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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fifa diz que falta tudo ao Brasil para Copa de 2014

"Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África à nado", disse Lula

Três anos depois de dar a Copa de 2014 ao Brasil, a Fifa alerta que falta tudo ainda no País para organizar o Mundial em quatro anos. A Fifa deixou claro que, com o fim da Copa de 2010, passará a pressionar o Brasil para acelerar as obras para o Mundial. Muitas das promessas sequer saíram ainda do papel, para o desespero da Fifa.

Ontem, questionado se existiam problemas do Brasil para a Copa, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, admitiu que sim. "Temos alguns problemas sim", disse. A lista do cartola, na realidade, é longa e complexa. "Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver se há mesmo a capacidade suficiente em hotéis", disse Valcke.

Em resumo, o recado da entidade é de que nada está em dia. Não há nem uma definição de onde ocorrerão os jogos de abertura e semifinais, como será a infra-estrutura, quais aeroportos serão usados e nem sobre garantias financeiras. Um membro do Comitê Executivo da Fifa admitiu ao Estado que, se o Brasil não tivesse concorrido sozinho para sediar a Copa, não teria levado diante da falta de planejamento.

Para a Copa de 2018 e 2022, há na Fifa quem tenha a sensação de que os candidatos estão mais preparados que o Brasil. Nos bastidores, o Brasil vem sendo considerado pela Fifa como um país tão problemático ou até pior que a África do Sul para a realização da Copa. Antes do início do Mundial, o presidente da entidade, Joseph Blatter, chegou a apontar que "o Brasil não era um paraíso", em um sinal de insatisfação com a forma de lidar com a Copa pelos cartolas e governos.

Em maio, Valcke já havia alertado que os trabalhos no Brasil estavam "impressionantemente atrasados". Sua avaliação é de que o atraso chegava a dois anos. Na quinta-feira, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, garantiu que essa não era mais a situação do Brasil e que as obras estavam já em andamento. Mas alertou para a situação dos aeroportos.

Na sexta-feira, foi a vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacar quem duvidasse do Brasil. Para ele, era "descabido" questionar se o Brasil estaria pronto para a Copa, garantindo que investimentos seriam feitos e que não faltaria aeroportos. Lula chegou a se irritar com o questionamento. "Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África à nado", disse.

Valcke, que terá de tomar decisões sobre estádios e sobre o formato da competição no Brasil, admite que o trabalho não será pequeno. "Vamos trabalhar em todos esses assuntos", garantiu. A Fifa havia prometido que falaria de 2014 após o final da Copa de 2010. Mas, ontem, um dia após a final da Copa, o sentimento ainda era de que não se deveria tratar do assunto diante do grande número de polêmicas. A Fifa estava decidida a não permitir que jornalistas brasileiros tomassem a conferência para falar de 2014. Vários jornalistas do País que pediram a palavra simplesmente não foram atendidos.

Blatter admitiu que fará uma visita até o final do ano ao Brasil, antes do fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a relação entre a Fifa, CBF e o governo não é das melhores. Lula desistiu de assistir a final da Copa, o que foi considerado como um ato de menosprezo à entidade que levará o Mundial ao Brasil em 2014.

Tradicionalmente, o presidente do próximo país sede é o convidado de honra da final da Copa. Ontem, na sala vip do estádio, o lugar de Lula ficou vazio. Fonte: Agência Estado

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sábado, 10 de julho de 2010

"Playboy" portuguesa será fechada após publicar ensaio pornô com Jesus

A versão portuguesa da revista "Playboy" perdeu sua licença e terá que fechar as portas após publicar um ensaio que chocou o mundo todo com uma homenagem ao escritor José Saramago, que morreu no dia 18 de junho.

O ensaio da revista coloca a imagem de Jesus Cristo, representado por um modelo, ao lado de moças seminuas em poses provocantes.

Segundo a revista, a ideia era recriar uma das obras mais importantes de Saramago, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", como um pornô leve.

A Playboy Enterprises, que controla os direitos da marca no mundo todo, anunciou em comunicado enviado à imprensa hoje, que a filial portuguesa vai perder sua licença e terá que fechar as portas.

O site Gawker reproduziu o comunicado, assinado pela vice-presidente de relações públicas da empresa, Theresa Hennessy, na íntegra:

"Nós não vimos ou aprovamos a capa e o ensaio da edição de julho da 'Playboy' Portugal. É uma quebra chocante dos nossos padrões e nós não teríamos permitido isso se tivéssemos visto antes. Como resultado disso e de outros problemas com a editora portuguesa, estamos iniciando o processo de romper o nosso contrato." Fonte: Folha Online

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PT vai trocar programa de Dilma outra vez

Nova versão deverá expurgar propostas marcadas pelo radicalismo

O programa de governo da petista Dilma Rousseff protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será trocado outra vez. A nova versão deverá expurgar propostas marcadas pelo radicalismo, como os ataques aos meios de comunicação, que sobreviveram na segunda edição do plano. A decisão foi tomada para conter o ciclo de repercussão negativa aberto pela divulgação da primeira versão do programa, marcada por propostas radicais como o combate ao "monopólio da mídia" e taxação das grandes fortunas.

A terceira proposta contará com as sugestões de PMDB, PSB, PDT, PCdoB, PSC e outros partidos da aliança e terá mais cara de programa de governo, de acordo com um dos coordenadores da campanha de Dilma. Por isso, evitará entrar em assuntos como o controle social da mídia, que emergiu das resoluções aprovadas pelo 4.º Congresso do PT.

Um dos coordenadores da campanha de Dilma, o deputado estadual Rui Falcão (PT), disse que não há nenhum problema em fazer mais uma substituição do programa na Justiça Eleitoral. O primeiro programa registrado pelo PT no TSE, na segunda-feira, tinha 19 páginas com resoluções do 4.º Congresso do partido, realizado em fevereiro. Todas as páginas foram rubricadas por Dilma e pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Fonte: Agência Estado

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Descoberta no Egito tumba que conserva cores vivas após 4.200 anos

EPA - Tumba de 4.200 anos descoberta no Egito; supreendentemente, cores na parede ainda preservam cores vivas

Como se tivessem sido pintados ontem, assim podem ser descritas as cores da tumba construída há 4.200 anos no sítio arqueológico de Saqara, 25 quilômetros ao sul do Cairo e apresentado pelo chefe do Conselho Supremo de Antiguidades egípcio, Zahi Hawas.

"São as cores mais incríveis jamais encontradas em uma tumba", disse Hawas aos jornalistas, que sob o forte sol de julho tentavam tomar nota das antiguidades encontradas e das explicações do egiptólogo mais famoso do país.

Para chegar a tumba, que na realidade são duas, é preciso percorrer vários quilômetros por uma inóspita pista de areia, de onde é possível ver a pirâmide escalonada do faraó Zoser.

Na cripta descansam os restos de dois altos funcionários da 5ª dinastia faraônica (2.500-2.350 a.C): Sin Dua, sepultado na sala principal do túmulo, e seu filho Jonso, cujos restos foram depositados em uma sala adjacente à de seu pai.

Ambos ostentam os cargos de "supervisor de funcionários", títulos dos quais não se tinha conhecimento até agora, e de "chefe dos escribas", entre outros.

No entanto, o que chama mais atenção na descoberta são as cores luminosas com as quais a "porta falsa" da tumba de Jonso está pintada, porta pela qual, como acreditavam os egípcios, a alma do morto devia entrar no mundo dos mortos.

Sobre um fundo branco, nítidos tons de marrom, rosa, amarelo, azul e preto mostram quem foi o chefe dos escribas, junto a hieróglifos que indicam seus diferentes cargos e seu nome.

"O túmulo do filho, Jonso, é único e incrível" explicou o especialista, que acrescentou que na "porta falsa" há "um altar de sacrifícios" e pode se ver Jonso "em diferentes posições que mostram a beleza" das cores. "Uma beleza que possivelmente nunca foi encontrada em outra tumba", disse Hawas.

Na sala reservada a Sin Dua, com dimensões maiores e, assim como a de Jonso, enterrada a quatro metros de profundidade, também se destacam as cores nítidas da "porta falsa", na qual Sin Dua aparece sentado em frente a uma mesa de oferendas.

"Como estas cores, na minha opinião as mais incríveis descobertas em uma tumba, puderam se manter durante 4.200 anos?", questiona Hawas, que ressaltou que os trabalhos de catalogação e conservação começaram no momento da descoberta.

Perante a "porta falsa" da tumba de Sin Dua foi encontrado também um poço, agora coberto, de 16 metros de profundidade, no qual foram encontrados os restos do caixão do morto, afetado pela umidade.

Além disso, os arqueólogos desenterraram diversos artefatos e objetos utilizados nos ritos fúnebres do antigo Egito que, aparentemente, se mantiveram a salvo dos saqueadores de túmulos graças à profundidade na qual foram depositados.

Entre eles, vários recipientes de pedra em formato de pato que continham ossos destas aves, uma cabeça de madeira e um pequeno obelisco de 30 centímetros.

Segundo Hawas, postado em uma plataforma de madeira situada sobre o poço, os egípcios da 5ª e 6ª dinastias costumavam colocar em suas tumbas obeliscos como símbolo de sua crença no deus sol Ra.

Estes sepulcros "fazem parte de um enorme cemitério descoberto recentemente na área de Saqara por uma missão arqueológica egípcia que trabalha na região desde 1988", explicou Hawas.

Esta necrópole, da qual não se tinha notícia, como comentou Hawas, se encontra dentro do complexo arqueológico de Saqara, em uma área conhecida como "Yiser al Mudir" e na qual o arqueólogo egípcio espera realizar muitas descobertas.

Antes de abandonar a tumba subindo por uma escada de madeira rudimentar e junto com seu inseparável chapéu, Hawas fez questão de lembrar aos jornalistas: "Você nunca sabe os segredos que as areias do Egito podem esconder". Fonte: Folha Online

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Requião não acompanha Osmar e Gleisi

As coordenações das campanhas dos candidatos majoritários da coligação A União Faz um Novo Amanhã se reúnem na próxima segunda-feira para fazer um “encontro” de agendas com o candidato ao governo, senador Osmar Dias (PDT).

