
Tomara que o exército invada todas as favelas - 19.03.2006
Por Luciano Brito
Evangelização no Natal de 2005 - Jd Universal em
Sarandi, contação da História de Jesus, entrega de alimento, panetones,
doces e
brinquedos. Mais de 200 crianças atendidas.
Recentemente traficantes de favelas da cidade do Rio de Janeiro furtaram de um quartel do Exército brasileiro 10 fuzis e 1 pistola do corpo da guarda daquela Unidade Militar. Imediatamente o Exército iniciou uma série de operações para recuperar o armamento que lhe fora furtado. Neste artigo não venho falar de segurança pública, tampouco, sobre os fatos que permeiam a ação de ambos os lados, traficantes e Exército Brasileiro. Quero refletir sobre a minha, a sua, a nossa ação nas favelas.
Tomara que o exército invada todas as favelas brasileiras, não o Exército brasileiro, não o exército do tráfico, não o exército da criminalidade, não o exército da indiferença, não o exército da marginalização, mas, o exército de homens e mulheres de Deus que queiram saquear os quartéis do inferno.
Tomara que o exército de homens e mulheres de Deus invista contra as portas do inferno presentes em cada ruela e barraco dominado pelo pecado e faça brilhar a sua luz e tornar o Reino de Deus presente em cada barraco das favelas brasileiras, que às crianças das favelas brasileiras recebam uma Bíblia antes de um cachimbo de crack, que as crianças e adolescentes destas comunidades recebam um instrumento para aprender a tocar ao invés de rojões para alertar sobre a chegada da polícia, que antes de receberem rádios comunicadores sejam ensinadas a se comunicarem com Jesus, que antes de serem recrutadas para o tráfico nossos adolescentes recebam o convite de Jesus através das nossas vidas.
De acordo com estudos seculares 1 somente nas favelas do Rio de Janeiro existem hoje aproximadamente 5,5 mil menores trabalhando para o tráfico. O estudo mostra também que cerca de 4 mil menores morreram por ferimento a bala no Rio de Janeiro entre dezembro de 1987 e novembro de 2001, enquanto, em locais onde existe um estado de guerra como no conflito entre Israel e Palestina, o número de mortes de menores dos dois lados no mesmo período foi de 467.