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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Temer participa da 50ª Convenção Anual das Igrejas Assembleias de Deus do Paraná
O candidato a vice-presidente na chapa da candidata Dilma Roulssef do PT, Deputado Federal Michel Temer participou da 50ª Convenção Anual das Igrejas Assembleias de Deus do Paraná no dia 27 de outubro em Foz do Iguaçu, falando para mais de 1.000 pastores o presidenciável responde sobre os principais temas que preocupam a igreja evangélica brasileira nestas eleições.
A primeira pergunta que Michel Temer respondeu foi de caráter pessoal sobre suas conficções religiosos
O segundo questionamento feito ao deputado Michel Temer foi sobre o aborto
O deputado federal Michel Temer e candidato a vice-presidente afirma que não é satanista
Michel Temer também foi perguntado sobre uma informação que circula na internet sobre a participação da candidata Dilma em grupos de guerilha durante a ditadura
O último questionamento formulado pelo pastor Robson Brito ao deputado Michel Temer foi sobre a nação de Israel
Serra participa da 50ª Convenção Anual das Igrejas Assembleias de Deus do Paraná - Por Luciano Brito
Serra, que foi recebido na ocasião por cerca de 1000 pastores e evangelistas respondeu a várias perguntas e se posicionou sobre alguns dos principais temas que preocupam a igreja evangélica brasileira nestas eleições.
Pastor Ival Teodoro da Silva, presidente da CIEADEP saudou o presidenciável e sua comitiva em nome de todos os convencionais, fez uma breve exposição sobre a Assembleia de Deus no estado do Paraná logo após passou a palavra ao pastor Robson Brito, presidente da AD de Maringá para encaminhar uma série de questionamentos ao candidato Serra.
Inicialmente o presidenciável foi questionado sobre o PNDH 3 - Plano Nacional dos Direitos Humanos, pelo pastor Samuel Moreira, presidente da AD de Almirante Tamandaré afirmou que há avanços contidos no mesmo, mas ressaltou que o PNDH 3 preocupa a igreja em vários pontos.
Serra saudou os presentes na Paz do Senhor e foi muito aplaudido, agradeceu a oportunidade e afirmou que “eu tenho quatro objeções fundamentais ao Plano Nacional dos Direitos Humanos, que foi reafirmado no congresso nacional do PT, depois até no programa de governo apresentado pela candidata do PT na justiça eleitoral” e que foi encaminhado por Dilma à sanção do presidente Lula.
“Eu tenho quatro divergências” ao PNDH 3:
Primeira divergência de Serra ao PNDH 3 é sobre as invasões
"Segundo o plano estabelece que uma invasão de um imóvel, não só um imóvel rural, mas também a um apartamento popular que seja feita, ela não pode ser desfeita por ordem judicial, ela tem como etapa intermediária um debate entre os invasores e o Poder Judiciário. Isso me parece um absurdo, enfraquece o Judiciário e estabelece o caminho para a anarquia dentro da sociedade", declarou.
Segunda divergência de Serra ao PNDH 3 é sobre a liberdade de imprensa
José Serra criticou a censura à imprensa, segundo ele como o PNDH 3 “cria mecanismo de controle da liberdade de imprensa, a criação de comitês de controle e conferência que na prática estabelece a censura à imprensa. A liberdade de imprensa é um ingrediente essencial das democracias. afirmou A gente pode não gostar de coisas que saem na imprensa, outra coisa é querer dizer o que pode e o que não pode sair.”
Terceira divergência de Serra ao PNDH 3 que criminaliza quem é contra o aborto
“Terceiro aspecto é o de criminalizar quem é contra o aborto porque apresenta o aborto como um dos direitos humanos. Logo quem é contra o aborto é contra os direitos humanos, esta cometendo um crime de ser contra os direitos humanos, esses direitos que prevêem o aborto, ou seja, não é apenas quem prega o aborto , criminaliza quem seja contra o aborto, isso ta claro”.
Quarta divergência de Serra ao PNDH 3
Para Serra o PT quer interferir nas religiões, “a limitação e proibição de símbolos religiosos afeta até mais a igreja católica que tem mais símbolos, mas é uma interferência religiosa ninguém propõe no Brasil o estado religioso o estado é laico, mas o Brasil tem suas tradições na sociedade entre outras coisas a nossa Constituição brasileira diz que foi elaborada sobre a proteção de Deus eu votei isso na Constituição não adianta negar me parece um caminho para interferência nas religiões“
Serra promete vetar a Lei da Mordaça Gay
Serra prometeu vetar o projeto de lei 122 que foi aprovado na Câmara e que ainda não foi votado no Senado, inquirido pelo pastor Robson Brito sobre o assunto prometeu que se eleito vetará a Lei da Homofobia do jeito que esta, caso ela seja aprovada pelo Congresso.
"Uma coisa é perseguir é fazer grupos de extermínio ou de violência contra os gays, como tem acontecido e já ocorreu em São Paulo, outra coisa é, proibir que as igrejas preguem contra atos homossexuais entre seus fiéis. Eu vetarei essa Lei.” Para Serra o projeto como está, passa a perseguir as igrejas que combatem a prática homossexual, e as igrejas tem todo direito de fazer a pregação contra o homossexualismo.
Ele disse também que, se eleito, não terá dificuldades de fazer a maioria no Congresso, "sem barganhas" para evitar a aprovação da lei.
O presidenciável ao ser questionado pelo pastor Luciano Gonçalves da AD de Cascavel sobre qual seria o posicionamento dele enquanto presidente da república no que tange a política internacional em relação a regimes ditatoriais, antidemocráticos e que permitem como no caso do Irã a autoridade dos ayatolás, supostos representantes de deus na terra e a manifestação formal do governo federal feita pelo Presidente da República Islâmica do Irã Mahamoud Ahmadinejad do desejo de extermínio da nação de Israel, Serrra criticou a amizade do presidente Lula com o presidente do Ira e afirmou que deveria ser mais diplomática.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Segundo dia de plenárias 50ª AGO da CIEADEP
No dia de hoje (27) ocorreram no auditório do Centro de Convenções do Hotel Carimã na cidade de Foz do Iguaçu, o segundo dia de trabalhos ordinários da 50ª Assembléia Geral Ordinária da CIEADEP – Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Paraná.
As reuniões tem obtido uma boa adesão e o plenário se mantém repleto de convencionais que acompanharam a continuidade da apresentação dos relatórios dos departamentos e dos órgãos da mesa diretora da convenção.
O pastor José Wellington Bezerra da Costa que é o presidente da CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil se fez presente porém, infelizmente teve que retornar ao estado de São Paulo para acompanhar o velório de ente querido que partiu para a eternidade na madrugada deste dia, mas deixou um forte abraço a todos e todas os participantes da AGO e uma saudação aos presentes.
Os assuntos de destaque nestas plenárias do dia de hoje foram apresentação do relatório do departamento de evangelismo da CIEADEP, apresentação dos relatórios da FACEL - Faculdade das Assembleias de Deus e apresentação da mais nova entidade da CIEADEP, a Editora Unidade.
Também foram aprovadas pelo plenário da Convenção a metodologia da participação dos candidatos ao cargo de presidente, senhor José Serra (PSDB) e senhora Dilma Rossoulf (PT), durante as suas visitas ao plenário da 50ª AGO da CIEADEP, as perguntas que serão formuladas aos mesmos, assim como os perguntadores a saber: Pastor Robson Brito - Presidente da AD de Maringá, Pastor Samuel Azevedo - Presidente da AD de Almirante Tamandaré e o Pastor Luciano Almeida - AD de Cascavel.
Serra visita Foz do Iguaçu nesta terça-feira
José Serra estará acompanhado dos deputados federais Luiz Carlos Hauly e Alfredo Kaefer, além de lideranças regionais do PSDB e de partidos aliados. Em seguida, Serra vai para Caxias do Sul (RS) para fazer um comício no Estacionamento dos Pavilhões da Festa da Uva (Rua Ludovico Cavinatto, 1431), a partir das 19h.
Em razão dos compromissos fora do Estado, O governador eleito Beto Richa não participará da agenda de José Serra em Foz do Iguaçu. Beto está pedindo votos para Serra no Mato Grosso e em Goiás, nesta terça-feira.
Primeira plenária da 50ª AGO da Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus do Estado do Paraná
O evento teve início com uma ótima participação de pastores e evangelistas de praticamente todos os municípios do estado do Paraná. Igualmente as esposas de pastores e evangelistas foram saudadas pela professora Aparecida Alves da Silva, coordenadora geral da UEMADEPAR União das Esposas dos Ministros Evangélicos das Assembléia de Deus no Paraná da CIEADEP.
Nesta primeira plenária foram apresentados vários relatórios de departamentos da CIEADEP e o novo plano de previdência privada que será adotado pela CIEADEP e oferecido por adesão aos ministros do evangelho e familiares da Assembleia de Deus no Estado do Paraná.
