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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ricardo Barros o único candidato a senador pelo Paraná contra o aborto

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O voto consciente e o exercício da cidadania - Por Dr. Zenóbio Fonseca

Destaco neste artigo: Fidelidade partidária

Nessas eleições de 3 de outubro 2010, existe um fato novo imposto pelo Tribunal Superior eleitoral — TSE, que é a figura da fidelidade partidária, inserida pela Resolução nº 22.733/2008, ao qual o candidato ao cargo político está vinculado obrigatoriamente aos programas e ideologias da sua agremiação partidária, ou seja, o candidato a senador ou deputado, por exemplo, está obrigado a votar segundo as idéias do seu programa partidário e o candidato a governador e presidente da república a dirigir o estado da mesma forma.

Dessa forma, a idéia popular de que as pessoas votam em candidatos e suas consciências não é mais verdade. Não votamos mais em Candidatos, mas sim em Partidos Políticos e coligações, por força desta Resolução eleitoral, ou seja, o mandato pertence ao partido e não ao candidato eleito, apresentado na lista partidária aberta.


Estamos próximos das eleições de âmbito nacional em 03 de outubro, e, cada vez mais tem-se a certeza de que o voto consciente é o melhor instrumento de exercício e fortalecimento da democracia no Brasil, onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes, que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.

Isto é o que se chama de democracia representativa, ou seja, é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, por meio de representantes eleitos.

Nessas eleições os cidadãos irão escolher novos representantes para administrar a nação brasileira, administrar os Estados, compondo a gestão do poder executivo e indicar senadores, deputados federais e estaduais para atuar no poder legislativo. Logo, teremos uma importante responsabilidade, escolhendo os nossos representantes para governar os interesses do Brasil e criar leis que produzam justiça social para todos.

Entretanto, algumas pessoas ainda não têm o conhecimento do papel a ser desempenhado pelo presidente da república, governador, senador, deputado federal e estadual, o que muitas vezes dificulta a escolha do candidato ou mesmo induz a erro. Daí ser importante entender as propostas apresentadas pelos candidatos e seus partidos políticos.

Nesste sentido devemos entender essa estrutura política nacional para o bom desempenho do exercício da nossa cidadania nestas eleições, que é o direito de ter direitos. Senão vejamos:

O Congresso Nacional é uma instituição política que exerce o Poder Legislativo. É composto pela Câmara dos Deputados (formada pelos 513 deputados federais) e pelo Senado Federal (formada pelos 81 senadores), sendo a sede em Brasília. Já nos Estados, temos as Assembléias Legislativas (formadas pelo deputados estaduais).
Os deputados e senadores dentre as suas diversas funções previstas na constituição federal destaca-se a de fiscalização dos atos do chefe do poder executivo e a de criar e alterar leis.

Deve-se ressaltar que os deputados são os representantes legítimos escolhidos pelo povo, através do voto, para em seu nome exercer o poder que lhe é conferido, por um mandato de 4 anos, não havendo limite para a reeleição.

Os senadores, escolhidos através do voto, representam os Estados e não o povo diretamente, sendo 3 (três) por cada Estado da Federação, sendo que a cada 4 (quatro) anos elege-se, alternativamente, 1 (um) ou 2 (dois) senadores por estado, e o mandato tem duração de 8 anos, não havendo limite para a reeleição.

O Poder Executivo, por sua vez, é uma instituição exercida pelo Presidente da República e o Governador, cabendo a ambos dirigir e coordenar as práticas das atividades administrativas do Estado com base no seu programa de governo, além de fazer com que as leis e decisões judiciais sejam cumpridas.

Assim, vemos como é importante para o País a escolha dos políticos que exercerão os cargos de gestores e legisladores do Brasil.

Fidelidade partidária

Nessas eleições de 3 de outubro 2010, existe um fato novo imposto pelo Tribunal Superior eleitoral — TSE, que é a figura da fidelidade partidária, inserida pela Resolução nº 22.733/2008, ao qual o candidato ao cargo político está vinculado obrigatoriamente aos programas e ideologias da sua agremiação partidária, ou seja, o candidato a senador ou deputado, por exemplo, está obrigado a votar segundo as idéias do seu programa partidário e o candidato a governador e presidente da república a dirigir o estado da mesma forma.

Dessa forma, a idéia popular de que as pessoas votam em candidatos e suas consciências não é mais verdade. Não votamos mais em Candidatos, mas sim em Partidos Políticos e coligações, por força desta Resolução eleitoral, ou seja, o mandato pertence ao partido e não ao candidato eleito, apresentado na lista partidária aberta.

Tal decisão do TSE torna esta eleição diferente de todas as demais que a população brasileira já opinou, pois obriga ao eleitor a uma tomada de consciência, em razão do mandato eletivo pertencer ao partido político e coligação e não ao “seu” candidato escolhido, o que significa dizer que deve-se levar em consideração as ideologias e programas do partido e coligação a que estão vinculados os seus candidatos.

Utilizo para melhor fixação o seguinte exemplo: sou um eleitor que defendo a vida desde a concepção, logo sou contra o aborto e a sua legalização ou descriminalização no Brasil. Verifico que um candidato tem esse perfil ideológico e escolho votar nele. Estando o candidato eleito e no exercício do seu mandato, o partido ao qual ele está filiado e vinculado programaticamente, impõe que ele vote de acordo com a determinação partidária, que neste exemplo é a favor da legalização do aborto. Se o parlamentar eleito não votar de acordo com o partido, ele poderá ser expulso da agremiação partidária por infidelidade, nos termos da Resolução do TSE, pois desrespeitou o programa partidário ao qual se filiou.

Em síntese: o parlamentar será expulso, perderá o seu mandato e a sua vaga será ocupada pelo seu suplente. Eu, eleitor que votei nele, por comungar com os mesmos valores e princípios, acabo por perder o meu representante.

Aqui mora o grande perigo dessas eleições nacionais e nova forma de votar, porque o eleitor deve estar atento em qual partido político o seu candidato preferido está filiado, verificar quais são as propostas e programas partidários desse partido ou coligação, verificar se tais propostas se identificam com o que você eleitor entende ser bom para o País e a sociedade em que vivemos.

Essa verdade ainda está oculta para muitas pessoas, pois repita-se, não votamos mais em Candidatos e a sua consciência pessoal, mas sim em partidos políticos e coligações, ou seja, o mandato pertence ao partido e não candidato eleito. Isso pode acontecer tanto em cargos majoritários (presidente, senador e governador) e cargos proporcionais (deputados, sejam federais ou estaduais).

No dia 3 de outubro de 2010, verifique em qual partido ou coligação o seu candidato a presidente da república, a senador, a governador, a deputado federal, a deputado estadual está filiado e veja se o programa partidário e ideológico desse partido está alinhado com o seu ponto de vista e o que você busca como melhor caminho para viver uma vida mais justa e saudável, pois se assim não o for, você poderá ser induzido a erro, escolhendo os candidatos por afinidade pessoal e não por ideologia partidária.

No caso de se votar em um parlamentar que busca a reeleição, analise o seu passado político, histórico de atuações e votações, se possui processos movidos contra a sua pessoa ou mandato, se promoveram justiça na sociedade.

Voto na legenda
Outro ponto importante para o exercício do voto consciente é saber que quando um eleitor vota na legenda do partido, ele está dando um cheque em branco para o partido e o seu programa ideológico, isto é, o voto vai para o partido e ajuda a eleger o candidato mais votado dessa lista partidária. Por isso, ao aplicar o voto na legenda de um partido, verifique se você concorda com a integralidade de suas propostas.

Votar consciente é construir um Brasil melhor.Fonte: Jornal Chama da Aliança - CEI em setembro de 2010, autor Dr. Zenóbio Fonseca

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Parlamento pró-aborto é criticado por hipocrisia ao criminalizar touradas na região da Catalunha na Espanha

BARCELONA, Espanha, 23 de setembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — A assembleia legislativa dominada pelos socialistas na região de Catalunha na Espanha foi criticada por um membro ontem por se importar mais com os animais do que com os seres humanos, em resposta a uma lei que criminaliza a prática das touradas.

Juan Bertomeu, deputado eleito do Partido do Povo, mais conservador, observou que embora um touro morra a cada três dias em touradas, 57 bebês são mortos mediante o aborto na região diariamente, uma prática que é legal e tem o amparo dos socialistas que estão no governo.

“Você quer me dizer que você tem sentimentos pela morte de um touro a cada três dias, mas que não há problema em se tirar a vida de 57 bebês diariamente?” disse Bertomeu.

Bertomeu fez seus comentários depois de uma decisão do Parlamento de isentar o ritual do “correbous” da proibição, que foi aprovada em julho, mas não entrará em vigor até 2012. Durante o correbous, tochas são colocadas nos chifres de um touro e o animal então é solto para perseguir as pessoas. O touro não é morto.

A membra “eco-socialista” do Parlamento Laia Ortiz disse em sua conta de Twitter que as palavras de Bertomeu a insultaram. Por:Matthew Cullinan Hoffman, traduzido por Julio Severo - Fonte: Blog Noticias Pro Familia

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domingo, 26 de setembro de 2010

Fique atento: ditadura civil no Brasil

video

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Hélio Bicudo: ‘País pode caminhar para ditadura civil’

Eduardo Anizelli/Folha

Durante 25 anos, a biografia de Hélio Bicudo enfeitou os quadros do PT. Com o passar do tempo, o promotor franzino tornou-se um estorvo. Em 2005, ano do mensalão, achou que era hora de se desfiliar.

Na semana passada, Bicudo, 88, voltou ao meio-fio num em defesa da democracia e da liberdade de imprensa. Uma reação a Lula. Acha-o diferente do Lula de quem fora vice, nos anos 80, numa chapa que disputou o governo de São Paulo.

Em entrevista veiculada neste domingo (26) em ‘A Gazeta’, Bicudo declara: sob a liderança de Lula, “o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil”. Vão abaixo algumas de suas declarações:

- A democracia está sob ameaça? Acho que sim, porque o presidente da República ignora a Constituição, se acha acima do bem e do mal, e, com uma vitória que está delineada em favor da sua candidata, concentrará todos os poderes da República em suas mãos, além do apoio da maioria dos Estados e da população em geral. Com uma pessoa com esse potencial, e que não vê no ordenamento jurídico do país a maneira de estabilizar as discussões e debates, o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil, sem dúvida.

- Depois de 25 anos no PT, imaginou que isso pudesse acontecer? De início, não, mas no final, achava que aconteceria essa reviravolta. Foi marcante aquela carta aos brasileiros que Lula escreveu antes da sua primeira eleição, demarcando uma posição muito mais para o neoliberalismo do que para o socialismo.

- Vê diferenças entre o neoliberalismo de FHC e de Lula? Não há nenhuma diferença, porque quem comanda as decisões políticas hoje, como ontem, é o próprio capital.