Nesta primeira semana da campanha, que começou na última terça-feira, a candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), e Osmar fizeram um roteiro diário juntos pelo interior do Estado.

O ex-governador Roberto Requião (PMDB), que divide a chapa com Gleisi, não participou de nenhum dos atos da campanha. Ele fez sua própria agenda em Curitiba, litoral e região metropolitana.

Hoje, o PMDB de Curitiba está inaugurando, na sede estadual, um comitê de apoio às campanhas de Requião e Osmar, em que não se menciona a candidata indicada pelo PT na coligação.

Como Requião e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, marido de Gleisi, são inimigos -um está processando o outro - a ausência do ex-governador na campanha e o comitê “solo” em Curitiba provocaram especulações sobre a existência de uma fissura no núcleo central na campanha de Osmar.

Porém, a assessoria de Requião garante que a agenda em separado foi uma situação temporária. A assessoria do ex-governador disse que ele sequer começou sua campanha.

Daí a razão de não ter acompanhado a comitiva de Osmar pelo interior. O candidato ao governo fez um tour eleitoral por várias regiões do Estado e convidou o candidato a vice-governador, Rodrigo Rocha Loures, Gleisi e Requião.

O ex-governador já tinha vários compromissos antigos e seguiu com sua própria programação, disse a assessoria, acrescentando que foi uma opção do peemedebista adiar a entrada em campo junto com a coligação.

A explicação é que Requião ainda não dispunha da propaganda que depende da liberação do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do candidato para ser distribuída ao público.

Rocha Loures acabou representando o PMDB nas ações de campanha de Osmar, nestes primeiros dias. Porém, na próxima semana, Requião deverá se integrar às andanças de Osmar, assegurou a assessoria.

Distribuição

Diferenças políticas à parte, os estrategistas das campanhas acham que o candidato ao governo e os dois candidatos ao Senado não precisam estar, necessariamente, no mesmo lugar para demonstrar unidade política.

Há uma corrente que defende que cada um vá para um lado para ampliar a cobertura geográfica eleitoral. Nesta fórmula, a coligação estaria ao mesmo tempo pedindo votos no interior, capital e região metropolitana. Fonte: Paraná Online, reportagem de Elizabete Castro

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Pessutti admite plano B para 2014

O governador Orlando Pessuti e o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci na África do Sul

Em entrevista à rádio Banda B, o governador do Paraná, Orlando Pessutti, revelou que há a possibilidade de Curitiba partir para um 'plano B' caso o estádio da Arena da Baixada seja excluída para a Copa de 2014, no Brasil.

"Se não chegarmos a este entendimento [com o Atlético-PR], termos que buscar outra alternativa. Temos o Durival de Brito [do Paraná], a possibilidade de uma Arena Para-Tiba, no Pinheirão, em conjunto com Coritiba, Paraná, Prefeitura e a iniciativa privada. E agora, temos também uma oferta de São José do Pinhais para construir uma arena na região", admitiu o governador na quinta-feira, 8, em Joanesburgo, na África do Sul.

Na ocasião, o Pessutti disse que ainda não há nada concreto sobre o futuro da capital paranaense, caso a praça esportiva do Furacão seja recusado. O estádio do rubro-negro segue indefinido devido a problemas financeiros. O Atlético Paranaense bancará somente 30% de R$ 100 milhões e busca investidores para arcarem com o restante da verba.

"Todas estas opções são conversas preliminares, a não ser a do prefeito de São José dos Pinhais, que nos ofereceu o espaço físico. Quanto ao Durival de Britto e ao Pinheirão já existem projetos apresentados anteriormente, é uma questão de adaptar", argumentou. Fonte: Bonde News

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

BETO RICHA NA COAMO

“Nosso governo será um aliado
dos produtores rurais, na defesa da propriedade e do cumprimento das leis”

Beto Richa cumpre roteiro por 19 municípios da região

Em reunião com diretores da Coamo, em campo Mourão, na manhã desta quinta-feira (8), o candidato da coligação Novo Paraná afirmou que os produtores rurais terão, em seu governo, um aliado na defesa do direito à propriedade e do cumprimento das leis.

“Nosso Plano de Governo prevê o acesso à terra, que é legítimo para quem nela trabalha, mas dentro de uma perspectiva de desenvolvimento econômico e social”, afirmou Richa, ao lado do presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini. Também participaram do encontro o vice-presidente da cooperativa, Cláudio Rizzatto, e o presidente do Sindicato Rural de Campo Mourão, Nelson Teodoro de Oliveira.

Roteiro pela região
Nesta quinta-feira, Beto iniciou um roteiro de encontros em 19 municípios da região de Campo Mourão. “Conhecemos a realidade local, sabemos da necessidade de modernização da infraestrutura, da melhoria das rodovias. Existem reivindicações antigas para algumas ligações, como a estrada Boiadeira. Vamos exercer pressão política para conseguir os recursos necessários para a pavimentação dessa importante ligação viária.”

Acompanham Beto Richa os candidatos ao Senado Ricardo Barros (PP) e Gustavo Fruet (PSDB); o candidato a deputado federal Rubens Bueno (PPS) e os deputados estaduais Douglas Fabrício (PPS), Wilson Quinteiro (PSB), Luiz Nishimori (PSDB) e Nelson Garcia (PSDB).

Plano Diretor para o Agronegócio

Em encontro na Federação da Agricultura do Paraná (Faep), no dia 5, em Curitiba, Beto Richa recebeu uma proposta de um Plano Diretor para o Agronegócio. “O interior, onde 70% da população dependem do agronegócio, está estagnado”, afirmou o presidente do Sistema Faep, Ágide Meneguette. Além da Federação da Agricultura, compõem o Sistema Faep o Senar Paraná e o Sindicato Rural.

“O agronegócio deve ser prioridade para o Governo do Paraná, uma vez que é a base de nossa economia”, afirmou Beto. “Precisamos de uma gestão competente, dinâmica e vigorosa, que possa garantir uma estrutura de governo com mais qualidade e força para dar as respostas que a sociedade espera.”

Coligação

A coligação Novo Paraná é composta por PSDB, DEM, PSB, PP, PPS, PTB, PMN, PHS, PTC, PSDC, PRP, PTN, PSL e PRB.

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Apreensão de maconha feita nesta quinta-feira no PR é a maior do Brasil

Caminhão estava carregado com 21,5 toneladas da droga. O volume é equivalente a quantidade de maconha apreendida pela PRF no estado durante o primeiro semestre do ano, quando 23 toneladas da droga foram recolhidas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez uma apreensão recorde de maconha nesta quinta-feira (8), em Santa Terezinha de Itaipu, próximo a Foz do Iguaçu, na região Oeste. A droga estava em uma carreta que transportava chapas de compensado naval. A madeira era recortada para esconder a droga.

De acordo com a PRF, a carga de 21,5 toneladas é a maior apreensão de maconha da história no país. O volume da droga apreendida nesta manhã é equivalente a quantidade de maconha apreendida pela PRF durante todo o primeiro semestre desse ano, quando foram recolhidas 23 toneladas.

A carreta, com placas de Paranavaí, saiu de Santa Terezinha de Itaipu com destino a São Paulo e não andou nem 20 quilômetros, porque foi parada logo no primeiro posto da PRF para uma fiscalização de rotina, por volta das 6 horas. O motorista, um paranaense de 37 anos que não teve a identidade divulgada pela PRF, afirma que pegou a carga em uma transportadora de Foz do Iguaçu e não sabia que estava transportando a maconha.

Os policiais desconfiaram que a nota fiscal apresentada para a carga era falsa. Segundo a PRF, a carga estava amarrada com cintas metálicas para dificultar a fiscalização. Para chegar até a carga, foi preciso usar uma tesoura hidráulica, a mesma que é utilizada para cortar ferragens de veículos em acidentes.

A PRF vai encaminhar a droga apreendida para a Polícia Federal, que hoje incinerou 8 toneladas porque não havia mais espaço nos depósitos.

Apreensões de drogas crescem no Paraná

Nos primeiros seis meses de 2010, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 23 toneladas de maconha que eram transportadas pelas estradas do Paraná. A quantidade é 3% maior em relação a todas as apreensões da droga feitas em 2009, quando 22,4 toneladas saíram de circulação. Se comparado ao primeiro semestre de 2009, o crescimento é de 224%. Naquele período, 7,1 toneladas de maconha foram recolhidas. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Fernanda Trisotto

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Dilma rubricou programa radical sem ler, diz PT

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, assinou e rubricou todas as 19 páginas do programa radical de governo apresentado pelo partido, na segunda-feira, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - no que foi acompanhada pelo presidente da legenda, José Eduardo Dutra. De acordo com informações do PT e da assessoria da candidata, tanto ela quanto Dutra assinaram a versão sem ler nem sequer uma linha do que estava escrito. Na versão da campanha, a displicência teria ocorrido por causa da pressa da candidata em assinar "pacotes de papéis" sobre a inscrição da chapa na Justiça Eleitoral antes de embarcar para São Paulo.

Na correria, em vez de fazer cópia do esboço do programa de governo - mostrada ao jornal O Estado de S. Paulo, no domingo -, a equipe de Dilma entregou a ela e a Dutra a resolução sobre as diretrizes do 4.º Congresso do PT, realizado em fevereiro. A resolução continha teses radicais, entre elas uma que abria brecha para a interpretação de uma suposta defesa da legalização do aborto, e outra já superada - a que propõe a criação de um vale-cultura aprovado pela Câmara e pelo Senado e dependente apenas de ajustes de texto para virar lei.