Além dos convencionais e de suas respectivas esposas estiveram presentes nesta primeira sessão da AGO da CIEADEP, diversas autoridades, políticos e políticas.
Vereadores de Maringá aprovam lei que implanta programa “Escola Sem Homofobia” em Maringá e derrubam veto do prefeito – Por Luciano Brito
Nos dias 26 e 31 de agosto os vereadores da Câmara Municipal de Maringá aprovaram o projeto de lei número 11.695/2010, por unanimidade e sem emendas.
O projeto de lei criou o programa “Escola Sem Homofobia”, de autoria dos vereadores Luiz do Postinho (PRP), Manoel Álvares Sobrinho (PCdoB) e Evandro Júnior (PSDB).
A lei aprovada prevê a discussão aprofundada e qualificada da homofobia nas escolas, direcionado para gestores, educadores e estudantes da rede municipal de ensino. A lei prevê também que o município deverá elaborar e distribuir nas escolas municipais de Maringá material educativo sobre o homossexualismo, por exemplo.
Finalmente a lei prevê um crédito adicional especial da ordem de R$20.000,00 (vinte mil reais) para que o município elabore e distribua os materiais “educativos” relacionados ao tema.
Um tema tão polêmico como este que propõe a discussão “aprofundada” e “qualificada” sobre a homofobia e o homossexualismo a crianças de 02 a 10 anos de idade não foi suficiente para sensibilizar os vereadores a no mínimo uma discussão aprofundada na Câmara. O projeto de lei foi aprovado por unanimidade e sem que ninguém fizesse alguma ressalva ou se posicionasse contrário a algum ponto da lei, apenas dois dos vereadores autores do projeto fizeram uso da palavra.
Veja o que os vereadores autores do projeto “Escola Sem Homofobia” afirmaram fazendo o uso da palavra na sessão do dia 26 de agosto justificando a necessidade do programa e pedindo o voto pela aprovação aos seus pares.
O vereador Luiz do Postinho afirmou “que todos têm direito de expressão sexual. Os travestis e transsexuais são as maiores vítimas da homofobia na escola; eles acabam encontrando na prostituição umas das poucas fontes de trabalho."
Pergunto. Desde quando crianças de 02 a 10 anos ingressam no mercado de trabalho e precisam estar precocemente sendo expostas a temas relacionados com a sexualidade? Até os mais liberais e gayzistas dos quais discordamos veementemente defendem a educação sexual a partir dos 05 a 06 anos.
Ainda em sua fala o vereador Luiz do Postinho afirma “temos a oportunidade de sairmos na frente” aprovando a lei. Para o vereador sair na frente é propor a pedido da Associação dos Gays, Lésbicas, Transsexuais e Homossexuais como ele mesmo afirmou em entrevista a um jornal local uma das diretrizes 1ª Conferencia Nacional de Educação, realizada em março, em Brasília. Realmente para a tristeza dos maringaenses contrários a esta lei toda a comunidade gay do Brasil comemorou e repercutiu em suas publicações aprovação da lei.
Já o vereador Manoel Sobrinho argumentou “infelizmente estamos muito atrasados...coisa mais burra ainda alguém no terceiro milênio se preocupar e discriminar a opção sexual das pessoas, como eu dizia quando era jovem coisa dessa natureza que coisa mais cafona, mais idiota, mais boba”.
Ora questiono novamente, se os cristãos com base na Bíblia Sagrada como veremos mais a frente são contra o homossexualismo, são eles “burros”, “cafonas”, “idiotas” como disse o vereador Manoel Sobrinho. Neste ponto o que indigna mais é o fato de que nenhum vereador pediu um aparte para defender a maioria esmagadora dos eleitores cristãos evangélicos e católicos praticantes de Maringá que são contrários a este tipo de lei e diante de uma afirmação tão intolerante e esta sim no mínimo desrespeitosa.
Os vereadores que votaram a favor pela aprovação da produção e ensino sobre a homofobia e o homossexualismo para os alunos da pela rede municipal de Maringá que atende as crianças com 02 a 10 anos, educadores e gestores foram: Bravin (PP), Dr. Heine Macieira (PP), Dr. Manoel (PCdoB), Dr. Paulo Soni (PSB), Dr. Sabóia (PMN), Flávio Vicente (PSDB), Humberto Henrique (PT), John (PMDB) Luiz do Postinho (PRP), Mário Verri (PT) e Zebrão (PP). O vereador Mário Hossokawa (PMDB) se absteve na condição de presidente da Câmara.
Prefeito Silvio Barros veta o projeto, mas a Câmara derruba o veto
A lei aprovada por unanimidade pela Câmara que criou o programa “Escola Sem Homofobia” foi vetada integralmente pelo prefeito Silvio Barros (PP), a quem parabenizamos.
Na mensagem enviada a Câmara o prefeito justificou o seu veto total em cinco pontos centrais:
(1) A pretensa inclusão do programa “Escola Sem Homofobia” surge para discutir um
tema que já é abordado com os educadores e gestores dentro das políticas públicas que objetivam a defesa de direitos constitucionais, sendo que (2) “discussões sobre o bulling, direitos humanos, violência física e moral, discriminação” são amplamente abordados pelo orientadores educacionais das escolas “bem como através de debates, palestras, folders para pais, alunos e comunidade”.
Ainda em sua mensagem o prefeito Silvio Barros afirma que (3) “se o objetivo é promover um ensino seguro e receptivo, a superexposição de tal tema, tão carregado de controvérsias e diversidade de opiniões, traria mais preconceito e segregação”.
O ponto fundamental da sua justificativa para o veto e que não foi suficiente para que os vereadores mantivessem o veto a lei foi o ponto em que o prefeito apela para a idade da comunidade escolar atendida pela rede municipal de ensino (4) “ o Poder Público Municipal é responsável pela organização da Educação de nível de ensino fundamental, faixa etária de 02 a 10 anos. A tenra idade exige trato familiar bem elaborado sobre a questão”.
Finalmente o prefeito justifica (5) “Outro fator importante é que entendemos que tal matéria, polêmica e controversa, prescinde de uma ampla discussão e consulta à sociedade organizada, principalmente no âmbito das diversas religiões”.
A derrubada do veto
Na sessão realizada no dia 21 de outubro os vereadores derrubaram o veto total do prefeito Silvio Barros por 10 votos contra o veto e 03 votos a favor, votaram a favor do veto do prefeito Silvio Barros os vereadores Dr. Heine Macieira (PP), Marly Martin (DEM) e Flavio Vicente (PSDB).
Estado laico e preconceito ou Liberdade Religiosa e de Expressão
Defendemos o estado laico e não defendemos o retorno de um governo religioso para o Brasil, mas ressaltando que o estado laico nada mais é do que o Estado separado da Igreja no plano político e não o combate a qualquer religião ou aos valores religiosos como temos visto no Estado Constitucional Brasileiro com adoção de políticas públicas carregadas de valores ideológicos contrários aos valores religiosos.
A liberdade (em sentido amplo) que os cristãos têm nos dias atuais foi conquistada infelizmente pelo derramamento de muito sangue em vários continentes e milhões de vidas de cristãos foram ceifadas sem que os mesmos deixassem de professar a sua fé e os seus valores.
Nossa sociedade esta cada vez mais violenta e rejeitamos e somos contrários a qualquer violência praticada aos homossexuais, porém não aceitamos as insinuações de que tais violências sejam reputadas aos cristãos que acreditam que a conduta homossexual seja errada, defendemos sim com amor e compaixão que os homossexuais deixem este comportamento que para nós é uma conduta autodestrutiva.
Nos dias atuais o termo conservador é utilizado ideologicamente como “xingamento” como sinônimo de retrógrado, cafona e fora de moda; não estamos interessados em sermos “progressistas” se isto significar deixar de chamar o pecado pelo nome, o que seria um “xingamento” para nos soa como um testemunho que somos a resistência à iniquidade.
Para nós evangélicos a Bíblia Sagrada é o nosso referencial de fé (ou pelo menos deveria ser) e não se propõe a ser um livro “progressista” antes porém, defende posições “antiquadas” como a submissão da mulher ao marido (Ef 5.24), submissão às autoridades (Rm 13.1), que considera o sexo fora do casamento e o homossexualismo como pecado (Pv 6.32, Rm 1.27, Lv 18.22, Lv 20.13), que apesar de condenarmos a conduta homossexual amamos os homossexuais (Lv 19.17, 1 Co 6.10) e vê o feto dentro do ventre como um ser que Deus conhece desde o início da concepção (Sl 139.15-16, Sl 22.10).
Leia abaixo a lei 11.695 e o veto do prefeito
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Veto de Silvio Barros ao projeto Escola sem Homofobia é votado hoje na Câmara de Maringá
O projeto foi vetado na sua totalidade pelo Prefeito Silvio Barros II a quem parabenizo, em seu veto o prefeito afirma que a matéria precisa ser mais discutida com a sociedade civil organizada e com as diversas religiões.