- O PT indicava uma prática diferente? O PT fazia uma oposição bastante forte nos governos Sarney e Fernando Henrique. A partir do governo Lula, a unanimidade popular que ele foi conquistando afastou a oposição do seu caminho. E o que aconteceu? Sobre o mensalão e os outros atos de corrupção apontados, nada se fez. Quando Lula diz que é presidente da República até sexta-feira à noite, e depois fecha a gaveta e só volta na segunda-feira, pratica crime de responsabilidade. Afinal, como presidente ele jurou obedecer às leis do país. E a Constituição não permite que um presidente da República participe da campanha eleitoral como ele está participando. É crime que leva ao impeachment, mas nem os partidos políticos, nem a sociedade civil movem nenhuma pedra contra isso.

- O que esperar de Dilma? Quem continuará mandando no país vai ser Lula. Dilma diz que ela é o Lula. Então as coisas continuarão como estão, com a mesma corrupção, o mesmo manejo da coisa pública.

- Imaginava voltar às ruas em defesa da democracia? A gente fica frustrado, depois de uma longa luta em prol da democracia, ver o que estamos vendo. E acho que não temos democracia, até pela maneira pela qual se conduz a vida pública, onde um grupelho toma conta do governo, pondo nele seus parentes, seus amigos... Não é o governo do povo. Veja a própria constituição do Supremo Tribunal Federal, onde não se fez uma consulta maior para a escolha dos ministros. Ela foi pessoal, feita pelo próprio presidente. Leis passam na Câmara e no Senado, por atuação da presidência da República, que transformou o Legislativo em algo sem a menor expressão. [...] Quem manda no país, passa por cima das leis é ele, Lula. Vai eleger a presidenta que fará o que ele quiser.

- Como vê Lula? Um homem inteligente, que poderia usar essa inteligência para implementar e fortalecer a democracia no país, mas optou por incrementar o poder pessoal. [...] Ele sempre mandou no partido, afastou as lideranças que pudessem competir com ele. É o dono, sente-se acima do bem e do mal.

- Os escândalos e o ‘eu não sabia’: Ele sabia de tudo, deixou as coisas escaparem. A oposição não atuou e, hoje, chegamos onde estamos.

- Incompetência da oposição? Foi inexistência de oposição.

- A saída do PT, em 2005: Saí porque achei que o partido não estava trilhando a estrada que havia traçado no seu nascedouro. Ele deixou de representar o povo. Pode até ter o voto do povo, mas representa os interesses daqueles que o comandam.

- Lula e a imprensa: Olha, Lula vive dizendo que a imprensa o prejudica. Eu acho que é o contrário. [...] A imprensa tem ajudado Lula e seus candidatos. Você não pega um jornal, um programa de televisão, que não exiba um retrato dele. O povo não vê o que está escrito além dá manchete. Funciona como propaganda.

- Lula e a popularidade: Mis-en-scène... Pergunto: com tudo isso, o que o Brasil conseguiu, do ponto de vista internacional? Zero. A questão da popularidade não tem relação com a eficiência. Olha o caso do Irã. Tem maior vergonha do que isso? Nossa política externa é péssima. O Brasil não conseguiu colocar uma pessoa em cargo relevante no conceito internacional. Em matéria de Direitos Humanos, botaram lá em Genebra uma pessoa que jejuna nessa área. E onde estão os direitos humanos no Brasil, onde o presidente aceita que a Lei de Anistia contemple também torturadores? E a compra de 36 aviões de caça? Uma brincadeira, desperdício de dinheiro público...

- O ‘ato contra o golpismo midiático’, com CUT, UNE, movimentos sociais e políticos governistas: Lula sempre diz que há uma revolução midiática para retirá-lo do poder. Os pelegos dele é que fizeram o movimento em contrário ao nosso.

- O manifesto pró-liberdade de expressão: Ontem, mais de 20 mil pessoas já tinham assinado o nosso documento. A semente foi plantada, e agora depende da sociedade. Porque o problema é também de pós-eleição. Repetindo o que já foi dito: se você não vigia, não tem democracia. Deve-se vigiar permanentemente quem governa o país, para que não haja desvios. Seja quem for eleito, independentemente do partido político.

- Vê méritos neste governo? A questão é: o que o governo pretende com sua atuação? Para mim, só autoritarismo.

- O convívio com Lula: Sim, mas os tempos mudaram completamente. Ele acabou com as lideranças do partido, e lançou uma pessoa que nem era do partido, tradicionalmente, à presidente. Hoje o PT não tem diferença nenhuma dos outros partidos.

- A opção por Marina Silva: [...] Entre os candidatos que estão aí, é ela quem tem as melhores condições, do ponto de vista de sua vida, do trabalho que já fez e se propõe a fazer... Fonte: Blog do Josias de Souza

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

BISPO DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB GRAVA APELO DENUNCIANDO ENVOLVIMENTO DO PT COM A PROMOÇÃO DO ABORTO

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A benção de Deus esta em jogo

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Silas responde sobre vídeo de Piragine Jr e eleição de Dilma

No programa Vitória em Cristo exibido no dia 11 de setembro deste ano, o pastor Silas Malafaia sugeriu que os telespectadores assistissem ao vídeo do pastor Paschoal Piragine sobre as eleições 2010.

Nele, Piragibe criticou o PT e pediu aos internautas para não votarem em nenhum candidato do partido. Piragine sofreu ameaças do partido dos trabalhadores.

A repercussão foi tão grande que, até o fim da tarde desta sexta-feira, dia 17, o vídeo postado no youtube já havia sido assistido por mais de 1,6 milhão de pessoas. O fato motivou integrantes do Partido dos Trabalhadores a enviarem uma carta ao pastor Silas Malafaia, que respondeu de pronto.

Na carta os integrantes do PT argumentam que as declarações de Piragine não correspondem com a verdade. ”Não é verdade que deputados do PT foram expulsos por se manifestarem contra o aborto. É verdade que eles tiveram conflitos com movimentos de mulheres sobre questões relacionadas ao aborto, mas não houve expulsão. Em função desses problemas eles foram punidos pelo PT, o que os levou a mudarem de partido.”

Silas prontamente respondeu e declarou que o PT está na vanguarda da defesa do aborto e da PL 122. “Espero que, se Dilma ganhar, vocês que são cristãos não fiquem envergonhados, e não se calem diante de coisas que viram por aí, e que só o tempo poderá nos mostrar. Sinceramente, honestamente, gostaria de estar equivocado em relação às posições do PT. Não ficarei triste se o tempo mostrar que estou equivocado nestas questões, porque no tempo presente, elas são a realidade dos fatos.”

Leia a carta na integra:

Leia abaixo essa carta e, em seguida, a resposta do pastor Silas Malafaia:

CARTA ENVIADA POR INTEGRANTES DO PT

“Prezado Pr. Silas Malafaia

Graça e Paz!

Somos evangélicos e tomamos conhecimento da Vossa orientação no programa exibido em 11/09/2010, para que os expectadores assistissem ao vídeo do Pr. Paschoal Piragine, que pede aos cristãos não votar nos candidatos do Partido dos Trabalhadores do qual fazemos parte.

O Pr. Paschoal Piragine é bastante conhecido e o temos como uma pessoa íntegra que esteja considerando que as informações que possui contra o PT sejam realmente verdadeiras. Entretanto, trata-se de afirmações que não correspondem com a realidade.

Diante do conteúdo vídeo, gostaríamos de esclarecer que:

Não é verdade que um parlamentar do PT não pode descumprir uma deliberação coletiva do partido por uma questão religiosa ou de foro íntimo. Veja o que diz o inciso XV do art 13 do estatuto do PT:

“Art. 13. São direitos do filiado:
XV – excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de
graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da
Comissão Executiva do Diretório correspondente, ou, no caso de parlamentar, por decisão
conjunta com a respectiva bancada, precedida de debate amplo e público.”

Não é verdade que deputados do PT foram expulsos por se manifestarem contra o aborto. É verdade que eles tiveram conflitos com movimentos de mulheres sobre questões relacionadas ao aborto, mas não houve expulsão. Em função desses problemas eles foram punidos pelo PT, o que os levou a mudarem de partido.

Não é verdade que o PT possui uma orientação pela legalização do aborto. Em seu IV Congresso, o PT modificou a resolução que falava de aborto e estabeleceu para o atual programa de governo da Dilma o seguinte texto: “Promover a saúde da mulher, os direitos sexuais e direitos reprodutivos: O Estado brasileiro reafirmará o direito das mulheres ao aborto nos casos já estabelecidos pela legislação vigente, dentro de um conceito de saúde pública”.

O Plano Nacional de Diretos humanos é elaborado pela sociedade por meio dos conselhos de diretos humanos com a participação do governo federal, mas não é uma novidade do governo Lula. O primeiro plano foi publicado através do Decreto número 1.904, de 13 de maio de 1996, e o segundo através do Decreto número 4.229, de 13 de maio de 2002. Em todos eles estão presentes assunto polêmicos ligados com a sexualidade. Diante disso seria um equívoco afirmar que todos os méritos e deméritos do PNDH 3 é de responsabilidade do governo Lula ou do PT.

O conteúdo apresentado no vídeo não corresponde, portanto, com a realidade do que está sendo defendido pelo PT. Podemos pegar os posicionamentos do PT e comparar com o conteúdo do vídeo e observaremos que não existe veracidade. Um exemplo bastante claro é a questão da pedofilia. Não conhecemos nenhum parlamentar, de nenhum partido político, ou algum grupo social que defenda a pedofilia. Atribuir uma acusação dessa natureza ao PT é de extrema injustiça.

Até o dia 13/09/2010 já houve mais de um milhão, duzentos e cinquenta mil acessos ao vídeo disponibilizado na internet. Diante desses fatos nos sentimos extremamente injustiçados e pedimos que os esclarecimentos fossem veiculados em seu próximo programa.

Desde já agradecemos um retorno.

Na Graça de Deus!

Gilmar Machado
Candidato a Deputado Federal – PT/MG – Igreja Batista Central de Uberlândia
Isaac Cunha
Candidato a Deputado Estadual – PT/BA – Primeira Igreja Batista
Joaquim Brito
Candidato a Vice-Governador de Ronaldo Lessa – PT/AL – Igreja Batista do Pinheiro
Walter Pinheiro
Candidato ao Senado – PT/BA – Igreja Batista da Pituba
Wasny de Roure
Candidato a Deputado Distrital – PT/DF – Igreja Batista do Lago Norte”

RESPOSTA DO PR. SILAS MALAFAIA

“Sr. Geter Borges e Candidatos do PT,

Já que vocês me enviaram um e-mail apresentando defesa do Partido dos Trabalhadores em relação às questões que o pastor Paschoal Piragine levanta, gostaria de contraditar a argumentação de vocês. Antes de fazê-lo, quero deixar bem claro que não tenho restrições pessoais ao PT ou a qualquer outro partido. Os meus questionamentos têm a ver com os princípios que defendo, independente de partidos políticos. Esclareço também que sou amigo pessoal de Walter Pinheiro. Em duas eleições passadas, eu o ajudei. Já o citei várias vezes em meu programa de TV como exemplo de cristão na política. Ele tem a liberdade de usar a minha imagem na sua campanha, o que permito de maneira muito restrita a pouquíssimos candidatos.

