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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Projeto quer endurecer prisão de chefes do crime organizado

Ex-delegado da Polícia Federal, Fernando Francischini (PSDB) estreia na Câmara dos Deputados com um projeto que pretende endurecer a vida carcerária dos maiores chefes do crime organizado brasileiro, como o traficante Fernandinho Beira-Mar, e causar a ira da Ordem dos Advo­­­gados do Brasil (OAB). A proposta radicaliza o Regime Discli­­plinar Diferen­­­ciado (RDD), aprovado há oito anos, logo após ataques da organização criminosa Primeiro Co­­­mando da Capital (PCC) em São Paulo. Na época, a mudança foi descrita por criminalistas como o “Regime da Deses­­perança”, por supostamente institucionalizar o tratamento desumano nas penitenciárias e ferir o artigo 5.º da Constituição.

Entre outras novidades, o Re­­­gime de Segurança Máxima (RSMax, como define Francischini) proíbe a visita íntima, restringe o contato do preso com familiares e advogados somente a cabines blindadas e libera a gravação das conversas desses encontros mediante autorização judicial. Também prevê pena de prisão para diretores de presídios que forem coniventes com entrada de celulares para condenados. Além disso, estabelece mul­­­tas para as operadoras de telefonia que não instalarem, no prazo de 180 dias, sistemas para bloqueio do sinal desses telefones.

Segundo ele, está comprovado que o RDD é insuficiente para controlar a ação dos criminosos. Há duas semanas, reportagem da re­­­­vista Veja denunciou que Beira-Mar consegue vender drogas, ordenar homicídios e faturar R$ 1,5 milhão por mês, mesmo submetido ao RDD na penitenciária federal de Catanduvas (PR), considerada uma das mais seguras do país.

Francischini explica que baseou o projeto em experiências próprias e informações que recebeu de colegas e agentes que trabalharam em casos que envolvem as prisões dos maiores traficantes do país. Em 2007, ele próprio prendeu o colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, extraditado para os Estados Unidos. “O RDD já era para ser um baita regime, mas com o tempo os bandidos foram encontrando brechas e hoje todos vemos como eles conseguem comandar as ações de dentro das prisões.”

No RDD, o detento fica em cela individual 22 horas por dia e nas outras duas toma banho de sol com outros presos. Não recebe jornais nem vê tevê e pode ser visitado por até duas pessoas em uma semana. O regime é por decisão judicial e só pode durar um ano, renovável por outro, dentro de um limite de um sexto da pena a ser cumprida.

O RSMax isola ainda mais o preso porque estabelece banho de sol individual, além de acabar com a visita íntima. Também permite ao juiz uma ação mais rápida (a decisão sai em 48 horas e não em 15 dias, como no RDD) e mais ampla – não há prazos para permanência do condenado no RSMax. “É duro, mas estamos falando de um regime de exceção, que vai atingir três ou quatro criminosos que comandam quase todo o crime organizado do país.”

Proposta “midiática”

Um dos responsáveis pela redação da Lei de Execução Penal, de 1984, o advogado René Ariel Dotti diz que a proposta de Francischini tem caráter “meramente midiático”. “Não se pode constituir uma lei para atingir este ou aquele, a lei é impessoal.” Segundo ele, o projeto se encaixa dentro do que é cha­­mado pelos especialistas como “Direito Penal do Terror”.

“É o tipo de ideia que apenas estimula a cultura da violência interna e a própria corrupção nos presídios. Na medida em que o condenado não tem uma perspectiva de libertação ou é tratado com desumanidade, se sente membro permanente do sistema carcerário.” Pa­­ra Dotti, as leis já são su­­ficientes para coibir desvios nos pre­­­sídios, desde que sejam cumpridas. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de André Gonçalves

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Kaká estuda se juntar a ator de Hollywood em projeto humanitário

Ashton Kutcher, astro de comédias, convida o craque para participar de iniciativa para combater a prostituição e a fome na África do Sul.

Um projeto contra a fome e outro para combater a prostituição na África do Sul encabeçado pelo astro de Hollywood Ashton Kutcher e que pode contar com o apoio do craque Kaká. Essa é a ideia que o americano enviou ao apoiador da seleção brasileira via twitter nesta segunda-feira. Nos últimos dias, através do microblog de relacionamento da internet, os dois estreitaram relações para falar da inciativa. E o camisa 10 prometeu avaliar os e-mails com carinho.

