Andrei é preso por nudez e embriaguez
Apresentador da Canção Nova teria feito proposta sexual a policiais durante abordagem. Advogado diz que padre misturou vinho com remédios controladosO padre Silvio Andrei, 40 anos, foi preso na madrugada deste domingo (16) por policiais militares em Ibiporã. Ele foi autuado em flagrante por ato obsceno, embriaguez ao volante e corrupção ativa.
De acordo com a Polícia Militar de Ibiporã, por volta da 1h10 de hoje, o padre desceu nu de um veículo Fiat Idea, com placas de Belo Horizonte, e fez uma proposta sexual obscena a policiais militares e funcionários de uma empresa de transporte coletivo que estavam na avenida Paraná, região central da cidade.
Na sequência, o padre saiu com o carro e os policiais o seguiram. No bairro, Jardim Pastor, o sacerdote teria tentado ainda abordar um menino que conseguiu fugir. Neste momento, os policiais o abordaram e apesar dele inicialmente dizer que era professor da UEL, os documentos pessoais revelaram sua identidade. No banco traseiro do veículo, os policiais encontraram as vestimentas do sacerdote.
Segundo os policiais, ao perceber a grave situação em que estava, Andrei tentou oferecer todo o dinheiro que ele tinha na carteira para que não fosse preso. No caminho da delegacia, ele ainda teria reforçado a oferta, dizendo que conseguiria mais dinheiro para que não fosse autuado.
Andrei se recusou em fazer o teste do bafômetro mas segundo relatório da PM, ele exalava forte hálito etílico, estava com olhos avermelhados e tinha a fala desconexa.
Na delegacia, o padre negou a tentativa de suborno declarando que abordou os policiais pois estava perdido na cidade. Ele admitiu ter ingerido vinho em um casamento que participou antes do incidente e explicou a dificuldade para falar por conta de remédios que misturou com a bebida.
Segundo o advogado José Adalberto Cunha, o padre está detido na sala do carcereiro. A Justiça de Ibiporã negou a liberdade do sacerdote, sob a alegação de que não foram comprovas residência e ocupação profissional. O advogado entrou com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ), mas o padre foi transferido no início da noite para o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina.
O advogado de defesa do sacerdote, José Adalberto Cunha, relatou que Andrei celebrou um casamento, na noite do sábado (15) em Londrina. Na recepção, ele teria tomado duas taças de vinho e passado mal, pois o sacerdote estaria tomando remédios para depressão. "Quando ele saiu da festa sentido ao centro de Londrina, acabou se perdendo e foi parar em Ibiporã. No meio do caminho, Andrei passou mal e vomitou na batina, por isso, ele retirou os paramentos", declarou.
Silvio Andrei é sacerdote Palotino há quase 10 anos. Ele atuou durante anos na Catedral de Cambé e atualmente é Pároco da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, que pertence à Região Episcopal Sé da Arquidiocese de São Paulo.
Ele também é membro da Comissão Arquidiocesana de Comunicação de São Paulo e Assessor de Comunicação da Região Episcopal Sé. Silvio Andrei ainda tem um programa semanal no canal católico Canção Nova. Fonte: Bonde News, reportagem de Marilayde Costa
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