Vamos aos fatos:

1. O deputado que saiu do PT, saiu por ter posição cristã contrária aos princípios do partido. E se não saísse, seria expulso.
2. O PT está na vanguarda da defesa do aborto e da PL 122. Estes são fatos reais, verdadeiros. Inclusive, no último dia antes do recesso parlamentar no senado no ano de 2009, se não fossem os senadores Magno Malta e Demóstenes Torres, a líder do PT teria aprovado na calada da noite, por voto de liderança, a PL 122. Isto é uma vergonha, e vocês querem que a liderança evangélica fique quieta!
3. O PNDH3 foi enviado ao congresso pelo Sr. Presidente da República no dia 21/12/2009, e a vergonha é que, nesse documento, em vários pontos, só houve recuo em alguma coisa devido à pressão violenta da igreja católica. O PNDH3, sim senhor, é responsabilidade do governo Lula e do PT.
4. Lamento dizer, mas a verdade absoluta é que os princípios cristãos são inegociáveis para nós. Quanto a isto, o PT está do outro lado Quero ser franco e honesto: eu só não entrei de cabeça na campanha do Serra, porque também não vi nele garantias de respeito a esses princípios. Nas duas vezes em que fui convidado para participar de audiências públicas pela Comissão de Constituição e Justiça, na primeira vez, que foi sobre a questão do aborto, os deputados que estavam defendendo a legalização do mesmo, eram do PT. Na segunda vez, no Estatuto das Famílias, os deputados do PT estavam defendendo a inclusão dos homossexuais a fim de beneficiá-los na adoção de crianças. Esta é a verdade nua e crua.

Espero que, se Dilma ganhar, vocês que são cristãos não fiquem envergonhados, e não se calem diante de coisas que viram por aí, e que só o tempo poderá nos mostrar. Sinceramente, honestamente, gostaria de estar equivocado em relação às posições do PT. Não ficarei triste se o tempo mostrar que estou equivocado nestas questões, porque no tempo presente, elas são a realidade dos fatos.

Um forte abraço!
Na paz de Cristo,
Silas Lima Malafaia
Fonte: Ministério Silas Malafais via:Creio.com.br

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Resposta de Álvaro

E a mesma questão, professores paranaenses, também motivou o senador Álvaro Dias, líder do PSDB, a declarar em Maringá, em lágrimas, que seu voto é para o irmão Osmar Dias, PDT, apesar de ser tucano. “Será o voto de irmão”, explicou.

A motivação é fraternalmente compreensível, mas também foi uma resposta ao candidato Beto Richa, do partido dele, que no último debate na Rede Record disse com todas as letras ao senador Osmar Dias que ofensa aos professores quem precisa explicar está na família Dias. Referia-se, como todo mundo sabe, a aquele desastre do governo Álvaro Dias, quando a PM atacou professores em greve no Centro Cívico. Fonte: Ruth Bolognese

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Mãe no meio

A questão dos professores paranaenses, que reagiram em massa contra a declaração infeliz do candidato Beto Richa, PSDB, que os chamou de “Laranjas Podres”, numa referência a aqueles que estavam contra a candidatura dele, vem mobilizando a campanha dos tucanos nos últimos dias.

No programa do PSDB dessa quarta-feira, o candidato Beto Richa mostrou a mãe, dona Arlete, que foi professora, e afirmou que jamais se colocaria contra ela.

Tenta desfazer o estrago. Fonte: Ruth Bolognese

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Osmar já tem secretário da Educação

Fábio Campanha avisa em seu blog: O anúncio do apoio do senador Álvaro Dias ao irmão Osmar já produziu sua primeira consequência: Álvaro deve ser o secretário de Educação de Osmar, caso ele seja eleito governador.

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dia 30 de novembro agora é o Dia Nacional do Evangélico

O Dia do Evangélico agora é nacional. Saiu no Diário Oficial no dia 16 de setembro o decreto da Lei Nº 12.328 que torna o dia 30 de novembro o Dia Nacional do Evangélico. No entanto, a data não significará mais um feriado no mês de novembro, nem sequer ponto facultativo no Brasil.

O Dia do Evangélico já faz parte do calendário oficial brasiliense e é considerada ponto facultativo no Distrito Federal. A data foi criada e garantida pela lei 893/95, a partir de um projeto do então deputado distrital Carlos Xavier.Fonte: Correio Braziliense

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[Um outro ponto de vista] Democracia versus iniquidade: o purismo religioso à disposição do retrocesso democrático - Por Manoel Ribeiro de Moraes Jr

… vida de gado, povo marcado, ê, povo feliz …
(Zé Ramalho)


Nestas últimas semanas, muitos evangélicos, sobretudo batistas, foram naufragados com e-mails que sugeriam ufanisticamente assistir a uma proposta do Pr. Paschoal Piragine de não votar, nesse pleito democrático de 2010, no Partido dos Trabalhadores (PT). Não atentando obrigatoriamente às leis eleitorais que regem democraticamente o seu país (1), o Pr. Piragine, no início de sua homilia política, construiu o axioma de sua fala associando, forçosamente, à pregação cristã, um conceito de pureza étnica ao lado de outro, o de unidade nacional antigotestamentária, ambos sob a flâmula escatológica da “iniquidade” – um conceito de exclusão social que os próprios fariseus usaram contra Jesus Cristo (que, para eles, era um iníquo e que, por isso, merecia a morte, a morte de cruz[2]). Em passo seguinte, sem lembrar dos conflitos religiosos dos séculos XVI ao XVIII que, inclusive, retalharam mortalmente reformadores e protestantes (3), o pastor associou culposamente ao Partido dos Trabalhares e ao terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, o problema do homossexualismo, da homofobia, do infanticídio indígena, da pedofilia, do fim da liberdade religiosa, da pornografia, do divórcio, da violência familiar, do homicídio familiar, do esquartejamento de feto, da pobreza etc. Sem querer defender a coligação PSDB e DEM (antigo PFL da ditadura torturenta e militar), ou do Partido Verde, PSTU, PCO, PT, PSDC, PRTB ou PCB, quero questionar a posição política do pastor Piragine, um pastor que se quer fazer teólogo da Missão Integral da Igreja – mesmo que usada como estratégia de crescimento de Igreja.

Democracia e Intolerância sob o ponto de vista da Teologia Cristã Política

À luz das Teorias do Direito contemporâneo de Jürgen Habermas (4) e de John Rawls (5), as perspectivas sócio-democráticas dos nossos tempos respondem à pluralidade de valores e, sobretudo, às necessárias garantias dos direitos individuais. Estas teorias democráticas se acenderam devido aos conflitos sangrentos da noite de São Bartolomeu, do conflito religioso na cidade de Münzer, dos massacres aos trabalhadores acontecidos no período da Revolução Industrial, do massacre étnico promovido pelo Nazismo a partir de um princípio de iniquidade religiosa, moral e étnica: conflitos de ontem, conflitos de hoje. Assim, as Teorias Democráticas do Direito indicam ser necessário que os princípios reguladores das sociedades que pretendem ser democráticas se balizem pela Declaração dos Direitos Humanos. Ora, a luta ideológica destes pensadores, ao defenderem a Democracia e os Direitos Fundamentais, visa contornar as compreensões particulares e intolerantes de mundo que, entre várias possibilidades, objetiva associar liberdade individual à prática da iniquidade religiosa.

A luta pela dissolução da democracia e a ressurreição das compreensões particulares de iniquidade são responsáveis pela morte de evangélicos e católicos no mundo islâmico fundamentalista, é responsável pela morte de torcedores de futebol (palmerenses, flamenguistas, vascaínos, hooligans e muitos outros), foi responsável pelas mortes históricas de negros e índios cometidas inclusive por evangélicos batistas e presbiterianos nos EUA, pela vergonhosa perseguição e preconceito aos bolivianos no subúrbio de São Paulo, pelo preconceito aos nordestinos e pela perseguição fatal ao cristianismo e ao seu fundador nos anos que vão do 34 ao 40 de nossa era cristã.

Em épocas de profundas crises sociais, o ufanismo irrefletido procura culpar a diversidade cultural pelos problemas que lhe sejam atuais: o governo republicano de Bush não revelou ao seu país que o próprio governo americano (nas gestões executivas dos republicanos) tinha militarizado o Iraque de Saddam Hussein e as milícias de Osama Bin Laden na luta contra o Irã e a antiga União Soviética respectivamente, e, após alguns anos, deu andamento a vários massacres militares, pois o julgaram como culpados pela crise sócio-econômica que explodiu nos anos de 2008 e 2009, e porque eram fracos – considerando que os EUA não têm coragem de invadir Cuba, China (a sua maior aliada comercial e cambial) e Irã; a Alemanha nazista queria culpar os judeus, os ciganos, os eslavos etc., por sua crise sócio-econômica surgida após a primeira guerra mundial. Há vários exemplos de como a ideia de iniquidade surge como medida para excluir o outro para que, assim, se implante um regime político ou religioso purificado da democracia, e sob o terror da justiça apocalíptica de JHWH, Alá, Deus, do Estado Comunista (que é completamente diferente das políticas que se autodiferenciam destas quando se apresentam como socialistas) e, por mais absurdo que possa parecer a todos, de Jesus Cristo (6).

Assim, as discussões sobre a Democracia Deliberativa e sobre os Direitos Universais da Mulher e do Homem, não podem ser vistas sob a ótica da iniquidade religiosa. Immanuel Kant (7) ensina que a convivência política só caminha sob a perspectiva da liberdade e da garantia da individualidade recíproca. Soberanamente, Jesus nos ensina que o outro, mesmo que este seja o Samaritano iníquo (sob o ponto de vista da TORAH farisaica), não deve ser portador de um julgamento moral ou de retaliação social, mas de amor, de amor integral.

No mundo encontrado por Jesus havia absolutizações que escravizavam o homem: absolutização da religião, da tradição e da lei. A religião não era mais a forma como o homem exprimia sua abertura para Deus, mas se substantivara num mundo em si de ritos e sacrifícios. Liga-se à tradição profética (Mc. 7,6-8) e diz que mais importante que o culto é o amor, a justiça e a misericórdia (8).

