Promessa de campanha de Dilma, área deve ter verba reduzida pela metade
Previsão de orçamento federal até 2015 para secretaria antidrogas caiu de R$ 400 milhões para R$ 200 milhões
Um corte pela metade das verbas previstas para a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) ameaça o programa de combate ao crack do governo federal, uma das prioridades do governo Dilma Rousseff e tema da campanha eleitoral. O alerta foi dado pela própria titular da pasta, Paulina Duarte, durante audiência pública no Congresso. Ela alertou que a diminuição da verba coloca em risco os programas de prevenção e tratamento.
A previsão era de que a secretaria deveria receber, até 2015, R$ 100 milhões por ano para alcançar as metas, ou R$ 400 milhões no total. A tendência, no entanto, é que a fatia prevista no Plano Plurianual para a Senad seja de R$ 200 milhões no período, segundo o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas, presente na audiência. O Plano Plurianual será apresentado no Congresso pelo governo até fim de agosto.
No encontro no Congresso, Paulina avisou: sem recursos, a secretaria não terá como cumprir compromissos apresentados ano passado, durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Reação. A notícia de ameaça aos R$ 400 milhões para a área provocou uma rápida resposta entre integrantes do Conselho Federal de Medicina (CFM). "Isso demonstra uma incoerência com compromissos assumidos durante a campanha. Como justificar um corte tão significativo para uma área dita prioritária?", questionou o vice-presidente do CFM, Carlos Vital Lima.
Lima lembrou que o tratamento dos dependentes tem de ser feito de forma sistematizada, por uma rede integrada de assistência. "Pacientes não podem esperar", ressaltou.
O deputado Reginaldo Lopes ouviu de Paulina que a redução colocaria em risco a instalação de parte dos 65 centros regionais sob a coordenação de instituição de ensino superior para capacitação de profissionais de saúde e para realização de pesquisas. "É uma espécie de centro de inteligência, onde vários estudos sobre o assunto seriam realizados", explicou.
No entanto, Lopes disse acreditar que cortes para ações contra crack não serão generalizados. "Atualmente, verbas para medidas de combate e prevenção da droga estão pulverizadas em várias áreas do governo. Temos recursos no Ministério da Saúde, no MEC (Ministério da Educação). Não significa que toda a verba do crack será reduzida pela metade", ponderou.
Demanda. Integrante da Comissão de Assuntos Sociais do CFM, o médico Ricardo Paiva diz que hoje há um déficit de 7,5 mil leitos para atendimento de pacientes dependentes do crack que estão em fase de desintoxicação. "Existem atualmente 2,5 mil. E o próprio Ministério da Saúde afirma ser necessário 10 mil", contou Paiva.
A oferta de centros de Atendimento Psicossocial (Caps) também está muito aquém do necessário. "O ideal seria ter um Caps para cada 70 mil habitantes. Claro que esse número está longe de ser alcançado." Para Paiva, a redução de recursos sinaliza uma tendência preocupante. "É preciso colocar todo o discurso em prática, transformar em ações aquilo que foi anunciado com tanta animação." Fonte: O Estado de S.Paulo, reportagem de Lígia Formenti
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Programa anticrack é ameaçado com cortes
Presidente estadual do PSB lança Ducci como candidato à prefeitura de Curitiba
Severino Nunes de Araújo fez anúncio e disse que partido vencerá a disputa ainda no primeiro turno. Luciano Ducci lembrou que ainda há trabalho para fazer
Um evento do Partido Socialista Brasileiro (PSB), realizado nesta quarta-feira (17) em Curitiba, serviu para fazer um lançamento, ainda que não oficial, da candidatura de Luciano Ducci para a prefeitura da capital em 2012. O encontro ainda contou com a participação do presidente nacional do partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do presidente estadual, Severino Nunes de Araújo, e representantes de partidos aliados ao atual prefeito de Curitiba.
Foi Araújo quem, pela primeira vez, pediu abertamente voto para Ducci e disse que ele era o candidato do partido. “Quero anunciar aqui o nome do Luciano Ducci como candidato à prefeitura de Curitiba. Vamos ganhar no primeiro turno”, afirmou. Mesmo com o anúncio feito pelo presidente do partido, Ducci desconversou. “Fico feliz com a lembrança em relação à eleição de 2012, mas todos me conhecem bem e ainda temos que trabalhar bem neste ano”, diz o atual prefeito.
O presidente nacional do partido, Eduardo Campos, também fez um discurso, em que falou das conquistas de Curitiba e da parceria com o governador Beto Richa (PSDB) com pouco entusiasmo. Sobre a candidatura de Ducci, Campos afirmou que “esta conclamação já está feita desde muito [tempo]”. Perguntado se a visita dele a Curitiba tinha como objetivo fazer a mobilização em torno de Ducci, Campos disse que o prefeito é o principal nome do partido na capital paranaense.
Araújo ainda lançou vários nomes de afiliados ao partido como candidatos a prefeito. Para São José dos Pinhais, o candidato é o deputado federal Leopoldo Meyer. O deputado estadual Reni Pereira deve concorrer para a prefeitura de Foz do Iguaçu. Ainda foram citados Wilson Quinteiro, para a prefeitura de Maringá, e Carlos Andrade, que disputaria a eleição em Campo Largo. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Fernanda Trisotto e Heliberton Cesca
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Setenta presos da PEM estão tendo oportunidade de trabalho em Maringá
Reportagem veiculada no dia 01 de agosto de 2011, Programa Balanço Geral da Rede Record apresentado pelo Léo Júnior. Reportagem da Taís Santa e produção da Vanessa Bellei. Esse e outros vídeos disponíveis no canal do Léo no www.youtube.com
Richa anuncia contratação de 10 mil policiais e mais verba para segurança
Medidas fazem parte de programa que pretende ampliar os recursos destinados à segurança pública, aumentar o policiamento nas ruas e melhorar o atendimento à população
O governo do Paraná anunciou a contratação de dez mil policiais e o aumento do orçamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) na manhã desta terça-feira (16), quando foi lançado o programa Paraná Seguro. O objetivo é ampliar os recursos destinados à segurança pública, aumentar o policiamento nas ruas e melhorar o atendimento à população. A cerimônia contou com a participação do governador Beto Richa (PSDB) e do secretário de segurança pública, Reinaldo de Almeida César. O dinheiro para as ações virá do Tesouro do Estado, União, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).
Dos dez mil policiais que serão contratados, oito mil vão integrar o quadro da Polícia Militar (PM) e dois mil irão para a Polícia Civil. De imediato, o governo pretende convocar os dois mil candidatos aprovados para o concurso da PM realizado em 2009. Destes, 500 devem formar o Batalhão de Fronteira, que ficará responsável por fiscalizara região fronteiriça do estado. Também serão contratos 670 aprovados para o cargo de investigador, no último concurso da Polícia Civil. Ainda será aberto um concurso público para o preenchimento de 40 vagas de delegados. Com isso, todas as comarcas do Paraná terão um delegado responsável.
O orçamento da Sesp, que é de R$ 1,5 bilhão, receberá um reforço de R$ 500 milhões, valor que poderá dobrar até 2014. O governo também quer propor a criação do Fundo Estadual de Segurança Pública, que seria usado para financiar ações de segurança.
Além disso, o governo anunciou o reequipamento das polícias Militar e Civil e dos institutos de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML), além da implantação da delegacia eletrônica em setembro, que vai possibilitar a comunicação de boletins de ocorrência online, o chamado BO eletrônico.
Programa
Até 2014, a promessa do governo é que sejam contratados, por meio de concurso público, mais seis mil policiais militares, 360 delegados, 600 escrivães, 530 investigadores para a polícia civil e 300 papiloscopistas para o Instituto de Identificação. Os cargos vagos no IC e IML.
O programa ainda estabelece a criação de 400 módulos policiais móveis, que são formados por um trailer, duas motos e uma viatura da PM. Está prevista a construção de 95 delegacias no Paraná, além da instalação de cinco bases de helicóptero para ações de socorro, resgate, polícia e fiscalização. Também devem ser adquiridas 3,2 mil viaturas, que irão para a PM e IML.
O IML também será alvo de ações do programa. Novas sedes devem ser construídas em todo o estado, começando por Curitiba, Maringá e Londrina. Na capital, está sendo feita uma licitação para a construção de uma nova sede no bairro Vila Isabel. Em Maringá, a licitação está em andamento e em Londrina, a previsão é de que as obras iniciem em janeiro de 2012.
Cadeias
A gestão de cadeias públicas vai passar da Sesp para a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), que ficará responsável por aumentar o número de vagas nas unidades. As primeiras cadeias a mudarem de coordenação são a Laudemir Neves, em Foz do Iguaçu, e a Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. Com essa mudança, os policias que tomam conta das unidades serão direcionados para a atividade de investigação.
O governo pretende contratar, provisoriamente, 150 advogados para a Defensoria Pública, que foi criada em maio deste ano. Esses profissionais deverão revisar os 30 mil processos de presos condenados e provisórios que estão em delegacias e penitenciárias do estado.
Nas ruas
Para aumentar o policiamento nas ruas, o governo pretende permitir que os jovens egressos do serviço militar sejam admitidos para o serviço administrativo da PM, o que é estabelecido pela Lei 10.029/2000, conhecida como Lei Fraga. O documento prevê a contratação de jovens entre 18 e 23 anos para o trabalho administrativo, liberando assim os policiais para as ruas.
Além disso, vai mandar mensagens para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para aumentar o número de policiais civis e criar o fundo estadual de segurança pública. A criação dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) também será desburocratizada, para ampliar a participação da população das decisões de segurança. Fonte: Gazeta do Povo
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Reflexão
Uma das maiores dificuldades do ser humano é ter a certeza sobre o que fazer, em que direção seguir.
A um ditado que diz "nenhum vento ajudará a nenhum barco que não sabe para qual porto quer atracar", uma verdade inconteste.
O salmista sabia do perigo de ficar confundido e manifestou a sua ansiedade em ser guardado, ele declara e nos ensina que essa proteção só encontraremos no refúgio verdadeiro que há no Senhor e na sua palavra.
"Guarda a minha alma, e livra-me; não me deixes confundido, porquanto confio em ti. Salmos 25:20"
Falta da falta - Por Marina Silva
O sistema financeiro mundial parece ter descoberto algo que Caetano Veloso já cantava há muitos anos: alguma coisa está fora da ordem.
O Congresso chegou a um acordo temporário para evitar o calote dos EUA, mas a percepção de que “algo se quebrou” já havia se instalado.