As propostas incluíam ideias como o controle social da mídia, a taxação de grandes fortunas e a revogação do dispositivo que torna áreas invadidas indisponíveis para a reforma agrária. Como depois de assinar a papelada Dilma viajou para São Paulo e José Eduardo Dutra teve uma crise hipertensiva - o que o levou a ficar internado no Hospital do Coração até ontem pela manhã -, a coordenação da campanha só percebeu a troca quando passou a receber ligações de jornalistas que indagavam sobre o sentido daquelas propostas tão radicais. Fonte: Agência Estado

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Juiz boliviano foge e pede asilo político ao Brasil

O juiz boliviano Luis Alberto Tapia Pachi, de 53 anos, que investigou o caso de um suposto complô para matar o presidente Evo Morales, em abril de 2009, pediu ontem asilo político em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, onde havia chegado na véspera. Ele alega perseguição política por parte do governo de Evo, diz ter sido sofrido ameaça de morte e tem ordem de prisão decretada a pedido do Ministério Público do país.

"Se for preso, ficarei na mesma prisão de bandidos que condenei", declarou ao jornal O Estado de S. Paulo. Hospedado em local não revelado, Tapia afirmou que também tentará trazer ao Brasil o filho de 14 anos e a mulher, Érika Oroza Pachi, advogada, jornalista e integrante da Força Bolívia Nacionalista (FBN), partido de oposição do país vizinho. "Já tentaram matar minha mulher. Ela sofreu um atentado a tiros, mas felizmente saiu ilesa. Também tentaram sequestrar meu filho e chegaram a disparar contra minha residência."

O caso da suposta conspiração ainda não foi concluído, por causa da indefinição de jurisdição, segundo o juiz Tapia. Embora o governo alegue ter se tratado do desmonte de um atentado, opositores afirmam que tudo não passou de um caso de excesso da Polícia Nacional, que invadiu o quarto do Hotel Las Américas, em Santa Cruz, atirando e matando três cidadãos estrangeiros.

"Afirmo que o julgamento tem de ocorrer em Santa Cruz de La Sierra, mas o governo quer o caso julgado em La Paz. Ficou clara a atuação criminosa da polícia boliviana. Os soldados fortemente armados entraram no quarto do hotel e mataram os três quando estavam dormindo. Não houve a mínima chance de defesa para as vítimas", disse. Para Tapia, a versão de um complô contra Evo e uma sequência de atentados contra autoridades do Judiciário e do clero deram ao Executivo um pretexto para agir com mais rigor contra a oposição.

O ministro boliviano do Interior, Sacha Llorenti, afirmou que estão sendo realizados "os trâmites correspondentes ante o Brasil" para obter o retorno de Tapia à Bolívia. O Itamaraty não se manifestou sobre o caso do juiz boliviano. Fonte: Agência Estado

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Câmara aprova piso nacional salarial para policiais e bombeiros

Todos os partidos encaminharam o voto favorável ao projeto e o resultado foi unânime: 349 votos a favor

A três meses das eleições e em clima de euforia, com os deputados buscando ficar bem com os eleitores e um grupo de policiais comemorando nas galerias, o plenário da Câmara aprovou ontem à noite a proposta de emenda constitucional criando um piso nacional salarial para os policiais militares, civis e para integrantes do Corpo de Bombeiros. Todos os partidos encaminharam o voto favorável ao projeto e o resultado foi unânime: 349 votos a favor.

O texto inicial da proposta, que começou a ser votada em março, foi alterado e o valor do piso será estabelecido por meio de um projeto de lei a ser enviado pelo governo. A lei regulamentará também o fundo que irá complementar o salário nos Estados onde não houver recursos suficientes para bancar o valor.

O novo texto foi elaborado em um acordo entre o governo e representantes de entidades de policiais. A proposta passará ainda por um segundo turno de votação na Câmara e, com as modificações, voltará para o Senado, onde também terá de ser aprovada em dois turnos.

A proposta original, que começou a ser votada em março e interrompida pelo governo, fixava o valor de R$ 3.500 para soldados e de R$ 7.000 para oficiais de forma provisória até que uma nova lei determinasse o valor do piso definitivo. A diferença entre o piso e o salário pago atualmente pelos governos estaduais seria bancado pela União. O governo fez as contas, percebeu o rombo nos cofres públicos e interrompeu a votação.

De março até ontem, a pressão dos policiais militares sobre os deputados cresceu, aproveitando a maior vulnerabilidade dos parlamentares em ano eleitoral. A presença dos policiais na Câmara causou muitos atritos durante esses quatro meses. Os policiais chegaram a ameaçar deputados contrários à votação, bloquearam a passagem nos corredores e quase partiram para a agressão física.

O texto aprovado ontem prevê o prazo de 180 dias, após a promulgação da emenda constitucional, para que o governo envie o projeto de lei fixando o valor do piso nacional e regulamentando o fundo. Diferentemente de uma proposta de emenda constitucional, que precisa de 308 votos, o projeto de lei é aprovado com maioria simples dos deputados, muitas vezes de forma simbólica, sem o registro dos votos no painel eletrônico.Fonte: Agência Estado

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TRE divulga lista de candidatos às eleições

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná publicou, na edição 125 do Diário da Justiça Eletrônico, a relação completa de todos os candidatos que apresentaram o pedido de registro de candidatura para a disputa eleitoral de 2010.

Confira a lista completa dos candidatos registrados no Paraná.

Foram registradas sete candidaturas a governador e vice-governador, 12 candidaturas para senador, 24 para suplente de senador, 289 para deputado federal e 583 para deputado estadual.

Os candidatos maringaenses são:

1 CANDIDATO A GOVERNADOR:
Avanilson Alves Araújo - PSTU

2 CANDIDATOS A SENADOR:
Ricardo Barros – PP
Cláudio Roberto Timossi - PSTU

9 CANDIDATOS A DEPUTADOS FEDERAIS:
Paulo Soni - PSB
Alberto Abraão - PV
Ton Schiavone - PRP
Luis Nishimori - PSDB
Cida Borgetthi - PP
Odílio Balbinoti – PMDB
Edmar Arruda - PSC
Willy Taguchi – PPS

16 CANDIDATOS A DEPUTADO ESTADUAIS:
Wilson Quinteiro - PSB
Enio Verri - PT
Doutor Batista - PMN
Rogério Calazans – PCdoB
Adelaide Colombari - PMDB
Evandro Junior - PSDB
Flavio Vicente - PSDB
Ulisses Maia - PP
Lindolfo Junior - 36
Soldado Jose - 31
Adriano Gato - 31
Palhaço Torradinha - PSDC
Bombeiro Nonato - PSOL
Sidinei Telles - PSC
João Oficial - PPS
Juarez Firmino - PPS

A partir de sexta-feira (9) começa a contar o prazo de cinco dias corridos para a apresentação de eventuais pedidos de impugnação de candidatura, prazo esse que se encerra dia 13/07/2010.

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terça-feira, 6 de julho de 2010

Polícia vai pedir a prisão preventiva do goleiro Bruno do Flamengo

Pedido deve ser feito na Justiça ainda na noite desta terça-feira. Menor que é primo do jogador confessou ter participado do sequestro e ter dado uma coronhada na cabeça dela

A polícia deve pedir à Justiça a prisão preventiva do goleiro Bruno, do Flamengo, ainda na noite desta terça-feira (6). Uma equipe da Divisão de Homicídios está a caminho do Fórum. O caso do desaparecimento de Eliza Samudio, de 25 anos, ex-amante do atleta, pode ser esclarecido após o depoimento de um jovem de 17 anos. O menor, que é primo do jogador, confessou nesta terça-feira na Divisão de Homicídios (DH), no Rio, ter participado do sequestro de Eliza e dado uma coronhada na cabeça dela. À policia, ele revelou que a jovem morreu, mas negou que seu golpe tenha sido a causa. O adolescente foi detido no início da tarde de ontem na casa do goleiro, no condomínio Nova Barra Residence, no Recreio dos Bandeirantes, onde teria passado o fim de semana na companhia de advogados do atleta. Nessa versão, o jovem livra o goleiro da acusação de homicídio.

A polícia chegou ao menor após um tio dele, um motorista de ônibus que mora em São Gonçalo, procurar a Rádio Tupi e informar que o rapaz estava sendo mantido em cárcere privado na casa do goleiro. Três carros da DH chegaram ao condomínio por volta das 13h e demoraram cerca de meia hora no local. Bruno estava em casa.

Segundo o inspetor Guimarães, da DH, o menor confessou ter dado três coronhadas na cabeça de Eliza. Na versão do adolescente, a agressão ocorreu dentro do Range Rover do jogador, quando a jovem era levada para o sítio de Bruno, em Esmeralda, região metropolitana de Belo Horizonte, por um amigo do goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Segundo o menor, ao descobrir que ele estava escondido no bando traseiro do carro, Eliza teria se assustado e tentado fugir. Foi quando ele desferiu os golpes.

Na entrevista, o motorista explicou que sabia da história porque o rapaz o havia procurado no sábado passado para contar como tudo acontecera. Neste mesmo dia, ainda segundo ele, Bruno ligou para o menor pedindo que ele fosse para sua casa. Desde então, o adolescente estava sendo mantido no condomínio do jogador, onde era orientado por advogados a dizer que tivera uma discussão com Eliza e dera um soco nela. O motorista disse que a família temia que o menor desparecesse. $ém, o advogado Monclar Eugênio Gama, que atua como assistente de Michel Assef Filho na defesa do goleiro do Flamengo, negou a acusação. Segundo ele, Bruno, que estava em sua residência no momento da chegada da equipe da DH, franqueou a entrada dos policiais.

O motorista mostrou-se emocionado durante a entrevista e justificou o motivo que o levou a fazer as revelações:

"Eu tô fazendo porque o sentimento é muito forte. A dor é muito forte. E o sangue que está no carro...

O motorista afirmou que namorou a tia da mãe do adolescente e que o pai do rapaz é tio do goleiro.

As investigações da polícia indicam que Eliza e o filho deixaram o hotel em 5 de junho. No Range Rover do goleiro, a perícia encontrou marcas de sangue que estão sendo fetias para saber se o material genético é semelhante ao da jovem desaparecida.