Indo em colisão aos ensinos de Cristo presentes nos quatros Evangelhos, o Pr. Paschoal Piragine ressuscitou o conceito de iniquidade etnocêntrica usando inteligentemente um mecanismo de manobra ideológica entre palavras e vídeos: vídeo não explica, seduz e co-move; púlpito é espaço de homilia e não de política (ação que exige argumentação e debate público entre opositores). Por este mecanismo de irreflexão e empunhando um ufanismo autodestrutivo, o pastor da Primeira Igreja Batista de Curitiba desferiu a ação curralesca de dirigir os votos de uma Igreja num pleito que se pretende democrático: “não votem …!”, em nome de uma religião purificada da iniquidade. Contudo, mutatis mutandis, se o Pastor Piragini levar às últimas consequências a sua ética da luta veemente contra a iniquidade e, por isso, começar a ver per se que os seus aliados, alguns bispos da CNBB (ou mais especificamente da Canção Nova?) e outros, não cristãos, que ele diz estarem afins a esta luta, não se adequam ao seu conceito de iniquidade? Ele os trairá pedindo para que a Constituição do Brasil suspenda o direito do catolicismo, do espiritismo, do luteranismo, do presbiterianismo, do pentecostalismo, das religiões indígenas, do ateísmo, dos batistas arminianos, dos batistas calvinistas, dos batistras tradicionais, dos outros batistas que não sejam da Primeira Igreja Batista de Curitiba, dos batistas que não sejam ele mesmo? Deste modo, pode-se ver que a iniquidade parece ser mais uma ideia subjetiva que o respeito e o amor ao próximo; quando a ideia da iniquidade tem mais peso em vídeos programados para iludirem que as palavras de Jesus, então o conceito de iniquidade deixa de ser divino para ser malévolo.

A iniquidade não pode estar atrelada ao conceito de pureza étnica (9) ou religiosa. Há profundas diferenças entre os conceitos de iniquidade desenvolvidos em passagens do primeiro testamento cristão e aqueles desenvolvidos no segundo testamento cristão. A luta da Igreja de Cristo é por antecipar o Reino de Deus, gozando o eu paráclito e exercendo a transparência de Cristo. A Missão Integral da Igreja de Cristo não deve promover uma batalha da integridade moral burguesa e excludente, mas da integridade humana daqueles que precisam ser filhos de Deus. Se for assim, um pleito democrático sobre a integridade não pode nascer daqueles que sentam em dízimos e constituem abastardas propriedades, mas de todos que queiram lutar por dignidade e que precisam de Deus.

A Missão Integral não é uma experiência teológica onde se discute crescimento estratégico de Igreja, pois não é uma teologia da propaganda concorrencial de marketing mercadológico (10). Antes, a Missão Integral da Igreja é a reflexão de nossa Missão em Cristo que não condena e, por isso, não pede a crucificação ou o banimento constitucional do diferente, do outro. Todas as vezes que a Igreja retroagir à democracia em nome de uma iniquidade humana, ela pedirá a crucificação de Cristo, tal como os fariseus o fizeram. Cristianismo não é estratégia nem para crescimento de Igreja e nem para falsidade político-ideológica. Com John Stott (11), vejo a Missão Integral da Igreja Cristã como uma experiência de repensar a atitude de relação social da igreja com seu tempo, associando-se radicalmente ao Deus encarnado (Cristo Jesus) que nos abre o véu da ignorância e nos chama a dialogar e a cuidar de todos: bons e ruins, ricos e pobres, fortes e fracos.

Existe uma segunda razão por que as pessoas desenvolveram uma aversão pela idéia de conversão. Diz respeito à impressão de imperialismo arrogante que alguns evangelistas às vezes dão (12).

O que nos é proibido é toda retórica tendenciosa, toda manipulação deliberada de resultados, toda artificialidade, hipocrisia e representação, toda atitude de colocar-se em frente a um espelho com o objetivo de, conscientemente, planejar nossos gestos e caretas, toda autopropaganda e autoconfiança. De maneira mais positiva, devemos ser nós mesmos, ser naturais, desenvolver e exercitar os dons que Deus nos deu e, ao mesmo tempo, depositar nossa confiança não em nós mesmos, mas no Espírito, que concorda em operar por meio de nós (13).

Com Jürgen Moltmann, visualizo um imperativo à Igreja de Cristo de vivência pela integridade humana, onde esta comunidade humana de Cristo surja no mundo como antecipação do Reino de Deus (14). A luta pelo novo que vem de Deus é viver, sobretudo, uma fé pascoal (mas não Paschoal) em Cristo – Ele mesmo, filho de Deus, que foi preterido por uma população extasiada (talvez expressando sua opinião por meios de palmas efusivas) que gritou e apoiou veementemente pela libertação de Barrabás.

Considerações Finais

É difícil pedir para que a Igreja de Cristo jogue pedra caluniosa em nome de uma hipotética iniquidade. Nem a mulher adúltera, Estevão, os ladrões, os assassinos, eu mesmo, os homossexuais, os pobres, as crianças que morrem nos lixões de Curitiba (por causa do modelo monetário capitalista – a moeda que tem o rosto de César – que é a mesma que constrói grandes Igrejas Evangélicas), nem mesmo as crianças indígenas que morrem por problemas culturais, por doenças trazidas pelos comerciantes, por ladrões, por missionários bons e maus etc., devem ser objeto de julgamentos, mas de cuidado e amor. Quem deve ter direito à justiça? Quem deve ter direito à igualdade?

É tempo da Igreja de Cristo no Brasil descobrir que ela não vive mais em sociedades absolutistas. Se isso for verdade, o regime democrático que rege constitucionalmente o nosso país pede para que todos exerçam sua cidadania, conheçam a Constituição Federal e participem dos fóruns públicos visando a uma melhor regulamentação do direito público e do privado, sempre à luz da Declaração dos Direitos Humanos. Se alguém satanizar os Direitos Humanos, esse estará satanizando a garantia da liberdade religiosa dos batistas, presbiterianos, católicos, espíritas, negros, índios, brancos, pardos etc. Sem o direito do outro, não há o meu direito; sem o meu direito, não há o direito do outro. Se Deus não amar e cuidar do outro, por que ele haveria de amar e cuidar de mim? Se Deus cuida e ama a mim, por que ele não haveria de amar e cuidar de outros além de mim mesmo?

Referências Bibliográficas

BOFF, Leonardo. Paixão de Cristo, paixão de mundo: os fatos, as interpretações e o significado ontem e hoje. Petrópolis: Vozes, 2007, pp. 28-29.
CRÜSEMANN, Frank. “A Torah no pentateuco: desafio e qustionamento” in: A Torá. Teologia e história social da lei do Antigo Testamento. Petrópolis: Vozes, 2002, pp. 11-34.
CHRISTIN, Olivier. La paix de religion. L´autonomisation de La raison politique au XVI siècle. Paris: Seuil, 1997.
DOUGLAS, M. “A impureza ritual” in: Pureza e perigo. Lisboa: Edições 70, (s/d).
FERRY, Luc. Filosofia Política. El derecho: la nueva querella de los antiguos y los modernos. México: Fondo de cultura económica, 1991.
GRAY, John. Missa negra. Religião apocalíptica e o fim das utopias. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2008.
HABERMAS, Jürgen. “O direito como categoria da mediação social entre facticidade e validade” in: Direito e Democracia. Entre facticidade e validade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997.
MOLTMANN, Jürgen. Vida, esperança e justiça. Um testamento teológico para a América Latina. São Bernardo Campo: Editeo, 2008.
MOLTMANN, Jürgen. Teologia da Esperança. Estudos sobre os fundamentos e as conseqüências de uma escatologia cristã. São Paulo: Loyola, Teológia, 2005.
MOXNES, Halvor. “Regras de pureza e ordem social” in: A economia do Reino: conflito relações econômicas no Evangelho de Lucas. São Paulo: Paulus, 1995.
PIRAGINE, P. Crescimento integral da Igreja. Um crescimento em múltiplas direções. São Paulo: Vida, 2006.
RAWLS, John. O direito dos povos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
RAWLS, John. A Theory of Justice. Oxford: Oxford University Press, 1971
RAWLS, John. Political Liberalism. New York: Columbia University Press. 1993.
RAWLS, John. História da filosofia moral. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
STOTT, John. A missão integral da Igreja no mundo moderno. Viçosa: Ultimato, 2010.

Notas

(1) Lei 9.504/97 regulamentada pelo artigo 13 da Resolução 22.718/2008 do TSE.
(2) Sobre a relação entre o código de ética farisaico que anexa a pureza “étnica” à “ iniqüidade religiosa”, cf. MOXNES, Halvor. “Regras de pureza e ordem social” in: A economia do Reino: conflito relações econômicas no Evangelho de Lucas. São Paulo: Paulus, 1995, pp. 99-106. Sobre os problemas de interpretação surgidos a partir de relações teológicas não refletidas entre os códigos da Torah e o Novo Testamento cristão, cf. CRÜSEMANN, Frank. “A Torah no pentateuco: desafio e qustionamento” in: A Torá. Teologia e história social da lei do Antigo Testamento. Petrópolis: Vozes, 2002, pp. 11-34.
(3) CHRISTIN, Olivier. La paix de religion. L´autonomisation de La raison politique au XVI siècle. Paris: Seuil, 1997.
(4) Cf. HABERMAS, Jürgen. “O direito como categoria da mediação social entre facticidade e validade” in:Direito e Democracia. Entre facticidade e validade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997, pp. 17-63.
(5) RAWLS, John. O direito dos povos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
(6) GRAY, John. Missa negra. Religião apocalíptica e o fim das utopias. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2008.
(7) RAWLS, J. História da filosofia moral. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
(8) BOFF, Leonardo. Paixão de Cristo, paixão de mundo: os fatos, as interpretações e o significado ontem e hoje. Petrópolis: Vozes, 2007, pp. 28-29.
(9) A antropóloga inglesa Mary Douglas afirma que as religiões étnicas aprofundam sua demonologia do outro a partir de uma cosmovisão que substancializa o cumprimento das éticas nacionais e a rejeição das outras formas de vida como a única forma de garantir a estabilidade sócio-econômica. Para mais, cf. DOUGLAS, M. “A impureza ritual” in: Pureza e perigo. Lisboa: Edições 70, (s/d), pp. 19-42.
(10) Com a obra Crescimento integral da Igreja. Um crescimento em múltiplas direções (São Paulo: Vida, 2006), Piragine não percebe que o paradigma da Missão Integral foge à lógica estratégica da correlação marketeira entre “crescimento” e “evangelização”.
(11) STOTT, John. A missão integral da Igreja no mundo moderno. Viçosa: Ultimato, 2010.
(12) Idem, ibdem, p. 132.
(13) Idem, p. 154.
(14) MOLTMANN, Jürgen. Vida, esperança e justiça. Um testamento teológico para a América Latina. São Bernardo Campo: Editeo, 2008.Fonte: Novos Diálogos

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sábado, 18 de setembro de 2010

A fúria dos batistas “ofendidos” - Por Julio Severo

Batistas marxistas manifestam-se contra vídeo do Pr. Paschoal Piragine Jr

“Ofendido” é a palavra que descreve melhor a reação do deputado federal Gilmar Machado ao vídeo do Pr. Paschoal Piragine Jr da Primeira Igreja Batista de Curitiba.