O rebaixamento da nota de títulos americanos por uma agência de risco agravou o problema, pois os títulos dos EUA sempre foram o porto seguro para os mercados e para os Estados nacionais. Mas, antes do rebaixamento, já tínhamos quatro dias de desabamento das Bolsas mundiais.
Qual o caminho para a superação desse aparente caos?
Bem, talvez eu não seja a melhor pessoa para apontar soluções, mas parece que, nesse momento, ninguém tem uma resposta boa o suficiente.
Temos a sensação de que as soluções encontradas para a crise de 2008 só empurraram os problemas para a frente. Os trilhões de dólares despejados para salvar os bancos foram outra medida momentânea, talvez a mais fácil para se evitar uma questão politicamente muito difícil: quem vai pagar a conta. E o filme se repete.
A Europa reage fortemente à situação atual. A ajuda trilionária concedida em 2008 piorou o endividamento público, o desemprego (porque os recursos serviram mais à especulação do que ao investimento) e gerou pressão para a redução do Orçamento, no momento em que os programas sociais são mais necessários.
Nos EUA, a pressão vem do “outro lado”, de setores que têm força política e não estão dispostos a usá-la para uma mediação. Ao contrário, preferem o confronto, o impasse.
Todos ficamos assustados com o nível de radicalismo ideológico de uma parcela minoritária e significativa da sociedade americana.
Quando a maior democracia do mundo quase coloca o país numa situação de insolvência por disputas políticas irracionais, com repercussões graves para o resto mundo… alguma coisa está fora da ordem. E não é só na economia.
Muitos analistas avaliam que podemos chegar a uma situação parecida com a da crise de 1929. Pode ser pior.
Hoje, o mundo parece estar padecendo não do problema da falta de recursos para resolver a crise financeira que usurpa e sabota o futuro das economias. Como alguém já disse, nosso maior padecimento é o mal do excesso de ambição, de consumo, de poder e de pressão pelo sucesso.
Como tão bem retratou Charles Ferguson no filme “Trabalho Interno”, ganhador do Oscar de melhor documentário deste ano, o grande problema é o da “falta da falta”, sobretudo de sentido público e de vergonha por não mais se usar a ética como guia para referenciar escolhas e ações.
Se algo está realmente fora da ordem, é a falta de valores.
A crise na economia é apenas uma das consequências. Fonte: Folha de S.Paulo
Assembleia de Deus em Mato Grosso prepara filiação em massa no Partido Social Cristão
Um movimento articulado por lideranças da Igreja Assembleia de Deus, em Mato Grosso, prepara uma filiação em massa, até o final de setembro, para fortalecer o Partido Social Cristão (PSC), com vistas às eleições de 2012 e 2014.
A estratégia é montar, inicialmente, o partido com média de 60 mil filiados neste ano e, futuramente, fazer frente ao poder político da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, que tem infiltração no PRB e é liderado nacionalmente pelo senador Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro.
Com a filiação de políticos de peso, é aguardada a adesão de muitos voluntários, em especial, freqüentadores do Grande Templo de Cuiabá, localizado na Avenida do CPA.
Conforme Midianews apurou, toda a articulação é liderada pelo suplente de deputado federal Victorio Galli, atualmente no PMDB, com apoio do deputado estadual Sebastião Rezende (PR).
Ambos têm base eleitoral em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), terceiro colégio eleitoral de Mato Grosso, e o republicano é a principal liderança da Igreja Assembleia de Deus, com cargo de representação popular.
A filiação de evangélicos do PSC também é liderada por Manoel Abílio Mourmer Ribeiro, filho do pastor Sebastião Rodrigues de Souza, vice-presidente nacional da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
“Toda essa articulação vai gerar uma grande novidade no cenário político. A ideia é agregar seguidores da Assembleia de Deus, mas outros evangélicos não estão impedidos de somar ao projeto. Seremos um partido pautado no valor cristão, buscando valorizar o próximo apostando na melhoria da qualidade de vida do cidadão”, informou uma fonte, que, por enquanto, prefere ficar no anonimato.
Nomes conhecidos
Para alcançar sucesso nas urnas, já é considerada certa a filiação da ex-vice-prefeita de Cuiabá, Jacy Proença, do ex-comandante geral da Polícia Militar, Orestes Oliveira, e do segundo suplente do PT na Câmara de Cuiabá, Oséas Machado de Oliveira.
Embora o petista seja integrante da Igreja Batista, é forte a chance de ele migrar para o PSC. Ele obteve 2.743 votos na eleição municipal de 2008.
O movimento religioso deve provocar baixa em diversos partidos políticos. Isso porque o empresário Valdinei Iori, que concorreu na última eleição a deputado federal pelo PSDB, já é dado como certo no PSC.
O mesmo ocorre com o pastor José Marcos, que é filiado ao DEM, o suplente de vereador Célio Bispo (PV) e Marcrean dos Santos, filiado ao PRTB e presidente do bairro Pedregal, em Cuiabá, por mais de 10 anos.
Até 2014, o grupo ainda trabalha com a possibilidade de inclusão do vereador por Cuiabá, Misael Galvão (PR), que obteve 3.069 votos na eleição de 2008 e assumiu uma vaga na Câmara, em função da nomeação de Francisco Vuolo (PR) para o secretariado do governador Silval Barbosa (PMDB).
Projetos
A ideia dos evangélicos é também assegurar participação em candidaturas majoritárias. O presidente do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura), engenheiro civil Tarciso Bassan, é cotado para concorrer à Prefeitura de Várzea Grande pelo PSC.
Porém, filiados do partido não descartam a possibilidade de lançá-lo candidato a vice-prefeito, numa chapa encabeçada pelo prefeito em exercício do município, Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli, que deixou o PR e vai para o PSD.
Outro lado
O suplente de deputado federal Victorio Galli não atendeu aos telefonemas da reportagem.
A ligação para o celular do deputado estadual Sebastião Rezende foi atendido pela sua esposa, que informou ter o parlamentar viajado e só retornará na segunda-feira (15).Fonte: MidiaNews
Ducci e Eduardo Campos inauguram creche Miguel Arraes
O prefeito Luciano Ducci e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, inauguram nesta quarta, às 11h, a creche Miguel Arraes, na CIC. A creche leva o nome do avô de Campos, que foi presidente nacional do PSB, deputado federal, prefeito de Recife, 3 vezes governador do Pernambuco e uma das principais lideranças políticas do Brasil. Eduardo Campos, que já foi ministro de Ciência e Tecnologia, é o presidente nacional do PSB, partido de Luciano Ducci. No ano passado, Campos foi reeleito governador de Pernambuco, com 82,83% dos votos válidos. Fonte: Blog Fabio Campana
O Conselho Comunitário de Segurança do bairro Água Verde de Curitiba prestará homenagem póstuma à juíza
O Conselho Comunitário de Segurança do bairro Água Verde prestará homenagem póstuma à juíza assassinada no Rio de Janeiro,Patrícia Lourival Acioli.
A homenagem será feita na próxima reunião do Conselho de Segurança e incluirá a publicação do cartaz acima em diversos jornais de bairros de Curitiba.
domingo, 14 de agosto de 2011
Como ser um fracasso como pai - Por Carlos Calito
O exemplo da família de Davi nos ajuda a avaliarmos quais elementos podem ser evitados dentro de nossos lares a fim de que não venhamos a experimentar tragédias como as que aconteceram na casa do mais famoso rei de Israel. Mesmo sendo um homem segundo o coração de Deus, isso não garantiu a Davi o sucesso como um bom pai de família. Ele era um homem espiritual, temente a Deus, compôs lindas canções de louvor, mas faltaram-lhe alguns quesitos para ter uma família harmoniosa e saudável.
Quais foram os ingredientes da composição desastrosa dentro do lar de Davi e quais são as coisas que você pode fazer para provocar a ruína de seu núcleo familiar? Caso você já esteja praticando alguma destas coisas, acenda o sinal amarelo e busque agentes corretivospara evitar a mesma experiência de Davi no final do episódio com Absalão – sair chorando e lamentando-se pelos corredores do palácio a perda do filho amado.
Em primeiro lugar, para ser um fracasso como pai, gaste tempo demasiado procurando sua realização profissional. Davi tinha um reino para administrar e muitas batalhas para realizar. Isso fez com que ele não tivesse tempo para dedicar-se aos filhos. Muitos pais acreditam que a prioridade em suas vidas é estabelecer-se profissionalmente para poder ter rendimentos suficientes e prover ‘conforto’ para o futuro dos filhos. Assim, dedicam muitas horas ao trabalho e acabam tendo pouca disponibilidade para os filhos.
No afã de buscarem uma provisão para o futuro, esquecem o presente. Na ilusão de deixar muitos bens para os filhos desfrutarem, não lhes oferecem o bem maior que é a sua presença e afeto diários.
Para ter uma família como a de Davi, como todo bom ‘rei’, use TODO o seu tempo livre para investir em você, afinal, como é afirmado em todo o tempo na mídia: você merece! Primeiro gaste seu tempo se atualizando. Hoje em dia uma pessoa desinformada é um cidadão de segunda categoria. Jamais deixe de assistir um noticiário na televisão, assim você será um sujeito que jamais ficará de fora de qualquer assunto em uma roda de conversas, exceto quando a conversa for com o filho. Sem assuntos em comum, com certeza o abismo relacional entre vocêsse ampliará rapidamente.
E não deixe passar nenhuma oportunidade de fazer cursos e de ficar horas no computador visitando páginas que contém informações preciosas para seu crescimento profissional – mesmo à custa de só estar com os filhos nos domingos. Com certeza alguém dirá a você: mas um domingo todo já não é o suficiente?
Também é perfeitamente compreensível que, tendo aulas de idiomas, academias, cursos de especialização e ainda todas as tarefas de seu trabalho diário, no domingo você queira descansar de toda esta semana tão intensa, afinal ninguém é de ferro. Enfim, se você ficar irritado com os filhos correndo pela casa e fazendo barulho e pedindo o tempo todo para você brincar com eles, essa irritação é compreensível, pois é resultado de seu cansaço. Nunca esqueça que a intenção última de todo esse cansaço é ser bem sucedido para proporcionar o ‘melhor’ para a família. Então, nestes momentos de irritabilidade, o melhor a se fazer é dizer para a esposa ir passear com as crianças no shopping. Se eles forem adolescentes, melhor: podem ir sozinhos ou com os amigos. Você então terá seu merecido tempo para o descanso diante da tela do computador ou assistindo ao jogo de seu time preferido. O seu merecido descanso ajuda a pagar os modelos errados pregados na mídia que um dia seu filho poderá querer imitar – afinal, ele não vai querer imitar um pai que trabalha muito, tem pouco dinheiro (se comparado a estes ‘ídolos’), que está sempre cansado e nunca tem disposição de fazer nada com os filhos.