A reviravolta no caso que apura a suposta morte de Eliza fez com que todas as atenções ficassem voltadas para a Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca. À noite, o promotor Homero Neves, coordenador da 1 Central de Inquéritos do Ministério Público estadual, chegou à delegacia para acompanhar o desenrolar das investigações. O grande número de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas no local fez com que policiais fechassem as portas da delegacia. Advogados que defendem Bruno estavam no local, mas não atuavam oficialmente em nome do menor. Fonte: O Globo Online

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Corpo de Eliza teria sido entregue a traficantes em MG

Um primo de 17 anos do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes afirmou hoje ter participado do desaparecimento de Eliza Samudio, de 25 anos, ex-amante do atleta. De acordo com a versão dada pelo adolescente na Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro, Eliza morreu em decorrência de uma coronhada na cabeça, quando era levada do Rio ao sítio do goleiro em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.


Ela estava na caminhonete Range Rover do goleiro com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão(amigo de Bruno), que a havia convencido a embarcar. Quando Eliza viu o primo escondido na caminhonete, houve discussão, e o adolescente armado com uma pistola a acertou com uma coronhada. Sangrando, ela ficou desacordada até Belo Horizonte, onde teria chegado com vida. De acordo com a versão do adolescente, Eliza morreu em decorrência do ferimento, e o corpo foi entregue por Macarrão a um traficante de Contagem, conhecido como Cleisson para ser "desovado".


A polícia foi à casa de Bruno após uma entrevista de um tio do adolescente à rádio Tupi, no Rio. Segundo este tio, que é motorista de ônibus, o adolescente estava sendo mantido em cárcere privado na residência do jogador. A versão contada por este parente é diferente do que foi dito pelo jovem. Segundo o tio, foi o goleiro Bruno que teria mandado entregar o corpo de Eliza a traficantes e por este trabalho, teria pago R$ 3 mil. Já a versão do adolescente eximiu Bruno de qualquer responsabilidade no crime.

Ainda de acordo com a entrevista do tio à rádio, "os advogados do goleiro estariam instruindo os envolvidos no sumiço de Eliza a dizer que ela teve uma discussão dentro do carro com o adolescente, e que acabou levando um soco no rosto, por isso as marcas de sangue no veículo".


A amiga de Eliza, que denunciou o desaparecimento da jovem, afirma que ambas versões não condizem com as conversas que teve com a amiga, uma delas, quando a ex-amante de Bruno já estava em Belo Horizonte, no dia 9 de junho, um dia depois da Range Rover ser apreendida numa blitz, na capital mineira. "Nunca ouvi falar neste primo. A Eliza disse que foi convidada pelo Bruno a ir para Minas", afirmou a amiga, que pediu para não ser identificada, pois teme represálias.


Abortivo


No início da noite, a polícia divulgou o resultado da contraprova do exame de urina de Eliza, que tentava identificar se a jovem teria tomado abortivos, conforme denunciou à polícia, em outubro. De acordo com o Diretor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), Sergio da Costa Henriques, Eliza Samudio não ingeriu nenhum tipo de calmante ou sedativo.


No depoimento ao médico legista, Elisa afirmou que teria ingerido dez comprimidos, alguns azuis e outros rosas, porém não informou aos peritos ter ingerido nenhum líquido amargo, como havia declarado em seu depoimento na delegacia. A piperidina encontrada na urina de Elisa pode ser encontrada em alguns tipos de medicamentos bem como em plantas abortivas. Ou seja, ela pode ter ingerido um chá abortivo, mas não calmantes ou sedativos.Fonte:Agencia Estado, reportagem de Pedro Dantas e Gabriela Moreira

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Comissão aprova projeto que exige nível superior para professores da educação básica

A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira projeto de lei que torna obrigatório o diploma de nível superior para professores da educação básica que inclui a educação infantil, ensino fundamental e médio. Atualmente, a exigência ocorre apenas para docentes do ensino médio.

O projeto estabelece que os professores que têm licenciatura em magistério, sem curso superior, poderão ministrar aulas somente na educação infantil (creches e pré-escolas) e nas cinco primeiras séries do ensino fundamental. Os professores com formação em magistério vão ter o prazo de seis anos para graduarem-se no nível superior. Do contrário, ficarão inabilitados para prosseguir no exercício do amplo magistério no ensino fundamental.

Relatora do projeto na Comissão de Educação, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) disse que o texto vai estimular os docentes a ampliarem sua formação educacional. "Ninguém vai querer ficar estancado na sua carreira, por isso vai procurar um curso superior", afirmou. A senadora disse acreditar que a mudança não reduzirá a procura pelos cursos de magistério uma vez que os professores continuarão habilitados a trabalhar com a educação infantil e as primeiras séries do ensino fundamental.

O texto segue para votação no plenário do Senado. Se aprovado, volta para uma nova votação na Câmara já que o texto aprovado pelos deputados sofreu mudanças durante sua tramitação no Senado. Fonte: Folha Online, reportagem de Gabriela Guerreiro

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Serra critica ausência de Dilma em debates e diz que há "exagero de omissão"

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, iniciou sua campanha eleitoral pelas ruas de Curitiba (PR) e aproveitou para alfinetar sua maior adversária na disputa, a petista Dilma Rousseff.

"Está havendo um exagero de omissão. Nunca vi isso numa campanha. Parece que a Dilma não sabe por que quer ser presidente", disse o tucano durante caminha pelo centro de Curitiba, em referência à ausência de Dilma nos debates eleitorais. 
 
Dilma negou convite da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) para participar de sabatina argumentando "problemas de agenda". A petista também cancelou sua participação em evento semelhante promovido pela Folha e pelo UOL, alegando ter marcado uma viagem internacional. 

Serra realizou seu primeiro corpo a corpo acompanhado do ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB), candidato ao governo do Estado, e do senador Flávio Arns (PSDB-PR).Fonte: Folha Online, reportagem de Dimitri do Valle

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Soldados israelenses ensaiam coreografia nas ruas da Cisjordânia

Imagens foram colocadas no Youtube e se espalharam pela internet. Exército anunciou que caso será estudado e militares devem ser punidos

Soldados israelenses foram filmados dançando durante uma patrulha em uma rua de Hebron, cidade localizada na Cisjordânia, território reivindicado pela ANP (Autoridade Nacional Palestina). De acordo com informações do jornal isarelense Haaretz, os militares deverão sofrer punições.

A coreografia dos soldados foi exibida por diversas redes de televisão de Israel. O vídeo intitutlado "Batallion 50 Rock the Hebron Casbah" foi colocado pelos próprios soldados no site Youtube no domingo, e retirado horas depois. Entretanto, ele já havia sido copiado e exibido em blogs e no Facebook.

No vídeo, seis soldados, equipados com coletes à prova de bala, capacetes e armamento pesado, ensaiaram uma rápida coreografia de dança da música "Tik tok", da cantora pop americana Ke$ha, em uma das cidades consideradas mais perigosas da Cisjordânia.

Os militares se defenderam, afirmando que as imagens não passavam de uma "brincadeira". Após o vídeo ser retirado, outra versão foi colocadas no Youtube, com o título "É fácil rir da ocupação quando você é o opressor".

O exército israelense afirmou que o caso está sendo estudado. Fonte: G1/Globo.com

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Francischini visita Igrejas em Maringá e Sarandi

Na noite deste domingo (4) estive acompanhando o Delegado de Polícia Federal, Dr. Fernando Francischini, em visitas a algumas congregações da Igreja Assembleia de Deus de Maringá e Sarandi, Francischini foi ao cultos das Igreja Assembléia de Deus de Sarandi Centro, Tuiuti e ao templo central que são pastoreadas respectivamente pelos pastores Clementino José, Nilson Malaquias e pelo pastor presidente da IEADCEMAR, Robson Brito que tem como co-pastor Evangelista Daniel Ramos.

No templo central prestigiamos também a celebração de 25 anos de existência e exercício ministerial através do louvor do Grupo Gênesis que foi criado em 1985 e que gravou o lindo LP Face a Face, parabéns a todos os atuais componentes, aos fundadores e aos antigos participantes. No culto de celebração foi homenageado também o maestro Júnior que dirige o grupo e que faz um brilhante trabalho, parabéns a todos e a todas.

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20.ª Festa do Carneiro no Buraco

Solenidade de abertura do rodeio da Festa do Carneiro no Buraco

Neste domingo (4), fui a Campo Mourão, para almoçar junto com o Dr. Francischini na 20.ª Festa do Carneiro no Buraco, a festa que é uma das mais tradicionais da região Noroeste do Paraná é uma iniciativa de voluntários e organizada pelo Provopar para arrecadar fundos para entidades assistencias, agradeço o amigo Martins pela acolhida.
Evangelista Luciano Brito e Dr.Fernando Francischini

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Bispo Robson Rodovalho visita Maringá juntamente com Francischini

Bispo Robson Rodovalho ministrando a palavra de Deus aos presentes

Na manhã deste domingo (4) a Igreja Sara Nossa Terra de Maringá recebeu a visita ilustre do Bispo Robson Rodovalho de Brasília, presidente e fundador da Sara Nossa Terra; além do Bispo Cirino Ferro de Curitiba, coordenador sul da Sarana Nossa Terra juntamente com o Delegado de Polícia Federal, Dr. Fernando Francischini que é pré-candidato a deputado federal pelo PSDB.

Estive presente prestigiando a visita do Bispo Robson Rodovalho que tive o privilégio de conhecer na Conferência Nacional da Juventude realizada em 2006 na Câmara dos Deputados onde fui delegado representando o Paraná e para acompanhar o Dr. Francischini em sua visita a Maringá.