O “ofendido” diz: “Há alguns dias vem sendo veiculado na internet vídeo que orienta os cristãos a não votarem em nenhum dos candidatos filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT), do qual faço parte. Sou membro da lgreja Batista Central de Uberlândia há 34 anos, e busco manter meu testemunho e minha conduta coerente com os ensinamentos de Cristo. Sendo assim, considero-me vitima de injustiça de uma orientação contra todos os candidatos do PT”.

No entanto, o vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI) do pastor de Curitiba, que já passou a marca incrível de 1 milhão e meio de visitações, não atacou os ensinamentos de Cristo. As palavras do Pr. Paschoal Piragine trataram somente das ameaças de vários projetos contra a família no Congresso Nacional. Por pura coincidência, a maioria desses projetos é do PT. Igualmente por pura coincidência, as decisões do governo Lula durante oito anos arrastaram o Brasil implacavelmente para um obsessivo direcionamento contra a família. (Confira este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=4cJZZzWysN4)

O “ofendido” ficou ofendido somente porque, sendo líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, ele achou que Piragine errou ao dizer que o PT é pró-aborto. Machado diz: “Não é verdade que o PT possui uma orientação pela descriminalização do aborto. Em seu IV Congresso, o PT modificou a resolução que fala de aborto e estabeleceu para o atual programa de governo da Dilma o seguinte texto: ‘Promover a saúde da mulher, os direitos sexuais e direitos reprodutivos’”.



A Federação Internacional de Planejamento Familiar, a maior organização de aborto do mundo que possui clínicas de aborto em vários países, nunca diz que promove o aborto. Diz somente que ‘promove a saúde da mulher, os direitos sexuais e direitos reprodutivos’. A linguagem dissimuladora do aborto é hoje a linguagem de “direitos sexuais” e “direitos reprodutivos”. Mas, sendo líder do governo Lula, o ofendido Machado nega com insistência que o PT tenha essa dissimulação, concluindo seu comunicado: “O conteúdo apresentado no vídeo [do Pr. Piragine] não corresponde, portanto, com a realidade do que está sendo defendido pelo PT. Podemos pegar os posicionamentos do PT, comparar com o conteúdo do vídeo e observaremos que não existe veracidade”.

Seguindo essa linha esquizofrênica, os nazistas e comunistas também poderiam alegar que dizer que nazismo e comunismo geram genocídio e crimes “não corresponde com a realidade”.

Contudo, outros batistas ofendidos também apareceram no cenário, igualmente revoltados porque uma suposta “honra” do PT foi atacada.

Uma tal de Aliança de Batistas do Brasil (ABB), em manifesto público, afirmou sua “repulsa a toda estratégia político-religiosa de ‘demonização do Partido dos Trabalhadores do Brasil’”. O documento enfatiza: “A Aliança de Batistas do Brasil sente-se na obrigação de contradizer o discurso que atribui ao PT a emergente ‘legalização da iniquidade’… Enfim, a Aliança de Batistas do Brasil vem a público levantar o seu protesto contra o processo apelatório e discriminador que nos últimos dias tem associado o Partido dos Trabalhadores às forças da iniquidade”.

O bom é que essa ABB é um agrupamento insignificante. Mas não nos esqueçamos de que o governo Lula já teve batistas poderosos do seu lado, inclusive o falecido Pr. Nilson Fanini.

Outro batista ofendido foi o Geter Borges de Souza, que disse numa carta ao Pr. Piragine: “Sou membro da Segunda Igreja Batista do Plano Piloto, trabalho na Câmara dos Deputados a sete anos e tenho acompanhado o PT, o governo federal e os projetos relacionados com as questões ligadas a sexualidade. Tivemos acesso ao vídeo onde o senhor se pronuncia contra o PT e diante dele gostaria de fazer alguns questionamentos. Dizer que o conteúdo apresentado no vídeo é o que está sendo defendido pelo PT não corresponde com a realidade. Podemos pegar os posicionamentos do PT e comparar com o conteúdo do vídeo e observaremos que não existe veracidade”.

Conheço o Geter pessoalmente. Ele sempre trabalhou atrelado aos deputados evangélicos do PT, e já ocupou o cargo de secretário geral do Movimento Evangélico Progressista (MEP), a maior organização evangélica marxista do Brasil, que desempenhou papel fundamental no esforço para levar as igrejas para elegerem Lula em 2002. Hoje, Geter trabalha na entidade marxista “Evangélicos Pela Justiça” (EPJ), que vê Cuba como referência de desenvolvimento “educacional”.

Um genuíno seguidor de Jesus só veria doutrinação e lavagem cerebral no sistema educacional de Cuba, mas o EPJ, seguindo a linha do MEP (fundado pelo Bispo Robinson Cavalcanti e uma das colunas da revista Ultimato), presta culto ao marxismo.

A “justiça” que Geter Borges, Gilmar Machado e a Aliança de Batistas do Brasil pregam e promovem é amiga do marxismo e, quer eles gostem ou não, é amiga das iniquidades que o marxismo sempre acaba acarretando como enchente.

O Pr. Piragine errou ao citar o nome de um dos partidos que mais promove iniquidades no Brasil? Não. A Palavra de Deus deixa bem claro que a função do sacerdote é ensinar as pessoas a diferença entre o certo e o errado, o santo e o profano e o puro e o impuro. Essa diferenciação deve ser ensinada em todas as áreas, inclusive política.

Desempenhando sua função sacerdotal, Piragine apenas ensinou o povo sobre o certo e o errado. Geter Borges, Gilmar Machado e a Aliança de Batistas do Brasil têm todo o direito de escolher o errado e até de ficarem ofendidos quando seu erro é exposto. Mas não têm direito de chamar de “certo” o que está patentemente errado.

Eles não têm direito de dizerem que estão sendo “injustiçados” quando o PT é exposto em suas iniquidades, pois o PT é o partido que mais impõe o marxismo e suas injustiças no povo brasileiro, transformando o crime do aborto propositado em “questão de saúde pública”, a adoção de crianças inocentes por duplas de pervertidos homossexuais em “questão de direitos civis” e sempre dando nomes elegantes e enganadores para todos os tipos de iniquidade. Quem poderia negar que esses fatos não correspondem à realidade do PT, PV, PSDB e outros partidos e políticos marxistas?

Eu me sinto injustiçado de ver partidos e políticos que defendem o aborto e o homossexualismo desconversando no momento eleitoral unicamente para enganar o povo.

Neste momento, em que milhões de eleitores gostariam de ter um só candidato contra o aborto e união civil homossexual, tudo o que encontram são candidatos hipócritas e mentirosos. Isso não é uma injustiça contra o povo brasileiro?

Geter Borges, PT, Aliança de Batistas do Brasil, Gilmar Machado e Lula mentem descaradamente, porque estão possessos do espírito da nossa geração. É um espírito que doutrina a população a aceitar e adorar o governo no papel central de Deus como supremo provedor de todas as necessidades fundamentais na vida das pessoas.
Esse é o espírito do marxismo e seus variados rótulos, o qual move partidos e políticos com discursos populistas, mas com ações contra Deus e a família.

Esse é o espírito do Anticristo.

Um testemunho e conduta cristã coerente com os ensinamentos de Cristo não busca o governo marxista e suas “justiças”, mas o Reino de Deus (Governo de Deus) e sua Justiça.

Um testemunho e conduta cristã coerente com os ensinamentos de Cristo não coopera para a manifestação do governo do Anticristo, mas para a expansão do Reino de Deus (Governo de Deus) e Sua Justiça em todas as esferas, inclusive políticas.

Para não se sentirem ofendidos, os batistas ofendidos têm uma boa escolha: Buscar o Reino de Deus e Sua Justiça. Sem isso, eles ficarão ofendidos toda vez que a iniquidade institucional e ideológica for denunciada.Fonte: www.juliosevero.com

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Espiritualidade e Consciência Política - Por Robinson Cavalcanti

1. O século XX nos legou duas concepções inadequadas sobre o ser humano. A primeira foi o totalitarismo: nela não há um valor do ser em si, mas a individualidade é dissolvida no todo abrangente e asfixiante. O todo do Estado, dominado pelo aparelho burocrático do partido único, sem limites, e que tudo pode, eliminando-se, radicalmente, quaisquer diferenças entre a esfera pública e a esfera privada, com a inexistência dos direitos civis e das liberdades públicas. A complexidade humana sucumbia ao devaneio de uma “idade de ouro” ao final do processo. O ser no totalitarismo é um não ser. Uma segunda foi a do individualismo, com uma ideologia de um conceito do ser como indivíduo. O individualismo, com um ser ensimesmado, egocentrado, nos reconduz a um estado de natureza marcado por um “darwinismo social”, pela sobrevivência do mais forte, do mais apto. Individualismo que aliena da natureza, do próximo e de si mesmo, e que conduz ao hedonismo consumista e imediatista, com os outros seres vistos como objetos.

2. O Totalitarismo e o Individualismo não são apenas concepções inadequadas e antiéticas, mas têm como pano de fundo a Modernidade, com uma antropologia otimista, crente no mito da bondade natural dos seres, na negação das ambiguidades, onde o negativo está fora de nós, no outro ou no sistema, no mito do progresso, onde o “homem bom” atingiria uma “terra sem males”, no mito da Razão ou da Ciência, como recursos ilimitados para esse fim, crente nesse “fim da História”, que é o mito das Utopias Globais. O fim da Modernidade tem passado pelo descrédito desses quatro mitos.

3. O ocaso da Modernidade não nos tem livrado da tentação totalitária, inclusive o totalitarismo do individualismo. Esse ocaso trouxe um cansaço do ser, que não encontra respostas nem dentro de si, nem fora de si. Se redescobre, dolorosamente, as limitações, as ambiguidades e a maldade, enquanto buscamos para a vida um significado e um propósito existencial. Uma questão adicional ao Totalitarismo e ao Individualismo é o materialismo. Como humanos somos seres materiais, pois não somos imateriais ou metafísicos, mas a materialidade não esgota a natureza do ser. As diversas expressões de materialismo são simplistas e reducionistas. Os humanismos antropocêntricos não conseguem escapar das amarras limitadoras do materialismo, e esses não respondem às perguntas básicas do ser sobre o ser, nem produzem as condições subjetivas ou objetivas para o que denominamos comumente como “felicidade”.