Um dos maiores equívocos do projeto é o de restringir o bullying (violência entre estudantes) com homofobia (preconceito a homossexuais).
Estou acompanhando a votação do projeto na sessão de hoje e postarei mais tarde sobre o posicionamento dos vereadores sobre o tema e sobre o veto do prefeito.
Onde fica o Reino de Deus na disputa entre PT e PSDB? Por Julio Severo
Em 1992, a Igreja Universal do Reino de Deus tinha uma postura firme contra o aborto, e contra Lula e o PT. Não era necessário ser visionário para enxergar que o PT no governo traria aborto e homossexualismo — mas ninguém imaginava que seria muito pior do que pensávamos.
O PT chegou ao poder graças a uma horrorosa deturpação do conceito do que é o Reino de Deus, pregada por uma CNBB majoritariamente adepta da Teologia da Libertação. Os evangélicos, que sempre tinham um pé atrás com a ideologia de Lula, acabaram aderindo — sob inspiração de Caio Fábio — a essa teologia.
Na segunda metade da década de 1990, o Bispo Edir Macedo começou a mudar radicalmente de opinião, passando a apoiar conjuntamente o aborto e o PT, levando sua endinheirada igreja a caminhar lado a lado com a CNBB e Ariovaldo Ramos numa visão religiosa onde o PT é um tipo de implementador oficial das políticas de sua versão do “Reino de Deus”.
Segundo eles, o PT estaria perdoado por sua promoção do aborto e do homossexualismo, pois “ajuda os pobres”. Quem quer que faça isso é parceiro de sua versão do “Reino de Deus”, independente do que tenha feito. Por isso, eles facilmente perdoam Fidel Castro e Hugo Chavez. É o vale-tudo pelos pobres: matar, roubar e destruir.
Fiel à sua ideologia abortista, Macedo se coloca hoje ao lado da candidata abortista Dilma Rousseff. O Pr. Silas Malafaia já criticou a postura pró-aborto e pró-Dilma de Macedo, o qual respondeu argumentando que Serra é também a favor do aborto.
Seria imprudente presumir que Dilma e Serra não terão governos comprometidos com a causa do aborto e do homossexualismo. Lula é a amostra (e ameaça) viva do que será o governo de Dilma. O Estado de São Paulo sob o PSDB, com suas radicais leis anti-“homofobia”, é a amostra (e ameaça) viva do que será o governo de Serra.
Serra foi sincero o suficiente para dizer que apoiará a união civil homossexual — exatamente como fez publicamente Marina Silva, que confessou ter a mesma posição de Marta Suplicy —, e Dilma disfarçou suas antigas posições de aborto.
Se Dilma ganhar, a mentira se transformará em realidade cruel. Se Serra ganhar, quem conseguirá impedi-lo de fazer pelo PLC 122 o que o PSDB fez pela versão estadual dessa lei em São Paulo, que teve um avanço espetacular? E os grupos homossexuais proclamarão que Serra venceu porque defendeu publicamente os interesses deles, enquanto que Dilma titubeou.
Contudo, os cristãos estão titubeando muito mais do que Dilma e Serra, que se encontram na desconfortável situação de verem a questão do aborto e “casamento” gay pesando numa eleição inteira.
Aqueles que deveriam ter compromisso com o Reino de Deus estão fazendo muitas negociações, esquecendo-se ou não se importando que fazer compromisso com candidatos políticos em tempo de eleição é um mau negócio. Tudo o que o candidato Lula negociou em 2002 sobre aborto e homossexualismo seu governo jamais cumpriu. Mas, acima de tudo, se os valores do Reino de Deus são inegociáveis, por que tantas negociações?
Com Ariovaldo Ramos e Edir Macedo, a Teologia da Missão Integral (versão protestante da Teologia da Libertação) se uniu à Teologia da Prosperidade para sustentar o insustentável: um governo que durante oito anos trabalhou pelo aborto, pelo homossexualismo, aliançado com Fidel Castro, Hugo Chavez e outras famosas ditaduras internacionais. Respeito aos direitos humanos? Só nos discursos. No que depender do PT, de Ariovaldo Ramos, Edir Macedo e Bispo Manoel Ferreira, as populações de Cuba, Irã, Venezuela e Coreia do Norte podem continuar a ser massacradas sob as grossíssimas vistas da diplomacia brasileira.
No que se refere à ideologia marxista — que essencialmente crê que o centro do universo é o santo e generoso Estado “assistencialista” —, Serra não é muito diferente de Dilma, como a própria Marina Silva reconheceu, considerando seus partidos no mesmo nível ideológico nas origens. O único motivo de preocupação dela nesta eleição foi a “onda de conservadorismo”, reconhecida pela imprensa como a principal força que está se opondo ao aborto e ao homossexualismo.
Ninguém esperava essa onda, e mesmo se declarando não conservadora antes da onda, Marina acabou no primeiro turno recebendo votos de milhões de conservadores, que votaram nela para evitar o abortismo e homossexualismo de Dilma e Serra. Mas seu testemunho principal, moldado pela Teologia da Libertação, foi ficar em cima do muro ou lavando as mãos, como uma versão verde de Pôncio Pilatos. Nenhuma queixa contra as posturas anticristãs de Dilma ou do PT — com quem ela trabalhou com a consciência tranquila durante muitos anos — ou de Serra. Só queixas contra o conservadorismo.
De Macedo e Ariovaldo Ramos, não se espera nada, pois não existe coerência em aliados de um governo patentemente anticristão. Enquanto Macedo tocou explicitamente no assunto do aborto em tom de aprovação, Ariovaldo pró-Dilma divulgou seu manifesto público, declarando: “manifestamos as nossas rejeições diante da onda de conservadorismo que se abateu sobre o país nesse processo eleitoral”. E Marina, em sua “Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República Dilma e Serra”, igualmente não toca no assunto do aborto e homossexualismo uma única vez, mas critica abertamente o que ela enxerga como “esse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites”.
A utopia dela — envolvendo marxismo, socialismo, Teologia da Libertação, Teologia da Missão Integral, evangelho progressista, evangelho comunista e afins — não merece ser sacrificada em prol do verdadeiro e único Evangelho? Não merece ser sacrificada pelo bem-estar moral de milhões de famílias que não precisam e não querem governos que, dizendo-se a favor dos pobres, são obcecados, doentes e insanos por aborto e homossexualismo?
De Silas, espera-se mais. Seu testemunho contra o PLC 122 e contra o aborto é notável e louvável. Mas apoiar Serra publicamente é compatível com os valores do Reino de Deus? E que tipo de compatibilidade houve no apoio dele no passado a Lula e Sérgio Cabral? Marcelo Crivella e Magno Malta são destaques também entre os evangélicos por combaterem o PLC 122, mas estão com Dilma, que tem um histórico de violência e luta armada que ela nunca renega e hoje está alinhada com o PT em sua ambição de transformar o Brasil numa ditadura marxista e a América Latina numa União das Republiquetas Socialistas do Foro de São Paulo.
Será uma alegria enorme ver a derrota da terrorista comunista Dilma, mas uma vitória de Serra será motivo de comemoração?
Entenda que esta eleição não representa alegria, pois os eleitores não poderão escolher entre uma solução menor e uma solução maior. Pelo contrário, é uma eleição de dor e sofrimento, principalmente para homens e mulheres que têm valores elevados de justiça e família, onde a única opção humana disponível é escolher entre o mal maior e o mal um pouco menor. É uma escolha entre um governo que trará grandes problemas e outro que trará problemas imensos.
Os dois candidatos representam perigos reais. Dilma, em maior grau; Serra, em menor. É como escolher, metaforicamente, entre um assassino e um estuprador. Se você escolhe o assassino, sua esposa e filhas são estupradas na sua frente e no final você e elas são mortos. Se escolhe o estuprador, você e elas escapam com vida, mas elas são estupradas.
O que não é metáfora nem ficção é que as políticas deles realmente trarão mortes e estupros, em muitos sentidos diferentes e reais. Aborto propositado e legalizado é assassinato sancionado pelo Estado. Ensinar homossexualismo ou sexo para crianças nas escolas é estupro psicológico perpetrado pelo Estado. Sacralizar e proteger legalmente o conceito de “orientação sexual” abre as portas para todos os tipos de barbarismo e anormalidade, inclusive a pedofilia, sob as “bênçãos” do Estado.
Dificultar relações diplomáticas com Israel e facilitá-las com as ditaduras sanguinárias do Irã e Coreia do Norte é trazer espírito de morte e maldição ao Brasil, assim como manter ligações com grupos terroristas como as Farc e o Hamas. Tudo isso o PT tem feito religiosamente, enquanto que metade disso o PSDB aprova e faz.