Agradeço a todos pela acolhida e parabenizo o Bispo Tel, pastor da Sara Nossa Terra de Maringá, além do Bispo Paulo Renato, pastor da Sara Nossa Terra de Cianorte um dos responsávbeis pela visita do Bispo Robson a Maringá e o meu amigo Paulo e seus companheiros pela brilhante condução do louvor, uma manhã de bênção para as nossas vidas.
Francischini dando uma palavra aos presentes
Momento do Louvor
Evangelista Luciano Brito e Bispo Robson Rodovalho, presidente e fundador da Igreja Sara Nossa Terra
Evangelista Luciano Brito e Bispo A.Cirino Ferro, coordenador da região sul da Sara Nossa Terra

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Corpo do ex-prefeito Said Ferreira é cremado nesta segunda-feira, em São Paulo

O ex-prefeito de Maringá não resistiu a uma cirurgia cardíaca de ponte de safena, em um hospital da capital paulistana - Arquivo/Agência de Notícias Gazeta do Povo

O corpo do ex-prefeito Said Felício Ferreira não foi velado em Maringá. De acordo com informações do Hospital São Marcos, que era dirigido pelo ex-prefeito, o velório aconteceu na Capela da Beneficência Portuguesa, em São Paulo. O corpo foi cremado, por volta das 12h30 desta segunda-feira (5).

O ex-prefeito morreu no domingo (4), em São Paulo. Ele não resistiu a uma cirurgia cardíaca para colocação de ponte de safena. Segundo o Hospital São Marcos, ele viajou para São Paulo na semana passada, para ser operado.

O prefeito Silvio Barros decretou luto oficial em Maringá desta segunda-feira (5) até quarta-feira (7). Todas as bandeiras de Maringá, do Paraná e do Brasil estão a meio mastro em todos os órgãos públicos da cidade.

Said era natural de Dois Córregos (SP) e se formou em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele foi prefeito de Maringá no mandato entre 1983 e 1988 e entre 1993 e 1996. Também exerceu um mandato de deputado federal, no intervalo das duas administrações.

Como prefeito, ele foi responsável pela construção do Paço Municipal, do Contorno Sul, da Ciretran e do Teatro Calil Haddad e pela implantação dos cursos de Medicina e Odontologia na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Maringá (CMM) Mário Hossokawa, que foi vice-prefeito no mandato entre 1993 e 1996, “Maringá deve muitas conquistas ao ex-prefeito”. “Said peitou o governo do Estado para implantar o curso de Medicina na UEM [em 1988], por exemplo”, lembrou Hossokawa.

O presidente da CMM acrescentou que as cinzas do ex-prefeito deverão chegar a Maringá em aproximadamente dez dias, para serem enterradas em um local reservado a ex-prefeitos no Cemitério Municipal de Maringá. Fonte: Jornal de Maringá, reportagem de Thiago Ramari

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BETO RICHA VISITA FESTAS POPULARES DAS REGIÕES NORTE E NOROESTE

O candidato ao Governo do Paraná pela coligação Novo Paraná, Beto Richa, visitou neste fim de semana três festas populares da região Norte e Noroeste do Paraná. No sábado (3), Beto visitou a 12.ª Festa do Milho Verde de Bandeirantes, que reúne mais de 600 voluntários e arrecada recursos que mantêm as obras sociais da Igreja Santa Terezinha do Menino Jesus, e a Festa Junina de Itambaracá.

Na manhã de domingo (4), Beto visitou a Feira Livre no Centro de Londrina. Em seguida, foi a Campo Mourão, na 20.ª Festa do Carneiro no Buraco. Acompanhado dos candidatos da coligação Novo Paraná a senador, Gustavo Fruet e Ricardo Barros, a deputado federal, Rubens Bueno, Cida Borghetti, Alfredo Kaefer, Eduardo Sciarra e Luiz Nishimori, a deputado estadual Eduardo Pimentel e Hermas Brandão Júnior, e do prefeito de Maringá, Sílvio Barros, Beto cumprimentou os visitantes e organizadores da tradicional festa da região Noroeste do Estado.

A coligação Novo Paraná é composta por PSDB, PSB, PP, DEM, PPS, PTB, PRB, PRP, PHS, PTC, PSDC, PTN, PSL e PMN.

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domingo, 4 de julho de 2010

Ex-governador Roberto Requião e Rubens Bueno brigam em aeroporto

Bueno diz que atingiu soco no rosto do ex-governador. Assessoria de Requião nega agressão e culpa presidente do PPS pelo tumulto

O ex-governador e candidato ao Senado, Roberto Requião (PMDB), e o presidente do PPS, Rubens Bueno, se desentenderam, na manhã desde domingo (4), após uma discussão no saguão do aeroporto de Campo Mourão, no Norte do estado. O bate-boca gerou um empurra-empurra e o ex-governador teve seu braço arranhado no tumulto. Bueno afirma que acertou um soco no rosto de Requião, mas a assessoria do ex-governador nega a agressão.

O incidente aconteceu por volta das 11h30, quando Requião desembarcou no aeroporto para participar da Festa do Carneiro no Buraco. O político do PMDB teria feito uma piada, dizendo que, quando era governador, era prestigiado por uma grande comitiva sempre que visitava a cidade e que, agora que não está mais no cargo, poucas pessoas o receberam.

Após o deboche, Bueno teria se colocado entre Requião e o carro que levaria o ex-governador à festa. Segundo seguranças, Requião teria estendido a mão, fazendo menção de cumprimentar o presidente do PPS, mas Bueno teria rejeitado o gesto, iniciando a discussão. Os dois teriam trocado xingamentos e, segundo um segurança, Bueno teria acertado um soco com a mão esquerda, atingindo olho direito do ex-governador.

“Ele tem costume de ficar atacando todo mundo. Não é a primeira vez que sofro esse tipo de ataque”, disse Rubens Bueno. “O termo adequado para Requião é falaz. Estamos de lado opostos, mas ele não precisava perder o respeito pelas pessoas”, complementou.

De acordo com um segurança, o ex-governador tentou revidar a agressão, mas foi contido a tempo pelos agentes. “O homem é forte, tivemos de fazer uma força descomunal para conte-lo”, disse o segurança.

“Gata no cio”

A assessoria de imprensa de Requião negou que o ex-governador tenha sido agredido por um soco. De acordo com o assessor Benedito Pires, que presenciou o tumulto, após a discussão, houve um “empurra-empurra natural”. O confronto não atrapalhou a agenda do governador que, segundo Pires, pouco tempo depois já estava na Festa do Carneiro no Buraco. “O soco não existiu. O Bueno se interpôs ao governador e o ofendeu. Claramente, a intenção dele (Bueno) era causar essa confusão”, disse o assessor de Requião.

Em seu Twitter, Requião comentou com acidez o incidente. O ex-governador disse que foi arranhado por Bueno e que o presidente do PPS levou “uns petelecos”. Requião também gravou um vídeo e disponibilizou na internet com declarações sobre o incidente em Campo Mourão. Nas imagens, o governador se refere a Bueno como “limpinho”, “famoso” e “gata no cio” e dá sua versão sobre o ocorrido.

“Estendi a mão a ele e não me deu a mão. Me insultou e, de repente, como uma gata no cio tentou me arranhar. Com facilidade, afastei o pequeno rapaz. Mas ele, histérico, insistiu e levou uns petelecos do pessoal que estava em volta, amigos deles e alguns motoristas que foram me buscar”, disse Requião.

O político do PMDB classificou o incidente de “falta de educação” e disse que optou por não reagir. “Daria uma surra no pequeno menino com facilidade, mas não é isso que se espera de alguém que quer ser Senador da República pelo estado do Paraná. Me comportei com decência, mas o Rubinho perdeu a linha” , finalizou. Por volta das 17h30, Requião embarcava de volta a Curitiba. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Hélio Strassacapa, Dirceu Portugal e Felippe Aníbal

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sábado, 3 de julho de 2010

Imposição faz o PRB apoiar Beto Richa

Não foram só os pré-candidatos a deputado estadual do PT que chiaram com a imposição de um “chapão” com o PMDB para as eleições proporcionais. A coligação com o partido de maior bancada assustou partidos menores que veem poucas chances de eleger parlamentares nesta aliança.

Enquanto, pelo projeto, alguns partidos dizem que aceitam o sacrifício, o PRB mudou drasticamente de lado e, após aprovar em convenção a coligação com o PT, coligou-se, ontem, com o PSDB.

“A permanência na coligação com PT e PMDB inviabilizaria o partido. Seria uma atitude suicida”, disse o deputado estadual Pastor Praczyk (PRB). “Tínhamos um acordo com o PT, mas o PMDB não estava nos planos. Como, por imposição da nacional do PT, eles não puderam cumprir o acordo, buscamos o PSDB, que nos ofereceu uma coligação bem mais justa”, disse o deputado, justificando que, enquanto teria o direito de indicar sete candidatos no chapão PT, PDT e PMDB, pôde inscrever 24 nomes numa coligação com PSDB, PP, DEM, PTB e PRB.

A coligação na proporcional foi uma exigência do PMDB para aceitar abrir mão da candidatura do governador Orlando Pessuti para aderir à candidatura de Osmar Dias (PDT) ao governo.

A coligação é a única forma vista pelos peemedebistas de manter o número de vagas do Legislativo sem uma candidatura própria ao governo. Hoje o partido tem 17 deputados estaduais.

Outro partido que se sentiu prejudicado com o chapão foi o PCdoB, que até tentou montar uma coligação paralela, com o PSC, que preferiu sair sozinho nas proporcionais.

“Daí só nos restou essa alternativa. É um sacrifício que o PCdoB faz em nome da eleição da Dilma e do Osmar. Tivemos que cortar candidaturas, de companheiros que já estavam se preparando, é muito sofrido, mas estamos nesse barco e vamos até o fim, não vamos choramingar”, disse Ricardo Gomyde, pré-candidato a deputado federal pelo partido. O PCdoB lançará, apenas, dois candidatos a deputado federa e cinco a estadual.