4. Do século passado não recebemos apenas os legados inadequados do Totalitarismo e do Individualismo. Os humanismos não-antropocêntricos, mas teocêntricos, não materialistas, mas espiritualistas – particularmente na tradição judaico-cristã – procuraram construir uma alternativa para descrever o ser, nem como peça, nem como átomo, mas como pessoa. O conceito de pessoa assume a complexidade do ser, sua multidimensionalidade, suas relações, seus valores. Um ser que é, ontologicamente, igual a todos os seres, mas que é, ao mesmo tempo, cada um, singular, único. A pessoa é alguém que tem consciência do ser em si, mas também do ser para o outro, da sua humanidade, da sua singularidade, das suas potencialidades e possibilidades, das suas limitações, dos seus direitos e deveres, da sua ambiguidade moral, com sua tensão entre o bem e o mal, entre o desejo e a realização, a construção e a destruição, os sentimentos altruístas e solidários e os sentimentos egoístas e destrutivos. A pessoa se percebe como parte e co-responsável pela natureza, pelo todo da criação, e pela necessidade da vida em sociedade, pelo eu-tu: com a Divindade, o outro e o todo, e pelo eu-eu do autoconhecimento sincero e realista.
5. Corpo, mente, alma, sentimentos, relacionamentos, valores, humanidade, uma imanência iluminada pela transcendência, uma vida iluminada pela consciência da morte e esperança da eternidade. Essa herança de correntes filosóficas como o Personalismo, o Solidarismo, do Humanismo Integral, e de correntes psicoterapêuticas como a Terapia Centrada na Pessoa. Pessoa que procura se autoconhecer e conhecer o outro, que alimenta aspirações, sonhos, projetos, que afirma convicções, que se realiza e valoriza as instâncias sociais intermediárias entre ele e o Estado: a família, a vizinhança, a comunidade, o círculo de amigos, o trabalho, o lazer, as instituições religiosas, os movimentos sociais, na diversidade de papéis e na riqueza de relacionamentos. A pessoa se constrói como ser solidário, que sonha com uma sociedade solidária.

6. A complexa e concreta humanidade, portanto, não se move sem uma espiritualidade. Estética e Ética estão além da materialidade. A beleza, os sentimentos, os valores e a fé integram a rica dimensão do espiritual que necessitamos cultivar para sermos mais plenos e mais humanos. O ser humano, transformado pela sociedade urbano-industrial, em um mero homo faber, destinado ao trabalho, ao ganho e ao gasto, percebe o vazio, a alienação de sua condição humana. Redescobre, então, o valor do lazer, o homo ludens, a realização do não-fazer, do apenas ser, percebendo que na narrativa da Criação, Deus, no sétimo dia, “descansou”. Redescoberta do valor do repouso, do silêncio, da meditação, da contemplação, do prazer (inclusive erótico), do olhar estético e nada mais. Redescobre o prazer de pensar em si, a vida, a criação, o outro, a alegria, o amor, o voltar-se para a transcendência, a imaterialidade, a divindade. A pessoa se realiza terapeuticamente. Viver a pessoa como um processo permanente de cura, e como instrumento de cura para o todo da Criação, da qual ele faz parte e a qual ele é responsável.

7. O homo ludens descobre a arte de amar nas ações comunitárias, na alteridade da presença confortadora e apoiadora junto aos que sofrem, nos atos coletivos que almejam a superação de privações e a promoção do bem-comum, no exercício responsável da cidadania, nos órgãos de classe, nos clubes de serviço, nos partidos políticos, crendo na possibilidade de reconstruir o mundo, crescendo a nossa humanidade no crescimento da consciência e na vivência de valores. O mundo do trabalho não deveria ser condicionado pelo mundo do não-trabalho, onde construímos o nosso ser, e emprestamos sentido ao conjunto da existência, inclusive ao mundo do trabalho? A esse projeto de vida abrangente poderíamos denominar de Espiritualidade, e a necessidade de uma Espiritualidade é algo inato ao ser, à condição humana, e nos mutilamos e nos frustramos quando não a exercitamos. Espiritualidade que inclui riso e choro, dor e prazer, vida e morte, limites e superação de limites.

8. A concretude da vida humana complexa é iluminada a partir de uma teleologia, das descobertas de um sentido último, profundo, abrangente, que vai além do material, da rotina, do aqui e do agora que nos aprisionam; que vai além do ter, conhecendo o ser e o seu sentido último. A crise do materialismo foi a crise de um vazio, de uma parcialização, de uma mutilação, de uma incompletude. O lugar do sagrado não é um dado meramente cultural, mas uma necessidade existencial. Por isso os analistas falam hoje de um “reencantamento do mundo”, em uma “volta do sagrado e ao sagrado”. Como profissionais somos antes de tudo seres humanos, fazemos parte de uma humanidade comum. As questões humanas, que pretendemos equacionar e intervir, estabelecer uma interface, são, antes de mais nada, questões humanas. A crise de transição para a pós-modernidade é formada de incertezas e de oportunidades. Nesse momento, o mais prático é uma boa teoria, e o mais concreto é uma Espiritualidade, como algo fundamental para a sanidade. Transcender é preciso.

9. Como pessoas, somos seres em permanente construção. Poderíamos a isso denominar de “espiritualidade como processo”. Crescemos em nossa dimensão cognitiva, na “renovação do nosso entendimento”. Somos peregrinos que necessitam de olhares retrospectivos, introspectivos, circundantes, prospectivos e transcendentes. Isso nos permite uma transformação interior profunda, de dentro e do alto, que denominamos de metanóia, ou conversão, e nos permite sempre um recomeço, Peregrinação que é mistério e aventura, vocação e missão. Os novos tempos, a chamada “pós-modernidade” está chegando de forma confusa, desordenada, contraditória, gerando perplexidade, temor, insegurança. A esses tempos – e a todos os tempos – propomos uma Espiritualidade Integral, que inclui uma prática de Adoração, sem cair no risco do misticismo alienante, uma prática de Reflexão, sem cair no risco da aridez do academicismo, e uma prática de Ação, sem cair no risco do mero ativismo. Conhecer – Discernir – Interceder – Intervir, integram essa Espiritualidade Integral.

10. Essa Espiritualidade Integral nos conduz a intervir na História, e intervir com valores. A Declaração de Jararabacoa, sobre Os Cristãos e a Ação Política, da Fraternidade Teológica Latinoamericana (FTL), nos chama a atenção como princípios fundamentais: o valor da pessoa humana, da verdade, da liberdade, da justiça, da paz, da solidariedade, da democracia, em seus aspectos políticos, econômicos e sociais. E afirma: “É possível, pois, considerar como natural que os homens que habitam um mesmo território possam soberanamente decidir sobre os assuntos que lhes cabem. Desse modo, todos os cidadãos tomam parte do Estado, com consequentes deveres e direitos. O governo é o conjunto das instituições que tornam possível a administração do Estado, exercendo um poder que lhe é delegado pelos cidadãos”.

11. A mesma Declaração relaciona esses princípios com bases teológicas:

a. A ordem política foi provida por Deus como um meio de ordenamento da vida em sociedade, de tal modo que cada membro desta se realize plenamente em relação com Deus, com a criação, com seus semelhantes e consigo mesmo;

b. A autoridade política foi ordenada por Deus como meio de se preservar a vida em sociedade, mitigando os efeitos do egoísmo e pondo limites à violência social;

c. O Estado guarda relação com o propósito de redenção de Deus, já que tem a tarefa de criar um ambiente de tranquilidade e paz que torne possível a proclamação do Evangelho em palavra e ação;

d. Por sua vez, a expectativa escatológica da Igreja, torna relativo todo sistema econômico e toda forma de governo, pois qualquer sociedade, por muito que supere a que a precedeu, não é a pátria definitiva que os cristãos almejam,é apenas uma pátria temporal, que, no entanto, vem em plenitude com o Reino de Deus.

A Declaração prevê ações dos cristãos como indivíduos, das instituições eclesiásticas locais e nacionais, e de movimento e organizações civis inspiradas pelos valores cristãos, a afirma: “Como discípulos de Cristo, sentimos seu mandato de “ir por todo o mundo e fazer discípulos” contém, além da proclamação e como parte dela, o cumprimento de uma missão de encarnação e serviço. Nosso lugar é no mundo, onde devemos atuar como sal e luz”.

12. As pessoas são chamadas a viver a sua espiritualidade, como agentes de transformação histórica no tempo e no espaço, ou seja, em uma conjuntura. Com o término da Guerra Fria, a conjuntura internacional se assemelha àquela do término das Guerras Púnicas (Roma vs. Cartago), com uma (Des)Ordem Monopolar, em termos geopolíticos e militares, e oligopolar, em termos econômicos. Um determinismo (o Comunismo) foi derrotado por outro determinismo (o “fim da História” Liberal-Capitalista), quando “ideias únicas” tentam aprisionar os seres em uma História fechada. A re-abertura da História, a devolução do direito à esperança, à criatividade, à diferença e aos sonhos é tarefa prioritária para uma Espiritualidade Integral.

13. Há antigos e novos desafios mundiais des-humanizantes para as pessoas como cidadãos, e para os Estados como coletividades:

a) a multiplicidade de conflitos armados inter e intra-nacionais, os refugiados, a fome, as doenças, em um mundo onde as mercadorias e o capital podem circular; as pessoas não.

b) o recrudescimento do extremismo religioso ameaçam a paz entre as nações e as liberdades públicas dentro das nações.

c) o Secularismo é a ideologia crescente no espaço euro-ocidental, oculto sobre o manto do Laicismo, expulsando as expressões religiosas da esfera pública, reduzindo-as a irrelevância das subjetividades ou ao espaço privado dos templos e dos lares.

d) O Hedonismo (“comamos e bebamos que amanhã morreremos”), individualista e não solidário, como materialismo prático, consumista, imediatista e usufruidor dos prazeres, é a filosofia hegemônica no Ocidente.

e) O Eco-Sistema que vem sendo degradado, ameaçando a terra como lar-comum da humanidade.

14. Ao nível da Pátria terrena, herdamos um país marcado pela exclusão, pelas desigualdades sociais e regionais, pelos privilégios, pela falta de ética, transparência e prestação de contas, em um longo processo cívico de superar os Donos do Poder por um Poder de Todos. Distorções em nosso sistema normativo ainda impedem a consolidação de uma democracia política, econômica e social, que é um alvo a ser perseguido pelos cidadãos responsáveis.

15. O Estado (ente jurídico e político) não existe dissociado da Sociedade (ente sociológico) que o compõe, com suas instituições, movimentos e relacionamentos. O ato jurídico não pode ser estanque ao fato social, e ambos, Estado e Sociedade não estão dissociados da Cultura (ente antropológico) e suas marcas caracterizadores da Nação e da Pátria, seus costumes e seus valores, inclusive aqueles historicamente relacionados à variável religiosa, portadora, essa, tantas vezes, de uma Ética de Revelação. É aqui que fazemos uma diferenciação entre o Laicismo, como separação formal entre Estado e Igreja, mas não como separação material entre Estado, Sociedade e Cultura, onde nos movemos, significativamente, como seres no mundo.

16. Sabemos que, ser político não é uma opção, é uma condição humana dos seres em sociedade, conscientes ou não, responsáveis ou não, na diversidade dos seus talentos, dons e vocações, possibilidades e oportunidades. Sua vivência é cotidiana, e não se resume à instituição partidária ou aos episódios eleitorais, a despeito da grande importância desses. Não se pode reclamar dos maus candidatos quando os bons não se candidatam, nem dos resultados dos pleitos diante da omissão ou da irresponsabilidade dos bons. Nesses momentos, a Nação pode crescer, quando as pessoas, em sua maturidade, em sua espiritualidade engajada, são capazes de crescer com ela. Não temos outra base senão seguir o conselho dos antigos místicos da Igreja: Ora et Labora!