Não se preocupe em ajudar seus filhos a desenvolverem boas amizades. Deixe isso por conta e risco dele. Se eles se envolverem com maus conselheiros, paciência, pois terão que arcar com as conseqüências. E a melhor forma de você fazer isso é você mesmo não ter amigos. Procure viver uma vida isolada socialmente, afinal, os outros só atrapalham mesmo. Se você tiver uma boa rede social, especialmente com amigos de caráter, que tenham valores de vida muito similares aos seus e também tiverem filhos na mesma idade, provavelmente seus filhos irão desenvolver amizades com os filhos de seus amigos e conviverão com pessoas e famílias que tem bons valores de vida, não se metendo facilmente em encrencas ‘por influência dos amigos’.
Jamais reprima os desejos de seus filhos. É preciso dar aos filhos TUDO o que você não teve na infância e adolescência, seja em bens materiais ou em liberdades. Agindo assim, você evitará ‘traumatizar’ seus filhos, exceto, logicamente, quando eles começarem a impor certas condutas e liberdades que você julga erradas e você entrar em discussões fervorosas, que terminam em gritos e até agressões físicas.
Dizem alguns ‘experts’ que você jamais deve impor seus valores a seus filhos, mas deixá-los escolher livremente os valores que eles queiram adotar para a vida – isso sim é a ‘verdadeira liberdade’. Logo, além de não forçar seu filho ir à igreja, também nunca conte histórias da Bíblia para ele, nem realize momentos de devocionais em família. Tampouco fale para eles de suas experiências pessoais com Deus e dos muitos pequenos milagres que Ele já realizou em sua vida, pois isso com certeza influenciaria na sua ‘livre escolha’.
Também não deixe claro aos filhos quais são os seus valores sobre sexualidade, afinal tudo que eles precisam aprender sobre esse tema já está na internet e nas cartilhas ‘muito bem elaboradas e nada tendenciosas’ que ele recebe na escola, feitas com muito critério pelo governo. Ou por acaso você acha que seus valores podem ser comparados aos tecnocratas de um Ministério da Educação?
Outro elemento muito importante para a desgraça familiar, que foi amplamente utilizado por Davi, é o silêncio. Evite dialogar com seus filhos e cônjuge, pois a conversa deles pode ser muito aborrecida. Profundas são as conversas com os amigos em uma mesa de bar! Logo, nunca converse com eles nem demonstre emoções positivas na frente deles. Emocionar-se é para os fracos e você precisa ser forte em seu reino pessoal. Apenas demonstre emoções na hora da raiva: faça valer seu porte físico e seu potente timbre de voz para gritar e intimidar os filhos, pois os gritos, com toda certeza, vão ajudá-los a ouvirvocê melhor. E se os gritos não funcionarem, sempre se pode recorrer à força física – claro, sem espancamentos porque não é politicamente correto e você pode até ser denunciado por isso, mas uns cascudos e tapas, especialmente se os filhos já forem adolescentes. Infalivelmente isso gerará amargura no coração deles, que se sentirão agredidos, e levará seus corações para bem longe do seu coração. E lembre-se: ao disciplinar seus filhos, evite todo e qualquer contato visual, pois os olhos são a janela da alma e se você olhar bem fundo nos olhos deles, talvez veja apenas uma criança ou adolescente ingênuo que precisa aprender a lidar de forma saudável com o meio, e não o monstro que precisa ser domado com gritos e bofetões.
Bem, esses são apenas ALGUNS ingredientes necessários para a desgraça familiar. Espero que as linhas acima sirvam de alerta para uma reflexão profunda sobre o desenvolvimento de um relacionamento saudável entre pais e filhos.
Parabéns a todos os pais
Desejo a todos os pais, um bom dia.
Que todos nós que somos pais possamos ser um exemplo para os nossos filhos.
Que sejamos presentes e que em tudo possamos ser um referencial.
Que Deus nos ajude a cumprir com a nossa missão de pai, cuidados dos nossos
filhos e filhas.
Parabéns a todos os pais, ao meu e nós todos.
Acima uma meditação para que possamos refletir sobre as nossas atitudes.
sábado, 13 de agosto de 2011
Detentos vão passar o Dia dos Pais em casa
Cerca de cinqüenta detentos que cumprem pena na Penitenciária Estadual (PEM) e na Casa de Custódia (CCM) de Maringá devem receber o direito de saída temporária para comemorarem o Dia dos Pais com a família.
A licença, autorizada pela Vara de Execuções Penais (VEP), começou na manhã de ontem com a liberação de três detentos que cumprem pena em regime semiaberto na CCM. Outras liberações devem ocorrer hoje.
Segundo o diretor da PEM, Luciano Marcelo Simões de Brito, as licenças são concedidas para detentos que já cumpriram a maior parte da pena - um sexto para réus primários e um quarto para reincidentes - e que apresentam bom comportamento e ganharam direito ao regime semiaberto.
As licenças variam entre cinco e sete dias e prevêem punições para os detentos que não se reapresentarem no dia e horário acordado, como perda do direito de progressão ao regime. Além disso, o evadido terá a prisão decretada, passando a ser considerado foragido. Uma vez recapturado, passará a cumprir pena no regime fechado.
Ainda de acordo com Brito, os detentos que residem em Maringá e região devem se reapresentar até as 16h30 da próxima quarta-feira. O prazo para os que residem em outros Estados é sexta-feira. Na PEM, cerca de 23 detentos devem ser beneficiados.
O diretor da CCM, Valdecir Glalik Alves, disse ter encaminhado cerca de trinta pedidos à VEP. Diante da sobrecarga de processos na VEP, algumas licenças podem ser concedidas somente na próxima semana.
Brito observou que índice de não-retorno após as saídas temporárias está abaixo da média registrada em outras unidades penais. Segundo ele, na portaria anterior não houve evasão na PEM. Fato semelhante ocorreu na CCM, que registrou 100% de retorno dos detentos liberados.
Além de ser um benefício previsto em lei, a saída temporária integra os programas que visam a ressocialização do detento. A licença é concedida pelo prazo máximo de sete dias pelo juiz responsável pela VEP, que só dá a autorização após ouvir os pareceres da Secretaria de Justiça e do Ministério Público.
As licenças podem se repetir cinco vezes durante o ano: Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças ou Finados e Natal/Ano Novo. Fonte: O Diário, reportagem de Roberto Silva
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Grupo ortodoxo busca resgatar poligamia para o judaísmo
Há mais de mil anos que o judaísmo proíbe a poligamia, mas um pequeno grupo em Israel luta agora para que este antigo hábito praticado pelos patriarcas volte a ser aplicado legalmente pelas autoridades do país.
A organização Família Judaica Completa busca colocar o assunto na agenda religiosa do país com uma campanha que destaca os benefícios sociais dos casamentos múltiplos e garante que não há nenhuma lei judia em vigor que os proíba expressamente.
A poligamia, argumentam seus defensores, é a única solução para as jovens judias que enfrentam uma “enorme escassez de homens, especialmente entre o público ultraortodoxo”.
“Se você perguntar aos casamenteiros, que organizam 90% dos casamentos no mundo ultraortodoxo, eles responderão que, para cada 2,5 mil mulheres livres, há apenas 600 homens solteiros. Há muitas mulheres condenadas ao celibato”, afirma à Agência Efe o rabino Yechezkel Sofer, morador de Tel Aviv e principal promotor da iniciativa.
A proibição da poligamia no judaísmo, explica, foi ditada pelo rabino Gershon em Mainz (Alemanha) no século passado, que erradicou a prática entre os judeus asquenazes (da Europa central e oriental), mas não entre os sefardis (que se instalaram em países árabes após ser expulsos da Espanha).
Na Pérsia, Iêmen, Curdistão e, de forma mais limitada, no Marrocos, os judeus durante gerações se casaram com várias mulheres, segundo Sofer, que considera que a proibição de Gershon “tinha uma limitação temporária e espacial: estava restrita à região onde habitava e ao quinto milênio, por isso terminou já faz 760 anos”.
“A proibição está suspensa e nós temos que nos reger pelos costumes de nossos antepassados”, diz, enquanto lembra que os pais fundadores do povo judeu tiveram várias esposas (Abraham, dois, e Jacob, quatro) “para ampliar a família e porque a mulher tem um papel muito importante e sua defesa do homem é o que dá estabilidade e segurança à família”.
“Todos os grandes rabinos dos últimos séculos, inclusive o Gaon de Vilnius, estavam a favor da multiplicidade de mulheres e Maimônides (de Córdoba) permitiu até 100 esposas”, destaca.
Para corrigir o que considera “um erro histórico”, a organização Família Judaica Completa impulsiona uma campanha com anúncios em publicações religiosas e distribuição de panfletos para convencer os israelenses sobre a conveniência da poligamia masculina para acabar com “a situação trágica em que se encontram muitas mulheres judias que não conseguem constituir família”.
Sua opinião difere muito da postura que mantém o Rabinato Chefe, tanto o ashkenazi como o sefardi, que se opõem frontalmente a esta interpretação das fontes judaicas.
O rabino Jacob Bezalel, assessor do rabino chefe sefardi Shlomo Amar, considera essas ideias “uma perversão do judaísmo motivada unicamente pela luxúria carnal”, informa o jornal “Jerusalem Post”.
“É uma distorção e uma loucura. Nenhum rabino pode permitir algo assim, é uma vilania”, afirma Bezalel.
O rabino Yeshua Lewin explicou à Agência Efe que esta prática não existe entre os asquenazes e lembrou ao homem o mandamento de “amar sua mulher completamente e fazer com que ela se sinta completamente amada”.
Sofer diz que há dezenas de casos de poligamia judaica em Israel, mas admite a dificuldade de precisar quantos, porque muitos o fazem às escondidas.
“Aqui é permitido a um judeu ter duas esposas, desde que tenha autorização de um dos dois rabinos chefes. Nós ajudamos mais de 30 maridos a conseguir a permissão. O problema é que é um processo longo, não muito aceito socialmente e uma violação da lei que o povo não conhece”, algo que sua organização pretende modificar.
Entre os motivos que, segundo ele, levam um homem justificadamente a buscar mais de uma esposa, está, por exemplo, a possibilidade de a primeira não poder lhe dar filhos ou ter uma menstruação muito longa, “o que o impede de se deitar com ela frequentemente”.
