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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Paraná faz parte de "território de guerra" do Exército

Militares realizam simulado de guerra em toda a região Sul

Maior exercício militar combinado da América Latina, a Operação Laçador vai mobilizar oito mil homens e mulheres do Exército, Marinha e Aeronáutica para a simulação de uma guerra convencional na região Sul do País, entre os dias 16 e 27 de novembro.

Entre as ações de treinamento previstas estão deslocamentos de tropas para ocupação de espaços territoriais, marítimos e aéreos com uso de 61 aeronaves, nove navios e dois submarinos, entre outros equipamentos. Uma das ações será a tomada de uma suposta usina hidrelétrica binacional no Rio Uruguai, entre Itá (SC) e Aratiba (RS).

Os dados gerais da manobra foram apresentados hoje (12) à imprensa pelo comandante militar do Sul, general-de-Exército José Carlos De Nardi. No cenário montado para o adestramento dos comandos, estados-maiores e tropas, metade do Rio Grande do Sul foi transformada num suposto país amarelo, enquanto o restante do território gaúcho e área total de Santa Catarina e Paraná formam o país verde. Com recursos energéticos esgotados, o primeiro país fictício ocupa uma bacia petrolífera do segundo no Oceano Atlântico e planeja se apossar da hidrelétrica binacional de Itá, que os dois compartilham.

Respaldado pelo direito internacional, o país verde reage enviando navios e aviões para o campo petrolífero e mobilizando tropas para dissuadir o vizinho agressivo em áreas próximas à fictícia fronteira, estabelecendo o controle de rodovias na região de Passo Fundo, uma cabeça de ponte na margem sul do Rio Uruguai, em Nonoai, e tomando a geradora hidrelétrica

Mais do que exercícios práticos, a operação formula possibilidades de agressão pelo país amarelo e testa capacidade de reação pelo país verde, com problemas a serem resolvidos pelos comandos.

Mesmo que, nas perguntas, os jornalistas tivessem buscado analogias entre a operação e temas reais como a usina binacional de Itaipu, objeto de polêmicas no Paraguai, e a preocupação brasileira com a defesa do petróleo da camada de pré-sal, De Nardi não acredita que o exercício possa provocar algum desconforto em vizinhos.

"Não há ideia nenhuma de alguma coisa com países irmãos", destacou, para reiterar que a estratégia das Forças Armadas do Brasil é só de dissuasão e jamais de ocupação. "Ou seja, não se metam conosco que não nos meteremos com ninguém", disse, em tom bem-humorado. O general lembrou, ainda, que todas as manobras serão feitas em áreas internas do País, distantes das fronteiras. Fonte: Agência Estado

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aeronáutica localiza no Atlântico peças internas do Airbus da Air France

O ministro de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, anunciou nesta quarta-feira que foram localizadas peças internas do Airbus que fazia o voo 447 da Air France, desaparecido desde a noite de domingo (31) no oceano Atlântico. Segundo o ministro, as peças não deixam dúvidas sobre a queda do avião.

"Não há mais dúvida da situação de queda neste local", disse Jobim. O ministro enfatizou que não foram localizados corpos e nem sobreviventes. No total, 228 pessoas estavam na aeronave --12 tripulantes e 216 passageiros de 32 países, entre eles 58 brasileiros, de acordo com a companhia aérea.


Equipes da Aeronáutica avistaram no oceano manchas de óleo, peças metálicas, objetos azuis triangulares e objetos brancos --que seriam da parte interna da aeronave.

Segundo o ministro, foram avistadas duas trilhas de destroços, espalhados por uma grande área. As buscas ocorrem em um raio de 200 km do primeiro ponto de localização dos destroços, na terça-feira (2).

Jobim afirmou que as manchas de óleo localizadas no oceano indicam que a aeronave não explodiu. Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.

O comando da Aeronáutica informou que está adaptando a base operacional de Fernando de Noronha e do Cindacta 3 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), em Recife, para receber os destroços do avião. O governo federal também mobilizou o governo pernambucano para que envie para o Cindacta 3 equipes médicas especializadas em identificação humana --como médico legista e papiloscopistas.
Fonte: Folha Online

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