É por isso que não voto em nenhum dos dois, mas entendo aqueles que, vendo o mal maior do PT aparelhado ao Estado e transformando o Brasil em tirania, estão dispostos a tapar o nariz para votar em Serra. Entretanto, dá para entender os que não tapam o nariz e ainda negociam?
Diante do mal, o Reino de Deus e seus valores são inegociáveis, mas muitos membros importantes da Frente Parlamentar Evangélica estão se vendendo em troca de propostas indecorosamente altas. O PT está conseguindo comprar a consciência de parlamentares evangélicos que até recentemente viam e avisavam sobre as ameaças dos projetos do PT. Agora, sob o peso das tentações terrenas, eles se calam para a verdade e só desentopem a boca para elogiar os bons pagadores.
No entanto, aqueles que negociarem os valores do Reino de Deus verão a Palavra de Deus se cumprir. Antes de o governo e a sociedade do Brasil serem castigados por suas iniquidades, o juízo se abaterá sobre a casa de Deus, a começar por homens que trazem o titulo de pastor, bispo, apóstolo, deputado evangélico, etc. De Deus não se zomba. Ele não tolerará para sempre os que negociam os valores do Reino de Deus em troca de ideologias de morte, roubo e destruição, ainda que venham elegantemente mascaradas de assistência aos pobres.
Então, se não há em quem votar, para onde recorrer? Ao Rei do Reino de Deus. Ninguém entende melhor de política do que Ele.
Uma convocação pública e nacional de jejum, choro e oração poderia trazer para o Brasil um aumento da “onda de conservadorismo” contra o aborto e o homossexualismo — uma onda maior que traga justiça e repudio à institucionalização de toda iniquidade.
Nesta eleição, ninguém esperava uma onda contra o aborto e o homossexualismo, mas ela veio, fazendo o diabo estremecer de raiva e pavor.
Quem a enviou não pode mandar muito mais?
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Israel e Google publicarão na internet manuscritos do mar Morto com textos bíblicos
Este plano, com um custo de US$ 3,5 milhões (2,5 milhões de euros), tem por objetivo disponibilizar gratuitamente esses documentos, que possuem cerca de 2.000 anos.
Sebastian Scheiner/AP - fragmento dos manuscritos do mar Morto em laboratório de Jerusalém"É a descoberta mais importante do século 20 e vamos compartilhá-la com a tecnologia mais avançada do século 21", afirmou a responsável pelo projeto do departamento israelense de Antiguidades, Pnina Shor, em uma coletiva de imprensa em Jerusalém.
A administração israelense captará imagens em alta definição utilizando uma tecnologia multiespectral desenvolvida pela Nasa, a agência espacial americana.
As imagens serão, posteriormente, publicadas na internet pelo Google em uma base de dados e traduções dos textos colocadas à disposição.
"Todos os que possuem uma conexão à internet poderão acessar algumas das obras mais importantes da humanidade", disse o diretor do centro de pesquisa e desenvolvimento do Google em Israel, Yossi Mattias.
Shor afirmou que as primeiras imagens estarão disponíveis nos próximos meses e o projeto terminará em cinco anos.
Acredita-se que os 900 manuscritos encontrados entre 1947 e 1956 nas grutas de Qumran, no Mar Morto, constituem uma das descobertas arqueológicas mais importantes de todos os tempos. No material encontrado, há pergaminhos e papiros com textos religiosos em hebraico, aramaico e grego, assim como o Antigo Testamento mais velho que se conhece. Fonte: France Presse via Folha Online
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Arcebispo do Rio diz que igreja 'não apoia candidatos nem partidos'
Ele diz, no entanto, que a arquidiocese se "preocupa em oferecer critérios" ao fieis. Pede que estes votem "fora de qualquer pressão externa" em candidatos "que trabalhem em favor do povo, da valorização da vida, da coerência familiar e dos valores do Evangelho".
O artigo de d. Orani, que assumiu o cargo em 2009, inclui entre os critérios de voto o respeito "à vida desde a concepção até seu termo natural", incluindo a promoção da "dignidade no trabalho, saúde, habitação, lazer, comunicação".
Mesmo com referências indiretas ao debate sobre descriminalização do aborto e legalização da união civil de homossexuais, o texto tem tom mais contido do que nota divulgada na manhã de ontem pela Regional Leste 1 da CNBB.
O artigo de d. Orani, que assumiu o cargo em 2009, inclui entre os critérios de voto o respeito "à vida desde a concepção até seu termo natural", incluindo a promoção da "dignidade no trabalho, saúde, habitação, lazer, comunicação".
Mesmo com referências indiretas ao debate sobre descriminalização do aborto e legalização da união civil de homossexuais, o texto tem tom mais contido do que nota divulgada na manhã de ontem pela Regional Leste 1 da CNBB.
A nota "incentiva" os fieis, "agora mais do nunca", a votar em quem respeita "o valor da vida desde sua concepção" e "a família com sua própria constituição natural". Também cita --diferentemente de d. Orani-- o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, enviado em maio ao Congresso:
"Renovamos nossa crítica ao PNDH-3, mesmo depois de ter sido retirada a proposta de legalização do aborto, porque foi falaciosamente indicada como 'questão de saúde pública'. Não é aceitável a visão da pessoa fechada ao transcendente."
Pressões de igrejas já haviam levado o governo Lula a suprimir do PNDH-3 frase que reivindicava a "autonomia da mulher para decidir sobre o próprio corpo".
O texto do arcebispo do Rio também é mais moderado do que o publicado na semana passada por um de seus bispos auxiliares, d. Antonio Dias Duarte, no site da Regional Leste 1.
"As experiências trágicas de 121 anos de República --governos corruptos, ditaduras, leis e medidas provisórias e decretos e programas nacionais de direitos humanos-- só deixaram um rastro de sangue e violência moral", disse d. Antonio.
O teor dos textos evidencia as divergências públicas entre líderes católicos desde que o bispo de Guarulhos, d. Luiz Gongaza Bergonzini, divulgou em julho artigo em que recomendava aos "verdadeiros" fieis que não votassem na petista Dilma Rousseff.
O texto --semelhante ao distribuído em Aparecida (SP) e Contagem (MG) no Dia de Nossa Senhora Aparecida-- estava até a semana passada no site da Regional Sul 1 da CNBB. No sábado, a regional divulgou nota em que "esclarecem que não vetam candidatos ou partidos".
Em reação a d. Luiz Gonzaga, os bispos de Jales (SP), d. Demétrio Valentini, e Caçador (SC), d. Luiz Eccel, divulgaram textos em defesa de Dilma. "A questão do aborto está sendo instrumentalizada para fins eleitorais", disse d. Demétrio. "Por que estão jogando pedras só na Dilma?", disse d. Luiz.Fonte: Folha Online, reportagem de Claudia Antunes
domingo, 17 de outubro de 2010
Na TV, pastor Malafaia e viúva de Chico Mendes declaram apoio a Serra
José Serra (PSDB) encaçapou duas bolas da vez --as causas ambiental e religiosa-- ao incorporar à sua propaganda eleitoral depoimentos da viúva de Chico Mendes e dos pastores Silas Malafaia e José Wellington Bezerra da Costa.
"Para ser presidente do Brasil, tem que ter liderança, tem que estar acima dos partidos, tem que conduzir a nação. E aí, querido, para isso, nós só temos uma pessoa: Serra 45", disse Malafaia, representante da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Com programas espalhados por mais de um canal de TV, o líder religioso é crítico ferrenho de Dilma Rousseff (PT) e ex-aliado de Marina Silva (PV), terceira colocada na corrida presidencial e única evangélica entre os principais candidatos.
Sobre a petista, ele já alfinetou que "quem é religioso não precisa fazer força para mostrar". Em vídeo na internet, Dilma foi acusada de ser ambígua em questões de honra para Malafaia, como a condenação ao aborto e aos homossexuais --em outdoor, a foto dele aparece ladeada pela frase "a favor da preservação da vida e da espécie humana"; abaixo, "Deus fez macho e fêmea".
"Mudar agora por questões eleitoreiras é vergonhoso", disse na ocasião.
Já Marina contava com o apoio de Malafaia até, na opinião do religioso, "dissimular" suas ideias sobre a liberação do aborto e da maconha.
A seis dias da eleição, ele aderiu à candidatura de Serra.
Já o pastor Wellington Bezerra, presidente da Convenção Geral da Assembleia de Deus, diz que vê na "pessoa dele [Serra] a habilidade, a seriedade e um homem que é capaz de administrar bem a nossa nação".
TUCANO ESVERDEADO
A propaganda tucana também não descuidou do espólio eleitoral de Marina, que arrematou quase 20 milhões de votos no dia 3 de outubro.
Viúva de Chico Mendes, seringueiro e líder ambiental assassinado em 1988, Ilzamar Mendes pediu "aos amigos do Acre" que escolhessem Serra, o candidato que melhor "representa a causa ambiental".