Segundo ele, pode haver o caso de homens que viajam muitos dias por semana e suas mulheres desejarem que eles sejam cuidados onde quer que estejam, ainda que para isso seja necessário ter outra(s) esposa(s); e o caso de mulheres que não queiram fazer sexo com seus maridos, o que os permitiria contrair outro casamento.
Embora não haja limites claros ao número de esposas, lembra Sofer, “o Shuljan Aruj (código legal do judaísmo) recomenda um limite de quatro para que o homem possa cumprir o preceito de On (potência viril), pois o mês possui quatro semanas e, para os judeus, no sábado é preceptivo manter relações sexuais com sua mulher”.
Questionado sobre a possibilidade de mulheres judias terem mais de um marido, o rabino Sofer é determinante: “Não. Não. Não. Não. A lei judaica não permite à mulher casar-se com vários homens, pois o considera um adultério. Além disso, isso vai contra a natureza humana”.Fonte: EFE
Israelenses encontram espada romana em Jerusalém
Uma espada romana da época do Segundo Templo judaico foi encontrada recentemente em Jerusalém, informaram arqueólogos israelenses.
De acordo com um comunicado do Departamento de Antiguidades do país, emitido na segunda-feira, a espada de 60 centímetros estava junto a um estojo de couro --ambos considerados em bom estado de conservação.
Israel Antiquities Authority/France Presse
A espada encontrada em sítio arqueológico israelense mede 60 centímetros
"Aparentemente a espada pertencia a um soldado da guarnição romana mobilizada em Israel antes do início da Grande Revolta dos judeus contra os romanos no ano 66 da era cristã", diz o comunicado.
As peças se encontravam em um antigo canal de 2.000 anos situado na cidade de David, no bairro árabe de Silwan, ao sul das muralhas da Cidade Santa, em Jerusalém.
A mesma fonte disse que o canal permitia abastecer com água da chuva a piscina bíblica de Siloé. "[Esse local] servia de refúgio aos habitantes de Jerusalém que fugiam dos romanos durante a destruição do Segundo Templo." Fonte: France Presse
Juíza é enterrada no Rio; família diz que escolta foi negada
Parentes da juíza Patrícia Lourival Acioli, assassinada na noite de ontem, contestaram a versão de que a magistrada teria pedido dispensa de escolta de segurança. Segundo os familiares, Patrícia continuava recebendo ameaças e as relatava por meio de ofício ao TJ (Tribunal de Justiça do Rio).
Severino Silva/Ag. O Dia
Policias fazem perícia no carro da juíza Patrícia Lourival Acioli, baleada em frente a sua casa, em Niterói, na região metropolitana do Rio
"Ela tinha solicitado escolta e o pedido tinha sido negado. Houve negligência na segurança dela", afirmou a médica Mônica Lourival, prima da juíza.
Outro parente bastante próximo de Patrícia que não quis se identificar disse desconhecer a informação de que a juíza havia dispensado a segurança particular.
"Quando ela recebia essas ameaças, ela simplesmente expedia ofício e enviava ao tribunal, informando tudo aquilo que acontecia, e cobrando as providências que eles entendessem cabíveis", disse.
Patrícia Acioli foi enterrada no fim da tarde desta sexta-feira, no cemitério do Maruí, em Niterói (RJ). Cerca de 300 pessoas acompanharam a cerimônia. O ex-marido da juíza, Wilson Junior, que é advogado, fez um discurso emocionado, no qual pediu que o assassinato da juíza não fique impune e não "vire estatística".
"Se ela está morta hoje, em algum momento o Estado falhou", declarou.
Após o enterro, o cabo da PM Marcelo Poubel, que era namorado da juíza, foi levado por policiais da Corregedoria da Polícia Militar para prestar depoimento. O teor do interrogatório não foi revelado pelo corregedor Ronaldo Manezes.
Poubel já havia prestado depoimento durante seis horas na Delegacia de Homicídios da Barra da Tijuca, que investiga o caso.
EMBOSCADA
A juíza foi morta às 23h45 quando chegava em sua casa após uma sessão no fórum de São Gonçalo, na região metropolitana. De acordo com o delegado Felipe Ettore, responsável pela investigação do assassinato, Acioli foi morta com 21 disparos por um procedimento de emboscada.
"A vítima foi executada em emboscada e alvejada 21 vezes", disse Ettore, na Delegacia de Homicídios da Barra, na zona oeste do Rio.
Segundo a polícia, as imagens flagraram o momento em que os criminosos fugiam após o crime. Testemunhas afirmaram que eles estavam em dois carros e duas motos, mas o número de criminosos que participaram da ação ainda é desconhecido.
ESCOLTA
De acordo com o presidente da Associação dos Magistrados do Rio, Antônio Siqueira, a juíza dispensou, em 2007, a segurança oferecida pelo Tribunal de Justiça aos juízes ameaçados --ela recebia escolta desde 2002.
Ele disse que, na época, ela explicou que seu companheiro era policial e que ele se encarregaria de sua segurança.Fonte: Folha Online, reportagem de Cirilo Junior
Brasil tem pelo menos 87 juízes sob ameaça, diz corregedora do CNJ
Juíza de 47 anos foi morta nesta madrugada, na porta de casa, no Rio. Para Calmon, Judiciário "cochila" em relação à segurança de magistrados
A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, afirmou nesta sexta-feira (12) que o Judiciário brasileiro tem “cochilado” em relação à segurança de magistrados. Segundo dados enviados por tribunais estaduais e federais ao Conselho, pelo menos 87 juízes estão sob ameaça em todo o Brasil, como a juíza Patrícia Acioli, que foi assassinada na madrugada desta sexta-feira (12).
“Nós muitas vezes cochilamos um pouco quanto à segurança de magistrados que brigam e que trabalham com assuntos muito sérios como foi o caso dessa magistrada. Temos um segurança falha. Nós efetivamente temos cochilado um pouco”, disse a ministra.
Segundo informações enviadas pelo Tribunal de Justiça do Rio, no estado há 13 magistrados sob ameaça. Entre esses nomes, segundo a corregedora, não estava a juíza Patrícia Aciolli.
Eliana Calmou relatou que em junho deste ano enviou ofícios a todos os presidentes de tribunais regionais dos estados – inclusive do Rio de Janeiro, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos – pedindo dados sobre ameaças a juízes e recomendando o reforço na segurança dos magistrados.
“Recomendo que Vossa Excelência determine a adoção de práticas efetivas para garantir a segurança dos magistrados, em especial daqueles que judicam em varas criminais e de execução penal”, afirmou a corregedora na carta.
Há cerca de 3 meses, o CNJ criou um grupo de estudos para diagnosticar os problemas na segurança dos magistrados e definir que medidas devem ser tomadas pelos tribunais. Eliana Calmon afirmou que, segundo os investigadores do caso, Patrícia Acioli investigava grupos de extermínio, envolvendo inclusive policiais do Rio de Janeiro.
“Não se pode ter uma vara de execução como esta com um juiz apenas. Tem que diluir essa responsabilidade. É uma medida de segurança”, disse a corregedora do CNJ.
A corregedora informou ainda que constavam contra a juíza assassinada 4 representações no CNJ por abuso de autoridade. Mas todas foram arquivadas por falta de provas. De acordo com Eliana Calmon, provavelmente essas acusações tenham sido feitas por pessoas que não concordavam com a atuação rígida da juíza no combate ao crime.
“Há muito tempo ela batia de frente com esses grupos de extermínio e outros como do transporte ilegal de vans, bicheiros. Era uma juíza rigorosíssima. Só posso lamentar esse bárbaro ataque, mas não creio que isso vai inibir a magistratura. Isso pode assustar um pouco, mas não pode inibir o Judiciário. A morte da Dra. Patrícia não ficará em vão. Os magistrados brasileiros podem estar certos de que não estão sozinhos”, afirmou Eliana Calmon. Fonte: G1/Globo.com
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Parabéns a gloriosa Polícia Militar do Paraná
No dia de hoje (10) no 4º Batalhão de Polícia Militar de Maringá ocorreu a solenidade em comemoração aos 157 anos da Polícia Militar do Paraná, a convite do Coronel Paulo Sérgio Larson Carstens, Comandante do 3º Comando Regional de Polícia Militar e do Tenente Coronel Chehade Elias Geha Comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar compareceram várias autoridades da área da segurança pública de Maringá e representantes de entidades, tais como: Coronel da reserva da Polícia Militar e ex-comandante do 4º BPM, Antonio Tadeu Rodrigues que é o atual Presidente do Conselho de Segurança de Maringá; Dr. Fabiano Lúcio Zanin, Delegado Chefe da Polícia Federal de Maringá; Dr. Faour, representante da 9ª Subdivisão de Polícia Civil; Luciano Marcelo Simões de Brito, Diretor Geral da Penitenciária Estadual de Maringá; Presidente da Loja Maçônica de Maringá e demais autoridades.
No mesmo dia cerca de 50 policiais receberam medalhas de honra ao mérito e por atos de bravura. Parabéns a todos os policiais militares que não obstante a tantas dificuldades tem contribuído para os elevados níveis de segurança da nossa querida Maringá, sucesso contínuo a toda a comunidade da Polícia Militar do Paraná que tem em seu quadro valorosos homens e mulheres que diginificam esta importante instituição.
Policiais em formação recebendo as medalhas
Coronel Paulo Sérgio Larson Carstens, Comandante do 3º Comando Regional de Polícia Militar; Coronel Antonio Tadeu Rodrigues, Presidente do Conseg; Luciano Brito, Diretor Geral da PEM e o Tenente Coronel Chehade Elias Geha, Comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar
Governo tem de nomear aprovado em concurso público
Ministros do STF tomaram a decisão ao julgar e rejeitar um recurso do Estado do Mato Grosso do Sul contra uma determinação judicial para que fosse nomeada uma candidata aprovada no concurso de agente auxiliar da perícia da Polícia Civil
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (10) que a administração pública tem a obrigação de nomear os aprovados em concurso público. Apenas em situações excepcionais, imprevisíveis e comprovadas a nomeação poderá não ocorrer.
Os ministros do STF tomaram a decisão ao julgar e rejeitar um recurso do Estado do Mato Grosso do Sul contra uma determinação judicial para que fosse nomeada uma candidata aprovada no concurso de agente auxiliar da perícia da Polícia Civil. O Supremo entendeu que se a administração pública lança um concurso para preencher um número determinado de vagas, os aprovados têm o direito de tomar posse.