A candidata do PT ao Senado, Gleisi Hoffmann, disse entender a preocupação dos candidatos do partido. “Sabemos do risco de perder deputados e sabemos da importância de termos boas bancadas. Mas a prioridade deste ano é fazer a Dilma nossa presidente e, no Paraná, tivemos que pagar esse preço”, afirmou.

Já o deputado Tadeu Veneri, disse que o chapão “desrespeitou o que foi deliberado no encontro estadual do partido”, quando os delegados votaram contra a coligação com o PMDB na proporcional. A coligação foi feita, no entanto, por imposição da direção nacional do partido.

Com a adesão do PRB à sua coligação, o candidato do PSDB ao governo, Beto Richa, conta, agora, com 14 partidos em sua aliança. Com menos exigências e sem imposições, o PSDB conseguiu seduzir partidos menores montando coligações mais enxutas e permitindo a divisão desse grupo de 14 legendas em coligações menores nas proporcionais. Para deputado federal, por exemplo, o PSDB só coligou com PP, DEM, PPS e PRB. Para estadual, a aliança é um pouco maior: PSDB, PP, DEM, PTB e PRB.

“Calculamos que com 40 mil votos um deputado estará eleito nesta chapa. Se continuássemos com PT e PMDB, esse número poderia chegar a 65 mil”, justificou-se Praczyk. Fonte: Paraná Online, reportagem de Roger Pereira

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Pastor da candidata Marina Silva explica por que ela se opõe ao casamento gay e ao aborto

São quatro dezenas de ovelhas espalhadas pela sala. Marrons, brancas, pretas. De vidro, de acrílico, de pelúcia. “Essas dão muito menos trabalho do que as minhas ovelhas reais”, diz o pastor evangélico Sóstenes Apolos da Silva, dono da coleção. Há 31 anos, ele é pastor da Assembleia de Deus, a maior denominação evangélica do Brasil, com 8,4 milhões de fiéis, segundo o último Censo. E é o líder religioso da candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva. A igreja presidida pelo pastor Sóstenes em Brasília é a frequentada por Marina. Além de guiá-la espiritualmente, ele se engajou na campanha. Tem ajudado Marina a circular pelo meio evangélico. “O problema é que ela é pouco conhecida”, diz o pastor. “Marina ainda é confundida com a Heloísa Helena (também dissidente do PT e candidata à Presidência pelo PSOL em 2006).”

Marina é assídua na igreja. É fácil encontrá-la sentada na quinta ou sexta fileira de bancos do salão durante os cultos de domingo. Antes de ser evangélica da Assembleia de Deus, foi católica. Na juventude, estudou para tornar-se freira. Depois desistiu. Em nome de convicções religiosas, ela já disse ser contra o casamento gay (depois defendeu a união civil entre homossexuais, desde que não haja bênção religiosa), a legalização do aborto, o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas e a descriminalização das drogas. Tudo em discordância com as ideias do estatuto do PV. Para o pastor, não há contradição porque Marina e o PV dividem a bandeira do meio ambiente, e ela mantém a postura cristã. Em meio à coleção de ovelhas, ele conversou com ÉPOCA.

Sóstenes Apolos da Silva é pastor evangélico da Assembleia de Deus há 31 anos. Tem 60 anos, é casado, tem três filhos e três netos. Preside a igreja da Assembleia de Deus no Plano Piloto de Brasília, frequentada por Marina Silva. É presidente da Convenção Evangélica da Assembleia de Deus do Distrito Federal.

ÉPOCA – Como conheceu Marina Silva?
Pastor Sóstenes Apolos da Silva – Alguém a convidou para um culto, em 2006. Ela já era convertida, batizada em outra Assembleia de Deus de Brasília. Pela projeção que tem, frequentar uma igreja pequena a deixava muito exposta. Aqui, na nossa igreja, fica absorvida em um grupo maior. Ela gosta de ser muito discreta.

ÉPOCA – Ela é assediada nos cultos?
Pastor Sóstenes – As pessoas a procuram, e ela não se esquiva. Eu quis montar um esquema de segurança, mas ela não quis. Quer estar no meio do povo. Meu plano era colocá-la junto dos obreiros num lugar reservado, porque ela também é obreira. Vai que aparece um doido, né?!

ÉPOCA – O que Marina deve fazer por ser obreira da Assembleia de Deus?
Pastor Sóstenes – Ela dá palestras de conteúdo bíblico, faz pregações. Há uns dois anos nós demos um curso para ela de noções de homilética, de interpretação bíblica. É um curso de fim de semana. Ela fez todas as aulas, os deveres de casa. Fazia perguntas para o professor. Como obreira, ela deve seguir a ética cristã, conhecer a Bíblia. E deve recolher o dízimo, como todo membro da igreja.

ÉPOCA – O senhor pede orações por ela?
Pastor Sóstenes – Sim. Teve uma fase em que houve uma seca brava no Acre e não estava previsto chover num período de 30 dias. A mata estava incendiada, não se conseguia apagar o fogo. Ela expôs o problema, nós bancamos a causa, fomos orar, e Deus mandou chuva fora de todas as previsões. Ela sempre pede oração e orientação. Eu oriento no sentido de que todo cristão é um representante de Deus, seja qual for o trabalho. Um cristão deve evitar posturas indignas.

ÉPOCA – Como o senhor vê o fato de Marina ser filiada a um partido favorável à legalização do aborto – posição contrária à da Assembleia de Deus?
Pastor Sóstenes – Marina conseguiu que o estatuto do PV liberasse os membros a tomar posições sob o argumento da questão de consciência. Em uma votação, a pessoa está liberada para seguir sua consciência (na verdade, o PV permite que seus quadros se abstenham de votar quando há conflito de consciência).

ÉPOCA – Em casos como o aborto, ela fala em fazer plebiscito. O senhor concorda?
Pastor Sóstenes – Penso que o Congresso é um público restrito, é perigoso dizer que ele representa o povo. E nossa postura como cristãos é convencer as pessoas daquilo que é certo, mas não obrigar. Se consultar o povo sobre o aborto e o povo quiser, Deus vai lamentar, mas o governante tem de respeitar.

ÉPOCA – A senadora Marina Silva diz ser contrária ao casamento gay. Essa também é uma posição da Assembleia de Deus?
Pastor Sóstenes – Sim, é uma posição da Bíblia. Nós nos orientamos por ela. A Bíblia considera errada a homossexualidade. E muito errada. Chama isso de prática abominável aos olhos de Deus. Então nós temos de ser coerentes. Ou cremos na Bíblia ou não cremos.

ÉPOCA – Alguns cristãos não vão ter dificuldade de entender a posição de Marina a favor da união civil entre homossexuais? Ela vai perder votos entre eles?
Pastor Sóstenes – Creio que sim. Muitas pessoas pouco esclarecidas vão deixar de votar nela por isso. Mas a postura dos outros candidatos é a mesma que a dela.

ÉPOCA – O senhor foi a favor do lançamento do nome de Marina como candidata à Presidência pelo PV?
Pastor Sóstenes – Sim, havia questões discordantes, como em todo partido. Mas tem de se levar em conta que no Brasil estatuto de partido não vale nada, ideologia não existe. Então há duas coisas: primeiro, a bandeira do partido, do meio ambiente, coincide com a dela. Segundo, aquilo que é contrário aos princípios de Marina, ela se posicionou publicamente e conseguiu que o partido deixasse isso no âmbito de questões de consciência.

ÉPOCA – A igreja dá orientação aos fiéis sobre como votar?
Pastor Sóstenes – Não dávamos, mas a partir deste ano vamos dar. Decidimos elaborar uma cartilha de orientação política. Ao escolher um candidato, o fiel deve considerar as posturas éticas dele, não vender o voto. São orientações para que o povo exerça a cidadania.

ÉPOCA – Importa se o candidato é evangélico ou não?
Pastor Sóstenes – Se algum candidato se identifica como evangélico e vive como evangélico, deve ter nossa preferência.

ÉPOCA – É verdade que a Assembleia de Deus resolveu não apoiar Marina?
Pastor Sóstenes – A Assembleia de Deus é segmentada. Tem um grupo grande, uns 30% da Assembleia de Deus, que já decidiu apoiar José Serra.

ÉPOCA – Não é contraditório que a Assembleia recomende o voto em evangélicos e uma parte da igreja já tenha fechado o voto por José Serra, que não é evangélico?
Pastor Sóstenes – É uma contradição. Espero que nacionalmente não aconteça o apoio a outra pessoa que não seja a Marina, porque se acontecer é uma incoerência. Nós em Brasília não vamos cometer essa incoerência. Seja lá qual for a decisão que a comissão política nacional tome, aqui vamos apoiar Marina.

ÉPOCA – O que motiva o apoio da Assembleia de Deus a Serra?
Pastor Sóstenes – Imagino que é a política do voto útil, de que não adianta votar em fulano porque fulano não vai ganhar. Acho isso uma pobreza de espírito. Prefiro crer que não há interesse político.

ÉPOCA – A Assembleia costuma dizer que as mulheres devem usar saia, manter o cabelo comprido. Marina diz que segue estilo próprio quanto a isso. A igreja faz alguma recomendação?
Pastor Sóstenes – Nossa igreja em particular tem uma postura mais liberal em usos e costumes. Não temos problema com mulher cortar o cabelo, se arrumar.

ÉPOCA – Tem diminuído a pressão desse tipo de regra na Assembleia de Deus?
Pastor Sóstenes – Tem. É uma tendência nacional, uma questão de maturidade. Tem um texto bíblico que diz: “Não haja roupa de homem em mulher, nem roupa de mulher em homem”. Mas o que determina se uma roupa é de homem ou de mulher é a sociedade, e não a Bíblia.