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sábado, 11 de setembro de 2010

Alerta pastor Silas Malafaia sobre as eleições 2010



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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CNBB Sul faz apelo e recomenda para que os brasileiros não votem no PT

Em nota, Regional Sul 1 pede divulgação do texto "Apelo a todos os Brasileiros e Brasileiras"

NOTA DA COMISSÃO EPISCOPAL REPRESENTATIVA DO CONSELHO EPISCOPAL REGIONAL SUL 1 – CNBB

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico “http://www.cnbbsul1.org.br/”.

São Paulo, 26 de Agosto de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,


- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB - Publicado em 27/08/2010 09:56 - Disponível em http://www.cnbbsul1.org.br/index.php?link=news/read.php&id=5742

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O que a igreja precisa saber - parte 1

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O que a igreja precisa saber - parte 2

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Posicionamento do Pastor Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010.

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Servidora citada em quebra de sigilo é filiada ao PMDB, diz TRE

Ana Maria Cano é filiada ao PMDB desde 1981, segundo o tribunal. Servidora é uma das quatro ouvidas pela Corregedoria por acesso a dados.

A assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou na manhã desta terça-feira (7) que Ana Maria Rodrigues Caroto Cano, servidora da Receita Federal citada no inquérito que apura o envolvimento de funcionários do órgão na quebra de sigilos fiscais, é filiada ao PMDB paulista desde setembro de 1981.

Ana Marina trabalha no escritório da Receita Federal em Mauá e é subordinada a Antônia Aparecida dos Santos, cuja senha foi utilizada para acessar dados sigilosos de Eduardo Jorge, vice-presidente executivo do PSDB, e outras pessoas ligadas a Serra.

O G1 tentou contato com o diretório estadual do PMDB, mas não obteve retorno. Jorge Caruso, vice-presidente do partido, não confirmou a informação da filiação e disse que a informação só poderá ser confirmada na quarta-feira (8).

A reportagem também tentou contato com Ana Maria Cano através do seu número de telefone residencial, mas não obteve retorno. Nos depoimentos à Corregedoria, todos os funcionários negaram irregularidades.

Depoimentos e senha

De acordo com a investigação da Corregedoria Geral da Receita, pelo menos quatro funcionários, teriam acesso à senha utilizada para acessar os dados sigilosos. A servidora Adeildda Ferreira Leão dos Santos, subordinada a Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, então gerente da unidade do ABC Paulista, disse que Ana Maria foi uma das servidoras com acesso à senha.

Segundo depoimento de Adeildda, além dela, outros dois servidores da unidade fiscal de Mauá teriam acesso à senha da chefe: a servidora Ana Maria, que trabalhava no protocolo e arquivo da repartição, e o então chefe substituto da unidade Sérgio Antônio Rodrigues Júnior.

Segundo a investigação da Receita, foi a partir do computador de Adeildda que, no dia 8 de outubro de 2009, em um intervalo de 15 minutos, a partir de 12h31, todo os dados das declarações do imposto de renda de Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado foram acessadas. Fonte: G1/Globo.com

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Ex-governador Roberto Requião se envolve em nova confusão contra antigos aliados

Candidato ao senado teria sido agredido com dois tapas no rosto por João Lopes dos Santos, diretor empresarial do Porto de Paranaguá

Pela segunda vez em menos de três meses, o ex-governador Roberto Requião (PMDB) se envolveu em divergências político-partidárias que acabaram em agressões contra ele. Nesta segunda-feira (6), em Matinhos, no litoral do estado, o candidato ao senado teria sido atingido por dois tapas no rosto desferidos pelo diretor empresarial do Porto de Paranaguá, João Lopes dos Santos, conhecido como João Feio.

Santos, que também era amigo de Requião – a exemplo do atual governador Orlando Pessuti (PMDB) -, não gostou que o ex-governador tenha dito em alto e bom som que Pessuti iria para a cadeia “por ser ladrão”. Após retrucar que as acusações diziam respeito à família do ex-governador, Santos, que trabalha com Pessuti há quase 30 anos, partiu para cima de Requião e acabou contido pelos presentes.

Pelo Twitter, o ex-governador negou que tenha sido agredido. “Mesmo provocado não agredirei ninguém. Quero surrar os corruptos na eleição”. “Entrei na política para defender o povo e não para ficar surrando bêbados e desclassificados”, disse Requião.

Pessuti lamentou a confusão. “Eu e o Requião estamos juntos há 27 anos. Lamento as afirmações dele. Tenho plena convicção de que não sou corrupto nem ladrão. Sempre pautei meu governo pela retidão e obediência às leis”, disse Pessuti. “Eu nunca tinha sido motivo de briga nem entre as meninas quando estava no colégio e agora aos 57 anos fio motivo de discussão entre duas pessoas que já foram grandes amigos”, complementou, em entrevista à Banda B.

Em julho, quando chegava a Campo Mourão para as comemorações da Festa do Carneiro no Buraco, o candidato ao senado se desentendeu com o ex-aliado e presidente do PPS no Paraná, Rubens Bueno. Após de dar algumas declarações polêmicas pouco depois do desembarque, Requião foi atingido por um tapa no rosto. Na época, Requião também negou ter sido alvo de tal agressão. Fonte: Gazeta do Povo

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Marina dá aula a 'aprendizes' no AC sobre como pedir voto

Em três dias de campanha intensa no Acre, a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, passou mais tempo pedindo votos aos aliados do que para si. Com mais de 30 anos de vida política e militante recente de um partido pequeno e sem recursos, Marina usou sua experiência e traquejo diante das câmeras para ensinar os 'candidatos de primeira viagem' a pedir votos. A candidata aproveitou sua passagem por Rio Branco para gravar mensagens de TV personalizadas para cada um dos 12 candidatos a deputado estadual e federal do PV. Até o petista Jorge Viana, candidato ao Senado e amigo de Marina, e o segundo candidato da coligação Frente Popular ao Senado, Edvaldo Magalhães (PCdoB), terão a candidata verde em seu programa eleitoral.

Em pouco mais de uma hora e meia de gravação, Marina mostrou destreza, paciência e domínio da linguagem televisiva. Deu dicas, montou textos de improviso com poucas informações pessoais sobre cada candidato e até tranquilizava os iniciantes quando demonstravam nervosismo ou inabilidade. 'Calma, é assim mesmo', dizia ao candidato que errava. E dava deixas: 'Eu vou fazer de novo para você encaixar comigo.'

Com a experiência de professora, Marina posicionava o novato diante das câmeras, dava dicas de postura e sugeria frases para cada um. 'Não deixa a mão parada assim', corrigia.

Como cada candidato tinha só 15 segundos para convencer o eleitor, Marina sintetizava a trajetória do postulante: 'Jeferson, deputado estadual, comprometido com saúde de qualidade para todas as comunidades.' Após a fala de Marina, o candidato só se dava ao trabalho de repetir o nome e o número.

O aprendizado de teatro na juventude e as várias eleições a que já concorreu deram à candidata uma boa noção de direção de cena. Ela demonstrou saber para onde olhar, o que dizer, quando respirar e onde deixar espaço entre as frases para facilitar a edição. 'Você tem dois momentos: um para a câmera e outro para mim', explicava.

Com poucas intervenções, cabia apenas ao diretor dizer se estava bom ou se era preciso repetir. 'Essas listras da Shirlei não vão atrapalhar?', perguntou, ao se referir à roupa da candidata, cuja cor se fundia com o cenário. Aliás, o figurino também era uma das preocupações de Marina. A candidata levou vários modelos de terninho e, sem que ninguém sugerisse a troca de roupa, Marina ia direto para o fundo do estúdio e trocava a peça principal com a velocidade de uma atriz em cena.

Habituada à rotina de gravações e aos poucos recursos para produzir seus programas, Marina finalizava desejando sorte aos novatos e partia para o próximo da fila. 'Acabou, querem gravar agora?', disse, em tom de brincadeira para as últimas pessoas no estúdio - duas jornalistas que acompanharam a visita da candidata ao Acre. Fonte: O Estadão

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Muçulmanos fazem campanha contra intolerância nos EUA

A maior organização islâmica de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos lançou hoje uma campanha com muçulmanos que participaram dos trabalhos de resgate do 11 de Setembro e que está decidida a combater o que considera um crescente sentimento anti-islâmico no país. Fonte: Efe via UOL Notícias

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Arqueólogos acham pinturas mais antigas dos apóstolos de Jesus

Imagens foram encontradas em um ramal das catacumbas de Santa Tecla. Afrescos eram conhecidos, mas seus detalhes vieram à tona recentemente.

Arqueólogos e restauradores de arte usando nova tecnologia a laser descobriram o que acreditam ser as pinturas mais antigas dos rostos dos apóstolos de Jesus Cristo.

As imagens encontradas em um ramal das catacumbas de Santa Tecla, perto da Basílica de São Pedro, do lado de fora das muralhas da Roma antiga, foram pintadas no fim do século 4 ou início do século 5.

Arqueólogos acreditam que essas imagens podem estar entre as que mais influenciaram os retratos feitos por artistas posteriores dos mais importantes entre os primeiros seguidores de Cristo.

“São as primeiras imagens que conhecemos dos rostos desses apóstolos”, disse o professor Fabrizio Bisconti, diretor de arqueologia das catacumbas de Roma, que pertencem ao Vaticano e são administradas por ele.

Os afrescos eram conhecidos, mas seus detalhes vieram à tona durante um projeto de restauração iniciado dois anos atrás e cujos resultados foram anunciados nesta terça-feira (22) em coletiva de imprensa.

Os ícones de rosto inteiro incluem as faces de São Pedro, Santo André e São João, que fizeram parte dos 12 apóstolos originais de Jesus, e São Paulo, que se tornou apóstolo após a morte de Cristo.

As pinturas possuem as mesmas características de imagens posteriores, como a testa enrugada e alongada, a cabeça calva e a barbicha pontuda de São Paulo, o que indica que podem ter sido as imagens nas quais os retratos posteriores se basearam.

Os quatro círculos, com cerca de 50 centímetros de diâmetro, estão no teto do local do sepultamento subterrâneo de uma mulher nobre que se acredita que tenha se convertido ao cristianismo no fim do mesmo século em que o imperador Constantino legalizou a religião.

Bisconti explicou que as pinturas mais antigas dos apóstolos os mostram em grupo, com rostos menores cujos detalhes são difíceis de distinguir.

“Trata-se de uma descoberta muito importante na história das comunidades cristãs primitivas de Roma”, disse Bisconti.

Os afrescos dentro do túmulo, medindo cerca de 2 metros por 2 metros, estavam recobertos de uma pátina espessa de carbonato de cálcio pulverizado, provocada pela umidade extrema e a ausência de circulação de ar.

“Fizemos análises extensas e demoradas antes de decidir qual técnica empregar”, disse Barbara Mazzei, que chefiou o projeto. Ela explicou como usou um laser como “bisturi ótico” para fazer o carbonato de cálcio cair sem prejudicar a tinta.