O ator, que é casado com a atriz Demi Moore, trocou mensagens com o jogador sobre os dois projetos que está tocando no país da Copa do Mundo. O primeiro, contra a fome, se chama “Walk the World to Fight Hunger” (“Caminhe pelo mundo para combater a fome”) e vai realizar um evento na África do Sul no próximo dia 6 de junho. O outro, batizado de “Real Men Don’t Buy Girls” (“Homens verdadeiros não compram mulheres”), tem como objetivo lutar contra a prostituição.

No bate-papo via twitter, Kaká aproveitou para pedir ao ator para torcer pelo Brasil na Copa do Mundo. O time comandado por Dunga vai estrear no próximo dia 15, contra a Coreia do Norte, no Ellis Park, em Joanesburgo.

- Espero o seu apoio para o Brasil durante a Copa – escreveu Kaká, lendo em seguida a promessa do americano de assistir aos jogos do time brasileiro.

Kaká conheceu Kutcher no ano passado através da filha do vice-presidente do Milan, Adriano Galliani. Os dois, porém, jamais se encontraram pessoalmente. Porém, eles passaram a conversar pelo microblog de relacionamento e por e-mail.

Em 2009, Kutcher provocou a seleção antes da final da Copa das Confederações, contra os Estados Unidos. O ator mandou um recado aos jogadores da equipe comandada por Dunga e à torcida brasileira horas antes do confronto. Deu Brasil, de virada: 3 a 2.

- Eu espero que o Brasil tropece em suas chuteiras porque meus garotos estão trazendo (o título) hoje – disse Kutcher, na época.

Depois do jogo e com o vice-campeonato dos Estados Unidos, o ator recebeu algumas provocações dos torcedores brasileiros e desafiou a seleção para um reencontro no futuro.

- OK. O Brasil venceu desta vez, mas vamos ver. Nós estamos crescendo e vamos ser competitivos – escreveu no microblog. Fonte: Globo Esporte

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Paraná lidera lista de assinaturas para barrar os fichas-sujas

Projeto de lei de iniciativa popular propõe que políticos condenados na Justiça ou que renunciaram ao mandato para não serem cassados sejam considerados inelegíveis

O Paraná é o estado líder na coleta de assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular que pretende barrar os candidatos a cargos eletivos acusados de crimes, os chamados fichas-sujas. Das 700 mil assinaturas recolhidas até agora, 140 mil saíram do estado. São Paulo está em segundo lugar, com 94 mil adesões. Pela proposta, os políticos condenados na Justiça ou que renunciaram ao mandato para não serem cassados serão considerados inelegíveis.


Para o projeto começar a tramitar no Congresso, ainda são necessárias outras 600 mil assinaturas. Com isso, será possível chegar a 1,3 milhão de adesões de eleitores –- cerca de 1% do eleitorado do país –, o mínimo exigido pela Constituição Federal para as propostas de iniciativa popular começarem a tramitar no Congresso.

A campanha, chamada de Ficha Limpa, é liderada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), organização não governamental formada por entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e 40 outras, que têm como objetivo fiscalizar os políticos. A CNBB foi responsável por cerca de 75% das assinaturas recolhidas até agora.

No Paraná, a adesão das dioceses à ideia foi um dos principais pontos para o sucesso da campanha no estado. O assessor jurídico da CNBB no Paraná, Marino Galvão, conta que cidades do interior, como Palmas e Francisco Beltrão, estão sendo importantes na coleta de assinaturas. Ele não sabe precisar os números, mas estima que quase a metade das adesões do estado ao projeto até agora veio de fora da capital.

Além das igrejas, outras entidades no estado também estão envolvidas na Campanha Ficha Limpa. Uma delas é o Movimento pela Ética na Política (MEP), de Curitiba. O grupo está na busca por assinaturas desde abril do ano passado, quando começou a campanha. Segundo o aposentado Benjamim Bogo, um dos integrantes do grupo, a receptividade das pessoas à ideia é boa, mas há situações que atrapalham a busca por adesões. “Um dos problemas é que é preciso colher também o número do título de eleitor e pouca gente anda com esse documento no bolso ou sabe o número decorado”, comenta.

Bogo conta que, por isso, o grupo adotou uma nova estratégia. “Quando a pessoa não tem o documento, mas se mostra interessada pela campanha, nós deixamos uma ficha de adesão para ela preencher e recolher assinaturas de outros eleitores, pessoas da família. Depois, ela nos entrega no mesmo local.”