No recurso julgado pelos ministros do STF, o Estado de Mato Grosso do Sul alegava que não havia direito líquido e certo dos aprovados à nomeação. Segundo o Estado, a Constituição estabelece a autonomia da administração pública, dando-lhe o poder de avaliar a real necessidade de nomeação dos candidatos aprovados no concurso. Fonte: Agência Estado
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A vontade de Deus e os desejos não realizados - Por Paul Freston
“A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”
Essa afirmação — uma das poucas janelas que temos para a vida emocional de Jesus — é feita quando os discípulos voltam da cidade trazendo alimentos. Jesus, que parece estar sob o impacto da conversa com a mulher samaritana, responde: “Uma comida para comer tenho eu, vocês não a conhecem” (Jo 4.32). Um contraste entre o que motivava os discípulos na vida e o que motivava Jesus.
É significativo que não passa pela mente dos discípulos que Jesus poderia ter feito um milagre para se alimentar. Pensam logo na hipótese de alguém ter trazido comida para ele (v. 33). Foi falta de fé por parte deles? Não. Eles sabiam que os milagres não eram feitos a qualquer hora, por um capricho. Não eram usados para satisfazer fins pessoais (a tentação de transformar pedras em pães). Se Jesus não usava seus poderes divinos para satisfazer a si mesmo, por que esperamos que ele o faça para satisfazer a nós? Jesus tinha desejos não-realizados (como a fome, nesse caso); porém, ele dizia: “Não; o propósito da minha vida não é simplesmente satisfazer os meus desejos”.
Podemos ir mais além, pois às vezes os desejos se reintroduzem sutilmente, sob a desculpa de que estamos servindo a Deus. Entretanto, Jesus, com a missão mais importante que alguém já teve, não exigiu perfeitas condições de trabalho, comida sempre na hora, colaboradores competentes, momentos de paz. Ele tolerou o cansaço, a sede, a fome, a incompetência, a incompreensão, a oposição. E tudo isso quando poderia ter usado os recursos de sua sociedade missionária celestial para remediar a situação.
Só há uma exceção a esse padrão: o curioso incidente de Mateus 17.24-27, quando Jesus aparentemente faz um milagre para pagar o imposto do templo. O incidente indica uma atitude de desprezo diante da ganância dos dirigentes da religião oficial. A “necessidade” de sustentar a elite político-religiosa não se iguala à necessidade de comer depois de uma longa caminhada.
Jesus tinha singeleza de propósito — fazer a vontade de Deus. Na cruz, pôde dizer: “Está consumado” (Jo 19.30). O que significa o fato de que a “comida” dele era fazer a vontade de Deus? Significa que ele se alimentava disso, que era a condição básica de sua sobrevivência. Se não o fizesse, definharia como quem não come. Oportunidades de servir, mesmo em momentos de cansaço e fome, eram o que lhe dava forças.
Não vivo tal versículo. Fazer a vontade de Deus só é básico para mim em certos momentos; em outros, não. Porém, para Jesus, era o tempo todo. Assim como ganhar dinheiro o é para certas pessoas — nunca perdem uma oportunidade. Ou como aproveitar a chance de uma conquista sexual. Ou como nunca deixar passar a chance de espalhar uma fofoca. Que morte: “Minha comida consiste em fazer a vontade de outra pessoa!” Isso é bem diferente de incorporar o reino de Deus como mais um interesse na vida. Exige um “jejum” de nossos próprios projetos, para que a fome do projeto de Deus apareça.
Jesus é capaz disso, porque vê a Deus como “aquele que me enviou”. Será que, quando alguém pergunta: “Quem é Deus para você?”, penso logo em responder: “É quem me enviou”? Minha relação com ele é de enviador e enviado?
Outro texto em que Jesus revela algo de sua vida interior é Lucas 12.49-50: “Eu vim para lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder. Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize!”.
Como é que Jesus, uma pessoa equilibrada e sempre disponível, poderia se angustiar? O equilíbrio cristão, porém, não é o ideal budista de impassibilidade. Não depende de “estar de bem com a vida”. Um forte senso de missão e de necessidade pode coexistir com a calma e com a disponibilidade.
“A vontade daquele que me enviou” nem sempre é algo agradável. Imaginemos Jesus dizendo essa frase no jardim do Getsêmani! A sua “comida”, naquela circunstância, devia parecer envenenada.
Será que Jesus era um “viciado em trabalho”? Não. Para ele, o trabalho não era um fim em si mesmo, mas um meio de fazer a vontade do Pai. Jesus não disse: “Minha comida consiste em me realizar por meio do trabalho”. Não tinha uma atividade febril, ditada pelas circunstâncias. Ele tinha uma missão, não uma reação.
Nosso problema é que não temos — salvo em raros momentos — uma ideia tão clara de nossa missão como Jesus tinha. Ele pôde dizer: “Está consumado”, porque a sua missão se relacionava com a cruz como clímax. E nós? Em geral, não temos consciência de um projeto tão específico como ponto culminante de nossa missão. Posso assumir um projeto, mas quem me garante que não se tornará mera obstinação? Por isso, temos de nos propor a “realizar a obra de Deus”, mas sempre com autocrítica, sabendo que a obra de Deus pode não ser exatamente o que nós queremos fazer, muito menos o que acabamos realizando.
Portanto, que tenhamos tolerância para com os projetos cristãos dos outros, modéstia quanto à nossa própria atividade e cautela no uso da frase “a vontade de Deus” para justificar as nossas decisões.
__________
Paul Freston, inglês naturalizado brasileiro, é professor colaborador do programa de pós-graduação em sociologia na Universidade Federal de São Carlos e professor catedrático de religião e política em contexto global na Balsillie School of International Affairs e na Wilfrid Laurier University, em Waterloo, Ontário, Canadá
Restrição a religiões cresce na maioria dos países, diz estudo
Nesses anos, somente cerca de 1 por cento da população mundial vivia em países onde houve maior tolerância religiosa, assinala o texto
Quase um terço da população mundial vive em países onde está ficando mais difícil praticar religião livremente, afirmou nesta terça-feira um grupo privado de pesquisas dos Estados Unidos.
O Fórum sobre Religião e Vida Pública do Pew Research Center informou que restrições governamentais e hostilidade pública envolvendo religião aumentaram em alguns dos países mais populosos entre meados de 2006 e meados de 2009, a época em que a pesquisa foi feita.
"Durantes o período de três anos coberto pelo estudo, a extensão dos abusos e violência relacionados à religião cresceu em maior número de lugares do que o daqueles em que decresceu", diz o relatório "Crescentes Restrições à Religião".
Nesses anos, somente cerca de 1 por cento da população mundial vivia em países onde houve maior tolerância religiosa, assinala o texto.
O estudo feito pelo Pew Center em 198 países constatou que aqueles considerados restritivos ou hostis no relatório anterior tiveram o quadro piorado enquanto o oposto foi verificado naqueles com mais tolerância religiosa.
Um aumento substancial da hostilidade pública em relação a grupos religiosos foi observado na China, Nigéria, Tailândia, Vietnã e Grã-Bretanha, enquanto as restrições governamentais cresceram significativamente no Egito e na França.
O Pew Center examinou leis ou outras políticas governamentais destinadas a banir determinadas crenças, limitar a prática, dar preferência a uma religião específica ou proibir conversões.
Para quantificar a hostilidade, o estudo analisou violência sectária, pressões sobre vestimentas religiosas e outros tipos de intimidação.
Os países mais restritivos ou hostis em relação a certas religiões incluem Índia, Paquistão, Indonésia, Egito, Irã, China, Mianmar, Rússia, Turquia, Vietnã, Nigéria e Bangladesh - embora na maioria dessas nações não tenham ocorrido alterações nos três anos.
Entre meados de 2008 e 2009, pessoas foram mortas, detidas, presas, torturadas, desalojadas de suas casas ou tiveram propriedade destruída por governos por motivos religiosos em 101 países. No período anterior eram 91 países, de acordo com o relatório.
Na época estudada, esse tipo de violência aumentou em mais nações do que declinou.
Ataques de multidões motivados por religião ocorreram em 52 países no ano do estudo encerrado em meados de 2009, enquanto no período prévio foram 38.
Ódio ou preconceito religioso resultaram em violência por parte de grupos de cidadãos em 142 países -- quase três quartos dos 198 incluídos na pesquisa e número quase semelhante ao verificado até meados de 2008.
Cristãos e muçulmanos, os dois maiores grupos religiosos do mundo, sofreram perseguição na maioria dos países.
Fiéis de outras religiões também foram importunados. Os judeus, que perfazem menos de 1 por cento da população mundial, foram alvo de restrições ou hostilidade em 75 países. Fonte: Reuters via Gazeta do Povo
domingo, 7 de agosto de 2011
Amorim se reúne com Dilma e comandantes das Forças Armadas e diz que não vai “reinventar a roda”
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABrO ministro da Defesa, Celso Amorim, se reúne com os ministros militares do Exército, Enzo Peri, da Aeronáutica, Juniti Saito, da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, José Carlos de Nardi
O ministro da Defesa, Celso Amorim, se reúne com os ministros militares do Exército, Enzo Peri, da Aeronáutica, Juniti Saito, da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, José Carlos de Nardi
Ministério da Defesa
De acordo com a assessoria do ministério, Amorim apresentou aos militares os motivos que o levaram a aceitar o convite para assumir o cargo
Um dia depois de ter sido nomeado para substituir Nelson Jobim no comando do Ministério da Defesa, Celso Amorim se reuniu pela primeira vez com a presidenta Dilma Rousseff e com os comandantes das Forças Armadas.
Amorim almoçou com Dilma no Palácio do Alvorada, onde chegou por volta das 12h45 e de onde saiu às 15h20. Segundo a assessoria do ministério, durante a longa conversa com a presidenta, Amorim recebeu as primeiras orientações sobre a condução da pasta. Amorim estava em João Pessoa desde a última quinta-feira (4), quando Jobim deixou o cargo e o ex-chanceler foi anunciado pela presidenta como o novo ministro da Defesa.
Do Alvorada, Amorim seguiu direto para o Palácio do Planalto, onde recebeu os comandantes do Exército, general Enzo Peri; da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito; da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi. O encontro durou 1h45.
De acordo com a assessoria do ministério, Amorim apresentou aos militares os motivos que o levaram a aceitar o convite para assumir o cargo. Ele disse estar com bastante disposição, prometeu se empenhar para executar as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em 2008, e disse que não vai “reinventar a roda”.