Três dos cinco municípios em que Serra foi mais bem votado ficam justamente no Acre, Estado natal de Marina.
"Gostaria de pedir aos meus amigos do Acre e ao povo do Brasil que votem em José Serra, porque ele é o candidato que representa a causa ambiental, a grande bandeira de luta de Chico Mendes", afirmou Ilzamar. Fonte: Folha Online
sábado, 16 de outubro de 2010
Gráfica imprime dois milhões de panfletos anti-Dilma a pedido de bispo
Uma gráfica na zona sul da capital paulista imprimiu, até este sábado (16), 2,1 milhões de panfletos atribuídos à Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) contra a candidatura de Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto e encomendados pela Diocese de Guarulhos. O panfleto é o mesmo distribuído na terça (12) em Aparecida (SP), pregando voto em candidatos que são contra o aborto nas eleições 2010.
As peças contêm o logo da CNBB, assinaturas eletrônicas de membros importantes da entidade e ataques ao PT, ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua candidata. Nelas, o partido é acusado de "comprometer-se a legalizar o aborto", "reconhecer o aborto como direito humano da mulher", e "descriminalizar o aborto até o nono do mês de gravidez".
Paulo Ogawa, pai do dono da Editora Gráfica Pana, disse a jornalistas que o pedido inicial era por 20 milhões de panfletos, mas que a empresa não conseguiu atendê-lo. Ele mostrou um email da Diocese de Guarulhos - que foi sua cliente em outras ocasiões - no qual é solicitada a impressão de papéis com uma "campanha contra o aborto".
Ogawa exibiu o pedido, com data de 15 de setembro, e afirmou que foram pagos R$ 3.000 por cada 100 mil unidades, e disse já ter feito trabalhos para o PT, mas afirma não ter filiação partidária e diz fazer impressões para outras entidades e partidos.
No e-mail, Kelmon Luis, intermediário responsável pela encomenda dos panfletos para a Diocese, afirma que os textos devem ser "difundidos imediatamente às paróquias da sua cidade, pois enseja mensagem que interessa ao atual momento pelo qual passa o nosso querido Brasil".
O UOL Eleições entrou em contato com a diocese, mas ainda não obteve resposta. O bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, já se manifestou publicamente contra Dilma e a favor da eleição do presidenciável tucano José Serra.
A polícia chegou ao local nesta tarde levada pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT), que disse ter recebido a informação da secretaria de comunicação do partido no Estado, sem dar mais detalhes. O PT registrou um boletim de ocorrência. Para a advogada do partido, Ana Fernanda Ayres, o material encomendado pela Diocese de Guarulhos configura crime eleitoral e propaganda irregular. A sigla também estuda ir à Justiça Eleitoral com pedido de busca e apreensão dos panfletos.
Membros da CNBB estão reunidos em Indaiatuba, interior de São Paulo, onde também discutem a influência de temas religiosos na campanha eleitoral. Em janeiro deste ano, a Regional Sul 1 da CNBB havia distribuído uma nota em que acusava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser o "novo Herodes". Herodes, segundo a Bíblia, ordenou a "matança de inocentes". A nota de janeiro se referia também ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos. Fonte: Uol Notícias, reportagem de Maurício Savarese
Primeira página do panfleto
Documento cita o atual governo Lula
Trecho recomenda voto em quem é contra o aborto
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Dilma sofreu maior baixa no Datafolha entre os evangélicos
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a oscilação da petista ficou dentro desse limite máximo. Na pesquisa anterior, ela poderia ter no mínimo 38%. Na atual, chegaria a esse patamar no limite positivo da margem.
Os evangélicos não pentecostais são 6,3% dos eleitores brasileiros.
Nesse grupo, José Serra (PSDB) registrou uma variação positiva, também dentro da margem de erro, indo de 48% para 50%.
Os temas religiosos dominaram esse início de campanha no segundo turno, sobretudo com relação às propostas dos candidatos sobre a descriminalização do aborto. Ambos, Dilma e Serra, afirmam ser contrários a alterar a lei atual.
Apesar do predomínio desse assunto nas propagandas de rádio e de TV, todas as variações em grupos religiosos ficaram dentro ou muito próximas à margem de erro.
Curiosamente, a maior variação se deu entre os eleitores que declaram não ter religião (5,8% do total do país).
Nesse segmento, Dilma desceu seis pontos, de 51% para 45%. Já Serra subiu cinco pontos, de 35% pra 40%.
MARINEIROS
Outra forma de aferir como se deram as pequenas variações nos percentuais de Dilma e de Serra nesta primeira semana de campanha para o segundo turno é observar o comportamento dos eleitores de Marina Silva (PV). Ela está fora da disputa por ter ficado em terceiro lugar.
Entre aqueles que votaram em Marina no primeiro turno e agora assistiram à propaganda política na TV, só 38% dizem que o comercial de Dilma Rousseff é ótimo ou bom. Já o programa de Serra é considerado ótimo ou bom por 52% dos marineiros.
A influência da candidata verde surge agora maior do que seu percentual de votos (19,3%). Segundo o Datafolha, 25% dos eleitores poderiam votar em alguém indicado por Marina. Mas para 55% esse apoio seria inócuo. E há também 15% que rejeitaram esse tipo de recomendação.
ELITE
Algumas oscilações positivas de Dilma se deram em grupos nos quais Serra em geral tem melhor desempenho. Por exemplo, entre os eleitores de nível de escolaridade superior (14% do total do país), a petista variou dois pontos, de 36% para 38%. Já Serra viu seu percentual ir de 50% para 47%.
Entre os eleitores com renda média mensal de mais de dez salários mínimos (4,4% do total dos brasileiros), a petista subiu cinco pontos, de 33% para 38%. Serra desceu de 58% para 53%.
Os mais escolarizados e de renda superior são os grupos nos quais Marina Silva começou sua ascensão no primeiro turno.Fonte: Uol Notícias, reportagem de Fernando Rodrigues
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Em mensagem, Dilma não diz que irá vetar projetos sobre aborto
Segundo líderes evangélicos que discutiram o texto com a candidata, a petista assumiu o compromisso de colocar a promessa no manifesto.
Na carta que será distribuída em templos e igrejas, Dilma repete declarações feitas ao longo da campanha, como ser "pessoalmente contra o aborto", não encaminhar nenhuma legislação referente ao tema ao Congresso e defender a "manutenção da legislação atual sobre o assunto", que só permite a prática em casos de estupro e risco de morte para a mãe.
Coordenador evangélico da campanha dilmista, o bispo da Assembleia de Deus e deputado Manoel Ferreira (PR-RJ) reconheceu o recuo, mas minimizou a falta do compromisso no documento.
"Ela assumiu solenemente o compromisso [de veto] apesar de não estar na carta. O mais importante é esse compromisso de que esses temas serão tratados pelo Congresso e nunca pelo Executivo. Acho que esta muito bem colocado e esse é o compromisso dela conosco ela não vai voltar atrás. A maior importância é a convicção do candidato", disse.
Antes de ser candidata, Dilma defendia abertamente a descriminalização da prática --o fez, por exemplo, em sabatina na Folha em 2007 e em entrevista em 2009 à revista "Marie Claire".
Depois, ao longo da campanha, disse que pessoalmente era contra a proposta. Hoje, diz que repassará a discussão ao Congresso.
FATURA
A fatura evangélica apresentada à candidata na quarta-feira exigia dela uma posição contrária sobre casamento homossexual, adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo e regulamentação da função de profissionais do sexo, além da defesa da liberdade religiosa.
O documento não cita diretamente a polêmica em torno da união civil entre homossexuais e opta por compromissos genéricos em relação a outros temas-tabus sustentando que, se eleita, não pretende promover "nenhuma iniciativa que afronte à família".
Na carta, Dilma afirma que se o projeto que criminaliza a homofobia, o chamado PLC 122, for aprovado no Senado, o "texto será sancionado nos artigos que não violem liberdade de crença, culto e expressão". O temor dos cristãos é que o projeto impeça sermões e pregações contra homossexuais.
Sobre o PNDH 3 (3º Plano Nacional de Direitos Humanos), que causou polêmica por tratar do aborto, legalização da prostituição e defender que hospitais conveniados ao SUS façam operação de mudança de sexo, entre outros pontos, Dilma diz que o programa é uma "ampla carta de intenções" e que está sendo revisto. Dilma diz ainda que a família será o foco de seu eventual governo e que defende a liberdade religiosa.
Após forte reação, o governo tirou do programa, em maio, pontos como a revisão da lei que pune quem se submete ao aborto. Fonte: Folha Online, reportagem de Márcio
Falcão
Reprodução
Clique sobre a imagem para ampliarDilma e Temer desmentem boatos e aliam-se a evangélicos na reta final
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), um dos participantes do encontro, ressaltou a necessidade de combater “boatos que distorcem” a opinião da candidata. “Ela deve reafirmar suas convicções em uma carta aberta à nação, e nós, líderes, vamos manifestar nosso apoio à sua candidatura”.