ÉPOCA – Se Marina for eleita, ela vai ser a primeira mulher presidente do Brasil. Uma mulher em um cargo historicamente ocupado por homens desagrada aos cristãos da Assembleia de Deus?
Pastor Sóstenes – Muitas igrejas evangélicas e mesmo algumas Assembleias de Deus interpretam que as mulheres não podem ter função de liderança. Mas estamos amadurecendo, está caindo a ficha. A opressão da mulher é consequência do pecado. Mas o Senhor Jesus veio restaurar a mulher do pecado. Então por que a mulher tem de ser inferior ao homem? Fonte: Revista Época via O Verbo

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Igreja metodista britânica aprova boicote contra Israel

A Igreja Metodista da Grã-Bretanha votou ontem pelo boicote a produtos e serviços israelenses oriundos de colônias israelenses em territórios palestinos, e encorajou todos os seguidores na Grã-Bretanha a fazerem o mesmo. A decisão é uma resposta a um convite de um grupo de cristãos palestinos, a um número crescente de organizações judaicas (ambos dentro de Israel e pelo mundo todo), e ao Conselho Mundial de Igrejas. A maioria dos governos reconhecem a ocupação israelense dos territórios palestinos como ilegítima pelo direito internacional.

Christine Elliott, Secretário de Relações Externas da igreja, disse: “Esta decisão não foi tomada de forma leviana, mas depois de meses de investigação, análise cuidadosa e, finalmente, o debate de hoje na Conferência. O objetivo do boicote é pôr fim às injustiças lá existentes. Ela reflete o desafio que os assentamentos apresentam para uma paz duradoura na região”.

Uma reportagem publicada no jornal The Jewish Chronicle acrescenta: “Os delegados na conferência de Portsmouth aprovaram esmagadoramente todas as recomendações do relatório, que incluia também um questionamento sobre se o sionismo era compatível com as crenças metodistas”.Fonte: Jornal Agora

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Polícia paraguaia prende traficante brasileiro

Policiais escoltam brasileiro apontado como um dos barões do tráfico na fronteira com Brasil - Foto:Jorge Adorno/Reuters

A polícia paraguaia prendeu neste sábado um dos traficantes brasileiros mais procurados do país e da Interpol (a polícia internacional), informou a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas).

Irineu Domingo Soligo, conhecido como Pingo e considerado um dos barões do tráfico de drogas na região da fronteira, foi preso na sua casa no departamento de Amambay, na divisa com Mato Grosso do Sul, durante a Operação Tamarindo.

De acordo com as autoridades, o traficante foi surpreendido dormindo com sua mulher e um de seus filhos. Foi informado também que não foi realizado nenhum disparo.

O brasileiro --que tem duas condenações no Brasil, uma de 15 e outra de 26 anos de prisão por narcotráfico-- teria associações com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). De sua fazenda, em território paraguaio, comandava uma rede de tráfico internacional de drogas.

A captura foi considerada tão importante que fez com que o presidente Fernando Lugo realizasse uma visita à sede da Senad para conhecer os detalhes da ação.

"É um gol antecipado contra o narcotráfico", afirmou o presidente, que visitou a entidade vestindo uma camisa da seleção paraguaia, que enfrenta na tarde de hoje a Espanha por uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2010. Fonte: ANSA via Folha Online

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Ayres Britto nega liminar a políticos que tentavam escapar da ficha limpa

Políticos de SC, MG e PR tentaram reverter lei que vetou suas candidaturas. Para vice-presidente do STF, só um colegiado poderia revogar as decisões

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, negou na noite desta sexta-feira (2) três pedidos de liminar para suspender a lei da Ficha Limpa. As medidas foram apresentadas pelo deputado federal João Pizzolatti (PP-SC), pelo ex-prefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e o ex-vice-prefeito Sued Kennedy Parrela Botelho e pelo candidato a vereador paranaense Juarez Firmino de Souza Oliveira.

A lei da ficha limpa veta a candidatura de políticos condenados crimes eleitorais por um colegiado de juízes. A norma foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 4 de junho. Também ficam inelegíveis aqueles que renunciaram para escapar da cassação e os cassados pela Justiça Eleitoral por irregularidades cometidas nas eleições de 2006.

Ayres Britto está no exercício da presidência da Suprema Corte e negou os pedidos alegando que não poderia suspender individualmente uma decisão tomada por um colegiado de juízes. O ministro afirma que “não está totalmente convencido” da possibilidade de concessão do efeito suspensivo por decisão monocrática, ao analisar uma decisão de colegiado.

“Se não é qualquer condenação judicial que torna um cidadão inelegível, mas unicamente aquela decretada por um 'órgão colegiado', apenas o órgão igualmente colegiado do tribunal ad quem [instância superior] é que pode suspender a inelegibilidade”, argumenta Ayres Britto em seu despacho.

A negativa de Britto aos pedidos de suspensão da lei da Ficha Limpa ocorre depois de colegas – ministro Dias Toffoli e ministro Gilmar Mendes – de Ayres Britto terem concedido duas sentenças favoráveis a políticos atingidos pela norma, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e a deputada estadual de Goiás, Isaura Lemos (PDT).

Casos

Ao negar o pedido do deputado federal catarinense João Pizzolatti (PP), Ayres Britto alegou que o parlamentar, condenado por improbidade administrativa, não foi penalizado pelo exercício de seu mandato, mas por ser sócio de uma empresa que teve um contrato com a Prefeitura de Pomerode (SC) considerado irregular pela Justiça.

O mesmo argumento foi utilizado por Britto no caso do ex-prefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e do ex-vice-prefeito Sued Kennedy Parrela Botelho, condenados pela Justiça Eleitoral de Minas.

Já para Juarez Firmino de Souza Oliveira, condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Ayres Britto afirmou que o Supremo não poderia suspender um recurso da Justiça Eleitoral. Oliveira teve suas contas de campanha para vereador de 2008 rejeitadas pelo Juízo Eleitoral da 66ª Zona de Maringá (PR). O TRE do estado extinguiu o recurso apresentado pelo candidato, que recorreu ao STF para garantir efeito suspensivo a recurso especial eleitoral contra a decisão do TRE, evitando a inelegibilidade. Fonte: G1/Globo.com

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sete candidatos disputarão o governo

Na próxima segunda-feira, a Justiça Eleitoral começa a receber dos partidos políticos os pedidos de registro de candidaturas às eleições de outubro. Com base no resultados das convenções e reuniões das executivas partidárias, o Paraná terá sete candidatos ao governo e doze candidatos às duas vagas que serão abertas para o estado ao Senado com o fim dos mandatos dos senadores Osmar Dias (PDT) e Flávio Arns (PSDB). A terceira vaga continuará sendo ocupada pelo Senador Álvaro Dias (PSDB), que tem mais quatro anos de mandato.

Os maiores partidos se aglutinaram em torno de duas candidaturas: a do ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) e a do senador Osmar Dias (PDT). Os partidos menores se distribuíram em cinco candidaturas: Paulo Salamuni (PV),Luiz Felipe Bergmann (PSOL), Amadeu Felipe da Luz Ferreira (PCB), Avanilson Araújo (PSTU) e Robinson de Paula (PRTB). Beto tem o apoio de treze partidos: DEM, PPS, PTB, PP, PMN, PSDC, PHS, PSL, PRP, PSB, PTC e PTN.

O PPS foi o último partido a anunciar apoio ao candidato tucano. O PPS, porém, lançará chapa completa para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Osmar encabeça a aliança formada por PDT, PMDB, PT, PC do B, PSC, PR e PT do B.

Para o Senado, a aliança formada em torno da candidatura de Beto lançou dois candidatos: Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP). A coligação do senador Osmar Dias terá Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB).

À exceção do PSOL, os partidos menores preferiram lançar somente um candidato: Rubens Hering (PV), Cláudio Timossi (PSTU), Gilberto Araujo (PCB), Valdemir Soares (PRB), Rivaldir Jansen (PRTB) e Eliane Aguiar (PRTB). Os candidatos do PSOL são Luiz Piva e Valmor Venturini.

Deputados

Para as eleições proporcionais, ainda não é possível saber quantos serão os candidatos a deputado federal e estadual. O tamanho das chapas varia de acordo com o número de partidos que participam de uma coligação.

Algumas siglas tiveram que cortar o número de candidatos a deputado. Foi o caso de vários dos partidos que integram o chapão formado por PT, PDT, PMDB, PR, PC do B e PT do B. No caso do PSC, a chapa proporcional será isolada dos demais. A coligação poderá indicar 108 candidatos a deputado estadual 75 homens e 33 mulheres.

Na aliança em torno de Beto Richa, como são treze partidos, a composição na proporcional terá que ser desdobrada em mais de duas chapas. O PSDB, DEM, PP e PTB e PRB se agruparam numa chapa para a Assembleia Legislativa, enquanto que os demais se dividiram em outras duas. Para deputado federal, os tucanos se juntaram ao DEM, PRB, PPS e PP. O PTB fez composição com os partidos menores. Fonte: Paraná Online, reportagem de Elizabete Castro

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Empate entre Serra e Dilma permanece, aponta Datafolha

Serra tem agora 39%, contra 38% de Dilma; Marina Silva aparece com 10%, aponta Datafolha - Folhapress

Serra tem agora 39%, contra 38% de Dilma; Marina Silva aparece com 10%, aponta Datafolha

Depois das convenções que oficializaram suas candidaturas à Presidência e às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão tecnicamente empatados, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem em todo o país.

O tucano tem agora 39%, contra 38% de Dilma. Marina Silva (PV) aparece com 10%.

Entre os 2.658 entrevistados, 5% responderam que pretendem votar em branco ou nulo. Outros 9% disseram não saber. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O quadro mostra pouca variação em relação a 20 e 21 de maio, quando Serra e Dilma tinham 37% e Marina, 12%.

Em junho, Serra concentrou aparições em programas de TV de 10 minutos do PSDB, do PTB e do PPS, partidos que o apoiam. Também teve alta exposição em propagandas curtas de rádio e TV dessas legendas.

Em maio, o levantamento foi produzido após Dilma Rousseff também estrelar propagandas do PT.

Em maio, 29% diziam ter visto algum comercial do tucano nos 30 dias anteriores. Agora, 50% responderam "sim" à mesma pergunta.