Além de se apresentarem ao novo ministro, os comandantes militares destacaram as prioridades de cada pasta. Ainda de acordo com a assessoria, Amorim ficou bastante satisfeito e considerou a conversa positiva. Nos próximos dias, ele deve se reunir com cada comandante individualmente a fim de conhecer mais a fundo as necessidades.
Nelson Jobim foi substituído depois de ter feito sucessivas declarações que geraram desconforto ao governo federal, como a de que, nas últimas eleições presidenciais, votou no candidato tucano José Serra e não em Dilma. A nomeação de Amorim foi publicada no Diário Oficial da União de ontem (5) e a cerimônia de posse está prevista para a próxima segunda-feira (8), em horário ainda não definido.
Ontem, ao participar de um evento em João Pessoa (PB) a convite da Universidade Estadual da Paraíba, Amorim prometeu respeitar os interesses estratégicos nacionais na condução da política de Defesa e elogiou o trabalho de seus antecessores. Fonte: Agência Brasil
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Culto ao vivo em homenagem aos 157 anos da Polícia Militar do Paraná
A Polícia Militar do Estado do Paraná estará realizando no dia 07 de agosto de 2011, às 19 horas, na Sede da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, situada na Av. Cândido de Abreu, nº 367, Centro Cívico, um culto de gratidão a Deus, alusivo a data comemorativa dos 157 anos da Policia Militar do Estado do Paraná, com a presença da Banda da PMPR juntamente com outras bandas.
Convidamos a todos para louvar a Deus e compartilhar deste momento tão especial, onde Deus tem nos abençoado grandemente, a Ele toda honra e toda glória.
Também será transmitido o culto ao vivo pela internet acessando o seguinte site:
Site: www.assembleiadedeus.org.br
Droga causa 77% dos homicídios
A maioria dos assassinatos em Curitiba está associada à venda ou consumo de entorpecentes. Usuários são as maiores vítimas
Três em cada quatro assassinatos registrados em Curitiba têm relação direta com as drogas. A constatação é de um levantamento feito pelo serviço de inteligência da Delegacia de Homicídios (DH), com base nos boletins de ocorrência. Das 357 pessoas assassinadas no primeiro semestre deste ano na capital, 274 tinham envolvimento com entorpecentes, seja como usuário ou traficante. Para as autoridades, os números comprovam que as drogas representam o principal problema a ser enfrentado pela segurança pública no estado.
As estatísticas apontam que 108 traficantes morreram na guerra pelo tráfico, enquanto 166 usuários foram assassinados: de cada dez homicídios diretamente relacionados às drogas registrados na capital, seis foram de pessoas que apenas faziam uso de entorpecentes. O levantamento aponta que houve pouca oscilação em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 74,7% dos homicídios tiveram relação direta com as drogas. O número de usuários assassinados, no entanto, era maior: 71,1%.
“Os números comprovam que as drogas são o principal problema da contemporaneidade e motivador não só de homicídios e de outros tipos de crimes como roubos e furtos, mas responsáveis também por distúrbios sociais, como conflitos familiares e de relacionamentos”, avalia o professor de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Lindomar Boneti.
Cinco bairros concentram 49% dos casos
Os bairros da área central ou norte da capital foram palco de apenas 16% dos homicídios relacionados às drogas. Os outros 84% – ou 230 assassinatos – se concentraram em localidades do sul de Curitiba. Cinco dos 75 bairros concentram quase a metade (48,9%) dos homicídios vinculados ao tráfico ou uso de entorpecentes: Cidade Industrial, Uberaba, Sítio Cercado, Cajuru e Novo Mundo.
O sociólogo Lindomar Boneti defende que o fenômeno está associado às condições socioeconômicas dos locais onde os crimes ocorrem. “A iniciativa [de se envolver com as drogas] não parte da periferia, mas a periferia acaba cooptada e envolvida nesta questão, por sua condição de vulnerabilidade”, diz.
Para o delegado Riad Farhat, além do viés social, há outra explicação para o fato. Ele explica que os traficantes e seus “quartéis-generais” se encontram, principalmente, em bairros periféricos e na região metropolitana. Além disso, Farhat menciona que o tráfico e seus agentes têm uma dinâmica própria em cada região. “Nesses bairros onde se mata mais, o tráfico tem um histórico crônico de violência. Mas isso não significa que em outros locais não tenha tráfico.”
Tragédias pessoais
Embora uma parcela significativa dos usuários de drogas tenha sido assassinada por não ter quitado dívidas com traficantes, a questão não se restringe a este aspecto. A delegada Maritza Haisi, chefe da DH, explica que boa parte dos homicídios envolvendo pessoas que faziam uso de drogas ocorreu porque as vítimas se envolveram em situação de risco por causa dos entorpecentes. “Para conseguir manter o vício, alguns usuários partem para os delitos. Essas situações geram desdobramentos. Os usuários acabam sendo mortos em decorrência destes crimes”, aponta.
Em relação à morte de traficantes, a dinâmica é outra. Segundo o delegado Riad Farhat, da Divisão de Narcóticos (Denarc), os homicídios ocorrem por dois motivos básicos: confronto pelo controle de pontos de drogas ou por desacerto entre os criminosos. “Para comprar grandes quantidades de entorpecentes, os traficantes se organizam em uma espécie de consórcio. Na partilha da droga, não é raro ocorrer desentendimentos, que acabam gerando conflitos internos e integrantes de um mesmo grupo acabam se matando”, explica.
Outra característica mencionada pelas autoridades é que os homicídios vinculados aos entorpecentes, em geral, estão relacionados uns aos outros. O delegado Jaime da Luz, responsável por investigar mortes ocorridas em bairros como Uberaba e Cajuru, aponta que os “personagens” dos crimes costumam se repetir com frequência. “Uma pessoa mencionada como testemunha em um inquérito aparece como suspeita de homicídio em outro caso. Há muitos crimes interligados.”
Para o delegado Rubens Recalcatti, responsável pelo grupo Homicídios Não Resolvidos (Honre), que investiga casos anteriores a 2008, o alto índice de mortes relacionadas às drogas não é um fenômeno recente. “Nos antigos, percebemos que o porcentual é muito parecido com os atuais”, avalia. Policial há 31 anos e delegado há 16, Recalcatti observa que os entorpecentes sempre tiveram impacto direto na segurança pública, mas ressalva que o problema se agravou consideravelmente nos últimos dez anos. “O Estado negligenciou seu papel. O resultado é este. Infelizmente”, lamenta.
Especialistas contestam o levantamento
Os dados apresentados pela polícia, no entanto, não são unanimidade entre os especialistas. Para o economista do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) Daniel Cerqueira a metodologia utilizada pelas autoridades não é capaz de fornecer uma leitura real da questão. “Desconfio que esses dados sejam um absurdo ou um ‘chute’. Com certeza a droga é um problema a ser resolvido, mas colocar a culpa do colapso da segurança na droga é simplismo. Com esse discurso, as autoridades tentam, subliminarmente, se eximir da responsabilidade e atribuir o problema somente a uma questão social”, diz.
Em seu doutorado, Cerqueira se debruçou sobre índices de criminalidade de duas décadas. Ele descobriu que 5% dos crimes relacionados às drogas são cometidos por usuários sob efeitos psicofarmacológicos das drogas. Outros 95% estão relacionados ao que ele chama de “violência sistêmica”, consequência da disputa entre traficantes e de mecanismos de controle adotados por eles. “Não temos condições de aferir quanto isso representa no total de homicídios, mas com certeza é um porcentual extremamente menor do que o propalado pelas autoridades”, afirma.
O ex-secretário nacional de Segurança Pública o coronel José Silveira é mais enfático. Para ele, o índice de homicídios relacionados às drogas não passa de 20%, em qualquer parte do país. “Eu desafio qualquer autoridade policial a comprovar que passa deste patamar [20%]”, disse. Na avaliação de Silveira, a associação entre assassinatos e entorpecentes virou “lugar comum”. “É uma desculpa esfarrapada que a polícia usa para desviar o foco e para não admitir que falhou”, diz. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Felippe Aníbal
Trabalho aprova adicional de periculosidade para PMs e bombeiros
Foto Arquivo - Guilherme Alves -
Andreia Zito: ato de justiça.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 6307/09, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que cria adicional de periculosidade de 30% sobre a remuneração para policiais e bombeiros militares dos estados e do Distrito Federal.
Conforme a proposta, terá direito ao benefício o militar que comandar ou exercer, durante pelo menos 25% de sua jornada de trabalho, funções consideradas perigosas, como patrulhamento ostensivo, transporte de presos e combate a incêndio, entre outras.
Segundo a relatora, deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), a concessão de adicional de periculosidade é um ato de justiça aos policiais militares e aos bombeiros militares, “cotidianamente expostos a situações de risco no exercício de suas funções”.
Ela lembrou que policiais arriscam suas vidas em confronto com bandidos fortemente armados e os bombeiros em combate a incêndios e em operações de busca e salvamento. “A proposta vem corrigir uma omissão do poder público”, disse Andreia Zito.
Licenças
Durante os afastamentos legais de até 30 dias e naqueles decorrentes de acidente em serviço ou doença contraída no exercício da função, os militares continuarão a receber o adicional.
Também receberão o benefício os profissionais, em treinamento, que executarem ações com tiros, explosivos ou inflamáveis.
A proposta altera o Decreto-Lei 667/69, que trata da organização de policiais e bombeiros militares nos estados e no Distrito Federal.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Leia na íntegra o Projeto Lei nº 6307/2009. Fonte:Agência Câmara de Notícias
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Secretaria de Relações com a Comunidade junta forcas com associações de moradores
O Secretário Wilson Quinteiro recebeu hoje (03), os presidentes de várias associações de moradores de Curitiba e região metropolitana para tratarem de assuntos de interesse para a população.
Na reunião, Quinteiro apresentou a Secretaria de Relações com a Comunidade (SERC), e se colocou inteiramente a disposição juntamente de sua equipe, para atender as necessidades não apenas das comunidades desta região, mas de todo Paraná. Também pediu ajuda de todos os presentes para criarem uma união de trabalho para contagiar as demais associações para agirem em prol da comunidade. “A SERC está reformulando e melhorando sua atuação na sociedade, precisamos da ajuda de vocês para construirmos grandes projetos e levantarmos recursos para atender as necessidades de todas as comunidades”, disse o Secretário.