A manifestação pública da candidata sobre os temas polêmicos deve ocorrer até sábado, seguindo o acordado com 51 lideranças religiosas durante a reunião. Na reta final do primeiro turno da disputa presidencial, a polêmica sobre a descriminalização do aborto e uma eventual mudança legal nas situações de interrupção de gestações ganhou vulto e chegou a ser apontada até por aliados da petista como fator que teria contribuído Dilma de vencer as eleições gerais de 2010 já no primeiro turno.
Vice na chapa de Dilma, Michel Temer (PMDB-SP) já se manifestou contra a discussão sobre o aborto faça parte da campanha eleitoral como uma questão de Estado, “até porque o Estado é laico”. Veja ainda a entrevista que ele concedeu à Folha evangélica, veiculada esta semana na internet
Anthony Garotinho (PR), deputado federal eleito com a maior votação no Rio, condicionou seu apoio à candidata de Dilma Rousseff à revogação imediata pelo presidente Lula do decreto que instituiu o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3). Evangélico da Assembleia de Deus, Garotinho diz que a questão do aborto, que surgiu fortemente na campanha eleitoral, não é o único problema do plano. “O PNDH 3 ainda propõe a legalização da prostituição e obriga os hospitais conveniados ao SUS a fazer operação de mudança de sexo, sob pena de perder o convênio. É um absurdo esse tipo de exigência”, disse Garotinho.
O ex-governador estima ter recebido 500 mil dos seus 695 mil votos de evangélicos e diz que nem em casa consegue pedir votos para a petista. “Princípio não se negocia. Fui seguramente o deputado mais votado entre os evangélicos, mas tenho dificuldades até dentro de casa, Meus filhos, por exemplo, votaram na Marina”, disse o líder do PR, partido que, graças em grande parte à sua votação, elegeu oito deputados federais no Rio.
Em favor de Dilma, os deputados federais reeleitos Eduardo Cunha (PMDB) e Filipe Pereira (PSC) e o vice-presidente nacional do PSC, pastor Everaldo Dias, assumiram a defesa da petista. Segundo eles, panfletos apócrifos eram distribuídos associando a candidata ao movimento gay. ”Vou a todos os cultos que eu puder para esclarecer esse tipo de boataria. Todo mundo tem o direito de se posicionar. O que não pode é mentir. Vou chamar a polícia quando tiver panfleto apócrifo”, afirmou Cunha. Fontes: Terra, Folha Evangélica e Estadão
Dilma resiste a assinar manifesto antiaborto
O comando da campanha petista avaliou ontem que, além de já ter divulgado um manifesto intitulado Carta ao Povo de Deus, em agosto, Dilma pode perder mais votos do que ganhar, ao se posicionar, por exemplo, contra o casamento gay.
Na Carta ao Povo de Deus, distribuída em templos e igrejas no primeiro turno, Dilma tentou se aproximar dos cristãos. 'Cabe ao Congresso a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvam valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto, formação familiar, uniões estáveis (...)', escreveu ela. Além disso, Dilma já se comprometeu verbalmente a não mudar a lei que prevê o aborto em caso de estupro e risco de morte para a mãe.
A saída para o impasse, agora, será um documento de apoio à candidata escrito por pastores e políticos que integram a Frente Parlamentar Evangélica. Os signatários deixarão claro no texto que Dilma não vai interferir em questões religiosas, caso seja eleita para o Palácio do Planalto.
Nos bastidores, porém, a reunião de quarta-feira entre Lula, Dilma e evangélicos de 51 denominações dividiu o governo e o QG dilmista. O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha, achava que o encontro era desnecessário e poderia criar ruídos. Na outra ponta, o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, incentivou a reunião.
Lula avalia que o comando petista não está conseguindo superar a agenda negativa do aborto e do casamento entre homossexuais. 'Precisamos sair dessa pauta, ir para a rua', esbravejou o presidente, segundo relato de um de seus auxiliares. 'Há muita hipocrisia nisso.'
A preocupação com o impacto desses temas na campanha de Dilma é cada vez maior. Um dirigente do PT lembrou que a candidatura de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo, em 2008, desandou de vez no segundo turno depois que homossexuais sentiram-se ofendidos com um programa de TV da petista. Nele, um locutor perguntava se o prefeito Gilberto Kassab (DEM) era casado e tinha filhos. Detalhe: o marqueteiro de Marta, hoje senadora eleita, também era João Santana, que agora assina a propaganda de Dilma. Fonte: Estadão
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Denúncia: ligação de um dos principais líderes assembleianos com o “anticristo amarelo”
O que o leitor verá à seguir é uma das denúncias mais graves já feitas neste site (Púlpito Cristão): São as provas da associação entre o deputado, líder principal da Assembléia de Deus do ministério Madureira e presidente da convenção CONAMAD, bispo Manoel Ferreira, e o reverendo Moon, líder da seita “Igreja da Unificação”, da Coréia do Sul. O vídeo foi editado pelo pastor Enoque Lima, da AD Madureira.
Para aqueles que não conhecem, a Igreja da Unificação é uma seita fundada por Sun Myung Moon, o qual teria nascido para completar a salvação dos homens, sendo ele mesmo a concretização da segunda vinda de Cristo. Em síntese, o grupo afirma que Jesus fracassou em sua primeira vinda e cabe ao Reverendo Moon completar sua missão, redimindo a humanidade.
No vídeo, o pastor assembleiano aparece em alguns eventos relacionados à seita, e confere a benção em uma cerimônia religiosa na igreja do Reverendo Moon. Ao contrário do que possa parecer, este não é um evento ordinário na liturgia do grupo, mas um dos eventos mais importantes para os membros da seita, pois é através do casamento que os fiéis se tornam filhos espirituais do reverendo Moon:
“De acordo com a teologia do Moonismo, o destino final dos homens é serem casados e terem uma família perfeita. Isso porém não pode atualmente se realizar por que Jesus falhou, e assim não executou a salvação completa. No Entanto, como comenta Bjornstad, “uma Nova Era teve início em 1960: ‘Naquele tempo, a profecia sobre as bodas do cordeiro, que se encontra no capítulo 19 de Apocalipse, cumpriu-se. Assim, o Senhor do Segundo Advento e Sua Esposa tornaram-se os Verdadeiros Pais dos homens” (1960 happens to be the year in which Rev. Moon married his wife Hak-Ja Han) – Grifo nosso.
“Este messias irá estabelecer a família perfeita, tarefa esta Jesus nunca completou. Outras famílias perfeitas serão formadas, as quais irão formar uma sociedade perfeita que se expandirá por todo do mundo.” (The Moon Is Not The Son, pp. 62-63).
Já não se trata de mero denuncismo, mas de provas cabais de que o bispo Manoel Ferreira apostatou da fé e está dando ouvidos a doutrinas de demônios. Assim sendo, penso que não resta outra opçãoo aos pastores da Assembléia de Deus – ministério Madureira, do que a oposição aberta ao bispo Ferreira e sua exclusão por apostasia. Omitir-se em uma situação como esta significa ser conivente com sua apostasia, a qual vem manchando não só a integridade do bispo, mas da igreja Assembléia de Deus, min. Madureira.
Desejo concluir este artigo com uma frase de Martin Luther King, que ironicamente ilustra o blog do bispo Ferreira, parecendo um ultraje aos pastores da CONAMAD:
“O que mais me preocupa nao é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”.Fonte: O Verbo / Púlpito Cristão
Senadora Gleisi Hoffman recebe lideranças evangélicas de Maringá
Na oportunidade a senadora agradeceu a confiança das lideranças evangélicas pela votação e apoio a sua candidatura e se colocou a disposição das lideranças para explicitar as suas ideias acerca da “Carta ao Povo Cristão”.
O ponto marcante do encontro com a senadora Gleisi foi a fala do Pastor Robson Brito que em nome dos membros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Campo Eclesiástico de Maringá e, das lideranças dos treze municípios que formam seu campo de trabalho, dedicou-lhe a Escritura do profeta Isaías 41.9-11, parabenizou-a por sua campanha eleitoral e por sua eleição ao Senado.
Pastor Robson Brito tamnbém formalizou a entrega de uma carta contendo doze posicionamentos da Assembleia de Deus da Região de Maringá e, disse que "são questões que preocupam todo o povo cristão frente discussões suscitadas pela expectativa do segundo turno das eleições para Presidente da República, em função de leis que tramitam no Senado Federal e na Câmara dos Deputados Federais". Disse também que "estes posicionamentos foram apoiados pelo presidente da CIEADEP (Convenção das Igrejas Evangélicas da Assembleia de Deus do Estado do Paraná), Pastor Ival Teodoro da Silva".