Demora

Apesar dos esforços para coletar assinaturas para o projeto, é pouco provável que ele seja aprovado no Congresso a tempo de começar a valer para a eleição de 2010. “Não vamos parar a campanha de coleta de assinaturas, mas o mais provável é que a nova regra só passe a valer em 2012. Para ela ser aplicada já no ano que vem, seria necessária que fosse aprovada até outubro deste ano, o que dificilmente acontecerá”, diz Galvão.

Bogo, no entanto, ainda tem esperanças. “Precisa ser aprovada já para 2010. Estamos nos esforçando para isso”, conta o aposentado. Ele também fez parte da coleta assinaturas para criar a Lei 9840, que determina a cassação dos políticos acusados de compra de votos. A campanha começou em 1998 e a lei foi aprovada e sancionada em 1999 a tempo de valer para as eleições do ano seguinte. A proposta já resultou na cassação de cerca de 620 políticos, entre eles os governadores Cunha Lima (PSDB), da Paraíba, e Jackson Lago (PDT), do Maranhão.

Serviço:

Os interessados em apoiar o projeto também podem encontrar o formulário de adesão no site do MCCE (www.mcce.org.br). A ficha preenchida pode ser enviada para a central da ONG em Brasília, entregue ao MEP, em Curitiba, ou em outros postos de coleta de sua cidade.
Fonte: Portal RPC

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domingo, 31 de maio de 2009

Beto Richa diz que Copa beneficiará todo o Paraná


Curitiba foi anunciada como subsede da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou neste domingo (31), em Nassau, nas Bahamas, que Curitiba será uma das doze subsedes da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. O prefeito Beto Richa, que acompanhou o anúncio em um telão montado no Parque Barigui, comemorou a notícia com a população. “A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 será um grande acontecimento e por isso fizemos um esforço para que nosso projeto fosse aprovado. Curitiba está de parabéns, mas esta é uma vitória de todos os paranaenses, pois a Copa trará benefícios para todo o Estado”, disse Richa.

Além de Curitiba, as subsedes serão: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Natal, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.


Richa disse que, com a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, o Paraná ficará em evidência internacional. “O turismo do Paraná atrairá visitantes durante a Copa e também depois, pois quem vier a conhecer as atrações do Estado certamente fará uma propaganda positiva. A Copa do Mundo vai levar muita gente até Foz do Iguaçu, Litoral, Vila Velha e outras regiões do Paraná, gerando novos empregos e movimentando a economia”, afirmou.

O objetivo da Prefeitura de Curitiba é tirar as obras do papel o mais rápido possível e com isso a cidade poderá ser uma das sedes da Copa das Confederações, em 2013, um ano antes da Copa do Mundo. Um grupo de técnicos da Prefeitura irá para a África do Sul, para conhecer de perto a experiência do país com os preparativos e a organização da Copa das Confederações, entre 14 e 28 de junho de 2009, e da Copa do Mundo Fifa 2010.



Outro grande objetivo de Curitiba é receber o Centro de Transmissões da Copa do Mundo Fifa 2014, que é de onde serão transmitidas as imagens da competição para todos os países. “Além de ser uma grande estrutura, com grande investimento em tecnologia, o Centro de Transmissões traz ao Estado milhares de técnicos, jornalistas e formadores de opinião. É uma oportunidade inigualável para divulgar a imagem do Paraná e atrair visitantes e investimentos futuros”, disse Beto Richa.

Curitiba sediou Copa de 1950

Curitiba será subsede de uma Copa do Mundo pela segunda vez. Em 1950, ao lado de Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, Curitiba sediou os jogos do mundial disputado no Brasil pela primeira vez.

Curitiba teve dois jogos da Copa, disputados no Estádio Durival de Britto, do Ferroviário, na época o maior e mais moderno da cidade, inaugurado em 1947.

No dia 25 de junho de 1950, nove mil pessoas viram a Espanha ganhar dos Estados Unidos por 3 a 1. No dia 28 de junho , 8 mil pessoas acompanharam o empate por 2 a 2 entre Suécia e Paraguai. Estes públicos lotaram o estádio.

Suécia e Espanha classificaram-se para a fase final da Copa e foram goleados pelo Brasil. A Seleção Brasileira fez 7 a 1 na Suécia e 6 a 1na Espanha, em jogos no Maracanã. Mas o Brasil perdeu a decisão para o Uruguai por 2 a 1, no Maracanã, no dia 16 de julho.
Fonte: Agência de Notícias de Curitiba

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