A reunião obteve sucesso, os presidentes se comprometeram em convidar outras associações para firmarem parceria com a SERC e em breve marcarão uma nova reunião para tratar do assunto. Fonte: Blog Wilson Quinteiro
Governo dá posse ao novo diretor do Depen e ao ouvidor penitenciário
Foto Chuniti Kawamura/AENoticia
A secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes, deu posse nesta quarta-feira (03/08) ao novo diretor do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), Maurício Kuehne. Ele substitui Cezinando Vieira Paredes, que assumiu a recém-criada Ouvidoria do Sistema Penitenciário.
“A escolha dos nomes dos empossados teve um critério exclusivamente de mérito e competência, sem cunho político”, afirmou a secretária Maria Tereza Uille Gomes. Ela enfatizou que o processo de modernização que está sendo aplicado na administração penitenciária é fundamental para que se alcancem melhores resultados na gestão do sistema.
Kuehne assume o cargo com a missão de implantar um novo modelo de gestão em todas as unidades penais do Estado. Segundo ele, o trabalho dos diretores será uniformizado para atender os requisitos dos recém editados Cadernos do Depen, elaborados com base na vivência dos próprios servidores do Departamento Penitenciário do Paraná. São quatro protocolos que dispõem sobre Práticas de Segurança, Tratamento Penal, Orientações Técnicas da Área da Saúde e Procedimentos Administrativos nas Unidades Penais.
Kuehne também será responsável por incrementar o número de vagas nos estabelecimentos penais e absorver gradualmente os presos que estão nas carceragens dos distritos policiais. Ele vai implantar uma nova política de fomento ao trabalho e educação do preso.
Mauricio Kuehne afirmou que é fundamental a melhoria das condições carcerárias dos presos nas cadeias públicas do Estado e o atendimento aos 15 mil detentos nas unidades penitenciárias paranaenses. Segundo ele, o trabalho é um grande desafio. “É fundamental respeitar o princípio constitucional dos Direitos Humanos. O preso não pode ser esquecido pela sociedade. Ele perdeu a liberdade, mas não a cidadania”, afirmou.
OUVIDORIA - Cezinando Paredes será responsável pela implantação da Ouvidoria, criada pela lei estadual 16.840 de 28.06.2011 para ser um canal de comunicação e informações entre o cidadão e a administração penitenciária. Cabe ao ouvidor prestar esclarecimentos sobre transferências, visitas e situação jurídica dos detentos, cuidar dos direitos e deveres dos presos e seus familiares, além de apurar denúncias que envolvam servidores do sistema penitenciário.
A Ouvidoria terá um site na internet e fará atendimentos por telefones fixo e celular, além de ter pessoal na própria sede da secretaria. A Secretaria da Justiça também está criando a Corregedoria do Sistema Penitenciário, que vai apurar e propor medidas de sanção relativas às denúncias que forem confirmadas.
Conselho Penitenciário - A cerimônia de posse, realizada no Auditório Mario Lobo, do Palácio das Araucárias, sede do governo paranaense, foi aberta pelo presidente do Conselho Penitenciário do PR, Dalio Zippin Filho. Ele pediu a colaboração e o empenho de todos para que haja melhoria das condições de atendimento da população carcerária do Paraná.
“O Conselho está à disposição para contribuir para minimizar os problemas do sistema penitenciário”, disse Dalio Zippin Filho. O desembargador Tufi Maron Filho tomou posse como membro titular do Conselho Penitenciário do PR, representando o Poder Judiciário.
O Departamento Penitenciário conta, atualmente, com 24 estabelecimentos penais, dois patronatos penitenciários e a Escola de Educação em Direitos Humanos, para capacitação e desenvolvimento profissional de servidores da área.
DEPEN - O novo diretor é promotor da Justiça aposentado, formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná. É professor de Direito Penal na Faculdade de Direito de Curitiba. Foi vice-presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e membro titular do Conselho Penitenciário do Estado do Paraná, do qual foi presidente na gestão 2003/05. Também foi diretor do Departamento Penitenciário Nacional. Kuehne já publicou 14 livros sobre temas relativos a questões penais.
OUVIDORIA - O advogado Cezinando Vieira Paredes formou-se na Faculdade de Direito de Curitiba e tem pós-graduação em Gestão Penitenciária, pela Universidade Federal do Paraná. Ele ingressou no Sistema Penitenciário em 1983 e já ocupou cargos como a chefia da Divisão Jurídica do Departamento Penitenciário, Diretoria de Unidade Penal, Coordenadoria Geral do Depen, Presidência da Comissão Permanente de Processo de Sindicância da Secretaria de Justiça e Direção do Departamento Penitenciário. É Membro do Conselho Penitenciário do Estado do Paraná.
INOVAÇÃO NA ESCOLHA DOS
NOVOS DIRETORES DAS UNIDADES PENAIS
Neste ano, a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos realizou o primeiro processo seletivo, aberto apenas a servidores efetivos do Departamento Penitenciário, a fim de nomear gestores de unidades prisionais do Estado.
Foram realizadas duas convocações. Na primeira, para todas as unidades penais, inscreveram-se 200 candidatos. Dos 32 aprovados nas primeiras etapas do processo, 13 assumiram direções de unidades penais e um assumiu uma vice-direção. Na segunda, houve 136 inscritos e 25 chegaram a última etapa.
Oito candidatos serão nomeados como diretores e o mesmo número como vice-diretores. Os nove restantes farão parte de uma lista reserva para as unidades a serem inauguradas e/ou no caso de vacância de alguma unidade.
Apenas três unidades permanecem com diretores que não passaram pelo processo seletivo: CMP-Complexo Médico Penal, PEP-Penitenciária Estadual de Piraquara e PCE-Penitenciária Central do Estado, mas em breve será realizado o 3º Teste Seletivo para essas vagas. Fonte: Agência Estadual de Notícias
95 sindicatos votaram na Fiep; votação está encerrada
A votação para a nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) foi encerrada às 18 horas desta quarta-feira (3), na sede da entidade, em Curitiba, com a participação de 95 dos 96 sindicatos credenciados. A apuração dos votos será iniciada em instantes com a previsão que o resultado seja conhecido por volta das 19 horas.
Duas chapas disputam a eleição. O empresário Edson Luiz Campagnolo, de Capanema, encabeça a chapa de situação, Fiep Independente. O secretário estadual licenciado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, de Maringá, é o candidato da oposição pela chapa Nova Fiep.
A Fiep representa 40 mil empresas, que são responsáveis por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná. O novo presidente vai administrar recursos da ordem de R$ 450 milhões, mais do que a arrecadação de 393 dos 399 municípios do Estado.
Além do novo presidente, serão escolhidos os vice-presidentes, secretários, tesoureiros, diretores suplentes, membros do Conselho Fiscal e os delegados que representarão a Fiep junto ao conselho da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O mandato da atual gestão termina em 30 de setembro. A posse da futura diretoria será em outubro. Fonte: O Diário, reportagem Rosângela Gris
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Um túmulo, que se crê ser de Filipe, um dos 12 apóstolos, foi descoberto na cidade de Hierapolis, na Turquia
Segundo a agência turca Anadolu, o professor italiano Francesco D'Andria, em comando da exploração, disse que arqueologistas encontraram o túmulo da figura bíblica, um dos 12 discípulos de Jesus, enquanto trabalhavam nas ruínas de uma Igreja recém descoberta.
"Há anos que procuramos o túmulo do apóstolo Filipe", disse o professor à agência. "Finalmente encontrámo-lo nas ruínas de uma Igreja, que começamos a explorar há um mês". A estrutura do túmulo e os dizeres escritos nas paredes provam que ele pertence a Filipe. O professor disse ainda que os arqueólogos trabalhavam há anos com a esperança de encontrar o túmulo, e que esperam que este tenha um destino privilegiado para exposição.
Filipe, reconhecido como um dos mártires do cristianismo, deve ter morrido em Hierapolis, segundo cientístas, por volta de 80 Dc. Acredita-se que tenha sido crucificado de cabeça para baixo, ou decapitado. O nome Hierapolis significa "cidade sagrada". Fonte: DN Glogo
Oposição consegue assinaturas para instalar CPI da Corrupção
A oposição conseguiu o apoio de 27 senadores para instalar a CPI da Corrupção com o objetivo de investigar irregularidades no Ministério dos Transportes e em outras pastas.
O senador governista Reditario Cassol (PP-RO), suplente de Ivo Cassol (PP-RO), foi o último a assinar o pedido do PSDB para que a comissão seja instalada.
Veja a cronologia da crise
O líder do PSDB na Casa, Alvaro Dias (PR), disse que vai protocolar ainda nesta terça-feira o pedido de instalação da CPI. Para que a comissão seja instalada de fato, nenhum dos 27 senadores que assinou o pedido pode retirar a sua assinatura.
Dias reuniu as últimas quatro assinaturas ao longo do dia. Além de Cassol, também assinaram o pedido os governistas João Durval (PDT-BA), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Zezé Perrella (PDT-MG).
"A presença de um senador sob suspeita [o ex-ministro Alfredo Nascimento] é recomendação para que se instale a CPI. A prioridade da oposição é insistir na criação da comissão. Há justificativas sobrando para que ela seja instalada", afirmou Dias.
Para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), há um "tsunami" de denúncias no governo que justificam a instalação da CPI no Senado. Além das denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, a oposição quer usar a comissão para apurar denúncias em outras quatro pastas do governo.
"CPI é um instrumento democrático. Sabemos das nossas limitações diante da maioria do governo, mas estamos em busca de novas assinaturas", afirmou Aécio. Fonte: Folha Online, reportagem de Gabriela Guerreiro e Catia Seabra
Sistema prisional: Verba de presídios vira superávit
Christian Rizzi/ Gazeta do Povo
O Centro de Detenção de Foz do Iguaçu é um dos oito presídios do Paraná construídos com verba do Fundo Penitenciário Nacional
Governo federal não aplica em novas unidades prisionais toda a verba arrecadada pelo Fundo Penitenciário Nacional. Déficit de vagas chega a 170 mil
Quarenta anos. Esse é o tempo que o Brasil deverá levar para suprir o atual déficit de 170 mil vagas no sistema prisional. A previsão, apontada pelo Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), leva em conta a disponibilidade de recursos no Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e o custo de construção da estrutura necessária para se receber um detento, que hoje chega, em média, a R$ 40 mil.
O cálculo, nada animador, reflete a política de liberação a “conta-gotas” dos recursos federais para a ampliação e modernização dos estabelecimentos prisionais. Desde a sua criação, em 1994, o Funpen arrecadou R$ 2,6 bilhões, mas a quantia não foi integralmente investida na construção de penitenciárias ou programas de formação educacional dos presos – historicamente, parte dos recursos são contingenciados pela União, para gerar superávit primário.