Na ocasião a senadora foi perguntada pelos presentes sobre vários temas como:
Leis da chamada “Homofobia” como o PLC nº 122/2006 e PL nº 6.418/2006 e a mesma declarou
“Vou estar vigilante quanto às leis e o momento em estão sendo levadas à votação”, garantiu. Disse ainda que “pede a Deus para acertar os desígnios divinos para com a grande responsabilidade dela diante da confiança depositada pelos eleitores em mim”.
Michel Temer
Perguntada sobre alguns boatos que são veiculados na internet, declarou que conhece o Deputado Federal, Michel Temer, há 20 anos e nunca soube que ele é contra os princípios cristãos.
O Pr Jacó Vieira, presidente da Igreja Missionária Central de Maringá propôs que seria bom que “a candidata Dilma, melhor esclareça em campanha pública a convicção dela quanto a sua posição do aborto e da mesma forma a posição do seu candidato a Vice- presidente quanto a seus princípios religiosos”.
As lideranças presentes também enalteceram os inúmeros pontos positivos do governo do Presidente Lula.
Ao final do encontro a senadora Gleisi Hoffmann disse “Vou lutar pela dignidade das famílias brasileiras em continuidade ao projeto do Presidente Lula”. “Hoje sobra emprego e falta mão de obra especializada”, comemorou e terminou pedindo que o nosso “Voto deve ser consciente, sem destilação de ódio. Vou fazer de tudo para acertar os desígnios que Deus preparou para mim”.
A senadora recebeu a oração dos pastores e lideranças presentes e agradeceu a presença de todos e todas pedindo mais uma vez que os pastores estimulem o voto consciente.
O Pastor Robson Brito também declarou que a Igreja Assembleia de Deus está comprometida a continuar intercedendo a Deus pela vida da senadora Gleisi, por sua família e pela missão que Deus quer que ela desempenhe com seu mandato.
Abaixo Carta da Assembleia de Deus de Maringá na íntegra entregue a senadora Gleisi Hoffman:
1. Abominamos a corrupção em todos os níveis. Estamos aguardando esclarecimentos e solução para os casos noticiados.
2. Discordamos da ampliação dos casos de discriminalização do aborto, além dos já previstos em lei; não entendemos que a liberdade de se fazer aborto é um direito humano, o direito do nascituro deve ser preservado. Para nós, o nascituro no dia da concepção já é pessoa, portanto, somos contra a chamada “pilula do dia seguinte” (que é abortiva). Cremos ser uma aberração a distribuição dela em postos de saúde do SUS.
3. Amamos e respeitamos os homossexuais, mas, discordamos do Projeto PLC nº 122/2006 e PL nº 6.418/2005, no que se refere ao exagero de querer tipificar como “homofobia” a manifestação de contrariedade em relação ao modo de ser dos GLBTs e a possibilidade de adoção de filhos por parte de “casais” do mesmo sexo. Pedimos a fineza que V. Exª analise nossas ideias quanto ao tema no documento em apenso.
4. Cremos que a educação sexual deve ser realizada prioritariamente pela família e, quando feita pela escola, deve ser norteada pelo espírito cristão, que prioriza a família e exalta o sexo nos limites do casamento. Cremos que a distribuição de preservativo nas escolas brasileiras é um verdadeiro incentivo à promiscuidade, o que tornará ainda maior a fama de o Brasil ser o país da prostituição.
5. Discordamos que o SUS deva cobrir cirurgia de transformação de sexo.
6. Cremos ser mais coerente investir na educação e dar condições de trabalho digno para os brasileiros que a legalização da prostituição como profissão, pois tal prática é declarada por Deus como aviltante da dignidade humana.
7. Vemos com muito temor o que já foi aprovado em relação ao uso das células troncos embrionárias em nosso ordenamento jurídico. Neste contexto, acreditamos que pesquisas deveriam ser realizadas somente com células troncos adultas.
8. Julgamos arbitrariedade proibir a utilização de símbolos religiosos em locais públicos, desde que aja concordância da comunidade.
9. Defendemos a liberdade de imprensa e da mídia, dentro dos limites cristãos (já que o Brasil é um país de maioria cristã) e dentro dos bons costumes.
10. Cremos que a Bíblia Sagrada deve ser observada, quando declara que as crianças até determinada idade carecem de uma correção equilibrada e coerente que, às vezes, pressupõe o uso de um certo grau de força e que o Estado não deve se intrometer na disciplina dos filhos, desde que seja praticada com amor, coerência e equilíbrio.
11. Somos a favor da reforma agrária justa a partir das terras improdutivas, preservando-se o direito legítimo de propriedade do cidadão brasileiro.
12. Esperamos que a União melhore os programas sociais do governo para que não sejam somente assistencialistas e que proponham a qualificação da mão-de-obra do povo, para que os mais carentes tenham dignidade para sobreviver com o seu próprio trabalho.
Para assessor de Lula, Dilma ‘evoluiu’ sobre o aborto
O papel circulou na Basílica de Aparecida, no feriado da santa. “Cheio de mentiras”, disse Gilbertinho, como Lula o chama.
Falou aos repórteres Ranier Bragon e Márcio Falcão. A certa altura, a prosa tomou o seguinte rumo rumo:
– Mas a Dilma defendeu, antes da eleição, a descriminalização [do aborto]. Agora, ela se diz contra.
É um processo de evolução dela nessa questão.
– Não há uma contradição?
Não vejo contradição, mas evolução do pensamento. Ela, vendo a realidade do país, toma essa atitude...
– Não seria bom ela dizer isso?
O que importa é a afirmação agora. Essa é a posição. Não adianta: quando há má-fé, por mais que a pessoa diga, o boato segue se espalhando. Estamos preocupados, mas não faremos disso o centro da campanha.
Ao tentar decifrar as escrituras da campanha, Gilberto Carvalho comete duplo equívoco. Erra o nome do pecado e confunde a penitência.
Ao migrar da defesa da descriminalização para a tese oposta, Dilma atravessou um Rubicão intelectual que não comporta volta.
Ao sonegar aos púlpitos e às sacristias a expiação do dito, a pupila de Lula fez o desdito parecer oportunismo eleitoral, não “evolução” mental.
Alvejada por beatos, tucanos e troianos, Dilma pode até fingir que não faz da encrenca o “centro da campanha”. Porém...
Porém, ao informar que levará o jamegão a uma carta de rendição, a pupila de Lula condenou-se a mastigar uma picanha cujo miolo é a pauta medieval.
Uma pena. Para usar expressão cara ao grão-petê Aloizio Mercadante, o Brasil do século 21 merecia “debate mais qualificado”. Fonte: Blog Josias de Souza
Serra diz que é a favor da união civil homossexual, mas casamento é com as igrejas
"Acho que a questão do casamento propriamente dito está ligada às igrejas. A união em torno dos direitos civis já existe, inclusive, na prática, no Judiciário. Eu sou a favor do efeito do direito. Outra coisa é o casamento, que tem o componente religioso. Cabe a igreja decidir sua posição", afirmou o tucano.
Hoje, ele participou de um fórum das ONGs de combate a Aids em São Paulo, onde assinou um termo de compromisso.
Questionado sobre a carta que a adversária Dilma Rousseff (PT) pretende divulgar sobre o aborto, Serra preferiu não responder.
"Ela tem os problemas dela. Ela diz uma coisa, depois diz outra coisa", afirmou o tucano.
Ontem, Dilma disse que se comprometeu a estudar a divulgação de uma carta dizendo que não irá mexer na legislação sobre o aborto e que considera o casamento entre homossexuais uma questão das igrejas.
As questões religiosas, como o aborto e casamento gay, têm pautado o debate eleitoral e foram consideradas um dos motivos que levaram a disputa para o segundo turno. Fonte: Folha Online, reportagem de Catia Seabra
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Líderes evangélicos cobram de Dilma 'carta à nação' sobre temas polêmicos
O apelo é para que Dilma seja mais contundente em relação ao aborto, casamento homossexual, adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo e liberdade religiosa.
Alguns líderes religiosos chegaram a garantir que, se eleita, ela vetará qualquer iniciativa que afronte algumas dessas pautas.
A sugestão foi apresentada hoje durante um encontro da candidata com 51 representantes dos segmentos evangélicos. "Falar mal é fácil. Para falar bem você precisa de argumentação. [...] O problema é que estamos perdendo a guerra por falta de contundência", disse o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que nos últimos dias visitou 12 templos defendendo o voto em Dilma.
No discurso aos aliados, Dilma pediu o empenho das bases à sua campanha e, segundo relatos, teria repetido ser contra o aborto. No início de sua intervenção, a candidata declarou precisar primeiro da ajuda de Deus e dos votos cristãos para ganhar.