“O laser criou uma espécie de miniexplosão de vapor quando interagiu com o carbonato de cálcio, levando este a se destacar da superfície.”

O resultado foi a clareza espantosa das imagens, antes opacas e sem nitidez.

As rugas na testa de São Paulo, por exemplo, estão nítidas, e a brancura da barba de São Pedro ressurgiu.

“Foi uma descoberta de forte impacto emocional”, disse Mazzei.

Outras cenas da Bíblia, como a de Jesus convocando Lázaro a levantar-se dos mortos ou Abraão preparando-se para sacrificar seu filho, Isaac, também ficaram muito mais claras e nítidas.

“No que diz respeito a pinturas no interior de catacumbas, estamos acostumados a ver pinturas muito pálidas, geralmente brancas, com poucas cores. No caso das catacumbas de Santa Tecla, a grande surpresa foram as cores extraordinárias. Quanto mais avançamos, mais surpresas encontramos”, disse Mazzei.

Situado num labirinto de catacumbas sob um prédio moderno, o túmulo ainda não está aberto ao público devido às obras que continuam, à dificuldade de acesso e ao espaço limitado. Bisconti disse que as novas descobertas serão abertas apenas à visitação de especialistas, por enquanto.Fonte: G1

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Arqueólogos descobrem templo filisteu na cidade natal de Golias

Arqueólogos em Israel, recentemente, descobriram um templo filisteu no local onde teria sido a cidade natal do gigante guerreiro Golias.

As ruínas do templo estão localizados na antiga cidade de Gate e remonta ao século 10 a.C., de acordo com o Prof. Aren Maeir do Departamento Martin de Estudos e Arqueologia das Terras de Israel da Universidade Bar Illan. O templo descoberto tem uma imagem arquitetônica semelhante ao descrito na história bíblica de Sansão, que derrubou o templo do filisteu Dagon sobre si mesmo.

“Nós não estamos dizendo que este é o mesmo templo onde a história de Sansão ocorreu ou mesmo que a história não ocorreu,” disse Maeir, que dirigiu a escavação no local durante os últimos 13 anos, ao The Jerusalem Post, na semana passada. “Mas isso nos dá uma boa idéia de que a imagem de qualquer um que tenha escrito a história, teria sido de um templo filisteu.”

Este é o primeiro templo filisteu encontrado em Gate.

Além da descoberta do templo, a equipe também encontrou provas de um grande terremoto do século 8 a.C. que poderia ser o terremoto mencionado nos livros de Isaías e Amós.

“Se os sismólogos estão certos, um terremoto de 8 graus na escala Richter teria nivelado uma grande cidade,” disse Maeir. “A intensidade da energia necessária para mover as paredes parecem ter sido de algo muito poderoso.”

“O que temos aqui é uma prova muito forte de um terremoto dramático, um acontecimento natural, que deixou uma impressão muito significativa sobre os profetas bíblicos do tempo.”

Maeir e sua equipe internacional descobriram no templo na antiga ruína, montagens de Tel Tzafit National Park, na planície costeira do sul.Fonte:Christian Post via O Verbo, por Ethan Cole

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bispo Edir Macedo assume publicamente preferência pelo aborto - Por Reinaldo Azevedo

Vocês sabem que os petistas, liderados pelo camarada Franklin Martins — aquele que ri quando aborda a execução de um inocente seqüestrado — querem acabar com o que chamam poder da imprensa tradicional. O PT gosta de poderes não-tradicionais, como o de Edir Macedo, por exemplo, o auto-intitulado “bispo” da igreja que ele próprio criou, a Universal do Reino de Deus. Macedo também é o dono da Rede Record, que o PT considera exemplo de bom jornalismo.

A frase é minha: “O PT é a Igreja Universal da política, e a Igreja Universal é o PT da religião”. Esses dois “entes” têm uma maneira muito parecida de conquistar os seus “fiéis”, além da identidade de pontos de vista. O que vocês verão abaixo é absolutamente chocante, mas poderia servir de norte moral para as “feministas” do PT, que defendem o aborto. Aliás, Dilma também defende. Deu entrevistas expressando o seu ponto de vista. Na campanha, está escondendo a sua posição. Vejam trecho de uma palestra de Macedo. É assustador. Se não quiserem ver tudo, transcrevo trechos de sua fala em vermelho e comento (logo abaixo do vídeo).

Veja aqui o vídeo de Macedo apoiando o aborto:

0s-3s — “Eu ADORO (sic) falar sobre aborto, planejamento familiar”.

Bem, alguém que diz “adorar” falar sobre aborto se define, não? Mais: aborto não é considerado uma forma de planejamento familiar em nenhum lugar do mundo. Ao contrário: ele decorre justamente da falta de planejamento.

Macedo desenvolverá a tese, que certa vigarice economicista andou abraçando, segundo a qual a legalização do aborto eleva a qualidade de vida das sociedades, diminui a violência etc. Ainda que fosse verdade, é o caso de considerar que há um monte de idéias imorais que “funcionam”. Que tal eliminar, por exemplo, todos os portadores de uma doença infecto-contagiosa? Não duvidem de que o “problema” estará resolvido. Que tal suspender o tratamento de doenças crônicas de pessoas que já não são mais economicamente ativas? Vamos economizar bastante — e alguém ainda poderá dizer que investir nos jovens é muito mais “produtivo”. Esse raciocínio — de Macedo, de certos indecorosos que falam “enquanto economistas” e, no caso, dos abortistas de maneira geral — nada mais é do que a justificação do mal. Na defesa de sua tese, afirma este homem de Deus entre 10s e 20s que o aborto nos conduz a uma sociedade com

“(…) menos violência (!!!), menos morte (!!!), menos mortalidade infantil (!!!), menos doenças (!!!), menos, enfim, todo o mal (!!!) que nós temos visto em nossa sociedade”

Impecável! Se a gente mata os fetos, é certo que haverá menos mortalidade infantil, não é mesmo? Macedo defende o aborto porque ele quer “menos violência” — logo, aborto não é violência. Ele quer “menos morte” — logo, o aborto não é “morte”… Como aborto também não é vida, então ele não é nada! Para este pastor de almas, não deve haver diferença entre um feto e gases intestinais.

2min25 — Quando você casa, você tem um empreendimento. Quando você tem um filho, você entra em outro empreendimento (!)

Não faltará pensador vagabundo no Brasil que verá nessa fala de Macedo, que chama filho de “empreedimento”, ecos de Max Weber e do “espírito protestante e a ética do capitalismo”. Não! Isso não é Weber, não! Trata-se de algo bem mais antigo…

4min — Eu pergunto: “O que é melhor? Um aborto ou uma criança mendigando, vivendo num lixão?” O que é melhor? A Bíblia fala que é melhor a pessoa não ter nascido do que ter nascido e viver o inferno. Eu sou a favor do aborto, sim. E digo isso alto e bom som, com toda a fé do meu coração”. E não tenho medo nenhum de pecar. E, se estou pecando, eu comento este pecado consciente. Se, eu não acredito nisso. É uma questão de inteligência, nem de fé. Lá em Nova York, depois que foi promovida a lei sobre o aborto, a criminalidade diminuiu assustadoramente. Por quê? Porque deixou de nascer criança revoltada criminalidade diminuiu (…)

Vamos lá:
— Vamos à primeira indagação: qualquer ser humano decente tem apenas uma resposta: melhor é a vida! Como ela é remediável, será sempre superior às coisas sem remédio, como a morte — em especial a morte de quem não pode se defender. A defesa do aborto é um absurdo lógico, derivado de uma imoralidade essencial: só um vivo pode fazê-la, se que é me entendem.

— É mentira! A Bíblia não endossa o aborto coisa nenhuma. Macedo tem em mente este trecho:

“Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele”.

O “bispo” faz uma alusão estúpida, bucéfala, ignorante e rasteira ao Eclesiastes (6,3). É no que dá uma teologia mais jovem do que o uísque que eu bebo. Afirmar que há, no trecho, endosso ao aborto é pura delinqüência teológica e bíblica. O aborto é empregado apenas como um extremo da fealdade. Não há endosso. É o exato oposto, Macedo!!!. Aprenda a ler, sujeito!!! Apela-se ao extremo, ao nefando, só para encarecer as dificulddes de uma vida sem Deus.

Essa história da queda do crime em Nova York por causa da legalização do aborto é uma das bobagens do livro “Freakonomics”, de Steven Levitt e Stephen J. Dubner. Já se provou que o erro da tese se sustenta também num erro de conta. Pesquisem a respeito. Boa parte das afirmações desses dois, diga-se, se sustenta numa falha lógica já apontada pelos escolásticos, cuja síntese é esta, em latim: “Post hoc, ergo propter hoc” – ou seja: “Depois disso; logo, por causa disso”. Como a queda na criminalidade se seguiu à legalização do aborto, então ela aconteceu POR CAUSA da legalização. A verdadeira revolução da política de segurança da cidade não deve ter tido nenhuma influência, não é mesmo? Ora, seria o caso de tentar explicar por que, por exemplo, imigrantes que chegam de países que vivem numa verdadeira anomia social se tornam respeitadores da lei em Nova York… Não deve ser por causa do aborto. Deve ser porque as leis funcionam.

Macedo, de todo modo, é mesmo um revolucionário da religião. Num livro aí que escreveu, chamou os antigos hebreus de “cristãos”. No dia 13 de outubro de 2007, ele concedeu uma entrevista à Folha. Leiam uma pergunta e uma resposta:

FOLHA — Alguns políticos então da base da Igreja Universal, como o bispo Rodrigues, foram atingidos em cheio pelos escândalos do primeiro mandato de Lula. A corrupção não é um pecado imperdoável?

MACEDO — Jesus ensina que o único pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Para os demais, há perdão se houver arrependimento.

Entendi!

— O Deus de Macedo pode perdoar os culpados, mas não perdoa os fetos inocentes.

— O Deus de Macedo pode perdoar alguém que já pecou, mas é favorável à eliminação prévia de alguém que, segundo ele, corre o risco de pecar.

— Assim, para que possa continuar a perdoar os pecadores, o Deus de Macedo prega a eliminação dos puros.

Macedo se tornou a grande referência dos petistas em duas áreas: a verdadeira Lula News é a TV Record. A de Franklin dá traço; a de Macedo tem alguns telespectadores. E ele é também um guia espiritual do partido, especialmente do seu “coletivo de mulheres”, ou algo assim, que se mobilizou há dias para defender, junto à candidatura Dilma, uma vez mais, a legalização do aborto. Legalização a que ela já se disse favorável.

Uma outra revolução já está sendo gestada, esta na cultura: Tiririca tem tudo para ser o norte estético do poder caso Dilma se eleja. Afinal, na arte da representação, ele é tão requintado quanto é Macedo nos mistérios da teologia. Fonte: O Verbo/Reinaldo Azevedo

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