Já em relação a Dilma, em maio 37% diziam ter lembrança de comerciais da petista nos 30 dias anteriores à pesquisa. Agora, o percentual é próximo: 34%.

O PT usou vários horários regionais de sua propaganda partidária para manter Dilma em evidência em junho.

ESPONTÂNEA

Um resultado da maior exposição de Serra em junho fica evidente no levantamento espontâneo, quando os entrevistados dizem em quem pretendem votar sem ver uma lista de nomes.

Há um mês, o tucano tinha 14% na pesquisa espontânea. Subiu agora para 19%. Dilma estava com 19% e foi a 22%. Marina manteve 3%.

Nesse quesito, Dilma tem ainda potencialmente a seu favor os 5% que não sabem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se reeleger e declaram voto nele.

Há também 4% inclinados a votar em quem Lula indicar e 1% no "candidato do PT".

Serra manteve a maior rejeição, com 24% dizendo que não votariam nele de jeito nenhum, mas a taxa teve leve queda: era de 27% em maio. Dilma se manteve com 20% de rejeição. Marina tem 14%, mesmo índice anterior.

No cenário em que são incluídos os candidatos "nanicos", o empate se mantém: Serra tem 39% e Dilma, 37%. Marina vai a 9%.

Apesar do empate, Dilma lidera quando o eleitor é questionado sobre a expectativa de vitória. Para 43%, Dilma será eleita, contra 33% dos que apostam em Serra.

Houve também estabilidade do cenário de eventual segundo turno. Serra aparece com 47% e Dilma com 45%. Em maio, o tucano registrou 45% contra 46% da petista.

Dilma continua tendo suas melhores taxas no Nordeste, onde subiu de 44% para 47%, e Norte/Centro-Oeste, onde foi de 40% para 42%.

Já Serra está melhor no Sul, onde sua intenção de voto subiu de 38% para 50%, e no Sudeste, onde tem 43%, contra 40% de maio. Fonte: Folha Online, reportagem de Fernando Rodrigues

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Ao lado do ex-adversário Requião, Osmar Dias explica incoerências

Inimigos políticos quatro anos atrás, os dois agora dizem estar juntos em nome de um projeto para o estado. Senador ainda afirma que, por “coerência”, não se aliou a Richa

Da água para o vinho, em apenas quatro anos. Assim foi a primeira entrevista coletiva de Osmar Dias como candidato oficial ao governo paranaense pela coligação PDT/PMDB/PT. Sentados lado a lado, o senador pedetista Osmar Dias e o ex-governador Roberto Requião (PMDB) tentaram justificar os motivos que os levaram a se transformar de adversários ferrenhos na disputa eleitoral de 2006 em aliados nas eleições deste ano.

Questionado por várias vezes se os eleitores entenderiam essa mudança, Osmar afirmou que os interesses do estado devem estar acima de quaisquer divergências pessoais e que, por ter estado ao lado de Requião em outras oportunidades, não haveria motivos para questionar essa reaproximação.

O ex-governador, hoje candidato ao Senado pela coligação, classificou a aliança como uma “unidade necessária” e garantiu que as divergências entre os dois “estão absolutamente superadas em nome do estado”.

Durante a entrevista, Osmar também teve de dar explicações a respeito de outra possível incoerência em seu comportamento político: disputar o governo contra o tucano Beto Richa após negociar uma aliança com o PSDB.

Osmar esteve muito perto de fechar com Richa, que seria o candidato ao Palácio Iguaçu tendo o pedetista como um dos nomes para o Senado na chapa. Osmar admitiu que, em determinados momentos, acreditou que não seria possível fechar uma aliança em torno dos partidos que compõem a base aliada do governo do presidente Lula. Por isso trabalhou com a hipótese de se aliar aos tucanos. Mas disse que, em nome da “coerência”, decidiu não apoiar “a candidatura adversária” de Richa, a quem apoiou na eleição municipal de 2008.

O pedetista declarou ainda que só tomou a decisão de se lançar candidato ao governo do estado quando recebeu a notícia de que seu irmão, o também senador Alvaro Dias (PSDB), não tinha mais chances de ser vice na chapa presidencial de José Serra. Quando Osmar anunciou que seria candidato, na terça-feira à noite, porém, Alvaro ainda garantia que seria o vice de Serra. A seguir, confira os principais trechos da entrevista de Osmar:

Aliança com Requião

“Todos nós entendemos que, acima de qualquer divergência pessoal ou política, está o interesse do Paraná. Minha candidatura não é um projeto pessoal, mas um projeto de estado para defender os interesses dos paranaenses. Como disse o Requião, se houve divergências – e elas ocorreram e foram públicas – também há uma história do passado que recomenda que possamos estar sentados lado a lado. Ao lado do Requião, por exemplo, trabalhamos pelo fim da multa do Banestado, logo após as últimas eleições. Por que ali não se cobrou nossa união? Se nós nos unimos pelo Paraná naquela oportunidade, o que pode impedir que a gente esteja unido novamente?”

Possível acordo com o PSDB

“A carta [em que pedimos autorização ao diretório nacional do PDT para nos coligarmos com o PSDB] foi apenas uma consulta do que seria possível fazer em termos de aliança, caso não se concretizasse a coligação que eu defendia. Quando pensei que não conseguiria a aliança desejada, cheguei mesmo a pensar em disputar o Senado. Mas a coerência me recomendou estar neste campo, com os partidos que formam a base do governo Lula. O PDT tem regras muito rigorosas feitas pelo [fundador do partido, Leonel] Brizola. E essas regras deixam muito claro que o PDT não pode se aliar com partidos que não estejam na base do governo Lula. Não posso me submeter à vontade dos outros, aos projetos que não dizem respeito aos interesses do Paraná. O que seria mais coerente da minha parte: ser candidato a governador atendendo a um apelo da população ou a senador cedendo apelos para construir um acordo branco e apoiar a candidatura adversária? Está na hora de acabar com essa história de que eleição tem de ser ganha no acordo. Eleição tem que ser disputada. Não é possível que um estado com 7,5 milhões de eleitores não tenha direito de ter alternativas de escolha. O que estou me propondo a fazer é exatamente ser essa alternativa, para que o Paraná possa optar entre projetos diferenciados.”

Alvaro na vice de Serra

“Nenhum de nós abriu mão da candidatura. Eu disse que não haveria uma disputa entre irmãos, mas fui convencido pela população de que não estávamos disputando o mesmo cargo, de que não haveria uma disputa direta. Eu também não posso admitir que queiram dizer que o Alvaro estava sendo escolhido para ser vice do Serra apenas para arrumar uma situação no Paraná. Eu creio que ele estava sendo cotado por causa das virtudes dele, que são muitas. Ele tem todas as condições de ser vice-presidente. Mas [o fato de isso não ter se concretizado] não tem nenhuma relação com o que aconteceu aqui no Paraná. Esperei até o último momento e, só quando recebi a comunicação de que não haveria mais possibilidade da manutenção do Alvaro como vice, é que eu me senti à vontade para tomar minha decisão.”

Apoio do Alvaro na eleição

“Claro que conto com apoio dele. Vou dizer uma coisa de forma definitiva sobre o Alvaro. Ele é meu irmão. Nós temos um afeto muito grande um pelo outro e a opinião que dão a respeito do meu relacionamento com ele é mais ou menos a que dão sobre a seleção brasileira: cada um tem a sua escalação. Vale mesmo o que existe entre mim e o Alvaro: somos irmãos e a nossa família é muito unida.” Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Euclides Lucas Garcia

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Líderes de rebelião que ocorreu em janeiro voltam a Piraquara

Entre os 23 detentos que retornaram estão alguns dos que comandaram a revolta, que deixou seis mortos. Eles seriam ligados à facção criminosa Primeiro Co­­mando da Capital (PCC)

Os líderes da rebelião ocorrida em janeiro estão de volta ao Complexo Penitenciário de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. A informação foi confirmada por Cezi­nando Paredes, diretor do De­­par­tamento Peniten­ciário do Paraná (Depen-PR), órgão ligado à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju). Entre os 23 detentos que retornaram estão alguns dos que comandaram a revolta, que deixou seis mortos. Eles seriam ligados à facção criminosa Primeiro Co­­mando da Capital (PCC).

A volta dos presos leva mais temor ao lugar que vive sob tensão desde o início do ano, com de­­núncias de tiros de balas de bor­racha de policiais e pouca assistência aos detentos. “É preocupante isso. Esperávamos que eles ficassem mais um ano e meio em Catanduvas”, lamenta Paredes. Os presos estavam na penitenciária de segurança máxima de Catan­duvas, no Oes­te do estado. Segundo Pare­des, outros 26 transferidos na época da rebelião foram levados para um presídio no Mato Grosso.

O motivo do retorno dos presos seria uma falha na co­­municação entre a Vara de Execuções Penais (VEP), da Justiça Estadual, e a Vara de Execuções Penais, da esfera federal. De acordo com Paredes, o governo Esta­dual pediu para que os presos continuassem em Catanduvas. Entre­tanto, os juizes da VEP estadual não teriam enviado a documentação necessária à permanência.

O juiz federal Nivaldo Brunoni explicou que a lei permite, em caso de urgência, como ocorreu em janeiro, a transferência de presos de forma imediata. Entretanto, relata o juiz, depois disso é necessário que o juiz estadual ouça a defesa de cada preso e o Ministério Público. Em seguida, o magistrado estadual decide se o perfil de cada detento tem as características para permanecer em um presídio federal. Segundo Brunoni, isso não foi feito. A reportagem procurou o órgão estadual, mas não encontrou ninguém que pudesse esclarecer o ocorrido.

Ao Sindicato dos Agentes Peni­ten­ciários do Estado do Paraná (Sindarspen), a informação oficial é de que apenas um dos presos voltará à Penitenciária Central do Estado (PCE). Os demais serão distribuídos entre a Peni­tenciária Estadual de Piraquara e o Centro de Detenção e Ressocia­lização de Piraquara. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Diego Ribeiro e Vinicius Boreki

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