A avaliação dos aliados é de que é preciso executar ações de mídia para rebater os boatos que circulam nos segmentos religiosos contra a candidata. Após a reunião, políticos e líderes evangélicos gravaram depoimentos para serem usados na propaganda eleitoral.
"Ela não vai encaminhar nem sancionar qualquer coisa que ofenda os direitos religiosos, que descriminalize o aborto ou que promova o casamento homossexual", afirmou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Dilma deixou o encontro sem falar com a imprensa. Fonte: Folha Online, reportagem de Natuza Nery e Márcio Falcão
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Em vídeo, arcebispo da PB afirma que PT tenta implantar 'cultura da morte' no Brasil
No vídeo, com 15 minutos de duração, o arcebispo afirma que, desde que chegou ao poder, em 2003, "o PT assumiu como projeto de governo a completa legalização do aborto no Brasil".
"O PT não escondeu sua agenda antes, mas, paradoxalmente, passou a negar com insistência o que fazia antes publicamente. Essa atitude não é mal-entendido, um erro de percurso, mas a própria estratégia para implementar a cultura de morte", diz o arcebispo.
Ao lado de uma retrato do papa Bento 16 e de uma imagem de Nossa Senhora, Pagotto afirma que o presidente Lula, que segundo ele, entregou uma carta para CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em que afirmava ser contra o aborto, enviou um projeto de lei ao Congresso legalizando o procedimento.
Ao citar um trecho da bíblia, o arcebispo pede que divulguem a mensagem. "Não podemos nos calar. A verdade nos libertará. Quero pedir a todos os meus diocesanos empenho para que este vídeo seja divulgado para o maior número de fieis." Segundo o arcebispo, "o povo brasileiro é maciçamente contra o aborto".
A arquidiocese da Paraíba afirmou que o dom Aldo não pretende comentar o vídeo, que já havia sido visto cerca de 3.000 vezes até a tarde hoje.
A arquidiocese disse apenas que o depoimento gravado era parte de um documentário sobre o aborto e que ele não foi postado no YouTube pela Igreja. Segundo a arquidiocese, a opinião do arcebispo não tem fins eleitorais e ele pretendia apenas deixar claro qual sua opinião sobre a "defesa da vida". Fonte: Folha Online, reportagem de Jean-Philip Struck
Aborto não é “papo de fundamentalistas”
À semelhança do que ocorre na controvérsia entre criacionistas e evolucionistas, em que os do segundo grupo tentam impedir a discussão afirmando que defender a criação segundo a Bíblia é coisa para “fundamentalistas religiosos”, a polêmica sobre o aborto é classificada, também, como sendo apenas “papo de fundamentalistas”. É claro que, para quem crê em Deus, esse assunto tem implicações éticas, morais e religiosas. Mas não se trata apenas disso. E meu ex-professor de jornalismo na UFSC, Nilson Lage, mostra por quê:
1. Pensando por estereótipos, é senso comum que opositores do aborto são religiosos reacionários. Mas pode não ser assim, como veremos.
2. A primeira questão é se o aborto é ainda tão necessário quando é fácil impedir a gravidez, ou se, com mais informação, seria dispensável.
3. A segunda é que o aborto inocenta o homem e castiga a mulher, já que toda cirurgia tem riscos e, muito repetida, gera danos permanentes.
4. A terceira é se o custo (em dinheiro e danos à saúde) da aplicação em massa do aborto seria menor do que o custo das curetagens atuais.
5. A quarta é, numa sociedade de consumo, ver anúncios de abortos “confortáveis” em spas pagáveis em n prestações mensais.
6. O quinto é o dano psicológico dos abortos, principalmente repetidos, e como minimizá-lo, evitando a perda de autoestima e cinismo.
7. Tudo isso pode ser menos relevante, mas nenhum desses argumentos é de fundo religioso ou de porte inteiramente desprezível. (Extraído do Twitter do Dr. Nilson Lage)via Michel Borges, blog criacionista
A fé entrou na campanha
Como o debate sobre Deus e o aborto interfere no segundo turno das eleições – e pode inaugurar uma nova fase na política brasileiraConfira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época de 9/outubro/2010.
A religião não é um tema estranho às campanhas políticas no Brasil. A cada par de eleições, o assunto emerge da vida privada e chega aos debates eleitorais em favor de um ou outro candidato, contra ou a favor de determinado partido. Em 1985, o então senador Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição para prefeito de São Paulo depois de um debate na televisão em que não respondeu com clareza quando lhe perguntaram se acreditava em Deus. Seu adversário, Jânio Quadros, reverteu a seu favor uma eleição que parecia perdida. Quatro anos depois, na campanha presidencial que opôs Fernando Collor de Mello a Lula no segundo turno, a ligação do PT com a Igreja Católica, somada a seu discurso de cores socialistas, fez com que as lideranças evangélicas passassem a recomendar o voto em Collor – que, como todos sabem, acabou vencendo a eleição.
RENDIÇÃO
Dilma e Serra com auréolas de santidade. Os candidatos se curvam ao voto religioso e põem Deus no discursoEsses dois episódios bastariam para deixar escaldado qualquer candidato a um cargo majoritário no país. Diante de questões como a fé em Deus, a posição diante da legalização do aborto ou a eutanásia, ou o casamento gay, o candidato precisa se preparar não apenas para dizer o que pensa e o que fará em relação ao assunto se eleito – mas também para o efeito que suas palavras podem ter diante dos eleitores religiosos. Menosprezar esse efeito foi um dos erros cometidos pela campanha da candidata Dilma Rousseff, do PT. Nos últimos dias antes da eleição, grupos de católicos e evangélicos se mobilizaram contra sua candidatura por causa de várias declarações dela em defesa da legalização do aborto. Numa sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007, Dilma dissera: “Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto”. Em 2009, questionada sobre o tema em entrevista à revista Marie Claire, ela afirmou: “Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública”. Finalmente, em sua primeira entrevista como candidata, concedida a ÉPOCA em fevereiro passado, Dilma disse: “Sou a favor de que haja uma política que trate o aborto como uma questão de saúde pública. As mulheres que não têm acesso a uma clínica particular e moram na periferia tomam uma porção de chá, usam aquelas agulhas de tricô, se submetem a uma violência inimaginável. Por isso, sou a favor de uma política de saúde pública para o aborto”.
Tais declarações forneceram munição para uma campanha contra Dilma que começou nas igrejas, agigantou-se na internet e emergiu nos jornais e na televisão às vésperas do primeiro turno. Foi como se um imperceptível rio de opinião subterrâneo se movesse contra Dilma. Esse rio tirou milhões de votos dela e os lançou na praia de Marina Silva, a candidata evangélica do PV. Segundo pesquisas feitas pela campanha de Marina, aqueles que desistiram de votar em Dilma na reta final do primeiro turno – sobretudo evangélicos – equivaleriam a 1% dos votos válidos. Embora pequeno, foi um porcentual que ajudou a empurrar a eleição para o segundo turno, entre Dilma e o candidato José Serra, do PSDB. Mais que isso, a discussão sobre a fé e o aborto se tornou um dos temas centrais na campanha eleitoral.
A polêmica religiosa deu à oposição a oportunidade de tomar a iniciativa na campanha política, pôs Dilma e o PT na defensiva e redefiniu o segundo turno. Na sexta-feira, quando foram ao ar as primeiras peças de propaganda eleitoral gratuita, o uso da carta religiosa ficou claro. Dilma agradeceu a Deus, se declarou “a favor da vida” e disse que é vítima de uma “campanha de calúnias”, como ocorreu com Lula no passado. O programa mencionou a existência de “uma corrente do mal na internet” contra ela. Serra se apresentou como temente a Deus, defensor da vida e inimigo do aborto (apesar de seu partido, o PSDB, ter apresentado nos anos 90 um projeto de legalização do aborto no Senado). Pôs seis grávidas em cena e prometeu programas federais para “cuidar dos bebês mesmo antes que eles nasçam”.
Agora, atônito, o mundo político discute que tipo de efeito a discussão sobre valores religiosos terá sobre a votação de 31 de outubro. E como ela afetará o Brasil no futuro. Tradicionalmente, o cenário político brasileiro tem sido dominado por temas de fundo econômico – como inflação, desemprego, previdência e salário mínimo – ou social – como pobreza, segurança, educação e saúde. Mas a elevação do padrão de vida dos pobres e a superação das necessidades elementares de sobrevivência podem ter começado a abrir espaço para aquilo que, em democracias mais maduras, é conhecido como “agenda de valores”. Ela reúne temas como fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. “Ninguém mais vai se eleger para um cargo executivo facilmente com um programa que prevê a legalização do aborto”, afirma Ary Oro, estudioso de religião e política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.” Fonte: Revista Época, reportagem de Ivan Martins e Leonel Rocha. Com Kátia Melo, Martha Mendonça, Nelito Fernandes, José Alberto Bombig e Guilherme Evelin