Nesse ano, 65,4% dos R$ 269 milhões disponíveis no orçamento do Funpen foram bloqueados e não poderão ser investidos nas finalidades previstas na criação do fundo. É o maior contingenciamento dos últimos 12 anos.
Custos
Se o bloqueio gera alívio econômico para as contas do governo, o custo social não parece próximo de ser diminuído. Somente entre 2006 e 2010, a população carcerária aumentou 37%, passando de 361.402 para 469.251 detentos. Mas a infraestrutura necessária não aumentou no mesmo ritmo. O crescimento no número de vagas no sistema prisional nesses quatro anos foi de 19%. Como resultado, presídios e delegacias superlotadas, que, consequentemente, geram uma série de outros problemas: policiais impedidos de investigar para fazer a custódia dos presos nas cadeias, alto risco de fugas e rebeliões e detentos submetidos a condições desumanas e tendo de conviver com outros criminosos de maior periculosidade dentro das carceragens.
Alto custo
A própria natureza estrutural do sistema prisional, em que a construção de uma penitenciária nos moldes preconizados pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária pode variar de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões, agrava o problema. Em razão do alto custo e do orçamento escasso, os estados são compelidos a fazer uso dos recursos do Funpen, principalmente quando o assunto é financiamento de vagas, equipamentos de segurança e assistência aos detentos.
“Ano passado, a verba efetivamente disponível pelo Funpen para todo o país chegou somente a R$ 90 milhões. Com isso, não se consegue fazer nada. Além do custo da construção, há todo o custo administrativo, que também precisa de investimentos”, afirma o presidente do Conselho Penitenciário do Paraná, Dálio Zippin Filho. A liberação dos recursos ocorre mediante iniciativa dos estados, que precisam apresentar projetos ao Ministério da Justiça.
Investimentos
Somente no Paraná os recursos do Fundo Penitenciário viabilizaram nos últimos 15 anos a construção de oito unidades penais, entre centros de detenção e penitenciárias. Ano passado, porém, quando o contingenciamento do fundo chegou a R$ 162,4 milhões, somente R$ 24,3 mil foram repassados ao estado. Em todo o país, os investimentos do Funpen chegaram a R$ 90,4 milhões em 2010, sendo que o orçamento inicial previsto ultrapassava os R$ 250 milhões. Os estados que mais receberam recursos foram, respectivamente, Bahia, Mato Grosso do Sul e Acre.
Conselho quer rever normas para construção
A previsão de quatro décadas para suprir o atual déficit do sistema prisional é parte dos argumentos apresentados pelo Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej) para a revisão dos critérios de construção dos estabelecimentos penais. A Comissão de Arquitetura Prisional do Consej está fazendo estudos técnicos para propor revisões nas diretrizes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, visando a diminuição do custo/vaga, que hoje chega, em média, a R$ 40 mil.
Um dos aspectos discutidos diz respeito à metragem das celas, que é a mesma tanto para penitenciárias quanto para cadeias públicas (onde os detentos, em teoria, são mantidos provisoriamente). Por outro lado, não há critérios específicos para o grau de automatização e segurança dos estabelecimentos, o que gera projetos apresentados com custos bastante diversos por vários estados.
“Essa discussão é importante agora para estabelecermos exatamente os ambientes, as metragens e os requisitos necessários na construção das unidades. Sem perder a característica de segurança e, os espaços de educação e ressocialização, sabemos que é possível reduzir esses custos”, afirma a relatora da Comissão de Arquitetura Prisional do Consej e secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes.
Otimização
Segundo a secretária, estudos premilinares mostram que o custo de R$ 40 mil por vaga poderia ser reduzido pela metade. Para ela, a preocupação maior não está voltada agora para a liberação dos valores contingenciados no Fundo Penitencial Nacional (Funpen), mas sim à “otimização dos recursos públicos”.Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Rafael Waltrick
O que é o Funpen
O Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) tem como principal finalidade proporcionar recursos para financiar a modernização e o aprimoramento do sistema penitenciário brasileiro.
Origem
O Funpen existe desde 1994, criado pela Lei Complementar 79 e regulamentado no Decreto Federal 1.093.
Arrecadação
O fundo é constituído por recursos do orçamento da União, custas judiciais, arrecadação de concursos de prognósticos (loterias), recursos confiscados ou provenientes da alienação de bens perdidos em favor da União Federal, multas decorrentes de sentenças penais condenatórias e fianças quebradas ou perdidas.
Finalidade
Os recursos do Funpen devem ser aplicados na construção, reforma e ampliação de estabelecimentos penais, aperfeiçoamento do serviço penitenciário, aquisição de equipamentos e veíclulos para as unidades penais, formação educacional e cultural dos detentos e programas de assistência jurídica aos presos.
Repasse
Os recursos podem ser repassados para secretarias estaduais, prefeituras, conselhos municipais e instituições privadas sem fins lucrativos, por meio de convênios ou contratos de repasse. No caso do poder público, normalmente há contrapartida financeira nos projetos. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Rafael Waltrick
Solução
Penas alternativas são a saída
Apesar do déficit de 170 mil vagas e a consequente superlotação nas penitenciárias e delegacias de todo o país, entidades como a Pastoral Carcerária Nacional e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) defendem que a construção de novas unidades prisionais não deve ser vista como a melhor ou única solução para melhorar as condições de detenção e ressocialização dos presos. Para a vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB-PR, Isabel Kluger Mendes, é preciso se antecipar à prisão em si e prevenir os motivos que levam, principalmente os jovens, à criminalidade.
A avaliação encontra respaldo em um levantamento feito pela OAB-PR em delegacias do Paraná, estado que, segundo estatísticas do Departamento Penitenciário Nacional, possui mais detentos mantidos em carceragens no país – em abril, eram 16,6 mil presos para apenas 6,1 mil vagas. Conforme dados apurados nas delegacias e com os próprios detentos, 95% dos delitos têm origem direta ou indireta nas drogas. Além disso, grande parte da população carcerária das delegacias tem entre 18 e 23 anos e menos de 15% completou o ensino fundamental. “É preciso investir em educação. Não adianta abrir novas vagas [no sistema prisional]. Se continuar assim, quanto mais vaga abrir, mais vai ter gente para preencher”, resume a advogada da OAB.
“Proposta falida”
O assessor jurídico da Pastoral Carcerária Nacional, José de Jesus Filho, também defende o fortalecimento de penas alternativas, como a prisão domiciliar, para pessoas que cometeram delitos leves ou são réus primários. Ele reconhece, porém, que tais medidas ainda encontram resistência em boa parte da sociedade brasileira, que ainda acredita na máxima de que “lugar de bandido é na cadeia”.
“Para a população, a única resposta é a prisão. E essa é uma proposta falida, porque não ajuda a sociedade e não ajuda a pessoa que cometeu o crime, que volta pior”, defende o assessor da Pastoral. Fonte: Gazeta do Povo, reportagem de Rafael Waltrick
Cena de "Cidade de Deus" é a mais violenta da história, segundo site
O site Pop Crunch, especializado em cultura pop e fofocas, elegeu as dez cenas mais violentas da história do cinema.
Em primeiro lugar, está o filme brasileiro "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles. A cena é descrita pelo site como a mais difícil de ser assistida de uma lista que inclui "Cães de Aluguel", "Platoon" e "Taxi Driver"
Na cena, Zé Pequeno pede para duas crianças escolherem onde vão levar um tiro: na mão ou no pé. Fonte: Folha Online
A cena é realmente forte veja.
O duro mesmo é saber que a cena não é ficção, e sim uma triste realidade; todo o dia uma criança é vítima de crueldade neste mundo.
Atirador da Noruega faz pedidos "fora da realidade"
Segundo ele, Breivik, de 32 anos, condiciona sua ajuda às investigações, com informações sobre duas supostas células terroristas de extrema-direita, à possibilidade da polícia atender seus pedidos
O assassino confesso e autor dos ataques na Noruega, que cobraram 77 vidas, Anders Behring Breivik, apresentou nesta terça-feira uma longa lista de pedidos "fora da realidade", incluída a renúncia do governo norueguês e que sua condição mental seja investigada por psiquiatras japoneses, disse o advogado de defesa de Breivik, Geir Lippestad.
Lippestad disse que seu cliente tem duas listas de exigências. Uma consiste de pedidos comuns entre detentos, como por roupas civis e cigarros. A outra é "totalmente fora da realidade, muito mas muito distante do mundo real e mostra que ele não sabe como uma sociedade funciona", disse Lippestad por telefone.
Segundo ele, Breivik, de 32 anos, condiciona sua ajuda às investigações, com informações sobre duas supostas células terroristas de extrema-direita, à possibilidade da polícia atender seus pedidos.
"É totalmente impossível que os pedidos sejam atendidos", disse o advogado do réu. Ele disse que embora Breivik tenha concordado em ser analisado por psiquiatras locais, ele também quer ser atendido por especialistas japoneses. "Ele alega que os japoneses compreendem a ideia e os valores da honra e que um psiquiatra japonês o entenderia muito mais que qualquer europeu".
Lippestad disse que seu cliente também pediu uma reforma política completa na Noruega, na qual ele deseja ter um papel de destaque. "Neste ponto, os pedidos incluem uma completa derrubada das sociedades norueguesa e europeia". O pedido pela renúncia do governo norueguês está nesse tópico. "Isso mostra que ele não compreende em qual situação se meteu", disse o advogado.
Breivik alega ter massacrado 77 pessoas, a maioria adolescentes, como parte uma cruzada moderna contra uma Europa espoliada pela imigração de muçulmanos. Ele também afirma que existem mais células de terroristas prontas para agir. Mas a polícia norueguesa afirma que não existem indícios de uma conspiração maior e que é provável que Breivik tenha agido sozinho.
Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, o procurador norueguês Christian Hatlo disse que as investigações foram finalizadas em um prédio do governo onde Breivik colocou uma bomba, a qual matou 8 pessoas. Segundo ele, os investigadores ainda trabalham para obter provas suficientes da matança no acampamento da ilha de Utoya, onde Breivik matou a tiros 69 pessoas.
Se Breivik for julgado e condenado por terrorismo ele poderá ficar até 21 anos na prisão. Um acordo alternativo de custódia, contudo, poderá mantê-lo atrás das grades indefinidamente. Fonte: Reuters com informações da Associated Press via Gazeta do Povo.