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terça-feira, 13 de julho de 2010

Dilma em Curitiba nesta quarta

Nesta quarta-feira (14) Dilma Roussef, candidata a presidência da República estará em Curitiba para uma reunião com prefeitos e lideranças políticas de todo o estado, organizada por Osmar Dias, Rodrigo Rocha Loures, Gleisi Hoffmann e Roberto Requião, candidatos majoritários pela coligação "A União Faz Um Novo Amanhã" que reúne PDT, PMDB, PT, PCdoB, PSC e PR.

O evento acontece a partir das 19 horas no Clube Concórdia que fica na rua Carlos Cavalcanti, 815.

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Serra diz ser contra a legalização do aborto

Afirmação do tucano foi uma resposta à declaração da CNBB, que defendeu voto 'pró-vida'

O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, afirmou nesta quarta-feira, 12, ser contra a legalização do aborto. "Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não vou tomar essa iniciativa", declarou o tucano, após entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT.

Atualmente o aborto é autorizado apenas em alguns casos, como no de estupro e quando há risco de morte para mãe. A afirmação do tucano foi uma resposta à declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgada ontem, na qual há ponderações sobre o momento político nacional.

Segurança

Serra aproveitou a presença em mais um programa de TV popular para falar sobre a questão da segurança pública. Voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública e disse que, se necessário, devem ser feitas mudanças na Constituição para facilitar o combate à criminalidade.

O tucano destacou, no entanto, achar desnecessário promover tais alterações na lei. "Mas alguém diz: não, porque a Constituição... Então muda a Constituição, se for esse o problema. Mudam para tanta coisa, né?"

Serra disse ser a favor do envolvimento do governo federal no combate à violência e citou o caso da Bahia, Estado governado pelo petista Jaques Wagner, em que as estatísticas oficiais mostram a violência acima da média nacional.

Supervisão

"Acho que o governo federal tem que se envolver, inclusive para supervisionar os Estados que não estão trabalhando bem. No Brasil, como um todo, a segurança é grave. Em alguns lugares, tem evoluído mais gravemente que nos outros. E aí tem que ver o que está acontecendo. Pode ter alguns governos que não estão trabalhando bem", completou.

Serra falou no programa sobre a queda de 70% nos homicídios em São Paulo nos últimos dez anos. Questionado, mais tarde, sobre aumento dos homicídios no Estado no primeiro trimestre, disse: "Você tem que pegar no médio e no longo prazo. Não pode pegar um trimestre para poder raciocinar."

No final do programa, Ratinho fez uma série de perguntas curtas ao tucano. Serra classificou Lula como "um homem muito simpático", disse que Dilma era "uma mulher de valor, assim como Marina (Silva)" e declarou que o pedágio é "como a morte": "Coisas das quais a gente não escapa." Afirmou ainda que os políticos são "um mal necessário", mas que há exceções. Fonte: Agência Estado

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Dilma afirma que aborto é ‘questão de saúde pública’

Petista ressaltou que mudança é 'processo que tem que ser discutido com a sociedade'

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, declarou que aborto é uma questão de saúde pública. "Um governo não tem de ser a favor ou contra o aborto. Tem que ser a favor de uma política pública", afirmou. "Aborto não é questão de foro íntimo meu, seu, da Igreja, de quem quer que seja; é uma questão de saúde pública."

Em termos de saúde pública, segundo a ex-ministra, o aborto para ser possível tem de estar previsto em lei. "E mudança é um processo que tem que ser discutido com a sociedade e tem que ver o que um governo fará."

A pré-candidata disse não ser possível "deixar que as mulheres das classes populares utilizem métodos medievais como agulha de crochê, chás absurdos e outras práticas enquanto outras pessoas têm acesso ao serviço".

"Ninguém fala ‘eu quero fazer aborto’. É uma violência contra a mulher", acrescentou. Ela contou que, "graças a Deus", não precisou fazer. "Mas conheci gente que fazia e entrava chorando e saia chorando."

Dilma qualificou o diálogo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém com o governo iraniano de "uma ação humanitária", durante entrevista a seis jornalistas do Grupo RBS, ontem, em Porto Alegre.

Questionada sobre "uma certa condescendência do governo com um regime que sofre críticas por não seguir normas internacionais de conduta democrática", a ex-ministra deu a entender que o Brasil pode fazer "uma tentativa de construir um caminho em que haja abandono das armas nucleares como armas de agressão e passe ao uso pura e simplesmente pacífico da energia nuclear". Lula vai a Teerã nos dias 15 a 17 de maio.

Em outro trecho da entrevista de uma hora e meia, Dilma abordou as possíveis restrições à importação de alimentos industrializados brasileiros pela Argentina e admitiu que o País pode recorrer a retaliações. "Não acho adequado o que foi feito pela Argentina com o Brasil. Primeiro foi sem uma manifestação formal. E existe a possibilidade de retaliar uma medida tão agressiva como esta", afirmou. Fonte: Agência Estado

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